Protocolo de Combate Ao
Protocolo de Combate Ao
SUBSECRETARIA PEDAGÓGICA
COORDENAÇÃO DE ESTUDOS ÉTNICO-RACIAIS
PROTOCOLO DE
COMBATE ÀS SITUAÇÕES
DE RACISMO NAS
UNIDADES DE ENSINO
DA REDE MUNICIPAL DA
SERRA-ES
SERRA-ES
2024
COLABORADORES
SECRETARIA MUNICIPAL DE EDUCAÇÃO (SEDU)
MOTRIZ
SUMÁRIO
1. APRESENTAÇÃO………………………………………………………………....................................................... 3
2.6. Estereótipos……………………………………………………………………….................................................. 9
2.7. Discriminação racial……………………………………………………………...........................................…. 9
4. ATORES E RESPONSABILIDADES……………………………………………........................................... 11
4.1. Secretaria Municipal de Educação………………………………………………................................... 11
1. APRESENTAÇÃO
A Educação para as Relações Étnico-Raciais (ERER) é Unidas de Combate ao Racismo, Discriminação Racial,
imprescindível na formação de uma sociedade Xenofobia e Intolerância Correlata, ocorrida em Durban,
antirracista. As marcas da escravização de povos negros e na África do Sul, em 2001, o Brasil se comprometeu com a
indígenas, oriundas da colonização europeia, perduram implementação de medidas de combate ao racismo. Em
até os dias atuais e estão visíveis nas desigualdades âmbito nacional, a ERER encontra respaldo nas
socioeconômicas e culturais do nosso país. Fazendo legislações a seguir:
Brasil, no percurso do século XX, em suas fases e Constituição Federal de 1988, no artigo 205, que
organizações, sob diversas formas, priorizou a defesa da explicita o direito à aprendizagem para o pleno
e entre as principais organizações destacamos: a Frente Lei nº 10.639/03, que altera a Lei de Diretrizes e Base
Negra Brasileira, o Teatro Experimental do Negro e o da Educação Nacional (Lei nº 9.394/96), no sentido de
Movimento Negro Unificado (MNU), que desde a década tornar obrigatório o ensino sobre História e Cultura
de 1970, se constitui como um importante movimento Afro-Brasileira, bem como determinar a inclusão do ‘Dia
social e político ao longo da história (Gomes, 2017), Nacional da Consciência Negra’ nos calendários escolares;
Em meio ao processo histórico de tentativas de Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e
apagamento e invisibilização das culturas de povos para o Ensino de História e Cultura Afro-Brasileira e
constituídos por diversas lutas por direitos ao longo da Lei nº 11.645/08, que altera a Lei nº 9.394/96 (que
história. Desde a III Conferência Mundial das Nações estabelece as diretrizes e bases da educação nacional),
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para incluir no currículo oficial da rede de ensino a Lei nº 14.532, de 11 de janeiro de 2023, que Altera a Lei
obrigatoriedade da temática “História e Cultura nº 7.716, de 5 de janeiro de 1989 (Lei do Crime Racial) e o
Resolução nº 5, de 17 de dezembro de 2009, que fixa racial, prever pena de suspensão de direito em caso de
as Diretrizes Curriculares Nacionais para Educação Infantil racismo praticado no contexto de atividade esportiva ou
(DCNEI, 2010). As DCNEI destacam a importância de a artística, prever pena para o racismo religioso e recreativo
unidade de ensino garantir condições para o trabalho e para o praticado por funcionário público.
coletivo e para a organização de materiais, espaços e
culturas africanas, afro-brasileiras, bem como o combate Nacional de Equidade, Educação para as Relações
ao racismo e à discriminação” (Brasil, 2010, p.18); Étnico-Raciais e Educação Escolar Quilombola - PNEERQ.
Racial e altera as Leis nº 7.716/89, 9.029/95, 7.347/85, e étnico-raciais e a educação escolar quilombola. O Eixo 5
10.778/03. Conforme o artigo 1º dessa lei, o Estatuto da dessa política se refere aos protocolos de prevenção e
Igualdade Racial é destinado a garantir à população negra resposta ao racismo no ambiente educacional.
combate à discriminação e às demais formas de implementadas desde o ano de 2007, com a instituição da
intolerância étnica; Comissão de Estudos Afro-brasileiros (Ceafro)
traz, nos textos introdutórios e nos componentes ações para a implementação da Lei nº 10.639/03 no
curriculares, um compromisso com a equidade, Sistema Municipal de Ensino da Serra, contribuindo para
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diversidade e inclusão; fomentar a ERER.
