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Filosofia (NP2)

O documento explora as filosofias de Spinoza, Hume, Kant e Marx, destacando suas abordagens sobre a natureza, conhecimento e ética. Spinoza utiliza um método geométrico para discutir a imanência de Deus na realidade, enquanto Hume enfatiza a experiência sensível como base do conhecimento e critica a causalidade. Kant propõe uma síntese entre racionalismo e empirismo, defendendo que o conhecimento é moldado por estruturas a priori, e Marx critica o idealismo hegeliano, argumentando que as ideias são determinadas por necessidades materiais e processos históricos.

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Filosofia (NP2)

O documento explora as filosofias de Spinoza, Hume, Kant e Marx, destacando suas abordagens sobre a natureza, conhecimento e ética. Spinoza utiliza um método geométrico para discutir a imanência de Deus na realidade, enquanto Hume enfatiza a experiência sensível como base do conhecimento e critica a causalidade. Kant propõe uma síntese entre racionalismo e empirismo, defendendo que o conhecimento é moldado por estruturas a priori, e Marx critica o idealismo hegeliano, argumentando que as ideias são determinadas por necessidades materiais e processos históricos.

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Spinoza

●​ Método geométrico
○​ Método inspirado na geometria euclidiana, visando
apresentar suas ideias de forma rigorosa e
sistemática
○​ dedução lógica como um procedimento racional de
demonstração de excelência. Elementos que
formam os fundamentos de seu sistema filosófico:
■​ definições
■​ axiomas
■​ proposições
○​ Spinoza não aplica o método geométrico apenas para discutir as
questões metafísicas e éticas, mas também para analisar as paixões
humanas (geometria das paixões humanas)
○​ Esse método evita ambiguidade e obscuridade, procurando apresentar
suas conclusões de forma acessível e aparente

●​ Para Spinoza há uma organização que provém de Deus


○​ Para Spinoza, Deus não é antropomórfico
○​ Deus como imanente à realidade natural*
■​ Spinoza também descreve Deus como Natureza, ou seja, tudo
o que é real e concreto no universo. Ele argumenta que Deus
não está separado do mundo, mas está imanente em todas as
coisas.
○​ A única e absoluta substância: Deus (ideia monista)
■​ É esse Deus o responsável por organizar/estruturar a natureza
■​ A concepção de natureza é constituída pela existência de um
padrão/regularidade
○​ Teísmo: concepção filosófica
○​ Sua filosofia apresenta uma tentativa de reconciliar a ideia de um Deus
transcendente com uma visão imanente e racional do universo.
○​ Spinoza adota uma visão panenteísta de Deus, que compartilha certas
semelhanças com o teísmo. No panenteísmo, Deus é visto como
imanente em todas as coisas, ou seja, presente em cada aspecto do
universo. No entanto, ao contrário do teísmo tradicional, Deus em
Spinoza não é uma entidade separada ou transcendente ao universo,
mas sim a própria substância do universo.

●​ Natureza
1.​ Naturante: original, o próprio Deus
2.​ Naturada: derivada, somos nós:
■​ Extensão e pensamento (atributo)
★​ Extensão: materialidade, palpável, tudo que possui limite,
um corpo. É o atributo pelo qual percebemos e
compreendemos a matéria e o espaço físico.
★​ Pensamento: É o atributo pelo qual percebemos e
compreendemos ideias, sentimentos e tudo o que está
relacionado à mente. Aquilo que está contido
objetivamente no intelecto deve existir necessariamente
na natureza. A ideia é um conceito da mente

Descartes Spinoza

-​ Dualismo; -​ Monismo;
-​ corpo e pensamento são dois -​ corpo e pensamento estão conectados
elementos diferentes, são conceitos -​ União mente e corpo
independentes

●​ Para que uma ideia seja verdadeira ela precisará está de acordo com a realidade
○​ Causa e consequência (há de ocorrer a inversão dessas duas,
erroneamente)
○​ Conduta/ideia boa: ajuda o conhecimento
○​ Conduta/ideia má: → ação → triste afeto negativo → redução da potência
humana → reduz a razão
○​ Bom é aquilo que é útil
David Hume

