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Anemia Ferropriva

O trabalho de pesquisa aborda a anemia ferropriva em crianças, destacando sua prevalência, etiologia, e a importância da suplementação de ferro. A anemia é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças e gestantes devido ao aumento das necessidades de ferro. O estudo utiliza uma revisão bibliográfica para identificar fatores epidemiológicos, recomendações de tratamento e a relevância da suplementação na prevenção da doença.

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Anemia Ferropriva

O trabalho de pesquisa aborda a anemia ferropriva em crianças, destacando sua prevalência, etiologia, e a importância da suplementação de ferro. A anemia é a carência nutricional mais comum no mundo, afetando principalmente crianças e gestantes devido ao aumento das necessidades de ferro. O estudo utiliza uma revisão bibliográfica para identificar fatores epidemiológicos, recomendações de tratamento e a relevância da suplementação na prevenção da doença.

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UNIVERSIDAD CRISTIANA DE BOLIVIA

CARRERA MEDICINA

TRABAJO DE INVESTIGACIÓN

ANEMIA FERRIPRIVA EM CRIANCAS

Nombre: Dhessika Mariany dos Santos 58634


Glaene Pereira de Abre 61685
Docente: Dr. Vianca Boliviar
Asignación: Patologia II
Grupo: E

SANTA CRUZ- BOLIVIA


2022
SUMÁRIO

1. INTRODUÇÃO.........................................................................................................4
2. PROBLEMA..............................................................................................................6
2.1. Situación problemática.......................................................................................6
2.2. Formulación de problemas..................................................................................6
3. OBJETIVOS..............................................................................................................7
3.1. Objetivo Geral.....................................................................................................7
3.2. Objetivos Específicos.........................................................................................7
4. JUSTIFICACIÓN......................................................................................................8
5.1. Población y sitio de estudio................................................................................9
5.2. Procedimientos de estudio......................................................................................9
6. MARCO TEORICO.................................................................................................10
6.1. Anemia Ferropriva: Aspectos da Doença.........................................................10
6.2. Etiologia da Anemia Ferropriva.......................................................................10
6.3. Mecanismos de absorção e transporte do ferro.................................................10
6.4. Recomendações de consumo diário para crianças............................................11
6.5. Consumo e fontes alimentares..........................................................................12
6.6. Sinais clínicos e provas laboratoriais na detecção da deficiência de ferro.......12
6.7. Fatores epidemiológicos determinantes da anemia ferropriva.........................13
6.8. Fatores de risco e tratamentos preconizados pelo Ministério da Saúde...........14
6.8.1. Suplementação profilática de ferro............................................................14
6.9. Diferentes abordagens da anemia ferropriva em crianças................................15
7. QUESTIONÁRIO....................................................................................................17
8. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES................................................................20
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS....................................................................21
10. ANEXOS..............................................................................................................22
1. INTRODUÇÃO

A anemia ferropriva causada pela deficiência de ferro vem aumentando nas últimas
décadas. Crianças e gestantes representam um grupo com grande vulnerabilidade a esta
carência, em virtude do aumento das necessidades de ferro, induzidas pela rápida
expansão da massa celular vermelha e pelo crescimento acentuado dos tecidos.

A anemia é hoje a carência nutricional mais prevalente no mundo; estimando-se que


acomete mais de três bilhões de pessoas; sendo mais frequente em países em
desenvolvimento (42%), do que em relação aos países industrializados (17%).

A anemia, uma condição em que a concentração de hemoglobina é menor que a normal,


reflete a presença de menos eritrócitos que o normal na circulação. Em conseqüência
disso, a quantidade de oxigênio liberada para os tecidos orgânicos também fica
diminuída. Tipicamente, a anemia ferropriva resulta quando a ingestão de ferro na dieta
é inadequada para a síntese de hemoglobina.

