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Luto

O documento aborda a importância do luto e o papel do psicólogo no processo de elaboração da perda. Destaca que o luto é uma experiência individual e complexa, influenciada por fatores como a personalidade do enlutado, circunstâncias da perda e apoio social. Além disso, enfatiza a relevância de rituais culturais e religiosos na vivência do luto e a necessidade de um aconselhamento psicológico adequado para prevenir complicações emocionais.

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Luto

O documento aborda a importância do luto e o papel do psicólogo no processo de elaboração da perda. Destaca que o luto é uma experiência individual e complexa, influenciada por fatores como a personalidade do enlutado, circunstâncias da perda e apoio social. Além disso, enfatiza a relevância de rituais culturais e religiosos na vivência do luto e a necessidade de um aconselhamento psicológico adequado para prevenir complicações emocionais.

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A)Quatro a seis

O PROFISSIONAL PARA LIDAR COM AS PERDAS E


ELABORAÇÃO DO LUTO

1
NOSSA HISTÓRIA

A nossa história inicia-se com a ideia visionária e da realização do sonho


de um grupo de empresários na busca de atender à crescente demanda de
cursos de Graduação e Pós-Graduação. E assim foi criado o Instituto, como uma
entidade capaz de oferecer serviços educacionais em nível superior.

O Instituto tem como objetivo formar cidadão nas diferentes áreas de co-
nhecimento, aptos para a inserção em diversos setores profissionais e para a
participação no desenvolvimento da sociedade brasileira, e assim, colaborar na
sua formação continuada. Também promover a divulgação de conhecimentos
científicos, técnicos e culturais, que constituem patrimônio da humanidade,
transmitindo e propagando os saberes através do ensino, utilizando-se de publi-
cações e/ou outras normas de comunicação.

Tem como missão oferecer qualidade de ensino, conhecimento e cultura,


de forma confiável e eficiente, para que o aluno tenha oportunidade de construir
uma base profissional e ética, primando sempre pela inovação tecnológica, ex-
celência no atendimento e valor do serviço oferecido. E dessa forma, conquistar
o espaço de uma das instituições modelo no país na oferta de cursos de quali-
dade.

2
Sumário
NOSSA HISTÓRIA .................................................................................. 2

1. O QUE É O LUTO? ........................................................................ 4

1.1 O processo do luto ........................................................................ 5

1.2 Fatores que influenciam no processo do luto ................................. 7

1.3 A cultura e a sociedade construindo as feições de um luto ........... 8

2. A IMPORTÂNCIA DO PSICÓLOGO NO PROCESSO DE LUTO. 12

2.1 Aconselhamento psicológico em situações de luto ...................... 12

2.2 Como lidar com a morte ............................................................... 15

3. PROXIMIDADE DA MORTE E A TERMINALIDADE HUMANA.... 16

3.1 Primeiro estágio: Negação ........................................................... 18

3.2 Segundo estágio: Raiva ............................................................... 19

3.3 Terceiro estágio: Barganha .......................................................... 20

3.4 Quarto estágio: Depressão .......................................................... 21

3.5 Quinto estágio: Aceitação ............................................................ 22

4. LUTO ANTECIPADO .................................................................... 23

5. COMPORTAMENTO SUICIDA..................................................... 26

6. REFERÊNCIAS: ........................................................................... 28

3
1. O QUE É O LUTO?

Figura: 01

O luto é a forma como lidamos com a perda de alguém. É um período


natural de transição, com mudanças na rotina e nas nossas expectativas. Cada
pessoa passa por esse processo de forma única, manifestando seu luto de forma
diferente. Com o passar do tempo e com o apoio adequado, a pessoa poderá
entender seu processo e retomar suas atividades,convivendo melhor com as
lembranças.

Segundo Freitas (2013), o luto residido em consequência da morte de um


ente querido não é apenas qualquer experiência árdua e profunda de perda, mas
também a evocação de nossa condição mortal, de tal modo é a fatalidade e
irreversibilidade da morte.

Para KOVÁCS (1992 apud FREITAS, 2013):

A morte como perda nos fala em primeiro lugar de um vínculo que se


rompe, de forma irreversível, sobretudo quando ocorre perda real e
concreta". Para a autora, a vivência do luto e seu tempo são variáveis,
sendo que em alguns casos, nunca termina, embora estes ocorram com

4
menos frequência. Em seus estudos defende que não é possível
generalizar esta experiência, pois ela depende das causas e
circunstâncias da perda, bem como do vínculo com aquele que morreu.
Destaca que não há diferenças significativas entre o luto de crianças,
adolescentes e adultos e que o traço mais permanente no luto é um
sentimento de solidão.

Não existe fórmula ou regra de como a pessoa em luto irá lidar com
a situação de perda. Esse aspecto é muito individual, variável, uma vez
que está relacionado com:

1- a personalidade do enlutado;
2- suas experiências de vida e perdas anteriores;
3- as circunstâncias da perda;
4- momento em que recebeu a notícia;
5- quão próximo o enlutado era da pessoa que se foi;
6- a existência ou não de uma rede de apoio social.

