INSTITUTO MÉDIO POLITÉCNICO GLOBO - NZERU MBAWIRI
CURSO DE AGRO-PECUARIA
CERTIFICADO VOCACIONAL V EM AGROPECUÁRIA
Título do Módulo: Conduzir e recolher dados de inquéritos, campos de demonstração e ensaios
on-farm
e Código do Modulo: MO AGR04503181
Tema: Instalação de monitoramento de campo de demostração de resultados de uma cultura de
alface
Formanda:
Olivia Antônio Mabote
Código do estudante:2479798338l
Docente: Jermias Vilankulos
Chimoio, Maio, 025
Índice
Introdução .........................................................................................................................1
Objectivos ........................................................................................................................2
Métodos e materiais ........................................................................................................3
Localização geográfica ...................................................................................................3
Descrição da cultura de alface .......................................................................................4
Preparação do solo ..........................................................................................................5
Sementeira .....................................................................................................................6
Monitoramento de pragas e doenças .............................................................................7
Colheita ..........................................................................................................................8
Conclusão ......................................................................................................................9
Referência bibliográfica ...............................................................................................10
1. Introdução
A cultura da alface (Lactuca sativa L.) é uma das hortaliças folhosas mais consumidas a nível
mundial, sendo caracterizada pelo seu rápido ciclo de produção e alto valor nutritivo. No
contexto da formação em agropecuária da Cv5, os campos de demonstração constituem uma
ferramenta essencial para a aplicação prática dos conhecimentos teóricos adquiridos,
promovendo a aprendizagem ativa, a avaliação de tecnologias e a recolha de dados agronômicos
no campo.
Este relatório descreve de forma detalhada todas as fases envolvidas na condução do campo de
demonstração da cultura da alface, desde a preparação do solo até à conclusão das atividades,
incluindo a colheita e a avaliação dos resultados. A atividade foi realizada com o objetivo de
capacitar os formandos na aplicação de boas práticas agrícolas e no processo de recolha e análise
de dados no campo.
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2.0 Objectivos
2.1 Objectivo geral
Instalar o monitoramento de campo de demostração de resultados de uma cultura de
alface
2.2 Objetivos Específicos
Demonstrar na prática todas as etapas do processo produtivo da cultura de alface, desde a
preparação do solo até à colheita, com aplicação de boas práticas agrícolas.
Capacitar os formandos na execução e monitoramento de campos de demonstração,
promovendo a aprendizagem ativa e participativa no contexto agropecuário.
Recolher, registar e analisar dados agronômicos relevantes durante o ciclo da cultura,
como crescimento das plantas, produtividade e incidência de pragas e doenças.
Avaliar o impacto das técnicas utilizadas sobre o rendimento e qualidade da produção de
alface, identificando os fatores que influenciam positivamente o desempenho da cultura.
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3.0 Métodos e materiais
A condução do campo de demonstração da cultura de alface seguiu uma abordagem prática,
participativa e baseada em boas práticas agrícolas, com o objetivo de transmitir conhecimentos
técnicos e demonstrar, na prática, as etapas essenciais para o cultivo eficiente da alface.
Inicialmente, foi feita a seleção do local com base em critérios como acessibilidade,
disponibilidade de água, boa exposição solar e solo com boa drenagem. Em seguida, foi
realizado o levantamento de necessidades, incluindo materiais, mão de obra e calendário de
atividades.
O solo foi limpo, revolvido e destorroado com uso de ferramentas manuais. Posteriormente,
foram formados canteiros elevados para melhorar a drenagem e facilitar o manejo da cultura.
Durante esta fase, foram aplicados corretivos e matéria orgânica, conforme as necessidades
observadas.
3.1 Materiais Usados
Para a implementação do campo de demonstração da cultura de alface, foram mobilizados
diversos materiais e recursos, essenciais para garantir a eficiência, a segurança e o sucesso das
actividades realizadas em cada etapa do processo produtivo. Estes materiais incluem:
Enxadas: empregadas na capina, destorroamento e modelagem dos canteiros;
Ancinhos: usados para nivelamento dos canteiros e remoção de resíduos superficiais;
Regadores: fundamentais para a irrigação manual, principalmente durante a fase inicial da
cultura, garantindo a umidade adequada para a germinação e o crescimento saudável das mudas.
