Introdução à Contabilidade
Professora: Marcielle Anzilago
[email protected]Finalidades da Informação contábil
• Controle
• Processo no qual a alta administração se certifica de que a
organização está agindo em conformidade com seus planos
e politicas.
A informação contábil é útil como:
o Meio de comunicação
o Meio de motivação
o Meio de verificação
Definição
a) o que tenho e devo e qual o valor do que tenho e devo?
– respondida através do Balanço Patrimonial;
b) quanto ganhei no último período?
– respondida pela variação do Patrimônio Líquido,
no BP e na DRE;
c) como foi o ganho do último período?
– respondida pela DRE (Receitas – Despesas), o
contador cria tantas contas quantas necessárias para
registrar todos os fatos e que possibilitem tais
respostas.
Definição de contas
• As contas que são criadas para registrar os fatos nos livros
contábeis são:
• contas que representam os elementos do Ativo e do
Passivo,
• também devem ser criadas contas que expliquem os gastos
e perdas do último período.
• Portanto, criam-se igualmente contas
para representar as principais
despesas e principais receitas.
Saldos e movimentos
• O valor final da conta é denominado saldo da conta.
✓ O saldo da conta Caixa ao final do Fato 9 é $ 82.
• O saldo inicial da conta Caixa é o seu saldo anterior.
✓ Assim, o saldo inicial da conta
Caixa em relação ao Fato 9 é
$ 84.
• A diferença entre o saldo final e
o saldo inicial é denominada
movimento contábil da conta.
✓ O movimento da conta entre
o Fato 8 e o Fato 9 foi de $ 2.
• O movimento da conta pode ser
dividido em dois: movimento que
aumenta e movimento que
diminui seu saldo.
Saldos e movimentos
Utilizando a nomenclatura de débito e crédito, seriam dois tipos
de movimento de contas:
• movimento a débito
(aumento de saldos devedores e diminuição de saldos credores),
e
• movimento a crédito
(aumento de saldos credores e
diminuição de saldos devedores).
Plano de Contas
• Plano de contas é o AGRUPAMENTO ORDENADO DE
TODAS AS CONTAS que são utilizadas pela Contabilidade
dentro de determinada empresa.
• O elenco de contas considerado é indispensável para os
registros de todos os fatos contábeis.
• É chamado de Plano de Contas porque
é criado antecipadamente ao uso de
tais contas.
Plano de Contas
• Tem como objetivo:
• uniformizar os registros contábeis;
• permitir a inclusão ou a exclusão de contas (deve ser flexível);
e
• os títulos das contas devem identificar, da melhor maneira
possível, os fatos efetivamente ocorridos.
• Ainda, no plano de contas, CADA
CONTA DEVE SER
CLASSIFICADA COM UM
CÓDIGO NUMÉRICO OU
ALFANUMÉRICO PARA
DISTINGUIR DAS DEMAIS.
Plano de Contas
• O conjunto de contas criado para atender às necessidades de
registro das transações dos eventos econômicos, de forma a
possibilitar a construção dos principais relatórios contábeis e
atender a todos os usuários da informação contábil.
As principias elementos para a elaboração de um plano contas são:
a) Elenco de Contas: relação coerente e ordenada dos títulos das
contas que irão compor o plano de contas;
b) Função das Contas: a identificação, a definição de
cada conta em relação ao seu objetivo e ao seu
comportamento; e
c) Funcionamento das Contas: demonstração do
movimento e da maneira de se debitar e creditar a
conta.
Funções para formação de um Plano de Contas
• Cada empresa, de acordo com sua atividade e seu tamanho (micro,
pequena, média ou grande), deve ter o seu próprio Plano de Contas
considerando a natureza de suas receitas operacionais (indústria,
comércio e serviço).
Um Plano de Contas contábil tem como função:
• Possibilitar adequada forma de controle do patrimônio da entidade
contabilizada.
• Controle se fará pelo registro de todas as transações dos eventos
econômicos.
• A função básica de um Plano de Contas é:
prover o registro das transações dos eventos
econômicos de forma a criar condições ótimas
de classificação e acumulação de dados.
Condições para a elaboração de um Plano de Contas
a) deve atender primariamente ÀS NECESSIDADES
ESPECÍFICAS de cada empresa e às necessidades de informação
dos principais usuários dos relatórios;
b) a classificação deve partir do geral para o particular;
c) deve ser codificado;
d) os agrupamentos devem ser feitos pensando nos relatórios que
deles se originarão;
e) os títulos das contas utilizados DEVEM REFLETIR
IMEDIATAMENTE OS ELEMENTOS PATRIMONIAIS que
representam – devem ser claros e sucintos;
f) deve ter flexibilidade (margem para ampliação) e
operacionalidade.
Graduação do plano codificado e obtenção dos
saldos
• A sequência de codificação de um plano de contas denominamos
graduação do plano.
• A primeira codificação (números 1, 2, 3, 4) para o Ativo, Passivo,
Despesas e Receitas, chama-se de Plano de Contas em Primeiro
Grau.
• À medida que vai detalhando o plano, chama-se Plano de Contas em
Segundo Grau (para o detalhamento do Primeiro Grau), de Terceiro
Grau (para o detalhamento do Segundo Grau), e assim
sucessivamente.
• A finalidade da graduação de um plano de contas é a feitura de um
sistema classificatório que permita o somatório dos saldos das contas
e facilite a contabilização.
Finalidade do Plano de Contas em graus
• A finalidade é atender aos diversos usuários da informação, em
suas diferentes necessidades.
• Provavelmente, o gerente da Contabilidade queira ter mensalmente
em sua mesa um Plano de Contas mais sintético e menos
volumoso, que seria o de Quarto Grau.
