WANDERSON VASCONCELOS
ADVOGADO - OAB 21048
EXCELENTÍSSIMO DESEMBARGADOR PRESIDENTE DO TRIBUNAL DE
JUSTIÇA DO ESTADO DE MATO GROSSO
Impetrante: PABLO LEONARDO ROSA
Paciente: JULIANA MAXIMA DA SILVA GOMES
Autos de origem n°: 2000674-29.2023.8.11.0042
Egrégio Tribunal,
Colenda Câmara,
Ínclitos Desembargadores
PABLO LEONARDO ROSA, brasileiro, solteiro, empresário,
portador do RG 04260529609, com endereço a av tuiuiú, 1709
jd brasil , Cuiabá-MT, permissa máxima vênia, vem perante a
esta Egrégia Corte, com fundamento no artigo 5º, incisos LV,
LVII, LXVI e LXVIII, da Constituição Federal, combinado com
os artigos 647, 648, incisos I e II, todos do Código de
Processo Penal, impetrar a presente ordem de HABEAS CORPUS
COM PEDIDO DE LIMINAR em favor de JULIANA MAXIMA DA SILVA
GOMES , brasileira, solteira, RG 28954076 SSP/MT;,
atualmente recolhido na Penitenciaria feminina de Cuiabá-MT,
na medida em que encontra-se sofrendo constrangimento ilegal
diante da determinação da realização do exame, constituindo,
pois, notório e indisfarçável constrangimento ilegal,
sanável com o presente WRIT, como se verá na exposição fática
e de direito, a seguir exposta.
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I- DOS FATOS:
A paciente possui condenações, que totalizam 13a9m0d de
pena, em regime fechado. JULIANA já cumpriu atualmente
7a7m12dde sua pena, sendo que o requisito objetivo
Para progressão de regime
CÁLCULOS PARA PROGRESSÃO DE REGIME:
Data-base adotada no cálculo para progresso regime:
07/06/2022
Primário sem violência ou grave ameaça (16%): 0a1m3d
Hediondo primário (40%): 2a8m19d
Reincidente sem violência ou grave ameaça (20%):
0a4m24d
Data prevista para progressão de regime: 30/04/2025
(Indeferido em 05/05/2025)
A Autoridade Coatora determinou a realização de EXAME
CRIMINOLÓGICO, sendo apontado como fundamento pelo
Magistrado a Lei nº 18.843/2024, de vigência imediata,
a qual acrescentou no § 1º do artigo 112 da LEP a
exigência de exame criminológico como condição
obrigatória para avaliação do requisito subjetivo na
progressão de regime.
Conforme despacho:
Todavia, não é possível a progressão de regime,
porquanto os autos não estão instruídos com exame
criminológico, em descompasso com o que está disposto
no § 1º do art. 112 da LEP.
A respeitável decisão proferida merece ser reformada
pelos motivos de fato e direito a seguir aduzidos.
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II- DO CABIMENTO:
Sabe-se que pelas peculiaridades próprias da ação
constitucional do habeas corpus, é certo que, em se tratando
de matéria de execução, apenas admite-se sua impetração, de
forma excepcional, para a averiguação de flagrante
ilegalidade/nulidade de decisão que afete a liberdade de
locomoção e não há necessidade de dilação probatória.
Portanto, entende-se possível a veiculação de matéria
afeta à execução em habeas corpus, já que nosso ordenamento
jurídico autoriza o manejo da ação constitucional sempre que
alguém sofrer ou se achar ameaçado de sofrer constrangimento
ilegal a sua liberdade de locomoção (art. 5º, LXVIII, da CF
e art. 647 do CPP), com exceção somente aos casos de punição
disciplinar (art. 647 do CPP).
Em se tratando da tutela de direitos fundamentais, não
há que se fazer interpretação restritiva, pelo que é
obrigatória a conclusão de que, se a lei não restringe o uso
do habeas corpus, não pode a jurisprudência fazê-lo quando
comprovada a alegação de constrangimento ilegal à liberdade
do paciente, ainda que diga respeito à execução de pena.
