PROVA FER
CONTRATO DE AGÊNCIA E DISTRIBUIÇÃO ART. 710 a 721 CC
Um contrato de agência e distribuição é um acordo em que uma pessoa
(agente ou distribuidor) se compromete a promover negócios para outra
pessoa (proponente), geralmente em troca de uma comissão. A principal
diferença entre agência e distribuição reside na disponibilidade da
mercadoria para o agente: na distribuição, o agente tem à sua
disposição os produtos para revenda, enquanto na agência, o agente
apenas intermedia a venda.
Definição: O contrato de agência (ou distribuição) é um acordo bilateral,
consensual e oneroso, onde uma parte (o agente ou distribuidor) se
compromete a promover a realização de negócios em nome e por conta
de outra (o proponente), em troca de uma
Diferenças entre Agência e Distribuição:
Agência: O agente não tem a mercadoria à sua disposição. Ele atua
como um intermediário, aproximando o comprador e o fornecedor.
Distribuição: O distribuidor tem a mercadoria à sua disposição para
revenda. Ele atua como um revendedor, comprando os produtos do
proponente e revendendo-os ao público final.
Elementos Essenciais:
O agente (ou distribuidor) se compromete a promover negócios para o
proponente.
O proponente se obriga a remunerar o agente (ou distribuidor) pelos
serviços prestados.
Existe uma zona geográfica ou um território específico onde o agente
(ou distribuidor) atua.
Artigos do Código Civil:
Art. 710: Definição do contrato de agência e distribuição, com destaque
para a diferença entre agência e distribuição.
Art. 711: Regras sobre a remuneração do agente/distribuidor.
Art. 721: Aplicação, no que couber, das regras concernentes ao mandato
e à comissão, além das regras de lei especial.
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CONTRATO DE CORRETAGEM ART. 722 a 729 CC
Um contrato de corretagem é um acordo entre um corretor e um
cliente, onde o corretor se compromete a intermediar a compra, venda,
aluguel ou negociação de algum bem, serviço ou ativo financeiro, e o
cliente paga uma comissão pelo serviço prestado.
Esse tipo de contrato é comum em diversas áreas, como no mercado
imobiliário, financeiro, de seguros e outros, onde um profissional (o
corretor) facilita a transação entre as partes envolvidas, sem,
necessariamente, tomar a titularidade do objeto da negociação.
Elementos Essenciais do Contrato de Corretagem:
Corretor: O profissional ou empresa que se compromete a intermediar
as negociações. O corretor não é parte do negócio, mas facilita a
transação entre as partes.
Cliente (Contratante): A pessoa ou empresa que contrata o corretor
para realizar a intermediação. O cliente pode ser o comprador,
vendedor, arrendador ou arrendatário.
Objeto do Contrato: objeto do contrato é o tipo de transação que o
corretor irá intermediar, como a compra e venda de um bem (imóvel,
carro, ações), contratação de seguro, ou negociação de um serviço.
Comissão do Corretor: O corretor recebe uma comissão pela
intermediação do negócio, normalmente uma porcentagem do valor da
transação, embora o valor possa ser acordado de outra forma.
Exemplo: 5% sobre o valor da venda do imóvel ou 1% sobre o valor do
seguro contratado.
Forma de Pagamento: O contrato deve especificar como a comissão
será paga ao corretor (em dinheiro, transferência bancária, cheque,
etc.), e qual é o momento em que essa comissão será devida (por
exemplo, após a assinatura do contrato de compra e venda, ou após o
pagamento total).
Prazos: O prazo de duração do contrato de corretagem deve ser
estabelecido, podendo ser um prazo fixo (ex.: 6 meses) ou até a
conclusão da transação.
O contrato pode prever a possibilidade de renovação ou rescisão antes
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do término, caso a transação não se concretize no prazo acordado.
Exclusividade: O contrato pode estabelecer a exclusividade da
corretagem, ou seja, o corretor seria o único autorizado a realizar a
intermediação do negócio em determinada área ou com determinado
produto.
Rescisão do Contrato: Define as condições para a rescisão do contrato
por qualquer uma das partes. O corretor pode ter direito à comissão,
mesmo que o cliente decida não fechar o negócio, caso o corretor tenha
iniciado a negociação.