Através de uma revisão bibliográfica, estaremos determinando os fatores


epidemiológicos da anemia ferropriva, identificar as recomendações para consumo
diário e suas respectivas fontes alimentares, descrever a fisiopatologia da doença, sua
etiologia e métodos para sua detecção e, relatar a importância da suplementação de ferro
oral como uma medida preventiva, entre outras medidas.
2. PROBLEMA
2.1. Situación problemática

A anemia é hoje a carência nutricional mais prevalente no mundo estimando-se que


acomete mais de três bilhões de pessoas. As crianças representam um grupo com grande
vulnerabilidade a esta carência, em virtude do aumento das necessidades de ferro,
induzidas pela rápida expansão da massa celular vermelha e pelo crescimento acentuado
dos tecidos. Devido a importância da prevalência da anemia ferropriva na infância a
revisão literária abordara a etiologia, profilaxia e tratamento dessa patologia.

2.2. Formulación de problemas

Há, de fato, uma predominância da anemia ferropriva na infância quais as


recomendações de tratamento para essa patologia e a importância da suplementação de
ferro oral na profilaxia e no tratamento dessa doença?
3. OBJETIVOS
3.1. Objetivo Geral

Conhecer a prevalência da anemia ferropriva na infância e seus aspectos


fisiopatológicos, tratamentos e profilaxia.

3.2. Objetivos Específicos

 Identificar a incidência e a prevalência da anemia ferropriva em crianças.


 Discutir as diferentes recomendações para o tratamento desta patologia.
 Apontar a importância da suplementação de ferro oral como prevenção para a
anemia ferropriva.
 Elaborar um questionário sobre o tema.
4. JUSTIFICACIÓN

Este estudio se justifica por la necesidad de identificar los aspectos fisiopatológicos de


la anemia por deficiencia de hierro en la infancia y abordar aspectos como la etiología,
la epidemiología, la comprensión de las formas diagnósticas, las manifestaciones
clínicas y sus posibles complicaciones, el tratamiento y el manejo clínico.
5. METODOLOGIA

Para essa revisão, realizamos, portanto, um levantamento bibliográfico mediante


consulta às bases de dados BIREME, SCIELO e publicações da OMS, dando ênfase aos
artigos produzidos entre os anos de 2015 e 2020. Como critérios para seleção destes
artigos, utilizamos as seguintes palavras-chave: prevalência, anemia ferropriva e
suplementação de ferro oral; e a data de publicação dos trabalhos estudados.

5.1. Población y sitio de estudio

La población que sirvió de base para este estudio incluye artículos de reconocido
reconocimiento científico comprobado, estos artículos incluyen estudios de la
comunidad científica que da conferencias sobre anemia por deficiencia de hierro en la
infancia. Teniendo como metodología la revisión de la literatura publicada hasta la
fecha de elaboración de este trabajo. El sitio web del estudio incluye artículos
publicados en plataformas como: Scielo, Medline y Virtual Health Library, así como
libros sobre anemia por deficiencia de hierro en la infancia.

5.2. Procedimientos de estudio

Las publicaciones realizadas por universidades públicas y privadas se obtuvieron en las


páginas web de las revistas y se analizará la calidad de las publicaciones en base al
número de citas recibidas por el artículo y el porcentaje de cumplimiento de los criterios
de SCIELO Bolivia para la redacción de artículos científicos. Las evaluaciones de los
artículos publicados serán realizadas por este grupo de investigadores que realizan este
trabajo, para estimar el margen de error de cada medición. Finalmente, se analizará la
diferencia entre la calidad de los artículos científicos publicados por universidades
públicas y universidades privadas para lograr el objetivo de este estudio.
6. MARCO TEORICO
6.1. Anemia Ferropriva: Aspectos da Doença

A anemia é apontada atualmente como o problema de carência nutricional mais


prevalente no mundo. Nos itens a seguir, abordaremos a etiologia e a incidência dessa
patologia, para compreendermos melhor suas origens e, em seguida, discutirmos seus
fatores de riscos e as formas de tratamento indicadas.

