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Protocolo de Combate Ao

O documento apresenta o Protocolo de Combate às Situações de Racismo nas Unidades de Ensino da Rede Municipal da Serra-ES, enfatizando a importância da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) na formação de uma sociedade antirracista. Ele aborda diferentes formas de racismo, define responsabilidades de diversos atores na educação e estabelece fluxos para encaminhamento de casos de racismo no ambiente escolar. O objetivo é promover práticas pedagógicas que valorizem a diversidade étnico-racial e contribuam para a construção de uma sociedade livre do racismo.

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Protocolo de Combate Ao

O documento apresenta o Protocolo de Combate às Situações de Racismo nas Unidades de Ensino da Rede Municipal da Serra-ES, enfatizando a importância da Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) na formação de uma sociedade antirracista. Ele aborda diferentes formas de racismo, define responsabilidades de diversos atores na educação e estabelece fluxos para encaminhamento de casos de racismo no ambiente escolar. O objetivo é promover práticas pedagógicas que valorizem a diversidade étnico-racial e contribuam para a construção de uma sociedade livre do racismo.

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SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SEDU)

SUBSECRETARIA PEDAGÓGICA
COORDENAÇÃO DE ESTUDOS ÉTNICO-RACIAIS

PROTOCOLO DE
COMBATE ÀS SITUAÇÕES
DE RACISMO NAS
UNIDADES DE ENSINO
DA REDE MUNICIPAL DA
SERRA-ES

SERRA-ES
2024
COLABORADORES
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SEDU)

SUBSECRETARIA PEDAGÓGICA (SEDU)

COORDENAÇÃO DE ESTUDOS ÉTNICO-RACIAIS (SEDU)

DEPARTAMENTO DE PROMOÇÃO DA IGUALDADE RACIAL (DEPIR)

SECRETARIA MUNICIPAL DE DIREITOS HUMANOS (SEDIR)

CONSELHO MUNICIPAL DE PROMOÇÃO DE POLÍTICA DA IGUALDADE RACIAL (COMPPIR)

ORDEM DOS ADVOGADOS DO BRASIL (OAB)

MOTRIZ
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO………………………………………………………………....................................................... 3

2. RACISMO: DO QUE ESTAMOS FALANDO?................................................................................ 7


2.1. Raça…………………………………………………………………………………...................................................... 8

2.2. Racismo estrutural……………………………………………………………………………………………............. 8


2.3. Racismo religioso………………………………………………………………….............................................. 8

2.4. Racismo recreativo……………………………………………………………….............................................. 8


2.5. Preconceito……………………….......................................................................................................... 9

2.6. Estereótipos……………………………………………………………………….................................................. 9
2.7. Discriminação racial……………………………………………………………...........................................…. 9

3. RACISMO: É PRECISO COMBATÊ-LO!......................................................................................... 10

4. ATORES E RESPONSABILIDADES……………………………………………........................................... 11
4.1. Secretaria Municipal de Educação………………………………………………................................... 11

4.2. Equipe Gestora…………………………………………………………………..............................................…. 11


4.3. Professores(as)............................................................................................................................... 12

4.4. Crianças/estudantes, famílias e comunidade escolar…………….....................……………. 13


4.5. Outros agentes da rede de apoio e proteção das crianças/estudantes…….............. 13

5. FLUXOS PARA ENCAMINHAMENTO DE CASOS DE RACISMO NO AMBIENTE


ESCOLAR…………………………………………………………………...................................................................... 15

5.1. Situações envolvendo crianças/estudantes…………………………….............................………. 16

5.2. Situações envolvendo funcionários e crianças/estudantes…………..................………… 18


5.3. Situações envolvendo funcionários…………………………………………….................................… 21

6. COMITÊ DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE


ENSINO……………………………………………………………………………............................................................. 24

7. ESTRATÉGIAS DE ACOMPANHAMENTO (MONITORAMENTO).......................................... 25


Referências……………………………………………………………………………..................................................… 26
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

1. APRESENTAÇÃO
A Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) é Unidas de Combate ao Racismo, Discriminação Racial,
imprescindível na formação de uma sociedade Xenofobia e Intolerância Correlata, ocorrida em Durban,

antirracista. As marcas da escravização de povos negros e na África do Sul, em 2001, o Brasil se comprometeu com a
indígenas, oriundas da colonização europeia, perduram implementação de medidas de combate ao racismo. Em

até os dias atuais e estão visíveis nas desigualdades âmbito nacional, a ERER encontra respaldo nas
socioeconômicas e culturais do nosso país. Fazendo legislações a seguir:

frente a esse contexto excludente, o Movimento Negro no

Brasil, no percurso do século XX, em suas fases e Constituição Federal de 1988, no artigo 205, que
organizações, sob diversas formas, priorizou a defesa da explicita o direito à aprendizagem para o pleno

educação para a população negra em suas pautas. Foram desenvolvimento da pessoa;


vários os movimentos espalhados pelo território brasileiro

e entre as principais organizações destacamos: a Frente Lei nº 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Base
Negra Brasileira, o Teatro Experimental do Negro e o da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), no sentido de

Movimento Negro Unificado (MNU), que desde a década tornar obrigatório o ensino sobre História e Cultura
de 1970, se constitui como um importante movimento Afro-Brasileira, bem como determinar a inclusão do ‘Dia

social e político ao longo da história (Gomes, 2017), Nacional da Consciência Negra’ nos calendários escolares;

contribuindo para a implementação de políticas públicas Resolução nº 1, do Conselho Nacional de Educação, de 17


em favor da população negra e indígena no Brasil. de junho de 2004, que institui as Diretrizes Curriculares

Em meio ao processo histórico de tentativas de Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
apagamento e invisibilização das culturas de povos para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e

africanos, afrobrasileiros e indígenas, é preciso destacar a Africana – DCNERER;


importância desses movimentos de resistência,

constituídos por diversas lutas por direitos ao longo da Lei nº 11.645/08, que altera a Lei nº 9.394/96 (que
história. Desde a III Conferência Mundial das Nações estabelece as diretrizes e bases da educação nacional),
3
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

para incluir no currículo oficial da rede de ensino a Lei nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023, que Altera a Lei
obrigatoriedade da temática “História e Cultura nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial) e o

