Ementas - Componente Parte Diversificada.2025
Ementas - Componente Parte Diversificada.2025
FICHA TÉCNICA
2ª Edição, 2025.
01
SECRETARIA EXECUTIVA DE DESENVOLVIMENTO DA EDUCAÇÃO-SEDE
FICHA TÉCNICA
IDEALIZAÇÃO
EQUIPE DE FORMADORES DA GERÊNCIA GERAL DOS ANOS FINAIS DO ENSINO FUNDAMENTAL
EQUIPE DE PRODUÇÃO
EQUIPE DE PÓS-PRODUÇÃO
REVISÃO DE TEXTO
CRISTIANE RENATA DA SILVA CAVALCANTI
JAMESSON MARCELINO DA SILVA
EDIÇÃO DE TEXTO
CRISTIANE RENATA DA SILVA CAVALCANTI
JAMESSON MARCELINO DA SILVA
02
1
APRESENTAÇÃO
As disciplinas da Parte Diversificada (PD) da Matriz Curricular das unidades escolares
que ofertam o Ensino Fundamental Anos Finais em tempo integral na Rede Estadual de
Educação de Pernambuco são componentes que têm como objetivo promover o
enriquecimento, a ampliação e a diversificação de conteúdos, temas ou áreas da Base
Nacional Comum (BNC) em estrito alinhamento com o Currículo de Pernambuco (CPE).
É importante destacar ainda que a PD considera a interdisciplinaridade como eixo
metodológico para buscar a relação entre os temas explorados, respeitando as
especificidades das distintas áreas de conhecimento e, ao mesmo tempo, contribuindo
para o diálogo entre elas.
Dentro da Matriz Curricular das escolas de Ensino Fundamental Anos Finais com oferta
de ensino integral em tempo integral, os componentes da PD ocupam um lugar central
no que tange à diversificação da experiência escolar, oferecendo um espaço
privilegiado para a experimentação, a interdisciplinaridade e o aprofundamento dos
estudos. Por meio deles, é possível viabilizar o desenvolvimento das diferentes
linguagens: plástica, verbal, matemática, gráfica e corporal, além de proporcionar a
expressão e a comunicação de ideias, a interpretação e a fruição de produções
culturais. Ressalte-se também que o trato com essas linguagens é acompanhado,
dentro das concepções que guiam a oferta da educação integral em tempo integral,
pela ênfase dada ao tratamento das competências socioemocionais e pela
fundamentação nos pilares estabelecidos pela Organização das Nações Unidas para a
Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO): Aprender a aprender, Aprender a fazer,
Aprender a conviver e Aprender a ser.
Desse modo, para que esses propósitos sejam realizados, a PD, em sua constituição e
organização, incentiva e proporciona a convivência e a troca de experiências dos
estudantes dos diversos anos/séries do Ensino Fundamental Anos Finais. Assim,
permite a realização de aprendizagens mais profundas, variadas e significativas.
03
1
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
O componente curricular Leitura, Arte e Movimento para os Anos Finais do Ensino Fundamental, referente à
Parte Diversificada do Currículo, visa consolidar o trabalho com as competências específicas da área de
Linguagens previstas na Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e no Currículo de Pernambuco (CPE).
O componente amplia oportunidades para que os estudantes possam usufruir - de modo pleno, crítico e
participativo - de práticas sociais mediadas pelas linguagens (literária, artística e corporal) e incorporem
em seus projetos de vida o cultivo da leitura literária, da escrita criativa, da apreciação e produção de
práticas artísticas e corporais.
Por meio da abordagem de projetos e em relação direta com as culturas adolescentes, o componente
pretende apoiar os estudantes a utilizar e expandir meios de interação, expressão e criação de significados
pessoais e coletivos, atentando ao papel das linguagens para o autoconhecimento e a subjetividade, bem
como para a atuação enquanto sujeitos sociais e agentes de mudança. Tais atribuições se processam por
via das relações mediadas por palavras, imagens, sons, gestos e expressões corporais.
Esse componente está alinhado à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), Currículo de Pernambuco
(CPE), às Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental (DCNEF) e às Diretrizes Curriculares
Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais e para o Ensino de História e Cultura Afro-
Brasileira e Africana, homologada em 2004, por compreender o trabalho pedagógico com Linguagens
enquanto estímulo ao pensamento crítico, à liberdade dos corpos, à fruição artística, garantindo o acesso a
conhecimentos multimodais produzidos pelas culturas juvenis e por diversos grupos sociais.
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES
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Mobilizando a maior capacidade de abstração do pensamento dos adolescentes e formas participativas de
trabalho pedagógico da abordagem de projetos, o componente irá permitir que esses jovens possam
significar a literatura, a arte e a cultura corporal de movimento como modos de expressão e participação
prazerosa no mundo.
OBJETIVOS
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COMPETÊNCIAS ESPECÍFICAS DE LINGUAGENS PARA O ENSINO FUNDAMENTAL
1. Compreender as linguagens como construção humana, histórica, social e cultural, de natureza dinâmica,
reconhecendo-as e valorizando-as como formas de significação da realidade e expressão de
subjetividades e identidades sociais e culturais.
3. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual,
sonora e digital, para se expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em
diferentes contextos e produzir sentidos que levem ao diálogo, à resolução de conflitos e à cooperação.
4. Utilizar diferentes linguagens para defender pontos de vista que respeitem o outro e promovam os
direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e
global, atuando criticamente frente a questões do mundo contemporâneo.
5. Desenvolver o senso estético para reconhecer, fruir e respeitar as diversas manifestações artísticas e
culturais, das locais às mundiais, inclusive aquelas pertencentes ao patrimônio cultural da humanidade,
bem como participar de práticas diversificadas, individuais e coletivas, da produção artístico-cultural, com
respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
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6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
2º TRIMESTRE
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6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Conhecer gêneros
audiovisuais diversos,
compreendendo
Promover rodas de debates sobre produções
particularidades formais e
audiovisuais realizadas a partir de temas locais, de
temáticas e sendo capaz de
modo a refletir sobre a elaboração desses produtos,
elaborar produções dessa
Leitura Audiovisual mas também sobre as diferentes visões que essas
natureza para evidenciar,
criações apresentam no tocante a diversos aspectos
analisar e registrar conteúdos
da comunidade.
variados, sobretudo que
digam respeito a aspectos da
comunidade onde está
inserido.
Apresentar diferentes possibilidades de aporte,
experimentação e compreensão de práticas
expressivas da cultura local, promovendo momentos
de vivência e de reflexão sistemáticas de suas
características de manifestação e respectivas
possibilidades de compreensão.
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7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Reconhecer a identidade da comunidade,
identificando os processos de transformação no
âmbito arquitetônico, etário, comportamental e
cultural.
