Guia 1
CRONOGRAMA DE ATIVIDADES
(20 SEMANAS LETIVAS, CONFORME CALENDÁRIO ACADÊMICO)
DATA ATIVIDADE/TEMA
19/11/24
Terça-Feira
Apresentação do programa / Divisão dos grupos de seminários
/Introdução / Generalidades
✅
26/11/24
Terça-Feira
Células e Órgãos do Sistema Imune
✅
03/12/24
Terça-Feira
Antígenos: Estrutura e Função
Imunoglobulinas: Estrutura e Função
✅
Genes das Imunoglobulinas: Expressão e Organização
10/12/24
Terça-Feira
Complexo Principal de Histocompatibilidade
Processamento e Apresentação de Antígenos
✅
17/12/24
Terça-Feira
Receptor de Célula T
Desenvolvimento dos Linfócitos T: Ativação e Diferenciação
✅
1ª avaliação do conteúdo ministrado
6.0
28/01/25
Terça-Feira
Desenvolvimento dos Linfócitos B: Ativação e Diferenciação
Sistema Complemento
✅
Resposta Imune Efetora
04/02/25 Citocinas
Terça-Feira Imunidade Inata
Inflamação
11/02/25 2ª avaliação de todo conteúdo ministrado
Terça-Feira
18/02/25 Seminários
Terça-Feira Reações de Hipersensibilidade (I,II,III,IV,V)
Imunidade de Mucosas
22/02/25 Seminários
sabado Imunidade aos Microrganismos Imunodeficiências
11/03/25 Seminários
Terça-Feira Vacinas
Imunidade Transplantes
18/03/25 Seminários Imunidade aos Tumores
Terça-Feira Tolerância imunológica
25/03/25 Seminários Autoimunidade
Terça-Feira Tolerância imunológica
08/04/25 Repositiva ou Exame final
Terça-Feira
19/11 Juliana
Apresentação do programa / Divisão dos grupos de seminários /Introdução /
Generalidades
- Apresentação da disciplina
- A avaliação do seminário e individual: comportamento, vestimenta, conhecimento do
assunto, novidade de tema
- Grupos compostos por ⅚ pessoas 6 grupos
Introdução ao sistema imune
Immunuitas -Immunis : pessoa privilegiada, possuía imunidade, ou seja isenta de deveres e
obrigações
Em sua Evolução o termo passou a significar proteção contra agentes estranhos e doenças
infecciosas
O sistema imune é formado por células e moléculas
A resposta imune é uma resposta coletiva e coordenada
Reconhecimento: o corpo tem que entender o que é próprio e o que é estranho
Resposta: tem de ser efetora para neutralizar ou eliminar o patógeno
Regulação imune: não pode só ativar tem que regular essa ativação também
A função do sistema imune é nos proteger e neutralizar e eliminar o que é estranho. Temos
diferentes células que compõem o sistema imune e essas diferentes células possuem suas
armas para combater os agentes estranhos, exemplo: os fagocitos, que fazem combate e
emite ceudopodes para tentar englobar o agente estranho, ele fagocita o agente estranho
para tentar eliminá-lo.
O sistema de defesa que evolui nos vertebrados, fornece proteção contra microorganismos
invasores, como vírus, protozoários, fungos e contra células tumorais, e tem também um
potencial de ser autodestrutivo, ou seja, quando o sistema imunológico perde sua
capacidade de combater e de neutralizar antígenos ele pode ser autodestrutivo.
Imunidade Natural (inata ou não adaptativa)
É a nossa primeira linha de defesa contra microorganismos e apresenta estruturas que
estão presentes apenas nos microorganismos. As bactérias, fungos e vírus possuem
estruturas próprias, organizações próprias desse organismos que são passíveis de serem
reconhecidas pelas células do sistema imunológico.
O padrão molecular pode ser entendido como um alvo molecular
Barreiras
Físicas
Biológicas
Mecânicas
Células
Proteínas Sanguíneas
Ph e ácidos graxos
Enzimas
Muco
igA
Proteção contra infecções e podem ser: barreiras físicas (pelos, cílios), biológicas
(secreções, muco, flora microbiana, ph, saliva) mecânicas (movimentos peristálticos)
Células: fagocitarias(macrofagos…), linfoides inatas, dendríticas, e Nk e Proteínas
sanguíneas: sistema complemento
Dentre as defesas inatas temos: a pele, que é uma barreira física e mecânica, contra a
penetração de microorganismos.
ph ácidos e ácidos graxos: são baterias importantes que alteram quimicamente algumas
estruturas.
Enzimas como a lisosina que está presente na saliva e é importante pois degrada a parede
celular de bactérias
A proteção dessas barreiras varia conforme a idade.
Muco: outra defesa é o muco. o muco das vias respiratórias serve para proteger os nossos
orifícios naturais
resistência através da igA - impede a fixação do microorganismo (piili)
Pontos de penetração de microorganismos: pontos em que são passíveis de serem
infectados, ex: os folículos pilosos e folículos de glândulas sebáceas e sudoríparas,
eventualmente temos infecções que começam nesses orifícios
Resposta a implantação - tende a ser eliminados pelas células próximas principalmente
células fagocitarias que capturam microorganismos e os levam até o linfonodo mais
próximo.
Mecanismos especiais - espirro, tosse e pelos nas narinas (ajudam a evitar a implantação)
Supressão de reação imunológica- cigarros álcool e drogas
Proteção no sistema gastrointestinal :
- Saliva: com seu ph básicos e várias enzima hidrolíticas
- Estômago com seu ph ácido
- Intestino: enzimas proteoliticas e macrofagos ativos
- Microbiota normal: impede o estabelecimento de microrganismos patogênicos
Tipos de de imunidade
Inata Adquirida
Não é específica, Específica
É a primeira linha de defesa Envolve celular específica (linfócitos)
Tem barreiras
pode induzir uma meia imunologia, treina
as células para responder mais
rapidamente a antígenos, tem memória
mas essa memória é limitada
Procurar: como funciona uma resposta primária e uma resposta secundária
Imunidade Adquirida
A imunidade pode ser adquirida (adaptativa ou específica). É aquela que se desenvolve
como uma resposta a infecção e se adapta a infecção, com a participação de mecanismos
estimulados pela presença de substâncias estranhas (antígenos) que são específicos para
macromoléculas distintas (anticorpos)
Imunidade humoral: vai envolver macromoléculas especializadas e específicas (anticorpos
ou imunoglobulinas) e esses anticorpos são produzidos por células b efetoras ou
plasmócitos, essa imunidade humoral é passível de ser transferida de indivíduos imunizados
para indivíduos não imunizados
Imunidade celular: É composta de células responsáveis pelo reconhecimento específico e
apresentação dos antígenos - linfócitos t auxiliar (helper) e citotóxico ou células t
Imunidade adquirida passiva: transfere anticorpos ou linfócitos efetores para outro
hospedeiros, ex: administração de um soro para tétano ou raiva. Confere uma
disponibilidade imediata do anticorpo para neutralizar a toxina, tem um tempo curto de
sobrevida na circulação sanguínea
Imunidade adquirida ativa: induzida após o contato com o antígenos estranhos (vacinas).
Como ocorre a imunização: exposição prévia aos antígenos. Resposta esperada: produção
de anticorpo e ativação de linfócitos. Vantagem: geração de células de memória - resposta
rápida na segunda exposição ao antígeno, resistência prolongada contra o antígeno.
Características:
Especificidade: garante que o antígeno distinto seja afetado
Diversidade
Memória
Especialização
Auto limitação perante o sistema imunológico: resposta a exposição de novos antígenos
Tolerância a antígenos próprios: previne danos ao hospedeiros durante a resposta a
antígenos estranho
Grupo 1 para o seminário
João
Milene
Camila
Emily
Nicoly
Caio
Revisão
Uma resposta imune específica, como a produção de anticorpos contra um patógeno em
particular ou seus produtos, é conhecida como resposta imune adaptativa, porque é
desenvolvida durante a vida de um indivíduo como uma adaptação à infecção pelo
patógeno. Em muitos casos, uma resposta imune adaptativa também resulta em um
fenômeno conhecido como memória imune, o que confere uma imunidade protetora por
toda a vida contra reinfecções pelo mesmo patógeno. Essa é apenas uma das
características que diferenciam uma resposta imune adaptativa de uma resposta imune
inata, ou imunidade inata, que está sempre imediatamente disponível para combater
uma grande gama de patógenos, mas não conduz a uma imunidade duradoura e não é
específica para nenhum patógeno individual.
O que é um antígeno? O termo antígeno agora é utilizado para descrever qualquer
substância que pode ser reconhecida e combatida pelo sistema imune adaptativo.
Para proteger o indivíduo de maneira eficaz contra uma doença, o sistema imune deve
realizar quatro principais tarefas. A primeira é o reconhecimento imune: a presença de
uma infecção deve ser detectada. Essa tarefa é realizada pelos leucócitos do sistema imune
inato, os quais proporcionam uma resposta imediata, e pelos linfócitos do sistema imune
adaptativo. A segunda tarefa é conter a infecção e, se possível, eliminá-la por completo, o
que traz à ativa as funções imunes efetoras,como o sistema do complemento de proteínas
sanguíneas, os anticorpos produzidos por alguns linfócitos e a capacidade destrutiva dos
linfócitos e outros leucócitos. Ao mesmo tempo, a resposta imune deve ser mantida sob
controle para que não cause nenhum prejuízo ao próprio organismo. A regulação imune,
ou capacidade que o sistema imune tem para auto regulação, é, portanto, um aspecto
importante nas respostas imunes, e a falha de tal regulação contribui para o
desenvolvimento de determinadas condições, como alergias e doenças autoimunes. A
quarta tarefa é proteger o indivíduo contra a recorrência de uma doença devida a um
mesmo patógeno. Uma característica particular do sistema imune adaptativo é a
capacidade de produzir memória imune, de modo que, tendo sido exposta uma vez a um
agente infeccioso, uma pessoa produzirá uma resposta forte e imediata contra qualquer
exposição subsequente ao mesmo patógeno, isto é, ela terá imunidade protetora contra ele.
A resposta imune inata ocorre rapidamente no momento de exposição a um organismo
infeccioso. Em contrapartida, as respostas pelo sistema imune adaptativo levam dias em
vez de horas para se desenvolver
As células do sistema imune derivam de precursores da medula óssea. Todas essas células
são originárias da medula óssea, e muitas delas também se desenvolvem e maturam nesse
ambiente.
A linhagem mieloide inclui a maioria das células do sistema imune inato. Juntos, os
agranulócitos (monócitos e os macrófagos) compõem um dos três tipos de fagócitos no
sistema imune: os outros são os granulócitos (termo coletivo para os leucócitos chamados
neutrófilos, eosinófilos e basófilos) e as células dendríticas.
Os leucócitos, também denominados glóbulos brancos, são um grupo de células
constituído por neutrófilos, basófilos, eosinófilos, linfócitos e monócitos que têm a
função de proteger o organismo contra infecções. Eles são produzidos na medula
óssea ou em tecidos linfoides e permanecem no sangue temporariamente
Os neutrófilos (PMNs) possuem receptores que reconhecem padrões, e os
PMNs desempenham um papel importante na inflamação aguda ao fornecer
proteção contra micro-organismos. A fagocitose e a destruição de patógenos
são o seu papel predominante.
