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Ementas - Componente Parte Diversificada.2025

O documento apresenta a Ficha Técnica da Gerência Geral dos Anos Finais do Ensino Fundamental em Pernambuco, destacando a importância da Parte Diversificada da Matriz Curricular para enriquecer a experiência escolar dos alunos. O componente curricular Leitura, Arte e Movimento visa desenvolver competências em linguagens e promover a expressão cultural e artística dos estudantes, alinhado com a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo de Pernambuco. Além disso, enfatiza a participação ativa dos alunos na construção de seu próprio currículo e no desenvolvimento de projetos que refletem suas identidades e interesses.

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Rosilane Abreu
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Ementas - Componente Parte Diversificada.2025

O documento apresenta a Ficha Técnica da Gerência Geral dos Anos Finais do Ensino Fundamental em Pernambuco, destacando a importância da Parte Diversificada da Matriz Curricular para enriquecer a experiência escolar dos alunos. O componente curricular Leitura, Arte e Movimento visa desenvolver competências em linguagens e promover a expressão cultural e artística dos estudantes, alinhado com a Base Nacional Comum Curricular e o Currículo de Pernambuco. Além disso, enfatiza a participação ativa dos alunos na construção de seu próprio currículo e no desenvolvimento de projetos que refletem suas identidades e interesses.

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Secretaria Executiva de Desenvolvimento da Educação-SEDE

Gerência Geral dos Anos Finais do Ensino Fundamental-GGAFEF

FICHA TÉCNICA

Raquel Teixeira Lyra Lucena


Governadora do Estado

Priscila Krause Branco


Vice-Governadora

Gilson José Monteiro Filho


Secretário de Educação e Esportes – SEE/PE

Ana Lúcia Barbosa dos Santos Paes de Souza


Secretária Executiva de Desenvolvimento da Educação – SEDE

Eduardo de Santana Romão Andrade


Gerente Geral dos Anos Finais do Ensino Fundamental

Jeane de Santana Tenório Lima


Gerente de Políticas Educacionais da Educação de Jovens, Adultos e Idosos

Valdemir Amaro Lisboa


Gerente de Política Educacional Indígena

Romero Antônio de Almeida Silva


Gerente de Educação Escolar Quilombola

Waldênia Leão de Carvalho


Gerência de Políticas Educacionais de Educação no Campo

2ª Edição, 2025.

01
SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO-SEDE

GERÊNCIA GERAL DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL – GGAFEF

FICHA TÉCNICA

IDEALIZAÇÃO
EQUIPE DE FORMADORES DA GERÊNCIA GERAL DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL

EQUIPE DE PRODUÇÃO

ADALBERTO TELES MARQUES


ADRIANA MARIA DE FREITAS FERREIRA
ALMIR DE LIMA SERPA
ANDERSON LEONY TORRES COSTA
CARLOS ANTÔNIO AVELAR DE MELO
CRISTIANE RENATA DA SILVA CAVALCANTI
EBER GUSTAVO DA SILVA GOMES
EVALDO DANTAS DA SILVA JÚNIOR
FABÍOLA OLIVEIRA
JACINEIDE GABRIEL ARCANJO
JAELSON DANTAS DE ALMEIDA
JAMESSON MARCELINO DA SILVA
JÚLIO RICARDO DE BARROS RODRIGUES
LUCIANA DE SANTANA FERNANDES
MARIA DE FÁTIMA DE ASSIS SILVA
MARIA INEZ LIMA DE ALMEIDA
MARIA LÚCIA CAVALCANTE
MARIVÂNIA DA SILVA ARAGÃO XAVIER
PATRÍCIA MORGANA ANDRADE DE SANTANA
RAQUEL VASCONCELOS BARBOSA DE FREITAS
ROBSON ANSELMO TAVARES DE MELO
ROSINETE SALVIANO FEITOSA
SAMUEL LIRA DE OLIVEIRA
SANDRA VASCONCELOS OLIVEIRA E SILVA
SÔNIA MAGALI ALVES DE SOUZA
THAÍS MARIA CECÍLIA DA PAZ SOARES
WANDA MARIA BRAGA CARDOSO

CHEFE DE UNIDADE DA EDUCAÇÃO INTEGRAL DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL


PATRÍCIA MORGANA ANDRADE DE SANTANA

EQUIPE DE PÓS-PRODUÇÃO
REVISÃO DE TEXTO
CRISTIANE RENATA DA SILVA CAVALCANTI
JAMESSON MARCELINO DA SILVA

EDIÇÃO DE TEXTO
CRISTIANE RENATA DA SILVA CAVALCANTI
JAMESSON MARCELINO DA SILVA

PROJETO GRÁFICO E DIAGRAMAÇÃO


ISABELLA DE FÁTIMA SILVA GUEDES

02
1
APRESENTAÇÃO
As disciplinas da Parte Diversificada (PD) da Matriz Curricular das unidades escolares
que ofertam o Ensino Fundamental Anos Finais em tempo integral na Rede Estadual de
Educação de Pernambuco são componentes que têm como objetivo promover o
enriquecimento, a ampliação e a diversificação de conteúdos, temas ou áreas da Base
Nacional Comum (BNC) em estrito alinhamento com o Currículo de Pernambuco (CPE).
É importante destacar ainda que a PD considera a interdisciplinaridade como eixo
metodológico para buscar a relação entre os temas explorados, respeitando as
especificidades das distintas áreas de conhecimento e, ao mesmo tempo, contribuindo
para o diálogo entre elas.

Dentro da Matriz Curricular das escolas de Ensino Fundamental Anos Finais com oferta
de ensino integral em tempo integral, os componentes da PD ocupam um lugar central
no que tange à diversificação da experiência escolar, oferecendo um espaço
privilegiado para a experimentação, a interdisciplinaridade e o aprofundamento dos
estudos. Por meio deles, é possível viabilizar o desenvolvimento das diferentes
linguagens: plástica, verbal, matemática, gráfica e corporal, além de proporcionar a
expressão e a comunicação de ideias, a interpretação e a fruição de produções
culturais. Ressalte-se também que o trato com essas linguagens é acompanhado,
dentro das concepções que guiam a oferta da educação integral em tempo integral,
pela ênfase dada ao tratamento das competências socioemocionais e pela
fundamentação nos pilares estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): Aprender a aprender, Aprender a fazer,
Aprender a conviver e Aprender a ser.

A PD permite aos estudantes participarem da construção do seu próprio currículo, uma


vez que os componentes atinentes a essa seção da Matriz Curricular ensejam a
ampliação e a diversificação de conceitos, de procedimentos ou de temáticas de uma
disciplina ou de uma área de conhecimento. Além disso, a PD oportuniza o
desenvolvimento de ações relacionadas aos projetos de vida dos discentes e a
peculiaridades da comunidade a que pertencem. Esses processos se desenvolvem
tendo por princípio o foco nos interesses dos estudantes, a territorialidade e a
intersetorialidade. A PD possibilita também que estes se envolvam em atividades que
contribuirão para o atingimento de capacidades específicas e de gestão de seus
conhecimentos, tendo em vista a continuidade dos estudos, a sua passagem para o
Ensino Médio e a preparação para o ingresso no mundo produtivo.

Os objetivos supracitados, a serem atingidos através da PD, ganham forma nos


componentes dela: Estudo Orientado, Projeto de Vida, Leitura, Arte e Movimento,
Tecnologia e Cidadania Digital, Iniciação Científica, Laboratório de Aprendizagem,
Eletivas I e Eletivas II. Esses trazem propostas relevantes, abordadas de modo a
aprofundar os conteúdos da Base Nacional Comum (BNC) e do Currículo de Pernambuco
(CPE) e a concretizar a filosofia da educação integral. Esta se norteia pela observação
fundamental dos projetos de vida das adolescências, com consequente foco nos
interesses dos estudantes e nas demandas de aprendizagem da escola em interface
com o território em que se insere.

Desse modo, para que esses propósitos sejam realizados, a PD, em sua constituição e
organização, incentiva e proporciona a convivência e a troca de experiências dos
estudantes dos diversos anos/séries do Ensino Fundamental Anos Finais. Assim,
permite a realização de aprendizagens mais profundas, variadas e significativas.

Equipe técnica pedagógica da Gerência Geral de Anos Finais do Ensino Fundamental

03
1
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O componente curricular Leitura, Arte e Movimento para os Anos Finais do Ensino Fundamental, referente à
Parte Diversificada do Currículo, visa consolidar o trabalho com as competências específicas da área de
Linguagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Currículo de Pernambuco (CPE).

O componente amplia oportunidades para que os estudantes possam usufruir - de modo pleno, crítico e
participativo - de práticas sociais mediadas pelas linguagens (literária, artística e corporal) e incorporem
em seus projetos de vida o cultivo da leitura literária, da escrita criativa, da apreciação e produção de
práticas artísticas e corporais.

Por meio da abordagem de projetos e em relação direta com as culturas adolescentes, o componente
pretende apoiar os estudantes a utilizar e expandir meios de interação, expressão e criação de significados
pessoais e coletivos, atentando ao papel das linguagens para o autoconhecimento e a subjetividade, bem
como para a atuação enquanto sujeitos sociais e agentes de mudança. Tais atribuições se processam por
via das relações mediadas por palavras, imagens, sons, gestos e expressões corporais.

O diferencial desse componente está na utilização da abordagem de projetos e no planejamento


participativo com os estudantes. O intuito é que possam escolher com o professor focos de estudo,
experimentação, análise e produção de manifestações culturais da literatura, da arte e da cultura corporal
de movimento para desenvolver projetos de ampliação cultural, pesquisa e intervenção na escola e na
comunidade.

Esse componente está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Currículo de Pernambuco
(CPE), às Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental (DCNEF) e às Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana, homologada em 2004, por compreender o trabalho pedagógico com Linguagens
enquanto estímulo ao pensamento crítico, à liberdade dos corpos, à fruição artística, garantindo o acesso a
conhecimentos multimodais produzidos pelas culturas juvenis e por diversos grupos sociais.

O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES

O componente Leitura, Arte e Movimento desempenha um papel fundamental no desenvolvimento integral


dos adolescentes, já que, nesse momento de vida, as práticas de linguagens se tornam modos de
expressão de suas identidades e desejos, além de os situarem em espaços sociais para além da família e
da escola. É nessa fase que os adolescentes percebem que as práticas de linguagens moldam a vida
social, constituindo grupos, interesses, gostos e significados para expressar suas identidades, desejos e
opiniões, bem como para acessar discursos diversos que circulam socialmente por meio das práticas
mencionadas e diante dos quais precisam se posicionar e tecer reflexões críticas.

25
Mobilizando a maior capacidade de abstração do pensamento dos adolescentes e formas participativas de
trabalho pedagógico da abordagem de projetos, o componente irá permitir que esses jovens possam
significar a literatura, a arte e a cultura corporal de movimento como modos de expressão e participação
prazerosa no mundo.

Compreendendo, de antemão, a leitura literária, a apreciação e produção de manifestações artísticas e da


cultura corporal de movimento como habilidades essenciais que transcendem as barreiras acadêmicas e
capacitam os adolescentes a compreender e interpretar o mundo de maneira subjetiva, crítica e reflexiva, o
componente visa à formação de adolescentes engajados na fruição das manifestações culturais
expressas em diferentes linguagens como recursos de promoção da diversidade, da empatia e do diálogo.
Ao integrar literatura, manifestações artísticas e práticas corporais, o componente Leitura, Arte e
Movimento oferece uma abordagem holística para a aprendizagem, estimulando a criatividade, a
expressão individual, a compreensão estética, o autoconhecimento, a cooperação e a formação para a
cidadania ativa.

OBJETIVOS

Espera-se que ao participar das atividades do componente os estudantes possam:


Reconhecer e interpretar manifestações artísticas, literárias e da cultura corporal de movimento a partir
de projetos de mapeamento e intervenção na comunidade;
Fruir obras literárias, manifestações artísticas e da cultura corporal de movimento das culturas juvenis,
considerando a representatividade de diferentes identidades;
Identificar interfaces, intertextualidade e multimodalidade de manifestações literárias, artísticas e da
cultura corporal de movimento;
Praticar a escrita criativa a partir das próprias vivências literárias, artísticas e da cultura corporal de
movimento;
Integrar movimento, expressão artística e escrita criativa em produções autorais com múltiplas
linguagens;
Compreender, interpretar e analisar textos, manifestações artísticas e da cultura corporal de
movimento de forma crítica e reflexiva, reconhecendo interesses em jogo na circulação de identidades
de diferentes grupos sociais;
Acessar diferentes gêneros literários, práticas artísticas e da cultura corporal de movimento, que
representem adolescências diversas;
Ampliar suas experiências culturais, artísticas e linguísticas, considerando a representatividade das
diferentes adolescências em sua formação cultural pessoal e na comunidade;
Desenvolver a criatividade e a capacidade de comunicação por meio de diferentes formas de
expressão artística e cultural;
Participar de forma crítica, autônoma e ativa em projetos de curadoria e intervenção na escola e na
comunidade, utilizando as diferentes linguagens como ferramenta de expressão e compreensão do
mundo;
Experimentar o protagonismo na seleção de temas de estudo das diferentes práticas de linguagens e
nos processos de aprendizagem e intervenção na escola e na comunidade.

26
COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL

1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de
subjetividades e identidades sociais e culturais.

2. Conhecer e explorar diversas práticas de linguagem (artísticas, corporais e linguísticas) em diferentes


campos da atividade humana para continuar aprendendo, ampliar suas possibilidades de participação na
vida social e colaborar para a construção de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva.

3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual,
sonora e digital, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em
diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.

4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os
direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e
global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo.

5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade,
bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com
respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.

6. Compreender e utilizar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica, significativa,


reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares), para se comunicar por meio das
diferentes linguagens e mídias, produzir conhecimentos, resolver problemas e desenvolver projetos
autorais e coletivos.

27
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE

Reconhecer a identidade da comunidade.


Reconhecer os diversos
aspectos culturais e Relatar as práticas corporais e as atividades culturais
históricos ligados à vida da comunidade.
comunitária,
Experimentar as práticas corporais mais vivenciadas
experimentando-os e na comunidade.
Cultura local
valorizando-os
Produzir um relato de experiência sobre as atividades
como produto de
culturais mais destacadas da comunidade.
construções coletivas e
individuais atinentes às Criar novas possibilidades de diferentes práticas
identidades. corporais de acordo com a especificidade da região.

Valorizar a si e ao outro por


meio do reconhecimento dos
diversos aspectos culturais, O reconhecimento do
Reconhecer e expressar o próprio valor e também do
históricos e humanos locais, autovalor e dos valores
outro, tomando por base aspectos físicos,
envolvendo-se com eles e comunitários
comportamentais e culturais.
reconhecendo-os como
constituintes de sua
identidade.

2º TRIMESTRE

Discutir e apreciar os valores locais por meio do


envolvimento com as práticas culturais de seu espaço
de origem.
Valorizar a si e ao outro por
Identificar e reconhecer personalidades tidas como
meio do reconhecimento dos
referências sociais e culturais de práticas corporais,
diversos aspectos culturais,
O reconhecimento do artísticas e de linguagem/ expressão no sentido de
históricos e humanos locais,
autovalor e dos valores valorizar suas respectivas contribuições para a
envolvendo-se com eles e
comunitários materialização de tais práticas como representativas
reconhecendo-os como
da diversidade cultural local.
constituintes de sua
identidade.
Vivenciar atividades culturais e de celebração de
personalidades locais, apreciando a diversidade,
reconhecendo-se nela e ressignificando-a, de modo a
atualizar a importância desta para a constituição
identitária da comunidade.
Conhecer gêneros Identificar diferentes gêneros audiovisuais,
audiovisuais diversos, reconhecendo as especificidades de cada um deles.
compreendendo
particularidades formais e Produzir gêneros audiovisuais a partir das vivências
temáticas e sendo capaz de da comunidade, de modo a registrar suas
elaborar produções dessa manifestações, histórias, bem como a trajetória de
Leitura Audiovisual
natureza para evidenciar, personalidades significativas dela.
analisar e registrar conteúdos
variados, sobretudo que
Organizar eventos, como festivais e concursos, para a
digam respeito a aspectos da
exposição das produções audiovisuais realizadas, de
comunidade onde está
modo a promover a circulação e o conhecimento
inserido.
dessas.

28
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Conhecer gêneros
audiovisuais diversos,
compreendendo
Promover rodas de debates sobre produções
particularidades formais e
audiovisuais realizadas a partir de temas locais, de
temáticas e sendo capaz de
modo a refletir sobre a elaboração desses produtos,
elaborar produções dessa
Leitura Audiovisual mas também sobre as diferentes visões que essas
natureza para evidenciar,
criações apresentam no tocante a diversos aspectos
analisar e registrar conteúdos
da comunidade.
variados, sobretudo que
digam respeito a aspectos da
comunidade onde está
inserido.
Apresentar diferentes possibilidades de aporte,
experimentação e compreensão de práticas
expressivas da cultura local, promovendo momentos
de vivência e de reflexão sistemáticas de suas
características de manifestação e respectivas
possibilidades de compreensão.

Apropriar-se de diferentes Dimensionar as expressões culturais vivenciadas


modalidades de expressão como produções humanas historicamente situadas
cultural mediante mediante identificação das principais características
Leitura e interpretação críticas presentes em suas respectivas manifestações.
compreensão de seus
de expressões da cultura.
aspectos identitários e Sistematizar os contextos a partir dos quais se dá a
dinâmicas internas de expressividade de cada manifestação vivenciada
manifestação fenomênica. através dos aspectos que norteiam sua abordagem
como saber escolar.
Elaborar relatórios de acompanhamento e propostas
de apresentação que, como culminância das ações
pedagógicas desenvolvidas, representem as
aprendizagens construídas como saber escolar
acerca do universo de expressões culturais
vivenciadas.

29
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Reconhecer a identidade da comunidade,
identificando os processos de transformação no
âmbito arquitetônico, etário, comportamental e
cultural.
Relatar e analisar as práticas corporais e as atividades
culturais da comunidade, considerando as
Reconhecer os diversos
transformações ocorridas ao longo do tempo.
aspectos culturais e
históricos ligados à vida Produzir um relato de experiência sobre as atividades
comunitária, culturais mais evidenciadas na comunidade,
experimentando-os e Cultura Local identificando as mudanças e os fatores que levaram a
valorizando-os como produto isso ao longo do tempo.
de construções coletivas e
Experimentar, analisar e apreciar as práticas corporais
individuais atinentes às
mais vivenciadas na comunidade, identificando-se
identidades.
com elas e as reconhecendo como elementos de
construção da própria identidade.
Criar novas possibilidades de diferentes práticas
corporais conforme a especificidade da região,
estabelecendo comparações com práticas
tradicionais, identificando semelhanças e
particularidades entre elas.
Valorizar a si e ao outro por
meio do reconhecimento dos Reconhecer e expressar o próprio valor e também do
diversos aspectos culturais, outro, tomando por base aspectos físicos,
O reconhecimento do
históricos e humanos locais, comportamentais e culturais, entendendo a
autovalor e dos valores
envolvendo-se com eles e diversidade como um bem que deve ser preservado e
comunitários
reconhecendo-os como como uma característica inerente a todos os seres
constituintes de sua humanos.
identidade.
2º TRIMESTRE
Discutir e apreciar os valores locais por meio do
envolvimento com as práticas culturais de seu espaço
de origem, comparando essas práticas com outras
realizadas em outros espaços.
Valorizar a si e ao outro por Identificar e reconhecer personalidades tidas como
meio do reconhecimento dos referências sociais e culturais de práticas corporais,
diversos aspectos culturais, artísticas e de linguagem/ expressão no sentido de
históricos e humanos locais, O reconhecimento do valorizar suas respectivas contribuições para a
envolvendo-se com eles e autovalor e dos valores materialização de tais práticas como representativas
reconhecendo-os como comunitários da diversidade cultural local e nacionalmente
constituintes de sua situadas.
identidade.
Vivenciar atividades culturais e de celebração de
personalidades locais, apreciando a diversidade,
reconhecendo-se nela e ressignificando-a, de modo a
atualizar a importância dela para a constituição
identitária da comunidade, além de reconhecer
influências externas que estejam atuando nas
transformações identitárias da comunidade.