Afro-Brasileira e Indígena”; Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código


Penal), para tipificar como crime de racismo a injúria

Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, que fixa racial, prever pena de suspensão de direito em caso de
as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil racismo praticado no contexto de atividade esportiva ou

(DCNEI, 2010). As DCNEI destacam a importância de a artística, prever pena para o racismo religioso e recreativo

unidade de ensino garantir condições para o trabalho e para o praticado por funcionário público.
coletivo e para a organização de materiais, espaços e

tempos que assegurem “o reconhecimento, a Portaria nº 470, do gabinete do ministro, do Ministério


valorização e a interação das crianças com as histórias e da Educação, de 14 de maio de 2024, que institui a Política

culturas africanas, afro-brasileiras, bem como o combate Nacional de Equidade, Educação para as Relações
ao racismo e à discriminação” (Brasil, 2010, p.18); Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola - PNEERQ.

O objetivo da PNEERQ é fortalecer ações e programas


Lei nº 12.288/10, que Institui o Estatuto da Igualdade educacionais na perspectiva da educação para as relações

Racial e altera as Leis nº 7.716/89, 9.029/95, 7.347/85, e étnico-raciais e a educação escolar quilombola. O Eixo 5

10.778/03. Conforme o artigo 1º dessa lei, o Estatuto da dessa política se refere aos protocolos de prevenção e
Igualdade Racial é destinado a garantir à população negra resposta ao racismo no ambiente educacional.

a efetivação da igualdade de oportunidades, a defesa dos


direitos étnicos individuais, coletivos e difusos e o No município da Serra-ES, as ações em torno da ERER são

combate à discriminação e às demais formas de implementadas desde o ano de 2007, com a instituição da
intolerância étnica; Comissão de Estudos Afro-brasileiros (Ceafro)

estabelecida através da publicação da Portaria nº


Base Nacional Comum Curricular (Brasil, 2027) que 0224/2007. Seu propósito foi conduzir estudos e viabilizar

traz, nos textos introdutórios e nos componentes ações para a implementação da Lei nº 10.639/03 no

curriculares, um compromisso com a equidade, Sistema Municipal de Ensino da Serra, contribuindo para

4
diversidade e inclusão; fomentar a ERER.
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Em 2013, a promulgação da Lei nº 4.009, de 28 de janeiro, encaminhado às Unidades de Ensino - CI. SEDU/SP Nº
incorporou a Ceafro ao organograma da Subsecretaria 082/2021 - destaca que o município da Serra é um espaço

Pedagógica, passando a ser denominada Coordenação de permeado por grandes contribuições da história e cultura
Estudos Étnico-Raciais (CEER). Essa transição conferiu ao negra e indígena. Um extenso patrimônio histórico

setor maior legitimidade e autonomia. cultural material e imaterial, de herança negra e indígena,
cujas raízes se manifestam no “vocabulário, na culinária,

No ano de 2018, o Decreto nº 2344, de 13 de março, que na medicina natural, nas festividades, nos hábitos de

regula a estrutura organizacional, atribuições e higiene e saúde, entre outras coisas” (Serra, 2021, p.9).
organograma das Unidades Administrativas da Secretaria

Municipal de Educação, definiu as competências da CEER. O censo escolar da Secretaria Estadual de Educação
Dentre os objetivos fundamentais, a Coordenação de (Espírito Santo, 2023), aponta que majoritariamente, as/os

Estudos Étnico-Raciais (CEER) visa a contribuir para a crianças/estudantes matriculadas(os) na rede municipal
elaboração de ações e orientações para a promoção da de ensino da Serra são negras(os), pois 67% se

Educação das Relações Étnico-Raciais, nas Unidades de autodeclararam pretas(os) e pardas(os). Nesse sentido,
Ensino do município da Serra - ES. A CEER tem como faz-se necessário construir práticas pedagógicas na

propósito fomentar práticas pedagógicas, com o intuito perspectiva da ERER, de modo a promover a compreensão

de alcançar uma educação antirracista, justa e igualitária. e a valorização da diversidade étnico-racial, contribuindo
Nessa perspectiva, busca promover diálogo aberto com para a construção de uma sociedade plural, equânime e

todos os setores da Secretaria Municipal de Educação e antirracista.


demais órgãos institucionais, na intenção de contribuir

para a construção de uma sociedade livre do racismo. É por apostar que a educação tem papel fundamental na
Para que o propósito da CEER possa repercutir, faz-se construção de uma sociedade antirracista, que a

necessário conhecer o território serrano, seus sujeitos, Secretaria Municipal de Educação, por meio da
contextos e as expressões da ERER na Serra. Coordenação de Estudos Étnico-Raciais (CEER), em

parceria com as Unidades de Ensino e com outras

O documento “Proposta de Caminhos para Educação das instituições que lutam pelos direitos das crianças,

5
Relações Étnico-Raciais no Município da Serra”, adolescentes, jovens e adultos, institui o Protocolo de
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Combate às Situações de Racismo nas Unidades de Ensino

da Rede Municipal da Serra. Atuando em conjunto com as

práticas pedagógicas numa perspectiva antirracista, este


documento é um importante instrumento de orientação e

acompanhamento para a prevenção e condução


adequada de atitudes racistas no ambiente escolar.

