DERRAME PLEURAL – RADIOLOGIA
➔ Pleura – auxilia na redução do atrito entre o pulmão e a caixa torácica durante a expansão
pulmonar, na inspiração pulmonar e no retorno à posição de repouso
▪ É composta por duas membranas
• Pleura visceral: Reveste o pulmão e estende-se pelas fissuras
interlobares.
• Pleura parietal: recobre internamente a parede torácica e o diafragma.
O volume final de líquido pleural resulta de um contínuo processo de
▪
transudação e absorção de fluidos a partir da interação entre as pressões
hidrostáticas e coloidosmótica pleural e tecidual.
▪ Em condições normais o líquido entra no espaço pleural a partir dos capilares
da pleura visceral e é retirado pelos canais linfáticos da pleura parietal.
Podendo também chegar ao espaço pleural proveniente dos espaços
intersticiais do pulmão, através da pleura visceral, ou da cavidade peritoneal,
através dos orifícios existentes no diafragma.
➔ Derrame pleural
o Acúmulo de líquido no espaço pleural
o Não é uma doença – uma consequência de uma patologia
o Causas genéricas
▪ Formação aumentada do fluido pleural
• Fluido aumentado no interstício pulmonar – atelectasias
• Pressão intravascular aumentada na pleura – pressão hidrostática –
atração de líquido para o espaço pleura
• Nível de proteínas aumentado dentro do espaço pleura – aumento da
pressão oncótica
• Pressão pleural reduzida – atelectasias
• Fluidos aumentados nas cavidades abdominais.
▪ Diminuição da drenagem dos fluidos pleurais
• Obstrução linfática
• Aumento da pressão vascular sistêmica
o Classificação
▪ Exsudato - líquido acumulado tem características:
• Inflamatórias
• Alta quantidade de proteínas – mais de 3mg/dL
• Patologias comuns:
o Tuberculose
o Neoplasias
o Parapneumônico
o Pleurite reumatoide
• Nesses casos, há um aumento da permeabilidade pleural permitindo a
maior entrada de proteínas – aumentando a pressão oncótica, assim,
aumentando a quantidade de líquido nessa cavidade.
▪ Transudato - Líquido acumulado tem características:
• Não inflamatórias
• Baixa quantidade de proteínas – abaixo de 3mg/dL
• Patologias comuns
o ICC
o Ins. Renal
o Ins. Hepática
o Diagnóstico
▪ Anamnese + Exame físico – com esses dois processos já se consegue
identificar se o paciente tem ou não derrame pleural
▪ RX simples de tórax + US – confirmação de diagnóstico
▪ Exame do líquido pleural – para identificação da causa do DP
▪ Biopsia da pleura ou uma videotoracospia
o Anamnese
▪ Dor pleurítica – sintoma mais precoce – ainda há o contato entre as pleuras.
• Está relacionada a processos inflamatórios
• É ventilatório dependente – pois surge ou aumenta na fase de
inspiração – leva a interrupção do movimento.
• Bem localizada, coincidindo com a área acometia – podendo ser
referida em alguns casos na região do abdome devido a distribuição
dos nervos intercostais.
• É caracterizada como uma dor em pontada ou facada
▪ Dispneia – sintoma mais tardio
• Pode ser proveniente de derrames pleurais pequenos que cursão com
dor pleurítica – ventilatório dependente – leva a sensação de falta de
ar.
• Aumento da quantidade de líquido no pulmão
• A velocidade em que o líquido se acumula está relacionada com a
dispneia, visto que, em pacientes onde a velocidade de acúmulo é
menor há uma progressiva limitação da sua capacidade de
desenvolver atividades cotidianas, assim, o paciente acaba de certa
forma acostumando-se com a sensação.
• Neoplasias tendem a fazer derrames pleurais mais volumosos – maior
dispneia.
