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Modulo II

O documento aborda a utilização e classificação de artigos e substantivos na língua portuguesa, incluindo definições, regras de uso e exemplos práticos. Ele detalha a formação de plurais, a distinção entre substantivos comuns e próprios, e as variações de gênero e número. Além disso, menciona casos específicos de uso de artigos e substantivos compostos.

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Modulo II

O documento aborda a utilização e classificação de artigos e substantivos na língua portuguesa, incluindo definições, regras de uso e exemplos práticos. Ele detalha a formação de plurais, a distinção entre substantivos comuns e próprios, e as variações de gênero e número. Além disso, menciona casos específicos de uso de artigos e substantivos compostos.

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1. ARTIGO

É a palavra que, vindo antes de um substantivo e indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.

Classificação dos Artigos

Artigos Definidos: Determinam os substantivos de maneira precisa: o, a, os, as.


Ex.: eu matei o animal.

Artigos Indefinidos: Determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Ex.: eu matei um animal.

* Combinação dos Artigos

Artigos Artigos Combinação


Preposições definidos indefinidos ao, aos, à, às
A o, os, a, as um, uns, uma, umas da, das, do, dos, dum, duns, duma
De o, os, a, as um, uns, uma, umas no, na, nos, nas, num, numa, nuns, numas
Em o, os, a, as um, uns, uma, umas pelo, pelos, pela, pelas
Por o, os, a, as -

- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase.

- As formas pelo(s)/pela(s) resultam da combinação dos artigos definidos com a forma per, equivalente a por.

Emprego do Artigo.

1. Usam-se artigos definidos depois do pronome todo (a) (s) e da palavra ambos (a) (s), com substantivo expresso.
Ex.: ambas as mulheres escrevem bem.
Ex.: todos os homens são inteligentes.

2. Usam-se artigos para substantivar as palavras.


Ex.: ele tem um quê de sabedoria.
Ex.: qual o porquê de sua pergunta.

3. Nas locuções adverbiais, prepositivas e conjuntivas.


Ex.: sairemos à noite.
Ex.: estamos à procura da felicidade.
Ex.: à proporção que chovia, aumentava o caos.

As locuções “acerca de”, “a cerca de” e “a fim de” não admitem o acento grave.

Com a locução prepositiva, a preposição virá no final do “termo”. Com a locução adverbial, a preposição virá no início
do termo.

Ex.: viam de perto o fenômeno da Pororoca. (locução adverbial)


Ex.: o fato ocorreu perto de sua casa. (locução prepositiva)

4. Antes das palavras casa, terra e distância quando estiverem determinadas.


Ex.: irei à casa de papai.
Ex.: chegaremos à terra da minha infância.
Ex.: estamos à distância de 10 metros.
Onde não se usa artigo:
1. Não se usam artigos antes de nomes de cidades, a não ser que os nomes venham determinados ou exijam
o artigo.
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Ex.: a França é bela.
Ex.: Roma é charmosa.
Ex.: a Roma do Papa.

Se vou “a” volto “da” artigo haverá


Se vou “a” volto “de” artigo para quê?

2. Não se usam artigos antes de pronomes de tratamento.


Ex.: vossa senhoria é muito respeitado.

Esta regra não se aplica para aos pronomes senhor e senhora.


Ex.: o senhor me chamou.
Ex.: a senhora é minha mãe.

3. Não se usam os artigos antes das palavras casa e terra a não ser quando estas estiverem determinadas.
Ex.: ninguém chegou à casa paterna.
Ex.: o navio voltou à terra dos pais.

4. Não se usam artigos depois do pronome relativo cuja e suas variações.


Ex.: este é o carro cuja porta está com defeito.

5. Não se usam artigos antes de verbos.


Ex.: eu sou obrigado a usar máscara.

6. Não se usam artigos antes de pronomes: pessoais retos, oblíquos, demonstrativos, indefinidos e de tratamento.
Ex.: todos se dirigiram a ela.

Ex.: ela veio a mim.


Ex.: ela se referiu a esta cidade.
Ex.: não demonstrava sua tristeza a ninguém.
Ex.: falarei tudo a vossa santidade.

Uso facultativo.

1. Antes de nomes próprios.


Ex.: a Ana não virá.
Ex.: Ana não virá.

2. Antes de pronomes possessivos.


Ex.: ele pegou (o) meu carro.
Ex.: fui a(a) sua casa.

2. Substantivo

Definição e Classificação: É a palavra que usamos para designar seres.

1. Quanto à sua formação:

Simples. Quando é formado apenas por um radical.


Ex.: chuva, flor.

Composto. Quando é formado por mais de um radical.


Ex.: guarda-chuva, beija-flor.

Primitivo. Quando não se origina de nenhuma palavra.


Ex.: ferro, livro.

Derivado. Quando se origina de outra palavra.


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Ex.: ferreiro, livraria

2. Quanto à sua classificação:

Comum. Designa qualquer elemento de um conjunto.


Ex.: professor, cidade, país.

Próprio. Destaca um determinado elemento de um conjunto, particularizando-o.


Ex.: Pedro, Fortaleza, Brasil.

Concreto. Designa seres e coisas do mundo real ou imaginário.


Ex.: criança, Deus, vento, cidade.

Não dependem de um ser para existir.

Abstrato. Dão nomes a estados, qualidades, sentimentos ou ações.


Ex.: tristeza, maturidade, beijo, amor, odor, frio, vida, morte

Dependem de um ser para existir

Devemos destacar ainda o substantivo coletivo, que é um substantivo comum que, mesmo no singular, designa um
grupo de seres da mesma espécie.