PREFEITO MUNICIPAL DA SERRA


Antônio Sérgio Vidigal

SECRETÁRIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO


Luciana Galdino

SUBSECRETÁRIA PEDAGÓGICA
Giovana Rodrigues Nascimento

COORDENAÇÃO DE ESTUDOS ÉTNICO-RACIAS


Coordenadora: Juliana Melo Rodrigues Lucas
Assessoras: Andrea dos Santos Gabriel e Nádia Juliana

6
Rodrigues Serafim
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

2. RACISMO: DO QUE ESTAMOS FALANDO?


Houve um tempo em que se dizia não existir racismo no indígenas tiveram suas existências marcadas por atitudes
Brasil. Essa afirmação era justificada pelo mito da de desumanização, tentativas de apagamento de suas

democracia racial, uma narrativa baseada no apagamento culturas e destituição dos seus direitos. Nos dias atuais,
e na homogeneização das diferenças dos grupos mesmo com legislações que criminalizam o racismo e que

étnico-raciais e das suas histórias (Gomes, 2017). Um legitimam direitos, povos negros e indígenas ainda
discurso de falsa igualdade racial, que foi desvelado pelas sofrem atitudes racistas cotidianamente.

lutas do Movimento Negro, ao longo dos tempos.

A educação tem papel fundamental no combate a essa


Quando falamos de racismo, nos referimos à violência, pois assume um compromisso ético, estético e

discriminação com base na falsa ideia de que há uma político na formação das crianças/estudantes. Desse
superioridade de um grupo humano sobre os outros. Uma modo, da Educação Infantil à Educação de Jovens e

crença fundamentada principalmente nas características Adultos (EJA), as Unidades de Ensino precisam pensar,
físicas, como a cor da pele e textura do cabelo. Uma forma coletivamente, em ações de prevenção e de

de violência que se manifesta exclusivamente com base acompanhamento dos casos de racismo, pois tais
na etnia. O racismo afeta principalmente as pessoas manifestações podem acontecer em decorrência do

negras, mas também outros grupos humanos como os racismo.

povos originários, ciganos, quilombolas e ribeirinhos. É


uma “ideologia que postula a existência de hierarquia No cotidiano escolar, faz-se necessário estar atento(a)

entre os grupos humanos” (Brasil, 1998, apud Brasil, 2005, diante dos resultados de avaliações, dos índices de
p.60). reprovação e evasão escolar, das dificuldades na

aprendizagem, dos comportamentos que indicam


Na educação e na vida, o racismo deixa marcas profundas sentimento de inferioridade e de baixa autoestima, dentre

e causa sentimento de inferioridade e outros impactos outros, pois tais manifestações podem ser consequência
psicológicos e sociais. Historicamente, os povos negros e
7
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

do racismo. É importante acompanhar os resultados das uma construção social ressignificada pelo Movimento

avaliações externas, como o Sistema de Avaliação da Negro e que pôs em xeque o mito da democracia racial,

Educação Básica (SAEB), para ter acesso aos índices que cuja intenção era atribuir visões distorcidas, negativas e
indicam as desigualdades educacionais entre brancos, naturalizadas sobre os negros, colocando-os em lugar de

negros e indígenas. Esses dados podem ser disparadores suposta inferioridade (Gomes, 2017). O termo raça assume
de movimentos coletivos no cotidiano escolar para pensar então um posicionamento político de afirmação do povo

estratégias de enfrentamento às desigualdades. negro.

Assim, reconhecer, valorizar e respeitar as diferenças 2.2. Racismo estrutural


étnico-raciais devem ser práticas cotidianas em nossas É o resultado de um processo histórico de desigualdade e

Unidades de Ensino. No entanto, para construir práticas desvantagens para o grupo marginalizado. No Brasil, a

de combate às atitudes racistas, é imprescindível colonização e a escravidão criaram uma série de


diferenciar o racismo do bullying. É preciso compreender acontecimentos que afastaram a população negra e

que racismo não é bullying, por isso, não pode ser tratado indígena da cidadania e do poder.
do mesmo modo. Quando falamos de bullying, nos

referimos às atitudes de agressão física e verbal, 2.3. Racismo religioso


deliberadas e recorrentes, sem razões aparentes, contra É um conjunto de práticas violentas que expressam a

uma ou mais pessoas, e que não tem como base a questão discriminação e o ódio pelas religiões de matriz africana e
da etnia, portanto não deve ser confundido com racismo. seus adeptos, assim como pelos territórios sagrados,

Nesse sentido, é importante conhecer alguns termos que tradições e culturas afro-brasileiras.

circulam na sociedade, além do racismo, para construir,


coletivamente, estratégias de combate às práticas 2.4. Racismo recreativo

racistas no cotidiano escolar: É um conjunto de práticas sociais que operam, por meio
do uso estratégico do humor, por diferentes vias, como a

2.1. Raça veiculação de imagens, a fim de expressar hostilidade


Não há critérios científicos para falar em raça humana. racial sobre grupos minoritários, uma estratégia que

8
Assim, quando falamos de raça, assumimos que esta é permite a perpetuação do racismo, mas que protege a
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

imagem social de pessoas brancas. Essa marginalização os direitos humanos e liberdades fundamentais em

“tem o mesmo objetivo de outras formas de racismo: qualquer domínio da vida (ONU, 1996 apud Brasil, 2005).

legitimar hierarquias raciais presentes na sociedade


brasileira” (Moreira, 2019, p.24). Violência que não deve ser

tolerada, pois os estereótipos presentes em piadas e


brincadeiras racistas reproduzem imagens negativas que,

por muito tempo, foram utilizadas na nossa história para


legitimar a opressão de minorias raciais.

2.5. Preconceito

Julgamento prévio, negativo, baseado em estereótipos.

Opinião preestabelecida que regula as relações de uma


pessoa na sociedade, tornando-se uma espécie de

mediador das relações humanas. Fenômeno psicológico


(Brasil, 2005) que se espalha nas relações sociais e

dissemina modelos sociais vigentes nas sociedades.

2.6. Estereótipos
Manifestação do preconceito. É uma suposta

padronização de imagens e de comportamentos, de modo

a eliminar as qualidades individuais e as diferenças.