Relatar e analisar as práticas corporais e as atividades
culturais da comunidade, considerando as
Reconhecer os diversos
transformações ocorridas ao longo do tempo.
aspectos culturais e
históricos ligados à vida Produzir um relato de experiência sobre as atividades
comunitária, culturais mais evidenciadas na comunidade,
experimentando-os e Cultura Local identificando as mudanças e os fatores que levaram a
valorizando-os como produto isso ao longo do tempo.
de construções coletivas e
Experimentar, analisar e apreciar as práticas corporais
individuais atinentes às
mais vivenciadas na comunidade, identificando-se
identidades.
com elas e as reconhecendo como elementos de
construção da própria identidade.
Criar novas possibilidades de diferentes práticas
corporais conforme a especificidade da região,
estabelecendo comparações com práticas
tradicionais, identificando semelhanças e
particularidades entre elas.
Valorizar a si e ao outro por
meio do reconhecimento dos Reconhecer e expressar o próprio valor e também do
diversos aspectos culturais, outro, tomando por base aspectos físicos,
O reconhecimento do
históricos e humanos locais, comportamentais e culturais, entendendo a
autovalor e dos valores
envolvendo-se com eles e diversidade como um bem que deve ser preservado e
comunitários
reconhecendo-os como como uma característica inerente a todos os seres
constituintes de sua humanos.
identidade.
2º TRIMESTRE
Discutir e apreciar os valores locais por meio do
envolvimento com as práticas culturais de seu espaço
de origem, comparando essas práticas com outras
realizadas em outros espaços.
Valorizar a si e ao outro por Identificar e reconhecer personalidades tidas como
meio do reconhecimento dos referências sociais e culturais de práticas corporais,
diversos aspectos culturais, artísticas e de linguagem/ expressão no sentido de
históricos e humanos locais, O reconhecimento do valorizar suas respectivas contribuições para a
envolvendo-se com eles e autovalor e dos valores materialização de tais práticas como representativas
reconhecendo-os como comunitários da diversidade cultural local e nacionalmente
constituintes de sua situadas.
identidade.
Vivenciar atividades culturais e de celebração de
personalidades locais, apreciando a diversidade,
reconhecendo-se nela e ressignificando-a, de modo a
atualizar a importância dela para a constituição
identitária da comunidade, além de reconhecer
influências externas que estejam atuando nas
transformações identitárias da comunidade.
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7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
2º TRIMESTRE
Conhecer gêneros Identificar e analisar diferentes gêneros audiovisuais,
audiovisuais variados, reconhecendo as especificidades de cada um deles.
compreendendo Produzir gêneros audiovisuais a partir das vivências
particularidades formais e comunitárias, de modo a registrar suas manifestações,
temáticas e sendo capaz de histórias, bem como a trajetória de personalidades
elaborar produções dessa significativas dela, demonstrando senso crítico e empatia
Leitura Audiovisual
natureza para evidenciar, no tocante à diversidade e às transformações registradas.
analisar e registrar conteúdos
diversos, sobretudo que Organizar eventos, como festivais e concursos, para a
digam respeito a aspectos da exposição das produções audiovisuais realizadas, de modo
comunidade onde está a promover a circulação e o conhecimento dessas,
inserido. incentivando o debate sobre questões de elaboração das
produções e dos conteúdos presentes nelas.
3º TRIMESTRE
Conhecer gêneros
audiovisuais variados,
compreendendo Promover rodas de debates sobre produções audiovisuais
particularidades formais e realizadas a partir de temas locais, de modo a refletir sobre
temáticas e sendo capaz de a elaboração desses produtos, mas também sobre as
elaborar produções dessa diferentes visões que essas criações apresentam no
Leitura Audiovisual
natureza para evidenciar, tocante a diversos aspectos da comunidade, buscando
analisar e registrar conteúdos perceber as mudanças que os produtores de conteúdo
diversos, sobretudo que experimentaram durante o envolvimento com as produções
digam respeito a aspectos da citadas.
comunidade onde está
inserido.
Apresentar diferentes possibilidades de aporte,
experimentação e compreensão de práticas expressivas da
cultura nacional e local, promovendo momentos de
vivência e de reflexão sistemáticas de suas características
de manifestação e respectivas possibilidades de
compreensão.
Dimensionar as expressões culturais vivenciadas como
produções humanas historicamente situadas mediante
identificação das principais características presentes em
Apropriar-se de diferentes suas respectivas manifestações, considerando
modalidades de expressão semelhanças e diferenças entre as produções locais e
cultural mediante nacionais.
compreensão de seus Leitura e interpretação críticas Sistematizar os contextos a partir dos quais se dá a
aspectos identitários e de expressões da cultura.
expressividade de cada manifestação vivenciada através
dinâmicas internas de
dos aspectos que norteiam sua abordagem como saber
manifestação fenomênica.
escolar, relacionando as transformações identificadas em
virtude do discurso midiático que sobre elas se verifica em
diferentes meios de comunicação social.
Elaborar relatórios de acompanhamento e propostas de
apresentação que, como culminância das ações
pedagógicas desenvolvidas, representem as aprendizagens
construídas como saber escolar acerca do universo de
expressões culturais vivenciadas, apontando para a
percepção dos diversos valores envolvidos na construção
dessas aprendizagens.
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8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Entender o conceito do Belo, Reconhecer a presença do conceito do Belo e suas
suas variações no tempo e variações ao longo da história da humanidade e nas
no espaço, os impactos que diferentes culturas.
As várias ideias sobre o Belo.
os padrões do que é Belo
As variações desse conceito Discutir o conceito do Belo e a existência de padrões de
exercem sobre grupos e
ao longo da História. As beleza, tanto nas manifestações artísticas quanto no
pessoas, sendo capaz de
implicações da adoção de mundo natural (pessoas e paisagens).
exprimir esse conceito a
modelos de beleza.
partir de elementos e valores Exprimir por meio de uma linguagem artística o seu ponto
pertinentes à comunidade em de vista sobre o Belo, considerando, sobretudo, aspectos
que vive. da sua comunidade.
Reconhecer e valorizar as Reconhecer os elementos constituintes da linguagem
diferentes possibilidades de musical.
manifestação da música,
compreendendo sua A música, sua história, seus
ritualidade e sua elementos constituintes e seu
representatividade com papel social. Reconhecer e valorizar os diversos ritmos musicais e os
relação aos contextos instrumentos característicos da execução desses gêneros,
(sociais, culturais, religiosos, especialmente os mais presentes na comunidade de que
etc.) aos quais se referem e faz parte.
representam como cultura.
2º TRIMESTRE
Reconhecer e valorizar as Entender, analisar e vivenciar o papel ritualístico dos
diferentes possibilidades de diversos ritmos musicais.
manifestação da música,
compreendendo sua A música, sua história, seus
ritualidade e sua elementos constituintes e seu
representatividade com papel social. Participar de práticas de execução musical, especialmente
relação aos contextos no tocante aos ritmos mais presentes em sua comunidade.