À propósito, este é o entendimento deste Egrégio
Tribunal, vejamos:
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL. INADEQUAÇÃO
DA VIA ELEITA. SUPERAÇÃO. PROGRESSÃO DE
REGIME PRISIONAL. REQUISITOS DO ARTIGO 112
DA LEI DE EXECUÇÃO PENAL PREENCHIDOS. COAÇÃO
ILEGAL VERIFICADA. 1. Apesar de o agravo ser
o meio apropriado para se impugnar decisões
do juízo da execução penal, excepcionalmente
se admite a utilização do habeas corpus, com
intuito de afastar eventual constrangimento
ilegal, desde que demonstrada, de plano, a
flagrante ilegalidade no curso do processo
executório. 2. Na hipótese, o excesso de
prazo para a análise do pedido de progressão
de regime formulado pelo reeducando na
instância de origem, aliado ao fato de ter
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sido cabalmente demonstrado o preenchimento
das condições de ordem objetiva e subjetiva
para a progressão do regime prisional, nos
termos do art. 112 da LEP, consubstanciam
flagrante ilegalidade, apta a autorizar a
concessão da ordem impetrada, restando
imperiosa a progressão do regime prisional
pretendida. ORDEM CONHECIDA E CONCEDIDA.
(TJ-GO - HC: 06480417120198090000, Relator:
ITANEY FRANCISCO CAMPOS, Data de Julgamento:
17/01/2020, 1ª Câmara Criminal, Data de
Publicação: DJ de 17/01/2020).
HABEAS CORPUS. EXECUÇÃO PENAL.
DESNECESSIDADE DE EXAME APROFUNDADO DE
PROVA. CONHECIMENTO DO WRIT COMO SUCEDÂNEO
DO AGRAVO. INCLUSÃO DO REEDUCANDO EM REGIME
DISCIPLINAR DIFERENCIADO POR LIDERAR
REBELIÃO EM PRESÍDIO. FALTA GRAVE PASSÍVEL
DE PENALIDADE. 1) Conquanto se trate de
decisão proferida por juízo da execução
penal contra a qual existe previsão de
impugnação específica (LEP, art. 197), esta
Corte tem admitido o mandamus como sucedâneo
do recurso adequado quando das razões da
impetração se evidencia a possibilidade de
constrangimento à liberdade ambulatorial,
máxime se para o seu aferimento é
prescindível o exame aprofundado do contexto
fático. Precedentes. 2) No caso, o
fundamento que serviu de base a aplicação da
penalidade foi a comprovação da prática de
ato insubordinação passível de sanção
disciplinar, posto que configurador das
faltas graves previstas nos artigo 50,
inciso I, e 39, inciso II, da LEP, cujo
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procedimento administrativo de apuração
oportunizou o contraditório e ampla defesa
ao interno, não havendo se cogitar de sua
nulidade. 3) Ordem negada. (TJ-GO - HABEAS-
CORPUS: 02399522520138090000 VALPARAISO DE
GOIAS, Relator: DES. EDISON MIGUEL DA SILVA
JR, Data de Julgamento: 08/08/2013, 2A
CAMARA CRIMINAL, Data de Publicação: DJ 1367
de 19/08/2013).
Assim, se conforme o nosso ordenamento conceder-se-á
habeas corpus sempre que alguém sofrer ou se achar ameaçado
de sofrer violência ou coação em sua liberdade de locomoção,
por ilegalidade ou abuso de poder, é certo que, diante de um
habeas corpus em que o paciente está sob tal constrangimento,
a análise da alegação é necessária, o que leva ao necessário
conhecimento do pedido.
Portanto, o cabimento deste Habeas Corpus NÃO pode ficar
adstrito a possíveis limitações de natureza formal, devendo
ser analisado o constrangimento que o paciente está sofrendo.
III- DO DIREITO:
Pela simples exposição dos fatos narrados, é inegável a
ocorrência do equívoco por parte do juízo das execuções
penais, visto a postergação da análise do pedido de
progressão de regime, dado à alegada necessidade da
realização de exame criminológico para aferir o cumprimento
do requisito subjetivo.
Analisando o caso concreto apresentado, verifica-se
inicialmente que os crimes foram cometidos pelo paciente em
momento muito anterior da atual redação trazida pela Lei n.
14.843/2024, que é mais gravosa.
Com isso, não pode o condenado dos autos ser submetido
e regido por lei prejudicial e posterior à data do
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cometimento do crime, conforme preceitua o art. 5º, XL da
Constituição Federal que estabelece o princípio da
irretroatividade da lei penal.
Esse, inclusive, foi o recentíssimo entendimento
trazido pelo Egrégio Tribunal Superior, no julgamento do
Habeas Corpus 914927, SP de relatoria da Ministra DANIELA
TEIXEIRA, que concedeu a ordem de ofício para determinar que
o Juízo singular analise o pedido de progressão de regime
independentemente da realização do exame criminológico,
vejamos:
“A nova redação do §1º do art. 112 da Lei de
Execuções Penais exige a realização prévia
do exame criminológico, (...). No entanto,
essa redação não é aplicável ao presente
caso. Isso porque as normas relacionadas à
execução são de natureza penal enquanto
tais, somente podem incidir ao tempo do
crime, ou seja, no momento em que a ação ou
omissão for praticada (art. 4º do CP), salvo
se forem mais benéficas ao executando,
situação em que terão efeitos retroativos
(art. 2º, parágrafo único, do CP).”
