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ÍNDICE DE TÓPICOS
I . Introdução
II. Informações Gerais
II.1. DESCRIÇÃO
II.2. CARACTERÍSTICAS
II.3. HISTÓRICO
II.4. EVOLUÇÃO
II.5. APLICAÇÕES
III. Estrutura Básica
III.1. UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO (UCP)
III.2. MEMÓRIA
III.3. DISPOSITIVOS DE ENTRADA E SAÍDA
III.3.1. CARACTERÍSTICAS DAS ENTRADAS E SAÍDAS - E/S
MÓDULOS DE ENTRADA
TRATAMENTO DE SINAL DE ENTRADA
MÓDULOS DE SAÍDA
TRATAMENTO DE SINAL DE SAÍDA
III.4. TERMINAL DE PROGRAMAÇÃO
IV. Princípio de Funcionamento de um CLP
IV.1. ESTADOS DE OPERAÇÃO
IV.2. FUNCIONAMENTO
V. Linguagem de Programação
V.1. CLASSIFICAÇÃO
LINGUAGEM DE BAIXO NÍVEL
LINGUAGEM DE ALTO NÍVEL
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VI. Programação de Controladores Programáveis
VI.1. DIAGRAMA DE CONTATOS
VI.2. DIAGRAMA DE BLOCOS LÓGICOS
VI.3. LISTA DE INSTRUÇÃO
VI.4. LINGUAGEM CORRENTE
VI.5. ANÁLISE DAS LINGUAGUES DE PROGRAMAÇÃO
Quanto a Forma de Programação
Quanto a Forma de Representação
Documentação
Conjunto de Instruções
VI.6. NORMALIZAÇÃO
VII. Programação em Ladder
VII.1. DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA LADDER
VII.1.1 ASSOCIAÇÃO DE CONTATOS NO LADDER.
VII.1.2. INSTRUÇÕES
VII.1.3. INSTRUÇÕES BÁSICAS
INSTRUÇÃO DE TEMPORIZAÇÃO
INSTRUÇÃO DE CONTAGEM
INSTRUÇÃO MOVER
INSTRUÇÃO COMPARAR
VII.1.4. INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS
INSTRUÇÃO SOMA
INSTRUÇÃO SUBTRAÇÃO
INSTRUÇÃO MULTIPLICAÇÃO
INSTRUÇÃO DIVISÃO
VII.1.5. INSTRUÇÕES LÓGICAS
INSTRUÇÃO AND
INSTRUÇÃO OR
INSTRUÇÃO XOR
VIII. Noções de Sistema Supervisório – Intouch.
IX. Noções de Blocos I/O Remotos
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I . Introdução
O Controlador Lógico Programável, ou simplesmente CLP, tem
revolucionado os comandos e controles industriais desde seu surgimento na década
de 70.
Antes do surgimento dos CLPs as tarefas de comando e controle de
máquinas e processos industrias eram feitas por relés eletromagnéticos,
especialmente projetados para este fim.
II. Informações Gerais
II.1. DESCRIÇÃO
O primeiro CLP surgiu na indústria automobilística, até então um
usuário em potencial dos relés eletromagnéticos utilizados para controlar
operações sequenciadas e repetitivas numa linha de montagem. A primeira geração
de CLPs utilizou componentes discretos como transistores e CIs com baixa escala
de integração.
Este equipamento foi batizado nos Estados Unidos como PLC (
Programable Logic Control ), em português CLP ( Controlador Lógico
Programável ) e este termo é registrado pela Allen Bradley ( fabricante de CLPs).
Definição segundo a ABNT (Associação Brasileira de Normas
Técnicas)
É um equipamento eletrônico digital com hardware e software compatíveis
com aplicações industriais.
Definição segundo a Nema (National Electrical Manufacturers
Association)
Aparelho eletrônico digital que utiliza uma memória programável para o
armazenamento interno de instruções para implementações específicas, tais como
lógica, seqüenciamento, temporização, contagem e aritmética, para controlar,
através de módulos de entradas e saídas, vários tipos de máquinas ou processos.
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II.2. CARACTERÍSTICAS
Basicamente, um controlador programável apresenta as seguintes
características:
⇒ Hardware e/ou dispositivo de controle de fácil e rápida programação ou
reprogramação, com a mínima interrupção da produção.
⇒ Capacidade de operação em ambiente industrial .
⇒ Sinalizadores de estado e módulos tipo plug-in de fácil manutenção e
substituição.
⇒ Hardware ocupando espaço reduzido e apresentando baixo consumo de
energia.
⇒ Possibilidade de monitoração do estado e operação do processo ou sistema,
através da comunicação com computadores.
⇒ Compatibilidade com diferentes tipos de sinais de entrada e saída.
⇒ Capacidade de alimentar, de forma contínua ou chaveada, cargas que
consomem correntes de até 2 A.
⇒ Hardware de controle que permite a expansão dos diversos tipos de módulos,
de acordo com a necessidade.
⇒ Custo de compra e instalação competitivo em relação aos sistemas de controle
convencionais.
⇒ Possibilidade de expansão da capacidade de memória.
⇒ Conexão com outros CLPs através de rede de comunicação.
II.3. HISTÓRICO
O controlador programável nasceu praticamente dentro da
indústria automobilística americana, especificamente na Hydromic Division
da General Motors, em 1968, devido a grande dificuldade de se mudar a lógica de
controle de painéis de comando a cada mudança na linha de montagem. Estas
mudanças implicavam em altos gastos de tempo e dinheiro.
Sob a liderança do engenheiro Richard Morley, foi preparada
uma especificação que refletia os sentimentos de muitos usuários de relés, não
só da indústria automobilística como de toda a indústria manufatureira.
Nascia assim a indústria de controladores programáveis, hoje com
um mercado mundial estimado em 4 bilhões de dólares anuais. Que no Brasil é
estimado em 50 milhões de dólares anuais.
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II.4. EVOLUÇÃO
Desde o seu aparecimento até hoje, muita coisa evolui nos
controladores lógicos. Esta evolução está ligada diretamente ao
desenvolvimento tecnológico da informática em suas características de software e
de hardware.
O que no seu surgimento era executado com componentes discretos,
hoje se utiliza de microprocessadores e microcontroladores de última geração,
usando técnicas de processamento paralelo, inteligência artificial, redes de
comunicação, fieldbus, etc.
Até recentemente não havia nenhuma padronização entre fabricantes,
apesar da maioria utilizar as mesmas normas construtivas. Porém, pelo menos ao
nível de software aplicativo, os controladores programáveis podem se tornar
compatíveis com a adoção da norma IEC 1131-3, que prevê a padronização da
linguagem de programação e sua portabilidade.
Outra novidade que está sendo incorporada pelos controladores
programáveis é o fieldbus (barramento de campo), que surge como uma
proposta de padronização de sinais a nível de chão-de-fábrica. Este barramento se
propõe a diminuir sensivelmente o número de condutores usados para interligar os
sistemas de controle aos sensores e atuadores, além de propiciar a
distribuição da inteligência por todo o processo.
Hoje os CLPs oferecem um considerável número de benefícios para
aplicações industriais, que podem ressaltar em economia que excede o custo do
CLP e devem ser considerados quando da seleção de um dispositivo de controle
industrial. As vantagens de sua utilização, comparados a outros dispositivos de
controle industrial incluem:
⇒ Menor Ocupação de espaço;
⇒ Potência elétrica requerida menor;
⇒ Reutilização;
⇒ Programável, se ocorrerem mudanças de requisitos de controle;
⇒ Confiabilidade maior;
⇒ Manutenção mais fácil;
⇒ Maior flexibilidade, satisfazendo um maior número de aplicações;
⇒ Permite a interface através de rede de comunicação com outros CLPs e
microcomputadores;
⇒ projeto do sistema mais rápido.
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Todas estas considerações mostram a evolução de tecnologia, tanto de
hardware quanto de software, o que permite o seu acesso a um maior número de
pessoas tanto nos projetos de aplicação de controladores programáveis quanto na
sua programação.
II.5. APLICAÇÕES
O controlador programável existe para automatizar processos
industriais, sejam de sequênciamento, intertravamento, controle de processos,
batelada, etc.
Este equipamento tem seu uso tanto na área de automação da
manufatura, de processos contínuos, elétrica, predial, entre outras.
Praticamente não existem ramos de aplicações industriais onde
não se possa aplicar os CLPs, entre elas tem-se:
⇒ Máquinas industriais (operatrizes, injetoras de plástico, têxteis, calçados);
⇒ Equipamentos industriais para processos ( siderurgia, papel e celulose,
petroquímica, química, alimentação, mineração, etc );
⇒ Equipamentos para controle de energia (demanda, fator de carga);
⇒ Controle de processos com realização de sinalização, intertravamento e
controle PID;
⇒ Aquisição de dados de supervisão em: fábricas, prédios inteligentes, etc;
⇒ Bancadas de teste automático de componentes industriais;
⇒ Etc.
Com a tendência dos CLPs terem baixo custo, muita inteligência,
facilidade de uso e massificação das aplicações, a utilização deste equipamento não
será apenas nos processos mas também nos produtos. Poderemos encontrá-lo em
produtos eletrodomésticos, eletrônicos, residências e veículos.
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III. Estrutura Básica
O controlador programável tem sua estrutura baseada no hardware de
um computador, tendo portanto uma unidade central de processamento (UCP),
interfaces de entrada e saída e memórias.
As principais diferenças em relação a um computador comum estão
relacionadas a qualidade da fonte de alimentação, que possui características
ótimas de filtragem e estabilização, interfaces de E/S imune a ruídos e um
invólucro específico para aplicações industriais.