30
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
2º TRIMESTRE
Conhecer gêneros Identificar e analisar diferentes gêneros audiovisuais,
audiovisuais variados, reconhecendo as especificidades de cada um deles.
compreendendo Produzir gêneros audiovisuais a partir das vivências
particularidades formais e comunitárias, de modo a registrar suas manifestações,
temáticas e sendo capaz de histórias, bem como a trajetória de personalidades
elaborar produções dessa significativas dela, demonstrando senso crítico e empatia
Leitura Audiovisual
natureza para evidenciar, no tocante à diversidade e às transformações registradas.
analisar e registrar conteúdos
diversos, sobretudo que Organizar eventos, como festivais e concursos, para a
digam respeito a aspectos da exposição das produções audiovisuais realizadas, de modo
comunidade onde está a promover a circulação e o conhecimento dessas,
inserido. incentivando o debate sobre questões de elaboração das
produções e dos conteúdos presentes nelas.
3º TRIMESTRE
Conhecer gêneros
audiovisuais variados,
compreendendo Promover rodas de debates sobre produções audiovisuais
particularidades formais e realizadas a partir de temas locais, de modo a refletir sobre
temáticas e sendo capaz de a elaboração desses produtos, mas também sobre as
elaborar produções dessa diferentes visões que essas criações apresentam no
Leitura Audiovisual
natureza para evidenciar, tocante a diversos aspectos da comunidade, buscando
analisar e registrar conteúdos perceber as mudanças que os produtores de conteúdo
diversos, sobretudo que experimentaram durante o envolvimento com as produções
digam respeito a aspectos da citadas.
comunidade onde está
inserido.
Apresentar diferentes possibilidades de aporte,
experimentação e compreensão de práticas expressivas da
cultura nacional e local, promovendo momentos de
vivência e de reflexão sistemáticas de suas características
de manifestação e respectivas possibilidades de
compreensão.
Dimensionar as expressões culturais vivenciadas como
produções humanas historicamente situadas mediante
identificação das principais características presentes em
Apropriar-se de diferentes suas respectivas manifestações, considerando
modalidades de expressão semelhanças e diferenças entre as produções locais e
cultural mediante nacionais.
compreensão de seus Leitura e interpretação críticas Sistematizar os contextos a partir dos quais se dá a
aspectos identitários e de expressões da cultura.
expressividade de cada manifestação vivenciada através
dinâmicas internas de
dos aspectos que norteiam sua abordagem como saber
manifestação fenomênica.
escolar, relacionando as transformações identificadas em
virtude do discurso midiático que sobre elas se verifica em
diferentes meios de comunicação social.
Elaborar relatórios de acompanhamento e propostas de
apresentação que, como culminância das ações
pedagógicas desenvolvidas, representem as aprendizagens
construídas como saber escolar acerca do universo de
expressões culturais vivenciadas, apontando para a
percepção dos diversos valores envolvidos na construção
dessas aprendizagens.

31
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Entender o conceito do Belo, Reconhecer a presença do conceito do Belo e suas
suas variações no tempo e variações ao longo da história da humanidade e nas
no espaço, os impactos que diferentes culturas.
As várias ideias sobre o Belo.
os padrões do que é Belo
As variações desse conceito Discutir o conceito do Belo e a existência de padrões de
exercem sobre grupos e
ao longo da História. As beleza, tanto nas manifestações artísticas quanto no
pessoas, sendo capaz de
implicações da adoção de mundo natural (pessoas e paisagens).
exprimir esse conceito a
modelos de beleza.
partir de elementos e valores Exprimir por meio de uma linguagem artística o seu ponto
pertinentes à comunidade em de vista sobre o Belo, considerando, sobretudo, aspectos
que vive. da sua comunidade.
Reconhecer e valorizar as Reconhecer os elementos constituintes da linguagem
diferentes possibilidades de musical.
manifestação da música,
compreendendo sua A música, sua história, seus
ritualidade e sua elementos constituintes e seu
representatividade com papel social. Reconhecer e valorizar os diversos ritmos musicais e os
relação aos contextos instrumentos característicos da execução desses gêneros,
(sociais, culturais, religiosos, especialmente os mais presentes na comunidade de que
etc.) aos quais se referem e faz parte.
representam como cultura.

2º TRIMESTRE
Reconhecer e valorizar as Entender, analisar e vivenciar o papel ritualístico dos
diferentes possibilidades de diversos ritmos musicais.
manifestação da música,
compreendendo sua A música, sua história, seus
ritualidade e sua elementos constituintes e seu
representatividade com papel social. Participar de práticas de execução musical, especialmente
relação aos contextos no tocante aos ritmos mais presentes em sua comunidade.
(sociais, culturais, religiosos,
etc.) aos quais se referem e
representam como cultura.

Entender a moda como Pesquisar sobre as transformações da moda ao longo da


fenômeno cultural e histórico, história, percebendo continuidades e rupturas, entendendo
assim como atividade a si e aos colegas como consumidores dela e também
econômica, entendendo suas como donos de um estilo próprio que tem de ser
transformações e a sua respeitado, uma vez que os diferentes modos de se vestir
importância para a expressão A moda como produto são representativos de identidades individuais e coletivas.
das identidades, podendo, a histórico, elemento
partir desses conhecimentos caracterizador de identidades Criar croquis, roupas e acessórios, conforme as condições
e do reconhecimento de e atividade econômica materiais disponíveis, utilizando-se especialmente de
valores locais, produzir elementos culturais representativos da comunidade.
elementos ligados à moda
que tragam aspectos Organizar eventos como exposição de croquis, desfiles de
identitários da comunidade roupas e acessórios, para divulgar as criações realizadas
onde está inserido. pelos estudantes, considerando a valorização dos
elementos estéticos da comunidade.

32
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Reconhecer e apreciar diferentes tipos de dança,
especialmente as manifestações mais típicas da
Reconhecer e valorizar as
comunidade da qual faz parte.
diferentes possibilidades de
manifestação da dança, Vivenciar diversos tipos de dança como participante
compreendendo sua ou fruidor, de modo envolver-se plenamente numa
ritualidade e sua experiência estética por meio dessa expressão
O entendimento do papel
representatividade com corporal ligada ao movimento.
social e estético da dança.
relação aos contextos
Conhecer e valorizar grupos de dança da comunidade
(sociais, culturais, religiosos,
de que faz parte ou do seu entorno.
etc.) aos quais se referem e
representam como cultura. Organizar um festival de dança, abrindo espaço
principalmente para os tipos mais comuns da
comunidade de que faz parte.

33
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Reconhecer e analisar o papel social da propaganda,
considerando as características gerais dessa prática.
Reconhecer no discurso
midiático os valores sociais e Analisar o papel de elementos estéticos e artísticos
culturais norteadores das A compreensão do papel na propaganda, percebendo o uso deles como
impressões e dos aportes social da propaganda e a dispositivos de convencimento e veiculação de
axiológicos que sugerem a análise dos elementos valores sociais diversos.
cada público-alvo ao qual se empregados na sua Comparar propagandas destinadas a diferentes
destina a partir dos construção. públicos: locais, nacionais e até globais, percebendo o
interesses que se busca emprego de elementos culturais que se comunicam
despertar através dos com os diferentes segmentos que se pretende atingir.
anúncios que deles se fazem.
Produzir textos publicitários voltados à divulgação de
campanhas de interesse coletivo, de um produto ou
de um serviço, tendo por base a realidade local.

Ler de maneira crítica e


fundamentada textos
jornalísticos diversos,
considerando suas
características formais e
Caracterização, funções e uso Reconhecer e analisar diversos gêneros jornalísticos.
temáticas, percebendo como
de textos jornalísticos
o tratamento da informação
reflete e cria diferentes
visões de mundo a partir da
divulgação dos mesmos
fatos.

2º TRIMESTRE
Entender e analisar conceitos como pós-verdade e
Ler de maneira crítica e fake news, envolvendo-se em debates sobre as
fundamentada textos consequências que essas trazem para a vida das
jornalísticos diversos, pessoas que são vítimas delas, aprendendo a
considerando suas identificá-las e também a importância de não as
características formais e propagar.
temáticas, percebendo como Caracterização, funções e uso
Ler e comparar notícias sobre um mesmo fato
o tratamento da informação de textos jornalísticos
publicadas por diferentes veículos de comunicação,
reflete e cria diferentes
observando como se dá o tratamento da informação
visões de mundo a partir da
nelas e os posicionamentos ideológicos que são
divulgação dos mesmos
próprios de diferentes empresas de comunicação.
fatos.
Produzir um minijornal ou fanzine relatando
acontecimentos sociais dentro da sua comunidade.

34
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
2º TRIMESTRE
Reconhecer e analisar diferentes tipos de Artes
Reconhecer e valorizar as
Visuais, desde manifestações canônico-acadêmicas
diferentes formas de até exemplos contemporâneos e populares desse
manifestação de Artes domínio estético.
Visuais, conhecendo seus As diversas manifestações
expoentes e experienciando das Artes Visuais e suas Reconhecer e valorizar artistas visuais da comunidade
os estilos e técnicas características formais e de que faz parte, atuando no sentido de torná-los
identificados ao reproduzir/ temáticas populares no meio em que vivem.
representar temas relevantes Identificar e analisar diferentes manifestações das
para a comunidade em que Artes Visuais encontradas na sua comunidade de
vive. origem.
3º TRIMESTRE
Reconhecer e valorizar as
diferentes formas de
manifestação de Artes
Visuais, conhecendo seus As diversas manifestações
Produzir e expor obras de caráter visual, levando em
expoentes e experienciando das Artes Visuais e suas
conta temáticas mais próximas do cotidiano do
os estilos e técnicas características formais e
espaço em que vive.
identificados ao reproduzir/ temáticas
representar temas relevantes
para a comunidade em que
vive.
Reconhecer a história do cinema, dando ênfase ao
Conhecer a história do
cinema produzido em Pernambuco.
cinema, inclusive do cinema
local, aprendendo sobre as Identificar e analisar as características fundamentais
características gerais dessa da sétima arte, atentando para o seu caráter
forma de arte, a maneira História e características da multissemiótico.
como ela pode veicular arte cinematográfica.
Produzir curtas-metragens ou até videominutos com
valores, aprendendo a fazer
temática preferencialmente regional, ou abordando
uso de algumas formas dela questões da comunidade.
para expressão de aspectos
da cultura da comunidade em Organizar um festival para expor e discutir os vídeos
que vive. produzidos pelos estudantes.

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O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC E CURRÍCULO DE PERNAMBUCO

A seguir, apresentamos as principais competências gerais da BNCC trabalhadas no componente:

Competência geral 1: o reconhecimento, valorização e utilização das práticas de linguagens para


acessar conhecimentos historicamente construídos, compreender a realidade e expressar-se em prol
de uma sociedade mais justa, democrática e inclusiva para os adolescentes e suas comunidades.
Competência geral 4: a utilização das diferentes linguagens e dos conhecimentos sobre elas para
partilhar experiências e ideias de forma autoral e visando ao entendimento mútuo.
Competência geral 5: a utilização e produção de práticas de linguagens mediadas pelas tecnologias
digitais de informação e comunicação de forma crítica e pautada em valores democráticos e direitos
humanos para exercer o protagonismo e a atuação na vida pessoal e da comunidade.
Competência geral 6: a valorização da diversidade de saberes, vivências e práticas de linguagens e sua
inserção nos projetos de vida dos estudantes, abordando o multiculturalismo na literatura, na arte e
nas práticas corporais.
Competência geral 9: o exercício da empatia, do diálogo, da resolução de conflitos e da cooperação por
meio de propostas coletivas e participativas de estudo e pesquisa das práticas literárias, artísticas e da
cultura corporal, acolhendo a diversidade e combatendo preconceitos.

ESTRUTURA SUGERIDA

A organização do componente curricular Leitura, Arte e Movimento para os Anos Finais do Ensino
Fundamental ancora-se nos princípios pedagógicos do Currículo de Pernambuco: educação integral,
protagonismo estudantil, desenvolvimento de competências e habilidades cognitivas e socioemocionais.

O componente será ofertado para todos os estudantes do 6º ao 9º ano, na grade curricular.

Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que, quando possível, haja a
contribuição de outros docentes na condução do componente Leitura, Arte e Movimento.

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Essa organização visa articular saberes diversos numa construção processual, dialogada e interdependente de objetos
de conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as fronteiras curriculares do domínio de
conhecimento em questão. Espera-se que o produto desse trabalho conjunto sejam aprendizagens mais amplas e
significativas, visto que se assentarão no entrelaçamento de perspectivas diversas, provenientes tanto das
particularidades dos componentes envolvidos quanto de escolhas metodológicas dos professores.

6º e 7º anos
Estudantes nesta fase estão em transição entre infância e adolescência, enfrentando mudanças biológicas,
psicológicas, sociais e emocionais, bem como a ampliação de vínculos sociais, capacidade de descentração do
pensamento e autonomia. O processo de reflexão e planejamento coletivo da abordagem de projetos pode representar
uma oportunidade para desenvolver ainda mais essas habilidades. Sugere-se que nesse ciclo os projetos envolvam o
mapeamento de experiências anteriores na escola e nas práticas de linguagens pessoais, na família e na comunidade,
ainda com ênfase no aspecto lúdico da leitura, da apreciação e produção artística e da cultura corporal. É importante
também considerar possibilidades de interação e produção com a cultura digital.

8º a 9º anos
Nessa fase, os estudantes já ganharam maior autonomia e criticidade frente às práticas de linguagens, podendo-se
fortalecer aspectos da análise semiótica dessas práticas e o convívio com diferentes culturas juvenis presentes na
comunidade escolar. As temáticas, questões e práticas sociais que serão objeto dos projetos podem constituir
produtos finais mais complexos e com maior ênfase na intervenção social.
Recomenda-se que os professores responsáveis por ministrar o componente tenham habilitação em Arte, Educação
Física ou Língua Portuguesa e se possível que o componente seja atribuído a uma dupla de professores que trabalhem
em parceria.

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

Área de Ciências Humanas e Sociais: integrar o trabalho com leitura, arte e práticas corporais ao
ensino de Ciências Humanas nos Anos Finais do Ensino Fundamental envolve considerar os contextos
em que as práticas de linguagens são produzidas e como se relacionam com a complexidade das
relações sociais e dos contextos histórico-culturais. Situar cada obra literária, manifestação artística ou
da cultura corporal de movimento em relação a esses aspectos permite a formação de estudantes que
articulam os conhecimentos das Ciências Humanas e Sociais às suas vivências nas linguagens.

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Para favorecer a integração, é importante que o professor estimule a pesquisa e a apresentação de projetos
que abordem aspectos históricos, culturais e sociais das práticas de linguagens enfocadas nos projetos dos
estudantes.
Área de Ciência da Natureza - integrar o trabalho com leitura, arte e práticas corporais ao ensino de Ciências
da Natureza nos Anos Finais do Ensino Fundamental, recorrendo-se à abordagem de projetos, permite
desenvolver competências e habilidades de investigação científica por meio da exploração das vivências,
saberes, interesses e curiosidades dos estudantes sobre o mundo natural e material, estimulando o
desenvolvimento da abstração, autonomia de ação e pensamento, bem como o interesse pela vida social e a
busca por uma identidade própria. A interseção entre leitura, arte e práticas corporais na abordagem de
projetos pode motivar os estudantes a formular processos investigativos. Pode ainda envolver o trabalho com
obras literárias que explorem temas científicos, relações entre arte e ciência, como a produção de obras de
artes visuais que representam o corpo humano e a natureza, relações entre as práticas corporais e as
Ciências da Natureza e o cuidado com a saúde física, mental e social.
Área de Matemática: entre as unidades temáticas podemos destacar as “Grandezas e Medidas”, com o
objetivo de desenvolver as habilidades dos respectivos objetos de conhecimentos matemáticos, entre eles,
relacionar as práticas de unidades de medidas, sobretudo de comprimento, com objetividade na construção
de croquis. Incluímos também a unidade temática “Geometria”, com habilidades que deverão ser construídas,
e, entre os objetos de conhecimento, destacamos simetria e ampliações de figuras.
Área de Ensino Religioso: o diálogo entre Leitura, Arte e Movimento com o componente Ensino Religioso visa
proporcionar ao estudante do Ensino Fundamental Anos Finais uma leitura instigante e reflexiva pelo mundo
do fenômeno religioso, experienciando as suas dimensões e discutir textos que garantam pluralidade,
equidade, respeito, cidadania, inclusão e tolerância que fortalecem o convívio do homem com o homem na
esfera social. É, portanto, um convite a se aventurar nessa viagem destinada ao saber, ao conhecer, único
caminho capaz de transformar o indivíduo, possibilitando-lhe que transcenda o mundo imaginado.

ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Há diferentes referenciais teórico-metodológicos para a abordagem de projetos no currículo escolar. Um


projeto é uma tarefa coletiva para a qual é preciso dividir cuidadosamente as tarefas e as
responsabilidades ao longo do tempo; aprender a trabalhar em grupo e avaliar os resultados que vão se
obtendo em função dos objetivos.
Os projetos são situações didáticas contextualizadas em práticas sociais com propósitos bem definidos,
mas com caminho flexível, planejadas e desenvolvidas com a participação dos estudantes. Fundamentam-
se na pedagogia da escuta e observação cuidadosa dos professores, além da mediação facilitadora por
meio da curadoria de referências e da orientação dos estudantes na consecução das etapas do
desenvolvimento do projeto.
As estratégias também devem considerar os novos e multiletramentos e as práticas da cultura digital, bem
como a compreensão dos estudantes como sujeitos detentores de saberes que, ao serem incluídos no
processo educativo em suas diversidades, têm maior oportunidade de se engajar nas propostas escolares.

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Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que o componente Leitura, Arte e
Movimento seja ministrado em conjunto por professores da área em pauta, na forma de um projeto
integrado. Essa organização visa articular saberes diversos na construção processual, dialogada e
interdependente de objetos de conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as
fronteiras curriculares do domínio de conhecimento em questão. Espera-se que o produto desse trabalho
conjunto sejam aprendizagens mais amplas e significativas, visto que se assentarão no entrelaçamento de
perspectivas diversas, provenientes tanto das particularidades dos componentes envolvidos quanto de
escolhas metodológicas dos professores. Para organização e registro da carga horária, uma vez que seja
acatada a proposta de trabalho envolvendo mais de um professor, é necessário definir, de antemão, a
quantidade de aulas que ficará sob a responsabilidade de cada um dos docentes, de modo que se possa
fazer o registro delas no SIEPE. É imperativo ainda que essa divisão seja comunicada com antecedência à
gestão da escola, para que esta observe a possibilidade de validar ou não a configuração horária definida.

Para planejar os projetos com os estudantes, são recomendadas algumas ações:


Promover atividades desencadeadoras para o levantamento de interesses, questões e práticas sociais
trazidas pelos estudantes;
Sistematizar o mapeamento de interesses de ampliação dos estudantes frente aos temas, questões e
práticas sociais trazidas;
Problematizar possíveis fontes de pesquisa e atividades de estudo e experimentação que irão
possibilitar a ampliação de conhecimentos frente aos temas, questões ou práticas sociais escolhidas
como foco de cada projeto;
Realizar o planejamento participativo das etapas de pesquisa e ampliação de conhecimentos e definir
um produto final que irá orientar a sistematização e comunicação das aprendizagens;
Selecionar, com os estudantes, fontes de pesquisa e experimentação sobre os temas, questões ou
práticas sociais que serão objeto do projeto;
Planejar cada etapa sempre em diálogos e replanejamentos conduzidos em parceria com os
estudantes;
Definir momentos de experimentação, partilha e registro de conhecimentos, mobilizando diferentes
linguagens;
Organizar as etapas de elaboração do produto final do projeto (objeto cultural, como um livro,
exposição, apresentação, oficina para outros estudantes ou para a comunidade, sarau, mostra cultural,
intervenção artística etc.);
Apresentar o produto final;
Avaliar o processo e o produto final;
Replanejar ações para projetos futuros.

Durante a realização dos projetos pode-se:


Integrar conteúdos de leitura literária, arte e cultura corporal de movimento em atividades
interdisciplinares, proporcionando uma compreensão mais abrangente das possibilidades temáticas
para os projetos dos estudantes.

