1.
INTRODUÇÃO
Falar sobre o ensino de Língua Portuguesa e Inglesa nas escolas brasileiras não é apenas
tratar de conteúdos, mas de proporcionar aos estudantes ferramentas para se
expressarem, interagirem e atuarem na sociedade. Eu compreendo que, atualmente, os
professores enfrentam um desafio muito grande: como ensinar essas línguas de forma
que elas realmente façam sentido para os alunos?
Na minha visão, não basta aplicar metodologias tradicionais. É preciso buscar
procedimentos mais interativos, que considerem o contexto social dos estudantes, suas
experiências e necessidades reais. Assim, o objetivo deste trabalho é justamente pensar,
analisar e propor procedimentos que tornem o ensino dessas línguas mais eficaz e
significativo.
A pesquisa que realizei me permitiu conhecer importantes teóricos como Vygotsky e
Freire, que falam sobre a importância do social e do diálogo na aprendizagem. Mas,
mais do que citar esses autores, quero aqui refletir sobre como aplicar essas ideias de
forma prática e possível no cotidiano escolar.
2. DESENVOLVIMENTO
2.1 A Importância do Ensino de Línguas no Contexto Escolar
Na minha opinião, o ensino das línguas Portuguesa e Inglesa é essencial porque permite
ao estudante não só compreender o mundo à sua volta, mas também se inserir nele de
forma ativa. O domínio da Língua Portuguesa garante que ele participe da sociedade,
tenha acesso à cidadania plena, consiga argumentar, expressar-se e interpretar
informações.
Já a Língua Inglesa, hoje, é praticamente obrigatória para quem quer ter acesso a
oportunidades acadêmicas e profissionais. É impossível ignorar a força desse idioma no
mundo globalizado.
No entanto, não adianta impor o conteúdo sem antes pensar em como ele será
trabalhado. É aqui que entra a Base Nacional Comum Curricular (BNCC).
Pessoalmente, vejo a BNCC como um avanço importante para garantir um currículo
mínimo em todas as escolas do país. Contudo, também percebo que ela pode acabar
engessando a prática pedagógica, dificultando que o professor adapte as atividades
conforme as necessidades da turma.
Minha hipótese: a BNCC oferece um norte, mas o professor precisa ter liberdade para
criar, inovar e considerar a realidade social de seus alunos.
2.2 Procedimentos Específicos para o Ensino da Língua Portuguesa
Eu acredito que o ensino da Língua Portuguesa precisa ser mais do que trabalhar
gramática e ortografia. Claro, esses aspectos são importantes, mas, na minha
experiência e visão, o essencial é ensinar o aluno a usar a língua como ferramenta de
expressão e interpretação do mundo.
Por isso, defendo o uso de oficinas de leitura e escrita, onde os alunos possam produzir
textos reais, com sentido, que dialoguem com o seu cotidiano. Trabalhar com gêneros
textuais diversos, realizar rodas de leitura e promover debates são procedimentos que
considero fundamentais para desenvolver as habilidades linguísticas de forma integrada
e significativa.
2.3 Procedimentos Específicos para o Ensino da Língua Inglesa
No caso da Língua Inglesa, vejo que o maior desafio é fazer com que o aluno perceba a
utilidade prática do idioma. Muitos estudantes ainda encaram o inglês como uma
disciplina obrigatória, descolada de sua realidade.
Na minha visão, cabe ao professor trazer essa língua para o contexto dos estudantes,
utilizando músicas, vídeos, aplicativos e até jogos que façam sentido para eles. Acredito
que a abordagem comunicativa seja a mais adequada justamente porque ela coloca o
aluno em situações reais de uso da língua, o que motiva muito mais o aprendizado.
Mais do que ensinar regras gramaticais isoladas, considero essencial criar momentos em
sala em que o aluno precise se comunicar de verdade, mesmo que com erros, pois assim
ele aprende na prática.
2.4 Desafios e Perspectivas
Um grande desafio que vejo é a formação dos professores. Muitos ainda não tiveram
acesso a cursos de capacitação que os ajudem a trabalhar com metodologias mais ativas.
Além disso, falta infraestrutura em muitas escolas, o que dificulta aplicar atividades
inovadoras.
Por outro lado, percebo que há uma abertura cada vez maior para que o professor inove,
e a tecnologia, nesse sentido, pode ser uma grande aliada. Acredito que, com
criatividade, mesmo diante das dificuldades, é possível transformar a forma como as
línguas são ensinadas nas escolas.
5. ANÁLISE DOS RESULTADOS
A partir da pesquisa que fiz, ficou claro para mim que os procedimentos mais eficazes
para o ensino das línguas são aqueles que valorizam a interação, a contextualização e o
uso de tecnologias.
Percebi também que, mesmo com os avanços da BNCC, ela pode acabar limitando a
liberdade do professor de adaptar suas práticas pedagógicas. É importante, então,
encontrar um equilíbrio: seguir as orientações curriculares, mas sem abrir mão da
autonomia e da criatividade.
Minha hipótese: um ensino que combina diretrizes gerais com práticas personalizadas
e contextualizadas promove um aprendizado muito mais eficiente e significativo.
6. CONSIDERAÇÕES FINAIS
Concluo, com base na minha reflexão e pesquisa, que o ensino das línguas Portuguesa e
Inglesa precisa ser pensado a partir do aluno, considerando suas necessidades, seu
contexto e sua realidade.
Acredito que procedimentos que estimulem a interação, a prática, a contextualização e o
uso de tecnologias são os que mais contribuem para o desenvolvimento das
competências linguísticas.
Também considero fundamental que o professor tenha autonomia para ajustar suas
práticas, mesmo diante das orientações da BNCC, pois é ele quem conhece de perto sua
turma e sabe quais estratégias são mais adequadas.
Minha visão final: o equilíbrio entre seguir as normas e criar práticas inovadoras é o
que garante um ensino de línguas mais humano, eficiente e transformador.
REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS
BAKHTIN, Mikhail. Estética da Criação Verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1997.
CELCE-MURCIA, Marianne. Teaching English as a Second or Foreign Language.
Boston: Heinle & Heinle, 2017.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia: Saberes Necessários à Prática Educativa.
São Paulo: Paz e Terra, 1996.
RICHARDS, Jack C.; RODGERS, Theodore S. Approaches and Methods in Language
Teaching. Cambridge: Cambridge University Press, 2014.
SOARES, Magda Becker. Linguagem e Escola: uma Perspectiva Social. São Paulo:
Ática, 2002.
TARDIF, Maurice. Saberes Docentes e Formação Profissional. Petrópolis: Vozes,
2002.
VYGOTSKY, Lev S. A Formação Social da Mente. São Paulo: Martins Fontes, 1998.