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Cancer de Mama

O estudo transversal realizado em Pernambuco com 350 mulheres diagnosticadas com câncer de mama revelou que o autoexame é amplamente utilizado, mas associado a diagnósticos tardios, enquanto a mamografia, embora seja o padrão ouro, teve baixa adesão. A maioria das pacientes foi diagnosticada em estágios avançados, destacando a necessidade de melhorar os programas de rastreamento e detecção precoce. O diagnóstico tardio é um problema crítico que requer políticas públicas mais eficazes para educação e acesso a exames regulares.

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Cancer de Mama

O estudo transversal realizado em Pernambuco com 350 mulheres diagnosticadas com câncer de mama revelou que o autoexame é amplamente utilizado, mas associado a diagnósticos tardios, enquanto a mamografia, embora seja o padrão ouro, teve baixa adesão. A maioria das pacientes foi diagnosticada em estágios avançados, destacando a necessidade de melhorar os programas de rastreamento e detecção precoce. O diagnóstico tardio é um problema crítico que requer políticas públicas mais eficazes para educação e acesso a exames regulares.

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Método

Estudo transversal, quantitativo e analítico, realizado em cinco centros especializados em


Pernambuco, Brasil, entre junho de 2018 e janeiro de 2019.

● Amostra: 350 mulheres diagnosticadas com câncer de mama.


● Critérios de Inclusão: Mulheres com 18 anos ou mais, com diagnóstico confirmado.
● Critérios de Exclusão: Pacientes com câncer metastático ou condições
neurológicas/psiquiátricas que impedissem a participação.
● Coleta de Dados:
○ Questionário estruturado com informações clínicas, pessoais e familiares.
○ Métodos de detecção analisados: Autoexame das Mamas (AEM), Exame Clínico
das Mamas (ECM), Ultrassonografia (US) e Mamografia (MMG).
○ Estadiamento do câncer segundo o sistema TNM (Tumor, Linfonodos e
Metástase).
● Análise Estatística:
○ Utilização de tabelas de contingência e testes estatísticos (Qui-quadrado de
Pearson e teste exato de Fisher).
○ Nível de significância de 5% (p < 0,05).

Discussão
● Autoexame não é suficiente: O autoexame foi o método mais utilizado, mas está
associado a diagnósticos tardios, o que confirma que não deve ser usado como principal
estratégia de detecção precoce.
● Mamografia precisa ser reforçada: Apesar de ser o padrão ouro, a mamografia não foi o
método mais utilizado e, mesmo entre as mulheres que fizeram o exame, o diagnóstico
ocorreu em estágios avançados. Isso sugere falhas no rastreamento populacional.
● Jovens são mais vulneráveis: Mulheres com menos de 50 anos apresentaram maior taxa
de diagnóstico tardio, pois não são prioritárias nos programas de rastreamento, mas
ainda assim podem desenvolver câncer agressivo.
● Ultrassonografia pode ser um aliado: O exame de ultrassom foi mais utilizado em
mulheres jovens e demonstrou potencial para detectar o câncer em estágios iniciais,
sugerindo que poderia complementar a mamografia em casos específicos.
● Necessidade de melhorias no sistema de saúde: A detecção do câncer no Brasil ainda é
oportunista, dependendo da busca espontânea das mulheres pelos serviços de saúde, o
que pode levar a atrasos no diagnóstico.

Conclusão
● O autoexame ainda é amplamente usado, mas não é eficaz para o diagnóstico precoce.
● A mamografia precisa ser mais acessível e incentivada, especialmente para mulheres
jovens.
● O diagnóstico tardio ainda é um problema, e é necessário fortalecer políticas públicas
para rastreamento e educação sobre detecção precoce.
Resultados
● Perfil das Pacientes:
○ 40,3% tinham menos de 50 anos e 49,1% estavam entre 50-69 anos.
○ Autoexame foi o método mais utilizado (74,9%), mas associado a diagnósticos
tardios.
○ Mamografia foi usada por 14,6% das pacientes, mais comum entre 50-69 anos.
○ Ultrassonografia foi mais frequente em mulheres mais jovens (<50 anos), mas
usada como exame complementar.
● Estadiamento do Câncer:
 66% foram diagnosticadas em estágio localmente avançado

o Significa que a maioria das mulheres já estava com o câncer em um estágio mais
grave, onde o tumor cresceu bastante e pode ter atingido os linfonodos próximos,
mas ainda não se espalhou para outros órgãos.
o Isso pode indicar um diagnóstico tardio, dificultando o tratamento.

 6,3% já tinham câncer metastático no momento do diagnóstico


o Essas pacientes estavam no estágio mais avançado da doença (metástase), ou
seja, o câncer já se espalhou para outras partes do corpo, como pulmões,
fígado ou ossos.
o O tratamento se torna mais desafiador e o prognóstico é pior.