Agentes quimiotáticos que atraem os neutrófilos para os locais de infecção
incluem:
● Fragmentos proteicos liberados quando o complemento é ativado
(por exemplo, C5a);
● Fatores derivados dos sistemas fibrinolítico e das cininas;
● Produtos de outros leucócitos e plaquetas;
● Produtos de determinadas bactérias.
Os neutrófilos possuem um grande arsenal de enzimas e proteínas
antimicrobianas armazenadas em dois tipos principais de grânulos:
● Os grânulos primários (azurófilos) são lisossomos que contêm
hidrolases ácidas, mieloperoxidase e muramidase (lisozima),
portanto eles também contém proteínas antimicrobianas, incluindo
as defensinas, seprocidinas, catelicidinas e proteína indutora de
permeabilidade bacteriana (BPI) e
● Grânulos secundários (específicos dos neutrófilos) contém
lactoferrina e lisozima.
Durante a fagocitose, os lisossomos contendo as proteínas antimicrobianas se
fundem com os vacúolos contendo os micro-organismos ingeridos (chamados de
fagossomos) e assim formam os fagolisossomas, onde ocorre a destruição dos
organismos. Assim, os neutrófilos também liberam grânulos e substâncias
citotóxicas no meio extracelular quando ativados por complexos imunes
(anticorpos ligados a seus antígenos específicos) através de seus receptores Fc.
Esse é um exemplo importante de colaboração entre os sistemas imunes natural
e adquirido, sendo um mecanismo importante em doenças de complexo imunes
(hipersensibilidade tipo III).
Os Eosinófilos são um componente do sistema imunitário inato. Eosinófilos têm
uma ampla gama de funções, como
● Defesa contra as infecções parasitárias
● Defesa contra as bactérias intracelulares
● Modulação das reações de hipersensibilidade
Os eosinófilos são especialmente importantes na defesa contra as infecções
parasitárias. Entretanto, embora a eosinofilia normalmente acompanha
infecções helmínticas e eosinófilos sejam tóxicos a helmintos in vitro, não há
nenhuma evidência direta de que eles eliminem parasitos in vivo.
Embora fagocitários, os eosinófilos são menos eficientes do que os neutrófilos
na eliminação de bactérias intracelulares.
Os eosinófilos podem modular as reações de hipersensibilidade imediata por
degradação ou desativação de mediadores liberados por mastócitos, como
histamina, leucotrienos (que podem causar vasoconstrição e broncoconstrição),
lisofosfolipídios e heparina.
A eosinofilia prolongada resulta em lesão no tecido por mecanismos que não são
completamente compreendidos.
Os basófilos são leucócitos circulantes menos comuns, compreendendo menos
de 1% da contagem total de leucócitos e são reconhecidos por seus grânulos
proeminentes preto-azulados. Além dos grânulos basófilos que distinguem este
subtipo celular, morfologicamente caracteriza-se como uma célula
relativamente grande, com diâmetro entre 10 e 15 µm. Eles são dotados de
receptores de alta afinidade pela imunoglobulina E (IgE). Quando esses
receptores de alta afinidade sofrem ligação cruzada com um antígeno, anticorpo
anti-IGE ou outros mediadores, o resultado é a desgranulação com a liberação
de histamina e leucotrienos com reação de hipersensibilidade imediata. A
principal substância liberada durante a desgranulação é a histamina. Sua
liberação evoca respostas que inclui a contração do músculo liso brônquico e
gastrointestinal, regulação da resposta do linfócito T e da liberação de linfocina,
liberação das enzimas lisossômicas pelos neutrófilos, intensificação da migração
dos eusinófilos e neutrófilos e aumento da expressão do receptor C3b nos
eosinófilos. Quando os basófilos se deparam com alérgenos (antígenos que
causam reações alérgicas), eles liberam histamina. A histamina aumenta o
fluxo de sangue para os tecidos danificados, resultando em inchaço e
inflamação. Os basófilos também produzem substâncias que atraem os
neutrófilos e os eosinófilos ao foco do problema.
Os monócitos circulantes são os precursores dos macrófagos teciduais. Os
monócitos migram para os tecidos, onde, em aproximadamente 8 horas, se
transformam em macrófagos. Esse desenvolvimento ocorre sob a influência do
fator estimulador de colônias de macrófagos (M-CSF), que é secretado por
vários tipos de células (p. ex., células endoteliais, fibroblastos). Nos locais de
infecção, as células T ativadas secretam citocinas (p. ex.,
interferon-gama[INF-gama]), as quais induzem a produção do fator inibidor de
migração de macrófagos, prevenindo a saída dessas células do local. São os
maiores leucócitos observados em esfregaços de sangue e têm núcleo ovoide
em forma de rim ou ferradura, localizado na periferia do citoplasma. Os
monócitos na circulação têm as funções de fagocitose e apresentação de
antígenos. Eles removem microrganismos, materiais estranhos ao organismo,
células mortas ou lesadas
Os macrófagos são células hematopoyéticas fagocíticas proveniente da medula óssea,
através da linhagem mieloide/fagocítica mononuclear, tendo como percursores os
monócitos que circulam temporariamente na corrente sanguínea e que migram depois
para os tecidos, onde se diferenciam. A principal função dos macrófagos é realizar a
fagocitose. O macrófago fagocita células danificadas e envelhecidas, restos celulares,
agentes estranhos e partículas [Link] macrófagos podem alterar seus perfis de
expressão gênica e evoluir para subconjuntos M1 ou M2 polarizados (ver tabela
Subtipos de macrófagos). Macrófagos pró-inflamatórios M1 “ativados classicamente”
são estimulados por citocinas como o IFN gama e por vários componentes microbianos
(p. ex., lipopolissacarídeo). Os macrófagos anti-inflamatórios M2 "alternativamente
ativados" são estimulados predominantemente por citocinas, como a IL-4 e a IL-13. Os
macrófagos M1 são fortemente microbicidas, promovem respostas Th1 e secretam
citocinas pró-inflamatórias (p. ex., TNF-alfa), enquanto os macrófagos M2 que secretam
citocinas imunossupressoras (p. ex., IL-10, fator de crescimento transformador beta
[TGF-beta]) são importantes para resolver a inflamação e promover o remodelamento
tecidual. Os macrófagos M2 também podem contribuir para a fibrose, ao produzir
fatores profibróticos como o TGF-beta. Todas as ações desempenhadas pelos
macrófagos encontram-se dependentes de sinais específicos, tais como condições de
hipoxia, certos lípidos e citocinas A função dos macrófagos está adaptada aos tecidos
onde reside. Assim, as células de Kupffer presentes no fígado contribuem para a
regeneração hepática após lesão, enquanto que as células de Langerhans na pele são
células sentinela importantes, mediando a vigilância imunológica. Os osteoclastos
mediam a morfogênese óssea, a microglia presente no cérebro apoia o desenvolvimento
e a manutenção de redes neuronais e os macrófagos intestinais (órgão que constitui o
maior reservatório destas células no organismo humano) são essenciais para a
manutenção da mucosa, para a sua homeostasia face ao microbiota, para a renovação
epitelial. Os macrófagos intestinais são também importantes componentes da
imunidade protetora, encontrando-se envolvidos na patologia da doença inflamatória do
intestino, quando a sua função está comprometida. O tempo de vida desta célula é muito
variável, dependendo das suas funções imunológicas e da sua localização no tecido,
tendo os macrófagos inflamatórios, uma duração mais reduzida de apenas alguns dias,
enquanto, os macrófagos alveolares e as células da microglia, podem apresentar uma
duração que pode atingir anos
Os mastócitos, cujo precursor sanguíneo ainda não
está bem definido, diferenciam se nos tecidos. Embora
sejam mais conhecidos por seu papel em coordenar as
respostas alérgicas, acredita-se que eles atuem na
proteção das superfícies internas do organismo contra
os patógenos, e que estejam envolvidos na resposta
contra vermes parasíticos. Eles têm grandes grânulos
em seu citoplasma, os quais são liberados quando os
mastócitos são ativados; isso ajuda a induzir a
inflamação.
Há vários tipos de células dendríticas, as quais
compõem a terceira classe das células fagocíticas do
sistema imune.
Elas capturam substâncias particuladas por fagocitose
e também ingerem continuamente grandes
quantidades de líquido extracelular e seu conteúdo,
por um processo conhecido como macropinocitose.
Mas, sua principal função no sistema imune não é a
eliminação de microrganismos. Em vez disso, o
encontro com os patógenos estimula as células
dendríticas a maturar em células que podem ativar
uma determinada classe de linfócitos, os linfócitos T.
As células dendríticas maduras ativam os linfócitos T
pela apresentação dos antígenos derivados de
patógenos em sua superfície, ativando os receptores
de antígeno dos linfócitos T. Elas também fornecem
outros sinais necessários para ativar os linfócitos T
que encontraram seus antígenos pela primeira vez, e,
por essa razão, as células dendríticas são também
denominadas células apresentadoras de antígenos
(APCs, do inglês antigen-presenting cells). Assim, as
células dendríticas formam uma ligação crucial entre a
resposta imune inata e a resposta imune adaptativa
O progenitor linfoide comum da medula óssea dá origem aos linfócitos
antígeno-específicos do sistema imune adaptativo e também a um tipo de linfócito que
responde à presença de infecção, mas não é específico para antígeno e, portanto, é
considerado parte do sistema imune inato. Este último é uma grande célula com citoplasma
granular distinto e é chamado de célula natural killer (célula NK). Essas células podem
reconhecer e matar algumas células anormais, como algumas células tumorais e células
infectadas com herpes-vírus, e acredita-se que antes do início da resposta imune adaptativa
elas sejam importantes para manter as infecções virais sob controle.
O sistema imune deve ser capaz de produzir uma resposta imune contra qualquer tipo de
patógeno dentre uma ampla variedade que uma pessoa possa encontrar ao longo da vida.
Os linfócitos tornam isso possível coletivamente por meio de receptores de antígenos
altamente variáveis presentes em sua superfície, pelos quais eles reconhecem e ligam os
antígenos. Cada linfócito maduro tem uma variante única de um protótipo de receptor de
antígeno, de modo que a população de linfócitos expressa um grande repertório de
receptores altamente diversos em relação aos seus sítios de ligação do antígeno. Entre os
bilhões de linfócitos circulantes no organismo, em um dado momento sempre haverá algum
que possa reconhecer um antígeno estranho.
Os linfócitos que ainda não foram ativados pelo antígeno são conhecidos como
linfócitos virgens. Os linfócitos que já encontraram seu antígeno, tornaram-se ativados, e
diferenciaram-se em linfócitos totalmente funcionais são conhecidos como linfócitos
efetores.
linfócitos B (células B) Após o antígeno se ligar a um
receptor de antígeno de células B, ou receptor de
células B (BCR, do inglês B-cell receptor), na
superfície da célula B, o linfócito irá proliferar e
diferenciar-se em células plasmáticas. Essa é a forma
efetora dos linfócitos B e seus anticorpos produzidos,
os quais são a forma secretada do BCR e têm
especificidade antigênica idêntica. Dessa forma, o
antígeno que ativa uma determinada célula B
torna-se o alvo dos anticorpos produzidos pela
progênie dessa célula. As moléculas de anticorpos
como classe são conhecidas como imunoglobulinas
(Igs), e os receptores de antígeno dos linfócitos B são,
também, conhecidos como imunoglobulina de
membrana (mlg, do inglês membrane
immunoglobulin) ou imunoglobulina de superfície
(slg, do inglês surface immunoglobulin ).
linfócitos T (células T) O receptor de antígeno de
células T, ou receptor de células T (TCR, do inglês
T-cell receptor), é relacionado à Ig, mas é distinto em
sua estrutura e propriedades de reconhecimento.
