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Introdução

O documento aborda a lógica e a argumentação, definindo conceitos como inferência, premissas e validade dos argumentos. Ele explora a linguagem lógica, incluindo sintaxe, semântica e pragmática, além de discutir conjuntos e suas propriedades. Também introduz o cálculo de predicado de primeira ordem e a estrutura de fórmulas na lógica.

Enviado por

Fabricio Rial
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Introdução

O documento aborda a lógica e a argumentação, definindo conceitos como inferência, premissas e validade dos argumentos. Ele explora a linguagem lógica, incluindo sintaxe, semântica e pragmática, além de discutir conjuntos e suas propriedades. Também introduz o cálculo de predicado de primeira ordem e a estrutura de fórmulas na lógica.

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Introdução - Mortari

Introdução - O que é lógica? É o estudo da transformação de proposições em


conclusões pelos processos e princípios da inferência. Estuda a passagem de
certas coisas em conclusões

Q1.1 - Quais eram os brincos de Griselda, a última das irmãs? Para pensar
quais eram seus brincos vamos pensar em probabilidade, e partindo do pressuposto
de que haviam mais brincos de esmeralda concluímos que ela tinha brincos de
esmeralda e não do rubi, aquele que era a minoria.

Sobre a inferência… trata-se da extração de uma nova informação a partir da


manipulação daquelas que já são conhecidas.

- Argumento - A inferência só pode ocorrer quando é formado um argumento,


que é composto pelas premissas e possui uma conclusão justificada ou
evidente por causa daquela.
- Sobre o argumento: Ele é intersubjetivo, suas observações podem ser
validadas a partir de suas proposições; ele é finito e não vazio; ele tem de ter
relação entre as premissas e a intenção da conclusão ser de sua origem;

Sentenças - parte constituinte dos argumentos, ela tem de ser declarativa,


afirmando ou negando.
Proposição - Alegação de algo sobre o mundo, que podemos achar verdadeiro ou
falso; real ou irreal; duvidoso ou verossímil.
Enunciado - espécie de sentença na qual um evento em que é afirmado por alguém
alguma proposição sem objeto direto.
Capítulo 2 - Lógica e Argumento

Sobre a validade dos argumentos… é um dos objetivos da lógica encontrar e


saber quais são os reais e quais são os falsos

Q0.2 - A argumentação de Cléo para concluir sua forma de peixe dourado está
correta? A argumentação está correta porém a proposição da qual surge essa
argumentação é falsa, portanto ela só está correta por um acaso (nem todo peixe é
dourado).

Exemplo de forma
P1 - Todo A é B
P2 - c é um A
> -céB

Este é… um argumento válido pois a depender de suas premissas as conclusões


podem ser logicamente válidas

Definição 2.1 - Um argumento é válido se todas as circunstâncias que tornam as


premissas válidas também tornarem a sua consequência válida.

Definição 2.2 - Um argumento é correto se for válido e possuir uma conclusão


correta.

Dedução e indução… São dedutivos quando não são ampliativos (já estão
implícitos) e indutivos quando eles abrem mais do que está na questão. A dedutiva
em um estrito sentido pode ser dita como a lógica que busca argumentos válidos e
corretos, enquanto a indutiva busca argumentos com conclusões prováveis.
Capítulo 3 - Preliminares

As linguagens são… um sistema de símbolos organizado para a


comunicação de sentido.

Elementos da linguagem - Sintaxe (Estudo das relações dos símbolos e sua


organização); Semântica (Estudo dos sentidos das palavras e orações);
Pragmática (Estudo da utilização das palavras nos contextos dos falantes).

Q3.1 - Diga se as sentenças abaixo são verdadeiras ou falsas


(a) ‘O nome da rosa’ é o título de uma obra de Umberto Eco - verdadeira
(b) Stanford tem oito letras - falso
(c) ‘3+1’ é igual a ‘4’ - falso
(d) ‘Pedro Álvares Cabral’ descobriu o Brasil - Falso
(e) A palavra ‘logik’ não é usada no português - verdadeiro
(f) “logik” não pode ser usado como sujeito de uma sentença no português -
verdadeiro
(g) “Pedro” não é o nome de Sócrates, mas é o nome de ‘Pedro’ - Verdadeiro
(h) Há um livro de James Joyce cujo nome é Ulisses - Falso