Exemplos:
Banca: coletivo de examinadores
Banda: coletivo de instrumentistas
Bando: coletivo de ciganos
Alcateia: coletivo de lobos
Bando: coletivo de aves ou pássaros
Boiada: coletivo de bois

3. Quanto à sua flexão:

* Gênero
Os substantivos podem pertencer ao gênero masculino ou ao feminino, dividindo-se em biformes e uniformes.

Substantivos biformes: são os substantivos que apresentam uma forma para cada gênero. Nesse caso, ocorrem as
seguintes situações:

1. Como regra geral, o gênero feminino é marcado pela desinência a.


Ex.: gato. Gata.
Ex.: freguês. Freguesa.

2. Alguns substantivos formam o feminino por meio do acréscimo de sufixos.


Ex.: conde - condessa.
Ex.: imperador – imperatriz.
Ex.: sacerdote - sacerdotisa.

3. Os substantivos masculinos terminados em ão formam o feminino em oa, ã, ou ona.


Ex.: leão - leoa.
Ex.: anão - anã.
Ex.: solteirão - solteirona.

Substantivos uniformes: são os substantivos que apresentam a mesma forma no masculino e no feminino. São
classificados em comum de dois, epicenos e sobrecomuns.

Comuns de dois gêneros: são os que se referem a pessoas. A distinção de gênero é dada pelas palavras que os
acompanham
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Ex.: um jornalista - uma jornalista.
Ex.: aquele jovem - aquela jovem.
Ex.: famoso cientista - famosa cientista.

Epicenos: são os que se referem a animais de ambos os sexos.


Ex.: cobra, onça, jacaré.

Para especificar o sexo do animal, geralmente juntamos a esses substantivos as palavras macho e fêmea.

Sobrecomum: são os que apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos.
Ex.: a criança (menino ou menina); a testemunha (homem ou mulher)

Entre os substantivos que designam coisas. São masculinos os terminados em - ema e - orna que se originam de
palavras gregas:

Número

Os substantivos variam em número - singular ou plural. Certos substantivos, porém, só são usados no singular ou no
plural.
Ex.: parabéns, pêsames.

Plural dos substantivos simples.

3.1. Como regra geral, o plural é feito pelo acréscimo do "s" à forma do singular.
Ex.: aluno – alunos.
Ex.: casa - casas.

3.2. Os substantivos terminados em al, el, ol e ul fazem plural trocando o "l" por "IS."
Ex.: jornal – jornais.
Ex.: papel – papéis.
Ex.: anzol – anzóis.
Ex.: azul - azuis.

3.3. Os substantivos terminados em "IL" fazem o plural da seguinte forma:


a) Se forem oxítonos trocam o "L" por "S".
Ex.: funil – funis.
Ex.: barril - barris.

b) Se forem paroxítonos, trocam o "IL" por "EIS".


Ex.: fóssil – fósseis.
Ex.: réptil - répteis.

o substantivo réptil apresenta uma forma variante - reptil.

3.4. Os substantivos terminados em "N" fazem o plural pelo acréscimo de "es ou s." ( a última forma é mais usada) .
Ex.: hífen - hífenes ou hifens.

3.5. Acrescenta-se "S" aos substantivos terminados em "M". Essa letra é substituída por "N" na forma do plural.
Ex.: homem - homens / atum - atuns

3.6. Os substantivos terminados em "R ou Z" formam o plural com o acréscimo de "ES":
Ex.: mar – mares.
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Ex.: raiz - raízes.

Destaquem-se os plurais de caráter, júnior e sênior: caracteres, juniores e seniores. Formas em que ocorre também
deslocamento da sílaba tônica.

3.7. Os substantivos monossílabos e os oxítonos terminados em "S" fazem o plural pelo acréscimo de
"ES." Ex.: país – países.
Ex.: francês – franceses.
Ex.: mês – meses.
Ex.: gás - gases.

Quando não são oxítonos, os substantivos terminados em “s” não mudam de forma no plural.
Ex.: os tênis - os tênis.
Ex.: o lápis - os lápis.

3.8. Os substantivos terminados em "X" permanecem com a mesma forma no plural.


Ex.: os tórax - os tórax

3.9. Com os substantivos terminados em "ÃO", a formação do plural pode ocorrer de três maneiras:

a) pelo acréscimo do "S".


Ex.: irmão – irmãos.
Ex.: cidadão – cidadãos.
Ex.: artesão – artesãos.
Ex.: órgão - órgãos.

b) pela transformação do "ÃO" em "ÃES".


Ex.: alemão - alemães

c) pela transformação do "ÃO" em "ÕES".


Ex.: leão – leões.
Ex.: falcão – falcões.
Ex.: espião - espiões.

Muitos substantivos apresentam dois e até três plurais: Vejamos alguns:


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5. Plural com metafonia.

Muitos substantivos com “o” fechado tônico, quando passam ao plural. Mudam esta vogal para “o” aberto

Continuam com o fechado no plural: acordo, adorno almoço, alvoroço, arroto, bojo, bolo, bolso, cachorro, caolho,
coco, esboce, esposo, ferrolho, fofo, forro, gafanhoto, globo, gorro, gosto, gozo, horto, jorro, morro, repolho, reboco,
rolo, roto, sogro, soldo, sopro, soro, toco, toldo, topo, torno, transtorno.