Fita métrica: usada para medir distâncias entre linhas de plantio, delimitar o tamanho dos
canteiros e organizar o espaçamento entre as plantas, assegurando uniformidade e padronização
no lavoura do campo;
Corda: utilizada para traçar linhas retas durante o preparo dos canteiros e para auxiliar na
marcação dos sulcos, promovendo alinhamento adequado das fileiras e facilitando o manejo
posterior da cultura.
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3.2 Localização geográfica
O Bairro 1ᴼ de Maio localiza-se na cidade de Chimoio, distrito de Chimoio, na província de
Manica. O bairro está nas proximidades da estrada nacional número 06, e a sul faz limite com o
distrito Macate, a este com o distrito Gondola e a oeste a textiafrica situada no bairro Soalpo. A
área de estudo é caracterizada por solos franco-arenoso e franco-argiloso avermelhados. O clima
predominante na Cidade é tropical quente e temperado, com uma temperatura que varia de 13ᴼC
a 30ᴼC e raramente é inferior a 11ᴼC ou superior a 34ᴼC. A temperatura média é 21,3ᴼC. E um
índice pluviómetro aproximada a 949mm.
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4.0 Revisão bibliografica
4.1 Descrição da Cultura da Alface
A alface (Lactuca sativa L.) é uma hortaliça folhosa pertencente à família Asteraceae,
amplamente cultivada no mundo inteiro para consumo in natura. É uma planta anual, de clima
temperado a subtropical, com bom desempenho em temperaturas entre 15 °C a 25 °C.
As principais características da cultura incluem:
Sistema radicular: superficial, exigindo boa disponibilidade de água e nutrientes no perfil
superior do solo.
Ciclo vegetativo curto: geralmente entre 45 a 60 dias do transplantio à colheita.
Necessidade de solo fértil e bem drenado, com pH entre 6,0 a 6,8.
Sensível ao excesso de calor e à salinidade do solo.
Classificações comerciais: crespa, americana, lisa e romana (a variedade utilizada foi a crespa).
A alface exige cuidados constantes com irrigação, nutrição equilibrada, controle de pragas e
doenças, e colheita cuidadosa para garantir folhas frescas e de boa qualidade comercial.
4.2 Preparação do solo
A preparação do solo é uma etapa fundamental para garantir boas condições de germinação e
desenvolvimento da alface. As principais atividades realizadas foram:
Capina e limpeza da área: Remoção de vegetação indesejada.
Mobilização do solo: Realizada através de enxada ou charrua, com profundidade entre 20 e 30
cm.
Destorroamento e nivelamento: Para facilitar o plantio e evitar acúmulo de água.
Delimitação dos canteiros: Canteiros com largura de 1,2 m e caminhos de 0,4 m entre eles.
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4.3 Corretivos e fertilização de base
Com base em análises do solo, foi aplicada calagem (calcário dolomítico) para corrigir a acidez e
fosfato natural para suprir fósforo. A fertilização de base incluiu:
Adubo orgânico (composto/esterco): Incorporado ao solo.
Fertilizantes minerais (NPK): Aplicação conforme recomendação técnica.
4.5 Sementeira e produção de mudas
As sementes de alface foram semeadas em viveiro, em bandejas ou canteiros com substrato leve.
As mudas permaneceram em viveiro por 20 a 25 dias, sendo regadas diariamente e protegidas de
pragas e intempéries.
4.6 Transplantio
O transplantio foi feito quando as mudas tinham 4 a 6 folhas verdadeiras. Cada muda foi
colocada em espaçamento de 30 cm entre plantas e 40 cm entre linhas. A irrigação foi realizada
imediatamente após o plantio.
4.8 Tratos culturais
Durante o ciclo da cultura, foram realizadas várias práticas para assegurar um bom
desenvolvimento:
Irrigação regular: Preferencialmente por regador ou gotejamento, evitando encharcamentos.
Capinas manuais: Para controle de plantas daninhas.
Cobertura morta: Com capim seco para conservar a umidade e reduzir a incidência de pragas.
Adubações de cobertura: Utilizando ureia ou nitrato de amônio.