Q3.2 - Coloque aspas, ou não, nas afirmações abaixo para torná-las verdadeiras.
(a) ‘Rosa’ é dissilaba
(b) Napoleão foi imperador da França
(c) ‘Sócrates’ é o nome de um filósofo grego
(d) A palavra ‘water’ tem o mesmo significado da palavra portuguesa ‘água’
(e) A expressão ‘rosa’ é o nome da palavra ‘Rosa’, que por sua vez é o nome de
Rosa
(f) A sentença ‘nenhum gato é preto’ é falsa
(g) ‘Todavia’ e ‘contudo’, mas não ‘também’, tem o mesmo significado de ‘mas’,
contudo, ‘não’, não.
(h) 2+2 é igual a 3+1, contudo ‘3+1’ é diferente de ‘4’

Na lógica se faz uso de algumas linguagens… artificiais, com a língua objeto


sendo o português acrescido de alguns símbolos, como metalinguagem.

Sobre o uso de variáveis:


Substituendo: é o primeiro valor a ser avaliado na utilização de variáveis como X, e
se refere ao nome daquilo (numeral), constante
Valor: se refere ao gênero daquilo que é, ao seu significado. (número), variável
Capítulo 4 - Conjuntos

O que é… é uma coleção de algum elemento

Como representá-lo? Isso pode ser feito a partir da enumeração


(simplesmente falar tudo que o define) ou a partir de uma propriedade de caráter
específico daqueles qualificados (falar um elemento comum que define o conjunto).

Q4.1 - Expresse em símbolos as expressões:


(a) B ∈ A
(b) K ∉ B
(c) {a, b e c} ∈ S
(d) b ∈ {a,b e c}
(e) {b} ⊂ {a,c}

Q4.2 - Há alguma diferença entre Salma Hayek e {Salma Hayek} ou entre Ø e {Ø}?
Pensando na utilização de denominações, essas palavras diferem a partir do
momento que não representam o mesmo objeto Salma Hayek é uma pessoa real e
{Salma Hayek} é o conjunto que trataria da denominação Salma Hayek.

Princípio da extensionalidade - Se dois conjuntos possuem o mesmo elemento,


portanto eles são um mesmo conjunto.

Intensão - constitui o predicado ou diferença que limita o universo, ou extensão.


Extensão - constitui o universo de um elemento ou grupo

Inclusão - relação entre dois conjuntos ou elementos no qual um está inserido em


outro, sendo a base de um subconjunto ( A é um subconjunto de B)

Q4.3 - Tente demonstrar as propriedades de (b), (d) e (e).

(b) - Se A é A, então sabemos que todos os elementos incluídos em A estão


presentes em A, o conjunto A está incluso no conjunto A.
(d) - Se todos os elementos de A estão em B, e todos os elementos de B
estão em A, vemos a mesma situação (b), na qual X é X, pois ambos possuem o
mesmo constituendo.
(e) - Se o conjunto A está imerso em B, portanto B possui maior extensão do
que A, logo devem possuir diferentes elementos.

Q4.4 - Expressar em símbolos


(a) A ⊂ B
(b) A ⊂ B
(c) D ∪ S
(d) A∩B = {c}
(e) B = {a | a ∈ U e a ∉B}
(f) a ∉ M ∪ N

Q4.3 - Quais das seguintes afirmações são falsas


(a) c ⊂ {a,b,c} - verdadeiro
(b) e ∉ {a,b,c} - verdadeiro
(c) {0,1,2} ⊂ {0,1,2} - verdadeiro
(d) {0,1,2} ⊂ {0,1,2} - verdadeiro
(e) {a,b} ⊂ {a,b,c} - verdadeiro
(f) a ∈ {b, {a}} - verdadeiro
(g) {a} ∈ {b, {a}} - verdadeiros
(h) {a} ∈ {c, {b}, a} - verdadeiro
(i) c ∈ {a,b} U {d,c,e} - verdadeiro
(j) Ø ⊂ {a,b,c} - verdadeiro
(k) {1,2,3} ⊂ {3,2,5,4,6} - falso
(l) {1,b} ⊂ {1,b,c} ∩ {4,d,1,f,b} = verdadeiro

Q4.4 - Sejam A, B e C os seguintes conjuntos:


A (x,y,z) , B (2,4), C (pi), D (a,b), E (1,4,8), F (4)
Calcule:
(a) A x B - { <x,2>; <x,4>; <y,2>; <y,4>; <z,2>; <z,4>}
(b) B x C - { <2,π>, <4,π>}
(c) B x A - { <2,x>; <4,x>; <2,y>; <4,y>; <2,z>; <4,z}
(d) D x F x B - {<a,4,2>; <b,4,2>, <a,4,4>; <b,4,4>}
(e) C x F x A - {π,4,x>; <π,4,y>; <π, 4, z>}
(f) E - B - {1,8}
(g) D x (B - E) - {<a,2>; <b,2>}
(h) (B ∩ E) x F - {<4,4>}
(i) (E ∪ F) x D - {<1,a>;<4,a>; <8,a>; <1,b>; <4,b>; <8,b>
(j) (C ∪ F) x (A - {x}) - {<π,y>; <π,z>; <4,y>; <8,z>}
(k) 𝒫 (A) - {Ø, {x},{y},{z},{xy},{xz},{yz},{xyz}}
(l) 𝒫 (B) - {Ø, {2}, {4}, {24}}

Eles podem ser classificados em… relação transitiva (na qual


há uma consequência lógica), relação reflexiva (na qual há uma relação consigo) e
relação simétrica (se os sujeitos podem ter suas posições trocadas, são iguais).
Capítulo 5 - Introdução ao CQC
Sistema de cálculo de primeira ordem - Cálculo de Predicado de Primeira Ordem.

A lógica na teoria silogística… é formada por proposições categóricas, aquelas


que são verificáveis, e possuem uma estrutura de “algum A é B”

Dupla negação: propriedade da teoria clássica, uma dupla negação equivale a uma
afirmação.

A lógica elementar é… uma lógica analitica e para fazer uso de suas


capacidades tem-se de dividir os termos em uma linguagem artificial, para isso
precisamos de:
Proposições ou sentenças, que por sua vez são moleculares ou atômicas a
depender de sua complexidade.

Conceitualização - ou esquematização, é a conversão dos objetos de estudo para


um universo específico, este processo limita um universo de discurso para encontrar
novas inferências ou ciências.

Q5.1 - Seria possível em um universo de estudos incluir elementos impossíveis?


A partir do momento em que criamos um universo, i. e. um conjunto, ocorre
por consequência a criação da possibilidade de todos os elementos não existentes
dentro desse conjunto. Pensemos que se há gatos e rosas dentro de um conjunto,
há por consequência cores e o gato será misturado a todas as possibilidades
imersas no conjunto, criando então um gato rosa, mesmo que ele não exista na
realidade. Isso ocorre pois todo conjunto possui um conjunto vazio interno. (voltar
depois)

Relevante: Estar é uma propriedade, portanto ele não indica a relação com outro.

TERMOS
Constantes individuais: Na linguagem do cálculo quantificador clássico, é tudo
aquilo que define o indivíduo. Do a…t

Variáveis individuais: Funcionam como as constantes, porém, elas não são


indivíduos limitados. Elas podem ter substituendos (constantes), e valores (todos os
possíveis indivíduos). Do u…z. Tomam lugar nas funções proposicionais.
Seguem ordem canônica.

Constante de Predicado: Corresponde aquele que toma lugar da propriedade e


tem sua representação nos símbolos A…T. Ela pode ser individual ou binária, a
depender de quantos indivíduos existem.
Letra sentencial: Constante de predicado sem um indivíduo, pode ser qualquer
sentença uma vez que podem ser tornados predicados.

Aplicação em exemplos:
Fórmula de primeiro grau: Jp (João é puto)
Fórmula atômica de segundo grau: Mjo (João é maior que Oliver)

Q6.1 - Diga de cada uma das expressões abaixo se ela é ou não uma expressão de
linguagem do CQC. Caso seja, diga também se ela é uma constante ou uma
variável.
(a) a - é uma expressão, e ela representa uma constante
(b) z² - é uma expressão, e representa uma variável
(c) X^VI - Não é uma expressão
(d) t^47 - É uma constante individual
(e) e¹ - não é uma expressão
(f) P0 - não é uma expressão
(g) 9 - não é uma expressão
(h) -a - não é uma expressão
(i) w¹²³ - é uma expressão, e representa uma variável
(j) pq - não é uma expressão
(k) q-¹ - não é uma expressão
(l) k - é uma expressão e representa uma constante

Fórmulas
Definição indutiva - Aquela feita a partir de elementos do conjunto e conclui uma lista de regras gerais.