Temos também um terminal usado para programação do CLP.
O diagrama de blocos a seguir, ilustra a estrutura básica de um
controlador programável:
TERMINAL DE PROGRAMAÇÃO
PROCESSADOR
FONTE Unidade Central
DE de Processamento MEMÓRIA
ALIMENTAÇÃO (UCP)
INTERFACE
DE
E/S
CARTÕES CARTÕES
DE DE
ENTRADA SAÍDA
Dentre as partes integrantes desta estrutura temos:
⇒ UCP
⇒ Memória
⇒ E/S (Entradas e Saídas)
⇒ Terminal de Programação
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III.1. UNIDADE CENTRAL DE PROCESSAMENTO (UCP)
A Unidade Central de Processamento (UCP) é responsável
pelo processamento do programa, isto é, coleta os dados dos cartões de entrada,
efetua o processamento segundo o programa do usuário, armazenado na
memória, e envia o sinal para os cartões de saída como resposta ao
processamento.
Geralmente, cada CLP tem uma UCP, que pode controlar vários
pontos de E/S (entradas e saídas) fisicamente compactadas a esta unidade - é a
filosofia compacta de fabricação de CLPs, ou constituir uma unidade separada,
conectada a módulos onde se situam cartões de entrada e saída, - esta é a filosofia
modular de fabricação de CLPs.
Este processamento poderá ter estruturas diferentes para a execução
de um programa, tais como:
⇒ Processamento cíclico;
⇒ Processamento por interrupção;
⇒ Processamento comandado por tempo;
⇒ Processamento por evento.
Processamento Cíclico
É a forma mais comum de execução que predomina em todas as UCPs
conhecidas, e de onde vem o conceito de varredura, ou seja, as instruções de
programa contidas na memória, são lidas uma após a outra seqüencialmente do
início ao fim, daí retornando ao início ciclicamente.
Um dado importante de uma UCP é o seu tempo de ciclo, ou seja, o
tempo gasto para a execução de uma varredura. Este tempo está relacionado com o
tamanho do programa do usuário (em média 10 ms a cada 1.000 instruções).
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Processamento por interrupção
Certas ocorrências no processo controlado não podem, algumas vezes,
aguardar o ciclo completo de execução do programa. Neste caso, ao reconhecer
uma ocorrência deste tipo, a UCP interrompe o ciclo normal de programa e executa
um outro programa chamado de rotina de interrupção.
Esta interrupção pode ocorrer a qualquer instante da execução do ciclo
de programa. Ao finalizar esta situação o programa voltará a ser executado do
ponto onde ocorreu a interrupção.
Uma interrupção pode ser necessária , por exemplo, numa situação de
emergência onde procedimentos referentes a esta situação devem ser adotados.
Processamento comandado por tempo
Da mesma forma que determinadas execuções não podem ser
dependentes do ciclo normal de programa, algumas devem ser executados a certos
intervalos de tempo, as vezes muito curto, na ordem de 10 ms.
Este tipo de processamento também pode ser incarado como um tipo
de interrupção, porém ocorre a intervalos regulares de tempo dentro do ciclo
normal de programa.
Processamento por evento
Este é processado em eventos específicos, tais como no retorno de
energia, falha na bateria e estouro do tempo de supervisão do ciclo da UCP.
Neste último, temos o chamado Watch Dog Time (WD), que
normalmente ocorre como procedimento ao se detectar uma condição de estouro de
tempo de ciclo da UCP, parando o processamento numa condição de falha e
indicando ao operador através de sinal visual e as vezes sonoro.
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III.2. MEMÓRIA
O sistema de memória é uma parte de vital importância no
processador de um controlador programável, pois armazena todas as instruções
assim como o os dados necessários para executá-las.
Existem diferentes tipos de sistemas de memória. A escolha de um
determinado tipo depende:
⇒ do tipo de informação armazenada;
⇒ da forma como a informação será processada pela UCP.
As informações armazenadas num sistema de memória são chamadas
palavras de memória, que são formadas sempre com o mesmo número de bits.
A capacidade de memória de um CP é definida em função do número
de palavras de memória previstas para o sistema.
Mapa de memória
A capacidade de memória de um CP pode ser representada por um
mapa chamado mapa de memória.
ENDEREÇO DAS PALAVRAS DE MEMÓRIA
8, 16, ou 32 bits
Decimal Octal Hexadecimal
255 377 FF
511 777 1FF
1023 1777 3FF
2047 3777 7FF
4095 7777 FFF
8191 17777 1FFF
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Arquitetura de memória de um CP
A arquitetura de memória de um controlador programável pode ser
constituída por diferentes tipos de memória.
A memória do computador é onde se armazenam os dados que devem
ser manipulados pelo computador (chamada memória de dados) e também onde
esta armazenado o programa do computador ( memória de programa).
Aparentemente não existe uma diferença física entre as memórias de
programa, apenas utilizam-se memórias fixas para armazenar dados fixos ou
programas e memórias que podem ser alteradas pelo sistema para armazenar dados
que podem variar de acordo com o programa. Existem diversos tipos de memórias
que podem ser utilizadas pelo computador: fita magnética, disco magnético e até
memória de semicondutor em forma de circuito integrado.
As memórias a semicondutores podem ser divididas em dois grupos
diferentes:
- Memória ROM ( read only memory ) memória apenas de leitura.
- Memória RAM ( random acess memory ) memória de acesso aleatório.
MEMÓRIAS
ROM RAM
ROM MÁSCARA PROM EPROM EEPROM EAROM ESTÁTICA DINÂMICA
As memórias ROM são designadas como memória de programa por
serem memórias que não podem ser alteradas em estado normal de funcionamento,
porém têm a vantagem de não perderem as suas informações mesmo quando é
desligada sua alimentação.
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Tipo de Memória Descrição Observação
RAM DINÂMICA Memória de acesso - Volátil
aleatório - Gravada pelo usuário
- Lenta
- Ocupa pouco espaço
- Menor custo
RAM Memória de acesso - Volátil
aleatório - Gravada pelo usuário
- Rápida
- Ocupa mais espaço
- Maior custo
ROM MÁSCARA Memória somente de leitura - Não Volátil
- Não permite apagamento
- Gravada pelo fabricante
PROM Memória programável - Não volátil
somente de leitura - Não permite apagamento
- Gravada pelo usuário
EPROM Memória programável/ - Não Volátil
apagável somente de leitura - Apagamento por ultravioleta
- Gravada pelo usuário
EPROM Memória programável/ - Não Volátil
EEPROM apagável somente de leitura - Apagável eletricamente
FLASH EPROM - Gravada pelo usuário
Estrutura
Independente dos tipos de memórias utilizadas, o mapa de memória de
um controlador programável pode ser dividido em cinco áreas principais:
⇒ Memória executiva
⇒ Memória do sistema
⇒ Memória de status dos cartões de E/S ou Imagem
⇒ Memória de dados
⇒ Memória do usuário
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MEMÓRIA EXECUTIVA
MEMÓRIA DO SISTEMA
MEMÓRIA DE STATUS
MEMÓRIA DE DADOS
MEMÓRIA DO USUÁRIO
Memória Executiva
É formada por memórias do tipo ROM ou PROM e em seu conteúdo
está armazenado o sistema operacional responsável por todas as operações que são
realizadas no CLP.
O usuário não tem acesso a esta área de memória.
Memória do Sistema
Esta área é formada por memórias tipo RAM, pois terá o seu conteúdo
constantemente alterado pelo sistema operacional.
Armazena resultados e/ou operações intermediárias, geradas pelo
sistema, quando necessário. Pode ser considerada como um tipo de rascunho.
Não pode ser acessada nem alterada pelo usuário.
Memória de Status de E/S ou Memória Imagem
A memória de status dos módulos de E/S são do tipo RAM. A UCP,
após ter efetuado a leitura dos estados de todas as entradas, armazena essas
informações na área denominada status das entradas ou imagem das entradas.
Após o processamento dessas informações, os resultados serão armazenados na
área denominada status das saídas ou imagem das saídas.
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Memória de Dados
As memórias de dados são do tipo RAM, e armazenam valores do
processamento das instruções utilizadas pelo programa do usuário.
Funções de temporização, contagem, artiméticas e especiais,
necessitam de uma área de memória para armazenamento de dados, como:
⇒ valores pré-selecioandos ou acumulados de contagem e temporização;
⇒ resultados ou variáveis de operações aritméticas;
⇒ resultados ou dados diversificados a serem utilizados por funções de
manipulação de dados.
Memória do Usuário
A UCP efetuará a leitura das instruções contidas nesta área a fim de
executar o programa do usuário, de acordo com os procedimentos predeterminados
pelo sistema operacional.
As memórias destinadas ao usuário podem ser do tipo:
⇒ RAM
⇒ RAM/EPROM
⇒ RAM/EEPROM
Tipo de Memória Descrição
A maioria do CLPs utiliza memórias RAM para
RAM armazenar o programa d usuário assim como os dados
internos do sistema. Geralmente associada a baterias
internas que evitarão a perda das informações em caso
de queda da alimentação.
O usuário desenvolve o programa e efetua testes em
RAM/EPROM RAM. Uma vez checado o programa, este é
transferido para EPROM.
Esta configuração de memória do usuário permite
que, uma vez definido o programa, este seja copiado
RAM/EEPROM em EEPROM. Uma vez efetuada a cópia, o CLP
poderá operar tanto em RAM como em EEPROM.
