Modulo II
Modulo II
1. ARTIGO
É a palavra que, vindo antes de um substantivo e indica se ele está sendo empregado de maneira definida ou
indefinida. Além disso, o artigo indica, ao mesmo tempo, o gênero e o número dos substantivos.
Artigos Indefinidos: Determinam os substantivos de maneira vaga: um, uma, uns, umas.
Ex.: eu matei um animal.
- As formas à e às indicam a fusão da preposição a com o artigo definido a. Essa fusão de vogais idênticas é conhecida
por crase.
- As formas pelo(s)/pela(s) resultam da combinação dos artigos definidos com a forma per, equivalente a por.
Emprego do Artigo.
1. Usam-se artigos definidos depois do pronome todo (a) (s) e da palavra ambos (a) (s), com substantivo expresso.
Ex.: ambas as mulheres escrevem bem.
Ex.: todos os homens são inteligentes.
As locuções “acerca de”, “a cerca de” e “a fim de” não admitem o acento grave.
Com a locução prepositiva, a preposição virá no final do “termo”. Com a locução adverbial, a preposição virá no início
do termo.
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Ex.: a França é bela.
Ex.: Roma é charmosa.
Ex.: a Roma do Papa.
3. Não se usam os artigos antes das palavras casa e terra a não ser quando estas estiverem determinadas.
Ex.: ninguém chegou à casa paterna.
Ex.: o navio voltou à terra dos pais.
6. Não se usam artigos antes de pronomes: pessoais retos, oblíquos, demonstrativos, indefinidos e de tratamento.
Ex.: todos se dirigiram a ela.
Uso facultativo.
2. Substantivo
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Ex.: ferreiro, livraria
Devemos destacar ainda o substantivo coletivo, que é um substantivo comum que, mesmo no singular, designa um
grupo de seres da mesma espécie.
Exemplos:
Banca: coletivo de examinadores
Banda: coletivo de instrumentistas
Bando: coletivo de ciganos
Alcateia: coletivo de lobos
Bando: coletivo de aves ou pássaros
Boiada: coletivo de bois
* Gênero
Os substantivos podem pertencer ao gênero masculino ou ao feminino, dividindo-se em biformes e uniformes.
Substantivos biformes: são os substantivos que apresentam uma forma para cada gênero. Nesse caso, ocorrem as
seguintes situações:
Substantivos uniformes: são os substantivos que apresentam a mesma forma no masculino e no feminino. São
classificados em comum de dois, epicenos e sobrecomuns.
Comuns de dois gêneros: são os que se referem a pessoas. A distinção de gênero é dada pelas palavras que os
acompanham
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Ex.: um jornalista - uma jornalista.
Ex.: aquele jovem - aquela jovem.
Ex.: famoso cientista - famosa cientista.
Para especificar o sexo do animal, geralmente juntamos a esses substantivos as palavras macho e fêmea.
Sobrecomum: são os que apresentam um só gênero gramatical para designar pessoas de ambos os sexos.
Ex.: a criança (menino ou menina); a testemunha (homem ou mulher)
Entre os substantivos que designam coisas. São masculinos os terminados em - ema e - orna que se originam de
palavras gregas:
Número
Os substantivos variam em número - singular ou plural. Certos substantivos, porém, só são usados no singular ou no
plural.
Ex.: parabéns, pêsames.
3.1. Como regra geral, o plural é feito pelo acréscimo do "s" à forma do singular.
Ex.: aluno – alunos.
Ex.: casa - casas.
3.2. Os substantivos terminados em al, el, ol e ul fazem plural trocando o "l" por "IS."
Ex.: jornal – jornais.
Ex.: papel – papéis.
Ex.: anzol – anzóis.
Ex.: azul - azuis.
3.4. Os substantivos terminados em "N" fazem o plural pelo acréscimo de "es ou s." ( a última forma é mais usada) .
Ex.: hífen - hífenes ou hifens.
3.5. Acrescenta-se "S" aos substantivos terminados em "M". Essa letra é substituída por "N" na forma do plural.
Ex.: homem - homens / atum - atuns
3.6. Os substantivos terminados em "R ou Z" formam o plural com o acréscimo de "ES":
Ex.: mar – mares.