Definição: Se P é um símbolo de um predicado unário, para algum número natural,


e t1 …tn, então Pt1…tn é uma fórmula.

Q6.2 - Usando a notação sugerida, traduza as sentenças abaixo para a linguagem


CQC
(a) Cléo é um pássaro. - Pc
(b) Miau é um peixe - Fm
(c) Miau é maior que Cléo - Mmc
(d) Tweety é um gato - Gt
(e) Tweety é maior que Miau - Mtm
(f) Miau é maior que Tweety - Mmt
(g) Miau gosta mais de Cleo do que de Tweety - Lmct
(h) Tweety gosta mais de miau do que de Cléo - Ltmc
(i) Cleo gosta mais de si mesma do que de Miau - Lccm
Q6.3 - Traduza as seguintes sentenças para a linguagem do CQC, usando a
notação sugerida:
(a) Carla é pintora - Pc
(b) Paulo é jogador de futebol - Jp
(c) Carla é mais alto do que paulo - Acp
(d) Paulo é irmão de Carla - Ipc
(e) Paulo ama Denise - Apd
(f) Denise ama Paulo - Adp
(g) Carlos gosta de si própria - Gcc
(h) A lua é um satélite da Terra - Slt
(i) Carla deu a Paulo o livro de Denise - Dcpd
(j) Paulo deu a Carla o livro de Denise - Dpcd
(k) Paulo é filho de Alberto e Beatriz - Fpab
(l) Florianópolis fica entre Porto alegre e Curitiba - Efpc
(m) Curitiba fica entre Florianópolis e São Paulo - Ecfs
(n) Paulo comprou em Curitiba um quadro de Matisse para presentear Denise -
Cpcmd
(o) Alberto comprou em São Paulo um quadro de Van gogh para presentear
Beatriz - Casgb

Fórmulas moleculares
- Conectivos - fazem a junção das sentenças atômicas. São os “... e …” “ou…
ou…”, “não é…”.
- Ela pode ser negativa, tomar cuidado para não tropeçar no sentido (ela
possui valor de verdade e é uma consequência lógica do fato). Operador
unário.
- Ela pode ser conjuntiva, e ligar duas orações, sentenças.
- Ela pode ser disjuntiva ao separar duas sentenças, e.g. “...ou…”
- Condicional, que é aquele nos casos em que ocorre uma implicação e
dependência nos fatos “se… então…”. A sentença carregada da palavra “se”
é o antecedente, e a seguinte é o consequente.
- bicondicional, ocorre se a relação entre as fórmulas forem relacionadas uma
em relação à outra. Ou seja, “se X então B”, “se B então X”, são falas que
possuem igualdade.
- Como principal pontuação temos o parênteses que indica a ordem das
sentenças e a sua forma.

Q6.4 - Diga, das expressões abaixo quais são fórmulas, e por que, supondo que A
seja um símbolo de predicado zerário, P e Q são símbolos de propriedades, e R, de
relação binária?
(a) Rab - é uma fórmula binária, possuindo dois elementos e demonstra duas
constantes individuais, sendo então R uma relação binária
(b) ¬Px - é uma fórmula unária, e apresenta uma negação, sendo P uma
propriedade capaz de ser verificada, até se faz uso de variáveis.
(c) aRb - Não é uma fórmula pois não segue as normas gramaticais, com a
relação vindo antes dos indivíduos.
(d) (Ra → Qb) - Não é uma fórmula, pois sendo R uma relação binária,
fica ausente a presença de outra constante ou variável que tome o
lugar de objeto.
(e) ((¬Rxa ↔ Qb) ∧ Pc) - é uma fórmula pois é composto de uma conjunção,
com os primeiros elementos sendo uma negação da relação Rxa com uma
relação bicondicional com a propriedade Q, tudo se finaliza com a terceira
fórmula que é a propriedade P, com o indivíduo c.
(f) (α ∨ ¬β) - não é uma fórmula porque ela deveria ser a disjunção de
duas fórmulas α e ¬β; no entanto, nem α é um símbolo
proposicional (de predicado zero- ário), nem ¬β é uma fórmula,
porque β também não é um símbolo proposicional.
(g) ((¬Rxy ↔ Qc) ∧ ¬(Pb ∧ A)), Para a verificação dessa fórmula temos
de ver se os usos dos termos estão corretos, o que é verdade.
(h) expressão (A → (P b ∨ Rcc)) é uma fórmula, porque é um
condicional de duas fórmulas: A e (P b ∨ Rcc). A é uma fórmula
porque é um símbolo proposicional. (P b ∨ Rcc) é uma fórmula
porque é a disjunção de duas fórmulas: P b e Rcc; o primeiro é uma
fórmula composta pelo símbolo de propriedade P e pela constante
b, o segundo é uma fórmula composta pelo símbolo de relação
binária R seguido de duas ocorrências da constante c