2.7. Discriminação racial


Todo tipo de distinção, exclusão, restrição ou preferências

baseadas em raça, cor, descendência, origem nacional ou


étnica, cujo objetivo seja anular ou restringir o

9
reconhecimento e exercício, em condições de igualdade,
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

3. RACISMO: É PRECISO COMBATÊ-LO!


Agora que já sabemos o que é o racismo e as formação continuada de profissionais da educação, são
consequências dessa violência, precisamos atuar, estratégias de combate ao racismo.

coletivamente, de modo a combater todas as


manifestações racistas em nossas Unidades de Ensino e

também na nossa sociedade. Para isso, é preciso se


(re)educar na perspectiva da educação antirracista.

A Educação das Relações Étnico-Raciais (ERER) tem por


objetivo a divulgação e produção de conhecimentos, bem

como de atitudes, posturas e valores que eduquem


cidadãos quanto à pluralidade étnico-racial. É necessário

compreender que o sucesso de uns tem o preço da


marginalização e da desigualdade impostas a outros e

assim decidirmos que sociedade queremos construir


daqui para frente (Brasil, 2004).

Para que possamos superar o racismo, faz-se necessária


uma atuação coletiva e as Unidades de Ensino são

responsáveis por construir práticas, projetos e iniciativas


de combate ao racismo, destacando a valorização, o

respeito, o empoderamento dos povos negros e indígenas,


a representatividade e a superação das desigualdades

raciais. O cumprimento das Leis nº 10.639/03 e 11.645/08


em todo o currículo, ao longo de todo o ano letivo, e a
10
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

4. FATORES E RESPONSABILIDADES
Para o combate e prevenção às práticas racistas em públicos, tais como: Ministério Público, universidades e
nossas unidades de ensino, é importante a atuação institutos federais, Conselho Municipal de Promoção de
coletiva da comunidade escolar. Nesse sentido, segue a Políticas da Igualdade Racial da Serra e demais órgãos e
organização das ações a serem realizadas, considerando a setores que possam contribuir para o desenvolvimento das
função e responsabilidade dos envolvidos: ações;

4.1. Secretaria Municipal de Educação Fortalecer as ações do grupo de referência constituído

pela Coordenação de Estudos Étnico-Raciais (CEER),


Consiste na principal referência, para apoio às Unidades possibilitando o trabalho com questões ligadas à equidade e

de Ensino, na implementação do protocolo, cabendo-lhe ERER;


as seguintes responsabilidades:

Planejar e articular ações institucionais e intersetoriais,


Desenvolver as ações que lhe forem atribuídas pela garantindo a cooperação em prol do protocolo;

Política Nacional de Equidade, Educação para as Relações


Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola (PNEERQ); Produzir as orientações gerais para os casos de racismo

nas unidades escolares;


Regulamentar o protocolo, a partir de normativas,
monitoramento e formações, estabelecendo estratégias Monitorar o desenvolvimento prático das ações e
para garantir a efetiva implementação das ações; acompanhar os casos.

Implementar o protocolo junto às Unidades de 4.2. Equipe Gestora


Ensino;

Formada por diretores(as) escolares, pedagogos(as) e


Buscar parcerias com outras instituições e órgãos coordenadores(as), a Equipe Gestora é a guardiã do protocolo
11
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

na Unidade de Ensino e a principal responsável por sua antirracista, plural e equânime;


implementação. É de responsabilidade dessa equipe:

Garantir, no Projeto Político Pedagógico, no Plano


Participar de ações formativas visando ao de Ação, no Plano de Ensino e na Proposta Curricular, o
conhecimento necessário de conceitos, registro das ações, na perspectiva da Educação para as
instrumentos/estratégias para combate ao racismo; Relações Étnico-Raciais desenvolvidas na unidade

escolar.
Divulgar, fomentar e implementar, na escola, diálogos
formativos sobre o protocolo, envolvendo a equipe 4.3. Professores(as)
técnica/pedagógica, famílias e demais sujeitos que
compõem a comunidade escolar; O(a) professor(a) desempenha um papel importante e

essencial para que os casos de racismo sejam


Garantir a implementação do protocolo na Unidade adequadamente conduzidos conforme as premissas do
de Ensino; protocolo, identificando e enfrentando casos de
discriminação, promovendo e colaborando para um
Identificar e registrar os casos ocorridos na escola; ambiente escolar inclusivo e respeitoso. É sua

responsabilidade:
Informar os casos de racismo à Coordenação de

Estudos Étnico-Raciais (CEER); Participar de diálogos, discussões e formações


relacionadas ao protocolo e à ERER;
Desenvolver ações formativas, em parceria com a
Coordenação de Estudos Étnico-Raciais (CEER); Conhecer as informações do protocolo, aplicando-as

conforme as ocorrências;
Sinalizar as fragilidades do protocolo, propondo

ajustes; Garantir, nos planejamentos e nas aulas, práticas

pedagógicas que assegurem o cumprimento das Leis

12
Possibilitar que o ambiente escolar seja um ambiente 10.639/2003 e 11.645/2008, colaborando para a
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

implementação efetiva da Educação para as Relações Conhecer o protocolo, por meio de formações e
Étnico-Raciais no cotidiano escolar; diálogos promovidos pela Unidade de Ensino e fazer uso

dos seus direitos e deveres diante de situações de


Desenvolver práticas pedagógicas antirracistas, por racismo;
meio da ERER, nos componentes curriculares, durante
todo ano letivo, cooperando para uma educação Comparecer à Unidade de Ensino quando for
equânime; convocado para participar de diálogos e formações

envolvendo o protocolo e a ERER;


Identificar, interromper e registrar os casos de

racismo, instituindo ações pedagógicas preventivas e Comunicar à Equipe Gestora os casos de racismo que
formativas de enfrentamento ao racismo na unidade de envolvem a comunidade escolar;
ensino;

Colaborar com as ações antirracistas da Unidade de


Comunicar à Equipe Gestora da Unidade de Ensino Ensino, orientando crianças/estudantes acerca da
as ocorrências de racismo nos diferentes espaços da importância de atitudes antirracistas e do combate a
unidade de ensino. qualquer forma de discriminação.