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Ex.: raiz - raízes.
Destaquem-se os plurais de caráter, júnior e sênior: caracteres, juniores e seniores. Formas em que ocorre também
deslocamento da sílaba tônica.
3.7. Os substantivos monossílabos e os oxítonos terminados em "S" fazem o plural pelo acréscimo de
"ES." Ex.: país – países.
Ex.: francês – franceses.
Ex.: mês – meses.
Ex.: gás - gases.
Quando não são oxítonos, os substantivos terminados em “s” não mudam de forma no plural.
Ex.: os tênis - os tênis.
Ex.: o lápis - os lápis.
3.9. Com os substantivos terminados em "ÃO", a formação do plural pode ocorrer de três maneiras:
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Muitos substantivos com “o” fechado tônico, quando passam ao plural. Mudam esta vogal para “o” aberto
Continuam com o fechado no plural: acordo, adorno almoço, alvoroço, arroto, bojo, bolo, bolso, cachorro, caolho,
coco, esboce, esposo, ferrolho, fofo, forro, gafanhoto, globo, gorro, gosto, gozo, horto, jorro, morro, repolho, reboco,
rolo, roto, sogro, soldo, sopro, soro, toco, toldo, topo, torno, transtorno.
A formação do plural dos substantivos compostos depende da forma como são grafados, do tipo de palavras que
formam o composto e da relação que estabelecem entre si. Aqueles que são grafados sem hífen comportam-se como
os substantivos simples:
aguardente e aguardentes
girassol e girassóis
pontapé e pontapés
malmequer e malmequeres
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O plural dos substantivos compostos cujos elementos são ligados por hífen costuma provocar muitas dúvidas e
discussões. Algumas orientações são dadas a seguir:
1- Substantivo + substantivo
Ex.: couve-flor e couves-flores
2- Substantivo + adjetivo
Ex.: amor-perfeito e amores-perfeitos
3- Adjetivo + substantivo
Ex.: gentil-homem e gentis-homens
4 - Numeral + substantivo.
Ex.: quinta-feira e quintas-feiras
1- Verbo + substantivo
Ex.: guarda-roupas
2- Substantivo + substantivo que funciona como determinante do primeiro, ou seja, especifica a função ou o tipo do
termo anterior.
Ex.: horas-aula.
Ex.: navios-escola.
2- Verbos opostos =
Ex.: o leva-e-traz e os leva-e-traz
8. Grau
Os substantivos apresentam-se com a sua significação aumentada ou diminuída:
Sintético
Consiste no acréscimo de sufixos aumentativos ou diminutivos à forma normal do substantivo. É, na verdade, um
típico caso de derivação sufixal:
rato; ratão (aumentativo sintético)
ratinho ( diminutivo sintético )
Analítico
A forma normal do substantivo é modificada por adjetivos que indicam aumento ou diminuição de proporções. É típico
de determinação sintática:
rato grande (aumentativo analítico)
rato pequeno ( diminutivo analítico)
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DIMINUTIVO
Substantivo:
PÃO
Acrescenta: Substantivo:
Plural:
ZINHO MULHER
PÃES
PÃEZINHOS
Acrescenta:
pãezinhos: Plural:
ZINHO
pluraliza-se o substantivo: pães; MULHERES
MULHEREZINHAS
ignora-se o s: pãe;
devolve-se o -zinho: pãezinho;
acrescenta-se o s: pãezinhos. mulherezinhas
pluraliza-se o substantivo: mulheres;
ignora-se o s: mulhere;
devolve-se o -zinha: mulherezinha;
acrescenta-se o s: mulherezinhas.
Substantivo:
ALEMÃO
Acrescenta:
Plural:
ZINHO
ALEMÃES
ALEMÃEZINHOS
alemãozinho
pluraliza-se o substantivo: alemães;
ignora-se o s: alemãe;
devolve-se o -zinho: alemãezinho;
acrescenta-se o s: alemãezinhos.