6.2. Etiologia da Anemia Ferropriva

A anemia ferropriva em geral se desenvolve lentamente porque pode levar diversos


meses até as reservas de ferro do corpo serem esgotadas. À medida que as reservas de
ferro vão diminuindo, a medula óssea gradualmente produz menos glóbulos
vermelhos. Quando as reservas se esgotam, os glóbulos vermelhos não estão apenas
reduzidos em número, mas são também anormalmente pequenos. Esse fato se deve
principalmente nos períodos de maior demanda do organismo, a infância e adolescência.
Também pode ocorrer, por perdas sanguíneas em períodos prolongados, ou não.
Os determinantes da prevalência da anemia ferropriva na infância pode ter o seu início
ainda na vida intra-uterina. As reservas fisiológicas de ferro do recém-nascido são
formadas no terceiro trimestre de gestação e, após o nascimento, o ferro proveniente do
leite materno sustenta a demanda do lactente até o sexto mês de vida. Um lactente
prematuro, com baixas reservas de ferro, que sofre um desmame precoce tendo sua
alimentação substituída pelo leite de vaca, que possui baixa biodisponibilidade de
absorção, terá uma espoliação do ferro maior do que outro lactente a termo, com
aleitamento exclusivo.

Parasitas como o Ancylostoma duodenale ou Necator americanus podem determinar


perdas consideráveis de ferro, seja pelo próprio sangue sugado pelo parasita, como pelo
sangramento decorrente da lesão na mucosa intestinal causada pelo parasita. Já por
competição pelo alimento pode ser apontado o Ascaris lumbricoides e a Giardia
lamblia. Deve ser lembrado, entretanto, que de modo geral, a faixa etária de maior
incidência desses parasitas é a de maiores de cinco anos de idade.

6.3. Mecanismos de absorção e transporte do ferro


Os mecanismos de absorção do ferro no duodeno estão intimamente ligados com a
natureza da sua origem e a fatores denominados facilitadores ou inibidores da ingestão
do ferro oral. A via de absorção heme é proveniente de alimentos de origem animal e a
via não heme é proveniente de alimentos de origem vegetal. Durante o processo de
digestão, o ferro ingerido durante a dieta alimentar passa pelo processo de absorção
intestinal, onde seu sucesso será determinado pelos fatores facilitadores (ácido
ascórbico, carnes em geral, aminoácidos como lisina, cisteína e histidina, ácido cítrico e
succínico, açúcares, como a frutose) ou pelos fatores inibidores (fitatos, presentes nos
cereais; compostos fenólicos como flavanóides, ácidos fenólicos, polifenois e taninos,
encontrado no chá preto e mate, café e certos refrigerantes; sais de cálcio e fósforo,
encontrados em fontes protéicas lácteas; as fibras e a proteína do ovo).

Em síntese, os alimentos serão mais absorvidos de acordo com a biodisponibilidade dos


mesmos, ou seja, seus fatores facilitadores ou inibidores. O teor de ferro encontrado no
feijão é mais elevado do que o encontrado nas carnes, porém pela presença de fitatos e
fibras, o feijão apresenta baixa biodisponibilidade em comparado com as carnes. O ferro
é transportado pela transferrina na circulação, cada molécula liga-se a dois íons de ferro.
Os tecidos que mais necessitam de ferro (medula, fígado, placenta), possuem receptores
específicos e em grandes quantidades, para que haja o aproveitamento do ferro no
organismo. Normalmente, cerca de 70% a 90% do ferro é captado pela medula óssea,
para ser usado na produção de hemoglobina.

Para o recém-nascido, as reservas de ferro formadas durante a gestação, que são


depositadas no fígado no baço e na medula, são particularmente importantes, pois
constituirão importante fonte de ferro endógeno que, juntamente com a fonte exógena
proveniente do leite materno, garantirão as necessidades de ferro até os 4-6 meses de
vida.

