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TUBERCULOSE

O documento aborda a tuberculose, destacando suas formas pulmonar e extrapulmonar, modos de transmissão, grupos de risco e diagnóstico. A tuberculose primária ocorre em indivíduos não sensibilizados, enquanto a secundária surge em hospedeiros previamente sensibilizados, podendo reativar após anos. O tratamento envolve medicamentos específicos e a prevenção inclui a vacinação com BCG em crianças.

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Guilherme Sousa
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TUBERCULOSE

O documento aborda a tuberculose, destacando suas formas pulmonar e extrapulmonar, modos de transmissão, grupos de risco e diagnóstico. A tuberculose primária ocorre em indivíduos não sensibilizados, enquanto a secundária surge em hospedeiros previamente sensibilizados, podendo reativar após anos. O tratamento envolve medicamentos específicos e a prevenção inclui a vacinação com BCG em crianças.

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TUBERCULOSE PULMONAR:

CAUSADOR: Mais frequente

M. tuberculosis (principal) EXTRAPULMONARES:

M. bovis

TRANSMISSÃO:

Direta – inalação de partículas de aerossol


TUBERCULOSE PRIMÁRIA
contaminadas com bacilos (fala, tosse, espirro)
Se desenvolve em pacientes não expostos e, desse
 Uso de N95
modo, não sensibilizados. Idosos e pacientes
QUANDO SUSPEITAR: imunossuprimidos podem perder a sensibilidade ao
bacilo da TB e desenvolver tuberculose primária mais
Tosse com duração de 3 semanas ou mais de uma vez.
GRUPO DE RISCO: Quando reinfectados, 5% adquirem doença de forma
Pessoas vivendo em situação de rua significativa.

Pessoas com HIV A TB pulmonar primária normalmente ocorre em


seguida ao primeiro contato do indivíduo com o
Privadas de liberdade bacilo, e por isso é mais comum em crianças.
Indígenas TUBERCULOSE SECUNDÁRIA
TB PRIMÁRIA: Surge em hospedeiros previamente sensibilizados.
Ocorre logo após a infecção pelo bacilo Pode surgir logo após a primárias, porém, mais
comumente, surge da reativação de lesões primárias
Comum em crianças e pacientes com condições dormentes muitas décadas após a infecção inicial,
imunossupressoras particularmente quando imunossupressão do
hospedeiro.
Baixo poder de transmissibilidade
Além disso, pode surgir a reinfecção exógena devido à
TB LATENTE:
queda na proteção proporcionando pela doença
Contenção pelo sistema imune – os bacilos podem primária devido à inoculação de um grande inóculo de
permanecer como latentes bacilos virulentos.

TB SECUNDÁRIA (PÓS-PRIMÁRIA): Poucos paciente que tiveram a TB primária


desenvolvem a TB secundária
Reativação – pode ocorrer após muitos anos

80% dos casos acomete pulmão, e é frequente a


presença de cavidade

REINFECÇÃO:

Nova exposição (mais comum em áreas onde a


prevalência da doença é alta)

** A infecção prévia pelo M. tuberculosis não evita o


adoecimento, ou seja, não confere imunidade e
recidivas podem ocorrer!
TUBERCULOSE PULMONAR Febre e tosse seca (60%) dos casos

Hipersensibilidade da pleura ao bacilo da tuberculose

A adenosina deaminase (ADA) em níveis elevados (>


40 U/L) é aceito como critério diagnóstico

DIAGNÓSTICO TUBERCULOSE

 Baciloscopia

Colher 2 amostrar – uma coletada no momento da


infecção da pessoa com sintomas respiratório e outra
amostra na manhã do dia seguinte, preferencialmente
Forma mais comum ao despertar, independentemente do resultado da
Tosse (pode ter muco/purulenta, sangue), febre, primeira amostra.
sudorese noturna e anorexia. A baciloscopia positiva e quadro clínico compatível
TUBERCULOSE MILIAR com TB consolidam o diagnóstico e fundamentam o
início do tratamento.