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Por exemplo: convidar os estudantes a apreciar crônicas, poemas, músicas, obras de artes visuais, de
fotografia e cinema relacionadas ao futebol e sua relevância na cultura brasileira; tratar temas das culturas
indígenas e afrodiaspóricas por meio da apreciação da literatura, da arte e de práticas corporais desses
grupos; tematizar produções femininas na literatura, na arte e da cultura corporal de movimento.
Orientar os estudantes a escolher temáticas para seus projetos a partir da leitura de textos
multimodais, de obras de arte e de práticas corporais;
Apoiar os estudantes na curadoria de manifestações literárias, artísticas e da cultura corporal das
culturas juvenis de suas comunidades;
Realizar oficinas literárias, artísticas e de práticas corporais que estimulem a criatividade, permitindo
que os estudantes expressem suas ideias em leituras e produções autorais;
Incorporar recursos multimídia, como vídeos, músicas e apresentações visuais, para enriquecer a
compreensão dos textos, das diferentes práticas artísticas e da cultura corporal de movimento, assim
como estimular a criatividade artística;
Introduzir atividades teatrais e dramatizações que envolvam a leitura de textos, permitindo que os
estudantes interpretem e expressem suas compreensões por meio da representação cênica;
Explorar a arte urbana como uma forma de expressão contemporânea, incentivando os estudantes a
refletirem sobre a relação entre a arte, o movimento e a vida cotidiana;
Promover a leitura autônoma, fornecendo uma variedade de materiais de leitura que abrangem
diferentes gêneros e estilos literários;
Organizar eventos culturais, exposições de arte e apresentações que permitam aos alunos
compartilhar suas criações e experiências com a comunidade escolar;
Utilizar estratégias de avaliação formativa, como portfólios e reflexões escritas, para avaliar o
progresso dos projetos e das aprendizagens e entender como estão integrando os elementos de
leitura, de arte e de cultura corporal de movimento em seus projetos.
Integrar práticas corporais à rotina de experimentações e expressões cultivadas na escola a fim de
favorecer a integração da corporeidade adolescente no processo de fruição artística e cultural, além de
promover espaços ativos e acolhedores para suas necessidades de movimento.

AVALIAÇÃO

Criação de portfólios artísticos, em que se documenta e se reflete sobre criações dessa natureza,
incorporando elementos de leitura e movimento;
Produção coletiva de apresentações artísticas, considerando a expressividade, a interpretação, a
originalidade e a integração de elementos de leitura nos trabalhos;
Avaliação de projetos temáticos que envolvam a leitura, as artes e o movimento, considerando a
abordagem interdisciplinar, a profundidade de compreensão e a aplicação prática;

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Avaliação da participação de estudantes em debates sobre obras literárias, peças teatrais ou outras
formas de expressão artística, observando a capacidade de análise crítica e a articulação de ideias;
Avaliação do processo criativo, considerando a exploração, experimentação e aprimoramento das
ideias ao longo do desenvolvimento de projetos artísticos;
Avaliação do desempenho em atividades físicas, considerando a expressividade, coordenação motora
e a capacidade de incorporar movimento de maneira significativa;
Autoavaliação, em que estudantes refletem sobre seu próprio progresso, identificam desafios
superados e estabelecem metas para o desenvolvimento contínuo;
Avaliação a participação dos alunos em exposições de arte, eventos culturais ou apresentações
públicas, considerando a capacidade de comunicar efetivamente suas intenções artísticas;
Avaliações escritas que demonstrem a compreensão crítica de textos literários, analisando como os
AVALIAÇÃO
alunos interpretam e relacionam as obras às próprias experiências e produções artísticas;
Seleção dos registros do projeto elaborados pelos próprios estudantes e debater com eles sobre o
projeto;
Reflexão com os estudantes sobre as ações do projeto por meio das questões: O que sabíamos? O que
sabemos agora? Como aprendemos?;
Solicitação a outros educadores, pais, funcionários que observem os registros e ações do projeto e
emitam suas opiniões;
Gravação de depoimentos de estudantes, pais, familiares, funcionários e outros professores sobre os
projetos;
Construção e aplicação com os estudantes, pais, funcionários e outros educadores questionários de
avaliação;
Entrevista com os alunos individualmente ou em grupo.

REFERÊNCIAS

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ARAÚJO, Ulisses F; PUIG, Josep Maria. Educação e Valores: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus,
2007.
BARAHONA (1989, p. 20) apud PÉREZ, Glória Serrano. Educação em valores: como educar para a
democracia. Trad. Fátima Murad. 2. ed. Porto Alegre: Artmed editora S.A, 2002. p. 92.
BEAUVOIR, Simone de. A velhice. O mais importante ensaio contemporâneo sobre as condições de vida dos
idosos. Tradução de Maria Helena Franco Monteiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. Educação - Uma perspectiva para o século XXI. Editora Canção Nova: São
Paulo, 2008.

41
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Por uma Educação Interdimensional. p. 2. Disponível em: Acesso em jan.
2024.
COSTA, Antonio Carlos Gomes da; VIEIRA, Maria Adenil. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e
participação democrática. 2ª. ed. São Paulo: FTD; Salvador, BA: Fundação Odebrecht, 2006.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. Aventura pedagógica: caminhos e descaminhos de uma ação educativa.
2ª. Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antonio Carlos Gomes da; COSTA, Alfredo Carlos Gomes da; PIMENTEL, Antônio de Pádua Gomes.
Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2ª. ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antonio C. G. da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. 2ª ed. Belo Horizonte: Modus
Faciendi, 2001.
COVEY, Sean. Os 7 hábitos dos Adolescentes altamente eficazes: o guia definitivo de sucesso para o
AVALIAÇÃO
adolescente. São Paulo: editora Nova Cultural, 1999, p. 122-3.
Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais. Disponível em:<
http://www.zahar.com.br/livro/criatividade-juventude- -e-novos-horizontes-profissionais>. Acesso em
fevereiro de 2024.
INSTITUTO DE CORRESPONSABILIDADE PELA EDUCAÇÃO. Material do educador - Aulas de projeto de
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GIANNETTI, Eduardo. Auto-engano. São Paulo: Companhia das Letras, 1997. Trecho extraído da
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LEMOS, Ronaldo. Aprender a aprender. Disponível em: https://www.observatoriodaimprensa.com.br/e-
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PASCOAL, Raissa. O perfil do mediador de conflitos na escola. Revista Gestão Escolar. São Paulo: Abril, n.
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PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O componente curricular Tecnologia e Cidadania Digital para os Anos Finais do Ensino Fundamental,
referente à Parte Diversificada do Currículo, possui como objetivo desenvolver nos estudantes as
competências necessárias ao mundo digital em constante evolução, fomentando habilidades essenciais
em Tecnologia da Informação e Comunicação (TDIC), Cultura Digital (CD) e Pensamento Computacional
(PC) ao trabalhar a tecnologia como objeto de ensino e ferramenta de ensino a partir da perspectiva da
cultura maker, de aprendizagem “mão na massa”, e de um uso responsável, ético e reflexivo.
Esse componente alinha-se à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Currículo de Pernambuco (CPE),
às Normas sobre Computação na Educação Básica - Complemento à BNCC - Resolução CNE-CEB- n.º 1 de
2022 e às Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental (DCNEF) ao promover a integração
da tecnologia no processo de aprendizagem, capacitando os estudantes para a resolução de problemas,
pensamento crítico, criatividade e a compreensão dos princípios éticos e de cidadania digital. Além disso,
ele atende às necessidades dos adolescentes ao fornecer conhecimentos práticos e competências que os
preparam para o futuro, no qual a tecnologia desempenha um papel central em suas vidas e carreiras.
Nesse sentido, os discentes serão capacitados para resolver problemas de maneira colaborativa, bem
como para desenvolver um entendimento profundo dos princípios éticos que regem o uso da tecnologia,
posicionando-se não só como consumidores, mas também como produtores de conteúdo nesses espaços,
a partir de uma perspectiva integral de educação.

O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES

O componente curricular Tecnologia e Cidadania Digital é essencial para o desenvolvimento integral dos
adolescentes, pois promove a aquisição de habilidades críticas e reflexivas em um mundo cada vez mais
digital e tecnológico. Ele possibilita aos estudantes entenderem, usarem e se adaptarem à tecnologia,
tornando-se cidadãos proficientes e protagonistas de sua própria aprendizagem em uma sociedade
altamente conectada. Além disso, estimula o pensamento crítico, a criatividade e a resolução colaborativa
de problemas, habilidades essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Através do desenvolvimento
do Pensamento Computacional, os estudantes aprendem a abordar desafios de forma estruturada.
Essa disciplina também promove a Tecnologia da Informação e Comunicação (TDIC) e a Cultura Digital,
ensinando sobre ética, segurança, privacidade e responsabilidade online. Ao integrar a tecnologia à
educação, o componente enfatiza a relevância do Currículo para os adolescentes, conectando o
aprendizado à sua vida cotidiana. Perpassando também de maneira interdisciplinar as demais áreas do
conhecimento, por exemplo, os estudantes podem aprender sobre como usar ferramentas digitais para
organizar suas tarefas escolares ou como usar a programação para criar seus próprios jogos ou
aplicativos. Essa abordagem “mão na massa” - alinhada à BNCC, ao CPE e às DCNEF - prepara os
estudantes para serem cidadãos informados, participativos, curadores de informação e prontos para os
desafios do século XXI.

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OBJETIVOS

6º Ano:

1. Introdução à Tecnologia (TDIC): compreender os conceitos básicos de tecnologia, hardware e software,


bem como a importância da segurança online. Nesse objetivo, os estudantes podem aprender sobre os
diferentes componentes de um computador e como eles funcionam juntos, bem como sobre a importância
de manter suas informações pessoais seguras online.
2. Letramento e Exploração Digital (CD): desenvolver habilidades de pesquisa na internet, selecionar
fontes confiáveis e práticas de navegação segura. Por exemplo, os estudantes podem aprender a usar
motores de busca efetivamente e a avaliar a confiabilidade das fontes online.
3. Pensamento Lógico (PC): introduzir noções de pensamento lógico e resolução de problemas por meio
de jogos e atividades simples e de atividades de PC desplugado. Desenvolver pequenas narrativas digitais
utilizando ferramentas de contação de histórias. Os estudantes podem usar jogos baseados em lógica ou
quebra-cabeças para desenvolver suas habilidades de pensamento lógico ou utilizar plataformas de
construção de HQs para contarem histórias suas.
7º Ano:

1. Programação Inicial (PC): aprender os princípios da programação por meio de linguagens simples,
estimulando a lógica e o pensamento algorítmico. Por exemplo, os estudantes podem aprender a usar uma
linguagem de programação visual simples para criar seus próprios jogos ou animações.
2. Cultura Digital (CD): compreender a importância da ética digital, do respeito online e os aspectos sociais
da tecnologia. Nesse objetivo, os estudantes podem discutir questões como cyberbullying ou privacidade
online.
3. Aplicações Práticas: aplicar conceitos de tecnologia em todos os componentes curriculares, criando
projetos interdisciplinares. Aplicar também os conhecimentos a respeito do pensamento lógico e das
diferentes plataformas para a produção de narrativas digitais de forma mais complexa. Por exemplo, os
estudantes podem usar software de design gráfico para criar apresentações para suas aulas de História,
usar ferramentas digitais para visualizar dados em suas aulas de Matemática ou produzir animações e
jogos utilizando softwares como o Scratch (PC + TDIC).

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8º Ano:

1. Aprofundamento em Programação (PC): expandir as habilidades de programação, desenvolvendo


projetos mais complexos e aplicados. [É possível aprender uma linguagem de programação mais
avançada e usar essa linguagem para criar aplicativos ou sites próprios.]
2. Pensamento Computacional (PC): desenvolver habilidades de decomposição de problemas e abstração
para resolver desafios. Recorrer às ferramentas de narrativas digitais para a elaboração de apresentações
e de projetos [Os estudantes podem aprender de forma ainda mais plugada sobre algoritmos e estruturas
de dados e como eles são usados para resolver problemas complexos.]
3. Tecnologias Emergentes (TDIC + CD): explorar as tendências tecnológicas atuais, como inteligência
artificial, IoT e realidade virtual. [Por exemplo, os estudantes podem aprender sobre como a inteligência
artificial está sendo usada em áreas como medicina, transporte e educação, além de discutir as
implicações éticas desse uso.]

9º Ano:

1. Projetos de Tecnologia (PC): realizar projetos autônomos de tecnologia, aplicando todas as habilidades
adquiridas ao longo dos anos anteriores e recorrendo às plataformas de narrativas digitais, como o
Genially e o Scratch. [Por exemplo, os estudantes podem ser desafiados a criar um aplicativo ou um site
que resolva um problema real em sua comunidade. Pode ainda conceber um jogo ou quiz para aplicar em
sala de aula.]
2. Cidadania Digital (TDIC): discutir questões mais complexas relacionadas à ética, à privacidade, aos
direitos autorais e à responsabilidade online. [Pode-se discutir questões como as implicações da
privacidade na era digital, principalmente no que diz respeito às notícias falsas.]
3. A tecnologia e o futuro (TDIC + CD): preparar os estudantes para reconhecerem as carreiras
relacionadas à tecnologia, informática e áreas afins, explorando aplicações e desenvolvendo habilidades
práticas. [Por exemplo, os estudantes podem aprender sobre diferentes carreiras em tecnologia ou ciência
da computação e quais habilidades são necessárias para essas carreiras.]

HABILIDADES ESPECÍFICAS E OBJETOS DO CONHECIMENTO

Abaixo, apresentamos, por bimestre, as habilidades e competências do trabalho desse componente junto
aos adolescentes. Observe que os pilares dialogam entre si para a efetivação da aprendizagem.

6º Ano:

Conceitos básicos de tecnologia (TDIC);


Hardware e software (TDIC);
Remix e compartilhamento de conteúdo nas redes (TDIC);

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Introdução ao Letramento Digital (CD);
Introdução à Cultura Digital (CD);
Navegação Segura na internet (CD);
Ética Digital e responsabilidade online (CD);
Introdução ao Pensamento Computacional (PC);
Introdução a plataformas e práticas de narrativas digitais (PC).

7º Ano:

Aspectos sociais da tecnologia (TDIC);


Pesquisa e seleção de fontes confiáveis (TDIC);
Redes e comunicação digital (TDIC);
Segurança digital (CD);
Introdução à lógica de programação (PC);

Princípios de programação (introdução e programação por blocos) (PC);


Aplicações práticas da tecnologia em plataformas de narração digital (PC).

8º Ano:

Inovação e criatividade tecnológica (TDIC);


Tecnologias emergentes (IA, IoT, Realidade Virtual) (TDIC);
Privacidade e proteção de dados (CD);
Letramento digital avançado (CD);
Pensamento Computacional (decomposição de problemas) (PC);
Práticas de narrativas digitais na apresentação de projetos (PC);
Aprofundamento em programação (linguagens simples) (PC);
Introdução à robótica e à automação (Arduino, Micro:bit, Makey makey) (PC);
Projetos interdisciplinares com tecnologia (TDIC + CD + PC).

9º Ano:

Projetos de tecnologia (desenvolvimento de aplicativos, websites etc.) (TDIC);


O mundo do trabalho a partir das tecnologias (TDIC + CD);
Desafios tecnológicos do século XXI (CD);
Cidadania Digital (ética, direitos autorais) (CD);
Aprofundamento em programação (linguagens mais avançadas) (PC);
Aprofundamento em robótica e automação (PC);
Aplicação da abordagem STEAM e das narrativas digitais em projetos de tecnologia (PC);
Desenvolvimento de jogos, simulações e protótipos (PC).

Legenda:
TDIC - Tecnologia Digital da Informação e Comunicação;
CD - Cultura Digital;
PC - Pensamento Computacional.

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O COMPONENTE, AS COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC, DO CPE E A BNCC DA COMPUTAÇÃO

Quanto à BNCC, a estruturação do componente tem como base, especificamente, as competências gerais
(CG) 4 e a 5, embora abarque também grande parte das outras oito competências gerais. Ao tratar,
especificamente, das duas que dizem respeito diretamente às tecnologias digitais, o componente volta a
sua prática para uma perspectiva de compreensão, utilização e criação das TDIC, além da sua utilização
como forma de expressão, de produção e compartilhamento de conteúdo.

Há também base em cada uma das sete CGs que estruturam a BNCC da Computação, que envolvem a
capacidade de resolver problemas usando a tecnologia, de ser crítico ao avaliar, de aprender de maneira
criativa, ética e legal, de criar projetos combinando ideias e tecnologias de computador, de comunicar e
compartilhar informações usando a tecnologia e de agir de forma respeitosa, independente e determinada,
seja sozinho, seja com outras pessoas, usando computadores e tecnologias em diferentes situações.

O componente abordará aspectos das tecnologias a partir de três unidades temáticas: Tecnologias Digitais
da Informação e Comunicação (TDIC), Pensamento Computacional e Cultura Digital, as quais serão
especificadas desta forma:

A área das TDIC abordará as habilidades essenciais para o uso e a compreensão da tecnologia. Isso
incluirá a familiarização com dispositivos e softwares comuns, a segurança online, a pesquisa na
internet e as habilidades de comunicação digital. Os estudantes aprenderão a utilizar ferramentas de
produtividade, como processadores de texto e planilhas, e compreenderão os princípios básicos de
redes e comunicação digital. Além de conhecerem o contexto da educação 5.0, alinhada à educação
integral, os estudantes trabalharão, nessa área, a criatividade e a ética no uso das tecnologias digitais,
os conceitos de remix, colaboração e compartilhamento, o acesso, a segurança de dados e a
privacidade, as especificidades das TDIC e a aprendizagem de máquina a partir das inteligências
artificiais;
A Cultura Digital será abordada com ênfase na ética e cidadania digital, no letramento digital e nas
mídias digitais e nas linguagens midiáticas. Os estudantes serão ensinados a avaliar criticamente
informações online, identificar notícias falsas e compreender a importância da privacidade e da
segurança online. Além disso, serão incentivados a participar de discussões sobre questões éticas
relacionadas à tecnologia e a explorar o impacto da tecnologia na sociedade;
O Pensamento Computacional será promovido através da introdução à programação e à resolução de
problemas, percorrendo as linguagens de programação, os algoritmos, a robótica, as narrativas digitais,
a cultura maker e o pensamento científico. Os estudantes aprenderão a decompor problemas
complexos em passos lógicos, identificar padrões e desenvolver algoritmos simples. Eles terão
também a oportunidade de criar programas simples e projetos que incentivem a lógica e a criatividade.

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Essa abordagem abrangente permitirá a aquisição de um conjunto de habilidades valiosas para lidar com o
mundo digital de maneira responsável, crítica e ética, capacitando-os para uma participação ativa na
sociedade e no mercado de trabalho e desenvolvendo as competências abaixo, por exemplo:

Conhecimento (CG 1 e 4 da BNCC e CPE): desenvolvimento do conhecimento tecnológico, capacitando


o estudante a compreender, usar e aplicar a tecnologia em diversas áreas. Os estudantes aprenderão,
por exemplo, sobre como usar ferramentas digitais para visualizar dados em suas aulas de Matemática
ou como usar software de design gráfico em suas aulas de Arte;
Pensamento Crítico (CG 2 e 5 da BNCC e CPE): estímulo ao pensamento crítico e criativo ao abordar
problemas e desafios tecnológicos, incentivando avaliação de soluções e tomada de decisões
informadas. Os estudantes serão desafiados a avaliar diferentes soluções para um problema de
programação e justificar suas escolhas;
Resolução de Problemas (CG 5 da BNCC e CPE): aplicação do Pensamento Computacional
(desplugado ou plugado) na resolução de problemas complexos, promovendo a autonomia na busca
por soluções;
Cidadania e Ética (CG 1, 6, 7, 9 e 10 da BNCC e CPE): compreensão de questões éticas e de cidadania
digital, desenvolvendo cidadãos responsáveis e conscientes no ambiente online, a partir da
aprendizagem sobre algoritmos e estruturas de dados e como são usados para resolver problemas
complexos. Pode-se, por exemplo, discutir questões como cyberbullying e/ou privacidade online;
Comunicação e Colaboração (CG 3, 4, 5 e 7 da BNCC e CPE): promoção de comunicação eficaz e
colaboração, particularmente na realização de projetos interdisciplinares e na resolução de desafios
tecnológicos em grupo. O trabalho conjunto pode ser usado para criar um site ou aplicativo como parte
de um projeto interdisciplinar.
Autonomia e Protagonismo (CG 4, 5, 6 e 10 da BNCC e CPE): desenvolvimento de protagonismo na
utilização da tecnologia, tornando o estudante capaz de criar, inovar e explorar de maneira
independente e inovadora. Por exemplo, os estudantes podem ser desafiados a criarem seu próprio
aplicativo ou site que resolva um problema real em sua comunidade, de maneira transdisciplinar.
Empreendedorismo e Inovação (CG 3, 5, 6 e 7 da BNCC e CPE): estímulo à cultura empreendedora e à
capacidade de inovação, preparando os estudantes para o enfrentamento dos desafios do século XX,
aprendendo, por exemplo, sobre como as startups tecnológicas são formadas ou como as novas
tecnologias estão sendo usadas para resolver problemas do mundo real.