6.4. Recomendações de consumo diário para crianças

Tendo em vista prevenir o alto índice de anemia ferropriva na infância, a assistência


deve ser iniciada desde o período Pré Natal, levando em consideração que uma gestante
com anemia no terceiro trimestre de gravidez, vai ter um risco aumentado para o
nascimento de uma criança pré-termo ou de baixo peso, posteriormente tendo a anemia
no seu primeiro ano de vida. Para gestantes as necessidades diárias são de 30mg. As
necessidades de ferro corporal estão relacionadas às diversas etapas da vida. No trato
intestinal a absorção do ferro está ligada com as necessidades reais do organismo,
quando as reservas estão baixas ocorre um aumento da absorção e inversamente, quando
estão altas, ocorre sua inibição. Uma criança de 12 meses apresenta uma absorção
quatro vezes maior do que outras de diferentes grupos etários.

As perdas diárias da concentração de ferro corporal são evitadas, para manter este
micronutriente dentro de limites aceitáveis para sua utilização, o ferro proveniente das
hemácias retiradas da circulação, cuja meia vida é de 120 dias, é reaproveitado. As
perdas diárias do ferro situam-se em torno de 1 mg em decorrência, principalmente, da
descamação celular. Além disso, pequenas quantidades são também perdidas pela urina,
suor e fezes. Outras situações como menstruação, lactação e parasitoses, podem
determinar perdas adicionais de ferro.

A RDA (Recommended Dietary Allowances) preconiza ingestão diária de 10mg de


ferro elementar para crianças de meses a 3 anos; 12 a 15mg, para adolescentes do sexo
masculino e feminino, respectivamente; 10mg para adultos masculinos e femininos após
cessarem as perdas menstruais; e 15mg para o sexo feminino em idade reprodutiva e
nutrizes.

6.5. Consumo e fontes alimentares

O ferro é encontrado em vários alimentos, tanto de origem animal (carnes de todos os


tipos, leite e ovos), que é considerado o ferro heme e como vegetal (verduras de
coloração verde escura, feijão, soja, entre outros), que é considerado o ferro não heme.
Entretanto, o que precisa ser evidenciado é a capacidade do organismo em aproveitar
este ferro oferecido para exercer as suas mais diversas funções, o que determina a sua
biodisponibilidade.

6.6. Sinais clínicos e provas laboratoriais na detecção da deficiência de ferro e


anemia
A anemia pode ser identificada em três estágios. O primeiro estágio é a depleção do
ferro, onde o aporte de ferro diminui, sendo incapaz de suprir as necessidades, a
ferritina sérica fica abaixo de 13mg/l, mas sem alterações funcionais.

O segundo estágio é a eritropoiese-ferro deficiente, que é quando a depleção do ferro


persiste, levando a uma diminuição do ferro sérico, saturação da transferrina abaixo de
16% e elevação da protoporfirina eritrocitária livre, ocorrendo assim, uma diminuição
da capacidade de trabalho.

No terceiro estágio - a anemia por deficiência de ferro - a hemoglobina situa-se abaixo


dos padrões para a idade e o sexo. Caracteriza-se pelo aparecimento de microcitose e de
hipocromia. A definição operacional de anemia, em termos dos níveis de hemoglobina,
foi estabelecida pela OMS, adotando o nível de 11,0 g/dl para crianças menores de seis
anos e gestantes. Para crianças de 6 a 14 anos e mulheres adultas não grávidas, 12 g/dl e
homens adultos, 13 g/dl.

Os sinais clínicos de anemia são de difícil reconhecimento, muitas vezes passando


despercebidos como palidez, anorexia, apatia, irritabilidade, redução da capacidade de
atenção e déficits psicomotores.