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Em 2013, a promulgação da Lei nº 4.009, de 28 de janeiro, encaminhado às Unidades de Ensino - CI. SEDU/SP Nº
incorporou a Ceafro ao organograma da Subsecretaria 082/2021 - destaca que o município da Serra é um espaço
Pedagógica, passando a ser denominada Coordenação de permeado por grandes contribuições da história e cultura
Estudos Étnico-Raciais (CEER). Essa transição conferiu ao negra e indígena. Um extenso patrimônio histórico
setor maior legitimidade e autonomia. cultural material e imaterial, de herança negra e indígena,
cujas raízes se manifestam no “vocabulário, na culinária,
No ano de 2018, o Decreto nº 2344, de 13 de março, que na medicina natural, nas festividades, nos hábitos de
regula a estrutura organizacional, atribuições e higiene e saúde, entre outras coisas” (Serra, 2021, p.9).
organograma das Unidades Administrativas da Secretaria
Municipal de Educação, definiu as competências da CEER. O censo escolar da Secretaria Estadual de Educação
Dentre os objetivos fundamentais, a Coordenação de (Espírito Santo, 2023), aponta que majoritariamente, as/os
Estudos Étnico-Raciais (CEER) visa a contribuir para a crianças/estudantes matriculadas(os) na rede municipal
elaboração de ações e orientações para a promoção da de ensino da Serra são negras(os), pois 67% se
Educação das Relações Étnico-Raciais, nas Unidades de autodeclararam pretas(os) e pardas(os). Nesse sentido,
Ensino do município da Serra - ES. A CEER tem como faz-se necessário construir práticas pedagógicas na
propósito fomentar práticas pedagógicas, com o intuito perspectiva da ERER, de modo a promover a compreensão
de alcançar uma educação antirracista, justa e igualitária. e a valorização da diversidade étnico-racial, contribuindo
Nessa perspectiva, busca promover diálogo aberto com para a construção de uma sociedade plural, equânime e
para a construção de uma sociedade livre do racismo. É por apostar que a educação tem papel fundamental na
Para que o propósito da CEER possa repercutir, faz-se construção de uma sociedade antirracista, que a
necessário conhecer o território serrano, seus sujeitos, Secretaria Municipal de Educação, por meio da
contextos e as expressões da ERER na Serra. Coordenação de Estudos Étnico-Raciais (CEER), em
O documento “Proposta de Caminhos para Educação das instituições que lutam pelos direitos das crianças,
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Relações Étnico-Raciais no Município da Serra”, adolescentes, jovens e adultos, institui o Protocolo de
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SUBSECRETÁRIA PEDAGÓGICA
Giovana Rodrigues Nascimento
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Rodrigues Serafim
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democracia racial, uma narrativa baseada no apagamento culturas e destituição dos seus direitos. Nos dias atuais,
e na homogeneização das diferenças dos grupos mesmo com legislações que criminalizam o racismo e que
étnico-raciais e das suas histórias (Gomes, 2017). Um legitimam direitos, povos negros e indígenas ainda
discurso de falsa igualdade racial, que foi desvelado pelas sofrem atitudes racistas cotidianamente.