●​ A experiência sensível;
○​ Todo o conhecimento humano origina-se da experiência sensível
(posteriori). Ele rejeita a ideia de conhecimento a priori (racionalismo)
ou inato, defendendo que nossas ideias derivam de impressões
sensoriais que recebemos do mundo exterior por meio de nossos
sentidos. Essas impressões são as
sensações diretas que temos, como a visão
de uma árvore, o som de uma música ou o
sabor de uma fruta.
○​ Experiências sensíveis geram ideias
■​ Ideias são derivadas das impressões
por meio de associações mentais,
como a imaginação e a memória.
■​ força das sensações → força das ideias
■​ Ideias simples + associações = ideias complexas

●​ As palavras para David Hume


○​ Associação de ideias: As palavras servem como sinais ou símbolos
rque representam nossas impressões e ideias.
○​ Convenção e significado: o significado das palavras é convencional e
depende do acordo comum entre os falantes de uma língua. O
significado das palavras não é inato ou fixo, mas é determinado pelo
uso que fazemos delas na comunicação cotidiana.
○​ Skepticismo linguístico: Embora Hume reconheça a importância das
palavras na comunicação humana, ele também expressa um certo
ceticismo em relação à capacidade da linguagem de transmitir com
○​ precisão nossos pensamentos e sentimentos.

●​ O universal não é uma realidade ontológica (trata do que existe


independentemente de nossas percepções, pensamentos ou concepções
sobre ela. Ela investiga o que é verdadeiramente real, em contraste com o
que pode ser ilusório ou subjetivo.), mas apenas um fruto de hábitos e
costumes

●​ David Hume e a crítica ao princípio de causalidade


○​ O que é causalidade: causalidade refere-se à relação entre eventos ou
fenômenos, onde um evento é considerado como sendo a causa do
outro.
○​ causalidade → hábito; identidade → memória
○​ Hume criticava a noção de causalidade principalmente porque ela não
podia ser justificada pela razão ou pela experiência.
○​ Experiência sensível limitada: nossa compreensão de causalidade é
baseada na observação de eventos que ocorrem em sequência, mas
não podemos perceber a relação causal propriamente dita. Por
exemplo, se vemos uma bola de bilhar batendo em outra e fazendo-a
se mover, percebemos apenas a sequência de eventos, mas não a
"força" ou "poder" que causa esse movimento.
○​ Problema da indução: Hume questionava a validade do raciocínio
indutivo, que é a base para nossa compreensão da causalidade. Ele
argumentava que, embora tenhamos observado regularidades na
natureza (por exemplo, o sol nasce todas as manhãs), não podemos
justificar logicamente que essas regularidades continuarão no futuro.
Portanto, não podemos ter certeza da validade da inferência causal
○​ Ceticismo sobre a causalidade: Hume adota uma postura cética em
relação a causalidade

●​ Certeza à probabilidade
○​ David Hume argumentou que a certeza não pode ser alcançada na
maioria das questões filosóficas e científicas, incluindo a noção de
causalidade. Ele criticou a ideia de certeza absoluta e sustentou que
todas as nossas crenças são baseadas em probabilidades, em graus
variados de confiança, e não em certezas inabaláveis.
Immanuel Kant

●​ Racionalismo dogmático X ceticismo


○​ O racionalismo dogmático enfatiza a capacidade da razão humana de
conhecer a verdade absoluta e universal através da dedução lógica e
da intuição racional (conhecimento a priori). Para os racionalistas, a
razão é o principal meio de alcançar o conhecimento genuíno sobre o
mundo e sobre nós mesmos. Eles acreditam na existência de
verdades fundamentais que podem ser conhecidas
independentemente da experiência sensorial
○​ Já o ceticismo questiona a possibilidade de alcançar conhecimento
absoluto e universal através da razão pura. Kant argumenta que a
mente humana é limitada e condicionada pelas estruturas da própria
razão, bem como pelas formas de percepção sensorial. Ele sugere
que nossa compreensão do mundo é moldada pela maneira como
organizamos e interpretamos as experiências, o que ele chama de
"categorias" do entendimento → o conhecimento ocorre primeiro pelos
sentidos e depois pela razão
■​ Teoria do conhecimento: como o ser humano conhece as coisas
■​ Conhecemos sobre a natureza através da experiencia. Contudo,
para que a experiencia seja capaz de gerar conhecimento, ela é
mediada por elementos da lógica transcendental do ser humano
(categorias, princípios e ideias). De tal forma, não conhecemos
nada na forma pura, mas sempre afetado pelo nosso aparelho
categorial.