6. Mudança de número e mudança de significado:

o amor (afeto) os amores ( namoro)


a ânsia ( aflição) as ânsias (náuseas)
o ar (vento) os ares ( clima, aparência)
a arte ( ofício) as artes ( astúcia, traquinagens)
a costa ( litoral) as costas (dorso)
o fogo ( lume) os fogos ( pirotecnia)
a honra ( dignidade) as honras ( distinções)
a letra ( símbolo gráfico) as letras ( literatura)
a liberdade ( livre arbítrio) as liberdades (atrevimento)

7. Plural dos Substantivos Compostos

A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de palavras que
formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como
os substantivos simples:

aguardente e aguardentes
girassol e girassóis
pontapé e pontapés
malmequer e malmequeres
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O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:

7.1. Flexionam-se os dois elementos, quando formados de:

1- Substantivo + substantivo
Ex.: couve-flor e couves-flores

2- Substantivo + adjetivo
Ex.: amor-perfeito e amores-perfeitos

3- Adjetivo + substantivo
Ex.: gentil-homem e gentis-homens

4 - Numeral + substantivo.
Ex.: quinta-feira e quintas-feiras

7.2. Flexiona-se somente o segundo elemento, quando formados de:

1- Verbo + substantivo
Ex.: guarda-roupas

2- Palavra invariável + palavra variável


Ex.: alto-falantes.

3- Palavras repetidas ou onomatopaicas


Ex.: reco-recos

7.3. Flexiona-se somente o primeiro elemento, quando formados de:

1- Substantivo + preposição + substantivo


Ex.: pés de moleque

2- Substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do
termo anterior.
Ex.: horas-aula.
Ex.: navios-escola.

7.4. Permanecem invariáveis, quando formados de:


1- Verbo + advérbio
Ex.: o bota-fora e os bota-fora

2- Verbos opostos =
Ex.: o leva-e-traz e os leva-e-traz

8. Grau
Os substantivos apresentam-se com a sua significação aumentada ou diminuída:

Sintético
Consiste no acréscimo de sufixos aumentativos ou diminutivos à forma normal do substantivo. É, na verdade, um
típico caso de derivação sufixal:
rato; ratão (aumentativo sintético)
ratinho ( diminutivo sintético )

Analítico
A forma normal do substantivo é modificada por adjetivos que indicam aumento ou diminuição de proporções. É típico
de determinação sintática:
rato grande (aumentativo analítico)
rato pequeno ( diminutivo analítico)
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DIMINUTIVO

Substantivo:
PÃO

Acrescenta: Substantivo:
Plural:
ZINHO MULHER
PÃES
PÃEZINHOS

Acrescenta:
pãezinhos: Plural:
ZINHO
pluraliza-se o substantivo: pães; MULHERES
MULHEREZINHAS
ignora-se o s: pãe;
devolve-se o -zinho: pãezinho;
acrescenta-se o s: pãezinhos. mulherezinhas
pluraliza-se o substantivo: mulheres;
ignora-se o s: mulhere;
devolve-se o -zinha: mulherezinha;
acrescenta-se o s: mulherezinhas.
Substantivo:
ALEMÃO

Acrescenta:
Plural:
ZINHO
ALEMÃES
ALEMÃEZINHOS

alemãozinho
pluraliza-se o substantivo: alemães;
ignora-se o s: alemãe;
devolve-se o -zinho: alemãezinho;
acrescenta-se o s: alemãezinhos.

3. Adjetivo

Conceito. É a palavra que expressa uma característica de um substantivo.

1. Formação dos Adjetivos.

1.1. Simples: formado por um só radical.


Ex.: belo, claro, bondoso.

1.2. Composto: formado por mais de um radical.


Ex.: blusa verde-clara, calça amarelo-ouro.

1.3. Primitivo: é aquele que dá origem a outro


Ex.: belo, claro, bom.

1.4. Derivado: é aquele que deriva do Primitivo.


Ex.: belíssimo, claridade, bondoso.

2. Flexão dos Adjetivos.

O adjetivo varia em gênero, número e grau.


2.1. Gênero dos Adjetivos.

Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:

2.1.2. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino.
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Ex.: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.

2.2.2 Uniformes - tem uma só forma tanto para o masculino como para o feminino.
Ex.: homem feliz e mulher feliz.
Ex.: o homem inteligente e A aluna inteligente
Ex.: o dia alegre e A semana alegre

3. Número.

Os adjetivos admitem a flexão de número, podendo estar no singular ou no plural, concordando com a palavra a que
se referem.

3.1. Adjetivos simples.

Os adjetivos simples formam o plural de maneira semelhante aos substantivos simples.

3.1.1. Os adjetivos simples que terminam em vogal recebem a letra s no


plural. Ex.: otimistas
Ex.: leves.
Ex.: espertos
Ex.: hindus

3.1.2. Os adjetivos terminados em al, formam plural em ais.


Ex.: irreais.
Ex.: leais.

3.1.3. Os adjetivos terminados em el, fazem plural retirando-se o l e acrescentando-se is.


Ex.: cruéis
Ex.: fiéis
Ex.: sensíveis

3.1.4. Os adjetivos simples que terminam em il formal plural em is, caso sejam oxítonos, e em eis, caso não sejam
paroxítonos.
Ex.: gentis
Ex.: fáceis

3.1.5. Adjetivos terminados em m, formam o plural em ns.


Ex.: bons
Ex.: jovens.

3.1.6. Os adjetivos terminados em ão podem formar o plural através de três terminações diferentes, dependendo de
sua raiz, são elas ães, ões e ãos.
Ex.: babão, babões; alemão, alemães; cristão, cristãos.

3.2. Adjetivos compostos.

3.2.1. Nos adjetivos compostos, a flexão só ocorre no último elemento.


Ex.: lente côncavo-convexa / lentes côncavo-convexas
Ex.: sapato marrom-escuro / sapatos marrom-escuros
Ex.: acordo sócio-político-econômico / acordos sócio-político-econômicos.