Após a ativação de uma célula T depois de seu
primeiro contato com o antígeno, ela prolifera e
diferencia-se em um dos diferentes tipos funcionais
de linfócitos T efetores. As funções das células T
efetoras são divididas em três grandes classes: morte,
ativação e regulação. As células T citotóxicas matam
as células que estão infectadas com vírus ou outro
tipo de patógeno [Link] células T auxiliares
produzem sinais adicionais essenciais que
influenciam o comportamento e a atividade de outras
células. As células T auxiliares fornecem os sinais
para as células B estimuladas por antígenos que
influenciam sua produção de anticorpos, e para os
macrófagos, permitindo que se tornem mais
eficientes para matar os patógenos [Link]
células T reguladoras suprimem a atividade de outros
linfócitos e auxiliam a controlar as respostas imunes.
Durante o desenvolvimento de uma resposta imune,
algumas células B e T são ativadas pelo antígeno,
diferenciando-se em células de memória, que são os
linfócitos responsáveis pela imunidade de longa
duração, que podem ser produzidas após doença ou
vacinação. As células de memória irão, prontamente,
diferenciar-se em células efetoras em uma segunda
exposição a seu antígeno específico.
Os linfócitos circulam pelo sangue e pela linfa, e também são encontrados em grande
número nos tecidos linfoides ou órgãos linfoides, que são organizados em agregados de
linfócitos em uma rede de células não linfoides. Os órgãos linfoides podem ser
grosseiramente divididos em órgãos linfoides primários ou centrais, onde os linfócitos são
produzidos, e em órgãos linfoides periféricos ou secundários, onde os linfócitos virgens
maduros são mantidos e as respostas imunes adaptativas são iniciadas. Os órgãos linfoides
centrais são a medula óssea é ótimo, um órgão localizado no tórax superior. Os órgãos
linfoides periféricos compreendem os linfonodos, o baço e os tecidos linfoides da mucosa do
intestino,dos tratos respiratório e nasal, do trato urogenital e de outras mucosas.
Os linfócitos B e T originam-se na medula óssea, mas apenas os linfócitos B amadurecem
na medula. Os linfócitos T precursores migram para o timo, do que receberam o nome, e lá
amadurecem. O "B" dos linfócitos B originou-se da bursa de Fabricius, um órgão linfoide de
galinhas jovens, onde os linfócitos amadurecem, e pode ser igualmente empregado para os
linfócitos derivados da medula óssea. Uma vez atingido o amadurecimento completo, os
dois tipos de linfócitos entram na corrente sanguínea como linfócitos maduros virgens. Eles
circulam pelos tecidos linfoides periféricos, onde uma resposta imune adaptativa é iniciada
se um linfócito encontrar seu antígeno correspondente. Contudo, antes disso,uma resposta
imune inata contra a infecção geralmente já ocorreu, e agora será visto como isso alerta o
restante do sistema imune para a presença de um patógeno.
27/11
Células e órgãos do sistema imune
Tudo começa nas células, e hoje tudo também termina com as células, a maioria dos
medicamentos agem em nível molecular, eles têm um alvo molecular que atua em
determinada célula.
Mastócito NÃO É CÉLULA SANGUÍNEA
Macrófago não é célula circulante o que circula e o monócito
O neutrófilos e uma célula que ela passa por vários estágios de diferenciação ate ele chegar
numa célula segmentada
O linfócito, o núcleo do linfócito, ocupa quase todo seu citoplasma celular.
O eosinófilo tá sempre corado mais de rosa, pois ele tem afinidade com o corante
O basófilo, ele sempre está corado de muito roxo, tendendo a preta, pela afinidade com o
corante (como se fossem várias bolinhas)
A aula de hoje é sobre as células pluripotenciais, os também chamados stem cells. E uma
células tronco hematopoiéticas. Então uma célula tronco hematopoiética vai dar origem a
todas as nossas células terminais que são as células circulantes.
Então tem a Stem Cells que vai dar origem a um progenitor linfoide ou a um progenitor
mieloide, a partir do progenitor linfoide a gente vai ter linfócito T e linfócito B na corrente
sanguínea, A partir de um progenitor mieloide a gente vai ter eritrócitos, plaquetas que
descendem dos megacariócitos , monócitos, neutrófilos eosinófilos e basófilo. As stem cells
são mega importantes porque as células-tronco estão sendo muito usadas para as terapias
atuais. Um exemplo seria as células CAR-T, onde você pega as células e faz indução gênica
para as células T e elas viram CAR-T e depois você infunde no seu paciente e isso ajuda a
ter emissão de alguns tumores.
[Imagem das células stem cells. célula pluripotente, que dá origem aos progenitores]
O que é a hematopoiese, a Hematopoiese e o que vai dar origem às células mesenquimais
hematopoiética, as mesenquimais vão dar origem às células estromais, presentes nos
nossos estromas, os osteócitos, adipócitos, fibroblastos, células endoteliais, e as
hematopoiéticas vão dar origem às células do sistema imunológico.
Das células hematopoyéticas, elas vão originar células sanguíneas: neutrófilos, basófilo,
eosinófilo, plaquetas, hemácias.
Lá na medula óssea a nossa hematopoiese vai dar origem a todos os tipos sanguíneos,
porque partir de uma célula do estigma ela pode se diferenciar nesses tipos celulares
Essas células são auto renováveis, essas células da medula óssea, porque elas precisam
manter aquele nível, lá na medula óssea, de células, para poder dar origem às células
terminais
A nossa hematopoiese inicia-se no saco embrionário nas primeiras semanas de gestação,
depois as células passam para fígado fetal para baco e por fim na medula óssea e é lá onde
eles se encontram pois esse é o principal meio de hematopoiese principalmente quando
adultos.
[Imagem da stem cells e seus derivados]
Para ter a Stem Cells é necessário alguns fatores de transcrição e de mediadores,
mediadores de crescimento, sem isso não origina celular nenhuma. Os mediadores são
como comida para célula para que ela consiga sobreviver em cultura, a medula óssea e
como se fosse uma cultura celular.
Existe os fatores de crescimento que são os mediadores
Existem os fatores de transcrição que são intracelulares, sem os quais as células não
sobrevivem.
[Imagem da medula óssea]
No nossos ossos longos, principalmente, alguns outros ossos tem também, mas ela se
encontra principalmente nos ossos longos, temos medula óssea, que é onde estão as
células pluripotenciais (Stem Cells.) dão origem às nossas células terminais, e também a
algumas células teciduais que são importantes pro sistema imunológico como os
mastócitos, e os macrófagos nos tecidos. Não existem macrófagos circulantes.
Para que a gente tenha as nossas células terminais precisamos de alguns fatores de
transcrição, esses fatores de transcrição soa super importantes porque eles vão dar origem
as nossas células terminais
Fator de transcrição e intracelular, vai Onde atua
transcrever algum gene
Data 1 Eritrócitos - envolvido com a linhagem
eritroide
Data 2 Eritróide Mieloide e linfoide
Pu.1 Eritorice Mieloide e Linfoide dependendo
das linhagens
Pm1 t Todas as linhagens
Icarus Linfoide
Oct 2 Para linfócito b
Isso é tão importante que se você tiver um paciente que tenha uma deficiência nesses
fatores de transcrição, ele não vai ter no final, as células que eles estão envolvidos.
A partir de fatores hematopoiéticos, que são liberados no estroma da medula óssea, temos
os tipos diferentes de células que vão compor o sistema imune.
- Linhagem Mieloide
Interleucina 3 e GMCSF fator de transcrição granulocito - macrófagos ) a partir do momento
que se tem esses mediadores, ou essas citocinas, atuando no progenitor mieloide, a gente
vai dar origem aos diferentes tipos celulares.
Mas, para originar
Monócitos, você precisa do M e do GMCSF.
Para o neutrófilos, do G e do GMCSF
Eosinófilo: Interleucina 5 interleucina 3 e GMCSF
Basófilo: L4, L9 e GMCSF
Plaquetas: trombopoetina e Interleucina 11
Linfócitos: os linfócitos precisa de R3 e L6 para que essa célula comecem a entrar no
processo de diferenciação
Como fazer para identificar os tipos celulares?
Para identificar usamos da morfologia, visualizando ao microscópio e também podemos
identificar os diferentes tipos celulares pelo produtos que as células secretam. É possível
dosar esses produtos, dosar mediadores e alguns mediadores são característicos de um
determinado tipo celular. Se você quantificar você sabe que você tem aquele tipo celular em
maior número ou muito ativada, uma outra forma e pelas moléculas de superfície que essas
células possuem, essas moléculas nada mais são do que o RG celular. A exemplo o
monócito, ele tem CD14 de superfície, então se vc passar uma quantidade de células em
um equipamento chamado citômetro de fluxo, e você marcar o anticorpo contra a molécula
CD14 ele vai mostrar quantos monócitos vc vai ter naquela população celular, e dessa forma
que faz a contagem de células CD4 pra quem tem HIV. Sendo um infectologista você vai
pedir uma contagem de CD4 e se tiver abaixo de x significa um caso grave. Então pode
usar a molécula de superfície que é o RG celular. Então o linfócito T ele tem uma região de
superfície que marca que ele é um linfócito T helper ou auxiliar, ele é então um CD4 , se ele
for uma célula citotóxica (CTL) o RG dele vai ser o CD8. E dessa forma que se faz para
identificar os diferentes tipos celulares, com o que chamamos de Marcador CD - closter de
diferenciação celular
- Linfócitos
Linfócitos: os linfócitos precisam de R3 e L6 para que essas células comecem a entrar no
processo de diferenciação, para linfócito T precisa dessas citocinas, para linfócito NK,
essas, Linfócitos B essas aqui… Agora o linfócito T pode dar origem a outros fenótipos
celulares, o linfócito T pode ser auxiliar 1 auxiliar 2 ou citotóxico, e o linfócito B pode se
transformar em um plasmócito.
Como identificar os diferentes linfócitos? Pela função (produtos) ou pelos marcadores, pela
morfologia não dá pra identificar os diferentes tipos de linfócitos.
- Contagem de células sanguíneas no indivíduo normal
Leucócitos por volta de 7 mil por m3
Neutrófilos 4 mil 20% 60%
Eosinófilo - 2 mil 1% a 4%
Basófilos - 1%
Linfócitos 2500 de 20% a 40 %
Monócitos de 2% a 8 %
- Granulócitos, ou polimorfonucleares: Neutrófilos, Eosinófilo, Basófilo
Neutrófilos: PMN são produzidos na medula óssea, tem 70% de circulação. São a primeira
linha de defesa, a primeira célula que deixa circulação em resposta inflamatória. Os
neutrófilos possuem grânulos primários e secundários, nos grânulos primários, que são
maiores e mais densos, eles também são chamados de grânulos azurófilos. Encontra-se
dentro desses grânulos principalmente enzimas, ou seja, lisosina, MPO, elastase cappsina,
hidrolase. Os grânulos secundários, que são menores, ou também chamados de
específicos, também encontram algumas proteínas enzimáticas. Além dos grânulos
primários e secundários nos neutrófilos encontram-se mediadores lipídicos, citocinas e
glicogênio.