●​ O racionalismo crítico:
○​ Representa uma síntese entre o racionalismo e o empirismo.
○​ Kant propõe que a mente humana possui estruturas a priori, como as
categorias do entendimento e as formas da sensibilidade, que moldam
e organizam nossas experiências. Essas estruturas são inatas e
universais, mas não revelam verdades absolutas sobre o mundo em si.
Em vez disso, elas nos permitem interpretar e compreender a
realidade de acordo com as condições da nossa própria experiência.
○​ Razão + experiência

●​ Juízos:
○​ Para demonstrar como a combinação da experiência e das razão
podem formar ciência, ou seja, conhecimentos universais e seguros,
Kant apresenta os tipos juízos, que são afirmações sobre a realidade

Juízo analítico a priori Juízo sintético a posteriori


➔​ É uma afirmação que não produz ➔​ É uma afirmação que produz um
nenhum conhecimento novo conhecimento novo
sobre o que está sendo (conhecimento inseguro)
analisado (conhecimento seguro) ➔​ É um conhecimento que
➔​ É um conhecimento que depende da experiência
depende da razão ➔​ Juízo relacionado aos empiristas
➔​ É um juízo relacionado aos ➔​ Acréscimo
racionalistas
➔​ Desdobramento lógico

●​ A filosofia/idealismo transcendental: como conhecemos os objetos (revolução


copernicana) → Estudar as condições de possibilidade de um conhecimento
válido sobre o mundo e a natureza.
○​ O idealismo transcendental afirma que o conhecimento é uma
construção ativa da mente humana que organiza e interpreta a
experiência sensorial. Kant propõe que não podemos conhecer as
coisas em si mesmas, independentemente de como elas nos
aparecem, mas apenas como elas são percebidas e concebidas por
nós. → a realidade como ela é, nós não sabemos, pois ela já passou
pelo crivo da sensação e do intelecto
■​ a partir dessa definição surge o conceito de revolução
copernicana
■​ O sujeito assume uma centralidade e passa a definir as coisas
com base no processo de cognição

1.​ Estética transcendental: formas puras de sensibilidade - intuição do espaço e


tempo
○​ Kant emprega o termo "estética" não no sentido comum de beleza ou
arte, mas no sentido filosófico de estudo das condições e limites do
conhecimento sensível. → condições de possibilidade do
conhecimento sensível
○​ A sensação humana é composta de dois grandes filtros: o espaço e o
tempo

2. Analítica transcendental: conceitos puros do entendimento


○​ ele examina a estrutura e os princípios do conhecimento a priori

3. Esquematismo: como sensibilidade e entendimento se unem


Crítica a Razão Pura

●​ Kant faz a distinção entre uma juízo a posteriori (experiências) e o juízo a


priori, mas em sua crítica ele complementa, dividindo o juízo a priori em duas
formas:

○​ Puro: ele seria praticamente um conhecimento inerente ao indivíduo,


sem a necessidade de observar a experiência de outras pessoas
○​ Impuro: esse será o oposto e estaria associado à capacidade de
aprender observando racionalmente a experiência de outras pessoas,
afinal, Kant afirma que o conhecimento deriva, em primeira instância,
da experiência

●​ Juízo analítico → a priori


●​ Juízo Sintético → posteriori
●​ Juízo Sintético a priori

●​ Para Kant, não é o uso legítimo da razão o conhecimento das coisas em si


Ética e Direito

●​ Determinação X Liberdade

○​ A Determinação: refere-se à capacidade de uma coisa ser definida por


meio de leis naturais ou princípios racionais (determinação natural).
Ele argumenta que o mundo natural e os eventos nele são
determinados por leis causais. Essa determinação é fundamental para
a compreensão do mundo empírico e a aplicação da razão
○​ A Liberdade: Kant faz uma distinção importante entre a liberdade no
mundo fenomênico e no mundo sensível. No mundo fenomênico (o
mundo que percebemos através dos sentidos), estamos sujeitos às
leis naturais e, portanto, nossa liberdade é limitada. No entanto, Kant
postula que somos livres no sentido moral, ou seja, somos capazes de
agir de acordo com a razão e a moralidade (autodeterminação),
independentemente das influências externas. Essa liberdade moral é
essencial para a ética kantiana.