á três casos de adjetivos compostos que não seguem essa regra:

3.2.2. Os adjetivos compostos em que o último elemento é um substantivo não sofrem


flexão. Ex.: camisa verde-abacate / camisas verde-abacate
Ex.: cortina amarelo- ouro / cortinas amarelo-ouro

3.2.3. Os adjetivos compostos azul-marinho e azul-celeste também não variam.


Ex.: terno azul-marinho / ternos azul-marinho
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Ex.: carro azul-celeste / carros azul-celeste

Exceção:
• No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os elementos variam. Ex.: homem surdo-mudo / homens surdos-mudos
Ex.: menina surda-muda / meninas surdas-mudas

4. Flexão de grau.

Grau. O adjetivo apresenta dois graus: comparativo e superlativo.

O comparativo pode ser:


• de superioridade - quando a característica comparada aparece em maior grau no primeiro elemento da comparação.
Ex.: Lúcia é mais simpática (do) que Márcia.

• de igualdade - quando a característica comparada aparece com a mesma intensidade em ambos os elementos da
comparação.
Ex.: Lúcio é tão estudioso quanto Márcia.

• de inferioridade - quando a característica comparada aparece em menor grau no primeiro elemento da comparação.
Ex.: Lúcia é menos alegre (do) que Márcia.

Grau superlativo.

O superlativo absoluto pode ser:


• analítico: o adjetivo vem modificado por outra palavra, quase sempre um advérbio.
Ex.: era um lugar muito agradável.
Ex.: este exercício é muito fácil.
Ex.: era uma aluna bastante inteligente.

• sintético: O adjetivo vem acrescido de um dos sufixos superlativos (-íssimo, -ílimo ou -érrimo).
Ex.: era um lugar agradabilíssimo.
Ex.: este exercício é facílimo.
Ex.: era uma pessoa celebérrima.

O superlativo relativo pode ser:

• superlativo relativo de superioridade


Ex.: Heloísa era a mais elegante da classe.

• superlativo relativo de inferioridade


Ex.: Sandra era a menos alegre de todas.

5. Locução adjetiva.

União de uma preposição mais substantivo que, geralmente, tem valor de adjetivo.

Nem toda locução adjetiva tem adjetivo correspondente.


Ex.: cabelo de Carlos.

6. Adjetivo Pátrio.
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Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Estados, países e cidades.

4. Verbo

Conceito. Palavra que exprime estado, ação ou fenômeno da natureza.


Ex.: a prefeitura investirá mais em obras. (Ação)
Ex.: os torcedores estão decepcionados. (Estado)
Ex.: ontem nevou. (fenômeno da natureza)

1. Estrutura das Formas Verbais

Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:

1.1. Radical: é a parte invariável, que expressa o significado essencial do verbo.


Ex.: fal-ei; fal-ava; fal-am. (radical fal-)

1.2. Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.
Ex.: fala-r

São três as conjugações:


1ª - Vogal Temática - A - (falar)
2ª - Vogal Temática - E - (vender)
3ª - Vogal Temática - I - (partir)

O verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma
arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas
do verbo: põe, pões, põem, etc.

1.3. Desinência modo-temporal: é o elemento que designa o tempo e o modo do verbo.


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1.4. Desinência número-pessoal: é o elemento que designa a pessoa do discurso.

3.1. Regulares – São aqueles que apresentam uma regularidade, seja pela forma, seja pela flexão;
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Ex.: and + o , and + ei , and + ar

3.2. Irregulares: são aqueles que, em suas flexões, não se pautam por formas modelares, tendo os seus radicais ou
as suas desinências alteradas.

Ex.: faço fiz farei fizesse

3.3. Defectivos: são aqueles que não apresentam conjugação completa.


Ex.: falir, computar, colorir.

3.4. Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Ex.: havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Ex.: houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Ex.: haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Ex.: deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)

b) fazer, ser e estar (quando indicam tempo)


Ex.: faz invernos rigorosos no Sul do Brasil.
Ex.: era primavera quando a conheci.
Ex.: estava frio naquele dia.

c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
amanhecer, escurecer,
Ex.: amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Ex.: choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Ex.: fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)

Lembre-se de que esses verbos são impessoais, quando estão em seu sentido denotativo, do contrário perdem sua
impessoalidade.
Ex.: choveram granizos na serra gaúcha

3.5. Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se, apenas, nas terceiras pessoas do singular e do
plural. Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais, como: bramar (tigre) bramir (crocodilo),
cacarejar (galinha), coaxar (sapo) cricrilar (grilo)

3.6. Anômalos: são aqueles cuja conjugação inclui mais de um radical.

3.7. Abundantes: são os que apresentam mais de uma forma com um único valor.

4. Formas Nominais

O verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por
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isso denominadas formas nominais. Observe:

4.1. Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função
de substantivo.

Ex.: viver é lutar. (= vida é luta)


Ex.: é indispensável combater a corrupção. (= combate à)

4.2. Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:

2ª pessoa do singular: Radical + ES


Ex.: teres(tu)

1ª pessoa do plural: Radical + MOS


Ex.: termos (nós)

2ª pessoa do plural: Radical + DES


Ex.: terdes (vós)

3ª pessoa do plural: Radical + EM


Ex.: terem (eles)

Ex.: foste elogiado por teres alcançado uma boa colocação.

4.3. Gerúndio: indica o tempo presente da ação.


Ex.: saindo de casa, encontrei alguns amigos.
Ex.: nas ruas, havia crianças vendendo doces.

4.4. Particípio: é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Ex.: Terminados os exames, os candidatos saíram.

4. Locução verbal:

Consiste na união de dois ou mais verbos

Exemplos: o dia vem chegando.


Locução Verbal: vem chegando.
Verbo auxiliar: vem.
Principal: chegando.

Exemplo: ele deve estar em casa.


Locução Verbal: deve estar.
Deve: auxiliar.
Estar: principal.

Observe que os verbos que assumem as formas nominais sempre serão considerados verbos principais.