6.7. Fatores epidemiológicos determinantes da anemia ferropriva

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define anemia como uma carência nutricional
na qual o conteúdo de hemoglobina do sangue está abaixo dos valores considerados
normais para a idade, o sexo, o estado fisiológico e a altitude, sem considerar a
causalidade da deficiência. A anemia ferropriva, por sua vez, se caracteriza pela
diminuição ou ausência das reservas de ferro, ou pela baixa concentração do mesmo na
hemoglobina.

O ferro, que pode ser encontrado sob duas formas: ferrosa (Fe++) e férrica (Fe+++)
possui um conteúdo corpóreo de 3 a 5g, desempenhando parte função metabólica e parte
função oxidativa (70% a 80%), o restante está sob a forma de armazenamento como
ferritina e hemossiderina no fígado, baço e medula óssea (20% a 30%). Mais de 65% do
ferro corporal encontra-se na hemoglobina, cuja principal função é o transporte de
oxigênio e gás carbônico.
A anemia ferropriva é considerada um problema de saúde pública nos países em
desenvolvimento, os seus principais determinantes estão ligados principalmente aos
fatores socioeconômicos. Estudos mostram que as maiores taxas de incidência estão na
população de mais baixa renda, pelo difícil acesso ao nutriente ferro, precariedade das
habitações, baixos salários, higiene precária ou simplesmente pela desinformação da
necessidade deste complemento alimentar na dieta das crianças. O nível de
escolaridade, também foi encontrado como determinante neste aspecto, visto que esta
deficiência está intimamente relacionada com o grau de instrução formal da mãe,
demonstrando uma relação de crescimento na concentração de hemoglobina nas
crianças entre seis a 59 meses de idade, na mesma proporção dos anos estudados. A
razão explicativa poderia ser a mesma que foi para a renda familiar.

6.8. Fatores de risco e tratamentos preconizados pelo Ministério da Saúde

Os fatores de riscos associados às maiores taxas de incidência da anemia ferropriva


estão na população de mais baixa renda e o nível de escolaridade da mãe. Nos itens a
seguir, abordaremos a suplementação profilática de ferro oral como tratamento
preconizado pelo Ministério da Saúde.

6.8.1. Suplementação profilática de ferro

O objetivo do tratamento da anemia ferropriva, deve ser corrigir o valor da hemoglobina


circulante e repor os depósitos de ferro nos tecidos, onde ele é armazenado. Já o
objetivo da suplementação profilática, é o de prevenir que os níveis de concentração
deste micronutriente fiquem abaixo das necessidades do organismo, desenvolvendo,
assim, a depleção do ferro e, em conseqüência, a anemia ferropriva. O medicamento
deve ser ingerido, se possível, acompanhado de suco de fruta rica em vitamina C,
importante elemento facilitador da absorção do ferro. De acordo com o Manual
Operacional do Programa Nacional de Suplementação de Ferro do Ministério da Saúde,
a suplementação diária com sais de ferro, forma clássica nos programas voltados à
prevenção da anemia, tem como dose preconizada a administração de 1mg/kg/dia ou 5
ml de xarope semanal apresentação de 125 mg/5ml dos seis até os 18 meses de vida,
para crianças a termo e em aleitamento exclusivo.
Para tratamento a dosagem de 3 mg/kg/dia; crianças prematuras devem receber doses de
2 mg/kg/dia a partir do 30º dia após o nascimento, durante 2 meses. Após este prazo, a
criança passa a receber a prescrição normal de uma criança a termo, até os 24 meses.

A Sociedade Brasileira de Pediatria preconiza, quanto à suplementação profilática de


ferro, recém-nascidos de termo, de peso adequado para a idade gestacional: em
aleitamento materno, a partir do 6º mês, ou a partir do início do desmame (considera-se
desmame a introdução de qualquer outro alimento em adição ao aleitamento materno),
até o 24º mês de vida, receberão 1 mg de ferro elementar/ kg de peso/dia, ou dose
semanal de 45mg, exceto nas crianças com fórmulas infantis fortificadas com ferro.
Prematuros e recém-nascidos de baixo peso: a partir do 30º dia de vida, 2 mg/kg de
peso/dia, durante 2 meses. Após esse prazo, mesmo esquema dos recém-nascidos de
termo com peso adequado para a idade gestacional.