Mediador lipídico: a membrana plasmática que se encontra nas células, ela pode sofrer
ação de uma enzima chamada de fosfolipase-A2 (PMA2) essa enzima é uma enzima
importante porque ela participa de eventos fisiopatológicos. Na fisiologia ela é importante
para a reestruturação de membrana e patológica ela cliva o fosfolipídio de membrana.
Tem-se uma gama de enzimas fosfolipase, são por volta de 16 grupos diferentes. Essa
fosfolipase, vai lá e cliva essa fosfolipídio de membrana e libera e ácido aracdônico e
lisopaf, esse ácido aracdônico e esse lisopaf sofrem ações de enzimas específicas a COX
(ciclooxigenases), e PAF (acetil-hidrolase) que e um subgrupo de uma outra fosfolipase
também, No lisopaf vai ter como produto final o PAF (fator de plaquetas) e as COX vão dar
origem as prostaglandinas tromboxanas e leucotrienos. A dexametasona age inhibindo a
fosfolipasa, usando anime a fosfolipase inibe a via inteira. . A COX são COx1 e COX2
Ciclooxigenase 1 e ciclooxigenases 2. O inibidor de Cox - COCIB, serve para inibir ação da
COx2 que é inflamatória, agindo em alguns tecidos. A COX 1 é constitutiva, ela é importante
para a manutenção dos níveis de prostaglandinas, pois a prostaglandinas também tem ação
fisiológica. Aí ao tomar um antiinflamatório geral, como o ibuprofeno, para inibir a COX 1
(acho que aqui ela quis dizer cox 2 mas trocou, não entendi direito)
Dentro dos neutrófilos têm mediadores lipídicos prontos, estocados, ou seja,
prostaglandinas, tromboxano e leucotrienos. Por isso ele está sempre pronto para atuar,
porque ele já tem o seu arsenal dentro da célula. Hoje em dia nos estudos mais recentes de
neutrófilos, tem-se uma sub-população de neutrófilos que ficam na fração dos PPMZs. O
que são os PPMZs? São linfócitos e monócitos juntos na hora que se faz a separação
celular. Os neutrófilos, a sua grande maioria eles ficam numa nuvem própria, e alguns
neutrófilos ficam juntos na nuvem de PPMZ, esses neutrófilos que ficam junto com a nuvem
de PPMZ de linfócito e monócitos são chamados de Neutrófilos Now Density, significa que
ele tem baixa densidade. Porque ele tem baixa densidade, algo aconteceu com ele que fez
ele desgranular, se ele desgranulou ele fica menos denso, e se ele fica menos denso ele
sobre pra outra fração. Consequentemente o citoplasma dele tem muito vacúolo e seu
núcleo fica mais segmentado, isso quer dizer que se você fizer uma lâmina simples e souber
identificar bem os tipos celulares você vai perceber que seu paciente tem alguma
inflamação em curso. Isso ajuda a ter um diagnóstico diferencial. Se um cara tem uma
grande quantidade de Now Density esse é um cara que vai agravar no final. Você pode usar
isso para tomar medidas antes do pior acontecer. Está fortemente ligado a pesquisas de
hanseníase e tuberculose [teve uma discussão na sala com os alunos sobre o tópico, é
sobre esse mapeamento que está sendo realizado]
[Foto do neutrófilo e sua ação]
Outro ponto importante sobre o neutrófilo é o mecanismo de formação de redes
extracelulares de neutrófilos (NET). [Ex na imagem ] Um neutrófilo, ele foi ativado por um
reagente de laboratório tipo um PNA esse PNA ativa uma rede de sinalização que e a TKC
ai tem-se então a ativação desse complexo enzimático levando a produção de certas
espécies reativas a oxigênio e ai tem a NPO neuroperoxidase + eurastase-neutrofílica que
é outra enzima, sendo então liberadas para o citosol e aqui tem as teias de DNA
(Explicando a imagem) . Durante uma infecção bacteriana, essa gram negativa vai interagir
com esse receptor de membrana chamado pol-at-receptor-4 (acho que é isso não entendi
direito). Ou um fungo, que pode reagir com outro receptor de membrana, e isso leva a
ativação desse neutrófilo e vai ter a ativação de elastase e do conteúdo de DNA celular em
forma de rede. Esse é o mecanismo de rede extracelular xerotroficos. Na vigência de uma
infecção fúngica ou uma infecção bacteriana o neutrófilo super ativa e libera o seu conteúdo
granular além de DNA e esse DNA ele vai ser importante no extracelular porque ele é uma
rede, e forma essa rede para poder capturar o antígeno. Propiciando que o neutrofilo possa
fagocitar o antígeno.
[ Imagem do desenvolvimento do neutrófilo e sua ação na circulação]
Na circulação ele é atraído por um foco de infecção, e no foco de infecção ele vai tentar
eliminar o agressor. Ele lança mão de todo seu arsenal e todas as armas possíveis para
eliminar o microorganismo, formando essas teias. Isso se chama netose, essa netose, pode
tanto levar a morte do neutrófilos, mas também pode ser uma netose vital, quando o
neutrófilo continua vivo, isso vai depender do patógeno.
Eosinófilos, também são produzidos na medula óssea, são de 2% a 4% dos leucócitos
sanguíneos, são fracos fagocitos, não tem essa função de fagocitse bem estabelecida, de
forma que um eosinófilo nunca vai fagocitar um verme. Ele está presente em parasitoses e
doenças alérgicas. Em RO a maior probabilidade é de serem vermes graças a falta de
saneamento básico. Os eosinófilos assim como os neutrófilos possuem grânulos, e dentro
de seus grânulos, tem colagenase, peroxidases, proteína básica principal, proteína
catiônica, mediadores lipídicos não formados, e citocinas. Sempre pronta para para liberar
seu arsenal de armas para combater os diferentes patógenos. Pode entrar em contato com
uma célula T para disparar algum mecanismo efetor. As células precisam estabelecer íntimo
contato célula a célula para que uma ative a outra, e essa ativação é mediada por
mediadores. Ele possui uma gama de receptores para as mais variadas citocinas. Tem
receptores de quimiocinas, os receptores para os mediadores lipídicos, fatores de
crescimento e tem diversas moléculas de adesão. São liberadas quimiocinas por seu
mecanismo celular.
Basófilos, são menos de um por cento dos leucócitos do sangue, nos basófilos
encontramos, histamina, heparina, citocinas, mediadores lipídicos. Eles têm mediadores de
superfície. São ativados rapidamente, por [??? inaudível] E por interleucina-4. Nos seus
grânulos tem histamina e heparina, tem também mediador lipídico já formado,
principalmente tromboxano, tem muito tromboxano dentro de basófilo, e muitas citocinas. Da
mesma forma que o eosinófilo e basófilo também é uma celular muito importante mas
também pouco estudada.
[Image de basófilos]
A gente viu os neutrófilos, os eosinófilos e os basófilos, conhecemos a função de cada uma
das células, sua morfologia e os produtos que elas secretam.
Moléculas CD vai depender do estágio que estas células estão, o neutrófilos por exemplo a
gente usa CD66-B (estado de repouso) CD62-E (quando ele ta ativado)
[Pausa para o cafe]
- Mastócito
Células que estão presentes nos tecidos conjuntivos e nas mucosas, produzem uma ampla
variedade de citocinas, quimiocinas e fatores de crescimento. São células importantes na
homeostasia, na defesa e também no reparo tecidual. Ela está envolvida com destruição
tecidual, está associada a diferentes patologias e produz uma gama de mediadores.
[Imagem da função de mastócito, e todos os mediadores e receptores que a célula possui]
Está envolvida na alergia e na defesa do hospedeiro contra parasitas e venenos, reparo
tecidual, doenças autoimunes e outros. Vírus, bactérias, entre outros, e ela faz comunicação
com o sistema nervoso que libera mediador, e mediador que atua na terminação nossa que
se ativa com a substância p . Tem uma importância grande na neuro-informação.
Neuro-informação está muito em alta hoje em dia. Tem uma gama de receptores, libera
quimiocinas, citocinas, fatores de crescimento. Para sua função nas mais variadas
patologias, na homeostasia e no reparo. Temos Mastócitos que estão presentes em tecido
conjunto e outros na mucosas. Os mastócitos estão sempre próximos a vasos sanguíneos,
SEMPRE SEMPRE SEMPRE, Qual o mediador importante que o mastócito libera? É a
histamina! (Faz um risco no seu braço, isso causa uma pequena reação inflamatória, você
tem uma vasoconstrição quando fica branco, e em seguida uma vasodilatação, quando vai
ficando vermelha, fica sensível ao toque, pois ocorre a desgranulação de mastócitos, e
libera prostaglandinas.) A liberação de histamina ocorre pela degradação do mastócito, a
prostaglandina associada a histamina aumenta a permeabilidade dos vasos periféricos
capilares na microcirculação.
Plaquetas, em seus grânulos densos se encontra ATP, ADP,5-hidroxi-triptanina, nos
grânulos alfas encontra-se fibrinogênio, fator plaquetário, proteínas catiônicas, PCletina
(molécula de adesão) e nos grânulos de hidrolase há algumas enzimas, são as
capapicinas-A, /c/d colagenase, elastase, adisulfatase, etc, e na plaqueta também encontra
mediadores lipídicos não formados como o tromboxano, riboxanos. As plaquetas são
essenciais para o desenvolvimento de algumas respostas imunológicas. NA covid- uma
situação ímpar as plaquetas associadas aos citotroficos atuavam no desenvolvimento de
uma resposta inflamatória pulmonar, como resposta imunológica, porque a uma extensa
liberação de mediadores que são de difícil controle. Os megacariócitos são as células que
vão dar origem às plaquetas. Ela apresenta uma série de receptores em sua membrana,
Reage a inflamações, e tem relação com mecanismos trombóticos. Os mediadores que são
liberados frente às diferentes respostas que ocorrem frente a ativação plaquetária:
Angiogênese, reorganização tecidual, resolução, homeostasia, informação, e efeito tumoral.
A plaqueta libera uma grande quantidade de mediadores, cada uma relacionada a diferentes
respostas que a plaqueta se envolve. O NNB-9, TGE, prostaglandinas, entre outros…
Os monócitos, vem de uma célula tronco (stin cells) que se diferencia na medula, esses
monócitos começam a povoar diferentes tecidos e lá nos tecidos nós temos os macrófagos.