1.1 O processo do luto

A definição de “Processo de Luto” é bastante complexa na medida em


que cada pessoa a vivência de forma diferente, mediante as culturas, o meio
em que está inserida e o próprio contexto da perda também influência a forma
como a pessoa vai encarar o luto.

Figura: 02

5
É o processo de readaptação da realidade sem a pessoa que se foi e é
importante que o indivíduo vivencie essa experiência para aceitar a perda. O
conjunto de reações adaptativas após a perda podem ajudar o enlutado a se
reorganizar e refazer sua vida, muitas vezes tendo que colocar dentro de suas
atividades o que antes era responsabilidade de quem se foi.

Há alguns sentimentos comuns no luto. Conhecê-los a entender o


que o enlutado está vivendo, lembrando que a pessoa pode sentir outras
emoções até mesmo de maneiras diferentes de como as descrevemos aqui.

Tristeza: É o sentimento mais comum, muitas vezes aparece pelo choro.


Também é comum sentir que será difícil rir de novo ou se alegrar.

Raiva: Sensação de frustração e injustiça e vontade de querer achar


um responsável pela morte. É comum se revoltar contra o mundo, Deus ou
contra si mesmo.

Culpa e autocensura: Aparece como um sentimento de não ter sido


bom o suficiente, de desejar ter feito algo diferente ou mesmo de ter evitado a
morte do ente querido. Às vezes aparece como uma cobrança dura consigo
mesmo.

Ansiedade: Pode ser uma sensação de insegurança, de que algo ruim


vai acontecer, de medo ou de culpa por algo que foi feito ou dito. Pode aparecer
também como irritabilidade, inquietação, insônia, coração acelerado, tensão
muscular e sudorese.

Choque: É aquela sensação de ficar congelado, como se o tempo


em volta parasse. Ocorre mais frequentemente no caso de morte inesperada.

Alívio: No luto também é possível ter sentimentos positivos e


tranquilidade. Esses sentimentos não devem ser julgados.

6
Saudade: Desejar que o ente querido volte ou querer se encontrar com
ele também é normal. Às vezes é uma saudade mais dolorida, outras vezes,
mais leve e doce.

Torpor: Não é esquisito não sentir nada, ou sentir um vazio. A ausência


de sentimentos também é normal.

Cansaço: Coisas mais simples podem virar exaustivas. A pessoa se


sente com pouca energia e sem disposição.

Solidão: É normal se sentir sozinho mesmo com gente ao redor ou


mesmo querer ficar isolado por um tempo.

Também são comuns mudanças no sono(dormir demais ou ter insônia)


e no apetite (comer excessivamente ou falta dele), baixa libido, falta de
concentração, dificuldade em tarefas que antes eram simples e memória
prejudicada.

1.2 Fatores que influenciam no processo do luto

A personalidade do enlutado:

Indivíduos mais extrovertidos e afetivos tendem a expor seu sofrimento


de maneira mais evidente, enquanto os introvertidos sofrem de forma contida,
mais discreta, disfarçando suas dores. Cada um vive a dor ao seu próprio modo
e isso não é um problema.

As experiências de vida e perdas anteriores:

Pessoas com histórico de depressão ou de lutos complicados no passado,


podem apresentar uma maior probabilidade de ter uma resposta complicada ao
luto atual também. As perdas anteriores criam certo medo de futuras perdas e
influenciam negativamente na capacidade de fazer novas conexões.

As circunstâncias da perda:

7
A morte pode ocorrer de forma inesperada ou já estar sendo "esperada"
(doenças fatais). Existe também os casos em que os corpos não são
encontrados e a morte permanece incerta e inconclusa. Ainda, existem as
perdas múltiplas, quando um acidente mata mais de um membro da mesma
família de uma única vez. Também existem as mortes por suicídio ou aquelas
em que o enlutado foi direta ou indiretamente responsável, exemplo: em um
acidente ou homicídio.

O momento em que recebe a notícia:

O individuo é capaz de guardar esse momento para sempre. Por isso, é


importante que a pessoa que dê a noticia da morte o faça de forma clara,
verdadeira e empática/ humana.

Quão próximo o enlutado era da pessoa que se foi:

A intensidade do luto é determinada pela intensidade da relação entre o


falecido e o enlutado, ou seja, quanto mais próximos, mais difícil será a
elaboração da perda. O mesmo ocorre em casos de conflitos ou situações
inacabadas com a pessoa que se foi.

A existência ou não de uma rede de apoio social:

A rede de apoio social engloba familiares e amigos, assim como serviços


públicos de saúde (SUS, assistência especializada) e um conjunto de ações da
sociedade civil (assistência jurídica, apoio psicológico, centros de convivência,
entre outros). É importante ter pessoas com quem contar durante o processo e
que possam ajudar o enlutado mesmo quando ele não sabe que precisa de
ajuda.