6.9. Diferentes abordagens para o enfrentamento da anemia ferropriva em


crianças

A profilaxia da anemia com suplementação de ferro semanal tem obtido resultados


importantes, especialmente quando é direcionada aos grupos de riscos, como gestantes,
puérperas ou mulheres no período de pós-aborto e crianças na fase pré-escolar. O que
pode ser considerado como um fator inibidor a profilaxia seria a corresponsabilidade
dos pais em aderirem ao tratamento e administrarem a suplementação semanal, o que,
muitas vezes, fica esquecida ou até mesmo ignorada, pela descredibilidade dos pais ou
responsáveis com o tratamento.

Ressaltamos que as doses profiláticas não alteraram o crescimento das crianças não-
anêmicas, mas os lactentes que foram acompanhados com o programa tiveram uma
melhora significativa no peso/idade e peso/crescimento, durante todo o período de
suplementação. Para a prevenção da anemia ferropriva deve considerar também fatores
principais que levam aos altos índices de prevalência desta patologia na infância.
Fatores discutidos anteriormente como o da reeducação alimentar, o do incentivo ao
aleitamento materno exclusivo, tendo em vista que é um leite rico em ferro e possui alta
biodisponibilidade de absorção. Além, claro, da suplementação profilática para grupos
de risco, discutida anteriormente.
O Grupo de Consultoria Internacional sobre Anemias de Origem Nutricional (INAGG)
sugere as seguintes recomendações para o controle e prevenção das anemias
nutricionais, educação alimentar com incentivo ao consumo de alimentos ricos em ferro,
respeitando os hábitos alimentares da população associados ao grande incentivo dos
programas de aleitamento materno, melhoria dos sistemas de saneamento básico e
assistência médica a todos, com controle de parasitoses intestinais, criação de
programas de suplementação de ferro em doses profiláticas aos grupos de risco, sob
supervisão e acompanhamento, criação e incentivo a programas de fortificação de
alimentos, considerada atualmente a melhor medida preventiva em longo prazo, com
menores custos.

A principal vantagem dos alimentos fortificados é a adesão da mãe, pois é só a criança


ingerir o alimento, que estará ingerindo o ferro. A desvantagem é que estes alimentos
nem sempre são de baixo custo e não são acessíveis para todas as camadas da
população, assim como na suplementação profilática do ferro, fica a cargo do governo
introduzi-la nas creches e escolas, como uma opção para este problema que afeta a
saúde pública.

A suplementação medicamentosa com ferro é uma estratégia indispensável para se


prevenir a anemia. Na literatura, são apresentadas diversas propostas de dosagens
profiláticas de ferro para a prevenção da anemia nos primeiros anos de vida, tendo como
modelo o da Organização Mundial da Saúde (OMS), dos comitês de pediatria e
propostas específicas de órgãos oficiais de países, como o do Ministério da Saúde (MS)
do Brasil.

A suplementação com ferro como medida preventiva tem grande chance de sucesso
quando dirigida a grupos específicos, como gestantes, lactantes e pré-escolares. Para
suplementação de escolares aconselha-se a realização de rastreamento. E não a
cobertura de toda população, dado que essa é usualmente desnecessária, impossível e
cara.

O conteúdo e a frequência no oferecimento das doses profiláticas de ferro não


influenciaram o crescimento das crianças não-anêmicas. No geral, os lactentes
apresentaram melhoria nos índices peso/idade e peso/comprimento durante a
suplementação. As variações entre os benefícios e malefícios da suplementação com
ferro variam em função dos níveis iniciais da hemoglobina e dos indicadores do estado
nutricional de ferro utilizados. No entanto, os efeitos benéficos da suplementação com
ferro têm sido comprovados, principalmente, entre crianças anêmicas. Posto que é
reconhecido que a suplementação com dosagens profiláticas de ferro pode atingir
grande número de crianças não-anêmicas. Os benefícios da suplementação com ferro
sobre o crescimento poderiam ser embasados pela melhoria do apetite, da ingestão
alimentar e, consequentemente, do fortalecimento do sistema imune, acarretando a
diminuição da incidência de morbidade.