Deixar
Fazer
Ouvir
Mandar
Ver
Sentir
Não formam locução verbal.

5. Vozes Verbais
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5.1. Voz ativa: o sujeito pratica a ação.


Ex.: Ronaldinho fez o gol do título.

5.2. Voz passiva analítica: o sujeito sofre a ação.


Ex.: o gol do título foi feito por Ronaldinho.

5.3. Voz passiva sintética: o sujeito sofre a ação com a partícula “se”
Ex.: fez-se o gol do título.

5.4. Voz reflexiva: o sujeito pratica e sofre a ação


Ex.: Ronaldinho esmurrou-se após perder o gol.

6. Conjugação

1º O presente do indicativo forma o presente do subjuntivo;


2º O presente do subjuntivo é igual ao imperativo negativo;
3º Os dois presentes formam o imperativo afirmativo.

1º O pretérito perfeito forma o pretérito mais-que-perfeito;


2º O pretérito mais que perfeito forma o futuro do subjuntivo;
3º O futuro do subjuntivo forma o pretérito imperfeito do subjuntivo.

7. Tempo composto.
7.1. Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: é a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no
Presente do Indicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com frequência ultimamente.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Eu tenho | hei Estudado
Tu tens | hás Estudado
Ele tem | há Estudado
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Nós temos | havemos Estudado
Vós tendes | haveis Estudado
Eles têm | hão Estudado

7.2. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Indicativo: é a formação de locução verbal com o


auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor
que o Pretérito Mais-que-perfeito do Indicativo simples.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Eu tinha | havia Estudado
Tu tinhas | havias Estudado
Ele tinha | havia Estudado
Nós tínhamos | havíamos Estudado
Vós tínheis | havíeis Estudado
Eles tinham | haviam Estudado

7.3. Futuro do Presente Composto do Indicativo: é a formação de locução verbal com o


auxiliar ter ou haver no Futuro do Presente simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo
valor que o Futuro do Presente simples do Indicativo.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Eu terei | haverei Estudado
Tu terás | haverás Estudado
Ele terá | haverá Estudado
Nós teremos | haveremos Estudado
Vós tereis | havereis Estudado
Eles terão | haverão Estudado

7.4. Futuro do Pretérito Composto do Indicativo: é a formação de locução verbal com o


auxiliar ter ou haver no Futuro do Pretérito simples do Indicativo e o principal no particípio, tendo o mesmo
valor que o Futuro do Pretérito simples do Indicativo.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Eu teria | haveria Estudado
Tu terias | haverias Estudado
Ele teria | haveria Estudado
Nós teríamos | haveríamos Estudado
Vós teríeis | haveríeis Estudado
Eles teriam | haveriam Estudado

7.5. Pretérito Perfeito Composto do Subjuntivo: é a formação de locução verbal com o


auxiliar ter ou haver no Presente do Subjuntivo e o principal no particípio, indicando desejo de que algo já tenha
ocorrido.
PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO
Que eu tenha | haja Estudado
Que tu tenhas | hajas Estudado
Que ele tenha | haja Estudado
Que nós tenhamos | hajamos Estudado
Que vós tenhais | hajais Estudado
Que eles tenham | hajam Estudado

7.6. Pretérito Mais-que-perfeito Composto do Subjuntivo: é a formação de locução verbal com o


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auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que
o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Se eu tivesse | houvesse Estudado
Se tu tivesses | houvesses Estudado
Se ele tivesse | houvesse Estudado
Se nós tivéssemos | houvéssemos Estudado
Se vós tivésseis | houvésseis Estudado
Se eles tivessem | houvessem Estudado

Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A frase: Se eu estudasse,
aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.

7.7. Futuro Composto do Subjuntivo: é a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do
Subjuntivo simples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples.

PRINCIPAL AUXILIAR PARTICÍPIO


Quando eu tiver | houver Estudado
Quando tu tiveres | houveres Estudado
Quando ele tiver | houver Estudado
Quando nós tivermos | houvermos Estudado
Quando vós tiverdes | houverdes Estudado
Quando eles tiverem | houverem Estudado

5. PRONOMES

Palavra do latim pro-( “em lugar”) + (“nomem”) é a palavra variável que identifica os participantes da interlocução
(primeira e segunda pessoas discursivas) e os seres, eventos ou situações aos quais o discurso faz referência (terceira
pessoa discursiva).

1. Pronomes Substantivos e Pronomes Adjetivos


Em termos da posição em que ocorre, o pronome pode ocupar ou "estar no lugar" dos substantivos; ou pode
acompanhá-los, antecedendo-os ou seguindo-os, de forma a explicitar a relação dos seres referidos pelos substantivos
com as pessoas do discurso.
Os pronomes desempenham, portanto, funções equivalentes às exercidas pelos substantivos e adjetivos. Vejamos
alguns exemplos em que os pronomes representam (estão no lugar de) substantivos, por isso chamados de pronomes
substantivos:

Ex.: eu (Maria Luiza) gostaria que você (Cristina) não se preocupasse demais com ele {Ricardo).
Ex.: pegamos os textos que (= os referidos textos) estavam no xerox.
Vejamos agora exemplos em que os pronomes ocorrem associados a substantivos. Neste caso, são conhecidos como
pronomes adjetivos:

Ex.: tenho muitas saudades dos meus anos de colégio, quando aquelas preocupações com as provas e os trabalhos
escolares eram as que me tiravam o sono!
Ex.: Quantos livros cabem nesta estante?

Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.

2. Pronomes de Tratamento.
Os pronomes de tratamento são formas pronominais equivalentes aos pronomes retos. Excluindo-se a forma você,
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usada no tratamento informal.

Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados
no tratamento cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar.

a) Usos diferenciados das formas vossa e sua.