4.4. Crianças/estudantes, famílias e comunidade escolar 4.5. Outros agentes da rede de apoio e proteção das

crianças/estudantes
O principal objetivo do protocolo é garantir que o

cotidiano escolar seja um espaço seguro, orientado por Para o enfrentamento às situações de racismo ocorridas
princípios de uma educação antirracista. Esse nas Unidades de Ensino, a Secretaria Municipal de
compromisso é essencial para garantir que o direito à Educação (SEDU/Serra) contará também com o apoio de
educação seja plenamente efetivado. É importante que o outros órgãos públicos, na intenção de garantir o direito
protocolo não se limite aos muros da unidade de ensino, ao respeito e proteção às/aos crianças/estudantes, sendo
mas seja de conhecimento das famílias e de toda a esta secretaria a principal articuladora e responsável pela

13
comunidade. Quanto às responsabilidades deste grupo, governança do protocolo.
destacam-se:
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Nesse sentido, os casos de racismo encaminhados para a


CEER/Sedu serão analisados e, quando se fizer necessário,

os agentes de apoio serão acionados pela coordenação


para as atuações em parceria com a Sedu/Serra, conforme

a função social de cada órgão. Nas ações que envolvem o


Conselho Tutelar e a Vara da Infância e da Juventude, a

Unidade de Ensino deverá acionar esses órgãos para

encaminhamento da ocorrência, conforme Regimento


Referência para as Unidades de Ensino da Rede Municipal

da Serra (ES), 2022, Art. 164.

São parceiros da Secretaria Municipal de Educação no


enfrentamento ao racismo nas unidades de ensino:

Conselho Tutelar, Vara da Infância e da Juventude,


Secretaria Municipal de Saúde, Ordem dos Advogados do

Brasil (OAB), Departamento de Igualdade Racial

(DEPIR)/Conselho Municipal de Igualdade e Políticas


Públicas (COMPPIR), Centro de Referência da Assistência

Social (CRAS).

14
3
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

5. FLUXOS PARA ENCAMINHAMENTO DE CASOS DE


RACISMO NO AMBIENTE ESCOLAR
O encaminhamento das ações deverá acontecer a partir É necessário que a criança tenha orientação sobre o

da primeira ocorrência e em casos recorrentes. A racismo, bem como sobre as consequências de suas
primeira ocorrência é o primeiro caso de racismo, que ações. Tal abordagem pode ser feita através de conversas

pode ser manifestado de diferentes maneiras, como um e materiais educativos, por exemplo, literaturas com
termo ofensivo que uma pessoa utiliza contra a outra, por temática étnico-racial. É necessário que haja

exemplo. A identificação e o encaminhamento dessas responsabilização pelo comportamento.

primeiras manifestações são importantes, porque podem


ser indícios de comportamentos futuros. Os casos Nos casos que envolvem violência física:

recorrentes são aqueles que acontecem mais de uma vez Para a vítima, é importante oferecer um espaço seguro
com a mesma pessoa, seja ela vítima ou autora. para expressar suas emoções e lidar com o trauma. Para

o(a) autor(a), é fundamental agir de modo a promover a


Em todas as ocorrências, deve-se interromper a situação reflexão sobre seus comportamentos e prevenção de

imediatamente e encaminhar a vítima para um ambiente futuros casos. Por isso, é recomendado que ambos(a)
privado, seguro e acolhedor, com escuta ativa. Quando realizem acompanhamento com profissionais indicados

o(a) autor(a) do racismo é uma criança, é fundamental que para apoio.

a situação seja tratada com seriedade, mas com


sensibilidade, de modo a possibilitar a compreensão e a Em todas as situações de racismo:

mudança de comportamento. Quando se tratar de criança O caso deverá ser encaminhado, por quem presenciou, o
da educação infantil, em caso de dúvidas diante das ações ato à Equipe Gestora, que ficará responsável pelo registro.

a serem implementadas, a Unidade de Ensino poderá No relatório, deverá haver uma descrição detalhada do
dialogar com a Coordenação de Estudos Étnico-Raciais,

em composição com a Gerência de Educação Infantil


(GEI), para auxiliar no encaminhamento da ocorrência. 15
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

incidente, incluindo o contexto, falas e/ou ações Convocar as famílias da vítima e do(a) autor(a) para
específicas. Além disso, é necessária uma descrição das tomarem ciência do fato. Registrar o atendimento em

ações realizadas, como conversa com os envolvidos, com formulário próprio no Sistema de Gestão Escolar (SGE);
os responsáveis (nos casos envolvendo Garantir, no Projeto Político Pedagógico da Unidade de

crianças/adolescentes), medidas a serem adotadas e Ensino e nos planejamentos cotidianos, a construção e a


outros encaminhamentos pertinentes. aplicação de práticas pedagógicas na perspectiva da

ERER, envolvendo a comunidade escolar;

Quando envolver funcionários(as), após o registro da Acompanhar as famílias da vítima e do(a) autor(a), na
ocorrência, o caso deverá ser encaminhado para a intenção de prevenção de outros casos.

Coordenação de Estudos Étnico-Raciais, já na primeira


ocorrência, para que os procedimentos sejam realizados

pela Secretaria Municipal de Educação.