Para qualquer modificação bastará um comando via
software, e este tipo de memória será apagada e
gravada eletricamente.
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III.3. DISPOSITIVOS DE ENTRADA E SAÍDA
Os dispositivos de entrada e saída são os circuitos responsáveis pela
interação entre o homem e a máquina; são os dispositivos por onde o homem pode
introduzir informações na máquina ou por onde a máquina pode enviar
informações ao homem. Como dispositivos de entrada podemos citar os seguintes
exemplos: leitor de fitas magnéticas, leitor de disco magnético, leitor de cartão
perfurado, leitor de fita perfurada, teclado, painel de chaves, conversor A/D,
mouse, scaner, etc. Estes dispositivos tem por função a transformação de dados em
sinais elétricos codificados para a unidade central de processamento.
Como dispositivos de saída podemos citar os seguintes exemplos:
gravador de fitas magnéticas, gravador de discos magnéticos, perfurador de cartão,
perfurador de fita, impressora, vídeo, display, conversor D/A, canal de som, etc.
Todos eles tem por função a transformação de sinais elétricos codificados pela
máquina em dados que possam ser manipulados posteriormente ou dados que são
imediatamente entendidos pelo homem.
Estes dispositivos são conectados à unidade central de processamento
por intermédio de "portas" que são interfaces de comunicação dos dispositivos de
entrada e saída.
A estrutura de E/S (entradas e saídas) é encarregada de filtrar os vários
sinais recebidos ou enviados para os componentes externos do sistema de controle.
Estes componentes ou dispositivos no campo podem ser botões, chaves de fim de
curso, contatos de relés, sensores analógicos, termopares, chaves de seleção,
sensores indutivos, lâmpadas sinalizadoras, display de LEDs, bobinas de válvulas
direcionais elétricas, bobinas de relés, bobinas de contatoras de motores, etc.
Em ambientes industriais, estes sinais de E/S podem conter ruído
elétrico, que pode causar operação falha da UCP se o ruído alcançar seus circuitos.
Desta forma, a estrutura de E/S protege a UCP deste tipo de ruído, assegurando
informações confiáveis. A fonte de alimentação das E/S pode também constituir-se
de uma única unidade ou de uma série de fontes, que podem estar localizadas no
próprio compartimento de E/S ou constituir uma unidade à parte.
Os dispositivos do campo são normalmente selecionados, fornecidos e
instalados pelo usuário final do sistema do CLP. Assim, o tipo de E/S é
determinado, geralmente, pelo nível de tensão (e corrente, nas saídas) destes
dispositivos. Os circuitos de E/S são tipicamente fornecidas pelos fabricantes de
CLPs em módulos, cada um com 4, 8, 16 ou mais circuitos.
Além disso, a alimentação para estes dispositivos no campo deve ser
fornecida externamente ao CLP, uma vez que a fonte de alimentação do CLPs é
projetada para operar somente com a parte interna da estrutura de E/S e não
dispositivos externos.
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III.3.1. CARACTERÍSTICAS DAS ENTRADAS E SAÍDAS - E/S
A saída digital basicamente pode ser de quatro tipos: transistor, triac,
contato seco e TTL podendo ser escolhido um ou mais tipos. A entrada digital
pode se apresentar de várias formas, dependendo da especificação do cliente,
contato seco, 24 VCC, 110 VCA, 220 VCA, etc.
A saída e a entrada analógicas podem se apresentar em forma de corrente (4
a 20 mA, 0 a 10 mA, 0 a 50 mA), ou tensão (1 a 5 Vcc, 0 a 10 VCC, -10 a 10 VCC
etc). Em alguns casos é possível alterar o ranger da através de software.
MÓDULOS DE ENTRADA
Os módulos de entrada são interfaces entre os sensores localizados no
campo e a lógica de controle de um controlador programável.
Estes módulos são constituídos de cartões eletrônicos, cada qual com
capacidade para receber em certo número de variáveis.
Pode ser encontrado uma variedade muito grande de tipos de cartões,
para atender as mais variadas aplicações nos ambientes industriais. Mas apesar
desta grande variedade, os elementos que informam a condição de grandeza aos
cartões, são do tipo:
ELEMENTO DISCRETO : Trabalha com dois níveis definidos;
ELEMENTO ANALÓGICO : Trabalha dentro de uma faixa de valores.
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ELEMENTOS DISCRETOS
BOTÃO
CHAVE
PRESSOSTATO
FLUXOSTATO CARTÕES
TERMOSTATO
DISCRETOS UCP
FIM DE CURSO
TECLADO
CHAVE BCD
FOTOCÉLULA
OUTROS
A entrada digital com fonte externa é o tipo mais utilizado, também
neste caso a característica da fonte de alimentação externa dependerá da
especificação do módulo de entrada. Observe que as chaves que acionam as
entradas situam-se no campo.
CAMPO
ENTRADA 1
ENTRADA 2
PSH
fonte
COMUM
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As entradas dos CLPs têm alta impedância e por isso não podem ser
acionadas diretamente por um triac, como é o caso do acionamento por sensores a
dois fios para CA, em razão disso é necessário, quando da utilização deste tipo de
dispositivo de campo, o acréscimo de uma derivação para a corrente de
manutenção do tiristor. Essa derivação consta de um circuito resistivo-capacitivo
em paralelo com a entrada acionada pelo triac, cujos valores podem ser
encontrados nos manuais do CLP, como visto abaixo.
CAMPO
ENTRADA 1
sensor indutivo 2 fios
FONTE C.A.
COMUM
Se for ser utilizado um sensor capacitivo, indutivo, óptico ou indutivo
magnético, saída à transistor com alimentação de 8 a 30 VCC, basta especificar um
cartão de entrada 24 VCC comum negativo ou positivo dependendo do tipo de
sensor, e a saída do sensor será ligada diretamente na entrada digital do CLP.
A entrada digital do tipo contato seco fica limitada aos dispositivos
que apresentam como saída a abertura ou fechamento de um contato. É bom
lembrar que em alguns casos uma saída do sensor do tipo transistor também pode
ser usada, esta informação consta no manual de ligação dos módulos de entrada.
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ELEMENTOS ANALÓGICOS
TRANSMISSORES C.A.
TACO GERADOR C.A.
TERMOPAR C.A. UCP
TERMO RESISTÊNCIA C.A.
SENSOR DE POSIÇÃO C.A.
OUTROS C.A.
C.A. - Cartão Analógico
A entrada analógica em corrente é implementada diretamente no
transmissor como mostra o diagrama.
CAMPO
ENTRADA
1
ENTRADA 2
P T
T T
P
T
fonte
COMUM
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A entrada analógica em tensão necessita de um shunt para a conversão
do valor de corrente em tensão, como mostra o diagrama O valor do resistor shunt
dependerá da faixa de saída do transmissor e da faixa de entrada do ponto
analógico. Para tal cálculo utiliza-se a lei de ohm ( R = V / I).
CAMPO
ENTRADA 1
ENTRADA 2
PT
T
TP
fonte T
COMUM
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TRATAMENTO DE SINAL DE ENTRADA
O tratamento que deve sofrer um sinal de entrada, varia em função de
sua natureza, isto é, um cartão do tipo digital que recebe sinal alternado, se difere
do tratamento de um cartão digital que recebe sinal contínuo e assim nos demais
tipos de sinais.
A seguir é mostrado um diagrama onde estão colocados os principais
componentes de um cartão de entrada digital de tensão alternada :
Elementos Discretos
B.C. C.C. I.E. I.El. I.M. UCP
B.C. - Bornes de conexão: Permite a interligação entre o sensor e o
cartão, geralmente se utiliza sistema “plug-in”.
C.C. - Conversor e Condicionador : Converte em DC o sinal AC, e
rebaixa o nível de tensão até atingir valores compatíveis com o restante do
circuito.
I.E. - Indicador de Estado : Proporcionar indicação visual do estado
funcional das entradas.
I.El. - Isolação Elétrica : Proporcionar isolação elétrica entre os sinais
vindos e que serão entregues ao processador.
I.M. - Interface/Multiplexação : Informar ao processador o estado de
cada variável de entrada.
MÓDULOS DE SAÍDA
Os módulos de saída são elementos que fazem a interface entre o
processador e os elementos atuadores.
Estes módulos são constituídos de cartões eletrônicos, com capacidade
de enviar sinal para os atuadores, resultante do processamento da lógica de
controle.
Os cartões de saída irão atuar basicamente dois tipos:
ATUADORES DISCRETOS : Pode assumir dois estados definidos.
ATUADORES ANALÓGICOS : Trabalha dentro de uma faixa de valores.
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ATUADORES DISCRETOS
VÁLVULA SOLENÓIDE
CONTATOR
SINALIZADOR
RELÉ
CARTÕES
UCP SIRENE
DISCRETOS DISPLAY
OUTROS
De acordo com o tipo de elemento de comando da corrente das saídas,
estas apresentam características que as diferem como as seguintes:
- saída a TRANSÍSTOR promove comutações mais velozes mas só comporta
cargas de tensão contínua;
- saída a TRIAC tem maior vida útil que o tipo a contato seco mas só pode acionar
cargas de tensão alternada;
- saída a CONTATO SECO pode acionar cargas alimentadas por tensão tanto
contínua quanto alternada.
A ligação dos circuitos de entrada e ou saída é relativamente simples,
dependendo apenas do tipo em questão.
A seguir vêm-se os diagramas de ligação dos vários tipos.