Q6.5 - Usando a notação sugerida transcreva as sentenças abaixo para a


linguagem CQC.
(a) ¬Pc
(b) ¬Fm
(c) (Pm ∨ Gm)
(d) (Gm ∧ Mmc)
(e) ¬Gt
(f) (Mtm ∨ Mmt)
(g) (Mmt → ¬Mtm)
(h) (¬Mtm → Mmt)
(i) (Gm →¬Pm)
(j) (Lmct ↔ Pt)
(k) (Ltmc ∧ ¬Lmct)
(l) ( ¬Pm ∧ ¬Pc), (mas também podia ser ¬(Pm ∨ Pc))
(m) (¬Gt ∨ ¬Pt)
(n) ¬(Gt ∧ Pt)
(o) ¬(Gm →Pm)
Q6.6 - Formalize a sentença abaixo, usando a notação sugerida.
(a) (Pc ∧ Jp)
(b) (Ep ∨ Ec)
(c) (Pc ∧ (Jp ∨Ep))
(d) (Msp → Fp)
(e) (Apd ∧ Adr)
(f) (App ↔Np)
(g) (C ∨ S)
(h) (¬C ∧ (¬S ∧ ¬F))
(i) (T → Pj)
(j) ((T ∧ ¬F) →Pj )
(k) ((¬T → (F →¬ Pj)
(l) (Pt ∧ Glt)
(m) (Ps ∧ ¬Gsa)
(n) ¬(Pl ∧ Gls)
(o) (Gm ∧ Pm)
(p) ((Gm ∧ Am) ∧ ¬ Pm)
(q) (Acp → Bpc)
(r) (¬Acp → (Bcp ∨ Tcp))

Q6.7 - Traduza as questões abaixo da linguagem do CQC para a língua portuguesa,


de acordo com as constantes.
(a) Bernardo gosta de Débora.
(b) Bernardo e Débora são filósofos.
(c) Bernardo é filósofo, mas Antônio não.
(d) Antônio é filósofo e gosta de Cláudia
(e) Bernardo gosta de Débora, e Débora detesta Bernardo
(f) Bernardo não gosta de Cláudia ou Cláudia não gosta de Bernardo.
(g) Se Bernardo gosta de si, então Cláudia detesta Bernardo
(h) Bernardo gosta de Débora se e somente se Cláudia detesta Débora
(i) Se Bernardo detesta Débora, então Bernardo ou Débora são filósofos.
(j) Se Antônio e Cláudia são filósofos, então Antônio e Cláudia gostam um do
outro.

Quantificadores
Eles permitem um novo tipo de forma, e quantificam as coisas como se fossem artigos falando se
são “alguns”, “todos”, “qualquer que seja”, “algum”, e assim podemos aumentar as possibilidades
com variáveis no universo escolhido
Quantificadores existenciais: Aquele que propõe a existência de alguma
variável, garantindo que há pelo menos um indivíduo. corresponde a “alguns”,
“existe pelo menos um” “algum” “alguém” etc.

Quantificadores universais: São aqueles que compreendem todas as entidades


de um universo de discurso, corresponde a “todos” “cada”.

Fórmula geral - é a última das fórmulas e é a que possui um quantificador além de


uma fórmula, seja ela atômica ou molecular

Q6.8 - Supondo que C é um predicado zero-ário, que P e Q são predicados unários,


e que T e R são predicados binário, diga quais das expressões abaixo são fórmulas
e, caso sejam, se são atômicas, moleculares ou gerais.
(a) É fórmula geral, sendo parte das expressões
(b) Não é fórmula, com a ordem sendo errada
(c) Não é uma expressão, pois não segue a gramática
(d) Não é uma expressão, pois faltou a variável
(e) É uma expressão, sendo uma fórmula molecular
(f) É uma expressão, sendo uma fórmula molecular.