(sociais, culturais, religiosos,
etc.) aos quais se referem e
representam como cultura.
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8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Reconhecer e apreciar diferentes tipos de dança,
especialmente as manifestações mais típicas da
Reconhecer e valorizar as
comunidade da qual faz parte.
diferentes possibilidades de
manifestação da dança, Vivenciar diversos tipos de dança como participante
compreendendo sua ou fruidor, de modo envolver-se plenamente numa
ritualidade e sua experiência estética por meio dessa expressão
O entendimento do papel
representatividade com corporal ligada ao movimento.
social e estético da dança.
relação aos contextos
Conhecer e valorizar grupos de dança da comunidade
(sociais, culturais, religiosos,
de que faz parte ou do seu entorno.
etc.) aos quais se referem e
representam como cultura. Organizar um festival de dança, abrindo espaço
principalmente para os tipos mais comuns da
comunidade de que faz parte.
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9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Reconhecer e analisar o papel social da propaganda,
considerando as características gerais dessa prática.
Reconhecer no discurso
midiático os valores sociais e Analisar o papel de elementos estéticos e artísticos
culturais norteadores das A compreensão do papel na propaganda, percebendo o uso deles como
impressões e dos aportes social da propaganda e a dispositivos de convencimento e veiculação de
axiológicos que sugerem a análise dos elementos valores sociais diversos.
cada público-alvo ao qual se empregados na sua Comparar propagandas destinadas a diferentes
destina a partir dos construção. públicos: locais, nacionais e até globais, percebendo o
interesses que se busca emprego de elementos culturais que se comunicam
despertar através dos com os diferentes segmentos que se pretende atingir.
anúncios que deles se fazem.
Produzir textos publicitários voltados à divulgação de
campanhas de interesse coletivo, de um produto ou
de um serviço, tendo por base a realidade local.
2º TRIMESTRE
Entender e analisar conceitos como pós-verdade e
Ler de maneira crítica e fake news, envolvendo-se em debates sobre as
fundamentada textos consequências que essas trazem para a vida das
jornalísticos diversos, pessoas que são vítimas delas, aprendendo a
considerando suas identificá-las e também a importância de não as
características formais e propagar.
temáticas, percebendo como Caracterização, funções e uso
Ler e comparar notícias sobre um mesmo fato
o tratamento da informação de textos jornalísticos
publicadas por diferentes veículos de comunicação,
reflete e cria diferentes
observando como se dá o tratamento da informação
visões de mundo a partir da
nelas e os posicionamentos ideológicos que são
divulgação dos mesmos
próprios de diferentes empresas de comunicação.
fatos.
Produzir um minijornal ou fanzine relatando
acontecimentos sociais dentro da sua comunidade.
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9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
2º TRIMESTRE
Reconhecer e analisar diferentes tipos de Artes
Reconhecer e valorizar as
Visuais, desde manifestações canônico-acadêmicas
diferentes formas de até exemplos contemporâneos e populares desse
manifestação de Artes domínio estético.
Visuais, conhecendo seus As diversas manifestações
expoentes e experienciando das Artes Visuais e suas Reconhecer e valorizar artistas visuais da comunidade
os estilos e técnicas características formais e de que faz parte, atuando no sentido de torná-los
identificados ao reproduzir/ temáticas populares no meio em que vivem.
representar temas relevantes Identificar e analisar diferentes manifestações das
para a comunidade em que Artes Visuais encontradas na sua comunidade de
vive. origem.
3º TRIMESTRE
Reconhecer e valorizar as
diferentes formas de
manifestação de Artes
Visuais, conhecendo seus As diversas manifestações
Produzir e expor obras de caráter visual, levando em
expoentes e experienciando das Artes Visuais e suas
conta temáticas mais próximas do cotidiano do
os estilos e técnicas características formais e
espaço em que vive.
identificados ao reproduzir/ temáticas
representar temas relevantes
para a comunidade em que
vive.
Reconhecer a história do cinema, dando ênfase ao
Conhecer a história do
cinema produzido em Pernambuco.
cinema, inclusive do cinema
local, aprendendo sobre as Identificar e analisar as características fundamentais
características gerais dessa da sétima arte, atentando para o seu caráter
forma de arte, a maneira História e características da multissemiótico.
como ela pode veicular arte cinematográfica.
Produzir curtas-metragens ou até videominutos com
valores, aprendendo a fazer
temática preferencialmente regional, ou abordando
uso de algumas formas dela questões da comunidade.
para expressão de aspectos
da cultura da comunidade em Organizar um festival para expor e discutir os vídeos
que vive. produzidos pelos estudantes.
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O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC E CURRÍCULO DE PERNAMBUCO
ESTRUTURA SUGERIDA
A organização do componente curricular Leitura, Arte e Movimento para os Anos Finais do Ensino
Fundamental ancora-se nos princípios pedagógicos do Currículo de Pernambuco: educação integral,
protagonismo estudantil, desenvolvimento de competências e habilidades cognitivas e socioemocionais.
Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que, quando possível, haja a
contribuição de outros docentes na condução do componente Leitura, Arte e Movimento.
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Essa organização visa articular saberes diversos numa construção processual, dialogada e interdependente de objetos
de conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as fronteiras curriculares do domínio de
conhecimento em questão. Espera-se que o produto desse trabalho conjunto sejam aprendizagens mais amplas e
significativas, visto que se assentarão no entrelaçamento de perspectivas diversas, provenientes tanto das
particularidades dos componentes envolvidos quanto de escolhas metodológicas dos professores.
6º e 7º anos
Estudantes nesta fase estão em transição entre infância e adolescência, enfrentando mudanças biológicas,
psicológicas, sociais e emocionais, bem como a ampliação de vínculos sociais, capacidade de descentração do
pensamento e autonomia. O processo de reflexão e planejamento coletivo da abordagem de projetos pode representar
uma oportunidade para desenvolver ainda mais essas habilidades. Sugere-se que nesse ciclo os projetos envolvam o
mapeamento de experiências anteriores na escola e nas práticas de linguagens pessoais, na família e na comunidade,
ainda com ênfase no aspecto lúdico da leitura, da apreciação e produção artística e da cultura corporal. É importante
também considerar possibilidades de interação e produção com a cultura digital.
8º a 9º anos
Nessa fase, os estudantes já ganharam maior autonomia e criticidade frente às práticas de linguagens, podendo-se
fortalecer aspectos da análise semiótica dessas práticas e o convívio com diferentes culturas juvenis presentes na
comunidade escolar. As temáticas, questões e práticas sociais que serão objeto dos projetos podem constituir
produtos finais mais complexos e com maior ênfase na intervenção social.