Uma boa prática de todo o profissional é ler o manual de instalação
dos equipamentos. No que diz respeito às saídas digitais dos CLPs
devem ser rigorosamente respeitados os limites de tensão, corrente e
polaridade quando for o caso.
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As saídas digitais independentes possuem a vantagem de poder
acionar no mesmo módulo cargas de diferentes fontes sem o risco de interligá-las.
Apresentam a desvantagem de consumir mais cabos.
CAMPO
carga
saída 1 fonte
SAÍDAS DIGITAIS
INDEPENDENTES
carga
saída 2 fonte
As saídas digitais com ponto comum possuem a vantagem de
economia de cabo.
Se neste tipo de saída for necessário acionar cargas com fontes
incompatíveis entre si, será necessária a utilização de relés cujas bobinas se
energizem com as saídas do CLP e cujos contatos comandem tais cargas.
CAMPO
saída 1 carga
SAÍDAS DIGITAIS
COM PONTO
COMUM
saída 2 carga
fonte
comum
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ATUADORES ANALÓGICOS
POSICIONADOR
CARTÕES CONVERSOR
UCP
INDICADOR
ANALÓGICOS VÁLVULA PROPORCIONAL
ATUADOR ELÉTRICO
OUTROS
A saída analógica em corrente ou tensão é implementada diretamente
no dispositivo em questão. É bom lembrar a questão da compatibilidade dos sinais,
saída em tensão só pode ser ligada no dispositivo que recebe tensão e saída em
corrente pode ser ligada em dispositivo que recebe corrente ou tensão, dependendo
da utilização ou não do shunt de saída.
SAÍDA 1
SAÍDA 2 ATUADOR
POSICIONADO
R
COMUM
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TRATAMENTO DE SINAL DE SAÍDA
Existem vários tipos de cartões de saída que se adaptam à grande
variedade de atuadores existentes. Por este motivo, o sinal de saída gerado de
acordo com a lógica de controle, deve ser condicionado para atender o tipo da
grandeza que acionará o atuador.
A seguir é mostrado um diagrama onde estão colocados os principais
componentes de um cartão de saída digital de corrente contínua :
UCP I.M. M.S. I.El. E.S. B.L.
I.M. - Interface/Multiplexação : Interpreta os sinais vindos da UCP
através do barramento de dados, para os pontos de saída, correspondente a cada
cartão.
M.S. - Memorizador de Sinal : Armazena os sinais que já foram
multiplexados pelo bloco anterior.
I.E. - Isolação Elétrica : Proporciona isolação elétrica entre os sinais
vindos do processador e os dispositivos de campo.
E.S. - Estágio de Saída : Transforma os sinais lógicos de baixa potência,
em sinais capazes de operar os diversos tipos de dispositivos de campo.
B.L. - Bornes de Ligação : Permite a ligação entre o cartão e o elemento
atuador, e utiliza também o sistema “plug-in”.
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III.4. TERMINAL DE PROGRAMAÇÃO
O terminal de programação é um dispositivo (periférico) que
conectado temporariamente ao CLP, permite introduzir o programa do usuário e
configuração do sistema. Pode ser um equipamento dedicado, ou seja, um terminal
que só tem utilidade como programador de um determinado fabricante de CLP, ou
um software que transforma um computador pessoal em um programador.
Neste periférico, através de uma linguagem, na maioria das vezes, de
fácil entendimento e utilização, será feita a codificação das informações vindas do
usuário numa linguagem que possa ser entendida pelo processador de um CLP.
Dependendo do tipo de Terminal de Programação (TP), poderão ser realizadas
funções como:
⇒ Elaboração do programa do usuário;
⇒ Análise do conteúdo dos endereços de memória;
⇒ Introdução de novas instruções;
⇒ Modificação de instruções já existentes;
⇒ Monitoração do programa do usuário;
⇒ Cópia do programa do usuário em disco ou impressora.
Os terminais de programação podem ser classificados em três tipos:
⇒ Terminal Dedicado Portátil;
⇒ Terminal Dedicado TRC;
⇒ Terminal não Dedicado;
TERMINAL PORTÁTIL DEDICADO
Os terminais de programação portáteis, geralmente são compostos por
teclas que são utilizadas para introduzir o programa do usuário. Os dados e
instruções são apresentados num display que fornece sua indicação, assim como a
posição da memória endereçada.
A maioria dos programadores portáteis são conectados diretamente ao
CP através de uma interface de comunicação (serial). Pode-se utilizar da fonte
interna do CP ou possuir alimentação própria através de bateria.
Com o advento dos computadores pessoais portáteis (Lap-Top), estes
terminais estão perdendo sua função, já que pode-se executar todas as funções de
programação em ambiente mais amigável, com todas as vantagens de equipamento
portátil.
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TERMINAL DEDICADO TRC
No caso do Terminal de programação dedicado tem-se como grandes
desvantagens seu custo elevado e sua baixa taxa de utilização, já que sua maior
utilização se dá na fase de projeto e implantação da lógica de controle.
Estes terminais são compostos por um teclado, para introdução de
dados/instruções e um monitor (TRC - tubos de raios catódicos) que tem a função
de apresentar as informações e condições do processo a ser controlado.
Como no caso dos terminais portáteis, com o advento da utilização de
computadores pessoais, este tipo de terminal está caindo em desuso.
TERMINAL NÃO DEDICADO - PC
A utilização de um computador pessoal (PC) como terminal de
programação é possível através da utilização de um software aplicativo dedicado a
esta função.
Neste tipo de terminal, tem-se a vantagem da utilização de um micro
de uso geral realizando o papel do programador do CLP. O custo deste hardware
(PC) e software são bem menores do que um terminal dedicado além da grande
vantagem de ter, após o período de implantação e eventuais manutenções, o PC
disponível para outras aplicações comuns a um computador pessoal.
Outra grande vantagem é a utilização de softwares cada vez mais
interativos com o usuário, utilizando todo o potencial e recursos de software e
hardware disponíveis neste tipo de computador.
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IV. Princípio de Funcionamento de um CLP
Um controlador lógico programável, tem seu funcionamento baseado
num sistema de microcomputador onde se tem uma estrutura de software que
realiza continuamente ciclos de varredura.
IV.1. ESTADOS DE OPERAÇÃO
Basicamente a UCP de um controlador programável possui dois
estados de operação :
- Programação
- Execução
A UCP pode assumir também o estado de erro, que aponta falhas de
operação e execução do programa.
Programação
Neste estado o CP não executa programa, isto é, não assume nenhuma
lógica de controle, ficando preparado para ser configurado ou receber
novos programas ou até modificações de programas já instalados. Este
tipo de programação é chamada off-line (fora de linha).
Execução
Estado em que o CP assume a função de execução do programa do
usuário. Neste estado, alguns controladores, podem sofrer
modificações modificações de programa. Este tipo de programação é
chamada on-line (em linha).
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IV.2. FUNCIONAMENTO
Ao ser energizado, estando o CP no estado de execução, o mesmo
cumpre uma rotina de inicialização gravada em seu sistema operacional. Esta
rotina realiza as seguintes tarefas :
- Limpeza da memória imagem, para operandos não retentivos;
- Teste de memória RAM;
- Teste de executabilidade do programa.
Após a execução desta rotina, a UCP passa a fazer uma varredura
(ciclo) constante, isto é, uma leitura seqüencial das instruções em loop (laço).
Entrando no loop, o primeiro passo a ser executado é a leitura dos
pontos de entrada. Com a leitura do último ponto, irá ocorrer, a transferência de
todos os valores para a chamada memória ou tabela imagem das entradas.
Após a gravação dos valores na tabela imagem, o processador inicia a
execução do programa do usuário de acordo com as instruções armazenadas na
memória.
Terminando o processamento do programa, os valores obtidos neste
processamento, serão transferidos para a chamada memória ou tabela imagem das
saídas, como também a transferência de valores de outros operandos, como
resultados aritméticos, contagens, etc.
Ao término da atualização da tabela imagem, será feita a transferência
dos valores da tabela imagem das saídas, para os cartões de saída, fechando o loop.
Neste momento é iniciado um novo loop.
Para a verificação do funcionamento da UCP, é estipulado um tempo
de processamento, cabendo a um circuito chamado de Watch Dog Time
supervisioná-lo. Ocorrendo a ultrapassagem deste tempo máximo, o
funcionamento da UCP será interrompido, sendo assumido um estado de erro.
O termo varredura ou scan, são usados para um dar nome a um ciclo
completo de operação (loop).
O tempo gasto para a execução do ciclo completo é chamado Tempo
de Varredura, e depende do tamanho do programa do usuário, e a quantidade de
pontos de entrada e saída.
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START Fluxogram
PARTIDA
- Limpeza de memória
- Teste de RAM
- Teste de Execução
Não
OK
Sim
Leitura dos
Cartões de
Entrada
Atualização da
Tabela Imagem das
Entradas
Execução do Programa
do
Usuário
Atualização da
Tabela Imagem das
Saídas
Transferência
da Tabela para
a Saída
Tempo Não
de Varredura
OK
STOP
Sim PARADA
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Ciclo de Operação de um CLP
Cartão de Entrada
o - 00
o - 01
o - 02
o - 03
o - 04
o - 05
o - 06
o - 07
IN
1 0
E
N
T
R
A
D
OUT 04 A
S
Memória
Imagem
IN 00 IN 03
S
A
Í
D
A
S
Cartão de Saída
1
o - 00
o - 01
o - 02
o - 03
o - 04
o - 05
o - 06
o - 07
OUT
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V. Linguagem de Programação
Na execução de tarefas ou resolução de problemas com dispositivos
microprocessados, é necessária a utilização de uma linguagem de programação,
através da qual o usuário se comunica com a máquina.