Q6.9 - Transcreva as sentenças abaixo para a linguagem do CQC, usando as


notações sugeridas.
(a) ∃xBx
(b) ∀yAy
(c) ∃x¬Ax
(d) ∃xBx
(e) ∀yMy
(f) ¬∃xIx
(g) ¬∀Dx
(h) ¬∃Cx
(i) ∃x¬Vx
(j) ∀xIxx
(k) ∃x¬Ixx
(l) ¬∀xRx
(m) ¬∃xRx
(n) ∃xOxp
(o) ¬∃xOxp
(p) ∃yOmy
(q) ∀yOmy
(r) ¬∀yOmy
(s) ∃xGxx
(t) ∀xGxx
(u) ¬∃xGxm
(v) ∃x¬Gxx
(w) ∀x¬Gxx
(x) ¬∃x¬Gxx (ou ∀xGxx)
(y) ¬∃xLxyz
(z) ¬∀xGxpd
Capítulo 7 - A sintaxe do cálculo de predicado
Definição: A linguagem do cálculo de primeira ordem consiste em:
(1) um conjunto enumerável de Constantes individuais, símbolos não lógicos.
(2) Um conjunto enumerável de constantes de predicado, símbolos não
lógicos.
(3) Um conjunto enumerável de variáveis individuais
(4) Operadores ou conectivos
(5) Sinais de pontuação
(6) Quantificadores

Uso do CQC… Para fazer uso do CQC, normalmente se convenciona no uso de


certos símbolos que formam subconjuntos e nessa situação se faz necessário os
infinitos números que permitam a exploração de todos os elementos que compoẽ o
universo do discurso.

Definição: Termos, são as constantes e variáveis individuais que compõem


um determinado subconjunto.

Definição: Fórmula
(1) Seja P uma constante de Predicado, e t1…tn são termos, então Pt1…tn é

(2) Seja ß e 𝛂 fórmulas, então todas as fórmulas em que for aplicado um


uma fórmula atômica

(3) Se x é uma variável e 𝛂 é uma fórmula em que x ocorre, então ∃x𝛂 e ∀y𝛂
símbolo de operador e sinais são moleculares.

são fórmulas gerais


(4) nenhuma outra forma é uma fórmula.

Subfórmulas são… As derivantes das fórmulas gerais e Fórmulas


moleculares, como regras gerais temos:
(1) Fórmulas atômicas não têm sub fórmulas imediatas

(3) As sub fórmulas imediatas de (𝛂 ∧ ß) e outras fórmulas moleculares são 𝛂 e


(2) A sub fórmula imediata de ¬a é a

ß
(4) A sub fórmula imediata de ∀yß e ∃yß é ß
Escopo do quantificador - Representa o alcance do quantificador na fórmula,
em uma fórmula ∃yß é ß. É a fórmula do primeiro símbolo que segue o quantificador

Ele define se a fórmula é… Ligada, caso sua variável esteja presente no


quantificador e na fórmula; livre, caso sua variável esteja fora do alcance do
quantificador (∀yBy ∧ Sy)
- Aberta: caso haja pelo menos uma fórmula livre
- Fechada: caso todas as fórmulas sejam ligadas, é também conhecida como
sentença

Q7.1 - Construa uma árvore de formação para cada uma das fórmulas e suas sub-
fórmulas
1. ¬Fa ∧ Gb
¬Fa / Gb
Fa

2. (Fa ∧ (¬Gb → Rab))


Fa ∧ (¬Gb → Rab)
Fa / (¬Gb → Rab)
¬Gb / Rab

3. Rtp ↔ ∀x(Rtx ∧ ∃yRxy)


Rtp ↔ (Rtx ∧ ∃yRxy)
Rtp / Rtx ∧ ∃yRxy
Rtp / Rtx / ∃yRxy
Rtp / Rtx / Rxy

4. (∀x∃yRxy ∨ ¬Fa) → ¬Rab


∀x∃yRxy ∨ ¬Fa / ¬Rab
∀x∃yRxy / ¬Fa / Rab
Rxy / Fa / Rab

5. ¬(Fa ∧ Gb) → ¬(Rbc ∧ Gb)


¬(Fa ∧ Gb) / ¬(Rbc ∧ Gb)
(Fa ∧ Gb) / (Rbc ∧ Gb)
Fa / Gb / Rbc / Gb

6. ¬¬∀x∃yRxy ∧ (Fa → Rbc)


¬¬∀x∃yRxy / (Fa → Rbc)
∀x∃yRxy / Fa / Rbc
Rxy / Fa / Rbc

Q7.2 - Diga se as fórmulas abaixo são sentenças ou não; qual é o escopo de cada
quantificador e quais são as variáveis que ocorrem livres ou ligadas
(a) Fx - Fx não é uma sentença, portanto é uma fórmula aberta e só tem
variáveis livres, que é o x

(b) ∀xFx - É uma sentença com um quantificador (universal) que está


ligado à variável x e seu escopo é Fx.