●​ Vida Moral → liberdade


○​ a liberdade moral é baseada na capacidade racional do agente de agir
de acordo com o dever, determinado pela razão prática
○​ Ele argumenta que a liberdade moral é uma condição necessária para
a moralidade genuína, já que só podemos ser responsáveis por
nossas ações se tivermos a capacidade de agir livremente de acordo
com a razão → somente pressupondo liberdade é que teremos como
responsabilizar as pessoas
○​ A vida moral não necessariamente me tornaria feliz, mas me tornaria
digno da felicidade
○​ Ética deontológica

●​ Preceitos:
○​ Agir segundo máximas que você gostaria que se tornasse universal
○​ Não usar outra pessoa como meio, mas sim como um fim. (reino dos
fins)
Karl Marx

●​ Obra filosófica principal: Ideologia Alemã

●​ Qual foi a influência de Hegel para Karl Marx?


○​ Hegel não acreditava em verdades eternas e imutáveis
○​ Dialética: confronto de ideias → é por meio desses confronto que o
conhecimento a respeito do mundo se altera e a medida que o
conhecimento se altera, o processo histórico vai sendo elaborado
■​ Tese
■​ Antítese
■​ Síntese

○​ Idealismo: nossa consciência que dá significado para tudo


■​ Percepção de que a realidade é constituída pelas nossas ideias

○​ O individualismo epistemológico: está errado


■​ O que é: O "individualismo epistemológico" é uma abordagem
filosófica que enfatiza o papel central do indivíduo na produção
e no conhecimento da verdade. Essa perspectiva destaca a
importância da subjetividade, da experiência pessoal e da
mente individual na formação de crenças e na compreensão da
realidade.
■​ Hegel supera o iluminismo, criticando a subjetividade moderna.
Para Hegel, devemos usar as tradições como ponto inicial do
aprendizado, mas não podemos nos prender a ela.

●​ Marx e a crítica ao idealismo hegeliano

●​ O trabalho como dimensão fundamental


●​ Ideias são determinadas por necessidades materiais
○​ Segundo essa perspectiva, as ideias, instituições e sistemas sociais
são moldados principalmente pelas necessidades materiais da
sociedade, como a produção de alimentos, a organização econômica e
as relações de classe.
●​ Idealismo como forma de alienação
○​ o idealismo é visto como uma forma de alienação porque ele
argumenta que o idealismo desloca a compreensão das verdadeiras
condições materiais da existência humana para um mundo de ideias
abstratas e ilusórias.

●​ Conhecimento como controle dos processos naturais


○​ o conhecimento é uma parte importante do modo como os seres
humanos interagem com o mundo ao seu redor. Ele reconhece que,
para produzir os meios de subsistência, os seres humanos devem
entender e intervir nos processos naturais. Isso envolve tanto o
conhecimento empírico sobre como a natureza funciona quanto o
conhecimento técnico necessário para transformar os recursos
naturais em bens úteis.

●​ As ideias refletem processos históricos


○​ compreender as ideias de uma sociedade requer uma análise crítica
das condições materiais e históricas que moldam essas ideias. As
ideias não são simplesmente produtos individuais da mente, mas
emergem de contextos sociais e econômicos específicos.

●​ Processos históricos: são determinados pelas relações materiais

●​ XI Tese sobre Feuerbach: mudar o mundo


○​ Essa frase ressalta a crítica de Marx à filosofia tradicional, que ele
considerava preocupada apenas em interpretar o mundo, em vez de
mudá-lo. Para Marx, a verdadeira importância do conhecimento e da
análise crítica não está apenas em compreender a realidade, mas em
agir sobre ela para efetuar mudanças positivas.