A linguagem de programação é uma ferramenta necessária para gerar
o programa, que vai coordenar e sequenciar as operações que o microprocessador
deve executar.
V.1. CLASSIFICAÇÃO
⇒ Linguagem de baixo nível
⇒ Linguagem de alto nível
LINGUAGEM DE BAIXO NÍVEL
Linguagem de Máquina
É a linguagem corrente de um microprocessador ou microcontrolador,
onde as instruções são escritas em código binário (bits 0 e 1). Para minimizar as
dificuldades de programação usando este código, pode-se utilizar também o código
hexadecimal.
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Código Binário
Endereço Conteúdo
0000000000000000 00111110
0000000000000001 10000000
0000000000000010 11010011
0000000000000011 00011111
0000000000000100 00100001
0000000000000101 00000000
0000000000000111 01111110
0000000000001000 00100011
0000000000001001 10000110
0000000000001010 00111111
0000000000001011 00000001
0000000000001111 11011010
0000000000010000 00000000
0000000000010001 11011010
Código Hexadecimal
Endereço Conteúdo
0000 3E
0001 80
0002 D3
0003 1F
0004 21
0005 00
0006 10
0007 7E
0008 23
0009 86
000A 27
000B D3
000C 17
000D 3F
Cada item do programa, chama-se linha ou passo, representa uma
instrução ou dado a ser operacionalizado.
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Linguagem Assembler
Na linguagem assembler o programa é escrito com instruções
abreviadas chamadas mnemônicos.
Endereço Conteúdo
0000 MVI A,80H
0002 OUT 1FH
0004 LXI ,1000H
0007 MOV A,M
0008 INX H
0009 ADD M
000A DAA
000B OUT 17H
000D MVI A,1H
000F JC 0031H
0012 XRA A
0013 OUT 0FH
0015 HLT
Cada microprocessador ou microcontrolador possuem estruturas
internas diferentes, portanto seus conjuntos de registros e instruções também são
diferentes.
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LINGUAGEM DE ALTO NÍVEL
É uma linguagem próxima da linguagem corrente utilizada na
comunicação de pessoas.
Compiladores e Interpretadores
Quando um microcomputador utiliza uma linguagem de alto nível, é
necessário a utilização de compiladores e interpretadores para traduzirem este
programa para a linguagem de máquina.
1111 0000
COMPILADORES 0101 0100
PROGRAMA OU 1100 0101
INTERPRETADORES 0101 0111
Vantagem
Elaboração de programa em tempo menor, não necessitando
conhecimento da arquitetura do microprocessador.
Desvantagem
Tempo de processamento maior do que em sistemas desenvolvidos
em linguagens de baixo nível.
Exemplos de linguagens de alto nível
- Pascal
-C
- Fortran
- Cobol
- etc
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VI. Programação de Controladores Programáveis
Normalmente podemos programar um controlador através de um
software que possibilita a sua apresentação ao usuário em quatro formas
diferentes:
- Diagrama de contatos;
- Diagrama de blocos lógicos ( lógica booleana );
- Lista de instruções;
- Linguagem corrente.
Alguns CLPs, possibilitam a apresentação do programa do usuário em
uma ou mais formas.
VI.1. DIAGRAMA DE CONTATOS
Também conhecida como:
- Diagrama de relés;
- Diagrama escada;
- Diagrama “ladder”.
Esta forma gráfica de apresentação está muito próxima a normalmente
usada em diagrama elétricos.
Exemplo:
E1 E2 S1
------| |------| |--------------------------( )------
E3
------| |--------------
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VI.2. DIAGRAMA DE BLOCOS LÓGICOS
Mesma linguagem utilizada em lógica digital, onde sua representação
gráfica é feita através das chamadas portas lógicas.
Exemplo:
I 0.0 >=1
&
Q 0.0
Q 0.0
I 0.2
I 0.4 >=1
Q 0.2
&
Q 0.2
I 0.6
VI.3. LISTA DE INSTRUÇÃO
Linguagem semelhante à utilizada na elaboração de programas para
computadores.
Exemplo :
:A I 1.5
:A I 1.6
:O
:A I 1.4
:A I 1.3
:= Q 3.0
( I 1.5 . I 1.6 ) + ( I 1.4 . I 1.3 ) = Q 3.0
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VI.4. LINGUAGEM CORRENTE
É semelhante ao basic, que é uma linguagem popular de programação,
e uma linguagem de programação de alto nível. Comandos típicos podem ser
"fechar válvula A" ou "desligar bomba B", "ligar motor", "desligar solenóide",
VI.5. ANÁLISE DAS LINGUAGUES DE PROGRAMAÇÃO
Com o objetivo de ajudar na escolha de um sistema que melhor se
adapte as necessidades de cada usuário, pode-se analisar as características das
linguagens programação disponíveis de CLPs.
Esta análise se deterá nos seguintes pontos:
- Quanto a forma de programação;
- Quanto a forma de representação;
- Documentação;
- Conjunto de Instruções.
Quanto a Forma de Programação
.Programação Linear - programa escrito escrita em único bloco
.Programação Estruturada - Estrutura de programação que permite:
- Organização;
- Desenvolvimento de bibliotecas de rotinas utilitárias para utilização
em vários programas;
- Facilidade de manutenção;
- Simplicidade de documentação e entendimento por outras pessoas
além do autor do software.
Permite dividir o programa segundo critérios funcionais, operacionais
ou geográficos.
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Quanto a Forma de Representação
. Diagrama de Contatos;
. Diagrama de Blocos;
. Lista de Instruções.
Estes já citados anteriormente.
Documentação
A documentação é mais um recurso do editor de programa que de
linguagem de programação. De qualquer forma, uma abordagem neste sentido
torna-se cada vez mais importante, tendo em vista que um grande número de
profissionais estão envolvidos no projeto de um sistema de automação que se
utiliza de CLPs, desde sua concepção até a manutenção.
Quanto mais rica em comentários, melhor a documentação que
normalmente se divide em vários níveis.
Conjunto de Instruções
É o conjunto de funções que definem o funcionamento e aplicações de
um CLP.
Podem servir para mera substituição de comandos a relés:
- Funções Lógicas;
- Memorização;
- Temporização;
- Contagem.
Como também manipulação de variáveis analógicas:
- Movimentação de dados;
- Funções aritméticas.
Se funções complexas de algoritmos, comunicação de dados,
interfaces homem-máquina, podem ser necessárias:
- Saltos controlados;
- Indexação de instruções;
- Conversão de dados;
- PID;
- sequenciadores;
- aritmética com ponto flutuante;
- etc.
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VI.6. NORMALIZAÇÃO
Existe a tendência de utilização de um padrão de linguagem de
programação onde será possível a intercambiabilidade de programas entre modelos
de CLPs e até de fabricantes diferentes.
Esta padronização está de acordo com a norma IEC 1131-3, na
verdade este tipo de padronização é possível utilizando-se o conceito de linguagem
de alto nível, onde através de um chamado compilador, pode-se adaptar um
programa para a linguagem de máquina de qualquer tipo de microprocessador, isto
é, um programa padrão, pode servir tanto para o CLP de um fabricante A como de
um fabricante B.
A norma IEC 1131-3 prevê três linguagens de programação e duas
formas de apresentação. As linguagens são:
- Ladder Diagram - programação como esquemas de relés.
- Boolean Blocks - blocos lógicos representando portas “E”, “OU”, “Negação”,
“Ou exclusivo”, etc.
- Structured Control Language (SCL) - linguagem que vem substituir todas as
linguagens declarativas tais como linguagem de instruções, BASIC estruturado e
inglês estruturado. Esta linguagem é novidade no mercado internacional e é
baseada no Pascal.
As formas de representação são :
- Programação convencional;
- Sequencial Function Chart (SFC) - evolução do graphcet francês.
A grande vantagem de se ter o software normalizado é que em se
conhecendo um conhece-se todos, economizando em treinamento e garantindo que,
por mais que um fornecedor deixe o mercado, nunca se ficará sem condições de
crescer ou repor equipamentos.
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VII. Programação em Ladder
O diagrama ladder utiliza lógica de relé, com contatos (ou chaves) e
bobinas, e por isso é a linguagem de programação de CLP mais simples de ser
assimilada por quem já tenha conhecimento de circuitos de comando elétrico.
Compõe-se de vários circuitos dispostos horizontalmente, com a
bobina na extremidade direita, alimentados por duas barras verticais laterais. Por
esse formato é que recebe o nome de ladder que significa escada, em inglês.
Cada uma das linhas horizontais é uma sentença lógica onde os
contatos são as entradas das sentenças, as bobinas são as saídas e a associação dos
contatos é a lógica.
São os seguintes os símbolos:
CONTATO NORMALMENTE ABERTO
CONTATO NORMALMENTE
FECHADO
BOBINA
No ladder cada operando (nome genérico dos contatos e bobinas no
ladder) é identificado com um endereço da memória à qual se associa no CLP.
Esse endereço aparece no ladder com um nome simbólico, para facilitar a
programação, arbitrariamente escolhido pelo fabricante como os exemplos vistos a
seguir.
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Tabela de alguns CLPs X endereçamento
FABRICANTE MODELO E.D. S.D. E.A. S.A. BIT AUX. PALAVRA PALAVRA CONTADOR /
DO TEMPORIZADOR
SISTEMA
GEFANUC 90-70 %I1 %Q1 %AI %AQ1 %M1 %R1 %S %Rx
90-30 a a a a a a x
%I... %Q... %AI... %AQ.. %M... %R... x+1
90-20 . %T1 x+2
90-MICRO
a PARA CADA
%T...