Na embriologia vocês aprendem de onde surgem as células, dos diferentes tecidos, então a
gente tem aqui o nosso monócito, e o nosso macrófago, e aí vocês vão ler por aí que o
monócito dá origem aos macrófagos teciduais, e isso está EERRADDDDOO, nem todo
monócito vai dar origem a um monócito tecidual. Não é necessário ser primeiro um
monócito sanguíneo para ser um macrófago tecidual. O macrofago tecidual já é uma célula
terminal, ela sai da célula tronco já pronta. Nós temos macrófagos teciduais no sistema
nervoso central, por exemplo a micróglia. Esse macrófago, a micróglia, é oriunda de um
dos folhetos da embriologia, não foi um monócito que migrou para lá e virou macrófago. As
células de Kupffer do fígado já estão lá, elas não migram da corrente sanguínea, são
produzidas pela medula, não são de origem sanguínea, a gente tem macrófago que vai
derivar de monócitos em ALGUMAS circunstâncias.
[Imagem da stin cells se tornando monócito]
Progenitores -
Do monócito, vão ser criadas populações diferentes de monócitos. Que são: monócitos
clássicos e monócitos não clássicos, ou sejam e uma população de macrófago m1 e M2, la
no tecido, e ess a população de macrófago m1 e M2 tem uma assinatura diferente. Ele pode
ser CD-14-LOW (baixa expressão) CD-16-POSITIVA, CD-14-POSITIVA, CD-16-NEGATIVA.
Algumas células quando vão extravasar vão receber algumas terminologias especiais:
● Células de langerhan
● Osteoclasto
● Oviocito
● microglias
● Células de Kupffer
● células mesenquimais
[imagem ondas de produção do macrofagos]
Entao a gente tem esses macrofagos terminais residentes eles estão estrategicamente
localizados no organismo, ou seja, temos la no sistema nervoso central macrofago residente
especifico, no pulmão, no fígado, nos rins, nos órgãos linfoides, na medula óssea Porque
eles estão estrategicamente localizados? Para ter a resposta mais rápida. Ele tem que
estar em tudo que é lugar possível e imaginável para poder tentar reter esse antígeno,
retendo esse antígeno, ele apresenta as células competentes e monta uma resposta
imunológica.
A célula está no seu local específico, quando ela encontra o antígeno, aquele antígeno
emite sinais para aquela célula, sinais do tipo chave-fechadura. Isso faz com que o receptor
altere sua configuração proteica e aí ele ativa suas reações celulares de ativação, e aí libera
ocitocina, e essa citocina que e liberada pelo macrofago, pode ser liberada tambem por
suas celulas vizinhas e ativa os próprios receptores do proprio macrofago, ele se torna mais
ativado e expressa mais receptores de superfície.
CD14 é um receptor, e CD16 é outro receptor, dependendo do tipo ele expressa ou não
expressa um tipo de fenótipo celular.
[Imagem de macrofago tentando fagocitar uma leshimania]
O macrofago tem um fagossoma, esse fagossoma pode se fundir no lisossoma, e agora
esse macrofago que fagocitou alguma coisa por meio da emissão de pseudópodes pode
então apresentar antígenos para uma célula diferente.
Quais são as funções dos macrofagos?
Apresentar antígenos, fagocitar antígenos, produz citocinas, principalmente as
pré-inflamatórias como interleucina N6 e N10, tá envolvido com resposta inflamatória e
também febre. Está envolvido com interleucina-1 e prostaglandina. Além de aumentar a
permeabilidade dos vasos a prostaglandina também interfere, tem ação contra toxinas, ação
citotóxica, por liberar mediadores. Tem ação sobre tumores, tem atividade microbicida por
liberar espécies que são reativas com oxigênio, também pode produzir dano tecidual porque
produz uma série de mediadores que nao sao específicos, são inespecíficos, pode atuar
sobre os tecidos causando dano tecidual, mas ele também produz algumas enzimas
importantes para a reorganização tecidual e produzir um providencial reparo.
- Os diferentes fenótipos de macrofagos ou monocitos
Fenótipo M0 que é um fenótipo naivi (???) tecidual, esse fenótipo pode passar por um
processo de ativação mediado por LPS, a LPS a gente encontra na superfície de bactérias
gram negativas. F4 reconhece FPS interferon-gama ele vem de linfócito T ou células NK
que produzem citocinas , e esses dois produtos podem ativar o macrofago e fazer ele se
tornar uma célula de padrão M1, que é parecido com o TH-1, o M1 libera uma grande
quantidade de citocinas pro-inflamatórias e possui receptores para alguns antígenos, ai
pode ser ativado por alguns antígenos e também receptores para assinatura desse padrão
como CD-86 O CD-25 OU CD-127, aumenta a expressão de acetil-citose-2 ai então são
células envolvidas em uma resposta inflamatória em curso.
No padrão M2, ele pode ser 2A 2B ou 2C, mas não vem ao caso, o padrão M2 está muito
mais envolvido numa resposta anti-inflamatória, por causa das citocinas que esse padrão
libera, principalmente interleucina-10. A interleucina-10 é uma interleucina anti-inflamatória.
Uma das grandes coisas hoje em dia, nas inflamações crônicas, tem muita gente que sofre
com inflamação crônica para o resto da vida, e tenta modular esse tipo de resposta celular
por meio de fármacos. Fármacos que atuam mais em um padrão do que no outro padrão,
porque atua sobre um alvo molecular específico, pode ser um receptor de membrana ou
numa via de transcrição.
[Imagem de microscopia de varredura mostrando um monócito liberando DNA]
Um monocito ou um macrofago ativado, também libera DNA, formando essas teias, e ai nao
tem NET e sim um MET, sao as Redes Extracelulares de Macrofagos.
O macrofago tambem libera o seu conteudo de DNA, no sentido de sequestrar alguma
coisa, para ele poder fagocitar ou sinalizar para as células vizinhas “olha, tem coisa aqui,
que você não tá vendo e a gente precisa tentar eliminar”
Depois de fagocitar quais os mecanismos que a célula tem agora? Forma o fagossoma,
junto com o lisossoma. Tem várias enzimas que serão liberadas dentro desse fagossoma
para degradar o DNA do antígeno. Após degradar a célula ainda tem o retículo
endoplasmático que ainda está produzindo proteína, neste caso produzido a molécula de
NHC, ele sai em pacotes em direção ao retículo de Golgi.
O que é Opsonização:
Opsoninas: Imagine que você está indo na Delicerse comprar um brigadeiro, e ele tem na
vitrine vários tipos de brigadeiros, tem um brigadeiro cheio de granulado, e tem um
brigadeiro sem nenhum granulado, qual você olha primeiro? O que tem granulado, então o
granulado é a coisa que chama a atenção, isso é o que seria a opsonina.
seria isso: IGG Frações do sistema complementar e imunoglobulina
A bactéria pode ou não estar repleta de opsoninas
No caso da Igg tem que ter um receptor que reconheça essa porção para que possa
fagocitrm no caso do C3-D, tem de ser ter um receptor para imunoglobulina, que pode ser o
CR-1 ou CR-3, mas a bactéria pode ser fagocitada sem opsonina, utilizando o padrão
molecular das bactérias. Quais são os padrões moleculares das baterias? Manose, um
açúcar de membrana , então tem que ter receptor de manose, para um receptor,
beta-glicano, aí você tem lectina.
Então tem receptores de reconhecimento de padrão molecular de patógenos, mesmo que
não tenha a opsonina ela vai fagocitar do mesmo jeito. A fagocitose é mediada por um
macrofago, ela pode ser dependente ou independente de opsoninas, isso vai depender se a
bactéria vai estar opsonizada ou não. Se ela tiver opsonizada os receptores da porção E-C
da imunoglobulina vai reconhecer e internalizar, ou se ela tiver recoberta de trações do
sistema complemento, por exemplo o C3-B, vai ser reconhecida pelos receptores de
complemento. Se não, as bactérias vão ser reconhecidas pelo seu padrão molecular de
superfície. Elas não tem padrão molecular atoa.
Entao alem dos macrofagos tem-se as celulas dendríticas, as células dendríticas elas
podem ter duas origens, origem linfoide e origem mieloide. Da origem linfoide você vai
ter as células dendríticas plasmocitoides que vão estar nos linfonodos fazendo o
reconhecimento de antígenos pelo linfócito B, e a gente tem as células dendríticas
mieloides que são originárias na parte de diferenciação de monócitos. Se faz isso no
laboratório colocando o N-4 e o gene CSF em cima de um monócito, assim em 7 dias você
tem célula dendrítica diferenciada, imatura, aí você coloca IPS e sua célula dendrítica tá
pronta pra responder.
As Células dendríticas estão estrategicamente localizadas, nas portas de entrada de
qualquer patógeno. Então encontram-se na pele, na região gastrointestinal, área
respiratória. São células especializadas, localizadas abaixo do epitélio que são importantes
para a captura de antígenos e também para transportar esses antígenos para os linfonodos.
Celulas dendríticas e macrofagos são células apresentadoras de antígenos.
Células apresentadoras de antígenos são três principais: Macrofago, Celulas dendríticas e
linfocito B.
A função de uma célula apresentadora de antígenos é exercida pelas células dendríticas
profissionais, por causa da captura que essas células fazem de antígenos proteicos e esses
antígenos proteicos processados serão apresentados linfócitos T. Ela apresenta uma série
de receptores de membrana.
[ imagem onde a medula Óssea dá origem aos progenitores e os progenitores dão origem
às diferentes células dendríticas]
Das células dendríticas têm: Células dendríticas convencionais 1 e 2 e a plasmocitotica
A convencional tipo 1 está em quantidade muito maior, ela é CD-1 positivo,
[imagem do fenótipo da tipo 1 tipo 2 e plasmocitotica]
As plasmocitoticas estão em grande quantidade nos linfonodos.
As células dendríticas foliculares vão apresentar antígenos aos linfócitos b, então células
importantes na resposta imuno-tumoral e as células plasmocitoides que vão responder
rapidamente frente a infecções virais durante uma resposta imune, produzindo o hormônio
interferon o interferon alfa ou beta.
Linfócitos
Células T que vão dar origem ao helper tipo 1 , helper do tipo 2, células T regulatórias, ou
CT-Ls, células NK e células B que vão dar origem aos plasmócitos. Vai se diferenciar em
diferentes fenótipos dependendo do patógeno
A partir de um progenitor linfoide comum, vai ter origem a células T e as células B
A partir do momento que essa célula começa a se diferenciar ela adquire alguns
marcadores de superfície, ai ela sai da medula óssea e vai até o Timo, estamos falando
então de célula T, ela se diferencia e se matura no Timo. Quando ela adquire esse marcador
CD-3 que é uma assinatura de linfócito, aí lá no Timo ela passa por um processo de
maturação e diferenciação,de forma que, dependendo do estímulo lá no sangue, antigênico,
a gente terá uma célula T dupla negativa, célula T CD-4 positiva, CD-8 positiva ou NK-T…
Temos diversos fenotipos de células T originadas a partir de um precursor linfoide e só
vamos ter esses fenótipos dependendo do antígeno. Essa célula T-Helper ou Th ou auxiliar,
ela pode ser tipo 1 tipo 2 TH-9 Th-17, T-rec ou T-22, basicamente, existem mais milhares de
outros fenótipos, de célula T.