7. QUESTIONÁRIO
1. O que é anemia ferropriva?

Anemia ferropriva é o tipo de anemia decorrente da privação, deficiência, de ferro


dentro do organismo levando à uma diminuição da produção, tamanho e teor de
hemoglobina dos glóbulos vermelhos, hemácias.

2. Qual a função do ferro para o organismo?

O ferro é essencial para a produção dos glóbulos vermelhos e seus níveis baixos no
sangue comprometem toda cascata de produção das hemácias. Dentro dos glóbulos
vermelhos existe uma proteína chamada hemoglobina que tem na sua estrutura
bioquímica a presença de moléculas de ferro e de cobalto (o cobalto está presente na
vitamina B12).

3. Quais as principais causas para a anemia ferropriva?

A Anemia Ferropriva é causada pela deficiência de ferro, carência nutricional mais


comum em todo o mundo. A doença afeta principalmente crianças, grávidas e idosos.
A principal causa da doença é a baixa ingestão de alimentos ricos em ferro, como os
de origem animal.

4. Quais as principais consequências da anemia ferropriva?

A anemia ferropriva traz os seguintes efeitos adversos ou consequências: diminuição


da produtividade no trabalho, diminuição da capacidade de aprendizado, retardamento
do crescimento, apatia (morbidez), perda significativa de habilidade cognitiva, baixo
peso ao nascer e mortalidade perinatal.

5. Quando a anemia ferropriva é considerada grave?


A anemia ferropriva é um quadro grave, podendo colocar o paciente em risco se a
hemoglobina estiver abaixo de 11 g/dL para mulheres e de 12 g/dL para homens, o
que impede a realização de cirurgias. A doença é mais frequente em mulheres e
crianças, vegetarianos ou pessoas que realizam doações de sangue com frequência.

6. Quais são os estágios da anemia ferropriva?

O primeiro estágio é a depleção do ferro, o segundo estágio é a eritropoiese-ferro


deficiente e o terceiro estágio é a deficiência de ferro.

7. Quais os exames complementares para o diagnóstico de anemia ferropriva?

Os principais exames encontrados para o diagnóstico da anemia ferropriva foram o


hemograma, a dosagem de ferro sérico, de ferritina e de transferrina, a avaliação da
capacidade total de ligação do ferro (TIBC) e saturação da transferrina.

8. Quais os exames para detectar anemia?

A anemia é detectada através do exame de sangue. O médico observa o hemograma, a


quantidade de ferro e zinco, as proteínas e as vitaminas. O profissional irá avaliar a
quantidade de glóbulos vermelhos e hemoglobinas, sendo normalmente um indicativo
de anemia quando os valores da hemoglobina estão baixos.

9. Quais os valores de anemia grave?

A anemia geralmente é grave (Hb < 10 g/dL), com valores de VCM normais
(normocítica). Ela é considerada hipoproliferativa, pois os reticulócitos estão
diminuídos ou normais. O RDW é normal ou um pouco diminuído. A dosagem de
ferro sérico é baixo, e a de ferritina pode estar normal ou elevada.

10. Quanto tempo leva para curar uma anemia ferropriva?

O tratamento para a anemia ferropriva é feita por meio de suplementação de ferro por
aproximadamente 4 meses e uma dieta rica em alimentos que contém ferro, como
feijão preto, carne e espinafre, por exemplo.

11. Qual o estágio final da deficiência de ferro?

O estágio final da carência de ferro está associado a um significativo decréscimo na


concentração de hemoglobina. Esse é, portanto, o parâmetro universalmente utilizado
para definir anemia.
12. Como avaliar ferro e ferritina?