1.3 A cultura e a sociedade construindo as feições de um luto

Quando alguém morre, um conjunto de comportamentos se manifesta.


Ações precisam ser executadas: há providências legais a ser tomadas,
comunicações a ser feitas, rituais a ser encomendados e pagos. Os indicadores

8
da adequação dessas ações estão fortemente enraizados nos costumes e
significados da cultura onde ocorreu a morte ou à qual pertence o grupo afetado
por ela. O que está asseverado pela tradição e confirma o papel organizador dos
rituais reflete significados favorecidos pela cultura, pois esta fornece uma
moldura para que os afetados pela perda se organizem em modelos conhecidos,
sem menosprezar o valor da personalização dos rituais. A religião também se
mostra presente na prática de rituais que já têm sentido e tradição.

O luto é vivido em contornos transmitidos pela cultura e pela religião, que


podem ou não estar alinhados com as necessidades amplas do enlutado nos
aspectos emocionais, fisicos, cognitivos, espirituais. Mesmo que a religião seja
negada, não se deve ignorar sua presença na vivência e no significado de uma
perda e do luto dela decorrente.

Figura: 03

Os rituais, como dizem Bowlby (1981) e Imber-Black (1991), são


constituídos de símbolos, metáforas e ações. Servem a muitas funções:
expressam valores da cultura; marcam a perda de um membro daquela
comunidade ou família; afirmam a vida vivida; facilitam a expressão do pesar em
formas coerentes com os valores daquela cultura; falam simbolicamente dos
significados da morte; indicam uma direção para construir o significado de uma
perda. Ao mesmo tempo, mostram aos vivos que há uma continuidade no viver.

9
Essas funções se aplicam a todas as culturas, desde que respeitados os
valores e significados de cada uma. No entanto, elas se perdem se forem
desprovidas de significado particular, específico à pessoa falecida ou à sua
comunidade. Se não houver essa caracterização individualizada, o ritual será
apenas o cumprimento de uma tarefa, perdendo até mesmo suas propriedades
restauradoras.

Conhecer o peso que a cultura, a sociedade, a religião e a espiritualidade


têm no processo de morrer, na morte e no luto é condição básica e indispensável
para dedicar-se ao estudo do tema. A diversidade é um fator que amplia o campo
de significados quando é entendida antes de ser julgada. A compreensão da
diversidade expressa no luto está em suas visões e significados.

Corr e Corr (2007) evidenciam os motivos pelos quais os profissionais que


trabalha com morte e luto precisa ter uma postura que respeite as diferenças
culturais, lado a lado com o conhecimento das culturas presentes em seu próprio
cotidiano. Para esses autores, o destaque vai para a comunicação na e com a
família, ou em grupos distintos, de culturas diversas; tomada de decisão em
diferentes famílias e em grupos maiores; questões relativas aos cuidados
devidos ou oferecidos à pessoa próxima de morrer; desconfiança de membros
de cada cultura em relação ao sistema social mais amplo, às instituições e aos
profissionais de saúde.

Doka e Martin (2010) consideram a natureza da cultura um agente


modelador dos comportamentos esperados. Embora existam aspectos materiais
que identifiquem dada cultura, a sutileza dos imateriais guarda uma importância
muito grande: a maneira de pensar, acreditar, comportar-se e relacionar-se
define verdadeiramente uma cultura. Ao não viver seu luto de maneira como a
cultura entende ser adequado, o indivíduo corre o risco de que seu processo não
seja reconhecido ou validado. Em consequência, poderá não receber o suporte
de que necessita e vir a enfrentar um luto complicado. No que diz respeito às
diferenças de gênero, o risco está não apenas no não reconhecimento do luto,
mas também na naturalização de um estado de coias - homens são diferentes
de mulheres – que não possibilite questionamentos e mudanças.

10
Parkes (2009) aponta a religião e a espiritualidade como recursos no
enfretamento do luto, associadas a um melhor ajustamento após a perda,
contribuindo para o processo de construção de significados. Se a fé é parte da
vida do enlutado, este deve expressá-la da maneira que lhe parecer apropriada.
A comunidade religiosa proporciona uma grande contribuição nesse processo,
favorecendo a integração social que muito colabora para o enfretamento voltado
à restauração.

Figura: 04

Temos, então, a soma de alguns fatores a favor da religião como recurso


no enfretamento de um luto: a crença que possibilita a construção de um
significado; a existência de rituais que dão ao enlutado previsibilidade e
ferramentas para lidar com sua condição; a experiência de pertencimento a uma
igreja ou a um grupo religioso,que, ao possibilitar a integração social, tece fios
resistentes na tela da rede de apoio.