Recomenda-se que os professores responsáveis por ministrar o componente tenham habilitação em Arte, Educação
Física ou Língua Portuguesa e se possível que o componente seja atribuído a uma dupla de professores que trabalhem
em parceria.
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
Área de Ciências Humanas e Sociais: integrar o trabalho com leitura, arte e práticas corporais ao
ensino de Ciências Humanas nos Anos Finais do Ensino Fundamental envolve considerar os contextos
em que as práticas de linguagens são produzidas e como se relacionam com a complexidade das
relações sociais e dos contextos histórico-culturais. Situar cada obra literária, manifestação artística ou
da cultura corporal de movimento em relação a esses aspectos permite a formação de estudantes que
articulam os conhecimentos das Ciências Humanas e Sociais às suas vivências nas linguagens.
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Para favorecer a integração, é importante que o professor estimule a pesquisa e a apresentação de projetos
que abordem aspectos históricos, culturais e sociais das práticas de linguagens enfocadas nos projetos dos
estudantes.
Área de Ciência da Natureza - integrar o trabalho com leitura, arte e práticas corporais ao ensino de Ciências
da Natureza nos Anos Finais do Ensino Fundamental, recorrendo-se à abordagem de projetos, permite
desenvolver competências e habilidades de investigação científica por meio da exploração das vivências,
saberes, interesses e curiosidades dos estudantes sobre o mundo natural e material, estimulando o
desenvolvimento da abstração, autonomia de ação e pensamento, bem como o interesse pela vida social e a
busca por uma identidade própria. A interseção entre leitura, arte e práticas corporais na abordagem de
projetos pode motivar os estudantes a formular processos investigativos. Pode ainda envolver o trabalho com
obras literárias que explorem temas científicos, relações entre arte e ciência, como a produção de obras de
artes visuais que representam o corpo humano e a natureza, relações entre as práticas corporais e as
Ciências da Natureza e o cuidado com a saúde física, mental e social.
Área de Matemática: entre as unidades temáticas podemos destacar as “Grandezas e Medidas”, com o
objetivo de desenvolver as habilidades dos respectivos objetos de conhecimentos matemáticos, entre eles,
relacionar as práticas de unidades de medidas, sobretudo de comprimento, com objetividade na construção
de croquis. Incluímos também a unidade temática “Geometria”, com habilidades que deverão ser construídas,
e, entre os objetos de conhecimento, destacamos simetria e ampliações de figuras.
Área de Ensino Religioso: o diálogo entre Leitura, Arte e Movimento com o componente Ensino Religioso visa
proporcionar ao estudante do Ensino Fundamental Anos Finais uma leitura instigante e reflexiva pelo mundo
do fenômeno religioso, experienciando as suas dimensões e discutir textos que garantam pluralidade,
equidade, respeito, cidadania, inclusão e tolerância que fortalecem o convívio do homem com o homem na
esfera social. É, portanto, um convite a se aventurar nessa viagem destinada ao saber, ao conhecer, único
caminho capaz de transformar o indivíduo, possibilitando-lhe que transcenda o mundo imaginado.
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Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que o componente Leitura, Arte e
Movimento seja ministrado em conjunto por professores da área em pauta, na forma de um projeto
integrado. Essa organização visa articular saberes diversos na construção processual, dialogada e
interdependente de objetos de conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as
fronteiras curriculares do domínio de conhecimento em questão. Espera-se que o produto desse trabalho
conjunto sejam aprendizagens mais amplas e significativas, visto que se assentarão no entrelaçamento de
perspectivas diversas, provenientes tanto das particularidades dos componentes envolvidos quanto de
escolhas metodológicas dos professores. Para organização e registro da carga horária, uma vez que seja
acatada a proposta de trabalho envolvendo mais de um professor, é necessário definir, de antemão, a
quantidade de aulas que ficará sob a responsabilidade de cada um dos docentes, de modo que se possa
fazer o registro delas no SIEPE. É imperativo ainda que essa divisão seja comunicada com antecedência à
gestão da escola, para que esta observe a possibilidade de validar ou não a configuração horária definida.
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Por exemplo: convidar os estudantes a apreciar crônicas, poemas, músicas, obras de artes visuais, de
fotografia e cinema relacionadas ao futebol e sua relevância na cultura brasileira; tratar temas das culturas
indígenas e afrodiaspóricas por meio da apreciação da literatura, da arte e de práticas corporais desses
grupos; tematizar produções femininas na literatura, na arte e da cultura corporal de movimento.
Orientar os estudantes a escolher temáticas para seus projetos a partir da leitura de textos
multimodais, de obras de arte e de práticas corporais;
Apoiar os estudantes na curadoria de manifestações literárias, artísticas e da cultura corporal das
culturas juvenis de suas comunidades;
Realizar oficinas literárias, artísticas e de práticas corporais que estimulem a criatividade, permitindo
que os estudantes expressem suas ideias em leituras e produções autorais;
Incorporar recursos multimídia, como vídeos, músicas e apresentações visuais, para enriquecer a
compreensão dos textos, das diferentes práticas artísticas e da cultura corporal de movimento, assim
como estimular a criatividade artística;
Introduzir atividades teatrais e dramatizações que envolvam a leitura de textos, permitindo que os
estudantes interpretem e expressem suas compreensões por meio da representação cênica;
Explorar a arte urbana como uma forma de expressão contemporânea, incentivando os estudantes a
refletirem sobre a relação entre a arte, o movimento e a vida cotidiana;
Promover a leitura autônoma, fornecendo uma variedade de materiais de leitura que abrangem
diferentes gêneros e estilos literários;
Organizar eventos culturais, exposições de arte e apresentações que permitam aos alunos
compartilhar suas criações e experiências com a comunidade escolar;
Utilizar estratégias de avaliação formativa, como portfólios e reflexões escritas, para avaliar o
progresso dos projetos e das aprendizagens e entender como estão integrando os elementos de
leitura, de arte e de cultura corporal de movimento em seus projetos.
Integrar práticas corporais à rotina de experimentações e expressões cultivadas na escola a fim de
favorecer a integração da corporeidade adolescente no processo de fruição artística e cultural, além de
promover espaços ativos e acolhedores para suas necessidades de movimento.
