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Ceramicos e Vidros

Os materiais cerâmicos, como argilas, tijolos e telhas, são amplamente utilizados na construção civil, enquanto os vidros, com diversas aplicações, são escolhidos conforme as necessidades específicas de cada obra. O processo de fabricação de ambos envolve etapas complexas que garantem suas propriedades e funcionalidades. O documento detalha as características, processos de produção e tipos de cerâmicas e vidros, destacando suas aplicações na construção e em outros setores.

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Ceramicos e Vidros

Os materiais cerâmicos, como argilas, tijolos e telhas, são amplamente utilizados na construção civil, enquanto os vidros, com diversas aplicações, são escolhidos conforme as necessidades específicas de cada obra. O processo de fabricação de ambos envolve etapas complexas que garantem suas propriedades e funcionalidades. O documento detalha as características, processos de produção e tipos de cerâmicas e vidros, destacando suas aplicações na construção e em outros setores.

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MATERIAIS CERÂMICOS E VIDROS

André Colácio1, Daniel Sousa2, Gonçalo Figuerinhas3, Jorge Oliveira4

RESUMO
Os materiais cerâmicos são muito utilizados na construção civil, são compostos
essencialmente por argilas. As suas utilizações mais comuns são em tijolos, telhas e revestimentos.
Os vidros são outro material de elevada utilização e com grande diversidade de ofertas no
mercado. A escolha de determinado vidro terá sempre de ser efectuado em função das necessidades
específicas de uma determinada obra.

1. INTRODUÇÃO

Os materiais cerâmicos são produzidos a partir de matérias naturais como as argilas. Estas
sofrem várias transformações nomeadamente a obtenção da matéria-prima, esmagamento, amassadura,
pré-conformação, prensagem, secagem, e cozedura.
Os vidros também são obtidos a partir de matérias naturais, que sofrendo alguns processos
de fabrico reúnem as condições necessárias para as exigências pretendidas na obra.

2. CERÂMICAS

2.1 Argilas

As argilas são materiais geológicos finamente divididos. Os minerais argilosos e seus


constituintes têm cristais de pequeníssimas dimensões, em regra com diâmetro esférico equivalente
inferior a 2 micron.

2.2Tijolos

O tijolo cerâmico é um dos elementos de alvenaria mais antigos. Actualmente é um dos


produtos mais usados na construção portuguesa. É um produto técnico com exigências normativas
específicas e cujos referenciais estão em fase de transição. Existem tijolos maciços, perfurados e furados.
As suas principais propriedades são:

1
Nº 8397
2
Nº 8418
3
Nº 6540
4
Nº 8726
• Porosidade
• Resistência à compressão
• Dimensões uniformes
• Fractura
• Cor uniforme
• Cozedura uniforme
• Quantidade de calcário visível.

Os processos gerais do fabrico são:

• Extracção

• Preparo da matéria-prima (pastas)

• Moldagem

• Secagem

• Cozedura

• Arrefecimento
2.3 Telhas

As telhas são os materiais cerâmicos usados na confecção de coberturas. Na fabricação das


telhas são usado o mesmo processo e a mesma matéria-prima dos tijolos comuns. A diferença está na
argila, que deve ser fina e homogénea, não só por ser a telha um material mais impermeável, dada a sua
condição de uso, mas também para não provocar grandes deformações na peça durante o cozimento. As
telhas devem apresentar bom acabamento, com superfície pouco rugosa, sem deformações e defeitos que
dificultem o acoplamento entre elas e prejudiquem a estanqueidade do telhado. Tão-pouco devem possuir
manchas, eflorescência ou nódulos de cal.

2.4 Ladrilhos

Os ladrilhos são materiais cerâmicos prensados a seco e cozidos a 1300 ºC com certo grau
de vitrificação e espessura em torno de 5 a 7 mm. São empregados no revestimento de pisos e paredes,
sendo encontrados no marcado com variados formatos, destacando-se o quadrado, o rectângulo e o
sextavado.