ESTRUTURA SUGERIDA

A organização do componente curricular de Tecnologia e Cidadania Digital para os anos finais do Ensino
Fundamental deve ser pensada de forma abrangente e flexível, levando em consideração as necessidades
e a maturidade dos estudantes em relação ao nível de adoção em tecnologias e englobando
conhecimentos de todas as áreas. A proposta é desenvolvida

49
dentro de uma visão de educação integral, com maior desenvolvimento do seu protagonismo, de suas
habilidades socioemocionais, da sua capacidade de trabalho em equipe e de resolução de problemas.

O componente será ofertado para todos os estudantes do 6º ao 9º ano, com a organização por turmas. O
componente possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para tempo integral e tempo parcial.
Consulte as matrizes sugeridas e seus tempos.

A estrutura do componente estará dividida em unidades de aprendizado progressivas, que contemplam


uma abordagem crítica, criativa e “mão na massa” relacionada a Tecnologias Digitais da Informação e
Comunicação (TDIC), Cultura Digital e Pensamento Computacional. No início do Ensino Fundamental, o
foco estará na compreensão básica de tecnologia, ética, privacidade e segurança online. Conforme os
estudantes avançam, as unidades evoluirão para um olhar mais técnico, envolvendo a programação,
resolução de problemas e robótica, além da ética digital e das aplicações práticas de tecnologia em
diversas áreas do conhecimento.

Para o 6º e o 7º anos, uma abordagem introdutória possui foco em conceitos básicos de tecnologia. No 8º
e no 9º anos, o aprofundamento é necessário para que os estudantes explorem tópicos mais avançados,
como a programação, a robótica e os projetos “mão na massa”. Os últimos dois anos, então, terão carga
maior no componente (com exceção da proposta de matriz para tempo parcial 25 horas-aula de 45 min).

A organização será interdisciplinar e transdisciplinar, integrando conceitos de tecnologia e cidadania digital


em outras disciplinas sempre que possível e perpassando esses diferentes conhecimentos. Por exemplo,
os estudantes poderão aprender sobre como usar ferramentas digitais para visualizar dados em suas
aulas de Matemática ou como usar software de design gráfico em suas aulas de Arte, com a ajuda dos
conteúdos adquiridos no componente. Além disso, projetos práticos e atividades “mão na massa” deverão
ser parte fundamental do componente, permitindo aos estudantes aplicar o conhecimento de maneira
significativa.

A proposta também deve incluir avaliações que abordem a compreensão conceitual, a aplicação prática e
a ética digital, a fim de garantir que os estudantes estejam preparados para enfrentar os desafios e as
oportunidades do mundo digital de forma responsável, criativa e crítica. Dessa forma, o componente de
Tecnologia se torna um pilar essencial na formação integral dos adolescentes, equipando-os com as
habilidades necessárias para prosperar em uma sociedade cada vez mais digital.

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

Ao trabalhar o conteúdo de uma perspectiva “mão na massa” ética/responsável, os estudantes estarão


alinhados às diferentes áreas do conhecimento. A perspectiva maker da educação será praticada
utilizando os conhecimentos dos outros componentes curriculares, de forma que os discentes possam não
só planejar e executar projetos, como também compreen-

50
der o impacto das atividades em diferentes áreas – como, por exemplo, o impacto ambiental de um
trabalho de robótica usando materiais de baixo custo. Além disso, ao compreenderem a ética e a
responsabilidade nos espaços virtuais, principalmente, estarão alinhados às necessidades do século XXI,
que abre oportunidade para práticas de ativismo e cidadania nos espaços proporcionados pela tecnologia.

Mais especificamente, são estes os pontos de convergência do componente com as outras áreas do
conhecimento:

Linguagens: a programação é uma linguagem por si só, sendo necessário promover a alfabetização e o
letramento digital. Além disso, a criação de sites, aplicativos e conteúdo multimídia requer habilidades
de comunicação eficaz e design, que se alinham com o desenvolvimento da escrita e das
competências linguísticas. Pode-se aqui investir em atividades de remix, como vídeos ou músicas,
explorando conceitos de direitos autorais, criatividade e expressão artística, e de escrita online, em
blogs, artigos e postagens em redes sociais, desenvolvendo habilidades de comunicação digital e
escrita persuasiva em uma perspectiva de multiletramento. Pode-se também recorrer a novas
ferramentas de narrativas digitais, como a produção de conteúdo em plataformas de programação,
como o Scratch, e em gêneros digitais, como o podcast;
Matemática: a lógica e o raciocínio matemático estão no cerne da programação, uma vez que os
estudantes precisam resolver problemas algorítmicos, aplicar fórmulas matemáticas e compreender
estruturas numéricas. Do ponto de vista prático, a programação envolve a aplicação de conceitos
matemáticos, como lógica, algoritmos e resolução de problemas, enquanto os estudantes
desenvolvem jogos ou aplicativos. É possível também recorrer às tecnologias como ferramenta de
construção de gráficos e de cálculos matemáticos.
Ciências Humanas: a ética digital e a compreensão dos impactos sociais da tecnologia têm uma forte
ligação com áreas como Filosofia e Sociologia. O estudo da História da Tecnologia fornece contexto
sobre como as inovações moldaram a sociedade, e compreender os usos desses recursos do ponto de
vista do ativismo e das transformações sociais é essencial. Do ponto de vista prático, os estudantes
podem explorar o uso de tecnologia em movimentos sociais, pesquisar questões atuais e participar de
debates digitais, a partir de uma perspectiva responsável, ética, respeitosa do uso das redes.
Ciências da Natureza: a tecnologia é uma ferramenta crucial para coletar, analisar e interpretar dados
científicos. Os avanços tecnológicos têm aplicações nas ciências, como a simulação de processos
complexos e a coleta de informações em tempo real em experimentos científicos, além de um papel
importante na divulgação de resultados e projetos. De um ponto de vista mais prático, a tecnologia
pode ser empregada para realizar experimentos virtuais e coletar dados científicos. Além disso, os
estudantes podem criar blogs, vídeos ou apresentações que divulguem suas descobertas científicas,
promovendo a comunicação eficaz e a disseminação do conhecimento da perspectiva de
multiletramento aproveitada em Linguagens.

51
6 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


1º TRIMESTRE
Conhecer os conceitos básicos de
tecnologias digitais, identificando as suas
Conceitos básicos de tecnologia, potencialidades.
Conhecer as Tecnologias Digitais da
hardware e software, bem como a
Informação e Comunicação. Diferenciar hardware de software.
importância da segurança online
Diferenciar hardware e software e saber
suas funcionalidades, assim como usá-los.
Compreender o papel da cultura digital
enquanto cultura social.
Compreender o papel das redes e mídias
sociais.
Desenvolver habilidades de Pesquisa na internet, seleção de fontes
Letramento e Exploração na Cultura confiáveis e práticas de navegação Saber pesquisar em sites com fontes
Digital. segura seguras.
Explorar de forma dialogada e prática a
cultura digital.
Compreender o conceito letramento digital.

Desenvolver noções de pensamento lógico


e resolução de problemas por meio de
jogos e atividades simples e de atividades
de PC desplugado.

Usar jogos baseados em lógica ou quebra-


cabeças para desenvolver suas habilidades
Discussões introdutórias de
de pensamento lógico ou utilizar
Pensamento Computacional
Desenvolver habilidades do plataformas de construção de HQs para
Pensamento Computacional. contar histórias suas.

Introduzir noções de pensamento lógico e


resolução de problemas por meio de jogos
e atividades simples e de atividades de PC
desplugado.

Introdução ao Pensamento Utilizar plataformas possíveis para práticas


Computacional de narrativas digitais.

52
6 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


2º TRIMESTRE

Componentes de um computador,
Conhecer as Tecnologias Digitais de funcionamento conjunto desses, Aprender a fazer remix e compartilhamento
Informação e Comunicação. importância de manter seguras suas de conteúdo nas redes.
informações pessoais online.

Compreender o papel das redes e mídias


sociais.

Pesquisa na internet, seleção de fontes


confiáveis e práticas de navegação
Debater sobre as formas de navegação
segura.
segura na internet.
Desenvolver habilidades de
Letramento e Exploração na Cultura
Digital.
Uso efetivo do motor de busca e
Realizar atividades que discutam sobre
avaliação da confiabilidade das fontes
Ética Digital e responsabilidade online.
online

Aplicar protocolos de segurança e


Discussões introdutórias de
privacidade em diferentes ambientes
Pensamento Computacional
digitais.
Desenvolver habilidades do
Pensamento Computacional.
Planejar projetos com ferramentas digitais
Introdução ao Pensamento para organizar o pensamento e resolver os
Computacional problemas que surgirem na sua vida diária
com mais eficiência e estratégia.

3º TRIMESTRE

Pensar, analisar e resolver problemas e


Introdução ao Pensamento
questões do dia a dia da comunidade
Computacional
escolar e da comunidade em que mora.

Utilizar plataformas possíveis para práticas


Discussões introdutórias de de narrativas digitais.
Pensamento Computacional.

Desenvolver habilidades do Conhecer jogos baseados em lógica ou


Pensamento Computacional. quebra-cabeças para desenvolver suas
Plataformas possíveis para práticas de
habilidades de pensamento lógico ou
narrativas digitais
utilizar plataformas de construção de HQs
para contar histórias suas.

Usar jogos baseados em lógica ou quebra-


cabeças para desenvolver suas habilidades
Introdução ao Pensamento
de pensamento lógico ou utilizar
Computacional
plataformas de construção de HQs para
contar histórias suas.

53
7 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
1º TRIMESTRE
Aprender a usar uma linguagem de
programação visual simples para criar
Desenvolver habilidades de Princípios da programação por meio de
seus próprios jogos ou animações.
Programação. linguagens simples, com estímulo à
lógica e ao pensamento algorítmico Debater de forma introdutória a lógica de
programação.
Compreender a importância da ética
digital, do respeito online e os aspectos
sociais da tecnologia
Desenvolver habilidades de
Ética Digital, Cyberbullying, Fato e Fake Discutir causas e consequências do
Letramento a partir da Cultura
News cyberbullying, a problemática do fato ou
Digital.
fake e da privacidade online.
Entender como funciona a segurança
digital.

2º TRIMESTRE

Discutir princípios de programação


(introdução e programação por blocos).

Aplicar práticas da tecnologia em


plataformas de portfólios digitais.

Documentar e sequenciar tarefas de uma


Princípios da programação por meio de atividade ou projeto.
Desenvolver habilidades de
linguagens simples, com estímulo à
Programação.
lógica e ao pensamento algorítmico Detalhar o processo de documentação de
um projeto/atividade, organizando uma
linha do tempo, dividindo arquivos e
fazendo backups.

Desenvolver tarefas de uma atividade ou


projeto, documentando o processo.

Discutir questões como cyberbullying ou


privacidade online.

Desenvolver habilidades de Desenvolver a capacidade de navegar na


Ética digital, Cyberbullying, Redes e internet, utilizar softwares, compreender
Letramento a partir da Cultura
Mídias Sociais redes sociais.
Digital.

Analisar dados online e adaptar-se a


mudanças tecnológicas.

54
7 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


3º TRIMESTRE
Aprender os princípios da programação por
meio de linguagens simples, estimulando a
lógica e o pensamento algorítmico.
Desenvolver habilidades de Princípios da programação por meio de
Programação. linguagens simples, com estímulo à
lógica e ao pensamento algorítmico
Aprender a usar uma linguagem de
programação visual simples para criar
seus próprios jogos ou animações.

Exercer a cidadania digital, envolvendo-se


em debates online, colaborando em
plataformas digitais e utilizando
Uso de software de design gráfico para ferramentas online para a expressão de
criação de apresentações de estudos, ideias e opiniões.
pesquisas Usar ferramentas digitais para visualizar
dados trabalhados em aulas ou produzir
Desenvolver habilidades de animações e jogos utilizando softwares
Letramento a partir da Cultura como o Scratch.
Digital. Aplicar conceitos de tecnologia em
disciplinas como Matemática, Ciências,
História, Geografia, Arte, Língua
Projetos interdisciplinares com Portuguesa, criando projetos
narrativas digitais com conhecimentos interdisciplinares.
interdisciplinares
Produzir narrativas digitais com
conhecimentos a respeito do pensamento
lógico e das diferentes plataformas.

55
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Desenvolver habilidades essenciais para
realizar navegação segura na internet, assim
como buscar eficazmente informações online
e usar o básico de ferramentas digitais.

Compartilhar opiniões e informações em


redes sociais.
Participar de fóruns de discussão online, de
comunidades online, incentivando o debate
construtivo sobre temas relevantes para a
sociedade.

Utilizar as redes sociais para compartilhar


informações, socializando com outros
colegas um evento ou acontecimento.

Compartilhar informações por


Compartilhamento de informações Desenvolver materiais educativos, como
meio de redes sociais.
cartilhas e vídeos, que abordam questões
éticas no ambiente digital, promovendo uma
conduta responsável online.

Desenvolver campanhas educativas que


informem os cidadãos sobre práticas de
cibersegurança, como o uso de senhas
seguras, atualizações regulares de software e
reconhecimento de ameaças online.

Debater sobre a importância da ética no uso


das tecnologias digitais, incentivando práticas
responsáveis, respeito à privacidade e a
compreensão das consequências éticas de
suas ações online.

Conhecer os 4 pilares do Pensamento


Desenvolver habilidades iniciais
Desenho de soluções (Pensamento computacional (decomposição de problemas,
de decomposição de problemas e
Computacional) Reconhecimento de padrão, Abstração,
abstração para resolver desafios.
Algoritmo).

Consumir e encontrar conteúdos digitais.

Desenvolver o Letramento digital


Tecnologias Emergentes Comunicar ou partilhar conteúdos digitais.
avançado.

Mapear o contexto histórico das tecnologias


emergentes.

56
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES

2º TRIMESTRE
Explorar a linguagem básica de programação
(linguagens simples: JavaScript, Python, Java,
PHP, CSS, C#, C++ e C).

Desenvolver habilidades iniciais de Manipular introdução à robótica e à automação


Desenho de soluções (Pensamento
decomposição de problemas e (Arduino,Micro:bit, Makey makey).
Computacional)
abstração para resolver desafios.

Aprender de forma mais plugada sobre


algoritmos e estruturas de dados e como eles
são usados para resolver problemas
complexos.
Desenvolver materiais educativos com
tecnologia, através de projetos
interdisciplinares, como cartilhas e vídeos, que
abordem questões éticas no ambiente digital,
promovendo uma conduta responsável online.
Desenvolver habilidades da Desenvolver campanhas educativas que
Aprofundamento em Programação
Programação. informem os cidadãos sobre tecnologias
emergentes (IA, IoT, Realidade Virtual) (TDIC).
Desenvolver projetos que contenham inovação
e criatividade tecnológica (TDIC).

Explorar as tendências tecnológicas atuais,


como inteligência artificial, IoT e realidade
virtual.
Aprender sobre como a inteligência artificial
está sendo usada em áreas como medicina,
transporte, educação etc.
Desenvolver o Letramento digital
Tecnologias Emergentes
avançado.
Discutir as implicações éticas do uso da
Inteligência Artificial.
Desenvolver projetos que contenham inovação
e criatividade tecnológica, bem como manipular
tecnologias emergentes (IA, IoT, Realidade
Virtual).

3º TRIMESTRE

Desenvolver programação de projetos mais


complexos e aplicados.
Desenvolver habilidades de
Aprofundamento em Programação
Programação Aplicar a linguagem de programação mais
avançada e usar essa linguagem para criar
aplicativos ou sites próprios.
Criar e implementar programas que garantam o
acesso equitativo a computadores, internet de
Compartilhar informações por meio de qualidade e dispositivos móveis, especialmente
Compartilhamento de informações
redes sociais em comunidades economicamente
desfavorecidas.

57
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


3º TRIMESTRE

Apresentar projetos com práticas de


Desenvolver habilidades iniciais de narrativas digitais.
Desenho de soluções (Pensamento
decomposição de problemas e
Computacional) Recorrer às ferramentas de narrativas
abstração para resolver desafios.
digitais para elaborar apresentações e
projetos.

Debater sobre privacidade e proteção de


dados através de registros.

Desenvolver o Letramento digital


Tecnologias Emergentes Criar conteúdos digitais.
avançado.

Entender o potencial que as tecnologias


emergentes possuem para transformar o
mercado no futuro.

58
9 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


1º TRIMESTRE
Debater a respeito da cidadania digital
(ética, direitos autorais).

Discutir questões como as implicações da


Fazer uso responsável da tecnologia privacidade na era digital, principalmente
e de ferramentas tecnológicas no Cidadania digital no que diz respeito às notícias falsas.
mundo virtual.
Discutir questões mais complexas
relacionadas à ética, à privacidade, aos
direitos autorais e à responsabilidade
online.

Identificar os desafios tecnológicos do


Debater sobre a importância da século XXI.
tecnologia e do futuro de carreiras
A tecnologia e o futuro
em tecnologia ou Ciência da
Aprender sobre diferentes carreiras em
Computação.
tecnologia ou ciência da computação e
quais habilidades são necessárias para
essas carreiras.

2º TRIMESTRE

Desenvolver um site ou blog com conteúdo


individual ou coletivo, procurando atualizá-
Planejar e criar sites e blogs com lo diariamente.
Planejamento digital
conteúdo individual e/ou coletivo.

Produzir e publicar, em suportes digitais,


conteúdos que capturem a atenção do
leitor e o fidelizem .
Aplicar abordagem de STEAM e das
narrativas digitais em projetos de
Realizar projetos de tecnologia tecnologia.
alinhados aos quatro conceitos
Desenvolver projetos de tecnologia
básicos da cidadania digital
Projetos tecnológicos (desenvolvimento de aplicativos, websites
(legislação digital; responsabilidade
etc.).
digital; saúde e bem-estar;
segurança). Criar aplicativo ou site que resolva um
problema real em sua comunidade ou um
jogo ou quiz para aplicar em sala de aula.
Debater sobre a importância da
tecnologia e do futuro de carreiras Investigar o mundo do trabalho a partir das
A tecnologia e o futuro
em tecnologia ou Ciência da tecnologias.
Computação.

59
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES


3º TRIMESTRE
Realizar projetos autônomos de tecnologia,
aplicando todas as habilidades adquiridas
ao longo dos anos anteriores e recorrendo
às plataformas de narrativas digitais, como
o Genially e o Scratch.
Desenvolver - para apresentar - jogos,
Realizar projetos de tecnologia simulações e protótipos.
alinhados aos quatro conceitos
básicos da cidadania digital
Projetos tecnológicos Manusear as linguagens mais avançadas
(legislação digital; responsabilidade
de programação mais usadas no mercado :
digital; saúde e bem-estar;
Python, Java, JavaScript e C++. no
segurança).
desenvolvimento web e desenvolvimento
de softwares.
Vivenciar conceitos de mecânica,
cinemática, automação, hidráulica,
informática e inteligência artificial,
envolvidos no funcionamento de um robô.

Preparar os estudantes para reconhecerem


Debater sobre a importância da
as carreiras relacionadas à tecnologia,
tecnologia e do futuro de carreiras A tecnologia e o futuro
informática e áreas afins, explorando
em tecnologia ou ciência da
aplicações e desenvolvendo habilidades
computação.
práticas.

60
ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

O ensino e a aprendizagem partirão de quatro perspectivas: o investimento em metodologias ativas, a


partir do trabalho em equipe, da aprendizagem individualizada e da resolução de problemas; a adoção da
metodologia de investigação, na busca por problemas reais e no planejamento de projetos que invistam
na busca de soluções; a abordagem STEAM, integrando não só a Ciência, a Tecnologia, a Engenharia e a
Matemática aos projetos tecnológicos e de programação, mas também a Arte, na apresentação de
resultados criativos e atraentes; e a aprendizagem “mão na massa”, uma vez que o planejamento e a
execução de projetos dependem de o estudante, já protagonista no processo de ensino e aprendizagem,
ser, de fato, ativo nesse trabalho, recolhendo seus próprios materiais, produzindo e testando produtos e
apresentando os resultados. A perspectiva maker, então, abarca todos os outros três pontos, levando o
estudante a reunir diversas competências na sua prática dentro e fora da sala de aula.