AVALIAÇÃO
Criação de portfólios artísticos, em que se documenta e se reflete sobre criações dessa natureza,
incorporando elementos de leitura e movimento;
Produção coletiva de apresentações artísticas, considerando a expressividade, a interpretação, a
originalidade e a integração de elementos de leitura nos trabalhos;
Avaliação de projetos temáticos que envolvam a leitura, as artes e o movimento, considerando a
abordagem interdisciplinar, a profundidade de compreensão e a aplicação prática;
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Avaliação da participação de estudantes em debates sobre obras literárias, peças teatrais ou outras
formas de expressão artística, observando a capacidade de análise crítica e a articulação de ideias;
Avaliação do processo criativo, considerando a exploração, experimentação e aprimoramento das
ideias ao longo do desenvolvimento de projetos artísticos;
Avaliação do desempenho em atividades físicas, considerando a expressividade, coordenação motora
e a capacidade de incorporar movimento de maneira significativa;
Autoavaliação, em que estudantes refletem sobre seu próprio progresso, identificam desafios
superados e estabelecem metas para o desenvolvimento contínuo;
Avaliação a participação dos alunos em exposições de arte, eventos culturais ou apresentações
públicas, considerando a capacidade de comunicar efetivamente suas intenções artísticas;
Avaliações escritas que demonstrem a compreensão crítica de textos literários, analisando como os
AVALIAÇÃO
alunos interpretam e relacionam as obras às próprias experiências e produções artísticas;
Seleção dos registros do projeto elaborados pelos próprios estudantes e debater com eles sobre o
projeto;
Reflexão com os estudantes sobre as ações do projeto por meio das questões: O que sabíamos? O que
sabemos agora? Como aprendemos?;
Solicitação a outros educadores, pais, funcionários que observem os registros e ações do projeto e
emitam suas opiniões;
Gravação de depoimentos de estudantes, pais, familiares, funcionários e outros professores sobre os
projetos;
Construção e aplicação com os estudantes, pais, funcionários e outros educadores questionários de
avaliação;
Entrevista com os alunos individualmente ou em grupo.
REFERÊNCIAS
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democracia. Trad. Fátima Murad. 2. ed. Porto Alegre: Artmed editora S.A, 2002. p. 92.
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Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2ª. ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
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PASCOAL, Raissa. O perfil do mediador de conflitos na escola. Revista Gestão Escolar. São Paulo: Abril, n.
27, ago. 2013. Disponível em: https://gestaoescolar.org.br/comunidade/perfil-mediador-conflitos-escola-
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PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
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coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
42
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
O componente curricular Tecnologia e Cidadania Digital para os Anos Finais do Ensino Fundamental,
referente à Parte Diversificada do Currículo, possui como objetivo desenvolver nos estudantes as
competências necessárias ao mundo digital em constante evolução, fomentando habilidades essenciais
em Tecnologia da Informação e Comunicação (TDIC), Cultura Digital (CD) e Pensamento Computacional
(PC) ao trabalhar a tecnologia como objeto de ensino e ferramenta de ensino a partir da perspectiva da
cultura maker, de aprendizagem “mão na massa”, e de um uso responsável, ético e reflexivo.
Esse componente alinha-se à Base Nacional Comum Curricular (BNCC), ao Currículo de Pernambuco (CPE),
às Normas sobre Computação na Educação Básica - Complemento à BNCC - Resolução CNE-CEB- n.º 1 de
2022 e às Diretrizes Curriculares Nacionais Para o Ensino Fundamental (DCNEF) ao promover a integração
da tecnologia no processo de aprendizagem, capacitando os estudantes para a resolução de problemas,
pensamento crítico, criatividade e a compreensão dos princípios éticos e de cidadania digital. Além disso,
ele atende às necessidades dos adolescentes ao fornecer conhecimentos práticos e competências que os
preparam para o futuro, no qual a tecnologia desempenha um papel central em suas vidas e carreiras.
Nesse sentido, os discentes serão capacitados para resolver problemas de maneira colaborativa, bem
como para desenvolver um entendimento profundo dos princípios éticos que regem o uso da tecnologia,
posicionando-se não só como consumidores, mas também como produtores de conteúdo nesses espaços,
a partir de uma perspectiva integral de educação.
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES
O componente curricular Tecnologia e Cidadania Digital é essencial para o desenvolvimento integral dos
adolescentes, pois promove a aquisição de habilidades críticas e reflexivas em um mundo cada vez mais
digital e tecnológico. Ele possibilita aos estudantes entenderem, usarem e se adaptarem à tecnologia,
tornando-se cidadãos proficientes e protagonistas de sua própria aprendizagem em uma sociedade
altamente conectada. Além disso, estimula o pensamento crítico, a criatividade e a resolução colaborativa
de problemas, habilidades essenciais para a aprendizagem ao longo da vida. Através do desenvolvimento
do Pensamento Computacional, os estudantes aprendem a abordar desafios de forma estruturada.
Essa disciplina também promove a Tecnologia da Informação e Comunicação (TDIC) e a Cultura Digital,
ensinando sobre ética, segurança, privacidade e responsabilidade online. Ao integrar a tecnologia à
educação, o componente enfatiza a relevância do Currículo para os adolescentes, conectando o
aprendizado à sua vida cotidiana. Perpassando também de maneira interdisciplinar as demais áreas do
conhecimento, por exemplo, os estudantes podem aprender sobre como usar ferramentas digitais para
organizar suas tarefas escolares ou como usar a programação para criar seus próprios jogos ou
aplicativos. Essa abordagem “mão na massa” - alinhada à BNCC, ao CPE e às DCNEF - prepara os
estudantes para serem cidadãos informados, participativos, curadores de informação e prontos para os
desafios do século XXI.
44
OBJETIVOS
6º Ano:
1. Programação Inicial (PC): aprender os princípios da programação por meio de linguagens simples,
estimulando a lógica e o pensamento algorítmico. Por exemplo, os estudantes podem aprender a usar uma
linguagem de programação visual simples para criar seus próprios jogos ou animações.
2. Cultura Digital (CD): compreender a importância da ética digital, do respeito online e os aspectos sociais
da tecnologia. Nesse objetivo, os estudantes podem discutir questões como cyberbullying ou privacidade
online.
3. Aplicações Práticas: aplicar conceitos de tecnologia em todos os componentes curriculares, criando
projetos interdisciplinares. Aplicar também os conhecimentos a respeito do pensamento lógico e das
diferentes plataformas para a produção de narrativas digitais de forma mais complexa. Por exemplo, os
estudantes podem usar software de design gráfico para criar apresentações para suas aulas de História,
usar ferramentas digitais para visualizar dados em suas aulas de Matemática ou produzir animações e
jogos utilizando softwares como o Scratch (PC + TDIC).
45
8º Ano:
9º Ano:
1. Projetos de Tecnologia (PC): realizar projetos autônomos de tecnologia, aplicando todas as habilidades
adquiridas ao longo dos anos anteriores e recorrendo às plataformas de narrativas digitais, como o
Genially e o Scratch. [Por exemplo, os estudantes podem ser desafiados a criar um aplicativo ou um site
que resolva um problema real em sua comunidade. Pode ainda conceber um jogo ou quiz para aplicar em
sala de aula.]