2.5 Materiais cerâmicos de alta vitrificação

Os materiais cerâmicos de alta vitrificação podem ser divididos em materiais de louça e


materiais de grés cerâmico.

2.6Materiais de louça

Os materiais de louça caracterizam-se pelo facto de a sua matéria-prima ser quase isenta de
óxido de ferro, ou seja, as “argilas brancas” com granulometria fina e uniforme e com alto grau de
compacidade e vitrificação da superfície, cujo resultado é um material que tem como característica
principal a impermeabilidade (absorção de água em torno de 2%).

2.7 Azulejos
São placas de louça de pouca espessura, vidradas numa das faces. Podem levar corantes e
possuir padrão liso ou decorado. A face posterior e as arestas são porosas, a fim de garantir melhor
aderência das placas ao paramento. O azulejo comum mede, em geral, 15 cm x 15 cm. São usados para
revestimento e requerem, neste caso, 45 unidades para cobrir 1 m2 de parede.

2.8 Louças sanitárias

Os aparelhos sanitários (lavatórios, vasos, bidés) são feitos por moldagem. O vidrado é
obtido pela pintura da peça com esmalte de bórax com feldspato. Existe louça branca e colorida (a cor é
obtida pelo uso de pigmentos), bem como vários elementos decorativos, tais como saboneteiras,
papeleiras, etc.

2.9 Material de Grés Cerâmico

Os materiais de grés cerâmico são fabricados com argila bastante fusível, ou seja, com
muita mica ou com 15% de óxido de ferro, e passam por um processo de alta vitrificação. A vitrificação
dos materiais de argila é feita por dois processos: o primeiro consiste na sua imersão, após a primeira
cozedura, em um banho de água com areia silicosa fina e zarcão. No recozimento essa mistura vitrifica-
se. O segundo processo, mais comum, consiste em lançar ao forno, a grande temperatura, cloreto de
sódio. Este volatiliza-se, formando uma película vidrada de silicato de sódio.

2.10Manilhas

São tubos cerâmicos de secção circular destinados à condução de águas residuais (esgotos
sanitários, despejos industriais e canalizações de águas pluviais). São produtos vidrados interna e
externamente, ou apenas internamente, na superfície que está em contacto com o líquido. As manilhas
devem apresentar uma resistência mínima à compressão diametral, que varia em função do diâmetro,
entre 1400 e 3500 kgf/m. Devem, ainda, suportar uma pressão instantânea de 2 kgf/cm2. O limite de
absorção deve ficar próximo de 10%.
2.11 Materiais de cerâmica refractários

São materiais que possuem ponto de fusão elevado e, consequentemente, não se deformam
quando expostos a altas temperaturas. São feitos com argila refractária, que é uma argila mais pura, rica
em silicatos de alumínio e pobre em óxido de cálcio (material expansivo) e óxido de ferro (fundente). Os
materiais refractários mais comuns são os tijolos maciços de 50 mm x 100 mm x 200 mm, próprios para a
execução de fornos, lareiras, chaminés, etc. É importante realçar que o assentamento dos tijolos deve ser
feito com argamassa também refractária, obtida com a mesma argila do tijolo.

3. VIDROS

O vidro é um material transparente ou translúcido, liso e brilhante, duro e frágil. Os vidros


formam-se a partir de líquidos inorgânicos super-resfriados e altamente viscosos, não apresentando
estruturas cristalinas, apesar da sua aparência sólida nas temperaturas usuais. Os líquidos que dão origem
ao vidro possuem uma estrutura reticular polimerizada com baixo nº de coordenação, o que garante ordem
em pequenas distâncias. As propriedades do vidro dependem da temperatura e da pressão e também de
sua história térmica, ou seja, do caminho percorrido para arrefecer, através da passagem por várias
temperaturas, do estado líquido ao sólido.
Os vidros, na sua grande maioria, possuem propriedades físicas e mecânicas semelhantes,
tais como:
• dilatação térmica muito baixa;
• viscosidade alta;
• alta durabilidade;
• óptima resistência à agua, líquidos salgados, substancias orgânicas, alcalis e ácidos, com
excepção ao ácido fluorídrico e o fosfórico;
• possuem elasticidade ideal, podendo suportar grandes pesos quando a sua superfície não
possui falhas ou riscos;
• suportam mais pressão do que tracção;
• recicláveis;
• transparência (permeável à luz);
• dureza;
• óptimo isolador dieléctrico;
• baixa condutividade térmica e eléctrica;
• recursos abundantes na natureza.