3. Adjetivo
Os adjetivos concordam com o substantivo a que se referem (masculino e feminino). De forma semelhante aos
substantivos, classificam-se em:
2.1.2. Biformes - têm duas formas, sendo uma para o masculino e outra para o feminino.
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Ex.: ativo e ativa, mau e má, judeu e judia.
2.2.2 Uniformes - tem uma só forma tanto para o masculino como para o feminino.
Ex.: homem feliz e mulher feliz.
Ex.: o homem inteligente e A aluna inteligente
Ex.: o dia alegre e A semana alegre
3. Número.
Os adjetivos admitem a flexão de número, podendo estar no singular ou no plural, concordando com a palavra a que
se referem.
3.1.4. Os adjetivos simples que terminam em il formal plural em is, caso sejam oxítonos, e em eis, caso não sejam
paroxítonos.
Ex.: gentis
Ex.: fáceis
3.1.6. Os adjetivos terminados em ão podem formar o plural através de três terminações diferentes, dependendo de
sua raiz, são elas ães, ões e ãos.
Ex.: babão, babões; alemão, alemães; cristão, cristãos.
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Ex.: carro azul-celeste / carros azul-celeste
Exceção:
• No adjetivo composto surdo-mudo, ambos os elementos variam. Ex.: homem surdo-mudo / homens surdos-mudos
Ex.: menina surda-muda / meninas surdas-mudas
4. Flexão de grau.
• de igualdade - quando a característica comparada aparece com a mesma intensidade em ambos os elementos da
comparação.
Ex.: Lúcio é tão estudioso quanto Márcia.
• de inferioridade - quando a característica comparada aparece em menor grau no primeiro elemento da comparação.
Ex.: Lúcia é menos alegre (do) que Márcia.
Grau superlativo.
• sintético: O adjetivo vem acrescido de um dos sufixos superlativos (-íssimo, -ílimo ou -érrimo).
Ex.: era um lugar agradabilíssimo.
Ex.: este exercício é facílimo.
Ex.: era uma pessoa celebérrima.
5. Locução adjetiva.
União de uma preposição mais substantivo que, geralmente, tem valor de adjetivo.
6. Adjetivo Pátrio.
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Indica a nacionalidade ou o lugar de origem do ser. Estados, países e cidades.
4. Verbo
Do ponto de vista estrutural, uma forma verbal pode apresentar os seguintes elementos:
1.2. Tema: é o radical seguido da vogal temática que indica a conjugação a que pertence o verbo.
Ex.: fala-r
O verbo pôr, assim como seus derivados ( compor, repor, depor, etc.), pertencem à 2ª conjugação, pois a forma
arcaica do verbo pôr era poer. A vogal "e", apesar de haver desaparecido do infinitivo, revela-se em algumas formas
do verbo: põe, pões, põem, etc.
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3.1. Regulares – São aqueles que apresentam uma regularidade, seja pela forma, seja pela flexão;
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3.2. Irregulares: são aqueles que, em suas flexões, não se pautam por formas modelares, tendo os seus radicais ou
as suas desinências alteradas.
3.4. Impessoais: são os verbos que não têm sujeito. Normalmente, são usados na terceira pessoa do singular. Os
principais verbos impessoais são:
a) haver, quando sinônimo de existir, acontecer, realizar-se ou fazer (em orações temporais).
Ex.: havia poucos ingressos à venda. (Havia = Existiam)
Ex.: houve duas guerras mundiais. (Houve = Aconteceram)
Ex.: haverá reuniões aqui. (Haverá = Realizar-se-ão)
Ex.: deixei de fumar há muitos anos. (há = faz)
c) Todos os verbos que indicam fenômenos da natureza são impessoais: chover, ventar, nevar, gear, trovejar,
amanhecer, escurecer,
Ex.: amanheci mal-humorado. (Sujeito desinencial: eu)
Ex.: choveram candidatos ao cargo. (Sujeito: candidatos)
Ex.: fiz quinze anos ontem. (Sujeito desinencial: eu)
Lembre-se de que esses verbos são impessoais, quando estão em seu sentido denotativo, do contrário perdem sua
impessoalidade.