Doka (2011) entende que as práticas espirituais, como oração e


meditação, têm seu papel no tratamento das enfermidades, ressaltando também
a importância da oração de intercessão, por simbolizar um laço de cuidados.
Alinhada a ele, Liberato (2013) aborda os conceitos de sagrado e

11
espiritualizadade na dimensão espiritual presente no encontro terapêutico,
relevante sobretudo no cuidado que não permite a banalização de experiência
humana, por não desprezar a dimensão sagrada da vida. A compaixão,
agentileza, a amorosidade e a espiritualidade podem alicerçar novas formas de
alívio do sofrimento humano. Essa é a essência do cuidar, conclui a autora.

2. A IMPORTÂNCIA DO PSICÓLOGO NO
PROCESSO DE LUTO

2.1 Aconselhamento psicológico em situações de luto

Figura: 05

O aconselhamento psicológico voltado ao luto constitui-se num modelo


de intervenção psicológica que pretende basicamente auxiliar o indivíduo
enlutado a manejar com a perda, agindo na prevenção de um eventual luto
complicado. A perda de uma figura de apego provoca uma ampla gama de
reações normativas provindas de tal experiência. Alguns atravessam-na

12
perpassando pelas quatro fases do luto de forma dinâmica e, ao mesmo tempo,
prevista, enquanto outros apresentam maiores complicações no manejo com o
pesar. O aconselhamento psicológico torna-se eficaz nestes últimos casos,
à medida que auxilia os enlutados a resolverem o luto de forma favorável
(Worden, 1998). Visa, portanto, o estabelecimento de condições de vida
saudáveis ao enlutado, ao contar com os recursos psíquicos deste, além de sua
rede de apoio familiar e social (Costa, 2006). A abordagem do aconselhamento
psicológico no luto se torna fundamental no auxílio aos indivíduos enlutados,
em virtude de facilitar a passagem pelo processo de luto, buscando uma
conclusão saudável das etapas, fases e ta refas do luto num período de tempo
benéfico ao enlutado. Assume caráter preventivo, à medida que se caracteriza
por ser uma intervenção psicológica possível de ser feita antes da instauração
de um luto complicado (Parkes, 1998).
O aconselhamento psicológico em situações de luto objetiva, de modo
geral, auxiliar o indivíduo na adaptação da perda para que este se torne capaz
de ajustar-se à nova realidade de forma saudável e funcional mesmo na
ausência do falecido. Trata-se de acreditar e ajudar o enlutado a encontrar meios
para que este possa reinvestir suas emoções na vida e no viver (Worden,2013).
Esta abordagem pode ser vislumbrada como um suplemento para
intervenções tradicionais que podem não funcionar com alguns ou não estarem
disponíveis para outros. O aconselhamento, neste sentido, permite que o
profissional esteja instrumentalizado de forma consistente sem necessariamente
fazer abordagens formais em demasia (Worden, 1998).
A despeito das fases de transição do luto, pode-se dizer que o
aconselhamento funciona como (1) reforçador para a concretização da perda,
ou seja, a realidade da sua ocorrência; (2) um suporte ao enlutado no que se
refere ao sofrimento emocional e às eventuais condutas provindas deste;
(3) facilitador no atravessamento dos desafios impostos pelos reajustas pós-
perda; e (4) promotor das reflexões do enlutado, a fim de que possam ser
encontradas maneiras saudáveis de manter o vínculo com a pessoa querida
e, ao mesmo tempo, sentir-se confortável para reinvestir no processo de viver
(Worden, 2013).
Diferentes profissionais podem executar o trabalho de aconselhamento
e promover a facilitação dos objetivos do luto. Parkes (1980) apresenta três

13
modalidades de aconselhadores, sendo a primeira composta por profissionais
capacitados para o serviço – médicos, enfermeiros, psicólogos ou assistentes
sociais; o segundo tipo de aconselhamento no luto envolve serviços em que
voluntários são selecionados, treinados e acompanhados por profissionais; e o
terceiro envolve grupos de autoajuda em que um enlutado oferece amparo
aos demais também enlutados, com ou sem o acompanhamento de um
profissional capacitado. Os referidos serviços são direcionados a uma reduzida
quantidade de indivíduos enlutados que apresentam condutas de risco após
uma perda, e vão desde o acolhimento e amparo a estes ou às famílias, em suas
residências, até mesmo a realização de atendimentos individuais ou sob o viés
de trabalho grupal, no próprio local do serviço de luto (Parkes, 1998).
Worden (2013) defende a ideia de que o aconselhamento psicológico em
situações de luto é mais eficiente quando realizado por volta de uma semana
posteriormente ao funeral. Nas primeiras 24 horas, geralmente, os enlutados
encontram-se em estado de choque e torpor, por isso, supõe-se muito cedo para
que o conselheiro atenda. Considerando que o luto é um processo cujo tempo
de aperceber-se e permitir-se a visualização da concretude do que fora perdido
pode levar longo prazo, enquanto for testemunhado, qualquer elemento que
force o teste de realidade no período inicial tende a causar objeções. Contudo,
salienta-se que há situações em que o próprio serviço funerário dispõe de
assistência psicológica como ferramenta complementar na facilitação de
recursos psíquicos e estratégias de enfrentamento aos enlutados. Portanto,
considera-se que não há regras rígidas quanto à atuação do profissional
conselheiro frente à perda. É preciso pontuar fatores como as circunstâncias da
morte, as possíveis funções exercidas pelo aconselhamento psicológico, bem
como a estruturação do contexto fúnebre (Parkes, 1998).
Pode-se dizer que há três filosofias do aconselhamento do luto no que
tange ao recebimento desta modalidade de serviço.
▶A primeira refere que o aconselhamento psicológico pode ser oferecido
a todos os que sofrem devido às perdas por morte, em razão de ser um evento
traumático aos envolvidos. Porém, ressalta-se que o atendimento universal,
embora compreensível, apresenta custos, à medida que se torna inviável
oferecê-lo de forma integral.