2. Cidadania Digital (TDIC): discutir questões mais complexas relacionadas à ética, à privacidade, aos
direitos autorais e à responsabilidade online. [Pode-se discutir questões como as implicações da
privacidade na era digital, principalmente no que diz respeito às notícias falsas.]
3. A tecnologia e o futuro (TDIC + CD): preparar os estudantes para reconhecerem as carreiras
relacionadas à tecnologia, informática e áreas afins, explorando aplicações e desenvolvendo habilidades
práticas. [Por exemplo, os estudantes podem aprender sobre diferentes carreiras em tecnologia ou ciência
da computação e quais habilidades são necessárias para essas carreiras.]
Abaixo, apresentamos, por bimestre, as habilidades e competências do trabalho desse componente junto
aos adolescentes. Observe que os pilares dialogam entre si para a efetivação da aprendizagem.
6º Ano:
46
Introdução ao Letramento Digital (CD);
Introdução à Cultura Digital (CD);
Navegação Segura na internet (CD);
Ética Digital e responsabilidade online (CD);
Introdução ao Pensamento Computacional (PC);
Introdução a plataformas e práticas de narrativas digitais (PC).
7º Ano:
8º Ano:
9º Ano:
Legenda:
TDIC - Tecnologia Digital da Informação e Comunicação;
CD - Cultura Digital;
PC - Pensamento Computacional.
47
O COMPONENTE, AS COMPETÊNCIAS GERAIS BNCC, DO CPE E A BNCC DA COMPUTAÇÃO
Quanto à BNCC, a estruturação do componente tem como base, especificamente, as competências gerais
(CG) 4 e a 5, embora abarque também grande parte das outras oito competências gerais. Ao tratar,
especificamente, das duas que dizem respeito diretamente às tecnologias digitais, o componente volta a
sua prática para uma perspectiva de compreensão, utilização e criação das TDIC, além da sua utilização
como forma de expressão, de produção e compartilhamento de conteúdo.
Há também base em cada uma das sete CGs que estruturam a BNCC da Computação, que envolvem a
capacidade de resolver problemas usando a tecnologia, de ser crítico ao avaliar, de aprender de maneira
criativa, ética e legal, de criar projetos combinando ideias e tecnologias de computador, de comunicar e
compartilhar informações usando a tecnologia e de agir de forma respeitosa, independente e determinada,
seja sozinho, seja com outras pessoas, usando computadores e tecnologias em diferentes situações.
O componente abordará aspectos das tecnologias a partir de três unidades temáticas: Tecnologias Digitais
da Informação e Comunicação (TDIC), Pensamento Computacional e Cultura Digital, as quais serão
especificadas desta forma:
A área das TDIC abordará as habilidades essenciais para o uso e a compreensão da tecnologia. Isso
incluirá a familiarização com dispositivos e softwares comuns, a segurança online, a pesquisa na
internet e as habilidades de comunicação digital. Os estudantes aprenderão a utilizar ferramentas de
produtividade, como processadores de texto e planilhas, e compreenderão os princípios básicos de
redes e comunicação digital. Além de conhecerem o contexto da educação 5.0, alinhada à educação
integral, os estudantes trabalharão, nessa área, a criatividade e a ética no uso das tecnologias digitais,
os conceitos de remix, colaboração e compartilhamento, o acesso, a segurança de dados e a
privacidade, as especificidades das TDIC e a aprendizagem de máquina a partir das inteligências
artificiais;
A Cultura Digital será abordada com ênfase na ética e cidadania digital, no letramento digital e nas
mídias digitais e nas linguagens midiáticas. Os estudantes serão ensinados a avaliar criticamente
informações online, identificar notícias falsas e compreender a importância da privacidade e da
segurança online. Além disso, serão incentivados a participar de discussões sobre questões éticas
relacionadas à tecnologia e a explorar o impacto da tecnologia na sociedade;
O Pensamento Computacional será promovido através da introdução à programação e à resolução de
problemas, percorrendo as linguagens de programação, os algoritmos, a robótica, as narrativas digitais,
a cultura maker e o pensamento científico. Os estudantes aprenderão a decompor problemas
complexos em passos lógicos, identificar padrões e desenvolver algoritmos simples. Eles terão
também a oportunidade de criar programas simples e projetos que incentivem a lógica e a criatividade.
48
Essa abordagem abrangente permitirá a aquisição de um conjunto de habilidades valiosas para lidar com o
mundo digital de maneira responsável, crítica e ética, capacitando-os para uma participação ativa na
sociedade e no mercado de trabalho e desenvolvendo as competências abaixo, por exemplo:
ESTRUTURA SUGERIDA
A organização do componente curricular de Tecnologia e Cidadania Digital para os anos finais do Ensino
Fundamental deve ser pensada de forma abrangente e flexível, levando em consideração as necessidades
e a maturidade dos estudantes em relação ao nível de adoção em tecnologias e englobando
conhecimentos de todas as áreas. A proposta é desenvolvida
49
dentro de uma visão de educação integral, com maior desenvolvimento do seu protagonismo, de suas
habilidades socioemocionais, da sua capacidade de trabalho em equipe e de resolução de problemas.
O componente será ofertado para todos os estudantes do 6º ao 9º ano, com a organização por turmas. O
componente possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para tempo integral e tempo parcial.
Consulte as matrizes sugeridas e seus tempos.
Para o 6º e o 7º anos, uma abordagem introdutória possui foco em conceitos básicos de tecnologia. No 8º
e no 9º anos, o aprofundamento é necessário para que os estudantes explorem tópicos mais avançados,
como a programação, a robótica e os projetos “mão na massa”. Os últimos dois anos, então, terão carga
maior no componente (com exceção da proposta de matriz para tempo parcial 25 horas-aula de 45 min).
A proposta também deve incluir avaliações que abordem a compreensão conceitual, a aplicação prática e
a ética digital, a fim de garantir que os estudantes estejam preparados para enfrentar os desafios e as
oportunidades do mundo digital de forma responsável, criativa e crítica. Dessa forma, o componente de
Tecnologia se torna um pilar essencial na formação integral dos adolescentes, equipando-os com as
habilidades necessárias para prosperar em uma sociedade cada vez mais digital.
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
50
der o impacto das atividades em diferentes áreas – como, por exemplo, o impacto ambiental de um
trabalho de robótica usando materiais de baixo custo. Além disso, ao compreenderem a ética e a
responsabilidade nos espaços virtuais, principalmente, estarão alinhados às necessidades do século XXI,
que abre oportunidade para práticas de ativismo e cidadania nos espaços proporcionados pela tecnologia.