5.1. Situações envolvendo crianças/estudantes

Primeiro ato:

Encaminhar para a Equipe Gestora;


Acolher a denúncia e a vítima;

Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a


vítima de possível exposição;

Orientar a/o criança/estudante que cometeu o ato;


Caso seja necessário, a Unidade de Ensino poderá pensar

em um trabalho pedagógico na perspectiva da ERER,


específico para o(a) autor(a);

Realizar o registro em relatório próprio no Sistema de

Gestão Escolar (SGE);

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

SITUAÇÕES ENVOLVENDO CRIANÇAS/ESTUDANTES

ENCAMINHAR PARA A
EQUIPE GESTORA
CASO SEJA NECESSÁRIO , A
UNIDADE DE ENSINO PODERÁ
PENSAR EM UM TRABALHO
PEDAGÓGICO NA PERSPECTIVA
DA ERER, ESPECÍFICO PARA O(A)
AUTOR(A) GARANTIR NO PROJETO POLÍTICO
ACOLHER A DENÚNCIA PEDAGÓGICO DA UNIDADE DE
E A VÍTIMA ENSINO E NOS PLANEJAMENTOS
COTIDIANOS A CONSTRUÇÃO E A
APLICAÇÃO DE PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS NA PERSPECTIVA
DA ERER, ENVOLVENDO A
COMUNIDADE ESCOLAR.
REALIZAR O REGISTRO EM
OUVIR AS PRINCIPAIS RELATÓRIO PRÓPRIO NO
PARTES ENVOLVIDAS, SISTEMA DE GESTÃO ESCOLAR
PRESERVANDO A (SGE)
VÍTIMA DE POSSÍVEL
EXPOSIÇÃO
ACOMPANHAR AS FAMÍLIAS DA
VÍTIMA E DO(A) AUTOR(A), NA
INTENÇÃO DE PREVENÇÃO DE
CONVOCAR FAMÍLIAS DA VÍTIMA OUTROS CASOS.
E DO(A) AUTOR(A) PARA
TOMAREM CIÊNCIA. REGISTRAR O
ORIENTAR A/O ATENDIMENTO EM FORMULÁRIO
CRIANÇA/ESTUDANTE PRÓPRIO NO SISTEMA DE GESTÃO
QUE COMETEU O ATO ESCOLAR (SGE)

3
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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Casos recorrentes: afro-brasileira e indígena; envolver as famílias nas

Encaminhar para a Equipe Gestora; atividades com temática étnico-racial; convidar pessoas

Acolher a denúncia e a vítima; negras e indígenas da própria comunidade para


Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a dialogarem com as/os crianças/estudantes acerca da

vítima de possível exposição; influência desses povos na cultura do nosso município,


Fazer o registro em relatório próprio no Sistema de Gestão estado e país, entre outras atividades pedagógicas. É

Escolar (SGE), sinalizando que se trata de caso recorrente; importante lembrar que a educação para as relações
Convocar as famílias da vítima e do(a) autor(a) para étnico-raciais deve ser trabalhada em todas as disciplinas,

tomarem ciência do caso recorrente e das ações ao longo de todo o ano e não somente em momentos
pedagógicas a serem adotadas. Registrar o atendimento pontuais.

em formulário próprio no Sistema de Gestão Escolar (SGE);

Convocar o Conselho de Escola para discutir as ações a Acompanhar as famílias da vítima e do(a) autor(a), na
serem adotadas; intenção de acolhimento e prevenção de outros casos.

Comunicar às famílias da vítima e do(a) autor(a) qual ação Caso todas as medidas citadas sejam tomadas e, ainda
será implementada, considerando a recorrência do caso assim, as atitudes racistas persistirem no ambiente

de racismo (considerar aqui as ações planejadas com o escolar, o Conselho de Escola comunicará à Coordenação
coletivo escolar, na perspectiva de uma educação de Estudos Étnico-Raciais (CEER/Sedu), por e-mail, e

antirracista); encaminhará o caso para o Conselho Tutelar para que


Planejar e desenvolver ações pedagógicas na perspectiva outras medidas sejam adotadas.

de combate ao racismo, envolvendo o(a) autor(a) e demais

sujeitos da comunidade escolar. 5.2. Situações envolvendo funcionários e


crianças/estudantes

Sugestões de atividades pedagógicas: Nas situações de violência em que a vítima é um


Fazer uso de literaturas de temática étnico-racial nas funcionário e o(a) autor(a) uma/um criança/estudante,

atividades cotidianas com as/os crianças/estudantes, poderemos estar diante dos crimes de racismo e
envolvendo-as/os nas produções curriculares para que desacato.

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reconheçam e valorizem as culturas africana,
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

O Código Penal (Decreto Lei 2848/40), no artigo 331, da agressão deverá ser feito em Livro Ata e as ações

afirma que o crime de desacato acontece quando um disciplinares deverão ser aplicadas ao/à funcionário(a),

funcionário público é ofendido, por alguém no exercício conforme o “Regimento Referência para as Unidades de
de sua função. As ações deverão ser implementadas, Ensino da Rede Municipal da Serra (ES), 2022, Art. 163 ao

considerando a situação de vítima e/ou autor(a): Art. 174;


Planejar e desenvolver ações pedagógicas na perspectiva

Primeiro ato de combate aos crimes de desacato e racismo,


Encaminhar para a Equipe Gestora; envolvendo a comunidade escolar;

Acolher a denúncia e a vítima; Comunicar o caso à Coordenação de Estudos


Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a Étnico-Raciais para acolhimento, escuta da vítima,

vítima de possível exposição; quando funcionário(a), e registro;

Fazer o registro formal em relatório próprio no Sistema de Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de
Gestão Escolar (SGE), quando o(a) autor(a) for acolhimento e prevenção de outros casos.

criança/estudante;
Convocar o(a) autor(a) do fato, e se for criança/estudante,

o responsável legal;
Registrar o atendimento em formulário próprio no

Sistema de Gestão Escolar (SGE), sendo a vítima


funcionário(a), e enfatizar a existência da legislação para

os crimes de racismo e desacato (Lei nº 14.532/23). É

importante ressaltar que o uso da legislação não deve ter


um caráter de intimidação ou constrangimento, mas para

dar ciência aos responsáveis e estudantes da seriedade


que deve ser assumida nessas ocorrências, sem a

intenção de promover uma cultura de repressão e


punição no ambiente escolar;