4.8 Monitoramento de pragas e doenças
O acompanhamento fitossanitário foi realizado de forma sistemática, com inspeções semanais
nos canteiros para identificar sinais precoces de infestação. As principais pragas observadas
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foram pulgões, lagartas e mosca-minadora. Entre as doenças, destacaram-se o míldio, a podridão
mole e a queima das bordas.
Para minimizar a ocorrência, foram adotadas medidas preventivas como:
Rotação de culturas, para quebrar o ciclo de pragas e patógenos;
Espaçamento adequado entre plantas, para melhorar a circulação de ar e reduzir a umidade;
Aplicação de extratos naturais de alho e pimenta, com ação repelente e antifúngica;
Remoção manual de folhas afetadas e descarte adequado de restos culturais;
Evitar irrigação excessiva, prevenindo doenças fúngicas e bacterianas.
6.0 Recolha e análise de dados
Durante todas as fases do campo de demonstração, foi realizada a recolha sistemática de dados
agronômicos e fitossanitários, com o objetivo de avaliar o desempenho da cultura sob as práticas
adotadas. Os principais indicadores monitorados incluíram:
Taxa de germinação e sobrevivência das mudas no viveiro e após o transplantio;
Crescimento das plantas, expresso em altura e número de folhas por planta ao longo do ciclo;
Incidência de pragas e doenças, observando a frequência e a gravidade dos ataques;
Produtividade, medida em quilogramas por metro quadrado (kg/m²), e qualidade das plantas
colhidas, avaliando o estado sanitário, firmeza e tamanho comercial.
Os dados obtidos foram organizados em tabelas e gráficos, e analisados estatisticamente com
base em médias e desvios-padrão, permitindo comparações entre tratamentos, eficiência das
práticas adotadas e identificação de possíveis limitações. Essa análise embasou recomendações
técnicas para futuros cultivos em condições similares.
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7.0 Conclusão
A condução do campo de demonstração da cultura da alface proporcionou uma experiência
prática enriquecedora, permitindo aos formandos aplicar de forma integrada os conhecimentos
adquiridos em horticultura. Desde a preparação do solo, passando pelo transplantio, manejo
cultural e fitossanitário, até à colheita, cada etapa foi executada com base em boas práticas
agrícolas, refletindo-se em altos índices de produtividade (kg/m²), excelente qualidade comercial
das plantas colhidas e baixo impacto ambiental, graças ao uso de métodos agroecológicos.
A recolha sistemática e a análise dos dados agronômicos permitiram uma avaliação objetiva do
desempenho da cultura, identificando tanto os pontos fortes quanto as limitações técnicas do
processo. Essa abordagem analítica contribuiu significativamente para a tomada de decisões
fundamentadas e para o aperfeiçoamento de estratégias de manejo em futuras campanhas
agrícolas.
Conclui-se que os campos de demonstração são ferramentas pedagógicas altamente eficazes para
o desenvolvimento de competências técnicas, espírito crítico e capacidade de resolução de
problemas, preparando os formandos para os desafios do setor agropecuário com maior
confiança, autonomia e responsabilidade profissional.
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8.0 Referências Bibliográficas
EMBRAPA. (2020). Alface: cultivo, práticas de manejo e controle de pragas. Empresa Brasileira
de Pesquisa Agropecuária. Disponível em: [Link]
FILGUEIRA, F. A. R. (2013). Novo manual de olericultura: agrotecnologia moderna na
produção e comercialização de hortaliças. 3. ed. Viçosa: UFV.
MAPA. (2021). Boas práticas agrícolas para o cultivo de hortaliças. Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento. Brasília, DF.
OLIVEIRA, J. R.; MELO, P. C. T. (2016). Cultivo de Alface. Instituto Agronômico de
Campinas (IAC). Campinas, SP.
TRANI, P. E.; TIVELLI, S. W.; BLAT, S. F. M. (2010). Recomendações de adubação e calagem
para o Estado de São Paulo. Instituto Agronômico de Campinas (IAC). Boletim Técnico 100.
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Anexos
Fig1: Preparação do solo. (Fonte: autor) Fig2: Sementeira . (Fonte: autor)
Fig3: Adubação (Fonte: autor) Fig4: Rega (Fonte: autor)
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