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Cerâmica

A cerâmica é a arte de produzir objetos a partir da argila, submetendo-a a altas temperaturas. Ela é dividida em cerâmica tradicional, que inclui itens como azulejos e potes, e cerâmica avançada, que atende a requisitos de desempenho mais elevados. O documento também aborda a classificação dos materiais cerâmicos e a estrutura cristalina dos mesmos.

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A cerâmica é a arte de produzir objetos a partir da argila, submetendo-a a altas temperaturas. Ela é dividida em cerâmica tradicional, que inclui itens como azulejos e potes, e cerâmica avançada, que atende a requisitos de desempenho mais elevados. O documento também aborda a classificação dos materiais cerâmicos e a estrutura cristalina dos mesmos.

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Cerâmica

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fontes: Google (notícias, livros e acadêmico) (Dezembro de 2019)

A cerâmica (do grego κέραμος — "argila queimada"[1][2] ou


κεραμικὀς, translit. keramikós: 'de argila'[3]) é a arte ou a técnica de produção de
artefatos e objetos tendo a argila como matéria-prima. Qualquer classe de
material sólido inorgânico, não-metálico (não confundir com termo ametal) que
seja submetido a altas temperaturas (aproximadamente 540 °C) na manufatura.
Geralmente uma cerâmica é um óxido metálico, boreto, carbeto, nitreto, ou
uma mistura que pode incluir aniões.[4]

Índice

 1Tipos de cerâmica
 2Classificação
 3História da cerâmica
 4Estrutura Cristalina
o 4.1Cerâmica Cristalina
o 4.2Cerâmica não cristalina
 5Ver também
 6Referências
 7Ligações externas

Tipos de cerâmica
As cerâmicas são comumente divididas em dois grandes grupos:
Concepção artística de um ônibus espacial entrando na atmosfera terrestre,
quando a temperatura atinge mais de 1.500°C.

 Cerâmica tradicional - Inclui cerâmicas de revestimentos,


como ladrilhos, azulejos e também potes, vasos, tijolos e outros objetos
de olaria, que não têm requisitos de desempenho tão elevados se
comparados ao grupo seguinte. As peças de uso doméstico, como pratos,
xícaras e vasilhas, e os adornos, como vasos e estátuas, podem ser
fabricados a partir de três tipos básicos de material
cerâmico: argila, grês e porcelana. Estes materiais são conhecidos no
mercado internacional por earthenware, stoneware e porcelain,
respectivamente. A composição de cada material cerâmico é diferente e
utiliza matérias primas variadas,[5] o que confere características diferentes a
cada um.
 Cerâmica avançada, ou de engenharia - Geralmente são materiais com
exigências maiores de desempenho e obtidos a partir de matéria-prima
mais pura. são abstraídos motivo,[6] ferramentas de corte para usinagem,
tijolos refratários para fornos.[7]

Classificação
Os materiais cerâmicos podem ser classificadas de diversas formas, o mais
usual é classificação por aplicação. Outras formas de classificação mais
aprimoradas são:

 Composição química
o Óxidos, Carbetos, Nitretos e Oxinitretos.

 Origem Mineralógica
o Quartzo, bauxita, mulita, apatita, zircônia, entre outros.

 Método de moldagem
o Compressão isostática, colagem por barbotina (slip
casting), extrusão e moldagem por injeção, calandragem entre outros.[8]

História da cerâmica
No Brasil colonial havia em cada engenho de açúcar um forno de tijolos para a
queima de tijolos e de louças de barro, com técnicas de olaria. Famílias
abastadas utilizavam porcelanas da Índia.[9]

Estrutura Cristalina
Estruturas cristalinas são arranjos regulares, tridimensionais, de átomos no
espaço. A regularidade com que os átomos se agregam nos sólidos decorre de
condições geométricas impostas pelos átomos envolvidos, pelo tipo de ligação
atômica e pela compacidade. Essas estruturas cristalinas observadas nos
sólidos são descritas através de um conceito geométrico chamado rede
espacial, e podem ser explicadas pelo modo como os poliedros de
coordenação se agrupam, a fim de minimizar a energia do sólido.[10]
Cerâmica Cristalina
Os materiais cerâmicos cristalinos não são passíveis de uma grande variedade
de processamento. Os métodos para lidar com eles tendem a se enquadrar em
uma de duas categorias - fazer a cerâmica na forma desejada, por reação in
situ ou "formar" pós na forma desejada e depois sinterizar para formar um
corpo sólido. As técnicas de moldagem em cerâmica incluem modelagem
manual (às vezes incluindo um processo de rotação chamado "arremesso"),
moldagem por deslizamento, moldagem por fita (usada na fabricação de
capacitores cerâmicos muito finos), moldagem por injeção, prensagem a seco e
outras variações.
Cerâmica não cristalina
A cerâmica não cristalina, sendo vidro, tende a ser formada a partir de
fundidos. O vidro é moldado quando totalmente derretido, por vazamento ou
em estado de viscosidade semelhante ao toffee, por métodos como sopro em
um molde. Se tratamentos térmicos posteriores fizerem com que esse vidro se
torne parcialmente cristalino, o material resultante será conhecido como
vitrocerâmico, amplamente utilizado como tampo de cozinha e também como
material compósito de vidro para descarte de resíduos nucleares.[11]

Ver também
 Azulejo
 Cerâmica de revestimento
 Museu de Cerâmica - Caldas da Rainha
 Vitrocerâmica

Referências
1. ↑ Hans Thurnauer: "Ceramics"; in: "Dielectric Materials and
Applications", edited by A. R. von Hippel, published jointly by The
Technology Press of M.I.T. and John Wiley & Sons, 1954
2. ↑ Callister, Jr William D. Ciência e Engenharia de Materiais: Uma
Introdução. 5ª edição, 2002, pp 266)
3. ↑ [Dicionário Houaiss: "cerâmica"]
4. ↑ W.W Perkins, American Ceramic Society's Ceramic Glossary (1984,
pp 13-4)
5. ↑ Victoria, Anderson Magalhães. «Recursos para a Indústria Cerâmica e
Vidreira». Recursos minerais de Minas Gerais - RMMG. Consultado em
15 de abril de 2021
6. ↑ Redd, James Stalford, Principles of ceramics processing 2nd ed.
(1988)
7. ↑ David W. Richerson, Modern Ceramic Engineering (1992)
8. ↑ Shigeyuki Somiya, Advanced technical ceramics (1989 pp 11-25)
9. ↑ Lima, Cláudia. Tachos e panelas: historiografia da alimentação
brasileira. Recife: Ed. da autora, 1999. 2ª Ed. 310p. ISBN 8590103218
10. ↑ «Estrutura Cristalina». CIÊNCIA DOS MATERIAIS MULTIMÍDIA. 2013.
Consultado em 15 de novembro de 2019
11. ↑ Rasteiro, M.G. (Abril de 2007). «Crystalline phase characterization of
glass-ceramic glazes». Elsevier - Ceramics International. Consultado em
15 de novembro de 2019

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