A célula Th-1 ela tem um fator de transcrição importante para sua diferenciação que é o
Ti-beti [não sei como escreve] , a celular Th-2 ela tem gata-3 [acho que é assim], a célula
Th-9 tem outro fator de transcrição que é o IR-E, célula Th-17 tem outro que é
ROR-gama-T, a Gama-rec tem um fosfo-D3 e a TH-22 tem o fosforilto… Dependendo do
fator de transcrição ele vai estar comprometido com um fenótipo diferente de célula T. Esse
fenótipo de célula T ele também expressa receptores de membranas diferentes, ou seja,
moléculas CD diferentes, que são passíveis de serem reconhecidas.
Temos a mesma coisa para a Célula-T Citotóxica. Tem: T-citotóxica tipo 1, 2, 9, 17 e T-Reg.
Não tem Tc-22 aqui. Na mesma forma ele tem fatores de transcrição importantes que são
os mesmos do tipo 1 nos dois lado, mas vai liberar citocinas diferentes e ter moléculas de
superfície diferentes.
As células NK, são células super importantes, Nk é Natural Killer, ela mata células
infectadas,tem função ímpar na imunidade inata, são células, que matam células infectadas
e células tumorais, elas são identificada pela presença do CD-56 e do CD-16 elas não têm
esse R em CD-3 de membrana.
Ela passa a adquirir alguns marcadores de superfície, ela tem vários estágios de maturação
celular.
Existem nas células alguns marcadores importantes e no processo de maturação ela vai
perdendo alguns e recebendo outros marcadores, e aí no último estágio você consegue
marcar todos os CD que sobraram e que vão caracterizar a expressão celular.
As células Nk podem ser divididas em dois subgrupos: os Teen e os Whithe [???] a tradução
mais próxima seria escuro/claro. De acordo com a molécula 56 de superfície, da sua
expressão na sua superfície, então ela vai ser esse ou esse fenótipo. A célula NK que ela é
teen, ela não expressa CD-3 e ela expressa o 56 e 16 e ela é mais citolítica, a outra célula,
que é o white, ela é célula CD3 negativa, CD-56 white e CD-16 negativa, ela tem um papel
mais imuno-regulatório. Não é só o linfócito que é helper ou citotóxico, Th-1 ou Th-2, o
advento da tecnologia foi possível descobrir diferentes fenótipos celulares envolvidos tanto
na ativação quanto na regulação do sistema imunológico, e aí você consegue então
trabalhar melhor aquela patologia dossel paciente,dando o fármaco adequado, isso é o que
faz a imuno-terapia, para você dar uma condição de vida melhor a um paciente.
Os receptores encontrados na superfície da célula NK são do tipo já, START, ou seja, uma
proteína jac. Quando uma citocina acopla a essa proteína ativa uma proteína START, um
tipo de proteína de sinalização, então a citocina liga na jac e a jac dá o sinal.
Tem várias citocinas importantes para a ativação de células NK para a gente ter então os
diferentes tipos de fenótipos da célula NK. Que se relacionam com se ela vai expressar mais
ou menos, se ela vai estar mais envolvida em mecanismos citotóxicos ou mais envolvida
em mecanismos imunorreguladores.
[foto moléculas CD que cada um dos fenótipo apresentam, fatores de transcrição de um dos
fenótipos, e as citocinas que essas células liberam]
Uma célula Th-0 na ivi ela pode ser ativada por algum estímulo, liberar citocinas, e essas
citocinas vão atuar sobre outro linfócitos e esses linfócitos vão se diferenciar nesses tipos
diferentes de fenótipos, dependendo do patógeno que vai ativar uma célula Th-0 ela vai
liberar citocinas essas citocinas vão induzir a diferenciação de diferentes fenótipos de
células.
Ao final, a partir do momento em que há esse reconhecimento, a célula apresentadora de
antígeno APC via alguns receptores importantes, após a interação de receptores e
apresentação de antígeno uma sinalização intracelular ela é disparada. Essa sinalização
intracelular disparada ela pode tanto atuar levando a ativação celular quanto também a
inibição celular isso vai depender da via de sinalização que está sendo disparado, e isso
acontece ao mesmo tempo, e dinâmico, no mesmo momento que tem vias que ativam tem
vias que desativam, para não levar a uma exaustão celular, uma hiperativação.
Célula T regulatória ela regula por meio de citocinas, a célula apresentadora de antígeno e
ativação de células T, por meio da liberação de mediadores, a resposta imunológica é
montada de tal forma você tem como uma orquestra atuando nos mais diferentes níveis de
estágios para poder tornar essa resposta imunológica eficaz. Não acontece nada sozinho, é
um conjunto de células, um conjunto de medidores que estão sendo liberados em maior ou
menor proporção para que tenham uma resposta eficaz no final.
Diferenciação das células B
As células B, elas podem ser B1 ou B2, existem marcadores de superfície dependendo da
localização das células. Existem células B circulantes, células B na área folicular, nos
órgãos linfoides, na zona marginal e células B equatoriais que estão então circulantes, ou
também algumas distribuídas nos órgãos linfoides.
A Célula B também tem um fenótipo de célula B-Reg, da mesma forma que tem várias
células T CD-4 T-CD8 que são regulatórias, temos também células B reguladoras, e essas
Células B reguladoras elas liberam TGF e L-10. TGF e L-10 são sempre citocinas que
fazem regulação negativa de ativação, ou seja, induzem uma resposta anti-inflamatória, de
desativação. Ela desativa Célula-T CD-8, monócito, célula dendrítica, Tr-1 Nk, T-reg th1 e
TD7. Uma célula B por meio da liberação de mediadores, pode desativar alguns tipos
celulares.
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Linfócito B atuação ativação e diferenciação
Sao subdivididas EM CD5 + E iG +
Processo de desenvolvimento das células b vai resultar na produção de células plasmocitos
e células b de memória, n=da mesma forma que a celular t passa por um processo de
desenvolvimento e maturação elas passam or um processo semelhante. Vão produzir celas
imuno compententes, chamadas células maduras, quase quando ativadas, e só são
ativados após a ativação com o antígenos ela vão se diferenciar em culs b ativas
subsequente mem plasmocitos secretor de imunoglobulina ou celulas b de memória
Células b os primeiros estudo forms conduzidos e aves e eram produzidas na urcia de
Fabrício e por isso se cha células b de bursio e posteriormente se descobriu que eram
produzidas na medula
Células tronco, encantada na medula óssea, e na medula permanecem a celular b ate sua
diferenciar até ciar na cruclacao onde la encontram o antigo e partir daí se tornam células
ativas produtoras de anticorpos que são os plasmocitos oy células b de memória
Medula ossea, progenitores mieloide e linfoide, linhagem mieloide - linhagem linfoide t b e
NK
Processo de desnvolvio da celular b indeed do antigeo mas na medula ossea durante esse
recesso as células b se reajan as cadeias que vao formar a imunoglobulina n de superfície
Remanejando VJ cadeia leve e rearranjo VDJ para cadeia pesada que e ao acaso e forma
uma iGm de superfície
Essa fase e uma fase que a cela não encontra antígenos, ela está se maturando na MD
ossea esse linfócito b i anuta tem uma iGm de membrana passa or ua serie de processos
de desenvolvimento e essa celular b adura passa a apresentar em sua emenda essa iG ou
igb de membrana que tem uma única específicidade, e AGR esses linfócitos b irgem cm
iGm ou igb vão cair na circulação e encontrar os órgãos linfoides csecundarios
Nos órgãos linfoides secundários primário medula asso secundários baco linfonaos e todo o
genitourinario, respiratório gastrointestinal e amidalas.
Célula b maturou na medula ossea, iGm e igb especialidades únicas, e reside nos órgãos
linfoides secundários, e ai ela encontra o antígenos. O antigen cegou no órgão linfoide
secundário pelas apresentadoras APC, que cRREOU PROs órgãos linfoides ela circulação
linfatica, que dran para os linfonodos, o carregados pelas células dendriticas - APCs
CELULAS APRESENTADORAS DE ANTIGENOS DENTRITICAS E MACROFAGOS E
ALGUMAS VEZES linfócitos b .
Durante esse processo de maturação esse processo e a mesma coisa ué o aumento
progressivo da afinidade dos anticorpos. Ou seja ao reconhecer o antigeno pela iGm e igb
de membrana acontece uma sinalização dentro da célula e essa sinalização vai levar a
célula a produzir u tipo diferente de anticrl passa a produzir u anticorpos=po para ser
secretado, IMG, IGA, IGE, e que vai direcionar essa maturação e o proprio antigen,Alen
disso ess maturação de atividade também são as células que estão la os linfonodos pq
essas células vão secretar citocinas, e essas células são importantes para induzir essa
maturação de afinidade
Mudança de classe ou SWIT de classe de mimuoglblna de u pa gma, akfa ou epsoiln,
oroudino igg IGA ou IGE
Essa fase depende muito do antigeno
Células b recirculam 2x10 a oitavo - leva em torno de 3 dias a 8 semanas, que ela fica no
sistema para encontrar o antigeno, diversidade de anticorpos produzindo da casa de 10 a 11
Se a célula não encontrar um antigeno nesse período ela sofre de apoptose
Geracao de células b maduras, Sao os primeiros estágios de desenvolvimento embrionário
e isso vai continuar por toda a vida, são s primeiras células a serem produzidas, antes do
nascient elas são produzidas no saco vitelinico, depois passa para o fígado feta e depois
para a medula ossea
Célula tronco linfoide
CD45R mostra que e uma célula imatura
Pro b se matura em pre b e necessita de células estromais que secretam Inter leucina 7
O contato direto entre elas leva a intera;acao de liga trd receptores vla-4 pro b e VCAM-1
célula estromal e assime a e selecionada para ir ara a periferia (minuto 38)
Rearrado do DNA la na medula, primeiro rearranjo a cadeia pesada DJ seguido de V para
formar VDJ para a pre B
Depois rearrajna a cadeia leve especifica, PRe B em célula B iagura ou e capta ou e lambda
com uma esicificidade antigenica única
A célula b imatura co iGM de membrana para formar o BCR (receptor de celular b) ainda
orecisa de duas moléculas acessórias, I'ma iG alga e IGbeta para o BCR
- Pro-b CD45R marcador de celulas imaturas
foto minuto 51
Células B1 são 5 % e linfócitos B2 95%
-Selecao negativa : células que expressam alto anticorpos contra auto-antigenos,
são selecionadas negativamente e entram em processo de apoptose e um processo
que acontece na medula ossea.
A segunda chance dessas células acontece pelo rearrajna dessas células pela
imunoglobulina, e o resgate acontece por meio do rearranjo da cadeia leve
Fase de ativação e a fase que depende do antigeno,e ai ocorr uma seleção da célula
b que e dirigida pelo anticorpos, ess ativação vai gerar a plasmocitos ou células de
memória
-
Ativação das células B acontece por duas vias diferentes e essas vias
depende da natureza do antígenos
Dpenedens TH T dependences que precisam do auxílios da células t helper
Independentes de células the - antígenos independentes - que reconhem de forma natural
Encontram as balsas lipídicas (lipid rafis)
E como se acelular tivesse alguma plataformas, a membrana e fluida e se movimenta, essas
balsas, fazem com que alguns receptores se aglomerem em algumas região da memebrana
celular devido a movimentação da Embrapa, isso permite que aconteça essa aproximacao
desses receptores e essa aproximacao vai periritr esse cross link *ligação cruzada* com o
antigeno para que aja o direcionamento dos granulocitos dos mastócitos, eusinofilos e etc
T0dependene : Faz o crosslink de dois receptores, e ai a particula antigenica e reconhecida,
e ai tem a participacao da célula t, o segundo inak e dado pelo célula t,
1:05 parei
Sinalização intracelular (estudar)
Co-receptores: CD19, CD21, CD81 (TAPA-1
CD22 - sinais inibitorios por causa da cauda ITIM (desfosforilacao)
Sistema Compleme//nto
•
Célula B1: Subpopulação de células B que desempenha um papel na imunidade inata e na
resposta a antígenos TI.