14
▶ A segunda filosofia diz respeito à necessidade de ajuda por parte dos
enlutados após o surgimento de dificuldades maiores. Em outras palavras, a
busca pelo aconselhamento acontece, geralmente, após um longo período
de estresse que se torna irreversível ao enlutado.
▶ A terceira filosofia está ancorada num modelo preventivo de saúde
mental. Neste sentido, o profissional pode atuar de forma a prevenir
precocemente eventuais adaptações precárias à perda e dificuldades
posteriores (Worden, 2013).
Diante da perda sofrida, o enlutado precisa de um suporte que lhe
possibilite falar sobre o seu pesar e a experiência vivenciada pela morte do
próximo, sobre o funeral e as lembranças do falecido. O profissional
aconselhador deve ser continente e permitir que o enlutado sinta que suas
expressões de dor estejam sendo escutadas e aceitas; saber que algum grau
de culpa e raiva se fazem presentes, mas que pode conversar sobre isso com
tranquilidade; proteger-se dos desvios que o processo de luto, não raras vezes,
impõe. Do mesmo modo, experimentar-se diante do primeiro aniversário de
morte com acompanhamento; reconhecer, compreender e atender as
necessidades do enlutado quando visualizar maior indisponibilidade por parte
deste.

2.2 Como lidar com a morte

Existe uma forma de enfrentar a morte? A perda de uma situação querida


é uma das situações mais difíceis que uma pessoa pode trazer, é uma dor
insuportável e que cada pessoa fica enlutada de uma maneira, assim, o luto é
uma experiência pessoal e única que deve ser respeitada, é um tempo de
superação de cada ser, porque deve ser vivido, sentido e superado (BALDO,
2016).
Atualmente a morte é marcada por preconceito, cercada por mistérios,
crenças e independentemente de suas causas ou formas, ocorrem frequentes
negações sobre esse tema confuso e disfarçado, porém, um assunto do qual
não podemos fugir, sendo que, mais cedo ou mais tarde nos deparamos com
esse fenômeno em nossas vidas. Geralmente as pessoas não estão preparadas

15
para lidar com o fim, o que torna mais difícil e delicada a aceitação do término
do ciclo da vida (BASSO; WAINER, 2011).

3. PROXIMIDADE DA MORTE E A TERMINALIDADE


HUMANA

Figura: 06

Um deles refere-se ao doente que se encontra na etapa final de uma


doença, portanto próximo da morte. Para Borges e colaboradores, a percepção
da morte na visão do paciente terminal é diferente em cada fase do ciclo de vida.
Segundo os autores, na infância, a morte pode ser representada conforme se
modificam o pensamento e a linguagem. Para o adulto, a morte pode depender
da experiência física e psicológica pela qual se está passando. Já, para o idoso,
a morte pode ser configurada em uma perspectiva de maior resignação. A
maioria dos indivíduos não está preparada para enfrentar a morte, incluindo os
pacientes e seus cuidadores. A falta de conhecimento sobre os aspectos
relacionados ao final da vida pode tornar a assistência a pacientes em fase

16
terminal uma experiência apavorante para muitos profissionais. E, quanto mais
jovem o paciente, mais difícil lidar com a situação. A morte é evento “previsível”
para as pessoas idosas e, por isso, o grau de aceitação da morte desses
pacientes é maior, dado ser encarada como a fase final do ciclo da vida.
A morte não atinge a equipe de saúde do mesmo modo, porque a
percepção da perda é determinada por fatores como idade, circunstância da
morte e, sobretudo, pelo grau de envolvimento com o paciente. Contudo, embora
a morte faça parte do contexto da vida e da rotina do ambiente hospitalar, os
integrantes da equipe multiprofissional de saúde – em geral – não estão
preparados para enfrentar a morte e lidar com a perda de pacientes. Somente
os indivíduos seguros em relação aos seus sentimentos, e com atitudes naturais
diante da vida e da morte, terão atingido o estágio que lhes outorga capacidade
de compreensão para auxiliar terceiros. Conforme sustentam Costa e Lima,
para que se possa dar assistência adequada aos pacientes terminais, é
necessário compreender as reações e comportamentos que tanto os pacientes
quanto os familiares podem apresentar diante da proximidade da morte.