ALLEN SLC-500 I:SLOT. O:SLOT I:SLOT.PO O:SLOT B3:0/0 N7:0 S: T4:0
PONTO .PONTO NTO .PONTO
BRADLEY a a R6:0 A
I:1/0 O:1/0 I:3.0 O:3.0
a a a a B3:... N7:... a T4:...
I:... O:... I:3.... O:3.... R6:... C5:0
A
C5:...
ALTUS AL500 R0 R60 - - A0 M0 - M0
a a a a PARA CADA
R... R... A... M...
ALTUS PICOLLO %E0.0 %S2.0 %M %M %A0.0 %M0 %M0
a a a a PARA CADA
%E... %S... %A... %M...
FESTO FPC101 I0.0 O0.0 II0 OU0 F0.0 R0 FW0 T0
FPC103 a a a e a a a a
I... O... II3 OU1 F15.15 R64 FW15 T31
OU C0
IU0 a
a C15
IU3
Outros tipos de endereçamento; 125/04 ( 1 = entrada, 2 = gaveta, 5 =
número do cartão ou módulo, 04 = número do ponto ), 013/01 ( 0 = saída, 1 =
número da gaveta, 3 = número do módulo, 01 = número do ponto ).
Nesta apostila os endereços serão identificados como:
E - para entrada digital;
EA - para entrada analógica;
S - para saída digital;
SA - para saída analógica.
A - para bobina auxiliar
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O estado de cada operando é representado em um bit correspondente na
memória imagem: este bit assume nível 1 se o operando estiver acionado e 0
quando desacionado.
* As bobinas acionam o seu endereço
Enquanto uma bobina com endereço de saída estiver acionada, um par
de terminais no módulo de saída será mantido em condição de condução elétrica.
* Os contatos se acionam pelo endereço que os identifica.
.
Os contatos endereçados como entrada se acionam enquanto seu
respectivo par de terminais no módulo de entrada é acionado: fecham-se se forem
NA e abrem-se se forem NF.
Com relação ao que foi exposto acima sobre os contatos endereçados
como entrada, os que tiverem por finalidade acionar ou energizar uma bobina
deverão ser do mesmo tipo do contato externo que aciona seu respectivo
ponto no módulo de entrada.
Já os que forem usados para desacionar ou desenergizar uma
bobina devem ser de tipo contrário do contato externo que os aciona. Abaixo
vê-se um quadro elucidativo a esse respeito.
Se a chave externa for o contato no ladder deve ser
Para ligar NA NA
NF NF
Para desligar NA NF
NF NA
Percebe-se pois que pode ser usada chave externa de qualquer tipo, desde
que no ladder se utilize o contato de tipo conveniente. Mesmo assim, por questão
de segurança, não se deve utilizar chave externa NF para ligar nem NA para
desligar.
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VII.1. DESENVOLVIMENTO DO PROGRAMA LADDER
Após a definição da operação de um processo onde são geradas as necessidades
de seqüenciamento e/ou intertravamento, esses dados e informações são passados
sob forma de diagrama lógico, diagrama funcional ou matriz de causas e efeitos e a
partir daí o programa é estruturado.
Abaixo vêem-se os passos para a automação de um processo ou
equipamento.
INICIO
DEFINIÇÃO
PONTOS DE E/S OPERANDOS
ELABORAÇÃO DO PROGRAMA
USUÁRIO
TESTE DO PROGRAMA USUÁRIO
ALTERAÇÕE
DO
PROGRAMA
FUNCIONA? NÃO
SIM
INSTALAÇÃO DOS EQUIPAMENTOS E
LIBERAÇÃO PARA USO
FIM
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A lógica de diagrama de contatos do CLP assemelha-se à de relés.
Para que um relê seja energizado, necessita de uma continuidade elétrica,
estabelecida por uma corrente elétrica.
ALIMENTAÇÀO
+ -
CH1
K1
Ao ser fechada a CH1, a bobina K1 será energizada, pois será estabelecida uma
continuidade entre a fonte e os terminais da bobina.
O programa equivalente do circuito anterior, na linguagem ladder, será o
seguinte.
E1 S1
Analisando os módulos de entrada e saída do CLP, quando o
dispositivo ligado à entrada digital E1 fechar, este acionará o contato E1, que
estabelecerá uma continuidade de forma a acionar a bobina S1, consequentemente
o dispositivo ligado à saída digital S1 será acionado.
Uma prática indispensável é a elaboração das tabelas de alocação dos
dispositivos de entrada/saída. Esta tabela é constituída do nome do elemento de
entrada/saída, sua localização e seu endereço de entrada/saída no CLP. Exemplo:
DISPOSITIVO LOCALIZAÇÃO ENDEREÇO
PSL - 100 Topo do tanque pressurizado 2 E1
TT - 400 Saída do misturador EA1
FS Saída de óleo do aquecedor E2
SV Ao lado da válvula FV400 S1
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O NF é um contado de negação ou inversor, como pode ser visto no
exemplo abaixo que é similar ao programa anterior substituindo o contato NA por
um NF.
E1 S1
Analisando os módulos de entrada e saída, quando o dispositivo
ligado a entrada digital E1 abrir, este desacionará o contato E1, este por ser NF
estabelecerá uma continuidade de forma a acionar a bobina S1, consequentemente
o dispositivo ligado à saída digital S1 será acionado. A seguir temos o gráfico
lógico referente aos dois programas apresentados anteriormente.
ESTADO LÓGICO ESTADO LÓGICO
1 1
E1 E1
0 0
T T
1 1
S1 S1
0 0
T T
CIRCUITO UTILIZANDO E1 NORMALMENTE ABERTO CIRCUITO UTILIZANDO E1 NORMALMENTE FECHADO
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VII.1.1 ASSOCIAÇÃO DE CONTATOS NO LADDER.
No ladder se associam contatos para criar as lógicas E e OU com a saída.
Os contatos em série executam a lógica E, pois a bobina só será acionada quando
todos os contatos estiverem fechados
E1 E2 E3 S1
A saída S1 será acionada quando:
E1 estiver acionada E
E2 estiver não acionada E
E3 estiver acionada
Em álgebra booleana S=E1* E2* E3
A lógica OU é conseguida com a associação paralela, acionando a
saída desde que pelo menos um dos ramos paralelos estejam fechados
E1 S1
E2
E3
A saída S1 será acionada se
E1 for acionada OU
E2 não for acionada OU
E3 for acionada. O que equivale a lógica booleana.
S1=E1+E2+E3
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Com associações mistas criam-se condições mais complexas como a do
exemplo a seguir
E1 E3 S1
E2
Neste caso a saída é acionada quando
E3 for acionada & E1 for acionada
OU
E3 for acionada & E2 não for acionada
Em lógica booleana S1=E3 * (E1 + E2)
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VII.1.2. INSTRUÇÕES
Na UCP o programa residente possui diversos tipos de blocos de
funções. Na listagem a seguir apresentamos alguns dos mais comuns:
- contador;
- temporização de energização;
- temporização de desenergização;
- adição de registros;
- multiplicação de registros;
- divisão de registros;
- extração de raiz quadrada;
- bloco OU lógico de duas tabelas;
- bloco E lógico de duas tabelas;
- ou exclusivo lógico de duas tabelas;
- deslocar bits através de uma tabela-direita;
- deslocar bits através de uma tabela-esquerda;
- mover tabela para nova localização;
- mover dados para memória EEPROM;
- mover inverso da tabela para nova localização;
- mover complemento para uma nova localização;
- mover valor absoluto para uma nova localização;
- comparar valor de dois registros;
- ir para outra seqüência na memória;
- executar sub-rotina na memória;
- converter A/D e localizar em um endereço;
- converter D/A um dado localizado em um endereço;
- executar algoritmo PID;
- etc.
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VII.1.3. INSTRUÇÕES BÁSICAS
As instruções básicas são representadas por blocos funcionais
introduzidos na linha de programação em lógica ladder. Estes blocos funcionais
podem se apresentar de formas diferentes de um CLP para outro, mas a filosofia de
funcionamento é invariável. Estes blocos auxiliam ou complementam o controle do
equipamento, introduzindo na lógica ladder instruções como de temporização,
contagem, soma, divisão, subtração, multiplicação, PID, conversão BCD/Decimal,
conversão Decimal/BCD, raiz quadrada, etc.
FUNCIONAMENTO DOS PRINCIPAIS BLOCOS
S1
E2
BLOCO
FUNCIONAL
O bloco funcional possui pontos de entrada ( localizados à esquerda )
e pontos de saída ( localizados à direita do bloco ), também possui campos de
entrada de informações como; número do registro, memória, ponto de entrada
analógico, bit de saída, bit de entrada, ponto de saída analógico, constantes, etc.
As instruções seguintes será explicadas supondo o byte de oito bits. A análise
para o byte de dezesseis bits é exatamente a mesma.
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INSTRUÇÃO DE TEMPORIZAÇÃO
O temporizador conta o intervalo de tempo transcorrido a partir da sua
habilitação até este se igualar ao tempo preestabelecido. Quando a temporização
estiver completa esta instrução eleva a nível 1 um bit próprio na memória de dados
e aciona o operando a ela associado.