Mais especificamente, serão estas as estratégias aplicadas no currículo:

Aprendizagem ativa: incentivar a participação ativa dos estudantes por meio de projetos práticos,
resolução de problemas e desafios tecnológicos que os envolvam diretamente na criação e na
aplicação de conhecimento. Espera-se, com isso, estimular a investigação de problemas reais,
promovendo curiosidade, pesquisa e análise crítica a partir da aprendizagem baseada em problemas.
Os estudantes serão levados não só a pesquisarem necessidades no seu entorno e planejarem seus
próprios projetos, como também a testarem hipóteses, verificarem problemas e atuarem nos erros, de
forma autônoma e com trabalho em equipe, integrando conhecimentos de Ciência e de Engenharia na
elaboração dos projetos;
Aprendizado colaborativo: promover o trabalho em equipe, permitindo que os estudantes
compartilhem conhecimento, ideias e habilidades, replicando o ambiente de colaboração comum em
projetos de tecnologia. A Arte, por meio da elaboração de interfaces criativas e de experiências de
usuário ricas e atraentes, será aplicada, a partir de uma perspectiva de trabalho colaborativo de
planejamento, testagem, revisão e personalização do conteúdo. Os feedbacks serão também entre os
próprios estudantes, de forma que possam aprender e se desenvolver juntos de maneira respeitosa e
colaborativa;
“Mão na massa”: incentivar atividades práticas e “mão na massa”, nas quais os estudantes tenham a
oportunidade de programar, criar sites, aplicativos e solucionar problemas reais, adquirindo
experiência prática e desenvolvendo suas habilidades tecnológicas. O Design e a Engenharia serão
implementados na construção prática dos projetos, bem como a perspectiva criativa da Arte, na
elaboração dos protótipos, e da Matemática, na testagem dos produtos. Os estudantes serão
protagonistas dos seus próprios projetos, escolhendo os melhores materiais, os melhores percursos e
identificando lacunas na produção;
Ensino personalizado: reconhecer que os estudantes têm diferentes níveis de conhecimento
tecnológico e adaptar o ensino para atender às necessidades individuais,

61
proporcionando desafios apropriados a cada estudante. A ideia é que os estudantes projetem as
atividades a partir de seus interesses, paixões e problemas conhecidos, fornecendo uma aprendizagem
individualizada que objetiva a resolução de problemas reais. É ideal, para esse desenvolvimento, oferecer
feedback individual, tanto do ponto de vista da autoavaliação quanto da mediação docente, bem como
investir na heteroavaliação, de forma que os estudantes compartilharem também visões a respeito dos
projetos;
Gamificação: utilizar elementos de jogos, como recompensas, competições e missões, para tornar o
aprendizado mais envolvente e motivador, incentivando a resolução de desafios tecnológicos. Os
estudantes podem ganhar emblemas ou pontos por completar desafios e ter avatares próprios,
integrando a Arte ao Currículo;
Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade: incorporar projetos que conectem o componente de
Tecnologia a outras disciplinas, permitindo que os estudantes vejam como a tecnologia se aplica a
várias áreas do conhecimento. Os projetos serão todos desenvolvidos de uma perspectiva
interdisciplinar, de forma que os estudantes percebam o que podem aproveitar dos outros
conhecimentos no planejamento e na execução de suas ideias;
Aprendizagem desplugada: introduzir atividades que não dependam de dispositivos eletrônicos,
estimulando o pensamento lógico, a resolução de problemas e o pensamento computacional de forma
analógica. Por exemplo, os estudantes podem usar jogos baseados em lógica ou quebra-cabeças para
desenvolver suas habilidades de pensamento lógico.

Podem também desenhar fluxogramas, gráficos e investir na apresentação de resultados criativos por
meio da Arte, da Matemática, da Ciência e da Engenharia. A aprendizagem desplugada é também
ferramenta para a introdução de conteúdos mais básicos e introdutórios ligados às tecnologias,
especialmente nos conteúdos do 6º e do 7º anos.

AVALIAÇÃO

O referencial pedagógico, na totalidade, orienta que a avaliação dialogue com as adolescências em uma
perspectiva central formativa. Nesse componente, a educação “mão na massa” complementará as
orientações. Dessa forma, com projetos práticos, planejados, testados, executados e apresentados, os
estudantes irão narrar suas próprias trajetórias na elaboração dos produtos, apresentando-as com o auxílio
de plataformas de narrativas digitais, levando em consideração o feedback/intervenção do docente, dos
colegas de sala e as suas próprias pesquisas a respeito do assunto.

A avaliação partirá, então, de estratégias diversificadas, como: elaboração de rubricas e de conceitos que
darão ao estudante um retorno a respeito dos seus projetos – não só ao longo da produção, como também
no fim dela –, de forma que possa reconhecer e reparar seus erros de percurso, com trabalho colaborativo
e de cunho científico. Nessa perspectiva de “mão na massa”, apresentamos algumas ferramentas de
avaliação que podem ser utilizadas:

62
Portfólios: os estudantes poderão criar portfólios digitais que incluirão os projetos tecnológicos que
desenvolverão ao longo do curso, demonstrando seu progresso e as habilidades adquiridas. Um
portfólio poderá incluir um site ou aplicativo que o estudante criou, juntamente com uma descrição
escrita do projeto e dos desafios que superou. Os estudantes poderão, por exemplo, criar portfólios
interativos apresentando seus projetos individuais, com informações relevantes e recursos adicionais a
partir de links para o YouTube, por exemplo, utilizando plataformas como a Genially. Para a avaliação,
deve-se verificar a estrutura, o conteúdo, a criatividade, a precisão e a correção das informações.
Avaliação de projetos: avaliar os projetos tecnológicos dos estudantes com base em critérios e
rubricas específicas, como funcionalidade, criatividade, usabilidade e eficácia, proporcionando uma
visão abrangente de seu desempenho. Pode-se avaliar - com base em quão bem o estudante atendeu
aos requisitos do projeto - quão criativo foi o design e quão fácil foi para os usuários interagirem com
ele. Pode-se, por exemplo, envolver a criação de um aplicativo que soluciona um problema cotidiano,
como um mapa de localização de pontos de coleta seletiva, envolvendo, também, outras áreas, como a
das Ciências da Natureza;
Avaliação formativa: realizar avaliações contínuas durante o processo de aprendizagem, fornecendo
feedback aos estudantes para poderem ajustar e melhorar seus projetos tecnológicos ao longo do
tempo. O feedback envolverá clareza, eficiência, correção e organização, estimulando revisões e
orientando os ajustes de rota nos projetos;
Apresentações e defesas: permitir que os estudantes apresentem seus projetos tecnológicos para a
turma, demonstrando seu entendimento e capacidade de comunicar suas soluções. Deve-se explicar a
lógica da programação ou dos projetos, o design, a solução objetivada do problema, em uma
perspectiva de trabalho em equipe, com apresentações em grupo;
Avaliação em equipe: avaliar a capacidade dos estudantes de colaborar e trabalhar em equipe em
projetos tecnológicos, considerando a comunicação eficaz, a distribuição de tarefas e a contribuição
individual. Pode-se, por exemplo, investir em um podcast sobre segurança nas redes, com dicas
práticas de privacidade, e os estudantes podem, em equipe, trabalhar nas diferentes etapas, que serão
avaliadas a partir da comunicação eficaz, divisão de tarefas, contribuições e trabalho em equipe;
Autoavaliação e heteroavaliação: encorajar os estudantes a refletirem sobre seu próprio progresso e
competências tecnológicas, promovendo o desenvolvimento de habilidades, além de avaliarem os
colegas a partir de critérios definidos. Pode-se recorrer à capacidade de identificação e resolução de
problemas e a elaboração de uma rubrica justa de reconhecimento de trabalhos individuais e em grupo,
utilizando também ferramentas criativas, lúdicas e dinâmicas de avaliação, como os emojis.

63
Sugestão de rubrica para a avaliação do componente, de maneira geral:

Critérios

Demonstra falta de
Demonstra sólido
compreensão dos Demonstrou Demonstrou
entendimento dos
conceitos e conhecimento básico, conhecimento
conceitos e
Conhecimento habilidades-chave mas carece de avançado em todos
habilidades em TDIC,
tecnológico em TDIC, Cultura compreensão os pilares,
Cultura Digital e
Digital e aprofundada em um aplicando-os de
Pensamento
Pensamento ou mais pilares. maneira eficaz.
Computacional.
Computacional.

Os projetos são
Os projetos são altamente criativos,
Os projetos são Os projetos atendem
criativos, atendem atendem
Projetos inadequados, sem aos requisitos básicos,
aos requisitos e são completamente
tecnológicos originalidade e mas carecem de
eficazes em sua aos requisitos e
eficácia. originalidade e eficácia.
aplicação. são altamente
eficazes.

A comunicação e A comunicação e A comunicação e


A comunicação e
apresentação são apresentação são apresentação são
Comunicação apresentação são
incoerentes e claras, organizadas e bastante claras,
e básicas, mas
ineficazes, com eficazes na altamente
apresentação carecem de clareza e
falta de clareza e transmissão de organizadas e
organização.
organização. informações. envolventes.

A colaboração em
A colaboração em
A colaboração em equipe é altamente
equipe é A colaboração em
equipe é eficaz, com eficaz, com
inadequada, com equipe atende aos
boa comunicação, excelente
falta de requisitos mínimos,
Colaboração divisão igualitária de comunicação,
comunicação mas há desafios de
em equipe tarefas e divisão igualitária
eficaz, divisão comunicação, divisão
contribuição de tarefas e
desigual de tarefas desigual de tarefas e
significativa de contribuições
e contribuição contribuição limitada.
todos os membros. notáveis de todos
limitada.
os membros.

Demonstrou
Mostrou entendimento Demonstrou aplicação
Demonstrou falta de aplicação avançada
básico, mas carece de consistente de
compreensão de de princípios éticos e
Uso ético e aplicação consistente princípios éticos e
questões éticas e responsabilidade
responsável de princípios éticos e responsabilidade
responsabilidade digital, promovendo
responsabilidade digital em projetos e
digital. um ambiente online
digital. interações online.
seguro.

Insuficiente

Básico

Intermediário

Avançado

64
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
ALMEIDA, M.E. B. Currículo e narrativas digitais em tempos de ubiquidade: criação e integração entre
contextos de aprendizagem. Revista de Educação Pública, Cuiabá, v. 25, n.º 59/2, maio/ ago. 2016 –
Edição Temática SemiEdu 2015, p. 526-546.
ALMEIDA, M. E. B.; VALENTE, J. A. Integração currículo e tecnologias e a produção de narrativas digitais.
Currículo sem Fronteiras, v. 12, n.º 3, p. 57- 82, set./dez. 2012. Disponível em:
<http://www.curriculosemfronteiras.org/>. Acessado em: fevereiro de 2024.
BRACKMANN, C. Desenvolvimento do Pensamento Computacional através de Atividades Desplugadas na
Educação Básica. Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), 2017. Disponível
em:http://hdl.handle/. Acessado em: fevereiro de 2024.
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Acesso em jan. 2024.
COSTA, Antonio Carlos Gomes da; VIEIRA, Maria Adenil. Protagonismo juvenil: adolescência, educação e
participação democrática. 2. Ed. São Paulo: FTD; Salvador, BA: Fundação Odebrecht, 2006.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. Aventura pedagógica: caminhos e descaminhos de uma ação educativa. 2.
Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antonio Carlos Gomes da; COSTA, Alfredo Carlos Gomes da; PIMENTEL, Antonio de Pádua Gomes.
Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2ª ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antonio C. G. da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. 2ª ed. Belo Horizonte: Modus
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COVEY, Sean. Os 7 hábitos dos Adolescentes altamente Eficazes: o guia definitivo de sucesso para o
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Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais. Disponível em:<
http://www.zahar.com.br/livro/criatividade-juventude- -e-novos-horizontes-profissionais>. Acesso em
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CENTRO DE INOVAÇÃO PARA A EDUCAÇÃO BRASILEIRA. CURRÍCULO DE TECNOLOGIA E COMPUTAÇÃO.
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PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife,11 de julho de 2008.

65
REFERÊNCIAS

PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VALENTE, J. A. A espiral da aprendizagem e as tecnologias da informação e comunicação: repensando
conceitos. In: JOLY, M.C. (Ed.) Tecnologia no ensino: implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa
do Psicólogo, 2002. P.15-37.

66
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O Componente Laboratório de Aprendizagem tem como finalidade contribuir com o desenvolvimento de


práticas pedagógicas interdisciplinares e transdisciplinares ao possibilitar/ potencializar a articulação de
vários campos, mediante oferecimento de situações pedagógicas que exijam a testagem e a comprovação
de diversos conceitos, favorecendo, assim, a capacidade de abstração dos estudantes. Além disso, auxilia
na resolução de situações-problema do cotidiano, permite a construção de conhecimentos e a reflexão
sobre diversos aspectos, levando-os a fazer inter-relações. Isso os capacita a desenvolver as
competências, as atitudes e os valores que proporcionam maior conhecimento e destaque no cenário
sociocultural.

A importância de um componente como o Laboratório de Aprendizagem encontra respaldo na atual Lei de


Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDBEN nº 9.394/1996), em seu Artigo 35, Inciso IV, que diz: “É
essencial a compreensão dos fundamentos científico-tecnológicos dos processos produtivos,
relacionando a teoria com a prática, no ensino de cada disciplina”. Dessa forma, as escolas devem
proporcionar ao aluno oportunidades de união entre a teoria e a prática em cada componente curricular a
partir do estabelecimento de vinculações entre as áreas do conhecimento escolar às quais pertencem.

Com o intuito de aproximar a escola da comunidade e a comunidade da escola, o componente Laboratório


de aprendizagem está alinhado ao Eixo Entrelaçar do Programa Escola em Tempo Integral, o qual elucida
ser a escola pública um importante ativo dos territórios. Em diversas localidades do país, é a única
instituição do Estado presente. Por isso, costuma a ser reconhecida como porta de acesso a diversos
direitos sociais. A articulação da Educação com os campos da Saúde, Assistência Social, Cultura, Esportes
e Meio Ambiente acolhe, identifica e encaminha situações de vulnerabilidade social, violência e violações
nas infâncias e adolescências, intervindo de maneira colaborativa para a promoção do desenvolvimento
integral. Partindo desse eixo, vemos a importância da Territorialidade e da Intersetorialidade na educação,
observando que temos na comunidade valores, comportamentos, classes, cores e gêneros dos diversos
atores sociais.

As atividades experimentais podem e devem contribuir para o melhor aproveitamento acadêmico.


Entretanto, é fundamental que se tenha a devida clareza dos fins a que se pretende chegar. Para isso, a
realização de atividades experimentais, no ensino, deve ser decisão coletiva da escola, sendo necessário
consenso acerca da validade de realizá-las, seja no sentido da metodologia aplicada, seja em sua relação
com as dificuldades de aprendizagem identificadas ou ainda para ilustração de um fenômeno discutido
teoricamente.

81
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES

A adolescência é um período muito particular do desenvolvimento das crianças, no qual ocorre um largo
leque de aquisições e modificações. Por vezes encarada como uma simples fase de transição entre a
infância e a idade adulta, a adolescência é, na realidade, um momento de extrema importância no
desenvolvimento e deve merecer atenção e foco especiais. Nesse período, ocorrem múltiplas alterações
físicas, psicológicas, cognitivas e sociais.

Uma das maiores mudanças e desafios na adolescência é conseguir identificar o que deve ou não ser
experenciado, pois as mudanças cognitivas e emocionais durante o adolescer predispõem os jovens a se
exporem mais do que os adultos a diversas situações. Tal exposição é – a despeito das preocupações e
do necessário acompanhamento por parte de familiares e de outros adultos responsáveis - uma parte
importante do desenvolvimento nessa fase da vida do indivíduo. Envolver-se em situações diversas é
parte do percurso de maturação. Vivenciar coisas novas dá aos adolescentes a chance de ter
experiências que os ajudarão a fazer a transição para suas vidas adultas independentes. Por isso, o
diálogo norteador é importante para ajudá-los a traçar certos percursos, como encontrar uma carreira,
começar a própria família ou mudar para novos lugares.

O componente Laboratório de Aprendizagem cumpre, assim, função essencial no tocante às


contribuições oriundas das construções autônomas e resultantes do protagonismo juvenil, ao considerar
esses e outros aspectos pertencentes à esfera dos saberes dos quais trata em suas implicações
específicas rumo ao desenvolvimento integral dos adolescentes. Esse percurso se dá à luz sobretudo do
reconhecimento de suas subjetividades e de suas identidades; ou seja, de suas identidades construídas
de forma intersubjetiva. Para tanto, a compreensão, a interpretação, a reflexão e a vivência empreendidas
nas situações de aprendizagem desenvolvidas têm em conta a perspectiva de sua realização como ações
resultantes de processo de Organização do Trabalho Pedagógico. Estas são criteriosamente planejadas,
estruturadas, concretizadas e avaliadas com vistas a oferecer, de forma cooperativa ao conjunto de
participantes, uma perspectiva holística de abordagem dos saberes às quais se referem.

82
OBJETIVOS

Espera-se que, ao participar das atividades do componente, os estudantes possam:


Agregar valor através de informações relevantes, ajudando na sua relação com os demais à sua
volta;
Envolver-se com o ocorrido (teoria e prática) de modo a desejar a sua resolução, buscando
alternativas no mundo real, conectando suas emoções a algo que é o centro de todas as atenções
naquele momento;
Desenvolver o senso crítico;
Trabalhar em equipe;
Experimentar o ensino multidisciplinar;
Ser protagonista.

COMPETÊNCIAS GERAIS DO CURRÍCULO PERNAMBUCO

A competência geral 1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o


mundo físico, social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e
colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
A competência geral 2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências,
incluindo a investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar
causas, elaborar e testar hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive
tecnológicas) com base nos conhecimentos das diferentes áreas.
A competência geral 3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às
mundiais, e também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
A competência geral 4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e
escrita), corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artísticas,
matemática e científica para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos
em diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
A competência geral 5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação
de forma crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares)
para se comunicar, acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e
exercer protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva.
A competência geral 6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de
conhecimentos e experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do
trabalho e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade,
autonomia, consciência crítica e responsabilidade.

83
COMPETÊNCIAS GERO
A IBSJ EDTOI VCOUSR R Í C U L O P E R N A M B U C O

A competência geral 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam
os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local,
regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do
planeta.
A competência geral 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros com
autocrítica e capacidade para lidar com elas.
A competência geral 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e
valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e
potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
A competência geral 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos,
inclusivos, sustentáveis e solidários.

84
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1° BIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir
de inclinações e características pessoais que o permitam
desenvolver seu protagonismo.
Trabalhar em equipe, Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na
reconhecendo em si e equipe.
nos demais membros Estabelecimento e
Definir para si, tendo em vista a função exercida numa equipe, um
semelhanças e divisão das funções em
cronograma de ações individuais que se enquadre no cronograma
diferenças para o uma equipe.
maior da equipe de que faz parte.
enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de
modo a executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as
funções exercidas por cada membro.
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas
finalidades.
Pesquisar em diversas
áreas, exercitando sua Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre
curiosidade intelectual Pesquisa, registro e temas relativos ao espaço social na qual a escola está inserida,
e valorizando seu comparação. valorizando a territorialidade, de maneira a colher material e dados
entendimento de para a construção do produto final da pesquisa.
mundo.
Registrar e expor, de forma sistematizada, dados e informações
recolhidos em espaços e momentos diferentes.
2º TRIMESTRE
Conhecer e compreender alguns gêneros textuais e metodologias
relativos à divulgação de um trabalho de pesquisa.