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Quando a vítima for criança/estudante, o registro formal
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Situações envolvendo funcionários e


crianças/estudantes
QUANDO A VÍTIMA FOR
ENCAMINHAMENTO PARA CRIANÇA/ESTUDANTE, O
EQUIPE GESTORA REGISTRO FORMAL DO FATO
CONVOCAR O(A) AUTOR(A) DO DEVERÁ SER FEITO EM LIVRO ATA
FATO E SE FOR E AS AÇÕES DISCIPLINARES
CRIANÇA/ESTUDANTE, O DEVERÃO SER APLICADAS AO/À
RESPONSÁVEL LEGAL FUNCIONÁRIO(A) CONFORME O
“REGIMENTO REFERÊNCIA PARA
AS UNIDADES DE ENSINO DA
ACOLHER A DENÚNCIA REDE MUNICIPAL DA SERRA (ES),
E A VÍTIMA 2022, ART. 163 AO ART. 174

REGISTRAR O ATENDIMENTO EM
FORMULÁRIO PRÓPRIO NO SISTEMA PLANEJAR E DESENVOLVER
DE GESTÃO ESCOLAR (SGE), SENDO A AÇÕES PEDAGÓGICAS NA
OUVIR AS PRINCIPAIS VÍTIMA FUNCIONÁRIO(A), E PERSPECTIVA DE COMBATE AOS
PARTES ENVOLVIDAS, ENFATIZAR A EXISTÊNCIA DA CRIMES DE DESACATO E
PRESERVANDO A LEGISLAÇÃO PARA OS CRIMES DE RACISMO, ENVOLVENDO A
VÍTIMA DE POSSÍVEL RACISMO E DESACATO (LEI Nº COMUNIDADE ESCOLAR
EXPOSIÇÃO 14,532/23). É IMPORTANTE RESSALTAR
QUE O USO DA LEGISLAÇÃO NÃO
DEVE TER UM CARÁTER DE
INTIMIDAÇÃO OU
CONSTRANGIMENTO, MAS PARA DAR COMUNICAR O CASO À
CIÊNCIA AOS RESPONSÁVEIS E COORDENAÇÃO DE ESTUDOS
FAZER O REGISTRO FORMAL ESTUDANTES DA SERIEDADE QUE ÉTNICO-RACIAIS PARA
EM RELATÓRIO PRÓPRIO DEVE SER ASSUMIDA NESSAS ACOLHIMENTO, ESCUTA DA VÍTIMA,
NO SISTEMA DE GESTÃO OCORRÊNCIAS, SEM A INTENÇÃO DE QUANDO FUNCIONÁRIO(A), E
ESCOLAR (SGE), (QUANDO PROMOVER UMA CULTURA DE REGISTRO
O(A) AUTOR(A) DO FATO REPRESSÃO E PUNIÇÃO NO
FOR CRIANÇA/ESTUDANTE AMBIENTE ESCOLAR.

ACOMPANHAR A VÍTIMA E O(A)


AUTOR(A) DO FATO, NA INTENÇÃO
DE ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO
DE OUTROS CASOS

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Casos recorrentes: comunicado à Gerência de Assessoramento e Fluxos

Encaminhar para a Equipe Gestora; Escolares (GEAF) e a Coordenação de Estudos

Acolher a denúncia e a vítima; Étnico-Raciais (CEER) para acolhimento, escuta do(a)


Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a funcionário(a), registro e outros encaminhamentos;

vítima de possível exposição; Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de


Fazer o registro formal em relatório próprio no Sistema de acolhimento e prevenção de outros casos;

Gestão Escolar (SGE), quando a vítima for Quando o(a) autor(a) ou vítima for o(a) gestor(a) escolar, a
criança/estudante, sinalizando que se trata de caso Secretaria Municipal de Educação fará a execução do fluxo

recorrente; de atendimento por meio da Gerência de Assessoramento


Convocar o(a) autor(a) do ato e se for criança/estudante, o e Fluxos Escolares (GEAF) e da Coordenação de Estudos

responsável legal, registrando o atendimento em Étnico-Raciais (CEER).

formulário próprio no Sistema de Gestão Escolar (SGE),


sinalizando que se trata de caso recorrente; 5.3. Situações envolvendo funcionários

Quando o(a) autor(a) for criança/estudante, caso todas as


medidas planejadas sejam tomadas e, ainda assim, as Primeiro ato

atitudes racistas e de desacato persistam no ambiente Encaminhar para a Equipe Gestora;


escolar, o Conselho de Escola comunicará à Gerência de Acolher a denúncia e a vítima;

Assessoramento e Fluxos Escolares (GEAF) e a Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a


Coordenação de Estudos Étnico-Raciais (CEER/Sedu), por vítima de possível exposição;

e-mail e registro no Sistema de Gestão Escolar (SGE), e Fazer o registro formal em Livro Ata e aplicar as ações

encaminhará o caso para o Conselho Tutelar para que disciplinares, conforme o “Estatuto dos Servidores
outras medidas sejam adotadas; Públicos do Município De Serra, Art. 169 ao Art. 178";

Quando a vítima for criança/estudante, o registro formal Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de
da agressão deverá ser feito em Livro Ata e as ações acolhimento e prevenção de outros casos.

disciplinares deverão ser aplicadas ao/à funcionário(a),


conforme o “Estatuto dos Servidores Públicos do

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Município De Serra, Art. 169 ao Art. 178" e o caso deverá ser
PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Situações de racismo envolvendo funcionários

ENCAMINHAMENTO PARA
EQUIPE GESTORA
ACOMPANHAR A VÍTIMA E O(A)
AUTOR(A), NA INTENÇÃO DE
ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO
DE OUTROS CASOS

ACOLHER A DENÚNCIA
E A VÍTIMA

EM CASO RECORRENTE -
COMUNICAR O CASO À GERÊNCIA
DE ASSESSORAMENTO E FLUXOS
OUVIR AS PRINCIPAIS ESCOLARES (GEAF) E A
PARTES ENVOLVIDAS, COORDENAÇÃO DE ESTUDOS
PRESERVANDO A ÉTNICO-RACIAIS PARA
VÍTIMA DE POSSÍVEL ACOLHIMENTO, ESCUTA DA
EXPOSIÇÃO VÍTIMA, REGISTRO E OUTROS
ENCAMINHAMENTOS.