Mais especificamente, são estes os pontos de convergência do componente com as outras áreas do
conhecimento:
Linguagens: a programação é uma linguagem por si só, sendo necessário promover a alfabetização e o
letramento digital. Além disso, a criação de sites, aplicativos e conteúdo multimídia requer habilidades
de comunicação eficaz e design, que se alinham com o desenvolvimento da escrita e das
competências linguísticas. Pode-se aqui investir em atividades de remix, como vídeos ou músicas,
explorando conceitos de direitos autorais, criatividade e expressão artística, e de escrita online, em
blogs, artigos e postagens em redes sociais, desenvolvendo habilidades de comunicação digital e
escrita persuasiva em uma perspectiva de multiletramento. Pode-se também recorrer a novas
ferramentas de narrativas digitais, como a produção de conteúdo em plataformas de programação,
como o Scratch, e em gêneros digitais, como o podcast;
Matemática: a lógica e o raciocínio matemático estão no cerne da programação, uma vez que os
estudantes precisam resolver problemas algorítmicos, aplicar fórmulas matemáticas e compreender
estruturas numéricas. Do ponto de vista prático, a programação envolve a aplicação de conceitos
matemáticos, como lógica, algoritmos e resolução de problemas, enquanto os estudantes
desenvolvem jogos ou aplicativos. É possível também recorrer às tecnologias como ferramenta de
construção de gráficos e de cálculos matemáticos.
Ciências Humanas: a ética digital e a compreensão dos impactos sociais da tecnologia têm uma forte
ligação com áreas como Filosofia e Sociologia. O estudo da História da Tecnologia fornece contexto
sobre como as inovações moldaram a sociedade, e compreender os usos desses recursos do ponto de
vista do ativismo e das transformações sociais é essencial. Do ponto de vista prático, os estudantes
podem explorar o uso de tecnologia em movimentos sociais, pesquisar questões atuais e participar de
debates digitais, a partir de uma perspectiva responsável, ética, respeitosa do uso das redes.
Ciências da Natureza: a tecnologia é uma ferramenta crucial para coletar, analisar e interpretar dados
científicos. Os avanços tecnológicos têm aplicações nas ciências, como a simulação de processos
complexos e a coleta de informações em tempo real em experimentos científicos, além de um papel
importante na divulgação de resultados e projetos. De um ponto de vista mais prático, a tecnologia
pode ser empregada para realizar experimentos virtuais e coletar dados científicos. Além disso, os
estudantes podem criar blogs, vídeos ou apresentações que divulguem suas descobertas científicas,
promovendo a comunicação eficaz e a disseminação do conhecimento da perspectiva de
multiletramento aproveitada em Linguagens.
51
6 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
52
6 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
Componentes de um computador,
Conhecer as Tecnologias Digitais de funcionamento conjunto desses, Aprender a fazer remix e compartilhamento
Informação e Comunicação. importância de manter seguras suas de conteúdo nas redes.
informações pessoais online.
3º TRIMESTRE
53
7 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO COMPONENTE OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
1º TRIMESTRE
Aprender a usar uma linguagem de
programação visual simples para criar
Desenvolver habilidades de Princípios da programação por meio de
seus próprios jogos ou animações.
Programação. linguagens simples, com estímulo à
lógica e ao pensamento algorítmico Debater de forma introdutória a lógica de
programação.
Compreender a importância da ética
digital, do respeito online e os aspectos
sociais da tecnologia
Desenvolver habilidades de
Ética Digital, Cyberbullying, Fato e Fake Discutir causas e consequências do
Letramento a partir da Cultura
News cyberbullying, a problemática do fato ou
Digital.
fake e da privacidade online.
Entender como funciona a segurança
digital.
2º TRIMESTRE
54
7 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
55
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
Desenvolver habilidades essenciais para
realizar navegação segura na internet, assim
como buscar eficazmente informações online
e usar o básico de ferramentas digitais.
56
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
2º TRIMESTRE
Explorar a linguagem básica de programação
(linguagens simples: JavaScript, Python, Java,
PHP, CSS, C#, C++ e C).
3º TRIMESTRE
57
8 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
58
9 ° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
2º TRIMESTRE
59
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
60
ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
Aprendizagem ativa: incentivar a participação ativa dos estudantes por meio de projetos práticos,
resolução de problemas e desafios tecnológicos que os envolvam diretamente na criação e na
aplicação de conhecimento. Espera-se, com isso, estimular a investigação de problemas reais,
promovendo curiosidade, pesquisa e análise crítica a partir da aprendizagem baseada em problemas.
Os estudantes serão levados não só a pesquisarem necessidades no seu entorno e planejarem seus
próprios projetos, como também a testarem hipóteses, verificarem problemas e atuarem nos erros, de
forma autônoma e com trabalho em equipe, integrando conhecimentos de Ciência e de Engenharia na
elaboração dos projetos;
Aprendizado colaborativo: promover o trabalho em equipe, permitindo que os estudantes
compartilhem conhecimento, ideias e habilidades, replicando o ambiente de colaboração comum em
projetos de tecnologia. A Arte, por meio da elaboração de interfaces criativas e de experiências de
usuário ricas e atraentes, será aplicada, a partir de uma perspectiva de trabalho colaborativo de
planejamento, testagem, revisão e personalização do conteúdo. Os feedbacks serão também entre os
próprios estudantes, de forma que possam aprender e se desenvolver juntos de maneira respeitosa e
colaborativa;
“Mão na massa”: incentivar atividades práticas e “mão na massa”, nas quais os estudantes tenham a
oportunidade de programar, criar sites, aplicativos e solucionar problemas reais, adquirindo
experiência prática e desenvolvendo suas habilidades tecnológicas. O Design e a Engenharia serão
implementados na construção prática dos projetos, bem como a perspectiva criativa da Arte, na
elaboração dos protótipos, e da Matemática, na testagem dos produtos. Os estudantes serão
protagonistas dos seus próprios projetos, escolhendo os melhores materiais, os melhores percursos e
identificando lacunas na produção;
Ensino personalizado: reconhecer que os estudantes têm diferentes níveis de conhecimento
tecnológico e adaptar o ensino para atender às necessidades individuais,
61
proporcionando desafios apropriados a cada estudante. A ideia é que os estudantes projetem as
atividades a partir de seus interesses, paixões e problemas conhecidos, fornecendo uma aprendizagem
individualizada que objetiva a resolução de problemas reais. É ideal, para esse desenvolvimento, oferecer
feedback individual, tanto do ponto de vista da autoavaliação quanto da mediação docente, bem como
investir na heteroavaliação, de forma que os estudantes compartilharem também visões a respeito dos
projetos;
Gamificação: utilizar elementos de jogos, como recompensas, competições e missões, para tornar o
aprendizado mais envolvente e motivador, incentivando a resolução de desafios tecnológicos. Os
estudantes podem ganhar emblemas ou pontos por completar desafios e ter avatares próprios,
integrando a Arte ao Currículo;
Interdisciplinaridade e Transdisciplinaridade: incorporar projetos que conectem o componente de
Tecnologia a outras disciplinas, permitindo que os estudantes vejam como a tecnologia se aplica a
várias áreas do conhecimento. Os projetos serão todos desenvolvidos de uma perspectiva
interdisciplinar, de forma que os estudantes percebam o que podem aproveitar dos outros
conhecimentos no planejamento e na execução de suas ideias;
Aprendizagem desplugada: introduzir atividades que não dependam de dispositivos eletrônicos,
estimulando o pensamento lógico, a resolução de problemas e o pensamento computacional de forma
analógica. Por exemplo, os estudantes podem usar jogos baseados em lógica ou quebra-cabeças para
desenvolver suas habilidades de pensamento lógico.
