Método dos esforços
1.1 Base do método
a) Classificação estática
𝑐=1 𝐿 = 2𝑛 + 3𝑐 𝑏 =𝑏 +𝑏 𝑔 =𝑏−𝐿 gi=3.q
𝑛=0 𝐿 =2∙0+3∙1 𝑏 =0+5 𝑔 = 5−3 gi=3*0
b =0 𝐿=3 𝑏=5 𝑔 =2 gi=0
b =5 g=2
q=0
Como 𝑏 > 𝐿 a estrutura é hiperestática
b) Escolha do sistema principal
c=2
L=6
n=0
br=0
b=6
bv=6
q=0
X1, X2: Incógnitas hiperestáticas
Após a escolha do sistema principal, pode-se proceder à superposição dos efeitos:
I I
s s
Sistema 0 Sistema 1 Sistema 2
M tfm
M0 M1 M2
^I va2 tf
^I ^I ^I va1
va0
VA
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VA=va0+va1*X1+va2*X2
M1
_
𝑀 = 𝑀 +𝑀 𝑋 +𝑀 𝑋 M
M2
𝑄 =𝑄 +𝑄 𝑋 +𝑄 𝑋
𝑁 =𝑁 +𝑁 𝑋 +𝑁 𝑋
Mo
Aplicando o teorema de Menabrea, para os hiperestáticos X1 e X2 temos:
M M1
Para X1
𝑀 𝜕𝑀 M2
𝑑𝑠 = 0
𝐸𝐼 𝜕𝑋
𝑀 +𝑀 𝑋 +𝑀 𝑋
( )𝑀 𝑑𝑠 = 0 × [𝐸𝐼 ]
𝐸𝐼
𝐼 𝐼 𝐼
𝑀 𝑀 𝑑𝑠 + 𝑀 𝑀 𝑋 𝑑𝑠 + 𝑀 𝑀 𝑋 𝑑𝑠 = 0
𝐼 𝐼 𝐼
𝐸𝐼 𝛿 + 𝐸𝐼 𝛿 𝑋 + 𝐸𝐼 𝛿 𝑋 = 0 (𝑒𝑞. 𝐼)
Para X2
𝑀 𝜕𝑀
𝑑𝑠 = 0
𝐸𝐼 𝜕𝑋
𝑀 +𝑀 𝑋 +𝑀 𝑋
( )𝑀 𝑑𝑠 = 0 × [𝐸𝐼 ]
𝐸𝐼
𝐼 𝐼 𝐼
𝑀 𝑀 𝑑𝑠 + 𝑀 𝑀 𝑋 𝑑𝑠 + 𝑀 𝑀 𝑋 𝑑𝑠 = 0
𝐼 𝐼 𝐼
𝐸𝐼 𝛿 + 𝐸𝐼 𝛿 𝑋 + 𝐸𝐼 𝛿 𝑋 = 0 (𝑒𝑞. 𝐼𝐼)
Das equações I e II tem-se o seguinte sistema na forma matricial:
𝛿 𝛿 𝑋 𝛿
EIc =− EIc
𝛿 𝛿 𝑋 𝛿
[𝛿](𝑋) = −(𝛿 )
Onde:
[𝛿] - matriz de flexibilidade
(𝑋) - vetor das incógnitas (Esforços)
(𝛿 ) - vetor dos termos de carga
No caso de outros tipos de ações como: variação de temperatura, recalques nos apoios e defeitos
de fabricação, deve-se substituir 𝐸𝐼 𝛿 por 𝐸𝐼 𝛿 , 𝐸𝐼 𝛿 , 𝐸𝐼 𝛿 respectivamente.
Para todos os casos em conjunto:
𝛿 𝛿 𝑋 𝛿 𝛿 𝛿 𝛿
=− − − − +⋯
𝛿 𝛿 𝑋 𝛿 𝛿 𝛿 𝛿
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1.2 Roteiro de cálculo
a) Determinar o grau de hiperestaticidade
b) Escolha do sistema principal
c) Traçar os diagramas ( se for pórtico "Momento", se for treliças "Normal")
d) Calcular os 𝐸𝐼 𝛿 ( 𝐸𝐼 𝛿 , 𝐸𝐼 𝛿 , 𝐸𝐼 𝛿 )
e) Montagem e resolução do sistema de equações. (X1, X2, ...)
f) Calcular os esforços solicitantes finais na estrutura hiperestática. (Diagramas de esforços
solicitantes)
𝜉=E
E 𝜉 + E𝜉 𝜒 M=Mo+M1*X1+M2*X2
onde 𝜉 é o esforço, pelo princípio da superposição dos efeitos.
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