Figura: 07

O paciente poderá reagir de várias maneiras em relação à sua doença


e à terminalidade de sua vida. Poderá aceitar ou negar; poderá ter o

17
conhecimento de que está morrendo, mas emocionalmente se sentir incapaz
de aceitar; ou poderá aceitá-la, mas não conseguir verbalizar a situação .
Segundo Kübler-Ross, o diagnóstico de uma doença potencialmente terminal
é fator de desestruturação psicológica, fazendo com que pacientes e familiares
passem por algumas fases emocionais características. Sem necessariamente
constituir um processo linear, de sequência rigorosa, já que nem todos os
pacientes o vivenciam da mesma forma, os estágios sistematizados pela
psiquiatra suiça, Elisabeth Kübler-Ross ( 1969 Apud DIPP, 2002), pesquisou
sobre esse tema e descreveu cinco fases do processo de luto, sendo elas:

3.1 Primeiro estágio: Negação

Figura: 08

Surge na primeira fase do luto. É o momento em que nos parece


impossível a perda, quando não somos capazes de acreditar nela. A dor da
perda é tão grande, que parece não ser possível nem real. Ocorre com mais
frequência no início da doença, e em pacientes e familiares que são
prematuramente informados acerca do seu diagnóstico. A intensidade e duração
desse estágio dependem da capacidade do enfermo, e das outras pessoas que

18
convivem com ele, de lidar com essa dor. Em geral, a negação não persiste por
muito tempo. No entanto, alguns pacientes podem jamais ultrapassar esse
estágio, indo de médico em médico, até encontrar alguém que o apoie em sua
posição. O mais sensato seria falar sobre a morte com pacientes e familiares
antes que ela ocorra de fato e desde que o queiram, até porque é mais fácil para
a família discutir esses assuntos em tempos de relativa saúde e bem-estar do
paciente. Ademais, adiar esse tipo de conversa não beneficia o doente em
nenhum aspecto.

3.2 Segundo estágio: Raiva

Figura: 09

A raiva surge depois da negação. Mesmo assim, apesar da perda já


consumada, negamo-nos a acreditar nela. Desse modo, é quando surge o
pensamento: “Por que comigo?”. E assim, é comum que surjam, nessa fase,
sentimentos de inveja e raiva, quando qualquer palavra de conforto nos parece
falsa, custando acreditar na sua veracidade. Esse estágio pode estar
relacionado à impotência e à falta de controle sobre a própria vida. É muito
difícil lidar com o paciente nessa fase: faz exigências, se revolta, solicita atenção

19
contínua, faz críticas e tem explosões comportamentais caso não seja atendido
ou se sinta incompreendido e desrespeitado. É importante que, nesse estágio,
haja compreensão dos demais sobre a angústia transformada em raiva no
paciente que teve de interromper as atividades da sua vida por causa da doença.

3.3 Terceiro estágio: Barganha

Figura: 10

A negociação surge quando o indivíduo começa a encarar a hipótese da


perda e, diante disso, tenta negociar para que esta não seja verdade. Diante
disso, ele busca fazer algum tipo de acordo, de maneira que as coisas possam
voltar a ser como era antes. Sendo assim, essa negociação, geralmente,
acontece dentro do próprio indivíduo ou, às vezes, voltada para a religiosidade.
Os pacientes acreditam que, por serem obedientes, alegres e não
questionadores, o médico fará com que melhorem. As pessoas buscam firmar
acordos com figuras que segundo suas crenças teriam poder de intervenção
sobre a situação de perda. Normalmente, a pessoa que se encontra nesse
estágio realiza promessas em sigilo, contando com a possibilidade de ser
recompensada por seu bom comportamento. Em geral, o paciente se mantém
sereno, reflexivo e dócil.

20
3.4 Quarto estágio: Depressão

Figura: 11

A depressão surge quando o indivíduo toma consciência de que a perda


é inevitável e incontornável. Consoante, ele sente o “espaço” vazio da pessoa
(ou coisa) que perdeu e percebe que não há como escapar da perda. De modo
que, toma consciência de que nunca mais verá aquela pessoa (ou coisa); e com
o desaparecimento dela, todos os sonhos, projetos e todas as lembranças
associadas a essa pessoa ganham um novo valor.
Essa fase surge quando o paciente se encontra em fase terminal e tem
consciência da sua debilidade física; portanto, não pode mais negar sua doença.
Nessa etapa, o indivíduo é muitas vezes forçado a submeter-se a mais uma
hospitalização ou a outra cirurgia. Aqui a depressão assume quadro clínico
característico: desânimo, desinteresse, apatia, tristeza, choro etc. As tentativas
anteriores não deram certo: negar não adiantou; revoltar-se e fazer barganhas,
também não. Dessa forma, deve-se deixá-lo à vontade para externar seu pesar
e assim aceitar a situação mais facilmente. O paciente está prestes a perder tudo

21
e todos os que amam, por isso é importante que passe os momentos finais junto
de seus familiares e entes queridos

3.5 Quinto estágio: Aceitação

Figura: 12

Última fase do luto. Assim, é quando a pessoa aceita a perda com paz e
serenidade, sem desespero ou negação. Nessa fase, o espaço vazio deixado
pela perda é preenchido. Entretanto, é um período que depende muito da
capacidade da pessoa de mudar a perspectiva e preencher o vazio. Voltando-se
para a religiosidade, para a fé ou a ajuda de um profissional num processo de
psicoterapia.