S1
E2
TEMPORIZADOR
T1 = 30 SEG
Segundo exemplo, quando E1 for acionada, o temporizador será
habilitado e imediatamente após 30 segundos a saída S1 será acionada. Quando E1
for desacionada, o temporizador será desabilitado, ou desenergizado, desacionando
a saída S1. Em alguns casos, esta instrução apresenta duas entradas uma de
habilitação da contagem e outra para zeramento ou reset da saída.
Para cada temporizador destina-se um endereço de memória de dados
onde o valor prefixado será armazenado.
Na memória de dados do CLP, o temporizador ocupa três bytes para o
controle. O primeiro byte reservado para o dado prefixado, o segundo byte
reservado para a temporização e o terceiro byte reservado para os bits de controle
da instrução temporizador.
Os temporizadores podem ser TON ( 1o byte = valor prefixado de 30
temporiza no acionamento ) e TOFF ( temporiza seg.
no desacionamento). 2o byte = tempo transcorrido
3o byte = bits de controle D.E.
( bit de entrada) e D.S. ( bit de
saída ).
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INSTRUÇÃO DE CONTAGEM
O contador conta o número de eventos que ocorre e deposita essa
contagem em um byte reservado. Quando a contagem estiver completa, ou seja ,
igual ao valor prefixado, esta instrução energiza um bit de contagem completa. A
instrução contador é utilizada para energizar ou desenergizar um dispositivo
quando a contagem estiver completa.
E1 S1
CON T A D OR
E2 C1
PU LS O S =5 0
Para cada contador destina-se um endereço de memória de dados onde
o valor prefixado será armazenado.
Na memória de dados do CLP, o contador ocupa três bytes para o
controle. O primeiro byte reservado para o dado prefixado, o segundo byte
reservado para a contagem e o terceiro byte reservado para os bits de controle da
instrução contador.
1 1o byte = valor prefixado de 50
EVENTO 2o byte = contagem
0 3o byte = bits de controle D.E.
T
( bit de entrada), D.S. ( bit de
1
BIT DE saída ) e D.R. ( bit de reset).
ENERGIZAÇÃO
D.E.
0
T
BIT DE
CONTAGEM 1
COMPLETA
D.S. 0
T
BIT DE 1
ZERAMENTO
D.R.
0
T
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INSTRUÇÃO MOVER
A instrução mover transfere dados de um endereço de memória para
outro endereço de memória, manipula dados de endereço para endereço,
permitindo que o programa execute diferentes funções com o mesmo dado.
E1 S1
MOVER
D1 ===>D2
Abaixo temos cinco endereços da memória de dados do CLP. Observe
que o dado de D1 é distinto de D2.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 0 1 1 1 1
D2 0 0 1 1 0 0 0 0
D3 0 0 0 0 1 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução mover tenha sido acionada e que a
movimentação será de D1 para D2.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 0 1 1 1 1
D2 0 0 0 0 1 1 1 1
D3 0 0 0 0 1 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Observe que o conteúdo de D2 foi alterado. No momento em que a
instrução mover for desacionada, o dado de D2 permanecerá o mesmo.
Enquanto E1 estiver acionada o dado será movido uma vez a cada
ciclo de varredura, portanto E1 deve ser acionado e desacionado rapidamente.
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Temos o gráfico que ilustra antes e depois do acionamento de E1 para
a instrução mover.
ENTRADA
0
T
MEMÓRIA
D1 = 00001111 D1 = 00001111
DE
DADOS
0
MEMÓRIA T
DE D2 = 00110000 D2 = 00001111
DADOS
0
T
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INSTRUÇÃO COMPARAR
A instrução comparar verifica se o dado de um endereço é igual,
maior, menor, maior/igual ou menor/igual que o dado de um outro endereço,
permitindo que o programa execute diferentes funções baseadas em um dado de
referência.
E1 S1
COMPARAR
D1>D2
E1 S2
COMPARAR
D1<D2
No exemplo, quando a entrada E1 for acionada as duas instruções de
comparação serão acionadas, se D1 for maior que D2 o bit de saída S1 será
acionado, se D1 for menor que D2 o bit de saída S2 será acionado. A comparação
só existirá se a entrada E1 estiver acionada, caso contrário as duas saídas S1 e S2
serão desacionadas.
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T0 T1 T2 T3 T4
D1=35 D1=35 D1=35
D2=10 D2=35 D2=45
1
ENTRADA E1
0
T
SAÍDA S1
0
T
1
SAÍDA S2
0
Observe o gráfico acima, entre T0 e T1 a entrada E1 está desativada,
logo não há comparação e as saídas S1 e S2 são nulas. Entre T1 e T2 o dado D1 se
encontra com valor maior que D2, logo a instrução de comparação ativa a saída S1.
Entre T2 a T3 o dado D1 é igual a D2, como não há instrução de igualdade as
saídas estarão desativadas. Entre T3 a T4 o dado D1 é menor que D2, logo a saída
S2 será ativada, a partir de T4 a entrada E1 foi desacionada, portanto as
comparações são desativadas e as saídas irão para estado lógico “0”.
A mesma análise é válida para a instrução igual a, maior igual a e
menor igual a.
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VII.1.4. INSTRUÇÕES MATEMÁTICAS
INSTRUÇÃO SOMA
Permite somar valores na memória quando habilitado. Nesta instrução
podem-se usar os conteúdos de um contador, temporizador, byte da memória
imagem, byte da memória de dados.
E1 S1
SOMA
D1+D2=D3
Nesta instrução de programa, quando E1 for acionada, a soma do dado
1 com o dado 2 será depositado no dado 3, portanto o conteúdo do dado 3 não
deverá ter importância. Caso o conteúdo do dado 3 seja importante, o mesmo deve
ser movido para um outro endereço ou o resultado da soma depositado em outro
endereço.
Enquanto E1 estiver acionado o dado D1 será somado com D2 e
depositado no dado D3 a cada ciclo de varredura, portanto E1 deve ser acionado e
desacionado rapidamente.
Abaixo temos cinco endereços da memória de dados do CLP.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 1 1 1 1
D3 0 0 0 0 1 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
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Supondo que a instrução somar tenha sido acionada e que a soma será
de D1 e D2 em D3.
D1 equivale em decimal a 26 e D2 a 15, a soma resultará 41 no D3.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 1 1 1 1
D3 0 0 1 0 1 0 0 1
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Observe que o conteúdo de D3 foi alterado, no momento em que a
instrução soma for desacionada, os dados de D1 e D2 permanecerão os mesmos.
ENTRADA
0
T
D1 = 00011010
D1 = 00011010
MEMÓRIA
D2 = 00001111 D2 = 00001111
DE
D3 = 00001000 D3 = 00101001
DADOS
A saída S1 será acionada quando a soma for concluída.
Caso o resultado da soma não ultrapasse o limite máximo ( overflow ),
a saída S1 será acionada. Em alguns casos o um bit, do byte de controle da
instrução soma, assume valor lógico “1”, determinando o estouro da capacidade.
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Através deste bit e possível de se determinar quando a soma ultrapassou ou não o
valor máximo.
!#"
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INSTRUÇÃO SUBTRAÇÃO
Permite subtrair valores na memória quando habilitado. Nesta
instrução podem-se usar os conteúdo de um contador, temporizador, byte da
memória imagem, byte da memória de dados.
E1 S1
SUBTRAÇÃO
D1-D2=D3
Nesta instrução de programa, quando E1 for acionada, a subtração do
dado 1 com o dado 2 será depositado no dado 3, portanto o conteúdo do dado 3 não
deverá ter importância. Caso o conteúdo do dado 3 seja importante, o mesmo deve
ser movido para um outro endereço ou o resultado da soma depositado em outro
endereço.
Enquanto E1 estiver acionado o dado D1 será subtraído do dado D2 e
depositado no dado D3 a cada ciclo de varredura, portanto E1 deve ser acionado e
desacionado rapidamente.
Abaixo vêm-se cinco endereços da memória de dados do CLP.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 1 1 1 1
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
$ %
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Supondo que a instrução subtração tenha sido acionada e que a
subtração será de D1 menos D2 em D3.
D1 equivale em decimal a 26 e D2 a 15, a subtração resultará 9 no D3.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 1 1 1 1
D3 0 0 0 0 1 0 0 1
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Observe que o conteúdo de D3 foi alterado, no momento em que a
instrução soma for desacionada, os dados de D1 e D2 permanecerão os mesmos.
1
ENTRAD
A
0
T
D1 = D1 =
MEMÓRI
00011010
D2 = 00011010
D2 =
A DE
00001111
D3 = 00001111
D3 =
DADOS
00000000 00001001
Caso o resultado da subtração possua sinal negativo ( underflow ), a
saída S1 será acionada. Em alguns casos o um bit, do byte de controle da instrução
subtração, assume valor lógico “1”. Através deste bit e possível de se determinar
quando a subtração resultou positivo ou negativo.
&('
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INSTRUÇÃO MULTIPLICAÇÃO
Permite multiplicar valores na memória se a condição for verdadeira.
E1 S1
MULTIPLICAÇÃO
D1 . D2 = D3
Observe os cinco endereços do mapa de memória apresentado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 0 1 1 1
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução multiplicação tenha sido acionada por E1 e
que a multiplicação será de D1 por D2 em D3.
D1 equivale em decimal a 26 e D2 a 7, a multiplicação resultará 182
no D3.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 0 1 1 0 1 0
D2 0 0 0 0 0 1 1 1
D3 1 0 1 1 0 1 1 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
)#*
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Quando a entrada E1 for acionada, a multiplicação do dado D1 pelo
dado D2 será depositada no conteúdo do dado D3.