 Apenas 27,7% foram diagnosticadas em estágio inicial


o Isso significa que menos de 1/3 das mulheres foi diagnosticada precocemente,
quando o tumor ainda está pequeno e localizado.
o O diagnóstico precoce aumenta muito as chances de cura e possibilita tratamentos
menos agressivos.

Esses números mostram que a maioria das mulheres só descobre a doença quando ela já está em estágios
avançados, o que reforça a necessidade de melhorar os programas de rastreamento e detecção precoce,
especialmente com exames regulares como a mamografia.

● Associações importantes:
○ Autoexame e estágios avançados: Mulheres que detectaram o câncer pelo
autoexame tinham maior probabilidade de estar em estágios avançados.
○ Idade e método de detecção: O autoexame foi mais comum entre mulheres mais
jovens (<50 anos), enquanto mamografia e exame clínico foram mais frequentes
em 50-69 anos.
○ Acesso ao sistema de saúde: A maioria foi diagnosticada via Unidade Básica de
Saúde (UBS) ou hospitais.

Pontos-chave do Resumo do Artigo

✅ Objetivo: Descrever o perfil das mulheres com câncer de mama e avaliar os fatores
relacionados aos métodos de detecção e estadificação da doença.

✅ Método:

 Estudo transversal com 350 mulheres diagnosticadas com câncer de mama.


 Realizado em centros especializados de Pernambuco, Brasil (junho de
2018 - janeiro de 2019).
 Comparação entre os métodos de detecção e os estágios da doença usando
teste de Qui-quadrado.

✅ Resultados:

 40,3% das pacientes tinham menos de 50 anos.


 O autoexame das mamas (74,9%) foi o método de detecção mais comum,
mas esteve associado a diagnósticos mais tardios.
 Mais de 70% dos casos foram detectados em estágios avançados da
doença.

✅ Conclusão:

 O autoexame foi significativo, mas insuficiente para detecção precoce, pois a


maioria das pacientes foi diagnosticada tardiamente.
 Os resultados indicam a necessidade de reforçar estratégias de
rastreamento populacional e diagnóstico precoce.

siglas identificadas no documento


1. AEM – Autoexame das Mamas

2. ECM – Exame Clínico das Mamas

3. MMG – Mamografia

4. US – Ultrassonografia

5. TNM – Sistema de Classificação do Câncer (Tumor, Linfonodo, Metástase)

6. INCA – Instituto Nacional de Câncer

7. UBS – Unidade Básica de Saúde

8. MS – Ministério da Saúde

9. EPI INFO – Programa de Análise Epidemiológica

10. SPSS – Statistical Package for the Social Sciences (Software de Análise Estatística)

11. X² – Teste Qui-Quadrado de Pearson

Termos médicos e epidemiológicos


1. Neoplasia – Crescimento anormal de células, podendo ser benigno ou maligno.
2. Estadificação – Processo de classificação do câncer em diferentes estágios, de acordo
com sua progressão.
3. Metástase – Disseminação do câncer para outras partes do corpo.
4. Morbidade – Número de casos de uma doença em uma população específica.
5. Prevalência – Quantidade total de casos de uma doença em um determinado período.
6. Incidência – Número de novos casos de uma doença em um intervalo de tempo.
7. Prognóstico – Previsão sobre a evolução da doença e chances de recuperação.
8. Lesão mamária – Qualquer alteração nos tecidos da mama, podendo ser benigna ou
maligna.
9. Carcinoma – Tipo de câncer que se origina nas células epiteliais, incluindo o câncer de
mama.
10. Ganglios linfáticos – Pequenas estruturas do sistema imunológico que podem ser
afetadas pelo câncer.

Termos estatísticos e metodológicos


11. Amostragem probabilística – Método que garante que todos os indivíduos da população
tenham a mesma chance de serem selecionados.
12. Intervalo de confiança (IC) – Faixa de valores na qual um resultado estatístico deve estar
com um determinado nível de certeza (exemplo: 95% de IC).
13. Significância estatística (p-valor) – Mede se um resultado ocorreu por acaso ou tem
relevância científica (p < 0,05 indica relevância).
14. Teste Qui-quadrado de Pearson (X²) – Teste estatístico usado para verificar a relação entre
variáveis categóricas.
15. Regressão tumoral – Diminuição ou desaparecimento de um tumor após tratamento.
16. Terapia adjuvante – Tratamento complementar ao principal, como quimioterapia após
cirurgia.
17. Terapia hormonal – Tratamento que bloqueia ou reduz hormônios que estimulam o
crescimento do câncer.
18. Radioterapia – Uso de radiação para destruir células cancerígenas.
19. Sensibilidade do exame – Capacidade de um teste detectar corretamente quem tem a
doença.
20. Especificidade do exame – Capacidade de um teste identificar corretamente quem não tem
a doença.

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