discriminação com base na falsa ideia de que há uma político na formação das crianças/estudantes. Desse
superioridade de um grupo humano sobre os outros. Uma modo, da Educação Infantil à Educação de Jovens e
crença fundamentada principalmente nas características Adultos (EJA), as Unidades de Ensino precisam pensar,
físicas, como a cor da pele e textura do cabelo. Uma forma coletivamente, em ações de prevenção e de
de violência que se manifesta exclusivamente com base acompanhamento dos casos de racismo, pois tais
na etnia. O racismo afeta principalmente as pessoas manifestações podem acontecer em decorrência do
entre os grupos humanos” (Brasil, 1998, apud Brasil, 2005, diante dos resultados de avaliações, dos índices de
p.60). reprovação e evasão escolar, das dificuldades na
e causa sentimento de inferioridade e outros impactos outros, pois tais manifestações podem ser consequência
psicológicos e sociais. Historicamente, os povos negros e
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do racismo. É importante acompanhar os resultados das uma construção social ressignificada pelo Movimento
avaliações externas, como o Sistema de Avaliação da Negro e que pôs em xeque o mito da democracia racial,
Educação Básica (SAEB), para ter acesso aos índices que cuja intenção era atribuir visões distorcidas, negativas e
indicam as desigualdades educacionais entre brancos, naturalizadas sobre os negros, colocando-os em lugar de
negros e indígenas. Esses dados podem ser disparadores suposta inferioridade (Gomes, 2017). O termo raça assume
de movimentos coletivos no cotidiano escolar para pensar então um posicionamento político de afirmação do povo
Unidades de Ensino. No entanto, para construir práticas desvantagens para o grupo marginalizado. No Brasil, a
que racismo não é bullying, por isso, não pode ser tratado indígena da cidadania e do poder.
do mesmo modo. Quando falamos de bullying, nos
uma ou mais pessoas, e que não tem como base a questão discriminação e o ódio pelas religiões de matriz africana e
da etnia, portanto não deve ser confundido com racismo. seus adeptos, assim como pelos territórios sagrados,
Nesse sentido, é importante conhecer alguns termos que tradições e culturas afro-brasileiras.
racistas no cotidiano escolar: É um conjunto de práticas sociais que operam, por meio
do uso estratégico do humor, por diferentes vias, como a
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Assim, quando falamos de raça, assumimos que esta é permite a perpetuação do racismo, mas que protege a
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imagem social de pessoas brancas. Essa marginalização os direitos humanos e liberdades fundamentais em
“tem o mesmo objetivo de outras formas de racismo: qualquer domínio da vida (ONU, 1996 apud Brasil, 2005).
2.5. Preconceito
2.6. Estereótipos
Manifestação do preconceito. É uma suposta
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reconhecimento e exercício, em condições de igualdade,
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4. FATORES E RESPONSABILIDADES
Para o combate e prevenção às práticas racistas em públicos, tais como: Ministério Público, universidades e
nossas unidades de ensino, é importante a atuação institutos federais, Conselho Municipal de Promoção de
coletiva da comunidade escolar. Nesse sentido, segue a Políticas da Igualdade Racial da Serra e demais órgãos e
organização das ações a serem realizadas, considerando a setores que possam contribuir para o desenvolvimento das
função e responsabilidade dos envolvidos: ações;
escolar.
Divulgar, fomentar e implementar, na escola, diálogos
formativos sobre o protocolo, envolvendo a equipe 4.3. Professores(as)
técnica/pedagógica, famílias e demais sujeitos que
compõem a comunidade escolar; O(a) professor(a) desempenha um papel importante e
responsabilidade:
Informar os casos de racismo à Coordenação de
conforme as ocorrências;
Sinalizar as fragilidades do protocolo, propondo
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Possibilitar que o ambiente escolar seja um ambiente 10.639/2003 e 11.645/2008, colaborando para a
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implementação efetiva da Educação para as Relações Conhecer o protocolo, por meio de formações e
Étnico-Raciais no cotidiano escolar; diálogos promovidos pela Unidade de Ensino e fazer uso
racismo, instituindo ações pedagógicas preventivas e Comunicar à Equipe Gestora os casos de racismo que
formativas de enfrentamento ao racismo na unidade de envolvem a comunidade escolar;
ensino;
4.4. Crianças/estudantes, famílias e comunidade escolar 4.5. Outros agentes da rede de apoio e proteção das
crianças/estudantes
O principal objetivo do protocolo é garantir que o
cotidiano escolar seja um espaço seguro, orientado por Para o enfrentamento às situações de racismo ocorridas
princípios de uma educação antirracista. Esse nas Unidades de Ensino, a Secretaria Municipal de
compromisso é essencial para garantir que o direito à Educação (SEDU/Serra) contará também com o apoio de
educação seja plenamente efetivado. É importante que o outros órgãos públicos, na intenção de garantir o direito
protocolo não se limite aos muros da unidade de ensino, ao respeito e proteção às/aos crianças/estudantes, sendo
mas seja de conhecimento das famílias e de toda a esta secretaria a principal articuladora e responsável pela
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comunidade. Quanto às responsabilidades deste grupo, governança do protocolo.
destacam-se:
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Social (CRAS).