●​ Ideologia como falsa consciência


○​ Ele argumenta que as ideias dominantes em uma sociedade são
moldadas pelos interesses da classe dominante e servem para
justificar e perpetuar as relações de poder existentes. Nesse sentido, a
ideologia representa uma distorção da verdadeira natureza das
relações sociais e econômicas.
○​ Desenvolvemos novos princípios para o mundo a partir dos
princípios do mundo” = deve basear-se as ideias na realidade;
analisar a partir do que as coisas são → análise efetiva da
realidade

●​ Alienação
●​ Aparência e essência
○​ Aparência:Refere-se à maneira como as coisas parecem ou são
percebidas superficialmente. Na sociedade capitalista, as relações
entre as pessoas e entre as classes sociais muitas vezes são
obscurecidas por formas de aparência que ocultam a verdadeira
natureza dessas relações. Por exemplo, nas relações de trabalho
assalariado, a relação entre o trabalhador e o empregador pode
parecer uma relação de igualdade contratual, mas Marx argumenta
que essa é apenas a aparência exterior, enquanto a verdadeira
relação é de exploração, na qual o trabalhador é despojado do valor
de seu trabalho pelo empregador em troca de um salário.
○​ Essência: efere-se à verdadeira natureza ou substância subjacente às
aparências. Para Marx, a essência das relações sociais na sociedade
capitalista é determinada pelas relações de produção, ou seja, pela
forma como a produção de bens e serviços é organizada e controlada.
Ele argumenta que, sob o capitalismo, a essência das relações sociais
é caracterizada pela exploração da classe trabalhadora pela classe
capitalista, na qual os trabalhadores produzem valor através de seu
trabalho, mas a maior parte desse valor é apropriada pelos
proprietários dos meios de produção.

●​ O marxismo no séc XX
Nietzsche

●​ Crítica ao humanismo e ao racionalismo


○​ derrubar os ídolos: imagens ou símbolos que
orientam as coisas
○​ Para nietzsche a razão NÃO é mais forte do que os
desejos e não pode organizar os indivíduos; a força
da razão é apenas uma ilusão
■​ Para nietzsche o ser humano é movido pelos
impulsos
○​ Para nietzsche a moralidade universal NÃO existe
○​ A transcendência com prisão: a ideia de que a moralidade deve
conduzir a vida gera uma restrição
○​ Democracia como decadência: para ele, existem os melhores e os
piores, então, por que a pessoa mais forte deve ceder espaço para
quem não tem nada? Deve haver a prevalência daqueles que são
melhores

●​ A vida é como ela é:


○​ conformação com a realidade

●​ Niilismo X Vitalismo
○​ Niilismo para ele é uma postura que você deve evitar
○​ Vitalismo:

●​ Genealogia → investigação sobre as origens dos valores morais


○​ Crítica a moral tradicional
○​ Ele percebe que boa parte dos valores vigentes da época dele não
têm sentido na realidade
○​ Não há ponto de vista externo → isso significa que os juízos não dão
margem para uma visão diferente
○​ Projeção dos desejos como realidade →
●​ 7 Conceitos Fundamentais de Nietzsche
○​ Eterno retorno: O eterno retorno é a ideia de que o universo e todos os
eventos nele contidos repetem-se infinitamente em ciclos. Em outras
palavras, cada acontecimento, grande ou pequeno, ocorre
repetidamente em uma sequência eterna e inalterável.
○​ Amor fati (amor ao destino): Nietzsche relaciona o conceito de eterno
retorno ao seu ideal de amor fati, que significa amor ao destino. Ele
sugere que devemos amar e aceitar nossa vida e destino em sua
totalidade, com todas as suas alegrias e sofrimentos.
○​ Inocência do devir: é a aceitação incondicional da vida como um
processo contínuo de mudança e transformação, sem a imposição de
julgamentos morais que rotulem essas mudanças como boas ou más.
■​ Devir: Refere-se ao processo contínuo de mudança,
transformação e evolução. Para Nietzsche, a realidade não é
estática ou fixa, mas está em constante estado de fluxo e
transformação.
○​ Consciência da existência: a consciência da existência em Nietzsche é
um processo de viver de maneira autêntica, criativa e afirmativa,
rejeitando as limitações da moralidade tradicional e abraçando
○​ a vida com todas as suas impermanências e desafios. Isso envolve a
aceitação plena do destino (amor fati), a reflexão sobre o eterno
retorno e a criação contínua de novos valores que afirmem a vitalidade
e a potência humanas.
○​ Vontade de potência: É o impulso mais fundamental do ser. Se trata do
desejo de viver plenamente. É uma vontade que se volta para este
mundo e para o fluxo de pensamentos que nos liga a vida, que nos dá
força e objetivo. Ela é a principal força motriz que existe em cada ser
da natureza
○​ Pluralidade de forças: Em resumo, a pluralidade de forças em
Nietzsche descreve uma visão do mundo como composto por múltiplas
forças em constante interação e conflito. Essas forças não só
constituem a realidade, mas também impulsionam a criação, a
transformação e a superação. A vontade de potência é a expressão
dessas forças, e o conhecimento é visto como uma interpretação
perspectivista dessas dinâmicas. Este entendimento desafia as noções
tradicionais de essências fixas e verdades objetivas, propondo uma
realidade fluida e criativa.
○​ Filosofia do Martelo: é uma abordagem crítica e iconoclasta que visa
desconstruir valores e ideias estabelecidos para abrir espaço para
uma nova compreensão da existência e uma afirmação mais plena da
vida. É uma abordagem radical que busca libertar os indivíduos do
jugo das tradições e autoridades, encorajando-os a pensar de forma
independente e a abraçar sua própria autonomia e criatividade.
Freud