+ +
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INSTRUÇÃO DIVISÃO
Permite dividir valores na memória quando habilitado.
E1 S1
DIVISÃO
D1 / D2 = D3 , D4
Observe os cinco endereços do mapa de memória apresentado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 0 1 1 0 0 1 0
D2 0 0 0 0 0 1 0 0
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução divisão tenha sido acionada por E1 e que a
divisão será de D1 por D2 em D3, D4.
D1 equivale em decimal a 50 e D2 a 4, a divisão resultará 12,5 no D3,
D4.
B7 B6 B5 B4 B3 B3 B2 B1
D1 0 0 1 1 0 0 1 0
D2 0 0 0 0 0 1 0 0
D3 0 0 0 0 1 1 0 0
D4 0 0 0 0 0 1 0 1
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
, -
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Quando a entrada E1 for acionada, a divisão do dado D1 pelo dado D2
será depositada no conteúdo do dado D3, D4.
. /
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VII.1.5. INSTRUÇÕES LÓGICAS
Estas instruções destinam-se à comparação lógica entre bytes. São
recursos disponíveis para os programadores, podendo serem empregadas na análise
de byte e diagnose de dados.
INSTRUÇÃO AND
Permite executar função AND com valores da memória quando
habilitada .
E1 S1
AND
D1 . D2 = D3
Observe os cinco endereços do mapa de memória apresentado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução AND tenha sido acionada por E1 e que a
instrução será de D1 and D2 em D3.
0 1
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Observe a tabela verdade abaixo e verifique o resultado da analise
AND entre os dois bytes D1 e D2.
E1 E2 SAÍDA
0 0 0
0 1 0
1 0 0
1 1 1
E1 e E2 são as entradas e SAÍDA é o resultado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 1 0 0 0 0 1 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Quando a entrada E1 for acionada, a instrução do dado D1 and dado
D2 será depositada no conteúdo do dado D3.
2 3
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INSTRUÇÃO OR
Permite executar função OU com valores da memória quando
habilitada analisar valores na memória quando habilitada.
E1 S1
OR
D1 + D2 = D3
Observe os cinco endereços do mapa de memória apresentado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução OR tenha sido acionada por E1 e que a
instrução será de D1 or D2 em D3.
Observe a tabela verdade abaixo e verifique o resultado da analise OR
entre os dois bytes D1 e D2.
E1 E2 SAÍDA
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 1
E1 e E2 são as entradas e SAÍDA é o resultado.
4 5
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B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 1 0 1 1 1 1 1
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Quando a entrada E1 for acionada, a instrução do dado D1 or dado D2
será depositada no conteúdo do dado D3.
6#7
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INSTRUÇÃO XOR
Permite executar função ou exclusivo com valores da memória
quando habilitada.
E1 S1
XOR
D1 + D2 = D3
Observe os cinco endereços do mapa de memória apresentado.
B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 0 0 0 0 0 0 0
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Supondo que a instrução XOR ( ou exclusivo ) tenha sido acionada
por E1 e que a instrução será de D1 xor D2 em D3.
Observe a tabela verdade abaixo e verifique o resultado da análise xor
entre os dois bytes D1 e D2.
E1 E2 SAÍDA
0 0 0
0 1 1
1 0 1
1 1 0
E1 e E2 são as entradas e SAÍDA é o resultado.
8 9
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B7 B6 B5 B4 B3 B2 B1 B0
D1 0 1 0 1 1 0 1 0
D2 0 1 0 0 0 1 1 1
D3 0 0 0 1 1 1 0 1
D4 1 1 1 0 0 1 0 0
D5 1 0 0 0 0 1 1 1
Quando a entrada E1 for acionada, a instrução do dado D1 xor dado
D2 será depositada no conteúdo do dado D3.
Obviamente estas são apenas algumas instruções que a programação
ladder dispões. Uma série de outros recursos são disponíveis em função da
capacidade do CLP em questão.
As instruções apresentadas servirão como base para o entendimento
das instruções de programação ladder de qualquer CLP, para tal conte e não
dispense o auxílio do manual ou help on-line quando disponível no software de
programação.
A utilização do software de programação é uma questão de estudo e
pesquisa, uma vez que o layout de tela e comandos não são padronizados.
:(;
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VIII. Noções de Sistema Supervisório – Intouch.
A maior preocupação das empresas é aumentar a produtividade, com
excelente qualidade, para tornar-se mais eficaz, flexível, competitiva e, sobretudo,
mais lucrativa. Desse modo, investir em tecnologias de ponta e soluções
sofisticadas é o primeiro passo para alcançar esse objetivo e, consequentemente,
conquistar o mercado.
Com o passar
dos tempos, o advento do
microprocessador tornou o
mundo mais fácil de se
viver. A utilização de
microcomputadores e
computadores no dia a dia
nos possibilitou comodidade
e rapidez.
Na indústria tem-se a necessidade de centralizar as informações de
forma a termos o máximo possível de informações no menor tempo possível.
Embora a utilização de painéis centralizados venha a cobrir esta necessidade,
muitas vezes a sala de controle possui grandes extensões com centenas ou milhares
de instrumentos tornado o trabalho do operador uma verdadeira maratona.
O sistema supervisório veio para reduzir a dimensão dos painéis e
melhorar o performance homem/máquina.
<#=
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Baseados em computadores ou microcomputadores executando
softwares específicos de supervisão de processo industrial o sistema supervisório
tornou-se a grande vedete da década de 80.
O INTOUCH é um software destinado a promover a interface
homem/máquina, onde proporciona uma supervisão plena de seu processo através
de telas devidamente configuradas.
O INTOUCH possui telas que representam o processo , onde estas
podem ser animadas em função das informações recebidas pelo CLP, controlador,
etc. Por exemplo: no acionamento de uma bomba, a representação na tela mudará
de cor informando que está ligada, um determinado nível varia no campo, a
representação na tela mudará de altura informando a alteração de nível. O que o
INTOUCH faz é ler e escrever na memória do CLP ou controlador para a
atualização das telas.
Quando
falamos de
supervisão temos
a idéia de dirigir,
orientar ou
inspecionar em
plano superior.
Através do
sistema
supervisório é
possível de ligar
ou desligar
bombas, abrir ou
fechar válvulas,
ou seja, escrever
na memória do
CLP.
Para a comunicação entre INTOUCH e CLP necessitamos de:
- Hardware : é utilizada uma via de comunicação, que pode ser uma porta serial,
uma placa de rede, etc;
- Software : para comunicação é necessário que o driver do equipamento
esteja sendo executado simultaneamente com o INTOUCH.
> ?
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O driver é um software responsável pela comunicação, ele possui o
protocolo de comunicação do equipamento.
P
R
O
C
E
S cabo de
CLP
S comunicação
O
Microcomputador
executando Softwares de
processo Controlador Supervisão (Intouch) e
enviando e Lógico comunicacão (Driver GEFANUC
recebendo sinais Programável SERIES 90)
do CLP
@ @
Copyright 2006 – João Pedro Filho – Todos direitos Reservados
A B
Copyright 2006 – João Pedro Filho – Todos direitos Reservados
a44489
Mo
n ito
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G E N IU S
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4
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put
GND
5
V O UT
IO U T Ou
t6
R TN O ut
JM P put
6
GND 50 m A /P t M ax
IX. Noções de Blocos I/O Remotos
A instalação de um sistema automático com o uso de I/O locais,
requer um gasto considerável de cabeamento, borneiras, caixas de passagem,
bandejas, projeto e mão-de-obra para a instalação. Os blocos I/O remotos
C D
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possibilitam uma redução drástica destes gastos, uma vez que todos os sinais não
serão encaminhados para o rack do CLP e sim para pontos de entradas e saídas que
ficarão localizados no campo.
Este módulos de I/O são inteligentes, independentes e configuráveis.
Interligados entre si através de um barramento de campo, e este a um controlador
de barramento que fica localizado no rack do CLP.
E F
Copyright 2006 – João Pedro Filho – Todos direitos Reservados
A seguir temos a exemplicação da ligação dos blocos I/O remotos.
a42453
CPU
CONT ROLAD ORA
DE
BARRAMENTO MONITOR
PORTÁTIL
BARRAMENTO DE
COMUNICAÇÃO
PONTO REMOTO
P S
S C
A
N
N
E
R
BLOCOS DE I/O
Um barramento pode atender a:
• Blocos I/O, que fornecem uma interface para uma grande variedade de
dispositivos discretos, analógicos e para fins especiais. Os blocos são
módulos independentes com recursos avançados de diagnóstico e
muitos recursos configuráveis por software.
• Pontos Remotos, racks de I/O cuja interface com o barramento é feita
através de Módulos de Scanner de I/O Remotos. Cada ponto remoto
pode incluir qualquer combinação de módulos discretos e analógicos de
I/O.
• Monitor Portátil, que pode ser usado como um dispositivo portátil ou
montado de maneira permanente. Um HHM fornece uma conveniente
interface de operador para a configuração de blocos, monitoração de
dados e diagnóstico.
Um barramento permite aprimorar o controle de I/O através do uso de
comandos de comunicação no programa. O barramento também pode ser usado
inteiramente para o controle de I/O, com múltiplos dispositivos de I/O e sem
comunicação adicional. Pode ainda ser dedicado à comunicação da CPU, com
múltiplas CPUs e sem dispositivos de I/O. Sistemas mais complexos também
G H
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podem ser desenvolvidos, com CPUs duplas e uma ou mais CPUs adicionais para a
monitoração de dados.
FIM
http://www.cursostecnicos.t5.com.br
I#J
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