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da primeira ocorrência e em casos recorrentes. A racismo, bem como sobre as consequências de suas
primeira ocorrência é o primeiro caso de racismo, que ações. Tal abordagem pode ser feita através de conversas
pode ser manifestado de diferentes maneiras, como um e materiais educativos, por exemplo, literaturas com
termo ofensivo que uma pessoa utiliza contra a outra, por temática étnico-racial. É necessário que haja
recorrentes são aqueles que acontecem mais de uma vez Para a vítima, é importante oferecer um espaço seguro
com a mesma pessoa, seja ela vítima ou autora. para expressar suas emoções e lidar com o trauma. Para
imediatamente e encaminhar a vítima para um ambiente futuros casos. Por isso, é recomendado que ambos(a)
privado, seguro e acolhedor, com escuta ativa. Quando realizem acompanhamento com profissionais indicados
mudança de comportamento. Quando se tratar de criança O caso deverá ser encaminhado, por quem presenciou, o
da educação infantil, em caso de dúvidas diante das ações ato à Equipe Gestora, que ficará responsável pelo registro.
a serem implementadas, a Unidade de Ensino poderá No relatório, deverá haver uma descrição detalhada do
dialogar com a Coordenação de Estudos Étnico-Raciais,
incidente, incluindo o contexto, falas e/ou ações Convocar as famílias da vítima e do(a) autor(a) para
específicas. Além disso, é necessária uma descrição das tomarem ciência do fato. Registrar o atendimento em
ações realizadas, como conversa com os envolvidos, com formulário próprio no Sistema de Gestão Escolar (SGE);
os responsáveis (nos casos envolvendo Garantir, no Projeto Político Pedagógico da Unidade de
Quando envolver funcionários(as), após o registro da Acompanhar as famílias da vítima e do(a) autor(a), na
ocorrência, o caso deverá ser encaminhado para a intenção de prevenção de outros casos.
Primeiro ato:
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ENCAMINHAR PARA A
EQUIPE GESTORA
CASO SEJA NECESSÁRIO , A
UNIDADE DE ENSINO PODERÁ
PENSAR EM UM TRABALHO
PEDAGÓGICO NA PERSPECTIVA
DA ERER, ESPECÍFICO PARA O(A)
AUTOR(A) GARANTIR NO PROJETO POLÍTICO
ACOLHER A DENÚNCIA PEDAGÓGICO DA UNIDADE DE
E A VÍTIMA ENSINO E NOS PLANEJAMENTOS
COTIDIANOS A CONSTRUÇÃO E A
APLICAÇÃO DE PRÁTICAS
PEDAGÓGICAS NA PERSPECTIVA
DA ERER, ENVOLVENDO A
COMUNIDADE ESCOLAR.
REALIZAR O REGISTRO EM
OUVIR AS PRINCIPAIS RELATÓRIO PRÓPRIO NO
PARTES ENVOLVIDAS, SISTEMA DE GESTÃO ESCOLAR
PRESERVANDO A (SGE)
VÍTIMA DE POSSÍVEL
EXPOSIÇÃO
ACOMPANHAR AS FAMÍLIAS DA
VÍTIMA E DO(A) AUTOR(A), NA
INTENÇÃO DE PREVENÇÃO DE
CONVOCAR FAMÍLIAS DA VÍTIMA OUTROS CASOS.
E DO(A) AUTOR(A) PARA
TOMAREM CIÊNCIA. REGISTRAR O
ORIENTAR A/O ATENDIMENTO EM FORMULÁRIO
CRIANÇA/ESTUDANTE PRÓPRIO NO SISTEMA DE GESTÃO
QUE COMETEU O ATO ESCOLAR (SGE)
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Encaminhar para a Equipe Gestora; atividades com temática étnico-racial; convidar pessoas
Escolar (SGE), sinalizando que se trata de caso recorrente; importante lembrar que a educação para as relações
Convocar as famílias da vítima e do(a) autor(a) para étnico-raciais deve ser trabalhada em todas as disciplinas,
tomarem ciência do caso recorrente e das ações ao longo de todo o ano e não somente em momentos
pedagógicas a serem adotadas. Registrar o atendimento pontuais.