Ex.: choveram granizos na serra gaúcha
3.5. Unipessoais: são aqueles que, tendo sujeito, conjugam-se, apenas, nas terceiras pessoas do singular e do
plural. Entre os unipessoais estão os verbos que significam vozes de animais, como: bramar (tigre) bramir (crocodilo),
cacarejar (galinha), coaxar (sapo) cricrilar (grilo)
3.7. Abundantes: são os que apresentam mais de uma forma com um único valor.
4. Formas Nominais
O verbo apresenta ainda formas que podem exercer funções de nomes (substantivo, adjetivo, advérbio), sendo por
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isso denominadas formas nominais. Observe:
4.1. Infinitivo Impessoal: exprime a significação do verbo de modo vago e indefinido, podendo ter valor e função
de substantivo.
4.2. Infinitivo Pessoal: é o infinitivo relacionado às três pessoas do discurso. Na 1ª e 3ª pessoas do singular, não
apresenta desinências, assumindo a mesma forma do impessoal; nas demais, flexiona-se da seguinte maneira:
4.4. Particípio: é empregado na formação dos tempos compostos, o particípio indica geralmente o resultado de uma
ação terminada, flexionando-se em gênero, número e grau.
Ex.: Terminados os exames, os candidatos saíram.
4. Locução verbal:
Observe que os verbos que assumem as formas nominais sempre serão considerados verbos principais.
Deixar
Fazer
Ouvir
Mandar
Ver
Sentir
Não formam locução verbal.
5. Vozes Verbais
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5.3. Voz passiva sintética: o sujeito sofre a ação com a partícula “se”
Ex.: fez-se o gol do título.
6. Conjugação
7. Tempo composto.
7.1. Pretérito Perfeito Composto do Indicativo: é a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no
Presente do Indicativo e o principal no particípio, indicando fato que tem ocorrido com frequência ultimamente.
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Nós temos | havemos Estudado
Vós tendes | haveis Estudado
Eles têm | hão Estudado
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auxiliar ter ou haver no Pretérito Imperfeito do Subjuntivo e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que
o Pretérito Imperfeito do Subjuntivo simples.
Perceba que todas as frases remetem a ação obrigatoriamente para o passado. A frase: Se eu estudasse,
aprenderia é completamente diferente de Se eu tivesse estudado, teria aprendido.
7.7. Futuro Composto do Subjuntivo: é a formação de locução verbal com o auxiliar ter ou haver no Futuro do
Subjuntivo simples e o principal no particípio, tendo o mesmo valor que o Futuro do Subjuntivo simples.
5. PRONOMES
Palavra do latim pro-( “em lugar”) + (“nomem”) é a palavra variável que identifica os participantes da interlocução
(primeira e segunda pessoas discursivas) e os seres, eventos ou situações aos quais o discurso faz referência (terceira
pessoa discursiva).
Ex.: eu (Maria Luiza) gostaria que você (Cristina) não se preocupasse demais com ele {Ricardo).
Ex.: pegamos os textos que (= os referidos textos) estavam no xerox.
Vejamos agora exemplos em que os pronomes ocorrem associados a substantivos. Neste caso, são conhecidos como
pronomes adjetivos:
Ex.: tenho muitas saudades dos meus anos de colégio, quando aquelas preocupações com as provas e os trabalhos
escolares eram as que me tiravam o sono!
Ex.: Quantos livros cabem nesta estante?
Existem seis tipos de pronomes: pessoais, possessivos, demonstrativos, indefinidos, relativos e interrogativos.
2. Pronomes de Tratamento.
Os pronomes de tratamento são formas pronominais equivalentes aos pronomes retos. Excluindo-se a forma você,
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usada no tratamento informal.
Também são pronomes de tratamento o senhor, a senhora e você, vocês. "O senhor" e "a senhora" são empregados
no tratamento cerimonioso; "você" e "vocês", no tratamento familiar.
b) Os pronomes de tratamento como vossa, embora indiquem a 2ª pessoa (pessoa com quem se fala) exigem que os
demais pronomes e verbos a ele referentes estejam na terceira pessoa.
Ex.: vossa majestade se engana em relação a seu povo.