Estruturar uma Discutir e decidir, considerando a opinião do professor e dos


pesquisa utilizando a Tratamento das colegas de grupo, qual é o melhor gênero textual para a divulgação
investigação, a informações coletadas da pesquisa.
sistematização, a e gêneros para a Redigir o texto da pesquisa, podendo optar por uma elaboração
discussão e a reflexão estruturação e final na forma de gêneros diversos, considerando os diferentes
crítica sobre as ideias divulgação da pesquisa. tipos de público a que ele se destina, bem como os diferentes
encontradas. suportes por meio dos quais ele pode ser veiculado.
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a
deixá-lo pronto para a apresentação/divulgação.
3º TRIMESTRE
Organizar a apresentação com a equipe, dividindo as etapas e
delegando as funções de cada membro durante a exposição.
Apresentar e divulgar
uma pesquisa, de forma Interagir com o público com clareza, postura e entonação
clara, apontando os adequadas, apresentando o conteúdo pesquisado, quando a
resultados encontrados divulgação for oral.
Modos de apresentação
e tendo a preocupação Socializar com o público informações importantes da pesquisa,
de uma pesquisa
de evidenciar os respondendo a possíveis perguntas e também motivando essa
procedimentos audiência a questionar sobre os procedimentos empregados e os
empregados para resultados obtidos na investigação realizada.
chegar até eles.
Demonstrar para o público - por meio de pôsteres, infográficos,
slides - os resultados da pesquisa.

85
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1º TRIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir de
inclinações e características pessoais, entendendo e respeitando
semelhanças e diferenças entre pares.
Trabalhar em equipe Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na
reconhecendo em si e equipe.
nos demais membros Estabelecimento e
Definir para si, tendo em vista a função exercida dentro de uma
semelhanças e divisão das funções
equipe, um cronograma de ações individuais que se enquadre no
diferenças para o em uma equipe
cronograma maior da equipe de que faz parte.
enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de modo
a executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as
funções exercidas por cada membro.
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas
Pesquisar em diversas finalidades, de modo a contribuir para sua própria experiência e de
áreas, exercitando sua seus colegas de classe.
curiosidade intelectual Pesquisa, registro e Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre temas
e valorizando seu comparação relativos ao espaço social no qual a escola está inserida, observando
entendimento de os detalhes de cada tema escolhido, de maneira a coletar, curar e
mundo. tratar materiais e dados para a construção do produto final da
pesquisa.
2º TRIMESTRE
Registrar e expor - organizadamente e para comparações posteriores
- dados e informações recolhidos em espaços e momentos
Pesquisar em diversas diferentes.
áreas, exercitando sua
Pesquisa, registro e Comparar dados e informações recolhidos em diversas fontes e em
curiosidade intelectual
comparação diferentes situações, de modo a chegar a conclusões derivadas da
e valorizando seu
ação comparativa.
entendimento de
mundo. Propor, a partir da comparação de dados e informações coletadas,
quais são os melhores procedimentos a serem adotados para a
configuração do produto final da pesquisa.
Conhecer e compreender alguns gêneros textuais relativos à
divulgação da pesquisa, entendendo qual é o gênero mais adequado
para a divulgação do próprio trabalho.

Estruturar uma Tratamento das Discutir e decidir, considerando a opinião do professor e dos colegas
pesquisa utilizando a informações de grupo, qual é o melhor gênero textual para a divulgação da
investigação, a coletadas e gêneros pesquisa, levando-se em consideração o tipo de pesquisa e seu
sistematização, a para a estruturação e público-alvo.
discussão e a reflexão divulgação da Redigir o texto da pesquisa na forma do gênero escolhido,
crítica sobre as ideias pesquisa observando o emprego da norma culta para a construção do
encontradas. documento.
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a
deixá-lo pronto para a apresentação/divulgação, obedecendo ao
cronograma de ações preestabelecido pela equipe.

86
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
3º TRIMESTRE
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a
deixá-lo pronto para a apresentação/divulgação, obedecendo ao
cronograma de ações preestabelecido pela equipe.
Organizar a apresentação com a equipe, dividindo as etapas,
delegando as funções de cada membro durante a exposição e, ao
mesmo tempo, contribuindo com o trabalho dos demais colegas do
grupo.
Interagir com o público com clareza, postura e entonação adequadas,
apresentando o conteúdo pesquisado, quando a divulgação for oral,
sendo capaz de atuar com clareza e desenvoltura, demonstrando
Apresentar e divulgar
compreensão real sobre aquilo que está comunicando.
uma pesquisa, de
Modos de
forma clara, Socializar com o público informações importantes da pesquisa,
apresentação de uma
apontando os respondendo a possíveis perguntas, incentivando um debate entre os
pesquisa
resultados presentes e envolvendo-se nele quando for necessário.
encontrados.
Demonstrar para o público - por meio de pôsteres, infográficos, slides
- os resultados da pesquisa, destacando/mostrando seus pontos
importantes e fazendo, de modo claro e objetivo, comentários/
inferências sobre o texto lido.
Produzir e avaliar diferentes gêneros opinativos, cuja escritura e
exposição seja motivada por um tema gerador de interesse dos
estudantes.
Participar de situações de interação em que será necessário opinar
sobre temas de interesse coletivo, fazendo uso de estratégias
argumentativas diversas e demonstrando sempre postura
fundamentada e respeitosa diante dos posicionamentos de terceiros

87
7 º A N O EDSO
T REOUNBTSJUIEN
RTA
OI VS
FOUSG
NEDRAIM
DEAN T A L

O componente curricular Laboratório de Aprendizagem tem como referência o Currículo de Pernambuco.


Serão contempladas todas as áreas de conhecimento e será ofertado para os alunos dos 6º e 7º anos dos
Anos Finais do Ensino Fundamental. O Laboratório de Aprendizagem será organizado por turmas e poderá
acontecer em qualquer espaço da escola (sala, pátio, horta, quadra, entre outros), no entorno dela ou até
mesmo em outros espaços.

As aulas de Laboratório de Aprendizagem devem ser essencialmente práticas. Para Bartzik e Zander
(2016), por intermédio das atividades práticas, os alunos têm a possibilidade de investigar, debater fatos e
ideias, por meio da observação e comparação, favorecendo a construção de conexões entre ciências,
tecnologia e sociedade.

Nessas perspectivas, as atividades experimentais constituem uma ferramenta relevante que permite ao
professor constatar e problematizar o conhecimento prévio dos seus alunos, estimular a pesquisa, a
investigação e a busca da solução de problemas. Todos esses processos precisam considerar as
particularidades dos estudantes em cada ano de escolarização.

Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que, quando possível, haja a
contribuição de outros docentes possam contribuir na condução do componente LDA. Essa organização
visa articular saberes diversos em uma construção processual, dialogada e interdependente de objetos de
conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as fronteiras entre diferentes domínios
do saber tratados no universo escolar.

Como resultado desse entrecruzamento, esperam-se aprendizagens mais amplas e significativas, uma vez
que fundamentadas numa pluralidade de perspectivas de conteúdo, de práticas e de abordagens
epistemológicas.

6º ANO
A linguagem do projeto deve ser simples e adequada ao grupo de alunos, pois estão em fase de
transição;
As temáticas dos projetos devem ser sugeridas pelos alunos;
Os tipos de pesquisas escolhidas para desenvolver os projetos devem ser citados, mas não
aprofundados teoricamente para os alunos;

88
7º ANO
A linguagem do projeto7 ºdeve
A N ser O EONBeSJadequada
O Dsimples IENTOI VFOUSao
N Dgrupo
A M EdeN alunos,
T A L pois estão em fase de
transição;
As temáticas dos projetos devem ser sugeridas pelos alunos a partir de problemáticas evidenciadas no
território;
Nesta etapa de ensino, os tipos de pesquisas devem ser citados e gradativamente aprofundados;

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

O componente curricular Laboratório de Aprendizagem (doravante LDA), ofertado em três aulas semanais,
constitui-se como um espaço privilegiado para o diálogo, integração e trânsito de saberes e práticas que
são próprias das áreas que compõem o Currículo de Pernambuco dos Anos Finais do Ensino Fundamental
(CPE-AFEF), mas cuja aproximação, propiciadora da superação dos limites instituídos entre os
componentes curriculares específicos, não é apenas necessária, mas também desejável e imperativa,
tendo em vista a natureza orgânica e integrada dos conhecimentos. Assim, no componente LDA, é
essencial promover práticas, atividades, discussões e reflexões que permitam ao estudante perceber que a
natureza supracitada do conhecimento pede uma abordagem — em seu processo de construção, reflexão
e compartilhamento — alicerçada na convergência e no entrelaçamento das áreas do saber contempladas
no principal do documento da educação do estado de Pernambuco, o já mencionado CPE-AFEF.

Desse modo, pelo trabalho no componente LDA, o estudante dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental
Anos Finais poderá — por meio da orientação de seus professores de diferentes disciplinas — exercitar sua
curiosidade intelectual; transformar em ação os conteúdos a que teve acesso durante as aulas da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC); experimentar com criatividade, cooperação dos colegas e orientação
do professor no sentido de elaborar hipóteses; propor soluções para problemas de natureza diversa e
vivenciar práticas artísticas e culturais de natureza variada. Para que toda essa movimentação ocorra de
maneira adequada, o estudante precisará assumir o papel de observador crítico e bem fundamentado dos
processos nos quais se envolve e toma parte, mas, sobretudo, o de agente deles. Como produto dessa
postura ativa intermediada no componente em questão, espera-se a elaboração e análise de experimentos
científicos, a confecção de artefatos de natureza tecnológico-digital, entre outras possibilidades mediadas
por práticas de escolarização que privilegiem o fazer e o atuar a partir do encontro entre os conteúdos
escolarizados, a reconstrução destes e os questionamentos originados de um olhar curioso e indagativo
para o mundo.

Fica claro então que o propósito do componente LDA é ensejar aos estudantes oportunidades de vivenciar
o conhecimento — originário de diversas áreas — de maneira articulada e como um processo contínuo de
construção, ação e reflexão. Nessa perspectiva, o LDA colabora para que o estudante se perceba como
protagonista na busca pelo conhecimento e também o caráter significativo deste.

89
De par com essa natureza integradora e convergente do LDA, é imperativo lembrar que o CPE-AFEF —
composto pelas áreas Linguagens, D O EONBSJIEN
7 º A N O Matemática, TOI VFOUSNHumanas,
Ciências D A M E NCiências
T A L da Natureza e Ensino
Religioso — postula como um de seus princípios o trabalho integrado entre os componentes de uma
mesma área e até mesmo de áreas diversas entre si. Trata-se, pois, de vencer a isolamento —
característica de uma prática de ensino compartimentalizada e muitas vezes desvinculada da necessária e
inseparável relação conhecimento escolar, vida, mundo, ação e reflexão — e assumir, por meio do
componente LDA, os riscos e as possibilidades de uma prática educativa que confie no potencial criativo,
investigativo, reflexivo e transformador do estudante, bem como no papel do professor como parceiro
valioso e indispensável no desenvolvimento das potencialidades referidas.

O trabalho com o LDA passa pelo conhecimento dos domínios específicos de práticas e de conteúdos das
diversas áreas constituintes do CPE-AFEF, dos componentes curriculares atinentes a elas, da interlocução
entre as competências (Gerais do CPE, das áreas, dos componentes), entre os objetos de conhecimento
dos componentes e entre suas habilidades. No entanto, é na convergência de todas essas dimensões que
reside a potência do componente. Esse entrecruzamento — pautado na curiosidade, na indagação e no agir
a partir dos conhecimentos vindos dessas variadas dimensões — permite entendê-los, decompô-los,
ressignificá-los e até mesmo, quando possível, reproduzi-los criativamente. Toda essa trajetória de
apreensão, de reelaboração e de ressignificação de saberes considerará, obviamente, as contingências e
as peculiaridades do trato com o conhecimento no universo escolar.

O trabalho integrado entre componentes curriculares e até mesmo entre áreas, que pode assumir
diferentes formas, encontra um espaço importante nos Temas Transversais e Integradores do Currículo.
Esses temas e suas legislações atinentes estão devidamente registrados no texto do Currículo de
Pernambuco, no intervalo da página 32 à página 34. A partir desses e recorrendo à mobilização
compartilhada do instrumental dos componentes e das áreas aludidas, é possível envidar atividades de
ensino-aprendizagem significativas capazes de vencer o isolacionismo disciplinar que caracteriza uma
educação escolar contingenciada por práticas tradicionais avessas à superação de fronteiras entre os
variados componentes curriculares que formam a Matriz.

Esses Temas, além de outros pedagogicamente relevantes, podem receber, via atividades realizadas no
LDA, tratamentos instigantes e criativos, os quais podem contribuir para o engajamento do estudante que
— diante de temas inspiradores, apresentados de forma desafiadora, bem como próximos de suas
inquietações e curiosidades - mobilizará seus conhecimentos prévios, as competências e habilidades que
já traz, com o intuito de aprofundá-las e, desse modo, construir novos saberes. Fica evidente então que o
LDA é um componente por meio do qual os estudantes devem fundamentalmente experienciar e vivenciar
uma relação prática e ativa com conhecimento. Desse maneira, irão, gradativamente, tornando-se
protagonistas em seu percurso de construção de saberes.

90
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DOE EONBSJIENTOI VF
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Existem diversas estratégias de ensino e aprendizagem que permitem atingir objetivos diferentes. Cabe ao
docente conhecer o leque de estratégias que permitam tornar as aulas mais enriquecedoras e dinâmicas,
potenciadoras de uma aprendizagem significativa de conteúdos específicos das diferentes áreas
científicas, mas também propiciadoras de múltiplas outras aprendizagens.

Mediante as estratégias de ensino e aprendizagens, sugerimos:

A estratégia de discussão: nesta, é fundamental a interação professor-aluno e aluno-aluno, para se


debaterem ideias, apresentarem respostas alternativas e construírem significados comuns de
determinado assunto. Segundo Pires (2011) “quanto mais o aluno tem oportunidade de refletir sobre
determinado assunto, falando (...) mais ele compreende” (p. 48).
O jogo: a atividade lúdica ou jogo “é conhecido como um poderoso mediador para a aprendizagem no
decorrer da vida da pessoa” (Ward, Roden, Hewlett, & Foreman, 2010, p. 162). O uso de diferentes tipos
de jogos oferece uma rica variedade de oportunidades de aprendizagem, mas os alunos “selecionam
diferentes tipos de jogos fora da sala de aula e eles desenvolvem-se quando a aprendizagem é
desafiadora” (Papert (1998) citado por Ward, Roden, Hewlett & Foreman, 2010, p.162).
A pedagogia de projetos é uma das alternativas que a escola pode utilizar para formar cidadãos
independentes, críticos e participativos na sociedade. Ao propor uma abordagem baseada em projetos,
a escola incentiva uma visão interdisciplinar do conhecimento, o aprendizado por meio da experiência
e o desenvolvimento da autonomia dos alunos. Uma característica muito importante da pedagogia de
projetos é sua multidisciplinaridade. A solução de um problema raramente pode ser obtida com
conhecimentos proporcionados por uma única área. A relação entre os componentes é uma das
chaves da pedagogia de projetos.

AVALIAÇÃO

As ações pedagógicas promovidas pelo LDA possibilitam a construção significativa de aprendizagens ao


ter em conta, em sua estrutura de funcionamento interno, a abordagem inter/transdisciplinar dos saberes
escolares à luz dos componentes curriculares que delas participam. Desse modo, a perspectiva
multirreferenciada de leitura e interpretação da realidade que norteia sua organização interna valoriza a
autonomia discente e docente no processo ensino-aprendizagem com base nos processos de significação
e ressignificação então implicados nos respectivos regimes de participação dos estudantes e professores
envolvidos a partir das relações estabelecidas com o conhecimento.

Nesse sentido, e considerando sua relevância para a totalidade do processo de organização do


trabalho pedagógico requerido, a avaliação das aprendizagens construídas apresenta um valoroso
leque de possibilidades. Essas - quando consideradas entre si sob o viés teórico-metodológico que lhe

91
dá fundamento - potencializa
7 º A Na Oaplicação
D O EONBde critérios
SJIE
NTOI VFOUSeNde
D Aprocedimentos
M E N T A L avaliativos que, em sua
diversidade e especificidade, fornecem aos professores e estudantes perspectivas significativas de
construção de monitoramento e verificação das aprendizagens promovidas/ construídas com o
desenvolvimento de cada ação. Isso ocorre, principalmente, a partir de sua compreensão como etapa
integrante do processo ensino-aprendizagem que norteia a implementação de cada projeto à luz das Áreas
do Conhecimento Escolar e de cada componente curricular a eles (inter-)relacionados. Em outras palavras,
a perspectiva de operacionalização oferecida pela Pedagogia de Projetos como norte fundamental de
implementação das ações pedagógicas prevê também a inter-relação intencional - intencionalidade
pedagógica - de critérios e procedimentos avaliativos especificamente dirigidos (a) à avaliação
diagnóstica, (b) à avaliação formativa; (c) à avaliação somativa e (d) à autoavaliação ao promover a
consolidação de processos autônomos de construção de conhecimentos radicados no protagonismo
discente devidamente mediado pela intervenção/ prática docente empreendida.

REFERÊNCIAS

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ARAÚJO, Ulisses F; PUIG, Josep Maria. Educação e Valores: pontos e contrapontos. São Paulo: Summus,
2007.
BARAHONA (1989, p.20) apud PÉREZ, Glória Serrano. Educação em valores: como educar para a
democracia. Trad. Fátima Murad. 2.ed. Porto Alegre: Artmed editora S.A, 2002. p.92.
BARBOSA, Christian. A tríade do tempo. Rio de Janeiro: Sextante, 2012.
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dos idosos. Tradução de Maria Helena Franco Monteiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018. BRASIL. Lei nº
13.145, de 16 de fevereiro de 2017. Altera a Leis n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
diretrizes e bases da educação nacional. Brasília, 2017. Disponível em:
http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2017/lei/l13415.htm Acesso em: 20 fev. 2024.
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COÉFFÉ, Michel. Guia dos métodos de estudos. Editora Martins Fontes. São Paulo, 1998.
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participação democrática. 2. Ed. São Paulo: FTD; Salvador, BA: Fundação Odebrecht, 2006.
COSTA, Antonio Carlos Gomes. Aventura pedagógica: caminhos e descaminhos de uma ação educativa. 2.
Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.

92
COSTA, Antonio Carlos Gomes da; COSTA, Alfredo Carlos Gomes da; PIMENTEL, Antonio de Pádua Gomes.
Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antonio C. G. da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. 2ª ed. Belo Horizonte: Modus
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COVEY, Sean. Os 7 hábitos dos Adolescentes altamente Eficazes: o guia definitivo de sucesso para o
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CRIATIVIDADE, juventude e novos horizontes profissionais. Disponível em:<
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GORODICHT, Clarice e PINO, Ronimar Del. Laboratório de Aprendizagem. Cadernos Pedagógicos n.19.
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LEONÇO, Valéria Carvalho. Laboratório de Aprendizagem: espaço de superação. Ciências e Letras: Revista
da Faculdade Porto-Alegrense de Educação, Ciências e Letras. n. 32, p.183-189, jul./dez. 2002.
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Pernambuco – Poder Executivo, Recife,11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área de
linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.

93
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

A Iniciação Científica é um componente Curricular presente desde os Anos Finais do Ensino Fundamental
até o Ensino Médio da Rede Pública Estadual de Pernambuco. Esse componente inicia com os estudantes
do 8º ano do Ensino Fundamental na Portaria n.º 005/2024, que orienta a organização e a vivência da parte
diversificada do Currículo da Rede. A Iniciação Científica tem como ênfase ampliar a capacidade dos
estudantes de investigar a realidade, compreendendo, valorizando e aplicando o conhecimento
sistematizado.

A pesquisa se constitui em um grande instrumento na construção do conhecimento do estudante. Por


meio da pesquisa, ele tem a possibilidade de descobrir um mundo diferente, coisas novas, curiosidades.
Dessa forma, o professor tem a incumbência de orientar os seus alunos na busca de informações, a
função do docente é disponibilizar instrumentos e referências bibliográficas, oferecendo melhores
condições de desenvolvimento da pesquisa. Além de atuar na orientação da construção de textos a partir
do material pesquisado, o discente deve ensinar como selecionar as partes mais importantes do conteúdo
investigado. Outro ponto de grande relevância que o educador deve abordar é a conscientização de que
uma pesquisa não é uma mera cópia, e sim uma síntese de um conjunto de informações.