Nesse sentido já decidiu o Supremo Tribunal Federal:
AGRAVO INTERNO NO RECURSO ORDINÁRIO EM
HABEAS CORPUS. PENAL E PROCESSUAL PENAL.
EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE REGIME. LEI Nº
13.964/19. NOVO REGIME DE PROGRESSÃO DA PENA
PRIVATIVA DE LIBERDADE. AUMENTO DA FRAÇÃO DE
CUMPRIMENTO DE PENA EXIGIDA PARA A
PROGRESSÃO DE REGIME NOS CRIMES COMUNS.
NOVATIO LEGIS IN MALAM PARTEM. DISCIPLINA
LEGISLATIVA DISTINTA DA PROGRESSÃO DE
REGIME, A DEPENDER DA NATUREZA DO DELITO,
COMUM OU HEDIONDO. LEX TERTIA. NÃO
CONFIGURAÇÃO. TRATAMENTO LEGAL NÃO UNIFORME
DA EXECUÇÃO DAS PENAS DOS CRIMES COMUNS E
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DOS CRIMES HEDIONDOS. NORMAS QUE INCIDEM
AUTONOMAMENTE, E NÃO COORDENADAMENTE, EM
CADA ESPÉCIE DELITIVA. VERIFICAÇÃO DA
RETROATIVIDADE DA NOVA FRAÇÃO DE PROGRESSÃO,
CONSIDERADA A NATUREZA DE CADA
DELITO (COMUM OU HEDIONDO). DIREITO
FUNDAMENTAL À IRRETROATIVIDADE DA LEI PENAL
MAIS GRAVOSA. ARTIGO 5º, XL, DA
CONSTITUIÇÃO. VIOLAÇÃO. PRECEDENTES
UNÍSSONOS DO SUPREMO TRIBUNAL FEDERAL.
DETERMINAÇÃO DE APLICAÇÃO DA NORMA VIGENTE
AO TEMPO DO FATO DELITUOSO, QUANTO AO CRIME
COMUM, POR SER MAIS BENÉFICA. AGRAVO INTERNO
DESPROVIDO. [...]. 8. A lei que estabelece
requisitos mais gravosos para concessão de
progressão de regime não se aplica aos crimes
cometidos antes da sua vigência, como ressai
da pacífica jurisprudência desta Corte.
Precedentes. 9. A reunião, sob um mesmo
dispositivo legal, de todas as normas
regentes da progressão de regime de delitos
de diferentes modalidades, não anula o fato
de que a disciplina conferida a crimes comuns
e a crimes hediondos continua a ser autônoma.
10. Por esta razão, não incide, no caso, o
óbice jurisprudencial que veda a combinação
de normas ou de leis, consistente na criação
de uma lex tertia. Trata-se de regimes de
progressão de pena que receberam, do
legislador, tratamento legal independente,
cada qual (crimes comuns e crimes hediondos)
com seu conjunto específico de normas de
regência. Precedentes. 11. Agravo interno
desprovido. (RHC 221271 AgR, Relator(a):
LUIZ FUX, Primeira Turma, julgado em 09-05-
2023 - grifos acrescidos)
Inobstante, não se desconhece que a Autoridade Coatora,
poderia, de forma fundamentada, requerer o exame
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criminológico, desde que demonstrada a necessidade da
exigência.
Sendo assim, para o presente caso, aplica-se o
entendimento já firmado pelo STJ no enunciado da súmula nº
439: "Admite-se o exame criminológico pelas peculiaridades
do caso, desde que em decisão motivada".
Esse é o entendimento deste Egrégio Tribunal:
AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE
REGIME PRISIONAL. EXAME CRIMINOLÓGICO.
DESNECESSIDADE DE REALIZAÇÃO.
PREENCHIMENTO DOS REQUISITOS DE LEI. 1) Se a
decisão que concedeu a progressão do regime
de pena está devidamente fundamentada, e
tendo em conta que a realização do exame
criminológico não é mais obrigatória, como
também não há comprovação nos autos da
necessidade de sua realização, há que se
manter a progressão de regime concedida em
favor do apenado, que preenche os requisitos
objetivos e subjetivos do artigo 112 da Lei
de Execução Penal. Precedentes. 2)
AGRAVO EM EXECUÇÃO CONHECIDO E DESPROVIDO.