3. Pronomes Possessivos.
1. Os pronomes possessivos concordam em gênero e número com o elemento possuído e em pessoa com o possuidor.
Ex.: ela é sua namorada.
Ex.: eu levo as minhas coisas.
Ex.: eu levo os meus objetos.
2. Os pronomes possessivos de 3ª pessoa podem fazer referências à 2ª pessoa. Este fato causa ambiguidade na frase.
Ex.: ela olhava para o seu o pai e não sabia qual seria seu destino.
Ex.: o chefe não aceitou sua nomeação.
4. Pronomes Indefinidos.
1. Algum(uns), alguma(s).
Antes de substantivos têm sentido afirmativo, depois de substantivos têm sentido negativo.
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Ex.: algum amigo telefonará para você.
Ex.: amigo algum telefonará para você.
3. Certo(s) certa(s)
Antes de um substantivo indefine. Depois de um substantivo caracteriza.
Ex.: um certo homem esteve aqui.
Ex.: um homem certo esteve aqui.
5. Pronome Reto
Exerce a função de sujeito.
Ex.: nós lhe ofertamos flores.
Ex.: eu fui à praia ontem.
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6. Pronomes Oblíquos
Pronome pessoal do caso oblíquo é aquele que, na sentença, exerce a função de complemento verbal (objeto direto
ou indireto)
Ex.: ofertaram-nos flores. (objeto indireto)
Ex.: Sabrina beijou-me. (objeto direto)
Dessa forma, os pronomes oblíquos “o, a” sempre serão usados como objeto direto. O pronome oblíquo “lhe” sempre
será usado com objeto indireto e o os pronomes oblíquos “me, te, se, nos, vos” podem ser usados como objeto
direto e indireto.
o, a, os, as são pronomes demonstrativos quando equivalem a aquilo, aquele, aquela, aqueles, aquelas.
Ex.: chame, apenas os que te amam.
Aspectos importantes.
1º As formas EU e TU, só aparecem nos pronomes pessoais retos. Isto ocorre porque estes pronomes só podem ser
usados como sujeito e nunca como complementos.
Ex.: tu viajarás para Brasília. (sujeito)
Ex.: eu entregarei o prêmio para ela. (sujeito)
2º Os pronomes oblíquos átonos (1º quadro) nunca são precedidos de preposição. Os pronomes oblíquos tônicos (2º
quadro) são sempre precedidos de preposição.
Ex.: ele deu todo o dinheiro para mim.
Ex.: Paula gosta muito de ti, por isso dê muito apoio a ela
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7.1. No caso de o verbo terminar em sílaba nasal (-am, -em e –ão), os pronomes assumem as seguintes formas: no,
na, nos, nas.
7.2. Quando o verbo termina em “r”, “s” ou “z”, estas consoantes desaparecem e passam a assumir as formas
expressas por “lo, la, los, las”.
Ex.: fi-lo resistir a todas as ofensas.
Ex.: as respostas, analisemo-las com atenção.
7.3. Quando o verbo termina em vogal oral, normalmente o pronome passa a assumir as formas retratadas por “o, a,
os, as”.
7.4. No que se refere aos pronomes “me, te, se, nos, vos”, estes não recebem nenhuma alteração.
8. Pronomes demonstrativos:
c) Em um texto
Ex.: a caneta e o lápis são meus. Este é melhor.
2. Esse, essa, isso indicam:
a) O que está próximo da pessoa com quem se fala:
Ex.: deves deixar de lado esses sapatos: já não te servem.
a) O que está afastado tanto da pessoa que fala como da pessoa de quem se fala
Ex.: por que latem aqueles cães lá longe?
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Ex.: os animais daquelas épocas já não vivem, mas ainda podemos estudá-los.
c) Em um texto
Ex.: a caneta e o lápis são meus. Aquela é melhor.
9. Pronome relativo:
São assim chamados porque se referem, por via de regra, a um termo anterior — o antecedente.
• Substitui um termo da oração anterior,
• Estabelece relação entre duas orações.
Ex.: ele acenou aos amigos que partiram.
Ex.: essa é a causa por qual luto.