•
Célula B2: Subpopulação mais comum de células B que responde a antígenos TD.
•
Epítopo: Parte do antígeno que é reconhecida pelos anticorpos ou receptores de células T.
•
Afinidade: Força da ligação entre um anticorpo e seu antígeno.
•
Cadeia leve e cadeia pesada: Componentes estruturais básicos de um anticorpo.
•
Isotipo: Classe de anticorpos, que determina sua função e localização (ex: IgM, IgG, IgA, IgE).
•
Componente Secretor: Proteína que se liga à IgA dimérica, protegendo-a e facilitando o
transporte através das células epiteliais.
•
Receptor Fc Neonatal (FcRn): Receptor que se liga à porção Fc da IgG, transportando-a
através da placenta e mantendo os níveis de IgG em adultos.
•
Adesina: Molécula de superfície bacteriana que permite a adesão à superfície das células do
hospedeiro.
•
Células Natural Killer (NK): Tipo de linfócito com atividade citotóxica, atuando tanto na
imunidade inata quanto na adaptação.
•
Vênulas Endoteliais Altas (HEV): Vasos sanguíneos especializados que permitem que os
linfócitos entrem nos linfonodos.
Documento de Briefing: Ativação de Linfócitos B e
Funções de Anticorpos
Este documento tem como objetivo consolidar as principais ideias e fatos apresentados nos
materiais fornecidos, abordando a ativação de linfócitos B, suas subpopulações, as funções dos
anticorpos e a complexa interação entre esses componentes do sistema imunológico.
Principais Temas:
Ativação de Linfócitos B:
Duas Formas Complementares: A ativação do linfócito B ocorre de duas maneiras
principais, que se complementam: (1) ligação direta do antígeno ao receptor BCR do
linfócito B e (2) interação com um linfócito T auxiliar (Th).
"A primeira é quando o antígeno se liga diretamente ao linfócito B no seu receptor que a
gente chama de receptor BCR e a outra forma e que é complementar é quando o
linfócito t se liga o linfócito b e assim existe essa ajuda do linfócito T na ativação do
linfócito B" (fonte: "ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B").
Localização nos Linfonodos: Os linfócitos B estão localizados na região folicular do
córtex dos linfonodos, enquanto os linfócitos T se encontram na região paracortical. Esta
proximidade é crucial para a interação entre essas células durante a ativação.
"Onde fica o linfócito b eu linfócito B fica nesse local aí me redondinho que a gente
chama de região folicular ali né nessa porção do córtex mais externo Desse nosso
linfonodo que fica os linfócitos B já os linfócitos T eles ficam mais próximos a região
medular porém essa região não é na medular ela fica ali próxima e também próximo ao
córtex é uma região de transição" (fonte: "ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B").
Processo de Ativação: O antígeno chega ao linfonodo e pode se ligar diretamente ao
BCR do linfócito B. O linfócito B então fagocita, processa e apresenta o antígeno ligado
ao MHC classe II. Paralelamente, o mesmo antígeno pode ativar um linfócito T, que
migra em direção ao linfócito B para auxiliar em sua ativação completa.
"o antígeno chega nesse nosso linfócito b e se liga exatamente ali no seu receptor o
receptor BCR quando esse antígeno se liga nesse receptor BCR do nosso linfócito B ele
esse linfócito B pode fagocitar esse antígeno processar esse antígeno e projetar esse
antígeno para apresentá-lo né junto com a molécula de MHC" (fonte: "ATIVAÇÃO DE
LINFÓCITOS B").
Interação Linfócito B e T: O linfócito B apresenta o antígeno ao linfócito T através do
MHC classe II, ligando-se ao receptor TCR deste. O linfócito T, em resposta, libera
interleucinas (ex: IL-21) que estimulam ainda mais a ativação do linfócito B.
"o linfócito b apresenta o antígeno ao linfócito T ligando antígeno no seu receptor TCE e
isso vai gerar ali uma retroalimentação e quando isso acontece no linfócito t como
resposta vai liberar interleucina por exemplo entender leucina 21 que vai estimular né o
linfócito b-se ativar mais ainda" (fonte: "ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B").
Proliferação e Seleção Clonal: Após a ativação, o linfócito B migra para a região
folicular, onde prolifera e se diferencia. As células dendríticas foliculares (CDFs)
apresentam antígenos que testam a afinidade dos receptores BCR dos linfócitos B. Os
linfócitos com alta afinidade sobrevivem, enquanto os de baixa afinidade são eliminados.
"essa célula dendrítica folicular que tem os seus antígenos e ali na região escura está o
linfócito b ativo se proliferando certo momento o linfócito b né que está ali se proliferando
sai da região escura e vai para região Clara e entra em contato com essa célula
dendrítica folicular e quando ele entra em contato com essa célula dendrítica folicular ele
acaba testando o seu receptor BCR" (fonte: "ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B").
Resultados da Ativação: A ativação resulta em linfócitos B de memória (que
proporcionam imunidade duradoura) e plasmócitos (que secretam grandes quantidades
de anticorpos).
"após certa proliferação nós vamos ter Saindo dali uns linfócitos B especiais que são os
linfócitos de memória ou seja eles têm uma memória de ação frente ao determinado
antígeno frente a um determinado Invasor e além pessoal desses linfócitos B de
memória nós vamos ter os plasmócitos" (fonte: "ATIVAÇÃO DE LINFÓCITOS B").
Subpopulações de Linfócitos B:
Diversidade: Os linfócitos B são divididos em diferentes subpopulações com funções
distintas. B1 (mucosas e cavidades corporais) e B2 (tecidos linfóides secundários).
"As células B são subdivididas em duas grandes famílias: B1 que são originadas em
precursores do fígado fetal e maturam em mucosas, cavidade pleural e peritoneal; e a
B2 que são originadas de precursores derivados de medula óssea e maturam em tecidos
secundários linfóides." (fonte:
"expressao-de-il-10-e-interferon-gama-em-subpopulacoes-de-linfocitos-b-em-individuos-s
[Link]").
Caracterização: Marcadores de superfície como CD19, CD27 e CD38 são usados para
identificar subpopulações específicas (ex: B de memória CD27+, B de transição CD38+,
B reguladoras CD38++).
"Para as células de memória, o CD27 é uma das proteínas que podem ser utilizados
para sua caracterização, estando presente durante sua diferenciação" (fonte:
"expressao-de-il-10-e-interferon-gama-em-subpopulacoes-de-linfocitos-b-em-individuos-s
[Link]").
Células B Reguladoras (Breg): Células B que produzem IL-10, uma citocina
imunossupressora, desempenhando um papel na regulação da resposta imune. Estas
estão associadas à expressão de CD38.
"células chamadas de B regulatórias, capazes de produzir IL-10" (fonte:
"expressao-de-il-10-e-interferon-gama-em-subpopulacoes-de-linfocitos-b-em-individuos-s
[Link]").
Expressão de Citocinas: Diferentes subpopulações de linfócitos B podem expressar
diferentes citocinas, como IL-10 e IFNγ, que modulam a resposta imune.
"foi visto que comparando aos demais níveis celulares, células B CD38+ expressam, em
maior quantificação IL-10 e IFNy." (fonte:
"expressao-de-il-10-e-interferon-gama-em-subpopulacoes-de-linfocitos-b-em-individuos-s
[Link]").
"As células B produtoras de citocinas podem ser subdivididas em dois grupos, o primeiro
seria para a população reguladora com produção discreta de citocinas e o segundo para
células com produção de citocinas inflamatórias como IFNy e IL-12." (fonte:
"expressao-de-il-10-e-interferon-gama-em-subpopulacoes-de-linfocitos-b-em-individuos-s
[Link]").
Funções dos Anticorpos:
Mecanismos de Imunidade: Os anticorpos atuam através de três principais
mecanismos: neutralização (impedindo a ligação do patógeno às células), opsonização
(facilitando a fagocitose por células fagocíticas) e ativação do sistema complemento
(levando à lise do patógeno).
"Os anticorpos contribuem para a imunidade de três maneiras principais.... A primeira
maneira é chamada de neutralização... Na segunda maneira, os anticorpos protegem
contra bactérias que se multiplicam fora das células, e fazem isso principalmente
facilitando a captura do patógeno pelos fagócitos. O revestimento da superfície de um
patógeno para aumentar a fagocitose é denominado opsonização... Na terceira maneira,
os anticorpos que cobrem um patógeno podem ativar as proteínas do sistema do
complemento" (fonte: "imuno cap [Link]").
Receptores Fc: Células fagocíticas reconhecem anticorpos ligados a patógenos por
meio de receptores Fc, que se ligam à região constante (região C) do anticorpo.
"Os anticorpos ligados ao patógeno são reconhecidos por células fagocíticas por meio de
receptores chamados de receptores Fc que se ligam à região constante (região C) do
anticorpo." (fonte: "imuno cap [Link]")
Isotipos de Anticorpos: Os diferentes isotipos de anticorpos (IgM, IgG, IgA, IgE)
possuem funções e localizações distintas no organismo.
"Os mecanismos efetores empregados em uma dada resposta são determinados pela
cadeia pesada do isotipo dos anticorpos produzidos, o que determina a sua classe"
(fonte: "imuno cap [Link]").
IgM: Ativa o complemento e é eficiente em opsonização. Principalmente no sangue.
"Os anticorpos IgM são encontrados principalmente no sangue; eles têm estrutura
pentamérica. A IgM é especializada em ativar o complemento de maneira eficiente após
a ligação ao antígeno e em compensar pela baixa afinidade de um sítio de ligação ao
antígeno característico de IgM" (fonte: "imuno cap [Link]").
IgG: Neutraliza toxinas, opsoniza e ativa o complemento. Principalmente no sangue e
líquido extracelular.
"Os anticorpos IgG são, em geral, de afinidade maior, e são encontrados no sangue e no
líquido extracelular, onde podem neutralizar toxinas, vírus e bactérias, opsonizá-los para
fagocitose e ativar o sistema do complemento." (fonte: "imuno cap [Link]").
IgA: Proteção em mucosas.
"Os anticorpos lgA são sintetizados como monômeros, que penetram no sangue e em
líquidos extracelulares, ou como moléculas diméricas pelas células plasmáticas na
lâmina própria de vários" (fonte: "imuno cap [Link]").
IgE: Respostas alérgicas e contra parasitas, ligação a mastócitos.
"o anticorpo IgE está presente apenas em níveis muito baixos no sangue ou em líquidos
extracelulares, mas está avidamente ligado por receptores aos mastócitos." (fonte:
"imuno cap [Link]").