(c) Pa - É uma sentença, pois não possui instância nem quantificador, não
havendo uma variável livre.

(d) ∀y¬Py - É uma sentença, a variável é y, seu quantificador


(universal) tem seu escopo na fórmula ¬Px

(e) ¬∀xFx ∨ Ga - É uma sentença, a variável é x, e seu quantificador


(universal) tem seu escopo na fórmula Fx

(f) ∀xPx → Qb - É uma sentença, sua variável é x, e seu quantificador


(universal) tem seu escopo na fórmula Px

(g) ∀x(∀yRxy → Ryx) - Não é uma sentença pois há a presença de


variáveis livres, no caso da fórmula “Ryx”. O quantificador
(universal) “∀x” tem seu escopo na fórmula (∀yRxy → Ryx); outro
quantificador (universal) “∀y” tem seu escopo na fórmula “Rxy”

(h) ∃x∀yGxy → ∀y∃xGyx - É uma sentença, as variáveis presentes são x


e y, seus quantificadores são: “∃x” (existencial) e “∀y” (universal),
que tem escopo na fórmula Gxy; e “∃x” (existencial) e “∀y”
(universal) que tem seu escopo na fórmula Gyx

(i) ∀xFx ∨ ¬Fx - Não é uma fórmula pois a segunda ocorrência da


variavel x é livre; a primeira variável está imersa na fórmula Fx, que
é o escopo do quantificador ∀x (universal)

(j) Pa → (Pa → Pa) - é uma sentença pois não há ocorrência de


fórmulas abertas, com constantes de predicado e constantes
individuais
(k) Ax → ∀xAx - Não é uma sentença pois a primeira fórmula é aberta
sem um quantificador para a variável x. A outra fórmula é fechada e
tem o quantificador ∀x, que tem seu escopo Ax

(l) (∃x(Qa ↔ Qx) ↔ Qa) ↔ Qx - Não é uma sentença, pois a última


ocorrência da variável é livre. A fórmula (Qa ↔ Qx) é o escopo do
quantificador (existencial) “∃x”

(m) ¬Pa ∧ ¬Qb - É uma sentença pois não possui uma variável
livre, sendo composta por duas fórmulas moleculares que são por
sua vez compostas de constantes de predicado unário e constantes
de indivíduo
.
(n) ∀x∃y∀z((Sxyz ∧ Szya) → Cx) - É uma sentença pois todas as
ocorrências de variáveis são ligadas. Os quantificadores são ∀x
(universal), ∃y (existrencial) e ∀z (universal). Elas são ligadas
respectivamente à fórmula ((Sxyz ∧ Szya) → Cx).

Sentença categórica: Presente na teoria do silogismo aristotélico corresponde


às seguintes formas, em que as letras A e B corresponde a termos como “gato”
“feio” “Eric” “Eri”
- Algum A é B - Há pelo menos uma coisa x tal que: x é A e x é B - ∃x(Ax ∧
Bx)
- Algum A não é B - Há pelo menos uma coisa x tal que: x é A e x não é B -
∃x(Ax ∧ ¬Bx)
- Todo A é B - Para qualquer x, se x é A então x é B - ∀x(Ax → Bx)
- Nenhum A é B - Para qualquer x, se x é A então x é B - ∀x(Ax →¬Bx) ou
¬∃x(Ax →Bx)