O COMPONENTE OS ADOLESCENTES E O PROFESSOR

A adolescência é um período em que se intensifica a busca por respostas para perguntas existenciais,
relativas a quem somos e a que lugar ocupamos no mundo, seja no núcleo familiar, nas relações entre
pares ou nas instituições das quais fazemos parte. Esse fenômeno decorre do fato de que é nesse
momento que os adolescentes adquirem capacidades cognitivas e afetivas que lhes permitem um nível
mais aprimorado de abstração, o que possibilita a construção de teorias sobre si e sobre a sociedade em
suas diversas dimensões. Por essa razão, é um momento privilegiado na biografia dos seres humanos,
para a exploração de si e do mundo ao seu redor, para construir modos de vida que sejam satisfatórios,
alinhados aos próprios valores e aos valores coletivos, que prezam pela construção de uma sociedade
ética.

Dessa forma, o componente Iniciação Científica é uma oportunidade para os adolescentes se descobrirem
pesquisadores. O professor realiza o trabalho de orientá-los e despertá-los, para que eles desenvolvam a
capacidade de sentir prazer e alegria no pesquisar e utilizem a criatividade, a qual será direcionada para o
universo da pesquisa. Em resumo, é um momento muito oportuno para introduzi-los no componente
Iniciação Científica, que precisa ser construído e vivenciado por diversos atores e em diferentes âmbitos
da comunidade escolar.

95
Cabe ao professor orientador articular temáticas associadas ao contexto dos estudantes, desenvolver o
conhecimento científico a partir do que já sabem e enfatizar o trabalho com conceitos científicos básicos,
proporcionando aos alunos uma orientação com pesquisadores experientes e promovendo o aprendizado
de técnicas e métodos científicos.

Despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes para a pesquisa
contribui para melhorar o desempenho deles durante o Ensino Fundamental, além de prepará-los para o
Ensino Médio e para o mundo do trabalho.

OBJETIVOS

1. Analisar a investigação científica, dando ênfase ao universo da pesquisa e elaboração de trabalhos


científicos.

2. Aprofundar conceitos científicos para a interpretação de ideias, fenômenos e processos.

3. Conceituar os níveis de conhecimento científico, metodologia e pesquisa. Discutir os principais tipos de


pesquisa, seus procedimentos, técnicas e instrumentos de coleta de dados e análise científica. Apresentar
os elementos essenciais que compõem as normas de elaboração de trabalhos acadêmicos.

4. Utilizar esses conceitos e habilidades em procedimentos de investigação voltados à compreensão e


enfrentamento de situações cotidianas, com proposição de intervenções que considerem o
desenvolvimento local e a melhoria da qualidade de vida da comunidade (BRASIL, 2018, p. 2).

HABILIDADES ESPECÍFICAS E OBJETOS DO CONHECIMENTO

Investigar e analisar situações-problema envolvendo temas, variáveis e processos que estão


relacionados às diversas áreas de conhecimento, considerando as informações disponíveis em
diferentes mídias.

Levantar e testar hipóteses sobre variáveis que interferem na explicação ou resolução de problemas,
em processos de diversas naturezas, nas áreas de conhecimento, contextualizando os conhecimentos
em sua realidade local e utilizando procedimentos e linguagens adequados à investigação científica.

Proporcionar uma situação de aprendizagem capaz de dar conta do desenvolvimento de habilidades na


busca e uso de informação, bem como promover a reflexão, o pensamento crítico e a aplicação do
conhecimento frente à aprendizagem.

96
O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS COM BASE NO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO

A seguir, apresentamos as principais Competências Gerais do Currículo de Pernambuco, que podem ser
trabalhadas no componente:

1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e
digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma
sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação,
a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também
participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual,
sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artísticas, matemática e científica para se
expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir
sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências
que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao
exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e
responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender
ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade
humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de
indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de
qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.

97
ESTRUTURA SUGERIDA

O componente será ofertado para todos os estudantes do 8º e 9º ano das escolas de 45h, com a
organização por turmas. O componente possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para
tempo integral.

Recomenda-se que o professor responsável por ministrar o componente apresente características da


identidade docente como a abertura ao diálogo, a escuta empática, o interesse genuíno pelos discentes e
conhecimentos técnicos sobre adolescência e a iniciação científica. Sugerimos que o planejamento das
aulas desse componente contemple a integração entre o trabalho deste profissional com os demais
professores da escola e a criação de espaços de aprendizagem coletivos, nos quais os temas que
constituem o escopo do componente possam ser amplamente discutidos por uma comunidade que apoia
os interesses e as singularidades de seus estudantes.

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

Estes são os pontos de convergência do componente com as outras áreas do conhecimento:

Linguagens: utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais, motoras) para expressar ideias e
sentimentos, em contextos variados, permitindo o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação na
busca e produção do conhecimento científico. Por meio das linguagens, é possível defender pontos de
vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do
mundo contemporâneo, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.

Matemática: pesquisar sobre a Matemática no cotidiano aplicável às ações sociais como ferramenta
de modelagem matemática para leitura e interpretação de dados sociais assim como possibilidades de
leitura e raciocínio que envolvam, por exemplo: uso da porcentagem, interpretação de tabelas e
gráficos, taxa de juros, entre outras. Capacitar os estudantes a compreenderem conceitos científicos e
aplicá-los em situações do cotidiano, levando-os não apenas à memorização de fórmulas e teorias,
mas também a entender como a ciência funciona e se relaciona com o mundo real.

Ciências Humanas: interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si, aos outros
e às diferentes culturas com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas,
promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
saberes, identidades, culturas e potencialidades sem preconceitos de qualquer natureza.

98
Ciências da Natureza: compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da
Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo
a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do
trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva. Assim, a ampliação progressiva do saber, a capacidade de abstração, a autonomia e o
pensamento crítico são referenciais para uma formação científica em Ciências nos Anos Finais do
Ensino Fundamental.

ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Para atingir os objetivos propostos no componente, a Investigação Científica está balizada em focos
pedagógicos que enfatizam o passo a passo para vivência de percurso formativo, tendo em vista a
realização de uma pesquisa científica em quaisquer áreas do conhecimento e/ou componente curricular.

O intuito é promover uma discussão acerca do desenvolvimento e do aprofundamento do pensamento e


do conhecimento científico, para contribuir para o desenvolvimento de uma postura investigativa, reflexiva
e criativa. Entendemos que, para promover o exercício da investigação científica na Educação Básica,
precisamos ter em mente a necessidade de fazer convergir o rigor científico e a leveza própria do trabalho
com adolescentes e jovens iniciantes nos processos de investigação de tal natureza. Atentar para as
necessidades locais, para os interesses da comunidade e para a curiosidade dos estudantes pode ser um
caminho promissor para a feitura de trabalhos que apresentem “soluções” ainda que provisórias, como é
próprio da ciência, que sempre se reinventa e mostra outros caminhos a serem trilhados. Para além de
despertar a curiosidade científica, precisamos ter em mente estratégias para desenvolver cada etapa da
pesquisa.

Em primeiro lugar, a formulação do problema da pesquisa traz a perspectiva de delimitar o tema que se
pretende estudar, mediado por um problema relevante e conferir sentido para o pesquisador.
A próxima etapa refere-se ao levantamento, formulação e testagem de hipóteses, destinada à exploração
das obras e do tema pesquisado, a partir da análise das variáveis apresentadas pelo problema e de suas
possíveis hipóteses. No entanto, importa saber que, para desvelar respostas confiáveis e pertinentes, o
processo investigativo deve garantir a relevância e fidedignidade das fontes investigadas. Daí, segue-se a
seleção de informações e fontes confiáveis, da qual se instituem critérios de uma curadoria responsável,
preocupando-se em estabelecer ligação com a pergunta e as hipóteses elaboradas para o problema de
pesquisa.

99
Outra etapa fundamental, nesse processo, é a análise dos dados e interpretação dos resultados
encontrados. Nesse ponte, deve-se detalhar estratégias para potencializar a interpretação, elaboração e
uso ético das informações coletadas a fim de melhor utilizar os conhecimentos gerados para solucionar
problemas diversos.

Tradicionalmente, a iniciação científica é tratada com grande rigor acadêmico, de forma metódica e com
técnicas inflexíveis que coíbem muitas vezes a criatividade e autonomia do estudante pesquisador.
Contudo, ressaltamos a importância de trazer aspectos como criatividade e autonomia para serem
trabalhados, atrelados aos objetivos do componente, aos focos pedagógicos e aos contextos dos
estudantes para esta fase dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Tal importância vincula-se a estarmos
construindo o caminho da iniciação científica com a intenção de que se examinem dimensões complexas
e relacionais presentes tanto no conhecimento científico quanto no cotidiano escolar.

O desenvolvimento dessa unidade curricular; porém, pretende trazer uma compilação de conceitos,
elementos fundamentais e práticas pedagógicas para subsidiar o trabalho do professor. Este deve tecer
seus planejamentos de forma autônoma e crítica, fomentado nos documentos orientadores, nas suas
experiências enquanto professor pesquisador e em outras fontes de estudo que achar pertinentes.

AVALIAÇÃO

A avaliação deve atender à finalidade de promover a tomada de consciência dos estudantes sobre o
próprio aprendizado e a identificação das lacunas que exigem mais reflexões para que a iniciação
científica seja construída. Assim, sugerimos que sejam adotadas as seguintes premissas e instrumentos
de avaliação:
O processo avaliativo deve ser processual, contínuo; e o professor deve organizar outros aspectos que
contribuam para a qualificação e ressignificação do ensino-aprendizagem. Nesse sentido, objetiva-se que
os estudantes cheguem a conclusões para o problema apresentado, baseados em dados científicos, como
também que estes comuniquem todo o processo investigativo para grupos de indivíduos, utilizando-se das
normas científicas de diferentes áreas de conhecimento.

Apresentar informações claras, coerentes e objetivas;


Relacionar os dados obtidos ao objetivo e às hipóteses enunciadas;
Indicar limitações e potencialidades da pesquisa;
Evidenciar as conquistas alcançadas com o estudo;
Apontar conclusões para o problema apresentado.

100
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília, 2018.


BRASIL. Ministério da Educação. Secretaria da Educação Fundamental. Parâmetros Curriculares
Nacionais: terceiro e quarto ciclos do ensino fundamental: introdução aos parâmetros curriculares
nacionais. Brasília, 1998.
BOGDAN, R.; BIKLEN, S. Investigação qualitativa em educação: uma introdução à teoria e aos métodos.
Lisboa: Porto Editora, 1994. 336 p.
DEMO, P. Educar pela pesquisa. Campinas: Autores Associados, 2007.
FREIRE, P. Pedagogia da autonomia: saberes necessários à prática educativa. Rio de Janeiro: Paz e Terra,
2001.
FREIRE, Paulo. Pedagogia da Autonomia. 29 ed. São Paulo: Paz e Terra, 1996.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental.
Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação. Recife: Secretaria, 2019.
BAGNO, Marcos. Pesquisa na Escola: o que é e como se faz. Editora: Loyola - 5⁠ª edição - 2000.
MALHEIROS, Bruno Taranto. Metodologia da pesquisa em educação. Rio de Janeiro: LTC, 2011.
SASSERON, L. H. Interações discursivas e investigações em sala de aula: o papel do professor. In: Ensino
por investigação: Condições para implementação em sala de aula. São Paulo: Cengage Learning, p. 41-61,
2013. Disponível
em:https://edisciplinas.usp.br/pluginfile.php/1926810/mod_resource/content/1/Sasseron_2013_In
terac%CC%A7o%CC%83es%20discursivas%20em%20sala%20de%20aula.pdf Acesso em 05 jan. 2024.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife,11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.

101
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE

Despertar a curiosidade científica a partir da


discussão e levantamento de situações-problema,
considerando o cotidiano dos estudantes.

Desenvolvimento da Investigar e analisar situações-problema, envolvendo


Apresentar, construir e curiosidade científica para temas, variáveis e processos que estão relacionados
divulgar uma pesquisa, de construção e delimitação da às diversas áreas de conhecimento, considerando as
forma clara, apontando os situação-problema informações disponíveis em diferentes fontes e
resultados encontrados e mídias confiáveis.
tendo a preocupação de
Discutir e compreender a situação-problema para a
evidenciar os procedimentos
formulação das hipóteses e dos objetivos de uma
empregados no processo nas
pesquisa.
diversas etapas da ação
investigativa.

Apresentar ao estudante a pesquisa científica e seu


A pesquisa na Educação básica papel social para desenvolver seu interesse pela
ciência.

2º TRIMESTRE
Buscar, selecionar e discutir, com o apoio do
professor, informações de interesse sobre fenômenos
sociais e naturais locais, regionais e nacionais, em
textos que circulam em meios impressos e/ou
A pesquisa na Educação Básica digitais, e na comunidade escolar.
Apresentar, construir e Acessar e comparar informações de pesquisas
divulgar uma pesquisa, de apresentadas por meio de tabelas, gráficos e textos
forma clara, apontando os para melhor compreender aspectos da realidade
resultados encontrados e próxima.
tendo a preocupação de
evidenciar os procedimentos Conhecer e diferenciar ciência, conhecimento
empregados no processo nas científico e do senso comum, bem como suas
diversas etapas da ação características, com orientação do professor.
investigativa.
A ciência e a produção do
conhecimento científico Conhecer as normas técnicas da pesquisa científica,
considerando um problema de pesquisa.

Conhecer, identificar e caracterizar as partes


componentes da escrita de uma pesquisa.

102
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Apresentar, construir e Compreender, formular e redigir o problema de
divulgar uma pesquisa, de pesquisa.
forma clara, apontando os
resultados encontrados e Levantamento, formulação e Compreender, formular e redigir as hipóteses da
tendo a preocupação de escrita do problema, hipóteses pesquisa.
evidenciar os procedimentos e objetivos de pesquisa do TCF
empregados no processo nas Compreender, formular e redigir o objetivo geral e
diversas etapas da ação específicos da pesquisa.
investigativa.

102
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIAS DO OBJETOS DE
HABILIDADES
COMPONENTE CONHECIMENTO
1º TRIMESTRE

Conhecer e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e


suas finalidades.

Desenvolver pesquisa, buscando informações sobre


Conhecer diferentes tipos de temas relativos ao espaço social na qual a escola está
Pesquisa Científica, TCF e
pesquisa. inserida, valorizando a territorialidade, de maneira a
suas etapas
colher material e dados para a construção do produto
final da pesquisa.

Conhecer e identificar os diferentes tipos de pesquisa,


bem como as características e as etapas de cada um.

2º TRIMESTRE
Promover atividades que discutam sobre ética na
pesquisa, ética digital e responsabilidade online,
desenvolvendo as boas práticas científicas e
demarcando deveres profissionais.

Debater sobre a importância da ética no uso das


tecnologias digitais, incentivando práticas responsáveis,
Discutir o papel da Ética nas A Ética na Pesquisa respeito à privacidade e a compreensão das
pesquisas. consequências éticas de suas ações online.

Exercitar valores fundamentais da ciência e da ética em


pesquisa, tais como a honestidade, transparência,
respeito, imparcialidade, responsabilização e boa gestão
da atividade científica, discussões que têm trazido e
orientado importantes questões para o campo científico
e ético.
Conhecer a construção composicional de um texto de
Planejar projeto de pesquisa Projeto e Estrutura de divulgação científica: título, introdução, divisão em
com toda sua estrutura Trabalhos Científicos subtítulos, imagens ilustrativas de conceitos, relações
relativamente estável. ou resultados, infográficos, diagramas, figuras e
gráficos.
3º TRIMESTRE
Planejar projeto de pesquisa
Projeto e Estrutura de Elaborar um projeto de pesquisa dentro de uma
com toda sua estrutura
Trabalhos Científicos metodologia científica coerente e de viável execução.
relativamente estável.
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de
maneira a deixá-lo pronto para a
apresentação/divulgação, obedecendo ao cronograma
de ações preestabelecido para o Trabalho de Conclusão
do Ensino Fundamental.
Aprimorar o projeto de Redação e discussão do
pesquisa e sua aplicabilidade trabalho científico Socializar e divulgar os resultados e informações
importantes da pesquisa, incentivando um debate.
Apresentar a pesquisa científica e sua aplicabilidade
como forma de ampliar os resultados obtidos do
problema de pesquisa evidenciado.

103
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O componente Eletiva visa consolidar o pertencimento e o respeito às singularidades de cada espaço


cultural, social e de aprendizagem, desenvolvendo um processo democrático que fortaleça a
territorialidade e que agregue o intersetorial ao espaço social em que a unidade escolar está inserida. Esse
processo dá ênfase ao protagonismo do estudante e do professor, pois é a partir do diálogo, do olhar sobre
o social, com respeito ao coletivo e às singularidades dos sonhos, interesses relacionados aos projetos de
vida dos estudantes e/ou da comunidade a que pertencem que as ementas são construídas.
A Eletiva deve ser ministrada de forma anual do 6º ao 9º ano, elaborada por grupos de ao menos dois
professores de componentes curriculares distintos. O tema é de livre escolha dos docentes, desde que se
trate de um assunto relevante e que seja abordado de modo a aprofundar os conteúdos do Currículo de
Pernambuco e da Base Nacional Comum Curricular.
O componente da Parte Diversificada deve promover o enriquecimento, a ampliação e a variabilidade de
conteúdos, temas ou áreas da Base Nacional Comum Curricular e considerar a interdisciplinaridade como
eixo metodológico para buscar a relação entre os temas explorados, respeitando as especificidades das
distintas áreas de conhecimento.

Dessa forma, é necessário para a construção da ementa da eletiva os seguintes elementos que constituem
a estrutura relativamente estável do documento: DESCRIÇÃO DO COMPONENTE, O COMPONENTE E OS
ADOLESCENTES, OS OBJETIVOS, AS HABILIDADES ESPECÍFICAS E OS OBJETOS DO CONHECIMENTO, O
COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS da BNCC COM BASE NO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO, A
ESTRUTURA SUGERIDA, A INTEGRAÇÃO CURRICULAR, AS ESTRATÉGIAS DE ENSINO E A APRENDIZAGEM
E AVALIAÇÃO.

O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES

Nesse elemento da ementa, o professor deve descrever qual a relação da temática da eletiva com as
adolescências do ponto de vista biológico, cognitivo e social.

OBJETIVOS

No elemento OBJETIVOS, o professor deve descrever o que os estudantes deverão conhecer, compreender,
analisar e avaliar ao longo do componente.

105
HABILIDADES ESPECÍFICAS E OBJETOS DO CONHECIMENTO

Nesse elemento, o professor deve listar as habilidades específicas e objetos do conhecimento que devem
constituir o componente.

O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS DO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO

Essa parte da ementa deve ser composta por Competências Gerais do Currículo de Pernambuco que
dialogam diretamente com os objetos de conhecimento, habilidades específicas de aprendizagem e
práticas pedagógicas abordadas no componente, possibilitando o protagonismo do aprendente.

ESTRUTURA SUGERIDA

O componente Eletiva deve ser ofertado anualmente do 6º ao 9º ano com carga horária de duas horas-
aula.
Para melhor compreensão pedagógica, as habilidades deverão ser divididas por ano e trimestre, conforme
o modelo abaixo.

106
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL

COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1° TRIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir de
inclinações e características pessoais que lhe permitam desenvolver seu
protagonismo.
Trabalhar em equipe Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na equipe.
reconhecendo em si e nos
Estabelecimento e Definir para si, tendo em vista a função exercida numa equipe, um cronograma
demais membros
divisão das funções em de ações individuais que se enquadre no cronograma maior da equipe de que
semelhanças e diferenças
uma equipe faz parte.
para o enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de modo a
executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as funções
exercidas por cada membro.
2° TRIMESTRE
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas finalidades.
Pesquisar em diversas Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre temas relativos
áreas, exercitando sua ao espaço social na qual a escola está inserida, valorizando a territorialidade, de
Pesquisa, registro e
curiosidade intelectual e maneira a colher material e dados para a construção do produto final da
comparação
valorizando seu pesquisa.
entendimento de mundo.
Registrar e expor de forma sistematizada dados e informações recolhidos em
espaços e momentos diferentes.
Estruturar uma pesquisa, Conhecer e compreender alguns gêneros textuais e metodologias relativos à
utilizando a investigação, Tratamento das divulgação de um trabalho de pesquisa.
a sistematização, a informações coletadas
discussão e a reflexão e gêneros para a
crítica sobre as ideias estruturação e Discutir e decidir, considerando a opinião do professor e dos colegas de grupo,
encontradas. divulgação da pesquisa qual é o melhor gênero textual para a divulgação da pesquisa.

Redigir o texto da pesquisa, podendo optar por uma elaboração final na forma
de gêneros diversos, considerando os diferentes tipos de público a que ele se
destina, bem como os diferentes suportes por meio dos quais ele pode ser
veiculado.