Maturação da Afinidade: Nos centros germinativos, os linfócitos B sofrem hipermutação
somática, gerando anticorpos com afinidade crescente ao antígeno. A seleção das
células B é baseada na afinidade do seu BCR com o antígeno.
"A diversificação secundária dos genes de Igs por hipermutação somática induz
mutações de ponto individuais que alteram um único ou poucos aminoácidos na Ig
resultante... As mutações pontuais acumulam-se passo a passo à medida que os
descendentes de cada célula B proliferam nos centros germinativos para formar os
clones de células B." (fonte: "imuno cap [Link]").
Transporte de IgG: O receptor Fc neonatal (FcRn) transporta IgG através da placenta e
do intestino.
"O FcRn transporta moléculas de lgG através da placenta, no ser humano, e também
atravessa o intestino, em ratos e camundongos." (fonte: "imuno cap [Link]").
Fatos e Ideias Importantes:
A ativação de linfócitos B é um processo complexo que envolve a interação com
antígenos e linfócitos T auxiliares.
A localização dos linfócitos B e T nos linfonodos facilita o encontro e a interação entre
eles.
A maturação da afinidade dos anticorpos ocorre nos centros germinativos.
As subpopulações de linfócitos B possuem funções distintas, incluindo a regulação da
resposta imune através da produção de citocinas.
Os anticorpos desempenham um papel crucial na imunidade humoral através de
diversos mecanismos.
Os receptores Fc são essenciais para a ação dos anticorpos e a ativação de células
fagocíticas.
As células B podem ser ativadas por antígenos timo-dependentes (TD) e
timo-independentes (TI).
A resposta imunológica é adaptada à classe de patógeno.
Considerações Finais:
A compreensão detalhada da ativação dos linfócitos B e das funções dos anticorpos é
fundamental para o desenvolvimento de novas abordagens terapêuticas e vacinas. Os materiais
fornecidos oferecem uma base sólida para o estudo desses processos complexos.
A ativação e diferenciação dos linfócitos B é um processo complexo que envolve diversas etapas
e interações com outras células do sistema imunitário1. De forma simplificada, pode-se
descrever esse processo da seguinte maneira:
•
Reconhecimento do Antígeno: O processo de ativação do linfócito B começa quando um
antígeno se liga ao receptor BCR presente na superfície do linfócito B1.... Esta ligação é o
primeiro sinal de ativação e leva à internalização do antígeno3.... O antígeno pode se ligar
diretamente ao linfócito B, ou ser apresentado a ele por uma célula dendrítica1....
•
Processamento e Apresentação do Antígeno: Uma vez internalizado, o antígeno é
processado e apresentado em conjunto com moléculas MHC de classe II na superfície do
linfócito B2....
•
Interação com Linfócito T Auxiliar: O linfócito B, agora apresentando o antígeno, interage com
um linfócito T auxiliar (célula Th) específico para esse mesmo antígeno1.... Essa interação é
crucial para a ativação completa do linfócito B1.... Ocorre uma ligação entre o receptor TCR do
linfócito T e o complexo MHC-antígeno no linfócito B6. O linfócito T auxiliar libera citocinas, como
a interleucina-21 (IL-21), que estimulam o linfócito B a se ativar ainda mais4....
•
Proliferação e Formação do Centro Germinativo: Após a interação com o linfócito T auxiliar, o
linfócito B ativado migra para a região folicular dos linfonodos, onde começa a se proliferar
intensamente, formando o centro germinativo4....
•
Seleção Clonal e Hipermutação Somática: No centro germinativo, os linfócitos B passam por
um processo de seleção clonal, onde aqueles com maior afinidade pelo antígeno são
selecionados para sobreviver e proliferar7.... Além disso, ocorrem mutações nos genes das
imunoglobulinas, processo conhecido como hipermutação somática, o que resulta em uma maior
variedade de anticorpos, alguns com maior afinidade pelo antígeno5....
•
Diferenciação em Células Especiais: Após a proliferação e seleção no centro germinativo, os
linfócitos B se diferenciam em duas células especiais:
◦
Plasmócitos: Estas células são responsáveis pela produção e secreção de anticorpos7.... Elas
migram para a medula óssea e outros tecidos linfóides, onde secretam grandes quantidades de
anticorpos para combater o antígeno7.
◦
Linfócitos B de Memória: Estas células são de longa duração e "lembram" do antígeno. Elas
permanecem no corpo e, em caso de uma nova exposição ao mesmo antígeno, respondem
rapidamente, gerando uma resposta imune secundária mais eficaz7....
Além das vias de ativação dependentes de células T, há também respostas independentes de
células T. Os antígenos timo-independentes (TI) podem ativar os linfócitos B sem a ajuda das
células T auxiliares4.... Antígenos TI-1 ativam os linfócitos B através de receptores TLR, e
antígenos TI-2, como polissacarídeos bacterianos, causam a ligação cruzada dos BCRs12....
É importante notar que as células dendríticas foliculares (FDCs) desempenham um papel crucial
na seleção dos linfócitos B nos centros germinativos7.... Elas exibem antígenos em suas
superfícies e auxiliam na seleção dos linfócitos B com alta afinidade pelo antígeno7....
Os anticorpos produzidos pelos plasmócitos desempenham várias funções, incluindo a
neutralização de patógenos, opsonização para facilitar a fagocitose e a ativação do sistema
complemento8....
Quais são as duas principais formas de ativação de linfócitos B e como elas se
complementam?
Existem duas formas principais de ativação de linfócitos B: a primeira ocorre quando um
antígeno se liga diretamente ao receptor de célula B (BCR) na superfície do linfócito B. A
segunda forma, complementar, envolve a interação do linfócito B com um linfócito T
auxiliar ativado, que também reconhece o mesmo antígeno. O linfócito T auxilia na
ativação plena do linfócito B, liberando interleucinas que estimulam sua proliferação e
diferenciação. Essas duas vias são complementares, pois a ligação do antígeno ao BCR
inicia um processo de ativação parcial, que é completado pela interação com o linfócito T
auxiliar.
Onde, nos linfonodos, os linfócitos B e T estão localizados, e como essa
localização influencia a ativação dos linfócitos B?
Nos linfonodos, os linfócitos B se localizam principalmente na região folicular, enquanto
os linfócitos T se concentram na região paracortical, que está entre o córtex e a medula.
Essa separação espacial é crucial para a ativação dos linfócitos B, pois quando um
antígeno entra no linfonodo, ele pode ativar diretamente o linfócito B na região folicular
ou, ao mesmo tempo, ativar os linfócitos T na região paracortical. Os linfócitos B ativados
se movem em direção ao linfócito T ativado e ambos se encontram no meio do caminho.
A ativação inicial do linfócito B e a ativação do linfócito T levam a uma interação física
que resulta na ativação plena do linfócito B.
Como ocorre a primeira etapa da ativação de um linfócito B quando ele encontra
um antígeno no linfonodo?
A primeira etapa da ativação de um linfócito B ocorre quando o antígeno se liga ao seu
receptor de célula B (BCR) na região folicular do linfonodo. Essa ligação induz o linfócito
B a fagocitar e processar o antígeno. Em seguida, o linfócito B apresenta fragmentos do
antígeno na sua superfície, ligados a moléculas do MHC de classe II. Este processo
inicial de ligação e apresentação de antígeno ativa parcialmente o linfócito B, permitindo
que ele migre em direção a região paracortical e interaja com o linfócito T auxiliar.
Qual é o papel do linfócito T na ativação do linfócito B e como ocorre esse
encontro nos linfonodos?
O linfócito T auxiliar desempenha um papel crucial na ativação plena do linfócito B. Após
o antígeno ativar o linfócito T na região paracortical, o linfócito T ativado se desloca em
direção à região folicular, onde os linfócitos B se encontram. Ao mesmo tempo, o linfócito
B, parcialmente ativado pelo antígeno, migra em direção à paracortical. O encontro físico
entre os dois ocorre em uma região de transição entre as duas áreas. Durante esse
encontro, o linfócito B apresenta o antígeno processado ao linfócito T através do
complexo MHC classe II e o receptor de linfócito T (TCR), estimulando o linfócito T a
liberar citocinas, como a interleucina-21, que completam a ativação do linfócito B. Além
disso, a ligação entre as moléculas CD40 no linfócito B e CD40L no linfócito T gera
sinais de ativação adicionais.
O que acontece com o linfócito B ativado após o encontro com o linfócito T e qual
a importância dessa migração?
Após o encontro com o linfócito T auxiliar e a ativação completa, o linfócito B ativado
retorna à região folicular do linfonodo, especificamente para o centro germinativo. Essa
migração é fundamental, pois o centro germinativo é um local de intensa proliferação e
diferenciação de células B. No centro germinativo, os linfócitos B sofrem hipermutação
somática e seleção clonal, o que leva à maturação da afinidade dos anticorpos
produzidos, gerando plasmócitos de alta afinidade e células B de memória.
O que são as células dendríticas foliculares e qual é seu papel no processo de
seleção de linfócitos B?
As células dendríticas foliculares (CDFs) são células especializadas encontradas na
região clara do centro germinativo. Elas não derivam da medula óssea e não são
apresentadoras de antígeno clássicas, elas retêm antígenos não processados em suas
superfícies. No processo de seleção dos linfócitos B, os linfócitos B proliferados na zona
escura do centro germinativo migram para a zona clara e testam seus receptores (BCRs)
ao se ligar aos antígenos apresentados nas CDFs. Linfócitos B com receptores que se
ligam com alta afinidade ao antígeno são selecionados para sobreviver e continuar a
proliferação, enquanto aqueles com baixa afinidade são eliminados por apoptose. As
CDFs atuam como um local de teste da afinidade do BCR para o antígeno, permitindo a
seleção de células B que produzem anticorpos mais eficazes.
Quais são os dois tipos principais de células especiais que resultam da
proliferação e seleção de linfócitos B e qual a função de cada uma?
A proliferação e a seleção de linfócitos B no centro germinativo resultam em dois tipos
principais de células especializadas: * Linfócitos B de memória: são células de vida
longa que armazenam a memória imunológica para um antígeno específico. Elas ficam
dormentes até um próximo encontro com o mesmo antígeno, onde podem se ativar
rapidamente e dar início a uma resposta imune secundária mais eficaz. * Plasmócitos:
são células efetoras especializadas na secreção de grandes quantidades de anticorpos.
Plasmócitos podem se localizar na medula óssea ou nos tecidos linfoides. Os anticorpos
produzidos pelos plasmócitos ajudam a neutralizar, opsonizar e eliminar patógenos.
Quais são os principais mecanismos pelos quais os anticorpos contribuem para a
imunidade?
Os anticorpos contribuem para a imunidade por meio de três mecanismos principais:
Neutralização: Anticorpos se ligam a patógenos (vírus, bactérias) ou toxinas, impedindo
que eles se liguem às células do hospedeiro e causem infecção ou dano.
Opsonização: Anticorpos revestem a superfície de patógenos, facilitando seu
reconhecimento e fagocitose por células fagocíticas como macrófagos e neutrófilos, por
meio da ligação a receptores Fc.
Ativação do Complemento: Anticorpos ligados a patógenos podem ativar a via clássica
do sistema do complemento. A ativação do complemento leva à opsonização, inflamação
e lise de patógenos.