●​ Modernidade: o sujeito como centro de tudo


○​ Virada copernicana

●​ Descartes X Freud
○​ Descartes entendia que o conhecimento da consciência era claro e
distinto
○​ Nietzsche acreditava no inverso e postulou a ideia de inconsciente

●​ A descoberta do inconsciente
●​ Teoria da evolução
●​ Deflagração do sujeito moderno

●​ Freud e as funções da histeria


○​ O que é a histeria: a histeria era um distúrbio psicológico caracterizado
por uma variedade de sintomas físicos inexplicáveis que não podiam
ser explicados por causas orgânicas óbvias. Ele acreditava que esses
sintomas tinham origens psicológicas e estavam relacionados a
conflitos emocionais reprimidos e traumas psíquicos
○​ Autopunição
○​ Realização de um desejo incontrolável

●​ Id, ego e superego

●​ O pobre coitado do ego


​ desejos insaciáveis do id + repressão do superego + perigos do
mundo exterior = angustia (neuroses e psicoses como fracasso do ego)

●​ Substituição
○​ Conteúdo(consciente) manifesto e conteúdo latente (inconsciente)
○​ Manifesto: O conteúdo manifesto é a parte de um sonho que é
percebida e lembrada pelo sonhador quando acorda.
○​ Latente: refere-se aos desejos, impulsos e significados inconscientes
subjacentes ao sonho. Estes são os verdadeiros pensamentos e
emoções que o sonho está tentando expressar, mas que foram
disfarçados e ocultados pelo processo de censura do ego.
○​ Sublimação e perversão
■​ Sublimação: mecanismo de defesa proposto por Freud, que
envolve a canalização de impulsos instintivos, muitas vezes
considerados socialmente inaceitáveis ou moralmente
problemáticos, em atividades socialmente valorizadas e
culturalmente aceitáveis.
■​ Perversão: A perversão, por outro lado, refere-se a desvios
sexuais ou comportamentos considerados atípicos, não
normativos ou moralmente censuráveis pela sociedade em que
uma pessoa vive. Exemplos incluem fetichismo, voyeurismo,
exibicionismo, sadomasoquismo, entre outros.
Wittgenstein

●​ Primeira fase: semântica formal


○​ Epistemologia à lógica: como nós comunicamos o que sabemos, ou
seja, ele não se preocupa se é razão ou a experiência como fonte de
conhecimento

○​ Do sujeito à proposição

○​ Erro da tradição filosófica: proposições sem sentido


■​ Uma proposição com sentido é aquela que faz referência a
realidade (aquele que compartilhamos)
■​ Dessa forma, se você nunca viu o amor, então ela é uma
proposição sem sentido
■​ O significado de uma proposição é determinado pela maneira
como seus elementos simples se relacionam com o mundo.
Wittgenstein propôs uma teoria da correspondência entre
linguagem e realidade, na qual as proposições verdadeiras são
aquelas que descrevem corretamente fatos do mundo.