22
4. LUTO ANTECIPADO

Figura: 13

O luto antecipatório difere do luto convencional. Você sente tristeza


antecipada antes que alguém morra. Você sente a dor convencional depois.
Esse tipo de luto pode ser experimentado tanto pelos entes queridos de alguém
que está perto da morte quanto pela pessoa que está realmente morrendo. Você
pode ter sentimentos confusos enquanto um ente querido está morrendo. Você
pode agarrar-se à esperança ao mesmo tempo que começa a se desapegar.
Essas emoções podem ser profundamente dolorosas. Para piorar as coisas, as
pessoas têm menos probabilidade de obter apoio para seu luto neste momento.
O luto antecipatório é a profunda tristeza sentida durante os últimos dias
de vida. Pode ser experimentado tanto pela pessoa que está morrendo quanto
por seus entes queridos. O luto antes da morte lhe dá uma chance de dizer adeus
que você não disse quando um ente querido morre repentinamente. Ainda assim,
o luto antes da morte não substitui ou mesmo encurta o período de luto que se
segue à morte. As pessoas às vezes usam palavras como “batalha” e “luta” para

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descrever uma doença terminal. Essas metáforas sugerem incorretamente que
os pacientes podem “vencer” sua doença com esforço suficiente. Isso pode
dificultar para a pessoa que está morrendo e seus entes queridos expressarem
pesar antes da morte.

Nem todo mundo sente tristeza por antecipação, mas é comum.


Sentir tristeza enquanto seu ente querido ainda está vivo não significa que
você o está abandonando ou desistindo. Em vez disso, o luto antecipatório pode
lhe dar uma chance de ganhar um significado e um fechamento que você não
teria de outra forma. Você pode sentir que está em algum lugar entre segurar e
deixar ir. Algumas pessoas acham isso muito doloroso. Eles podem sentir que
estão traindo seu ente querido se eles se inclinarem para o desapego. A verdade
é que é possível viver segurando e soltando ao mesmo tempo. Você não tem
que escolher.

O luto antecipatório não é apenas o luto pela morte iminente de um ente


querido. Étambém pesar pelas outras perdas que acompanham a morte, como:

▶ A perda de um companheiro
▶ A perda de memórias compartilhadas.
▶ A perda de sonhos para o futuro.
▶ Às vezes, a dor do passado pode ressurgir durante esse período.

Negar a dor que você sente agora pode prolongar a dor mais tarde. O luto
tem um propósito, quer ocorra antes ou depois da morte.

Os pesquisadores identificaram quatro fases e tarefas de luto. As tarefas


incluem:

▶ Aceitando a perda que se aproxima.


▶ Trabalhando com a dor.
▶ Ajustando-se a uma nova realidade onde seu ente querido está
ausente.

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▶ Conectando-se ao seu ente querido de uma maneira diferente conforme
vocêavança.

Isso não significa que você deva desistir de seu ente querido ou esquecê-
lo. Em vez disso,essas tarefas o ajudarão a manter a alegria e o amor que você
compartilhou antes. Eles também podem ajudar a interromper a profunda tristeza
que pode tornar dolorosa a lembrança.

Passe algum tempo com seu ente querido que está morrendo

Figura: 14

As pessoas às vezes falam sobre como é difícil passar um tempo com um


ente querido que está morrendo. Eles podem não querer se lembrar de seu ente
querido enquanto eles estavam morrendo. Em vez disso, eles podem querer
lembrar como a pessoa era antes desua doença.
É importante passar algum tempo com um ente querido que está
morrendo. Isso é verdade não apenas para a pessoa que está morrendo, mas
também para seus entes queridos. Se decidir não visitar seu ente querido que
está morrendo, você pode se arrepender de sua escolha mais tarde.

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Encontre maneiras significativas de passar algum tempo, juntos.
Experimente compartilhar fotos antigas ou recordações. Peça ao seu ente
querido para compartilhar histórias sobre relíquias de família e outras por
exempo, como joias. Você pode descobrir que relembrar pode ser uma limpeza.