• Para os diretores, que administram com
informações mais genéricas ainda, poderia ser
enviada mensalmente apenas uma folha,
contendo o Plano de Contas em Terceiro
Grau.
Plano de Contas – Exemplo parcial
Contas sintéticas e analíticas – obtenção dos saldos
• São denominadas contas analíticas aquelas contas que
representam os elementos patrimoniais em seu maior grau
de detalhamento.
• As contas analíticas constituem-se na
maior graduação do Plano de Contas.
No exemplo, as contas analíticas são
aquelas de Quinto Grau, no caso, os
fornecedores João de Souza e José da
Silva, e os demais fornecedores.
Contas sintéticas e analíticas – obtenção dos saldos
• Contas sintéticas são aquelas cujo saldo é conseguido
através do somatório do saldo de duas ou mais
contas analíticas, ou de duas ou mais contas sintéticas.
• As contas sintéticas não recebem lançamentos.
• A informação, em seu nível de maior
especificação, está evidenciada nas
contas analíticas.
Contas sintéticas e analíticas – obtenção dos
saldos
• A conta de Passivo no nosso exemplo é a conta mais
sintética ou resumida possível do nosso Plano de Contas.
A conta Passivo
Circulante e a
conta
Fornecedores são
exemplos de outras
contas que sintetizam
informações de outras
contas, cada uma no
seu devido grau de
resumo.
Classificação de contas pelo sistema patrimonial
• Visando aos dois relatórios básicos de um sistema de informação
contábil que são:
a) Balanço Patrimonial,
b) Demonstração de Resultados do último período, podemos
classificar as contas em dois grandes grupos.
As contas podem ser:
• contas Patrimoniais e
• contas de Resultado.
Contas patrimoniais
• Necessárias para representar os elementos patrimoniais do
Ativo e Passivo, representam bens, direitos, obrigações e
patrimônio líquido.
• São elas que compõem o Balanço Patrimonial.
• Também denominadas permanentes (sempre existirão
enquanto existirem os elementos patrimoniais que
representam).
Exemplo:
• a conta Caixa, enquanto houver
dinheiro dentro da empresa, ano
após ano, existirá a conta Caixa.
Contas de resultado
Temos dois tipos:
a) contas de despesas e receitas;
b) contas de apuração.
• Têm a função de registrar
informações de gastos e ganhos, e
não representam nenhum elemento
patrimonial de bem, direito,
obrigação ou patrimônio líquido.
• São utilizadas apenas para a
Demonstração de Resultados do
último período analisado.
Contas de resultado
• São denominadas contas transitórias,
pois só servem para o último período
analisado.
• A sua operacionalidade consiste em
acumular informações apenas do
último período analisado.
• Elas têm, teoricamente, tempo de vida
definido.
• Só são utilizadas para a DRE, e nunca
farão parte do Balanço Patrimonial.
Procedimentos contábeis básicos
Razão
Débito e Crédito
Débito e Crédito
Débito e Crédito
Lançamentos a Débito e a Crédito das Contas
Contas de Ativo
Contas de Ativo
Contas de Passivo
Contas de Passivo
Contas de Patrimônio Líquido
Contas de Patrimônio Líquido
Resumo do Mecanismo de Débito e Crédito
Método das Partidas Dobradas
Método das Partidas Dobradas
Diário
Os livros ou fichas (Diário) devem conter termos de abertura e de
encerramento e ser submetidos à autenticação do órgão competente.
Diário
Diário Livros Auxiliares do razão
Razão
• é um livro exigido pela legislação brasileira.
• Em virtude de sua eficiência, é indispensável em qualquer tipo de
empresa: é o instrumento mais valioso para o desempenho da
Contabilidade. Por isso, do ponto de vista contábil, é um livro
muito importante.
• Consiste no AGRUPAMENTO DE VALORES EM CONTAS
DE MESMA NATUREZA E DE FORMA RACIONAL.
• Em outras palavras, o registro no Razão é realizado em contas
individualizadas;
• tem-se assim um controle por conta
Razão
Com base em um Razonete, observar o que é e como funciona uma
ficha Razão.
A Cia. Atria tem $ 1.000.000 em Caixa e compra, à vista, em 20-2-
x5, Equipamentos por $ 800.000.
Balancete de Verificação
Levantamento das demonstrações financeiras
• PRIMEIRO PASSO – Escrituração. Com base nos documentos
que suportam os registros contábeis (nota fiscal, faturas,
escrituras etc.) faz-se a escrituração.
• SEGUNDO PASSO – Primeiro Balancete de Verificação. Para
dar continuidade ao trabalho, o objetivo agora é verificar a
exatidão dos lançamentos contábeis.
• TERCEIRO PASSO – Ajustes (no final do período) em 31/12.
Esta fase é dividida em três etapas.
• QUARTO PASSO – Segundo Balancete de Verificação.
Principalmente para se observar se não houve erros de
lançamentos no 3º passo.
Levantamento das demonstrações financeiras
• QUINTO PASSO – Apuração de Resultados. Para apurar o
resultado será feito o encerramento (partidas ou lançamentos de
encerramento) de todas as Contas de Resultados
(Despesas/Receitas).
• SEXTO PASSO – Contabilização do Lucro (ou Prejuízo).
• SÉTIMO PASSO – Contabilização da destinação do lucro (p/
reservas, aumento de capital, dividendos etc.).
• OITAVO PASSO – Estruturação das Demonstrações
Financeiras.
Referências
IUDICIBUS, S. de (Coord.). Contabilidade introdutória. 9.
ed. São Paulo: Atlas, 1998.
MARION, J. C; IUDICIBUS, S. Curso de contabilidade para
não contadores. 4. ed. São Paulo: Atlas, 2006.