FAZER O REGISTRO FORMAL


EM LIVRO ATA E APLICAR
AS AÇÕES DISCIPLINARES
CONFORME O “ESTATUTO
DOS SERVIDORES
PÚBLICOS DO MUNICÍPIO
DE SERRA, ART. 169 AO ART.
178"

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

Casos recorrentes:

Encaminhar para a Equipe Gestora;

Acolher a denúncia e a vítima;


Ouvir as principais partes envolvidas, preservando a

vítima de possível exposição;


Fazer o registro formal em Livro Ata, sinalizando que se

trata de caso recorrente e aplicar as ações disciplinares,


conforme o “Estatuto dos Servidores Públicos do

Município De Serra, Art. 169 ao Art. 178";


Comunicar o caso à Gerência de Assessoramento e Fluxos

Escolares (GEAF) e a Coordenação de Estudos

Étnico-Raciais para acolhimento, escuta da vítima,


registro e outros encaminhamentos;

Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de


acolhimento e prevenção de outros casos.

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

6. COMITÊ DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO


NAS UNIDADES DE ENSINO
Para apoiar a gestão de estratégias e a implementação atividades para divulgação e discussão do protocolo na

das ações de combate às atitudes racistas no cotidiano unidade de ensino e em outros espaços da comunidade. É

escolar, todas as Unidades de Ensino deverão constituir importante ressaltar que todas as ações implementadas

um comitê, grupo de trabalho, composto por pelo comitê deverão ser na perspectiva da ERER e ter

representantes dos diferentes segmentos da comunidade anuência da Coordenação de Estudos Étnico-Raciais, com

escolar (corpo docente, discente, famílias, registro formal via e-mail.

crianças/estudantes e outros profissionais que atuam na


Unidade de Ensino). As ações a serem implementadas pelo Comitê Antirracista

deverão ser divulgadas na comunidade escolar com

A Equipe Gestora do protocolo é responsável pela antecedência para que a Equipe Gestora organize os

mobilização da comunidade escolar e pela constituição espaços-tempos na Unidade de Ensino, de modo a ampliar

do comitê, indicando os representantes para o grupo de a participação de toda a comunidade escolar.

trabalho.
Sugestões de ações que poderão ser implementadas pelo

As atribuições do comitê consistem na participação em Comitê Antirracista: Redes de conversas com a

reuniões periódicas ao longo do ano (pelo menos uma vez comunidade escolar, destacando a importância do

ao mês) para discussão e avaliação das estratégias respeito às diferenças; Palestras com profissionais que

implementadas na Unidade de Ensino e proposições de abordam a temática do racismo e suas consequências;

outras ações de combate ao racismo. Os encontros do Oficinas com jogos e brincadeiras que valorizem as

grupo de trabalho deverão ser registrados em ata, para culturas africana, afro-brasileira e indígena; Projetos de

acompanhamento e registro das ações do comitê ao literatura com temática étnico-racial, entre outros

longo do ano. Além disso, esse grupo poderá promover movimentos curriculares.

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

7. ESTRATÉGIAS DE ACOMPANHAMENTO
(MONITORAMENTO)
Para que a implementação do Protocolo de Combate às Unidades de Ensino, para acompanhamento das ações

Situações de Racismo nas Unidades Municipais de Ensino implementadas e assessoramento pedagógico, com o

seja uma ferramenta de apoio às práticas pedagógicas objetivo de contribuir para a constituição de práticas

antirracistas e para que os encaminhamentos tenham pedagógicas que colaborem para a efetivação do

resultados efetivos, deverão ser adotadas as seguintes protocolo antirracista;

estratégias para acompanhamento das ações:


Reuniões mensais do Comitê Antirracista para discussão e

Canal de dúvidas e apoio para ação em casos avaliação das estratégias implementadas na unidade de

excepcionais: Coordenação de Estudos Étnico-Raciais ensino e proposições de outras ações de combate ao

(CEER/Sedu/Serra); racismo.

Contatos: (27) 3291 5962

E-mail: [email protected] As estratégias de monitoramento deverão ser registradas


e asseguradas, por meio do Projeto Político Pedagógico e

Formulário próprio para registros no Sistema de Gestão Planos de Ação, discutidas em momentos coletivos da

Escolar (SGE), compartilhado com a Secretaria Municipal rede municipal de ensino, como espaços formativos e

de Educação, para as situações envolvendo acompanhamento pedagógico.

crianças/estudantes;

Registro formal em Livro Ata para as situações

envolvendo funcionários;

Visitas da Coordenação de Estudos Étnico-Raciais às

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

REFERÊNCIAS
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http://portal.mec.gov.br/cne/arquivos/pdf/res012004.pdf. Acesso em 9 de set. 2024.

BRASIL. Constituição da República Federativa do Brasil de 1988. Disponível em:

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BRASIL. Decreto-lei no 2.848, de 7 de dezembro de 1940. Disponível em:


https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/decreto-lei/del2848.htm. Acesso em: 9 de set. 2024.

BRASIL. Lei nº 11.645, de 10 de março de 2008. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2007-

2010/2008/lei/l11645.ht. Acesso em 9 set. 2024.

BRASIL. Lei Nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023. Disponível em:

https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14532.htm. Acesso em: 9 de set. 2024.


BRASIL. Lei Nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l7716.htm. Acesso em: 9

de set. 2024.

BRASIL. Lei Nº 9.029, de 13 de abril de 1995. Disponível em:


https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9029.htm#:~:text=LEI%20N%C2%BA%209.029%2C%20DE%2013,trabalho%2C%20e%20

d%C3%A1%20outras%20provid%C3%AAncias. Acesso em: 9 de set. 2024.

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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES

REFERÊNCIAS
BRASIL. Lei Nº 9.394, de 20 de Dezembro de 1996. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9394.htm. Acesso
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BRASIL. Lei No 10.778, de 24 de novembro de 2003. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/Leis/2003/L10.778.htm.

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BRASIL. Lei nº. 10.639, de 9 de janeiro de 2003. Disponível em: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/2003/l10.639.htm. Acesso
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