Atividades do corretor: As atividades do corretor variam conforme o
setor em que ele atua (imobiliário, de seguros, financeiro, etc.), mas o
objetivo principal é sempre o mesmo: intermediar negócios entre as
partes e garantir que ambas as partes da negociação (cliente e
contraparte) estejam satisfeitas com o acordo final.
Em caso de pera do prazo: Quando o corretor realiza uma venda fora do
prazo estipulado no contrato, a questão sobre o direito de receber a
comissão pode ser um pouco mais complexa e depende das condições
específicas estabelecidas no contrato de corretagem. Em geral, o direito
à comissão do corretor está atrelado ao fechamento do negócio, mas se
isso ocorre fora do prazo, o corretor pode ou não ter direito a receber,
dependendo dos termos acordados. O direito do corretor à comissão
fora do prazo depende principalmente das cláusulas contratuais
específicas. Em muitos casos, o corretor pode ter direito à comissão se o
negócio foi fechado com um cliente que ele introduziu durante o prazo
de vigência do contrato, mesmo após esse prazo ter expirado. No
entanto, se o cliente fechou o negócio diretamente ou com outro
corretor após o término do prazo, o corretor provavelmente não terá
direito à comissão. Portanto, é essencial que as partes envolvidas
detalhem claramente as condições de pagamento de comissão e os
prazos no contrato de corretagem para evitar disputas futuras.
Em caso de mais de um corretor: Quando há mais de um corretor
envolvido em uma transação, o pagamento da comissão precisa ser
claramente definido, já que pode haver divisão da comissão entre os
corretores que participaram da negociação. A divisão depende de vários
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fatores, como o tipo de corretagem (exclusiva ou não-exclusiva), a
participação de cada corretor na intermediação e o que foi acordado no
contrato de corretagem. A divisão de comissão entre vários corretores
deve ser claramente definida no contrato de corretagem ou acordada
entre os profissionais, com base na participação de cada um na
intermediação do negócio. Em casos de dúvida, é recomendável
formalizar o acordo de divisão de comissão para evitar disputas futuras e
garantir que todos os envolvidos na negociação sejam compensados de
forma justa.
CONTRATO DE TRANSPORTE ART 730 a 774 CC
O contrato de transporte é um acordo formal entre o transportador
(empresa ou pessoa responsável por transportar mercadorias ou
passageiros) e o contratante (cliente ou empresa que solicita o
transporte). Esse tipo de contrato estabelece as condições e
responsabilidades de ambas as partes em relação ao transporte de bens
ou pessoas de um local a outro. Existem diversos tipos de contrato de
transporte, que podem envolver o transporte de mercadorias,
passageiros, carga perigosa, entre outros. O contrato pode ser
rodoviário, aéreo, marítimo, ferroviário ou fluvial, dependendo do meio
de transporte utilizado.
Contrato de Transporte de Mercadorias (Cargas): Este contrato é
utilizado para o transporte de bens ou mercadorias de um local para
outro, seja por via terrestre, marítima, aérea ou ferroviária.
Contrato de Transporte de Passageiros: Este tipo de contrato envolve o
transporte de pessoas, como em viagens de ônibus, avião ou trem. Pode
ser tanto para viagens curtas quanto longas.
Contrato de transporte de pessoas: O contrato de transporte de
pessoas é um acordo formal entre o transportador (quem oferece o
serviço de transporte, como uma empresa de transporte, ônibus, táxi,
avião, etc.) e o contratante (a pessoa que utiliza o serviço de transporte,
ou seja, o passageiro). Esse tipo de contrato estabelece os direitos e
deveres das partes em relação ao serviço de transporte de passageiros,
seja por meio de transporte terrestre, aéreo, ferroviário ou marítimo. O
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contrato de transporte de pessoas é fundamental, pois regula não
apenas o serviço prestado, mas também questões como preço,
responsabilidades em caso de acidentes, prazo de entrega, direitos dos
passageiros e obrigações do transportador.
Responsabilidades do Transportador: O transportador deve garantir
que o meio de transporte esteja em boas condições e ofereça segurança
aos passageiros durante a viagem.