Convocar o Conselho de Escola para discutir as ações a Acompanhar as famílias da vítima e do(a) autor(a), na
serem adotadas; intenção de acolhimento e prevenção de outros casos.
Comunicar às famílias da vítima e do(a) autor(a) qual ação Caso todas as medidas citadas sejam tomadas e, ainda
será implementada, considerando a recorrência do caso assim, as atitudes racistas persistirem no ambiente
de racismo (considerar aqui as ações planejadas com o escolar, o Conselho de Escola comunicará à Coordenação
coletivo escolar, na perspectiva de uma educação de Estudos Étnico-Raciais (CEER/Sedu), por e-mail, e
atividades cotidianas com as/os crianças/estudantes, poderemos estar diante dos crimes de racismo e
envolvendo-as/os nas produções curriculares para que desacato.
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reconheçam e valorizem as culturas africana,
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O Código Penal (Decreto Lei 2848/40), no artigo 331, da agressão deverá ser feito em Livro Ata e as ações
afirma que o crime de desacato acontece quando um disciplinares deverão ser aplicadas ao/à funcionário(a),
funcionário público é ofendido, por alguém no exercício conforme o “Regimento Referência para as Unidades de
de sua função. As ações deverão ser implementadas, Ensino da Rede Municipal da Serra (ES), 2022, Art. 163 ao
Fazer o registro formal em relatório próprio no Sistema de Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de
Gestão Escolar (SGE), quando o(a) autor(a) for acolhimento e prevenção de outros casos.
criança/estudante;
Convocar o(a) autor(a) do fato, e se for criança/estudante,
o responsável legal;
Registrar o atendimento em formulário próprio no
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Quando a vítima for criança/estudante, o registro formal
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REGISTRAR O ATENDIMENTO EM
FORMULÁRIO PRÓPRIO NO SISTEMA PLANEJAR E DESENVOLVER
DE GESTÃO ESCOLAR (SGE), SENDO A AÇÕES PEDAGÓGICAS NA
OUVIR AS PRINCIPAIS VÍTIMA FUNCIONÁRIO(A), E PERSPECTIVA DE COMBATE AOS
PARTES ENVOLVIDAS, ENFATIZAR A EXISTÊNCIA DA CRIMES DE DESACATO E
PRESERVANDO A LEGISLAÇÃO PARA OS CRIMES DE RACISMO, ENVOLVENDO A
VÍTIMA DE POSSÍVEL RACISMO E DESACATO (LEI Nº COMUNIDADE ESCOLAR
EXPOSIÇÃO 14,532/23). É IMPORTANTE RESSALTAR
QUE O USO DA LEGISLAÇÃO NÃO
DEVE TER UM CARÁTER DE
INTIMIDAÇÃO OU
CONSTRANGIMENTO, MAS PARA DAR COMUNICAR O CASO À
CIÊNCIA AOS RESPONSÁVEIS E COORDENAÇÃO DE ESTUDOS
FAZER O REGISTRO FORMAL ESTUDANTES DA SERIEDADE QUE ÉTNICO-RACIAIS PARA
EM RELATÓRIO PRÓPRIO DEVE SER ASSUMIDA NESSAS ACOLHIMENTO, ESCUTA DA VÍTIMA,
NO SISTEMA DE GESTÃO OCORRÊNCIAS, SEM A INTENÇÃO DE QUANDO FUNCIONÁRIO(A), E
ESCOLAR (SGE), (QUANDO PROMOVER UMA CULTURA DE REGISTRO
O(A) AUTOR(A) DO FATO REPRESSÃO E PUNIÇÃO NO
FOR CRIANÇA/ESTUDANTE AMBIENTE ESCOLAR.
