MONITORIA 6º P – ASMA
ENTENDENDO A ESPIROMETRIA o Budform REGULAR
- Numa pessoa hígida, a relação entre o VEF1 e a CVF é, em média, de o Ainda em dose baixa
80% (0,8). Esse índice recebe o nome de Tiffenau. • Passo 4 (moderada):
- No adulto o normal é o VEF1/CVF > 0,75. Na criança > 0,90 o Budform REGULAR
- Nas doenças obstrutivas, a VEF1/CVF costuma estar < 70% o Budesonida em dose média (> 400-800 mcg/dia)
• Passo 5 (grave):
INTRODUÇÃO: o Budform REGULAR
- Padrão obstrutivo e inflamatório reversíveis o Budesonida dose alta (> 800 mcg/dia)
- O quadro clínico é intermitente, mas a inflamação é crônica; o Precisa de especialista para avaliar necessidade de
- Via aérea hiper-responsiva com grande produção de muco (tosse tiotrópio, anti-IgE, IL5
noturna)
- A hiper-responsividade pode ser a vários alérgenos: cigarro, pólen,
exercício, AAS, pelo de gato
- Segundo o GINA → únicas medidas ambientais são redução da
umidade e do mofo
FENÓTIPOS:
- Asma alérgica (> 80%): relação com aeroalérgenos e eosinofilia
periférica
- Asma não alérgica: inflamação neutrofílica que responde mal a
corticoide
- Asma de início tardio: também responde mal a corticoide. Excluir asma
ocupacional
- Obstrução persistente: perda irreversível da função pulmonar com
obstrução fixa
- Asma da obesidade: patogênese desconhecida, mas perda de peso
pode ajudar
6 – 11 anos:
SOS:
QUADRO CLÍNICO:
• Beta2 de CURTA (uso de longa é controverso)
- Tosse crônica, dispneia, sibilos, dor torácica, rinite alérgica e atopia
- Quadro intermitente, com piora noturna (tônus colinérgico ↑↑) e
CONTROLE:
presença de gatilhos
• Passo 1: CI dose baixa quando usa Beta-2 quando sintomas!
DIAGNÓSTICO: • Passo 2: CI dose baixa (BUD regular 100-200 mcg/dia)
- Espirometria inicial: VEF1/CVF < 0,7 • Passo 3: CI dose média (> 200-400 mg/dia) / PODE usar CI +
- Prova broncodilatadora: ↑ VEF1 > 200 ml E em 12% (em crianças Beta2 de longa (tanto regular como SOS, desde que seja
apenas 12%) budform)
- Se espirometria normal: teste provocativo (metacolina): ↓ VEF1 ≥ 20% • Passo 4: CI dose média + Beta2 de longa / Já encaminha para
- Espirometria indisponível: variação do PFE > 10% (> 13% se criança) o especialista, com opção para o tiotrópio
• Passo 5: CI dose alta (> 400mcg/dia) + Beta2 de longa / Avaliar
TRATAMENTO NÃO FARMACOLÓGICO: anti-IgE e corticoide oral
- Adesão ao tratamento
- Técnica de uso dos dispositivos
- Controlar fatores ambientais (interromper tabagismo, controlar ≤ 5 anos:
umidade e mofo) SOS:
- Imunização para influenza (infecção viral é fator de exacerbação) • Beta2 de curta
- Estimular atividade física (exercício pode induzir broncoespasmo, mas
não está contraindicado) CONTROLE:
• Passo 1: considerar CI se virose
TRATAMENTO FARMACOLÓGICO: • Passo 2: CI dose baixa regular (budesonida NBZ 500 mcg/dia
- O grau da asma em que o paciente se encontra é determinado pelo ou beclometasona 100 mcg/dia)
STEP que consegue resolver os seus sintomas • Passo 3: CI dose baixa dobrada OU [CI dose baixa +
- A GINA recomenda o uso combinado do BRONCODILATADOR DE antileucotrieno] e Já considera especialista
CURTA AÇÃO/SABA + CORTICÓIDE INALATÓRIO - (CI separado • Passo 4: mantém tratamento e consulta especialista
tomado
imediatamente após o SABA OU em combinação em inaladores com
SABA+ CI), nos momentos de exacerbação da asma, para adultos e - Até 3 anos: espaçador com máscara (aguarda entre 5 a 10 incursões
adolescentes, quando a combinação CI + formoterol não está disponível respiratórias)
ou não é acessível. - Entre 4 e 5 anos: espaçador com ou sem máscara
- A GINA não recomenda mais o tratamento da asma apenas com SABA
em adultos, adolescentes ou crianças de 6 a 11 anos
CLASSIFICAÇÃO DE CONTROLE: nas últimas 4 semanas...
≥ 12 anos: - Limitação das atividades? (A)
SOS (alívio, resgate): - Sintomas diurnos > 2x/semana? (S)
• CI (dose baixa) + Beta2 de longa - Medicação de alívio > 2x/semana? (M)
• Budesonida 200-400 mcg/dia + Formoterol 6mcg - Despertares noturnos? (A)
CONTROLE: - Controlada → 0
• Passos 1/2 (leve): apenas “Bud-form” SOS - Parcialmente controlada → 1-2
o Uma possibilidade que o gina oferece é o beta2 de - Não controlada → 3-4 OU internação
curta + CTC inalatório
• Passo 3 (moderada):
- Essa classificação é útil para avaliarmos a subida/descida entre os • Acidose respiratória
STEPS • Tórax silencioso
- Controlada por 3 meses: ↓ passo • Insuficiência respiratória
- Controle parcial: avaliar ↑ passo
- Não controlada: ↑ passo - Tratamento:
- Sempre checar adesão antes de subir um passo • Beta-2 agonista de curta ação: 4-10 puffs a cada 20 minutos
por 1 hora (inalador + espaçador)
• Oxigênio suplementar: alvo de saturação de 93 – 95% (94 –
MANEJO EMERGENCIAL DA ASMA: 98% em crianças, cardiopatas e gestantes)
- Crise leve/moderada: • Corticoide sistêmico por via oral: prednisolona 1 mg/kg (máx
• Fala frases completas de 50mg). Via venosa se VO indisponível
• Sem sinais de esforço • Brometo de ipratrópio se: crise grave ou crise leve/moderada
• FC <= 120 refratária às medidas iniciais
• As >= 90% / FR <= 30 • Considerar na crise grave sulfato de magnésio 2g IV e
• Pico de fluxo >= 50% corticoide inalatório em dose alta
- Crise grave: • Na crise muito grave → prepare-se para intubação orotraqueal
• Fala por palavras e encaminhe para UTI
• Agitação psicomotora
• FC > 120 - Na alta:
• As < 90% / FR > 30 • Terapia crônica (iniciar ou subir passo)
• Pico de fluxo < 50% • Corticoide VO por 5-7 dias (3 a 5 se criança)
- Crise muito grave: • Retorno em 2-7 dias
• Sonolência • Desfazer dúvidas
• Confusão mental • Orientar técnica