Responsabilidade por danos causados aos passageiros ou seus pertences
durante o trajeto.
Definição de situações em que o transportador pode ser isento de
responsabilidade, como força maior (ex: tempestades, acidentes
imprevistos, etc.).
Responsabilidades do Passageiro: O passageiro deve cumprir as regras
de segurança, como usar o cinto de segurança, comportar-se de maneira
adequada durante a viagem, pagar a tarifa de forma correta e seguir as
orientações do transportador.
No caso de transporte aéreo ou marítimo, o passageiro pode precisar se
apresentar com antecedência para embarque.
Direitos do Passageiro: Garantias de que o transporte será realizado de
acordo com o contrato, no prazo estabelecido, e com as condições de
segurança apropriadas.
Direito de ser compensado em caso de extravio de bagagens,
cancelamento de voos ou atrasos, de acordo com a legislação vigente
(como o Código de Defesa do Consumidor, no Brasil).
CONTRATO DE COMISSÕES ART. 710 a 715 CC
O contrato de comissões é um acordo formal entre duas partes: o
comitente (quem contrata) e o comissionado (quem recebe a comissão),
no qual o comissionado se compromete a realizar determinada atividade
para o comitente (como a venda de produtos, captação de clientes, ou
execução de serviços) em troca de uma remuneração variável, ou seja,
uma comissão. Esse tipo de contrato é amplamente utilizado em áreas
como vendas, intermediação de negócios, marketing, representação
comercial e consultoria, entre outras. O comissionado, por sua vez,
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recebe uma porcentagem do valor das transações ou negócios que ele
concretizar em favor do comitente.
Elementos Principais do Contrato de Comissões
Partes Contratantes:
Comitente: A pessoa ou empresa que contrata os serviços do
comissionado e que pagará a comissão. O comitente é o proprietário do
bem ou serviço que será promovido ou negociado.
Comissionado: A pessoa ou empresa contratada para realizar as
atividades de intermediação, como a venda de produtos ou a captação
de clientes, por exemplo. O comissionado é quem recebe uma comissão
sobre o valor das transações realizadas.
Objeto do Contrato: Descrição clara das atividades que o comissionado
deverá realizar (por exemplo, vendas de produtos, intermediação de
negócios, busca de clientes).
Definição do tipo de comissão (percentual sobre vendas, valor fixo por
transação, etc.).
Comissão: Percentual ou valor acordado que será pago ao comissionado
sobre as transações realizadas ou negócios fechados.
Forma de cálculo da comissão (ex.: comissão de 5% sobre o valor de
vendas ou R$ X por contrato fechado).
Definir quando e como será pago o valor da comissão (mensalmente,
após o fechamento de cada venda, etc.).
Obrigações do Comissionado: Definição das atividades que o
comissionado deve executar, como prospectar clientes, negociar vendas,
concluir contratos, entre outras. Boas práticas comerciais a serem
seguidas pelo comissionado, como não realizar concorrência desleal,
respeitar a ética e os regulamentos da empresa, etc.
Obrigações do Comitente: O comitente deve fornecer todas as
informações necessárias sobre o produto ou serviço que será promovido
e garantir o cumprimento das condições de pagamento da comissão. O
comitente também deve garantir que o comissionado tenha acesso ao
que é necessário para realizar seu trabalho, como material de apoio,
treinamento, etc.
Prazos e Condições de Pagamento: Definir os prazos de pagamento das
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comissões, que podem ser feitos de forma mensal, semanal ou de
acordo com a transação realizada.
Condições de pagamento em caso de devolução de mercadorias ou
cancelamento de vendas.
Prazo de Vigência do Contrato: O contrato de comissões pode ser por
prazo determinado ou indeterminado. Se for determinado, é importante
estipular a data de início e fim das atividades ou o período de validade
do contrato. Em contratos de prazo indeterminado, pode haver cláusulas
sobre rescisão e notificação prévia.
Rescisão do Contrato: O contrato pode ser rescindido por qualquer uma
das partes, desde que seja observado um prazo de aviso prévio
(geralmente de 30 dias).
Definir as penalidades em caso de rescisão sem justificativa ou de
rompimento do contrato de forma antecipada.