Egito Antigo
O Egito Antigo foi uma das civilizações mais ricas e poderosas da
Antiguidade. Era governado por um faraó e ficou caracterizado por suas
grandes pirâmides.
"O Egito Antigo foi uma importante civilização da Antiguidade,
desenvolvendo-se no nordeste do continente africano, às margens do Rio
Nilo. O fenômeno das cheias do Nilo garantia a fertilidade do solo no Vale do
Nilo, permitindo que os egípcios o cultivassem e tivessem uma das
agriculturas mais prósperas da Antiguidade.
As terras eram governadas pelo faraó, considerado a encarnação dos deuses
pelos egípcios. A sociedade era profundamente hierarquizada, e um dos
hábitos mais tradicionais da sua cultura era a mumificação dos seus mortos.
Tinham uma economia próspera e um conhecimento científico avançado."
Resumo sobre Egito Antigo
O Egito Antigo foi uma das civilizações mais sofisticadas da Antiguidade.
Desenvolveu-se no nordeste do continente africano, estando às margens do
Rio Nilo.
Os egípcios se beneficiam do período de cheias do Nilo, que deixava as
terras propícias para a agricultura.
O poder era exercido pelo faraó, figura considerada uma divindade pelos
egípcios.
A sociedade egípcia era hierarquizada, com classes sociais muito bem
definidas."
"História do Egito Antigo
O Egito Antigo é uma das civilizações mais conhecidas da Antiguidade, tendo
se desenvolvido no nordeste do continente africano, exatamente na região
onde está atualmente o Egito moderno. A civilização egípcia se desenvolveu
no Vale do Nilo, uma região banhada por um dos maiores rios do planeta, o
Rio Nilo.
O Egito Antigo ficou conhecido pelo seu alto grau de sofisticação,
desenvolvendo uma civilização que detinha enormes conhecimentos, e soube
realizar grandes feitos, como a construção das pirâmides. Desenvolveram um
complexo sistema de escrita, souberam explorar adequadamente os recursos
oferecidos pela natureza e deixaram um enorme legado cultural
.""O Egito ficou conhecido por sua enorme prosperidade, e muito dela se
deveu ao Nilo, que fornecia as condições ideais para a sobrevivência humana
em um lugar hostil, o Deserto do Saara. O Rio Nilo cruza o território egípcio
de sul a norte, sendo conhecido pelo seu ciclo de cheias, que permitiam que
as margens se transbordassem.
Com isso, as terras próximas às margens do rio eram alagadas e fertilizadas
com o húmus, material orgânico encontrado no fundo dos rios. Quando as
águas do rio recuavam, esse solo estava fertilizado e pronto para o cultivo
agrícola. Além disso, os egípcios conseguiram construir canais de irrigação
para transportar a água do rio para locais mais distantes."
"Períodos do Egito Antigo
"A presença humana no Egito remonta a milhares de anos atrás, mas o
desenvolvimento humano naquela região fez com que os grupos humanos se
agrupassem no Vale do Nilo, por conta dos recursos oferecidos pelo rio. Os
diferentes povoados que se estabeleceram nessa região receberam o nome de
nomos.
Durante o Período Pré-Dinástico, esses nomos sobreviviam da agricultura e do
comércio, disputando entre si a hegemonia do vale. A tradição acerca da história
egípcia conta que esses nomos se reuniram em dois grandes reinos, Baixo Egito e
Alto Egito, unificados por Menés por volta de 3100 a.C.
Os historiadores, no entanto, apontam que não há evidências que sustentem essa
unificação por parte de Menés. Eles acreditam que a unificação egípcia e a
centralização do poder tenham sido um processo gradual e lento.
Com a unificação egípcia, os historiadores estabeleceram uma periodização padrão
para os eventos da história egípcia. Assim se deu os seguintes períodos na história
do Egito:
Época Tinita (3100-2686 a.C.): quando se deu a transição até a consolidação do
poder unificado no Egito.
Antigo Império (2686-2160 a.C.): marcado por grande desenvolvimento
econômico, sobretudo na agricultura, que registrou grande produtividade. As
principais pirâmides egípcias foram construídas nesse período.
Primeiro Período Intermediário (2160-2055 a.C.): marcado pelo enfraquecimento
do poder central, havendo guerras civis e crises econômicas sucessivas.
Médio Império (2055-1650 a.C.): marcado pela reconstrução do poder central e
pela expansão territorial dos domínios egípcios, em especial para o sul na região
habitada pelos cuxitas.
Segundo Período Intermediário (1650-1550 a.C.): o novo enfraquecimento do
poder central egípcio permitiu que os hicsos dominassem as terras do Egito.
Novo Império (1550-1069 a.C.): fase iniciada com a expulsão dos hicsos e
marcada como o momento de maior prosperidade do Egito. Os territórios egípcios
foram alargados, estendendo-se da Síria até a Núbia.