3° TRIMESTRE
Estruturar uma pesquisa,
Tratamento das
utilizando a investigação,
informações coletadas
a sistematização, a Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a deixá-lo
e gêneros para a
discussão e a reflexão pronto para a apresentação/divulgação.
estruturação e
crítica sobre as ideias
divulgação da pesquisa
encontradas.
Organizar a apresentação com a equipe, dividindo as etapas e delegando as
funções de cada membro durante a exposição.
Apresentar e divulgar
uma pesquisa, de forma Interagir com o público com clareza, postura e entonação adequadas,
clara, apontando os apresentando o conteúdo pesquisado, quando a divulgação for oral.
resultados encontrados e Modos de
tendo a preocupação de apresentação de uma Socializar com o público informações importantes da pesquisa, respondendo a
evidenciar os pesquisa possíveis perguntas e também motivando essa audiência a questionar sobre os
procedimentos procedimentos empregados e os resultados obtidos na investigação realizada.
empregados para chegar
até eles. Demonstrar para o público - por meio de pôsteres, infográficos, slides - os
resultados da pesquisa, destacando/mostrando seus pontos importantes e
fazendo, de modo claro e objetivo, comentários/inferências sobre o texto lido.

107
INTEGRAÇÃO CURRICULAR

Esse tópico sugere que a ementa possua uma proposta interdisciplinar baseada na inserção dos
componentes curriculares de diferentes áreas de conhecimento.

ESTRATÉGIAS SUGERIDAS

As estratégias de ensino e aprendizagem são técnicas utilizadas pelos professores com o objetivo de
ajudar o estudante a construir conhecimento. Essas técnicas são essenciais para extrair o melhor
aproveitamento do aprendente, ajudando-o a adquirir a habilidade que se deseja que ele alcance. Cabe ao
docente conhecer diversas estratégias que permitam tornar as aulas mais enriquecedoras e dinâmicas,
potencializadoras de uma aprendizagem significativa de conteúdos específicos das diferentes áreas de
conhecimento, mas também propiciadoras de múltiplas outras aprendizagens. Seguem algumas
estratégias:

Aula expositiva e dialogada;


Estudo de caso;
Seminários;
Júri simulado;
Grupo de verbalização e de observação;
Técnica de Phillips 66;
Tempestade cerebral;
Aulas práticas;
Aulas lúdicas;
Estratégias de discussão;
Jogo;
Pedagogia de Projetos.

AVALIAÇÃO
S

A avaliação é a última etapa do processo de planejamento da Eletiva, momento em que o educador irá
verificar se os objetivos da ementa foram atingidos. Os procedimentos avaliativos podem ser variados
como: avaliação diagnóstica, avaliação formativa, avaliação somativa, autoavaliação, e promovem a
consolidação de processos autônomos de construção de conhecimentos, ancorada no protagonismo
discente devidamente mediado pela intervenção/ prática docente.

108
SUGESTÕES

Seguem algumas temáticas sugestivas de serem trabalhadas como Eletivas I. É importante destacar que
elas devem dialogar com os Temas Transversais e Integradores do Currículo de Pernambuco:

Educação em Direitos Humanos - EDH;


Direitos da Criança e Adolescente;
Processo de Envelhecimento, Respeito e Valorização do Idoso;
Educação Ambiental;
Educação para o Consumo e Educação Financeira e Fiscal;
Educação das Relações Étnico-raciais e Ensino da História e Cultura
Afro-brasileira, Africana e Indígena;
Diversidade Cultural;
Relações de Gênero;
Educação Alimentar e Nutricional;
Educação para o Trânsito;
Trabalho, Ciência e Tecnologia;
Saúde, Vida Familiar e Social.

Abaixo; seguem sugestões de temas para Eletivas I:

Adolescência e seus conflitos;


Cine in school;
Astronomia;
Horta;
Sustentabilidade;
Geração saudável;
Nerdologia;
Música;
Fotografia e cinema;
Jogos;
Cultura africana: a capoeira como forma de expressão cultural;
Fazendo acontecer – empreendedorismo;
Reciclar para a vida;
A magia da dança de rua;
O segredo das plantas;
Mundo da moda;
Esporte e nutrição, uma opção para uma vida saudável;
Informação e ética;
Relações de gênero e vida em sociedade;
Qualidade de vida;
Educação Física;
Responsabilidade socioambiental e diversidade cultural.

109
SUGESTÕES

Eletivas Escolas indígenas:

Territórios e ocupação tradicional;


Direitos, territórios e identidades;
Direito e organização do território dos povos indígenas pernambucanos;
Literatura e arte indígena: conta sua história, jovem pankararu!;
Multiculturalidade do povo pankararu;
O espaço do jovem indígena e a comunicação com o outro espaço;
Prática artesanal kambiwá;
Saúde integral/contexto ambiental;
Sustentabilidade/políticas ambientais;
Vivência dos saberes e desafios matemáticos.

Eletivas Escolas quilombolas:

Territórios e ocupação tradicional;


Direitos, territórios e identidades;
Culinária quilombola;
Cultura afro e quilombola: afro-brasilidades;
Cultura e arte quilombola: transformações sociais;
Cultura quilombola: o reisado e outras manifestações;
Saúde da população quilombola.

REFERÊNCIAS

Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), referências é o conjunto de elementos que
permite a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registros em diversos tipos de
materiais. (ABNT, 2000, p. 2). Dessa maneira, elas servem como um guia essencial para estudantes,
pesquisadores e professores na elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico. As referências são
essenciais para posterior consulta, orientam e são ferramentas basilares na construção da ementa. É
possível utilizá-las de maneira prática e eficiente, garantindo que o texto atenda aos padrões de qualidade
desejados.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação ;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.

110
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O objetivo é tanto promover a recomposição das aprendizagens que deixaram de ocorrer por
razões diversas – inclusive as perdas consequentes das restrições do período mais agudo da
pandemia – quanto aprofundar aquelas que já vêm em trajetória de construção. Para atingir
ambos os propósitos, o componente se apoia nos pilares da educação integral: aprender a
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, como também na
territorialidade. Essa última dimensão leva em conta o espaço físico e social em que o estudante
está inserido, considerando os conteúdos atinentes a esse lócus, as relações cotidianas entre os
indivíduos que fazem parte dele, o valor e a função de objetos que preenchem esses espaços.
Enfim, com base na territorialidade, a escola e a comunidade onde ela está inserida são vistas
como interconectadas, de modo que precisam ser apreciadas e vivenciadas conforme as suas
particularidades, mas especialmente no trânsito e no diálogo de suas influências recíprocas.

A recomposição e o aprofundamento das aprendizagens previstas nesses componentes


demandam a adoção de práticas pedagógicas graduais, as quais têm de ser empreendidas pelo
professor no sentido de progressivamente permitir que os estudantes desenvolvam autonomia e
consequente protagonismo na construção do conhecimento. Nesse componente, é mister, tanto
para recompor quanto para aprofundar as aprendizagens, elaborar e aplicar estratégias que
contribuam para sanar as lacunas dos aprendentes e também para ampliar e verticalizar as
competências e habilidades que eles já estão edificando no curso de sua formação educacional.
É válido ressaltar que, para conseguir as finalidades pretendidas em sua essência, o componente
prevê, de modo estruturado e intencional, tempos e espaços para que os estudantes recebam
orientação e suporte necessários ao desenvolvimento de habilidades essenciais não
desenvolvidas ou vivenciadas em tempo oportuno em decorrência de razões já aludidas.

As finalidades mais evidentes dos componentes de Recomposição, devidamente sinalizadas nos


parágrafos acima, vinculam-se a um princípio inegociável, o de que as aprendizagens são direito
dos estudantes. Desse modo, a garantia deles exige uma mobilização de recursos, estratégias e
esforços capazes de dar conta das especificidades dos discentes, contribuindo para a
consecução dessas prerrogativas. Ou seja, assegurar que os estudantes aprendam passa
necessariamente pelo respeito ao princípio da equidade, o que conduz a pensar todo estudante
como um ente com características próprias, que aprende em tempos e de formas singulares.

É imperativo lembrar que essa consecução dos direitos acima mencionados precisa estar
atrelada à observância do Currículo de Pernambuco e de sua materialização nas escolas por
meio dos direcionamentos instituídos no projeto político-pedagógico de cada uma delas. Tendo
em vista isso, fica claro que os componentes em pauta correspondem a um espaço privilegiado
na trajetória de construção de conhecimento dos estudantes, observando os direcionamentos
mais amplos estabelecidos pelo CPE e o tratamento particular que este recebe quando da
intermediação do PPP próprio de cada unidade escolar.

112
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE

O compromisso da Recomposição com as aprendizagens dos estudantes se estende a todos os


componentes da Matriz Curricular, que podem ter suas competências, habilidades e objetos de
conhecimento trabalhados nela para assegurar o sucesso da recomposição já citada, o
aprofundamento dos processos ligados ao aprender que vêm se dando na trajetória estudantil,
bem como a superação ou evitamento do início de novos ciclos de defasagens no tocante à
construção do conhecimento. Para ministrar o componente, é recomendável um docente
especialista em uma disciplina, mas que seja aberto a um trabalho integrado e colaborativo com
os demais colegas da escola.

Além do perfil supracitado, é imprescindível que o docente apresente compromisso com o


desenvolvimento integral, a autonomia e a aprendizagem significativa dos discentes. Para
alcançar tais objetivos, esse profissional deve estar aberto a conhecer e utilizar metodologias e
práticas participativas, apropriadas ao envolvimento dos estudantes, tendo em vista a
diversidade inerente a estes: perfil socioeconômico, origem étnico-racial, nível de
desenvolvimento já atingido, padrões comportamentais, estilos de aprendizagem, etc. Ou seja,
será preciso que esse professor mobilize estratégias variadas de ensino, de modo a garantir que
esse público diverso aprenda. Atuando com base em todos esses aspectos, o docente
contribuirá para a garantia dos direitos de aprendizagem, com consequente redução das
desigualdades educacionais.

O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES

Os componentes de Recomposição são essenciais para garantir os direitos de aprendizagem e o


desenvolvimento integral dos adolescentes, pois considera que há indivíduos com diferentes
níveis de aprendizagem como consequência, entre outros fatores, de ritmos próprios de
aquisição de conteúdo e de construção de habilidades. Além disso, os componentes têm
relevância na proposta de consolidar e acelerar os mencionados processos aquisitivos e de
construção, resultando em elevação constante dos patamares de aprendizado. Para que esses
processos se consumem, é importante também acionar as redes intersetoriais, a fim de que - nos
espaços de aprendizagem das unidades de ensino - se possa avaliar a possibilidade de outras
instituições também colaborem para o alcance dessas metas, ajudando a diminuir o impacto das
dificuldades de aprendizagem dos discentes. A perspectiva que se consolida a partir dessas
parcerias é o pleno desenvolvimento dos estudantes e o seu preparo para o exercício da
cidadania, uma vez que se configura a garantia da proteção social desses adolescentes e do
direito à educação, conforme previsto no art. 205 da Constituição Federal.

113
OBJETOS DE CONHECIMENTO

6º Ano:
1. Proporcionar espaços de aprendizagens centrados no estudante, em suas inspirações, em
suas necessidades a fim de despertar o interesse pelo aprender a conhecer;
2. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
3. Ampliar conhecimentos de uma área do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias,
Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas);
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.

7º Ano:
1. Impulsionar o processo de aprendizagem dos adolescentes por meio de diversas estratégias
de ensino, considerando estudantes em diferentes níveis de aprendizagem;
2. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar os talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.

8º Ano:
1. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
2. Ampliar conhecimentos das áreas previstas no Currículo de Pernambuco (Matemáticas e suas
Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e
Ciências Humanas);
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.

9º Ano:
1. Aprimorar práticas pedagógicas para apoiar o desenvolvimento por parte dos estudantes de
habilidades do Currículo de Pernambuco em que sejam identificadas defasagens de construção;
2. Ampliar conhecimentos de uma área do Currículo de Pernambuco (Matemáticas e suas
Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e
Ciências Humanas);
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.

114
COMPETÊNCIAS GERAIS DO CPE, OBJETOS DO CONHECIMENTO E HABILIDADES ESPECÍFICAS

COMPETÊNCIA 1 - Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico,


social, cultural e digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a
construção de uma sociedade justa, democrática e inclusiva.
COMPETÊNCIA 2 - Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a
investigação, a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.
COMPETÊNCIA 3 - Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e
também participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
COMPETÊNCIA 4 - Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita),
corporal, visual, sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artísticas, matemática e científica
para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e
produzir sentidos que levem ao entendimento mútuo.
COMPETÊNCIA 5 - Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma
crítica, significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.
COMPETÊNCIA 6 - Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e
experiências que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas
alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e
responsabilidade.
COMPETÊNCIA 7 - Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e
defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a
consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento
ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
COMPETÊNCIA 8 - Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na
diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros com autocrítica e capacidade para lidar
com elas.
COMPETÊNCIA 9 - Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar
e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de
indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de
qualquer natureza.
COMPETÊNCIA 10 - Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.

O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC COM BASE NO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO

Por se tratar de um componente que visa à recomposição e o aprofundamento das aprendizagens


para todas as áreas, mais especificamente aqui para os componentes de Língua Portuguesa,
Matemática, Ciências da Natureza e Ciências Humanas, tem potencial para promover as
competências gerais da BNCC e do CPE. Aqui, são destacadas aquelas que dialogam mais
diretamente com os objetivos, conhecimentos e práticas pedagógicas abordados no componente.
A Competência Geral 1 é o núcleo do trabalho do componente Recomposição, que foca na
valorização e utilização dos conhecimentos construídos sobre o mundo físico, social, cultural e
digital.
A Competência Geral 2 também se encontra no componente Recomposição, que visa exercitar a
curiosidade intelectual, a reflexão, a análise crítica e a criatividade, com base nos conhecimentos
das diferentes áreas.

115
A Competência Geral 4 utiliza diferentes linguagens para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos
que levem ao entendimento mútuo.
A Competência Geral 6 é vivenciada a fim de valorizar a diversidade de saberes e vivências
culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que possibilitam aos estudantes as
suas relações com o mundo e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu
projeto de vida.
A Competência Geral 8 é mobilizada nos momentos de desenvolvimento intencional de
competências socioemocionais e da autonomia dos estudantes, contribuindo para seu
autoconhecimento e sua saúde física e emocional.
A Competência Geral 9 é o exercício da empatia, da cooperação, do diálogo, da resolução de
conflitos para se fazer respeitar e promover o respeito ao outro.
A Competência Geral 10 promove por meio de estratégias e práticas pedagógicas o
desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade, da flexibilidade, da resiliência e da
determinação.

ESTRUTURA SUGERIDA

O componente será ofertado para todos os estudantes do 6º ao 9º ano, com a organização por
turmas. Possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para tempo integral e tempo
parcial. Consulte as matrizes sugeridas e seus tempos.
A enturmação dos estudantes deve ser realizadas nas séries da etapa dos Anos Finais: 6º, 7º,
8º e 9º anos. Recomenda-se que o professor responsável por ministrar o componente tenha
interesse em construir conhecimentos com os estudantes, dispondo-se a estimulá-los e
orientá-los de forma fundamentada e sistematizada. Sugere-se ainda que os momentos de
planejamento coletivo contemplem a integração entre o trabalho deste professor com os
demais docentes da escola.

INTEGRAÇÃO CURRICULAR

A integração curricular faz parte da busca pelo desenvolvimento integral dos estudantes em
todas as suas dimensões. Isso engloba não apenas os conhecimentos e práticas
compartilhados entre as diversas áreas de conhecimento e os componentes curriculares, mas
também as Competências Gerais da Educação Básica, a adoção de metodologias ativas, o
planejamento integrado e as práticas avaliativas. Todos esses elementos estão
interconectados por estratégias compartilhadas por toda a equipe docente, a fim de conferir
consistência e coerência ao processo de ensino.

Os componentes de Recomposição têm relação transversal com todas as áreas de


conhecimento e todos os componentes, de modo que o professor que os ministra é capaz de
desenvolver estratégias e práticas pedagógicas que orientem os discentes para seus estudos
individuais e coletivos independentemente do componente curricular ou área do conhecimento.
Este trabalho ainda possibilita o reconhecimento de possíveis lacunas de construção de
conhecimento, que poderão ser superadas com a priorização curricular e ações e práticas
voltadas à recomposição das aprendizagens.

116
ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Diagnoses para reconhecer e caracterizar as etapas de aprendizagem em que os


estudantes estão posicionados;
Identificação, por meio da avaliação diagnóstica, das limitações e aptidões de cada
estudante, além de conceitos e habilidades dominadas ou negligenciadas por cada um;
Atividades e perguntas orientadoras para o desenvolvimento intencional sobre aquilo que
aprendemos cognitivamente;
Materiais de leitura e de apoio que ampliem o repertório dos estudantes sobre
aprendizagem e hábitos e rotinas de estudo;
Desafios individuais e coletivos que estimulam o autoconhecimento e a colaboração;
Definição de objetivos e metas de estudo e aprendizagem que apoiam o desenvolvimento
da persistência e a determinação;
Propostas estruturadas (como listas, quadros, tabelas, mapas mentais etc.) que promovam
a organização, a responsabilidade, a autoconfiança e a motivação para aprender;
Autoavaliação contínua dos estudantes com devolutiva formativa por parte do professor;
Agrupamentos heterogêneos de estudantes por níveis de aprendizagem dentro das
turmas;
Tutoria entre pares;
Jogos e ações que propiciem o letramento contínuo em ambientes tecnológicos, de
leituras, matemáticos, artísticos, entre outros.

AVALIAÇÃO

A avaliação será diagnóstica, formativa e processual e terá como foco o desenvolvimento, a


participação e o engajamento dos estudantes.
Os estudantes serão avaliados por seu/sua:
Engajamento nas diferentes atividades, tarefas, práticas e estratégias de aprendizagem;
Participação e colaboração nas atividades em agrupamentos heterogêneos;
Aprendizagem nos diferentes componentes curriculares.

Esses elementos serão avaliados por meio de:


Diferentes instrumentos de autoavaliação, como rubricas e rodas de conversa;
Observação e registro estruturado do professor responsável pelo componente;
Levantamento de dados de avaliações dos diferentes componentes curriculares, a fim de
identificação da imediata necessidade de intervenção pedagógica.

Abaixo, apresentamos, por trimestre, os organizadores pelos quais o professor deve se


orientar e que são referentes aos objetivos de conhecimento do componente curricular a ser
ministrado nos componentes de Recomposição após a realização da avaliação diagnóstica e
posterior verificação das habilidades que os estudantes dominam, mas necessitam aprofundar,
e as que foram negligenciadas e precisam ser vistas.

117
REFERÊNCIAS

BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Educação - Uma perspectiva para o século XXI. Editora Canção
Nova: São. Paulo, 2008.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Por uma Educação Interdimensional. Disponível
em:https://alfredoreisviegas.files.wordpress.com/2017/07/educacao-interdimensional.pdf.
Acesso em jan. 2024.
COSTA, Antônio Carlos Gomes da; VIEIRA, Maria Adenil. Protagonismo juvenil: adolescência,
educação e participação democrática. 2. Ed. São Paulo: FTD; Salvador, BA: Fundação
Odebrecht, 2006.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Aventura pedagógica: caminhos e descaminhos de uma ação
educativa. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antônio Carlos Gomes da; COSTA, Alfredo Carlos Gomes da; PIMENTEL, Antônio de
Pádua Gomes. Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus
Faciendi, 2001.
COSTA, Antônio C. G. da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. 2ª ed. Belo Horizonte:
Modus Faciendi, 2001.
COVEY, Sean. Os 7 hábitos dos Adolescentes altamente eficazes: o guia definitivo de sucesso
para o adolescente. São Paulo: editora Nova Cultural, 1999, p. 122-3.
Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais. Disponível em:<
http://www.zahar.com.br/livro/criatividade-juventude- -e-novos-horizontes-profissionais>.
Acesso em fevereiro de 2024.
LEMOS, Ronaldo. Aprender a aprender. Disponível em:
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/_ed838_aprender_a_aprender/.
Acessado em 14/02/2024.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do
Estado de Pernambuco – Poder Executivo, Recife,11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do
Estado de Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino
fundamental: área de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes
Municipais de Educação; coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório;
apresentação Frederico da Costa Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.

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