TUBERCULOSE PULMONAR:
CAUSADOR: Mais frequente
M. tuberculosis (principal) EXTRAPULMONARES:
M. bovis
TRANSMISSÃO:
Direta – inalação de partículas de aerossol
TUBERCULOSE PRIMÁRIA
contaminadas com bacilos (fala, tosse, espirro)
Se desenvolve em pacientes não expostos e, desse
Uso de N95
modo, não sensibilizados. Idosos e pacientes
QUANDO SUSPEITAR: imunossuprimidos podem perder a sensibilidade ao
bacilo da TB e desenvolver tuberculose primária mais
Tosse com duração de 3 semanas ou mais de uma vez.
GRUPO DE RISCO: Quando reinfectados, 5% adquirem doença de forma
Pessoas vivendo em situação de rua significativa.
Pessoas com HIV A TB pulmonar primária normalmente ocorre em
seguida ao primeiro contato do indivíduo com o
Privadas de liberdade bacilo, e por isso é mais comum em crianças.
Indígenas TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
TB PRIMÁRIA: Surge em hospedeiros previamente sensibilizados.
Ocorre logo após a infecção pelo bacilo Pode surgir logo após a primárias, porém, mais
comumente, surge da reativação de lesões primárias
Comum em crianças e pacientes com condições dormentes muitas décadas após a infecção inicial,
imunossupressoras particularmente quando imunossupressão do
hospedeiro.
Baixo poder de transmissibilidade
Além disso, pode surgir a reinfecção exógena devido à
TB LATENTE:
queda na proteção proporcionando pela doença
Contenção pelo sistema imune – os bacilos podem primária devido à inoculação de um grande inóculo de
permanecer como latentes bacilos virulentos.
TB SECUNDÁRIA (PÓS-PRIMÁRIA): Poucos paciente que tiveram a TB primária
desenvolvem a TB secundária
Reativação – pode ocorrer após muitos anos
80% dos casos acomete pulmão, e é frequente a
presença de cavidade
REINFECÇÃO:
Nova exposição (mais comum em áreas onde a
prevalência da doença é alta)
** A infecção prévia pelo M. tuberculosis não evita o
adoecimento, ou seja, não confere imunidade e
recidivas podem ocorrer!
TUBERCULOSE PULMONAR Febre e tosse seca (60%) dos casos
Hipersensibilidade da pleura ao bacilo da tuberculose
A adenosina deaminase (ADA) em níveis elevados (>
40 U/L) é aceito como critério diagnóstico
DIAGNÓSTICO TUBERCULOSE
Baciloscopia
Colher 2 amostrar – uma coletada no momento da
infecção da pessoa com sintomas respiratório e outra
amostra na manhã do dia seguinte, preferencialmente
Forma mais comum ao despertar, independentemente do resultado da
Tosse (pode ter muco/purulenta, sangue), febre, primeira amostra.
sudorese noturna e anorexia. A baciloscopia positiva e quadro clínico compatível
TUBERCULOSE MILIAR com TB consolidam o diagnóstico e fundamentam o
início do tratamento.
A baciloscopia negativa não exclui a doença ! apenas
diz que não está transmitindo.
Teste rápido molecular para TB (TRM-TB)
O teste apresenta resultado em duas horas,
necessitando somente de uma amostra de escarro.
Cultura para micobactéria
Flocos de algodão na TC Identificação e teste de sensibilidade, método de
elevada especificidade e sensibilidade no diagnóstico
Mais comum em imunocomprometidos da TB. Nos casos pulmonares com baciloscopia
negativa, a cultura com escarro pode aumentar em
Febre, astenia, emagrecimento, tosse
até 30% o diagnóstico bacteriológico da doença.
Pode vir acompanhado com hepatomegalia (35% dos
ADA (Adenosina deaminase)
casos) e alterações no SNC (30% dos casos)
A determinação do aumento da atividade da ADA no
Pode ocorrer tanto na TB primária ou TB secundária
líquor pleural, sobretudo se associado a alguns
TUBERCULOSE PLEURAL parâmetros, como idade (<45 anos), predomínio de
linfócitos (acima de 80%) e proteína alta (exsudato), é
indicadora de pleurite tuberculosa.
** Algumas situações podem aumentar a ADA e
confundir com TB como falso positivo, tais como
linfoma e empiema pleural complicado.
Lavado Broncoalveolar (LBA)
Coleta de escarro; com sedação; realizado por
broncoscopia; não é padrão
Para pacientes que não conseguem escarrar ou
formas paucibacilíferas (carga bacteriana é baixa, o
Acompanhado de derrame pleural; forma que dificulta o diagnóstico e a transmissão).
extrapulmonar mais comum
Dor pleurítica; astenia, emagrecimento e anorexia
(70%)
TODO PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE
TUBERCULOSE, DEVE SER TESTADO PARA HIV!
DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO LATENTE
- Trata-se primeiro a TB e depois HIV! Para não
aumentar a resposta inflamatória da tuberculose (a
imunidade baixa devido o HVI deixa o paciente
assintomático para TB).
PT > ou igual 5 mm RX Tórax
Suspeito: prosseguir investigação
Normal: tratar ILTB
PT < 5 mm Repetir PT 8 semanas
Sem conversão da PT: alta + orientação
Conversão da PT: tratar ILTB
TRATAMENTO ILTB
Crianças < 10 anos:
RADIOGRAFIA DE TÓRAX
- Rifampicina 10mg/kg de peso (dose máxima 120
doses que deverão ser tomadas idealmente em 4
meses, podendo-se prolongar até 6 meses.
Segunda escolha: isoniazida 5 – 10mg/kg de peso
(dose máxima de 300mg/dia). Recomenda-se a
utilização de 180 doses, que poderão ser tomadas de
6 a 9 meses ou 270 doses, que poderão ser tomadas
Comum encontrar em TB Pulmonar: cavitação, de 9 a 12 meses.
‘’árvore em brotamento’’
TC DE TÓRAX
** O usuário deverá retornar à unidade mensalmente
enquanto estiver em tratamento, para
monitoramento de efeitos adversos e sintomas da
doença ativa.
PREVENÇÃO
Vacina BCG: imunizar as crianças obrigatoriamente: 0
a 4 anos 11 meses 29 dias (crianças soropositivas ou
recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de
AIDS não devem receber a vacina)
Ela não previne o adoecimento por tuberculose, mas
evita o desenvolvimento das formas mais graves em
menores de 5 anos de idade.
TRATAMENTO
- Tratamento Diretamente Observado (TDO): paciente
vai no posto para fazer a medicação ou ACS vai na
casa do paciente acompanhar sempre a hora de
tomar a medicação.
- Fazer baciloscopia de controle (confirma a eficácia
terapêutica)