▪ Febre
• Está associada a processos inflamatórios
• Predomina em casos de TB que cursão com DP
▪ Tosse
• Origem inflamatória + parapneumônica – mistura-se a tosse do DP
com comprometimento pulmonar.
o Exame físico
▪ Inspeção
• Expansibilidade pulmonar diminuída
▪ Palpação
• Expansibilidade pulmonar diminuída
• FTV diminuído ou abolido
▪ Percussão
• Sub macicez ou macicez
▪ Ausculta
• MV diminuídos ou abolidos
o Radiografia do tórax
▪ RX Tórax normal – PA e perfil
▪ Pontos importantes a serem notados
• Transparência pulmonar – campos pulmonares mais escurecidos
devido a presença de ar;
• Pontos de maior declive aparentes – seios costofrênicos
o Em alguns DP há uma obliteração dos seios costofrênicos –
criando o uma parábola – parábola de damoiseau.
• Localização centralizada do mediastino
o O DP gera um reposicionamento das estruturas mediastinais
para o seu lado contrário.
▪ Análise de derrames pleurais diferentes:
o Características de algumas patologias mais comuns – focando mais em DP
exsudativos.
▪ DP por tuberculose
• RX – DP unilateral e volumoso
• Líquido pleural
o Alta contagem de proteínas – mais de 3 mg/dL – exsudato
o ADA (consiste na dosagem da enzima adenosina deaminase
que está presente nos linfócitos T) –– Dosagem de ADA
elevada em casos de TB – maior que 70U/l.
o Glicose – baixa dosagem
o Citopatológico diferenciado – alta quantidade de linfócitos e
baixa quantidade de células mesoteliais.
o Colesterol e triglicerídeos – elevados
o CAE/C125 (utilizados para pesquisas de células neoplásicas) –
importante observar que na TB a dosagem de C125 é elevada.
o Dosagem de interleucinas/ interferon (CD4) – aumentado na TB.
o Baciloscopia direta e cultura – feita com o líquido pleural –
demostram ausência de bacilos – evidenciando que o DP como
uma reação alérgica ao caso.
▪ DP parapneumônico
• Líquido pleural
o Proteínas elevadas – mais de 3mg/dl;
o LDH – dosagem da enzima lactato desidrogenase – em geral
elevado (porém com um aumento não tão significativo) –
elevação dessa enzima é comum em processos inflamatórios;
o Glicose – baixa dosagem
o PH – Abaixo de 7,32 indica formação de empiema – líquido
mais purulento.
o Citopatológico diferencial – elevação de linfócitos (não muito
significativa em pneumonias não complicadas) e neutrófilos
(devido ao processo inflamatório bacterianos).
o Colesterol e triglicerídeos elevados
o Baciloscopia direta e cultura – apontam a presença dos agentes
causadores – nesses casos direcionam o diagnóstico;
▪ DP neoplásicos
• Líquidos pleural (Apenas com orientações de aula)
o Elevação proteica
o Glicose – baixa dosagem
o ADA – aumentado em linfomas
o Citopatológico – busca por células neoplásicas
o Colesterol e triglicerídeos elevados.
o CEA/CA125 – pesquisas de antígenos neoplásicos
▪ Observação importante – Quilotórax – acúmulo de linfa dentro da pleura –
TEM TRIGLICERIDEOS ELEVADOS.
Nota 1: Líquido pleural – A.A. NUCLEAR/ Cel LE + Fator reumatoide – aumentados em doenças
de colágeno – artrite reumatoide.
o Tratamento – TRATAR PRIMEIRO A CAUSA BASE
▪ Toracocentese – para aliviar os sintomas do paciente
▪ Em caso de persistência do DP – só a drenagem não ira funcionar
• É necessário fazer um processo de TALCAGEM – pleurodese – que irá
provocar um processo inflamatório e com isso a colagem das pleuras.
• IMP! – primeiro se faz uma toracocentese para verificar se o paciente
consegue uma boa expansibilidade – se esse conseguir estará apto a
o processo de talcagem.