3.1 O processo do fabrico do vidro segue as seguintes etapas:

1°passo: Mistura-se a seco a matéria-prima;

2°passo: A mistura é transferida ao forno, onde é fundida à temperatura de aproximadamente


1530°C;

3°passo: O processo de fusão é complexo e envolve basicamente reacções químicas entre as


diversas matérias-primas, a formação de fases líquidas e homogéneas, a eliminação dos gases produzidos
nas reacções químicas e, finalmente, a formação de uma massa vítrea homogénea pronta para tomar a
forma específica;

4°passo: Produto final;

5°passo: Controle de qualidade.

Resumindo, as etapas da fabricação do vidro são a selecção de matérias-primas, a


formulação e a preparação da massa, a fusão e a conformação.

3.2 Processo de fundição do vidro

Fundição grossa: os componentes da mistura reagem juntos (1000 à 1200°C).

Massa e concretização: composições gasosas evaporam. A mistura se concretiza e começa a


criar-se os silicatos.

Formação do vidro: a mistura de concretização começa a fundir (1300 à 1600°C) e a ficar


transparente.

Fundição fina: a viscosidade aumenta e as infiltrações de ar se libertam mais facilmente. (1300 à


1600°C)

Homogeneização: remove-se as infiltrações de ar restantes.

Descanso da fundição: período de descanso entre 900 e 1200°C para baixar a viscosidade e
melhorar a manipulação.

Forno de fundição de vidro


3.4 Tipos de vidro

Vidro Temperado:

Este vidro tem como característica partir-se em pequenas


partículas, não apresentando, no entanto, ângulos cortantes.
Assim, é classificado de não estilhaçável e como tal é
considerado um vidro de segurança.
Devido às suas características substitui, muitas vezes,
materiais como madeira, aço, tijolos, e ainda, para cobrir vãos em
forma de tabique, cortes e para automóveis.

Vidro Laminado:

O vidro laminado é um vidro constituído por duas chapas de


vidro intercaladas por um plástico chamado Polivinil Butiral (PVB),
a principal característica desse vidro, é que em caso de quebra, os
cacos ficam presos ao PVB, reduzindo o risco de ferimento às
pessoas e também o atravessamento de objectos.

Vidro Aramado:

Estes vidros são, também, considerados de segurança, pois, no caso


de partirem, os pedaços ficam agarrados à malha de aço.
Aplica-se em locais que necessitem de segurança como postigos de
caves, janelas baixas, etc.
3.5 Aplicações

Vidros para embalagem

Potes para alimentos, frascos e garrafas para bebidas, produtos farmacêuticos, higiene pessoal e
outras inúmeras aplicações: a utilização do vidro para embalagens é uma das mais antigas e frequentes
aplicações para o vidro.

Vidros domésticos

Vidros domésticos são aqueles usados em utensílios como louças de mesa, copos, xícaras, e
objectos de decoração como vasos.

Vidros planos

Os chamados vidro planos, fabricados em chapas, são consumidos principalmente pela


construção civil, seguida pela indústria automobilística e dos móveis, depois na produção de espelhos e
um pequeno percentual para outras aplicações. Além dos vidros translúcidos, um outro tipo de vidro
plano, chamado impresso ou fantasia, atende, em menor quantidade, também o mercado da construção
civil.

Vidros especiais

São vidros com composições e características especiais, adequadas a necessidades muito


específicas de utilização, como os usados na produção de cinescópios para monitores de televisão e
computadores, bolbos de lâmpadas, garrafas térmicas, fibras ópticas, blocos oftálmicos, blocos isoladores
e até tijolos de vidro.

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