○​ Filosofia como atividade terapêutica do pensamento


■​ Ele queria mostrar como os pensamentos filosóficos poderiam
estar errados, pois a sua função era apenas dizer quando
pensamos de forma equivocada e sem sentido (as limitações do
nosso conhecimento).

○​ A estrutura da linguagem deve refletir a estrutura do real (isomorfismo)


■​ a estrutura da linguagem deve refletir a estrutura do real, assim,
a teoria pictórica acredita que as proposições de sentido devem
atuar como imagens da realidade (produzir imagens com base
no que foi falado, ou seja, imagine um carro, todos terão ideia
do que é) “Minhas proposições servem de elucidação da
seguinte maneira: aquele que me compreende eventualmente
as reconhece como sem sentido, quando as usa como uma
escada para ir além delas. Deve, por assim dizer, jogar fora a
escada depois de ter subido por ela”. Sob esse viés, a filosofia
não vai te dar a “receita da vida”, mas sim a realidade e é
através das ciências que podemos conhecer essa realidade,
portanto, a filosofia irá pontuar o seu limite.

○​ Proposições de sentido deve atuar como imagens da realidade (teoria


pictória)

●​ Segunda fase: Pragmática → quando ele passa a reconhecer que pessoas


se comunicam de maneiras diferentes

○​ Dimensão pragmática: Quando nos comunicamos, a compreensão do


sentido está no seu uso, ou seja, você pode usar a mesma palavra
para vários sentidos (prática social concreta).

○​ A compreensão do sentido está no seu uso (prática social concreta)

○​ Diversidade de jogos de linguagem: são formas específicas de usar a


linguagem em diferentes contextos sociais e práticos.
■​ ex: inocência em um julgamento não significa pureza, no
entanto inocência se referindo a crianças remete a pureza

○​ Regras de uso e formas de vida


Fenomenologia

●​ Noções prévias
○​ Final do séc XIX as correntes de pensamento dominante eram o
Positivismo Lógico e Científico (aquilo que tenta reduzir tudo o que
conhecemos a uma questão empírica, lógica ou natural) e o
Naturalismo → essa visão vai transitar pelas áreas da sociologia
(determinismo natural + individualismo), economia, psicologia (seres
humanos a partir das características biológicas), direito, etc.

●​ A fenomenologia:
○​ Essa corrente se opõe ao positivismo científico porque uma descrição
puramente empírica não é capaz de captar o significado das coisas.
Além disso, a descrição natural também não é o suficiente para
traduzir o que algo representa.

●​ Fenomenologia transcendental (Edmund Husserl):


○​ Condições de possibilidade da experiência significante →
○​ Intuição: aprender de uma maneira intuitiva. Nosso conhecimento é
muito mais intuitivo que metodológico
○​ Intencionalidade: o que nós aprendemos é direcionado para um objeto
do mundo, isto é, empregamos intencionalidade quando procuramos
algo. Não buscamos algo sem um objetivo aparente, estamos sempre
engajados no conhecimento, na busca. (subjetividade + objetividade)
○​ Epoché: é a suspensão das pré-noções, dos preconceitos

●​ Fenomenologia hermenêutica (Martin Heidegger):


○​ A hermenêutica vai possuir uma perspectiva mais existencial; para ela,
a filosofia não deve se limitar a ser um discurso preparatório para
ciência
○​ Existência: dasein (“o lugar do ser”) → o ser é aquele que busca o
sentido daquilo que existe. Para Heidegger, nós fazemos uma
interpretação das coisas para compreender o sentido do mundo.
○​ Faticidade: nós conhecemos o mundo através de uma visão
preconcebida, isto é, possuímos filtros construídos ao longo do tempo
que vão determinar como interpretamos os fatos. Ao procurar sentido
nas coisas, descobrimos que somos finitos, fracos e limitados
○​ Decaída: é o esquecimento de que nós perguntamos pelo sentido das
coisas e que as respostas são limitadas
○​ Hermenêutica não é uma filosofia preparatória

●​ Gadamer
○​ Gadamer afirma que não há como se desvencilhar de preconceitos,
como acreditava Husserl
○​ Nosso processo de aprendizado está sujeito a historicidade e tradição
e nós precisamos reconhecer a importância desses dois elementos
○​ A linguagem é indispensável para a perpetuação do conhecimento
○​ Experiência hermenêutica do sentido:

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