A baciloscopia negativa não exclui a doença ! apenas


diz que não está transmitindo.

 Teste rápido molecular para TB (TRM-TB)

O teste apresenta resultado em duas horas,


necessitando somente de uma amostra de escarro.

 Cultura para micobactéria

Flocos de algodão na TC Identificação e teste de sensibilidade, método de


elevada especificidade e sensibilidade no diagnóstico
Mais comum em imunocomprometidos da TB. Nos casos pulmonares com baciloscopia
negativa, a cultura com escarro pode aumentar em
Febre, astenia, emagrecimento, tosse
até 30% o diagnóstico bacteriológico da doença.
Pode vir acompanhado com hepatomegalia (35% dos
 ADA (Adenosina deaminase)
casos) e alterações no SNC (30% dos casos)
A determinação do aumento da atividade da ADA no
Pode ocorrer tanto na TB primária ou TB secundária
líquor pleural, sobretudo se associado a alguns
TUBERCULOSE PLEURAL parâmetros, como idade (<45 anos), predomínio de
linfócitos (acima de 80%) e proteína alta (exsudato), é
indicadora de pleurite tuberculosa.

** Algumas situações podem aumentar a ADA e


confundir com TB como falso positivo, tais como
linfoma e empiema pleural complicado.

 Lavado Broncoalveolar (LBA)

Coleta de escarro; com sedação; realizado por


broncoscopia; não é padrão

Para pacientes que não conseguem escarrar ou


formas paucibacilíferas (carga bacteriana é baixa, o
Acompanhado de derrame pleural; forma que dificulta o diagnóstico e a transmissão).
extrapulmonar mais comum

Dor pleurítica; astenia, emagrecimento e anorexia


(70%)
TODO PACIENTE COM DIAGNÓSTICO DE
TUBERCULOSE, DEVE SER TESTADO PARA HIV!
DIAGNÓSTICO DE INFECÇÃO LATENTE
- Trata-se primeiro a TB e depois HIV! Para não
aumentar a resposta inflamatória da tuberculose (a
imunidade baixa devido o HVI deixa o paciente
assintomático para TB).

PT > ou igual 5 mm  RX Tórax

 Suspeito: prosseguir investigação


 Normal: tratar ILTB

PT < 5 mm  Repetir PT 8 semanas

 Sem conversão da PT: alta + orientação


 Conversão da PT: tratar ILTB

TRATAMENTO ILTB

Crianças < 10 anos:


RADIOGRAFIA DE TÓRAX
- Rifampicina 10mg/kg de peso (dose máxima 120
doses que deverão ser tomadas idealmente em 4
meses, podendo-se prolongar até 6 meses.

Segunda escolha: isoniazida 5 – 10mg/kg de peso


(dose máxima de 300mg/dia). Recomenda-se a
utilização de 180 doses, que poderão ser tomadas de
6 a 9 meses ou 270 doses, que poderão ser tomadas
Comum encontrar em TB Pulmonar: cavitação, de 9 a 12 meses.
‘’árvore em brotamento’’

TC DE TÓRAX
** O usuário deverá retornar à unidade mensalmente
enquanto estiver em tratamento, para
monitoramento de efeitos adversos e sintomas da
doença ativa.

PREVENÇÃO

Vacina BCG: imunizar as crianças obrigatoriamente: 0


a 4 anos 11 meses 29 dias (crianças soropositivas ou
recém-nascidas que apresentam sinais ou sintomas de
AIDS não devem receber a vacina)

Ela não previne o adoecimento por tuberculose, mas


evita o desenvolvimento das formas mais graves em
menores de 5 anos de idade.
TRATAMENTO

- Tratamento Diretamente Observado (TDO): paciente


vai no posto para fazer a medicação ou ACS vai na
casa do paciente acompanhar sempre a hora de
tomar a medicação.

- Fazer baciloscopia de controle (confirma a eficácia


terapêutica)

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