0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações2 páginas

PCP - Roteiro

A laminação é um processo de conformação mecânica que modifica as dimensões de um corpo metálico ao forçá-lo a passar entre cilindros laminadores. Existem dois tipos principais de laminação: a quente, que utiliza lingotes e permite grandes reduções de espessura, e a frio, que requer materiais com boa plasticidade e resulta em acabamentos superiores. O processo envolve altas tensões compressivas e fricção, exigindo equipamentos robustos e investimentos significativos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd
0% acharam este documento útil (0 voto)
17 visualizações2 páginas

PCP - Roteiro

A laminação é um processo de conformação mecânica que modifica as dimensões de um corpo metálico ao forçá-lo a passar entre cilindros laminadores. Existem dois tipos principais de laminação: a quente, que utiliza lingotes e permite grandes reduções de espessura, e a frio, que requer materiais com boa plasticidade e resulta em acabamentos superiores. O processo envolve altas tensões compressivas e fricção, exigindo equipamentos robustos e investimentos significativos.
Direitos autorais
© © All Rights Reserved
Levamos muito a sério os direitos de conteúdo. Se você suspeita que este conteúdo é seu, reivindique-o aqui.
Formatos disponíveis
Baixe no formato PDF, TXT ou leia on-line no Scribd

SLIDE 2: Definição/conceito

Processo no qual modifica-se a geometria/dimensões de um corpo


metálico pela passagem entre dois cilindros laminadores.
A laminação é um processo de conformação mecânica pelo qual um lingote de
metal é forçado a passar por entre dois cilindros que giram em sentidos opostos,
com a mesma velocidade, distanciados entre si a uma distância menor que o valor
da espessura da peça a ser deformada.
SLIDE 3: Processo

- O metal sai com uma velocidade maior que a de entrada.

- Os cristais são alongados na direção da laminação.

- Na laminação a quente os cristais começam a se reconstituir após deixar


a zona de tensão, mas na laminação a frio eles mantêm a forma alongada,
obtida pela ação dos cilindros.

- O metal é submetido a altas tensões compressivas, e a tensões


cisalhantes superficiais, resultantes da fricção entre os cilindros e o metal.

- As forças de fricção são também responsáveis pelo ato de puxar o metal.


- A tensão predominante, que conduz o processo é a tensão de
compressão.
SLIDE 4: Laminadores
Em princípio, o laminador é constituído de uma estrutura metálica que suporta os
cilindros com os mancais, montantes e todos os acessórios necessários. Esse
conjunto é chamado cadeira de laminação.
Um laminador consiste basicamente de cilindros (ou rolos), mancais, uma carcaça
chamada de gaiola ou quadro para fixar estas partes e um motor para fornecer
potência aos cilindros e controlar a velocidade de rotação.
As forças envolvidas na laminação podem facilmente atingir milhares de toneladas,
portanto é necessária uma construção bastante rígida, além de motores muito
potentes para fornecer a potência necessária.
Os laminadores podem ser montados isoladamente ou em grupos, formando uma
seqüência de vários laminadores em série.
Esse conjunto recebe o nome de trem de laminação.
Junto a esse conjunto, trabalham os equipamentos auxiliares, ou seja, os
empurradores, as mesas transportadoras, as tesouras, as mesas de elevação, etc.
O custo, portanto, de uma moderna instalação de laminação é da ordem de
milhões de dólares e consome-se muitas horas de projetos uma vez que esses
requisitos são multiplicados para as sucessivas cadeiras de laminação contínua
(“tandem mill”).
SLIDE 5: Classificação quanto a temperatura
Laminação a quente – Matéria-prima: lingotes fundidos, placas e tarugos
lingotados, laminados.
Laminação a frio – Matéria-prima: chapas e barras laminadas a quente
SLIDE 6: Laminação a quente
 Utilizada para materiais que tenham baixa plasticidade a frio.
 Serve como etapa de preparação para laminação final, a frio.
 Permite grandes reduções de espessura.
 Forças de laminação menores que as da laminação a frio.
 Produz acabamento superficial pobre.
 Resulta em tolerâncias dimensionais largas.
A peça inicial é comumente um lingote fundido obtido de lingotamento
convencional, ou uma placa de tarugo processado previamente em lingotamento
contínuo;
A peça intermediária e final assume, após diversos passes pelos cilindros
laminadores, as formas de perfis diversos (produtos não planos) ou de placas e
chapas (produtos planos);
A temperatura de trabalho se situa acima da temperatura de recristalização do
metal da peça, a fim de reduzir a resistência à deformação plástica em cada
passagem e permitir a recuperação da estrutura do metal, evitando o encruamento
para os passes subsequentes.
A laminação a quente, portanto, comumente se aplica em operações iniciais
(operações de desbaste), onde são necessárias grandes reduções de secções
transversais. A laminação a quente permite uma maior deformação.
SLIDE 7: Laminação a frio
 Requer material com boa plasticidade a frio.
 É precedida por laminação a quente.
 As reduções de espessura são limitadas pelo encruamento.
 As forças de laminação são bem maiores que as da laminação a quente.
 Produz acabamento superficial bom ou ótimo.
 Resulta em tolerâncias dimensionais mais estreitas que a laminação a
quente.
A peça inicial para o processamento, nesse caso, é um produto semi-acabado
(chapa), previamente laminado a quente.
Como a temperatura de trabalho (temperatura ambiente) situa-se abaixo da
temperatura de recristalização, o material da peça apresenta uma maior resistência
à deformação e um aumento dessa resistência com a deformação (encruamento),
não permitindo, dessa forma, intensidades elevadas de redução de secção
transversal.
Um tratamento térmico de recozimento, entre uma sequência de passes, pode
tornar-se necessário em função do programa de redução estabelecido e das
propriedades exigidas do produto final.
A laminação a frio é aplicada, portanto, para as operações finais (operações de
acabamento), quando as especificações do produto indicam a necessidade de
acabamento superficial superior (obtido com cilindros mais lisos e na ausência de
aquecimento, o que evita a formação de cascas de óxidos) e de estrutura do metal
encruada com ou sem recozimento final.

Você também pode gostar