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Gestão Escolar (SGE), quando a vítima for Quando o(a) autor(a) ou vítima for o(a) gestor(a) escolar, a
criança/estudante, sinalizando que se trata de caso Secretaria Municipal de Educação fará a execução do fluxo
e-mail e registro no Sistema de Gestão Escolar (SGE), e Fazer o registro formal em Livro Ata e aplicar as ações
encaminhará o caso para o Conselho Tutelar para que disciplinares, conforme o “Estatuto dos Servidores
outras medidas sejam adotadas; Públicos do Município De Serra, Art. 169 ao Art. 178";
Quando a vítima for criança/estudante, o registro formal Acompanhar a vítima e o(a) autor(a), na intenção de
da agressão deverá ser feito em Livro Ata e as ações acolhimento e prevenção de outros casos.
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Município De Serra, Art. 169 ao Art. 178" e o caso deverá ser
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ENCAMINHAMENTO PARA
EQUIPE GESTORA
ACOMPANHAR A VÍTIMA E O(A)
AUTOR(A), NA INTENÇÃO DE
ACOLHIMENTO E PREVENÇÃO
DE OUTROS CASOS
ACOLHER A DENÚNCIA
E A VÍTIMA
EM CASO RECORRENTE -
COMUNICAR O CASO À GERÊNCIA
DE ASSESSORAMENTO E FLUXOS
OUVIR AS PRINCIPAIS ESCOLARES (GEAF) E A
PARTES ENVOLVIDAS, COORDENAÇÃO DE ESTUDOS
PRESERVANDO A ÉTNICO-RACIAIS PARA
VÍTIMA DE POSSÍVEL ACOLHIMENTO, ESCUTA DA
EXPOSIÇÃO VÍTIMA, REGISTRO E OUTROS
ENCAMINHAMENTOS.
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Casos recorrentes:
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das ações de combate às atitudes racistas no cotidiano unidade de ensino e em outros espaços da comunidade. É
escolar, todas as Unidades de Ensino deverão constituir importante ressaltar que todas as ações implementadas
um comitê, grupo de trabalho, composto por pelo comitê deverão ser na perspectiva da ERER e ter
representantes dos diferentes segmentos da comunidade anuência da Coordenação de Estudos Étnico-Raciais, com
A Equipe Gestora do protocolo é responsável pela antecedência para que a Equipe Gestora organize os
mobilização da comunidade escolar e pela constituição espaços-tempos na Unidade de Ensino, de modo a ampliar
trabalho.
Sugestões de ações que poderão ser implementadas pelo
reuniões periódicas ao longo do ano (pelo menos uma vez comunidade escolar, destacando a importância do
ao mês) para discussão e avaliação das estratégias respeito às diferenças; Palestras com profissionais que
outras ações de combate ao racismo. Os encontros do Oficinas com jogos e brincadeiras que valorizem as
grupo de trabalho deverão ser registrados em ata, para culturas africana, afro-brasileira e indígena; Projetos de
acompanhamento e registro das ações do comitê ao literatura com temática étnico-racial, entre outros
longo do ano. Além disso, esse grupo poderá promover movimentos curriculares.
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7. ESTRATÉGIAS DE ACOMPANHAMENTO
(MONITORAMENTO)
Para que a implementação do Protocolo de Combate às Unidades de Ensino, para acompanhamento das ações
Situações de Racismo nas Unidades Municipais de Ensino implementadas e assessoramento pedagógico, com o
seja uma ferramenta de apoio às práticas pedagógicas objetivo de contribuir para a constituição de práticas
antirracistas e para que os encaminhamentos tenham pedagógicas que colaborem para a efetivação do
Canal de dúvidas e apoio para ação em casos avaliação das estratégias implementadas na unidade de
(CEER/Sedu/Serra); racismo.
Formulário próprio para registros no Sistema de Gestão Planos de Ação, discutidas em momentos coletivos da
Escolar (SGE), compartilhado com a Secretaria Municipal rede municipal de ensino, como espaços formativos e
crianças/estudantes;
envolvendo funcionários;
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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES
REFERÊNCIAS
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PROTOCOLO DE COMBATE ÀS SITUAÇÕES DE RACISMO NAS UNIDADES DE ENSINO DA REDE MUNICIPAL DA SERRA-ES
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