Terceiro Período Intermediário (1069-664 a.C.): marcado por mais uma ruptura no
poder central e por divisões internas.
Depois disso, o território egípcio foi dominado por diferentes povos, como os
assírios, os persas, os macedônios, os romanos, os bizantinos, até a conquista
árabe, após o surgimento do islamismo.
"Características do Egito Antigo
Sociedade do Egito Antigo
A sociedade egípcia era profundamente hierarquizada, portanto, havia grupos
sociais com papéis muito bem definidos. As chances de mobilidade social eram
pequenas, e a sociedade era patriarcal, fazendo com que as chances de alguma
influência social para as mulheres se resumissem àquelas que se dedicavam à
religião ou pertenciam à nobreza egípcia.
O topo da sociedade egípcia era representado pelo faraó, o governante considerado
a encarnação divina na Terra. As terras egípcias pertenciam a ele, e eram ele quem
recebia os impostos cobrados da população. Abaixo do faraó, vinham os outros
grupos que compunham a sociedade egípcia:
Funcionários de Estado e sacerdotes: ocupavam posições semelhantes na
hierarquização social, mas executavam papéis diferentes. Os funcionários de
Estado cuidavam da administração do reino, enquanto os sacerdotes eram os
responsáveis pelo culto aos deuses e pela administração dos templos.
Comerciantes: dedicavam-se ao comércio, tanto interno quanto externo, vendendo e
comprando mercadorias para outros povos.
Militares: os comandantes do exército egípcio gozavam de prestígio e boa condição
econômica.
Artesãos: responsáveis pela confecção de móveis, roupas, joias e outros artigos do
tipo. Os artesãos de luxo gozavam de melhores condições econômicas do que
aqueles que produziam artigos comuns.
Camponeses: trabalhavam no cultivo agrícola, devendo entregar parte significativa
de sua produção como impostos. Também trabalhavam nas obras públicas,
construindo templos e estradas, por exemplo.
Escravos: estrangeiros capturados como prisioneiros de guerra. Faziam o trabalho
mais pesado, como nas pedreiras. Caso queira saber mais sobre a sociedade
egípcia, clique aqui.
Governo do Egito Antigo
O Egito era governado pelo faraó, dono das terras, executor da justiça e
comandante das tropas. Possuía uma série de burocratas que o auxiliavam no
comando do reino, como o vizir, o segundo em comando nas terras egípcias. O
poder do faraó era teocrático, porque ele era considerado um deus, e hereditário,
porque era transmitido para os seus herdeiros."
"Cultura do Egito Antigo"
"Um dos hábitos mais tradicionais da cultura egípcia era a mumificação dos
mortos. Nessa prática funerária, os egípcios realizavam um processo para
garantir a preservação do corpo da pessoa que havia morrido, e o objetivo
dessa prática era que ela pudesse gozar da vida após sua morte.
A prática era realizada por toda a sociedade egípcia, embora os ricos o
fizessem de maneira mais sofisticada. Foi o costume da mumificação que fez
com que centenas de corpos fossem encontrados por arqueólogos no Egito.
A arte poderia ser usada para os ritos funerários, embora também tivesse um
papel religioso e político.
Economia do Egito Antigo
A economia egípcia era próspera, e grande parte de sua riqueza provinha da
agricultura. A fertilidade do solo egípcio é explicada pelo fenômeno das
cheias. A agricultura egípcia era uma das mais ricas da Antiguidade, sendo
responsável pela produção de grandes quantidades de trigo, cevada, sorgo,
além de frutas, legumes e leguminosas de diferentes tipos.
Além disso, a economia egípcia também sobrevivia da criação de animais, da
mineração e do comércio. Os egípcios mantiveram relações comerciais com
diferentes povos, como os cuxitas, fenícios, gregos e outros povos que
habitavam locais como a Mesopotâmia, a Palestina, a Ásia Menor, entre
outros.
Ciência do Egito Antigo
Os egípcios detinham conhecimentos avançados em diversas áreas, como a
matemática e a medicina. Produziam um vidro de alta qualidade que era
comercializado para outros povos. Na medicina, produziam remédios para
diversas doenças, além de procedimentos cirúrgicos.
Curiosidades sobre o Egito Antigo
A escrita egípcia era por meio de hieróglifos, isto é, desenhos que retratavam
uma palavra.
Os egípcios produziam o papiro, superfície usada como papel, com base em
uma planta.
Acreditavam que conhecimentos importantes da humanidade haviam sido
trazidos pelo deus Osíris.
Residir nas proximidades do Rio Nilo fazia com que algumas doenças, como
a malária, fossem comuns.
Hatshepsut foi uma das poucas mulheres a assumir o poder no Egito Antigo."