Os pronomes relativos cujo, cuja, cujos, cujas se referem, de maneira sintética, a um substantivo que vem depois
do pronome.
Ex.: cortaram as árvores cujos troncos estavam podres.
Ex.: essa é a sala cuja porta está quebrada
6. Colocação pronominal
Os pronomes átonos (me, te, se, lhe, o, a, nos, vos, lhes, os, as) podem assumir três posições diferentes numa oração:
antes do verbo, depois do verbo e no interior do verbo. Essas três colocações chamam-se, respectivamente: próclise,
ênclise e mesóclise.
c) mesóclise – o pronome é intercalado ao verbo, que deve estar no futuro do presente ou no futuro do pretérito do
indicativo:
Ex.: mostrar-lhe-ei meus escritos.
Ex.: falar-vos-iam a verdade?
a) Palavras com expressões negativas: não, nunca, nem, ninguém. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar
antes do verbo.
Ex.: nunca se queixam, nem se aborrecem.
Ex.: não me chamem para sair.
b) Os pronomes relativos: quem, qual, que, cujo, onde quando. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar antes
do verbo.
Ex.: são sonhos que se vão.
Ex.: o homem a cujo me refiro não é você.
c) Os pronomes indefinidos: alguém, quem, algum, qualquer, cada qual. Atraem os pronomes oblíquos, que devem
ficar antes do verbo.
Ex.: alguém me falou sobre você.
Ex.: pouco se sabe a respeito dos pronomes.
d) Conjunções subordinativas: quando, se, como, porque, que, logo que, Atraem os pronomes oblíquos, que devem
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ficar antes do verbo.
Ex.: não iria ainda que me convidassem.
Ex.: ele apanhou, visto que me insultou.
No caso das conjunções coordenativas, há uma tendência à próclise com as conjunções alternativas.
Ex.: ou se cala ou se dará mal.
e) Frases que possuam advérbios e não haja pausa. Atraem os pronomes oblíquos, que devem ficar antes do verbo.
Ex.: aqui se vive.
Ex.: agora me incomoda esse lugar.
Emprega-se a mesóclise quando o verbo estiver no futuro do presente ou no futuro do pretérito do indicativo, desde
que não se justifique a próclise. O pronome fica intercalado ao verbo.
Ex.: tudo lhe emprestarei, pois confio em seus cuidados. ( o pronome "tudo" exige o uso de próclise.)
Com esses tempos verbais ( futuro do presente e futuro do pretérito) jamais ocorre a ênclise.
a) Nos períodos iniciados por verbos (desde que não estejam no tempo futuro), pois, na língua culta, não se abre
frase com pronome oblíquo.
Ex.: diga-me apenas a verdade.
Ex.: importava-se com o sucesso do projeto.
Ex.: dê-me o lápis.
c) Nas orações reduzidas de gerúndio (desde que não venham precedidas de preposição "em".)
Ex.: a mãe adotiva ajudou a criança, dando-lhe carinho e proteção.
Ex.: o menino gritou, assustando-se com o ruído que ouvira.
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1. Verbo auxiliar mais gerúndio: com essa estrutura pode ocorrer três formas. Vejamos:
Ex.: essa ideia me foi surgindo aos poucos;
Ex.: essa ideia foi-me surgindo aos poucos;
Ex.: essa ideia foi surgindo-me aos poucos;
Ex.: a imagem dela se vai delineando ao entardecer;
Ex.: a imagem dela vai-se delineando ao entardecer;
Ex.: a imagem dela vai delineando-se ao entardecer;
2. Verbo auxiliar mais infinitivo: com essa estrutura, em geral, o pronome átono ficará depois da locução verbal,
desde que não haja casos que exija a próclise.
Ex.: os alunos devem contar-me toda a verdade;
Ex.: Raquel pareceu comprometer-se mais com a realidade da escola.
Ex.: após a leitura do texto não se pode afirmar.
Ex.: nunca me viram cantar.
Observações:
1) Quando houver preposição entre o verbo auxiliar e o infinitivo, a colocação do pronome será facultativa.