Q7.3 - Traduza as sentenças a seguir para a linguagem do CQC, usando as


notações sugeridas
(a) ∃x(Hx ∧ Sx)
(b) ∀x(Mx→ Lx)
(c) ∀x(Px → ¬Ax)
(d) ∃x(Mx ∧ Lx)
(e) ¬∃x(Ax ∧ Tx)
(f) ¬∀x(Ax → Ix)
(g) ∃x(Px ∧ ¬Rx)
(h) ¬∃x(Px ∧ Rx)
(i) ∃x(Px ∧ Rx)
(j) ∃xPx ∧∃yRy
(k) ∃x(Nx ∧ Ix)
(l) ∀x(Ax → Bx)
(m) ∀x(Px →Rx)
(n) ∃x((Px ∧ Rx) →Lx)
(o) ∃x(Cx ∧ Gx)
(p) ∀x((Px∧Tx) →Lx)
(q) ∀x(Cx → Gx)
(r) ∀x((Cx ∧ Tx)→ Gx)
(s) ∀x((Cx ∧ Tx)→ (Gx ∧ Kx)
(t) ∀x(Axp → Axj)
(u) ¬∀x(Sx → Dxb)
(v) ¬∃x(Sx ∧ Dxn)
(w)∀x(Dxn → Dxb)
(x) ¬∃x((Sx∧ Dxn) ∧ Dxb)
(y) ∃x(Dxb ∧ Dxn)
(z) ∃x((Sx ¬ Dxb) ∧ ¬Dxn)

Múltiplos quantificadores: Um pouco mais complexo que as


sentenças ou proposições categóricas com um multiplicador, essas conseguem
traduzir uma série de orações de uma vez e deste modo complicar as coisas.
Exemplo abaixo:
(1) Há alguém que não gosta de ninguém - Há pelo menos uma pessoa que não
gosta de ninguém - Há pelo menos um x, tal que, qualquer que seja y, x é
uma pessoa e que x não gosta de nenhum y - ∃x∀y(Px ∧ ¬Gxy)
(2) Caso sejam n quantificadores iguais (∀x∀y∀z), a ordem não importa.

Q7.4 - Traduza as sentenças abaixo para a linguagem do CQC, usando a notação


sugerida
(a) ∀x∃yAxy ou ∃y∀xAxy
(b) ∃y∃xAxy
(c) ∃y∀xAyx ou ∀x∃yAyx
(d) ∀x∀yAxy
(e) ∃y∀x¬Ayx
Linguagem

P - algo sabido por informações anteriores;


> - Indica uma conclusão a partir daquilo que era sabido;
“” - utilizado para fazer menção a uma palavra em seu estudo formal;
∈- representa o pertencimento a um determinado conjunto
∉- representa o não pertencimento a um determinado conjunto
Ø- representa o conjunto vazio, aqueles que não possuem correspondência real
U - representa o conjunto universo, todos os elementos existentes podem entrar nele,
normalmente se faz uso apenas em um contexto
⊂ - Relação de inclusão, i. e. o primeiro incluso no segundo, sendo um subconjunto.
∪- relação de união de dois diferentes conjuntos.
∩- Mostra a relação de intersecção de dois conjunto, nos quais os elementos devem estar
em ambos ( X é presente se existir no conjunto A e B)
ā - Mostra a relação de complemento, na qual todos os elementos de um conjunto maior ,
retirando o conjunto-objeto estão presentes.
A - B - Mostra a relação de diferença, em que todos os elementos devem ser presentes no

𝒫(A) - Representa o conjunto potência de um determinado elementos, que inclui todos os


primeiro e excluídos no segundo.

subconjuntos pertencentes a ele, incluso o conjunto vazio e a si mesmo. 𝒫 = aN(A)


<A, B> - Representa um par ordenado
A x B - Representa um conjunto cartesiano, ou seja, a fusão de um conjunto ordenado e um
conjunto de interseção na qual o primeiro representa ⊂ A, o segundo ⊂B, etc.
CQC - Cálculo quantificacional clássico, é o estudo clássico da lógica
CPC - Cálculo proposicional clássico, desenvolvido pelos estóicos é uma parte do CQC com
alguma implicação (corrigir depois)
¬ - Representa o operador de negação, ele funciona contrariando a afirmação, e é unário
∧ - Representa o operador de conjunção e ele junta duas fórmulas, “...e…”
∨ - Representa o operador de disjunção, ele apresenta uma relação de oposição entre as
afirmações “ou…ou…”
→- Representa o operador de consequência, ele funciona correlacionando duas fórmulas,
ele é enário.
↔- Representa o operador de bi-implicação, e ele mostra a igualdade na consequência de
duas determinadas fórmulas.
() - Indica a ordem a ser tomada no CQC
∀ - Representa um quantificador universal, sempre tem de estar acompanhado
por uma variável e surge da forma “∀x”. Representa todos (ou nem todos) de um
universo.
∃ - Representa um quantificador existencial, sempre tem de estar acompanhado
por uma variável e surge da forma “∃x”. Representa alguém (ou ninguém) de um
universo

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