A forma, vossa, (majestade, excelência, santidade) é usada quando se fala diretamente com a pessoa. A forma, Sua,
(majestade, excelência, santidade) quando se fala a respeito da pessoa.
Ex.: vossa santidade irá ao Brasil?
Ex.: sua santidade visitará o Brasil em breve.

b) Os pronomes de tratamento como vossa, embora indiquem a 2ª pessoa (pessoa com quem se fala) exigem que os
demais pronomes e verbos a ele referentes estejam na terceira pessoa.
Ex.: vossa majestade se engana em relação a seu povo.

3. Pronomes Possessivos.

Emprego dos Possessivos.

1. Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o elemento possuído e em pessoa com o possuidor.
Ex.: ela é sua namorada.
Ex.: eu levo as minhas coisas.
Ex.: eu levo os meus objetos.

2. Os pronomes possessivos de 3ª pessoa podem fazer referências à 2ª pessoa. Este fato causa ambiguidade na frase.
Ex.: ela olhava para o seu o pai e não sabia qual seria seu destino.
Ex.: o chefe não aceitou sua nomeação.

3. Os pronomes de tratamento (vossa excelência, vossa senhoria etc.) requerem possessivos na 3ª


pessoa. Ex.: vossa Excelência precisa se preocupar com sua saúde.
Ex.: vossa Santidade está preocupada com seus fiéis.

4. Pronomes Indefinidos.

Emprego dos Pronomes Indefinidos.

1. Algum(uns), alguma(s).

Antes de substantivos têm sentido afirmativo, depois de substantivos têm sentido negativo.
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Ex.: algum amigo telefonará para você.
Ex.: amigo algum telefonará para você.

2. Todo(s) Toda (s)

2.1. Quando usado no plural indica a totalidade de um conjunto.


Ex.: todos os livros antigos serão restaurados.

2.2. No singular e sem artigo tem o valor de qualquer.


Ex.: todo mundo chora.

2.3. No singular e com artigo indica totalidade.


Ex.: todo o mundo chora.

3. Certo(s) certa(s)
Antes de um substantivo indefine. Depois de um substantivo caracteriza.
Ex.: um certo homem esteve aqui.
Ex.: um homem certo esteve aqui.

5. Pronome Reto
Exerce a função de sujeito.
Ex.: nós lhe ofertamos flores.
Ex.: eu fui à praia ontem.

Os pronomes retos são:


1ª pessoa do singular: eu
2ª pessoa do singular: tu
3ª pessoa do singular: ele, ela
1ª pessoa do plural: nós
2ª pessoa do plural: vós
3ª pessoa do plural: eles, elas
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6. Pronomes Oblíquos

Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto direto
ou indireto)
Ex.: ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Ex.: Sabrina beijou-me. (objeto direto)

Dessa forma, os pronomes oblíquos “o, a” sempre serão usados como objeto direto. O pronome oblíquo “lhe” sempre
será usado com objeto indireto e o os pronomes oblíquos “me, te, se, nos, vos” podem ser usados como objeto
direto e indireto.

Ex.: ninguém o agrediu.


Ex.: se o vê triste, avisa-me.
Ex.: as crianças os seguiam.
Ex.: as crianças seguiam-nos.
Ex.: cedo-lhe a vez.
Ex.: obedece-lhes com alegria.
Ex.: ele me ensina.
Ex.: todos te viram.
Ex.: a criança nos feriu.
Ex.: ele me obedece.
Ex.: deu- te o recado.
Ex.: dá- nos ares de importante.

o, a, os, as são pronomes demonstrativos quando equivalem a aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas.
Ex.: chame, apenas os que te amam.

Aspectos importantes.

1º As formas EU e TU, só aparecem nos pronomes pessoais retos. Isto ocorre porque estes pronomes só podem ser
usados como sujeito e nunca como complementos.
Ex.: tu viajarás para Brasília. (sujeito)
Ex.: eu entregarei o prêmio para ela. (sujeito)

2º Os pronomes oblíquos átonos (1º quadro) nunca são precedidos de preposição. Os pronomes oblíquos tônicos (2º
quadro) são sempre precedidos de preposição.
Ex.: ele deu todo o dinheiro para mim.
Ex.: Paula gosta muito de ti, por isso dê muito apoio a ela

Principais Empregos dos Pronomes Pessoais


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1º Emprego das formas eu e mim.

• Eu - Sempre será sujeito.


Ex.: você entregou as provas para eu ler.

• Mim – Nunca funciona como sujeito.


Ex.: para mim, corrigir os textos será fácil.
Ex.: corrigir os textos será fácil para mim.

2º Emprego das formas eu/mim e tu/ti.


Os pronomes, eu e tu, só podem ser usados como sujeito da oração, por isso essas duas formas são substituídas por:
mim e ti respectivamente.

7. Formas oblíquas ligada a verbos:

7.1. No caso de o verbo terminar em sílaba nasal (-am, -em e –ão), os pronomes assumem as seguintes formas: no,
na, nos, nas.

Ex.: acusaram-na de infiel.


Ex.: este livro, põe-no dentro da mochila.

7.2. Quando o verbo termina em “r”, “s” ou “z”, estas consoantes desaparecem e passam a assumir as formas
expressas por “lo, la, los, las”.
Ex.: fi-lo resistir a todas as ofensas.
Ex.: as respostas, analisemo-las com atenção.

7.3. Quando o verbo termina em vogal oral, normalmente o pronome passa a assumir as formas retratadas por “o, a,
os, as”.

Ex.: os presentes, aceite-os com todo carinho.


Ex.: o carro, comprei-o com todo esforço possível.