2) Com a preposição "a" e o pronome oblíquo "o" (e variações) o pronome deverá ser colocado depois do infinitivo.
3. Verbo auxiliar mais particípio: com essa estrutura o pronome átono não poderá vir depois. De preferência ficará
no meio da locução verbal. Vejamos:
Ex.: a lua tinha-se escondido atrás das nuvens;
Ex.: os ingressos haviam-se esgotados.
Ex.: seu rendimento escolar tem-me surpreendido.
Ex.: não me haviam avisado da prova que teremos amanhã.
7. Interjeição
É a palavra invariável que exprime emoções, sensações, estados de espírito, ou que procura agir sobre o interlocutor,
levando-o a adotar certo comportamento sem que, para isso, seja necessário fazer uso de estruturas linguísticas mais
elaboradas
Por exemplo:
- Você faz o que no Brasil?
-Eu? Eu negócio com madeiras.
-Ah, deve ser muito interessante.
b) Sintetizar uma frase apelativa
Ex.: cuidado! Saia da minha frente.
9. Preposição
As preposições são:
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A, ANTE, APÓS, ATÉ, COM, CONTRA, DE, DESDE, PARA, EM, PERANTE, POR, SEM, SOB, SOBRE, ENTRE,
ATRÁS.
1. Causa:
Ex.: as crianças adoeceram de pneumonia.
Ex.: com o desemprego, a violência aumentou.
2. Companhia:
Ex.: os garotos vão ao shopping com os pais.
3. Direção:
Ex.: foi à praia.
Ex.: o garoto caminha para sua casa.
4. Distância:
Ex.: são poucos quilômetros daqui à sua casa.
5. Finalidade:
Ex.: levaremos ao Japão nossa cultura para sermos reconhecidos.
6. Instrumento:
Ex.: o professor apagou o quadro com o apagador.
Ex.: escreveu a carta à máquina.
7. Lugar ou origem:
Ex.: o garoto nasceu em São Paulo.
8. Modo:
Ex.: ela me beijou com carinho.
9. Posse:
Ex.: alugaram o carro da agência.
10. Tempo:
Ex.: permaneceram no Rio de Janeiro por dois anos
Com a locução prepositiva, a preposição virá no final do “termo”. Com a locução adverbial, a preposição virá no início
do termo.
11. Numeral
Numeral é a palavra que indica os seres em termos numéricos, isto é, que atribui quantidade aos seres ou os situa
em determinada sequência.
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Multiplicativos: expressam ideia de multiplicação dos seres, indicando quantas vezes a quantidade foi aumentada.
Ex.: dobro, triplo, quíntuplo, etc.
Coletivos: se referem ao conjunto de algo, indicando o número exato de seres que compõem esse conjunto.
Ex.: dezena, dúzia, milheiro, etc.
Os numerais cardinais que variam em gênero são um/uma, dois/duas e os que indicam centenas
de duzentos/duzentas em diante: trezentos/trezentas; quatrocentos/quatrocentas, etc.
Cardinais como milhão, bilhão, trilhão, etc. variam em número: milhões, bilhões, trilhões, etc. Os demais
cardinais são invariáveis.
Numerais multiplicativos
Numerais fracionários
Numerais coletivos
Para designar papas, reis, imperadores, séculos e partes em que se divide uma obra, utilizam-se os ordinais até décimo
e a partir daí os cardinais, desde que o numeral venha depois do substantivo:
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Ex.: João Paulo II (segundo)
Ex.: D. Pedro II (segundo)
Ex.: Ato II (segundo)
Ex.: Século VIII (oitavo)
Ex.: Canto IX (nono)
Ex.: Tomo XV (quinze)
Ex.: Luís XVI (dezesseis)
Ex.: Capítulo XX (vinte)
Ex.: Século XX (vinte)
Ex.: João XXIII (vinte e três)
Para designar leis, decretos e portarias, utiliza-se o ordinal até nono e o cardinal de dez em diante:
Ambos/ambas são considerados numerais. Significam "um e outro", "os dois" (ou "uma e outra", "as duas") e são
largamente empregados para retomar pares de seres aos quais já se fez referência.