A ferritina pode ser pedida com outros exames do ferro, quando um hemograma de
rotina mostra que a hemoglobina e o hematócritoestão baixos, e que as hemácias são
menores e mais pálidas que o normal (microcíticas e hipocrômicas), o que sugere
anemia por deficiência de ferro, mesmo que ainda não tenham se desenvolvido.

13. Como saber se a ferritina está baixa?

Sintomas de ferritina baixa: Os sintomas de ferritina baixa, geralmente, incluem


cansaço, fraqueza, palidez, falta de apetite, queda de cabelo, dores de cabeça e
tonturas. Seu tratamento pode ser feito com a ingestão diária de ferro ou com dietas
ricas em alimentos com vitamina C e ferro, como carne, feijão ou laranja.
8. CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES

O presente estudo discutiu a prevalência da anemia ferropriva na infância como um


problema com grande magnitude decorrente da atuação de vários fatores de riscos
elevados, sendo uma alteração comum na saúde de crianças de todo o mundo e do nosso
país. A implementação de medidas preventivas e do seu tratamento é sugerida em
caráter urgente. As medidas como a suplementação de ferro oral semanal, têm mostrado
ser favorável ao tratamento. Estudos comprovaram que os benefícios poderiam ser
embasados pela melhoria do apetite, da ingestão alimentar e, conseqüentemente, do
fortalecimento do sistema imunológico, acarretando a diminuição da incidência de
morbidade, tendo grande chance de sucesso quando dirigida a grupos específicos, que
constituem o público alvo estudado. Também se faz relevante a educação alimentar na
dieta das crianças, dando ênfase a alimentos ricos em ferro com alta biodisponibilidade
de absorção.

Recomendamos uma ação em conjunto com profissionais da sua e sociedade visando


melhorar a estratégia de prevenção e tratamento da temática abordada.
9. REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

1. BRAGA, J.A.P.; FISBERG, M. Anemias carenciais. In: Nóbrega, F.J., Ed.


Distúrbios da Nutrição. Rio de Janeiro: Revinter; 2010.
2. CARVALHO, M.F.C.C. PNAN e o compromisso social para redução da anemia por
carência de ferro no Brasil. In: Encontro Norte e Nordeste sobre anemias e
parasitoses, 1., 2017, Salvador. Anais... Salvador: UNEB, 2017. p.35. MR-15.
3. COMITE DE NUTROLOGIA PEDIATRICA. Preconização da profilaxia de ferro
em lactentes. Atualidades SBP: 2015; 4: 12-20.
4. FISBERG, M. et al. Tratamento e prevenção da anemia carencial por deficiência de
ferro. Revista Pediatria Moderna (34). São Paulo: 2018 p.651-657.
5. Health Organization Feeding and nutrition of infants and young children Regional
Publications, European Series, 2018.
6. OLIVEIRA, R.S. et al. Magnitude, distribuição espacial e tendência da anemia em
pré-escolares da Paraíba. Rev. Saúde Pública: 2016; 36(1): 26-32.
7. OMS. Série Informes Técnicos. Anemia nutricionales: informe de um grupo de
expertos en nutricion de la OMS. Ginebra: OMS; 2018.
8. SOUZA QUEIROZ, S.; TORRES, M.A.A. Anemia carencial ferropriva: aspectos
fisiopatológicos e experiência com a utilização do leite fortificado com ferro. Ped
Mod: 2015; 31: 441-55.
9. PEREIRA, R.C.et al. Suplementação de ferro associado ou não à vitamina A no
controle da anemia em escolares. Cad. Saúde Pública, Rio de Janeiro, v.23 n.6, jun.
2017.
10. ANEXOS

Figura 1. Achado Histológico Anemia Ferropriva

Figura 2: Criança com sintoma de Anemia Ferropriva.


Figura 3: Olho paciente com sintoma Anemia Ferropriva.

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