7.4. No que se refere aos pronomes “me, te, se, nos, vos”, estes não recebem nenhuma alteração.

8. Pronomes demonstrativos:

1. Este, esta, isto indicam:

a) O que está perto da pessoa que fala (eu ou nós).


Ex.: este meu lápis não presta.

b) O tempo presente em relação à pessoa que fala.


Ex.: neste ano espero que tudo corra bem.

c) Em um texto
Ex.: a caneta e o lápis são meus. Este é melhor.
2. Esse, essa, isso indicam:
a) O que está próximo da pessoa com quem se fala:
Ex.: deves deixar de lado esses sapatos: já não te servem.

b) O tempo passado ou futuro pouco distantes:


Ex.: esse próximo ano será o de vocês.
Ex.: esse ano que passou foi o de vocês.

3. Aquele, aquela, aquilo denotam:

a) O que está afastado tanto da pessoa que fala como da pessoa de quem se fala
Ex.: por que latem aqueles cães lá longe?

b) Um afastamento temporal vago ou uma época bem remota.


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Ex.: os animais daquelas épocas já não vivem, mas ainda podemos estudá-los.

c) Em um texto
Ex.: a caneta e o lápis são meus. Aquela é melhor.

9. Pronome relativo:

São assim chamados porque se referem, por via de regra, a um termo anterior — o antecedente.
• Substitui um termo da oração anterior,
• Estabelece relação entre duas orações.
Ex.: ele acenou aos amigos que partiram.
Ex.: essa é a causa por qual luto.

Os pronomes relativos cujo, cuja, cujos, cujas se referem, de maneira sintética, a um substantivo que vem depois
do pronome.
Ex.: cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
Ex.: essa é a sala cuja porta está quebrada

6. Colocação pronominal

Os pronomes átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, lhes, os, as) podem assumir três posições diferentes numa oração:
antes do verbo, depois do verbo e no interior do verbo. Essas três colocações chamam-se, respectivamente: próclise,
ênclise e mesóclise.

a) próclise – o pronome surge antes do verbo:


Ex.: não nos mostraram nada.
Ex.: nada me disseram.

b) ênclise – o pronome surge depois do verbo:


Ex.: apresento-lhe meus cumprimentos.
Ex.: contaram-te tudo?

c) mesóclise – o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do presente ou no futuro do pretérito do
indicativo:
Ex.: mostrar-lhe-ei meus escritos.
Ex.: falar-vos-iam a verdade?

1. Onde se usa Próclise.

a) Palavras com expressões negativas: não, nunca, nem, ninguém. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar
antes do verbo.
Ex.: nunca se queixam, nem se aborrecem.
Ex.: não me chamem para sair.

b) Os pronomes relativos: quem, qual, que, cujo, onde quando. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar antes
do verbo.
Ex.: são sonhos que se vão.
Ex.: o homem a cujo me refiro não é você.
c) Os pronomes indefinidos: alguém, quem, algum, qualquer, cada qual. Atraem os pronomes oblíquos, que devem
ficar antes do verbo.
Ex.: alguém me falou sobre você.
Ex.: pouco se sabe a respeito dos pronomes.

d) Conjunções subordinativas: quando, se, como, porque, que, logo que, Atraem os pronomes oblíquos, que devem
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ficar antes do verbo.
Ex.: não iria ainda que me convidassem.
Ex.: ele apanhou, visto que me insultou.

No caso das conjunções coordenativas, há uma tendência à próclise com as conjunções alternativas.
Ex.: ou se cala ou se dará mal.

e) Frases que possuam advérbios e não haja pausa. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar antes do verbo.
Ex.: aqui se vive.
Ex.: agora me incomoda esse lugar.

Caso haja pausa depois do advérbio, emprega-se ênclise.


Ex.: aqui, vive-se.

f) Com gerúndio precedido de preposição "em".


Ex.: em se tratando de negócios, você precisa falar com o gerente.
Ex.: em se pensando em descanso, pensa-se em férias.

2. Onde se usa Mesóclise.

Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo, desde
que não se justifique a próclise. O pronome fica intercalado ao verbo.

Ex.: falar-lhe-ei a teu respeito. (Falarei + lhe)


Ex.: procurar-me-iam caso precisassem de ajuda. (Procurariam + me)

Havendo um dos casos que justifique a próclise, desfaz-se a mesóclise.

Ex.: tudo lhe emprestarei, pois confio em seus cuidados. ( o pronome "tudo" exige o uso de próclise.)

Com esses tempos verbais ( futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise.

3. Onde se usa Ênclise.


A ênclise pode ser considerada a colocação básica do pronome, pois obedece a sequência verbo-complemento. Assim,
o pronome surge depois do verbo. Emprega-se geralmente:

a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), pois, na língua culta, não se abre
frase com pronome oblíquo.
Ex.: diga-me apenas a verdade.
Ex.: importava-se com o sucesso do projeto.
Ex.: dê-me o lápis.

b) Nas orações reduzidas de Infinitivo.


Ex.: convém confiar-lhe esta responsabilidade.
Ex.: espero contar-lhe isto hoje à noite.

c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição "em".)
Ex.: a mãe adotiva ajudou a criança, dando-lhe carinho e proteção.
Ex.: o menino gritou, assustando-se com o ruído que ouvira.

d) Nas orações imperativas afirmativas.


Ex.: fale com seu irmão e avise-o do compromisso.
Ex.: professor, ajude-me neste exercício!