(TJ-GO - AGV:
00561006320208090000, Relator: NICOMEDES
DOMINGOS BORGES, Data de
Julgamento: 09/05/2020, 1ª Câmara Criminal,
Data de Publicação: DJ de 09/05/2020).
AGRAVO EM EXECUÇÃO PENAL. PROGRESSÃO DE
REGIME. EXAME CRIMINOLÓGICO. DESNECESSIDADE.
REQUISITOS PREENCHIDOS. 1. Não
é obrigatória a submissão do condenado a
exame criminológico para progressão de
regime, mormente quando comprovada a
impossibilidade de sua realização, sendo
suficiente o cumprimento do requisito
objetivo temporal e o bom comportamento. 2.
Preenchidos os requisitos objetivos e
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subjetivos, constitui direito líquido do
reeducando a progressão de regime. Agravo
provido. (TJ-GO -
AGV: 01748762220208090000, Relator: IVO
FAVARO, Data de Julgamento: 29/06/2020, 1ª
Câmara Criminal, Data de Publicação: DJ de
29/06/2020).
No caso dos autos, inexiste elementos concretos aptos a
ensejarem a realização de exame para progressão ao regime
semiaberto, não havendo dúvidas quanto à efetivação de sua
reintegração social, considerando, inclusive, que o próprio
Parquet manifestou favorável à progressão.
Acrescente-se que, não foram apontados a real
necessidade da realização do exame para que sejam aferidos
a personalidade, o grau de periculosidade e a capacidade de
reinserção social.
Concernente ao requisito subjetivo, a certidão
carcerária atesta que JULIANA possui “BOM” comportamento, e
que não consta em seu prontuário procedimento administrativo
aberto em seu desfavor.
Ainda, sobre o requisito subjetivo, nota-se que não há
registros de que o agravante tenha praticado falta grave
dentro da unidade prisional.
Considerando a situação de indevido cumprimento de pena
em regime mais gravoso e que o agravante preenche os
requisitos legais exigidos para a progressão do regime há
mais de cinco meses, requer que seja analisado o pedido de
progressão de regime, independentemente da realização de
exame criminológico, pois a decisão vergastada não ostenta
motivação idônea.
Atendidos, portanto, os requisitos encartados no artigo
112 da Lei de Execuções Penais, a decisão atacada merece ser
reformada.
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Ante ao exposto, requer o conhecimento do Agravo em
Execução Penal e seu provimento, para conceder a MAYCON
DELGADO DA SILVA a progressão para o regime semiaberto.
IV- PEDIDO LIMINAR:
O writ comporta concessão de medida liminar, inaudita
altera parte, uma vez que verificados os pressupostos
necessários para seu deferimento, consubstanciados no fumus
boni juris e no periculum in mora.
Quanto ao primeiro, que exige a probabilidade do direito
invocado, pode ser este cristalinamente observado já que o
paciente alcançou o requisito objetivo para progressão há
mais de 5 meses, possui certidão carcerária atestando bom
comportamento e foi aplicado ao caso nova lei mais grave do
que a da época das infrações penais, que é também
inconstitucional.
O perigo da demora consiste em aguardar preso, em regime
mais gravoso, a elaboração de um exame que, para a situação
em concreto, é ilegal.
Portanto, em exame adjacente entre o fumus boni juris e
o periculum in mora –e os fundamentos respectivamente
expostos, requer que a paciente seja colocado em regime
semiaberto com ou sem tornozeleira eletrônica até o
julgamento do mérito, por urgente, necessário e prudente o
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deferimento da liminar propugnada, sob risco de acarretar
irreversível prejuízo.
V- DOS PEDIDOS
Diante do exposto, requer:
Seja concedida a medida liminar, em virtude do
CONSTRAGIMENTO ILEGAL da determinação do exame criminológico
sem motivação idônea e em razão do princípio constitucional
da irretroatividade da lei penal;
Que seja dispensada a requisição de informações ao Juízo
de Origem, vez que a execução penal se trata de processo
eletrônico, sendo que todas as informações podem ser
consultadas no SEEU.
Ademais, O PRESENTE WRIT SE ENCONTRA INSTRUÍDO COM TODA
A DOCUMENTAÇÃO NECESSÁRIA PARA A ANÁLISE DO PLEITO.
Por conseguinte, requer a concessão definitiva, no
mérito, como medida da mais inteira e lídima JUSTIÇA para
que seja concedido ao paciente a sua progressão de regime,
independente da realização ou não do exame criminológico.
Nesses termos, pede deferimento.
Cuiabá-MT; 15 de maio de 2025
Pablo Leonardo Rosa
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