5. COMPORTAMENTO SUICIDA

Figura: 15

O tema suicídio demanda a atenção de profissionais de diversas áreas


que possam tratar dos riscos e das possibilidades de prevenção. É preciso levar
em consideração que, atualmente, as situações sociais, como empregabilidade
e desemprego, estrutura familiar, condições socioeconômicas, padrão de
possibilidades de consumo de insumos, como roupas, alimentos e lazer,
aceitação no meio de convivência, entre outros fatores, interagem com as
predisposições biológicas para o aparecimento do comportamento suicida.
A existência de um transtorno mental é considerada um forte fator de risco
para o suicídio.
Os transtornos mentais mais comumente associados ao suicídio são:
depressão, transtorno do humor bipolar, dependência de álcool e de outras

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drogas psicoativas. Esquizofrenia e certas características de personalidade
também são importantes fatores de risco. A situação de risco é agravada quando
mais do que uma dessas condições combinam-se, como por exemplo depressão
e alcoolismo; ou ainda, a coexistência de depressão, ansiedade e agitação.
Não se trata de afirmar que todo suicídio relaciona-se a uma doença
mental, nem que toda pessoa acometida por uma doença mental vá se suicidar,
mas não se pode fugir da constatação de uma doença mental é um importante
fator de risco para o suicídio. A causa de um suicídio (fator predisponente) em
particular é invariavelmente mais complexa do que um acontecimento recente,
como a perda do emprego ou um rompimento amoroso (fatores precipitantes).
É importante estar atento aos fatores de risco, conhecê-los e saber como
lidar com eles. Os dois principais fatores de risco são a tentativa prévia e a
presença de transtorno mental, mas outros aspectos também estão diretamente
ligados aos índices de suicídio:
- Uso de álcool e outras drogas.
- Desesperança e desespero: busca de sentido existencial, razão para
viver, falta de habilidade de resolução de problemas.
- Isolamento social, ausência de amigo íntimos.
- Possuir acesso a meios letais.- Impulsividade

Evidencia-se que o risco para comportamento suicida é uma conjugação


entre o biológico e o psicossocial, um potencializando o outro. Dessa forma, as
ações de prevenção devem ser realizadas contemplando a atenção integral ao
indivíduo. O exercício de solidariedade, juntamente com as condições de
adaptação do indivíduo ao sofrimento psíquico, é um fator relevante ao tratar
usuários com comportamentos suicida.

Vídeo complementar

Como lidar com a perda de alguém que amamos


Augusto Cury | Ep. 115

Link:
[Link]

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6. REFERÊNCIAS:

ALMEIDA, C. (2017). 11 atitudes que não ajudam a diminuir a dor. Vamos


Falar Sobreo Luto.
BALDO, R. Como Lidar com o luto pela perda de uma pessoa proxima?
São Paulo, 2016.
BOWLBY, J. Attachment and loss, v. 1: Attachment. Harmondsworth:
Penguin, 1978ª. [ Ed. Brasi.; apego e perda, v.1: Apego: a natureza do vínculo.
Trad. Álvaro Cabral e Auriphedo Berrance simões. 3. Ed. São Paulo: Martins
Fontes, 2002.]
CORR, C. A.; Corr, D. M. “Culture, socialization, and dying”. In: Balk, D.
(org). Handbook of thanatology: the essential body of knowledge for the study of
death, dying, and bereavement. Nova York/Londres: Routledge, 2007, p. 3-9.
COSTA, A. P. R. (2006). Possíveis efeitos do aconselhamento
psicológico desenvolvido no ritual fúnebre para mães que perderam filhos jovens
em circunstância de morte repentina/violenta. Monografia de especialização
[não-publicada]. Instituto de Psicologia 4 Estações: São Paulo.
DOKA, K. J. “Religion and spirituality: assessment and intervention”.
Journal os social Work and End-of-Life & Palliative Care, v. 7, n. 1, 2011, p. 99-
109.
DOKA, K. J.; Martin, T. L. Grieving beyond gender: understanding the
ways men and women mourn. Nova York/Londres: Routledge, 2010.
FREITAS, J. L. Luto e fenomenologia uma proposta compreensiva.
Revista da Abordagem Gestaltica,2013.
LIBERATO, R. “ A expressão da espiritualidade no encontro humano”. In:
Carbonari, K.; Seabra, C. R. (orgs). Psico-oncologia: assistência humanizada e
qualidade de vida. São Paulo: comenius, 2013, p. 287-303.
PARKES, C. M. (1998). Luto: Estudos sobre a perda na vida adulta. (M.
H. P. Franco, Trad.). São Paulo: Summus.

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PARKES, C. M. “ amor e perda: as raízes do luto e suas complicações.
Trad. Maria Helena Pereira Franco. São Paulo: summus, 2009.
WORDEN, J. W. (2013). Aconselhamento do luto e terapia do luto: Um
manual para profissionais da saúde mental. (A. Zilberman, L. Bertuzzi & S.
Smidt,Trads.). São Paulo: Rocca.
WORDEN, J. W.(1998). Terapia do luto: Um manual para o profissional
de saúde mental . (M. Brener & M. R. Hofmeis ter, Trads.). Porto Alegre: Artes
Médicas.

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