Colocação nas locuções verbais


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1. Verbo auxiliar mais gerúndio: com essa estrutura pode ocorrer três formas. Vejamos:
Ex.: essa ideia me foi surgindo aos poucos;
Ex.: essa ideia foi-me surgindo aos poucos;
Ex.: essa ideia foi surgindo-me aos poucos;
Ex.: a imagem dela se vai delineando ao entardecer;
Ex.: a imagem dela vai-se delineando ao entardecer;
Ex.: a imagem dela vai delineando-se ao entardecer;

2. Verbo auxiliar mais infinitivo: com essa estrutura, em geral, o pronome átono ficará depois da locução verbal,
desde que não haja casos que exija a próclise.
Ex.: os alunos devem contar-me toda a verdade;
Ex.: Raquel pareceu comprometer-se mais com a realidade da escola.
Ex.: após a leitura do texto não se pode afirmar.
Ex.: nunca me viram cantar.

Observações:
1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do pronome será facultativa.

Ex.: nosso filho há de encontrar-se na escolha profissional.


Ex.: nosso filho há de se encontrar na escolha profissional.

2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo.

Ex.: Voltei a cumprimentá-los pela vitória na partida.

3. Verbo auxiliar mais particípio: com essa estrutura o pronome átono não poderá vir depois. De preferência ficará
no meio da locução verbal. Vejamos:
Ex.: a lua tinha-se escondido atrás das nuvens;
Ex.: os ingressos haviam-se esgotados.
Ex.: seu rendimento escolar tem-me surpreendido.
Ex.: não me haviam avisado da prova que teremos amanhã.

7. Interjeição

É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor,
levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais
elaboradas

Droga! Preste atenção quando eu estou falando!


No exemplo acima, o interlocutor está muito bravo. Toda sua raiva se traduz numa palavra: Droga!

As interjeições cumprem, normalmente, duas funções:

a) Sintetizar uma frase exclamativa, exprimindo alegria, tristeza, dor, etc.

Por exemplo:
- Você faz o que no Brasil?
-Eu? Eu negócio com madeiras.
-Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Ex.: cuidado! Saia da minha frente.

8. Conjunção – MÓDULO DE SINTAXE

9. Preposição

Palavra, invariável, que estabelece relação entre termos de um enunciado.

As preposições são:
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A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, PARA, EM, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE, ENTRE,
ATRÁS.

Sentido das preposições

1. Causa:
Ex.: as crianças adoeceram de pneumonia.
Ex.: com o desemprego, a violência aumentou.

2. Companhia:
Ex.: os garotos vão ao shopping com os pais.

3. Direção:
Ex.: foi à praia.
Ex.: o garoto caminha para sua casa.

4. Distância:
Ex.: são poucos quilômetros daqui à sua casa.

5. Finalidade:
Ex.: levaremos ao Japão nossa cultura para sermos reconhecidos.

6. Instrumento:
Ex.: o professor apagou o quadro com o apagador.
Ex.: escreveu a carta à máquina.

7. Lugar ou origem:
Ex.: o garoto nasceu em São Paulo.

8. Modo:
Ex.: ela me beijou com carinho.

9. Posse:
Ex.: alugaram o carro da agência.

10. Tempo:
Ex.: permaneceram no Rio de Janeiro por dois anos

Locução Prepositiva: união de termos que equivalem a uma preposição.


Exemplos:
A fim de Ao lado de
Acerca de A par de
Além de A partir de
Abaixo de Apesar de
Antes de Atrás de

Com a locução prepositiva, a preposição virá no final do “termo”. Com a locução adverbial, a preposição virá no início
do termo.

Ex.: viam de perto o fenômeno da Pororoca. ( locução adverbial)


Ex.: o fato ocorreu perto de sua casa. (locução prepositiva)

10. Advérbio – MÓDULO DE SINTAXE

11. Numeral

Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
em determinada sequência.
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Classificação dos Numerais

Cardinais: indicam contagem, medida. É o número básico.


Ex.: um, dois, cem mil, etc.

Ordinais: indicam a ordem ou lugar do ser numa série dada.


Ex.: primeiro, segundo, centésimo, etc.

Fracionários: indicam parte de um inteiro, ou seja, a divisão dos seres.


Ex.: meio, terço, dois quintos, etc.

Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada.
Ex.: dobro, triplo, quíntuplo, etc.

Coletivos: se referem ao conjunto de algo, indicando o número exato de seres que compõem esse conjunto.
Ex.: dezena, dúzia, milheiro, etc.

Flexão dos numerais

Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas
de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.

Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais
cardinais são invariáveis.

Os numerais ordinais variam em gênero e número:


primeiro segundo milésimo
primeira segunda milésima
primeiros segundos milésimos
primeiras segundas milésimas

Numerais multiplicativos

Os numerais multiplicativos são invariáveis quando atuam em funções substantivas.


Ex.: fizeram o dobro do esforço e conseguiram o triplo de produção.

Quando atuam em funções adjetivas, esses numerais flexionam-se em gênero e número.


Ex.: teve de tomar doses triplas do medicamento.

Numerais fracionários

Os numerais fracionários flexionam-se em gênero e número.


Ex.: um terço/dois terços
Ex.: uma terça parte
Ex.: duas terças partes

Numerais coletivos

Os numerais coletivos flexionam-se em número.


Ex.: uma dúzia
Ex.: um milheiro
Ex.: duas dúzias
Ex.: dois milheiros

Emprego dos Numerais

Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:
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Ex.: João Paulo II (segundo)
Ex.: D. Pedro II (segundo)
Ex.: Ato II (segundo)
Ex.: Século VIII (oitavo)
Ex.: Canto IX (nono)
Ex.: Tomo XV (quinze)
Ex.: Luís XVI (dezesseis)
Ex.: Capítulo XX (vinte)
Ex.: Século XX (vinte)
Ex.: João XXIII (vinte e três)

Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:

Ex.: Artigo 1.° (primeiro)


Ex.: Artigo 9.° (nono)
Ex.: Artigo 10 (dez)
Ex.: Artigo 21 (vinte e um)

Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são
largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.

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