Podem também desenhar fluxogramas, gráficos e investir na apresentação de resultados criativos por
meio da Arte, da Matemática, da Ciência e da Engenharia. A aprendizagem desplugada é também
ferramenta para a introdução de conteúdos mais básicos e introdutórios ligados às tecnologias,
especialmente nos conteúdos do 6º e do 7º anos.
AVALIAÇÃO
O referencial pedagógico, na totalidade, orienta que a avaliação dialogue com as adolescências em uma
perspectiva central formativa. Nesse componente, a educação “mão na massa” complementará as
orientações. Dessa forma, com projetos práticos, planejados, testados, executados e apresentados, os
estudantes irão narrar suas próprias trajetórias na elaboração dos produtos, apresentando-as com o auxílio
de plataformas de narrativas digitais, levando em consideração o feedback/intervenção do docente, dos
colegas de sala e as suas próprias pesquisas a respeito do assunto.
A avaliação partirá, então, de estratégias diversificadas, como: elaboração de rubricas e de conceitos que
darão ao estudante um retorno a respeito dos seus projetos – não só ao longo da produção, como também
no fim dela –, de forma que possa reconhecer e reparar seus erros de percurso, com trabalho colaborativo
e de cunho científico. Nessa perspectiva de “mão na massa”, apresentamos algumas ferramentas de
avaliação que podem ser utilizadas:
62
Portfólios: os estudantes poderão criar portfólios digitais que incluirão os projetos tecnológicos que
desenvolverão ao longo do curso, demonstrando seu progresso e as habilidades adquiridas. Um
portfólio poderá incluir um site ou aplicativo que o estudante criou, juntamente com uma descrição
escrita do projeto e dos desafios que superou. Os estudantes poderão, por exemplo, criar portfólios
interativos apresentando seus projetos individuais, com informações relevantes e recursos adicionais a
partir de links para o YouTube, por exemplo, utilizando plataformas como a Genially. Para a avaliação,
deve-se verificar a estrutura, o conteúdo, a criatividade, a precisão e a correção das informações.
Avaliação de projetos: avaliar os projetos tecnológicos dos estudantes com base em critérios e
rubricas específicas, como funcionalidade, criatividade, usabilidade e eficácia, proporcionando uma
visão abrangente de seu desempenho. Pode-se avaliar - com base em quão bem o estudante atendeu
aos requisitos do projeto - quão criativo foi o design e quão fácil foi para os usuários interagirem com
ele. Pode-se, por exemplo, envolver a criação de um aplicativo que soluciona um problema cotidiano,
como um mapa de localização de pontos de coleta seletiva, envolvendo, também, outras áreas, como a
das Ciências da Natureza;
Avaliação formativa: realizar avaliações contínuas durante o processo de aprendizagem, fornecendo
feedback aos estudantes para poderem ajustar e melhorar seus projetos tecnológicos ao longo do
tempo. O feedback envolverá clareza, eficiência, correção e organização, estimulando revisões e
orientando os ajustes de rota nos projetos;
Apresentações e defesas: permitir que os estudantes apresentem seus projetos tecnológicos para a
turma, demonstrando seu entendimento e capacidade de comunicar suas soluções. Deve-se explicar a
lógica da programação ou dos projetos, o design, a solução objetivada do problema, em uma
perspectiva de trabalho em equipe, com apresentações em grupo;
Avaliação em equipe: avaliar a capacidade dos estudantes de colaborar e trabalhar em equipe em
projetos tecnológicos, considerando a comunicação eficaz, a distribuição de tarefas e a contribuição
individual. Pode-se, por exemplo, investir em um podcast sobre segurança nas redes, com dicas
práticas de privacidade, e os estudantes podem, em equipe, trabalhar nas diferentes etapas, que serão
avaliadas a partir da comunicação eficaz, divisão de tarefas, contribuições e trabalho em equipe;
Autoavaliação e heteroavaliação: encorajar os estudantes a refletirem sobre seu próprio progresso e
competências tecnológicas, promovendo o desenvolvimento de habilidades, além de avaliarem os
colegas a partir de critérios definidos. Pode-se recorrer à capacidade de identificação e resolução de
problemas e a elaboração de uma rubrica justa de reconhecimento de trabalhos individuais e em grupo,
utilizando também ferramentas criativas, lúdicas e dinâmicas de avaliação, como os emojis.
63
Sugestão de rubrica para a avaliação do componente, de maneira geral:
Critérios
Demonstra falta de
Demonstra sólido
compreensão dos Demonstrou Demonstrou
entendimento dos
conceitos e conhecimento básico, conhecimento
conceitos e
Conhecimento habilidades-chave mas carece de avançado em todos
habilidades em TDIC,
tecnológico em TDIC, Cultura compreensão os pilares,
Cultura Digital e
Digital e aprofundada em um aplicando-os de
Pensamento
Pensamento ou mais pilares. maneira eficaz.
Computacional.
Computacional.
Os projetos são
Os projetos são altamente criativos,
Os projetos são Os projetos atendem
criativos, atendem atendem
Projetos inadequados, sem aos requisitos básicos,
aos requisitos e são completamente
tecnológicos originalidade e mas carecem de
eficazes em sua aos requisitos e
eficácia. originalidade e eficácia.
aplicação. são altamente
eficazes.
A colaboração em
A colaboração em
A colaboração em equipe é altamente
equipe é A colaboração em
equipe é eficaz, com eficaz, com
inadequada, com equipe atende aos
boa comunicação, excelente
falta de requisitos mínimos,
Colaboração divisão igualitária de comunicação,
comunicação mas há desafios de
em equipe tarefas e divisão igualitária
eficaz, divisão comunicação, divisão
contribuição de tarefas e
desigual de tarefas desigual de tarefas e
significativa de contribuições
e contribuição contribuição limitada.
todos os membros. notáveis de todos
limitada.
os membros.
Demonstrou
Mostrou entendimento Demonstrou aplicação
Demonstrou falta de aplicação avançada
básico, mas carece de consistente de
compreensão de de princípios éticos e
Uso ético e aplicação consistente princípios éticos e
questões éticas e responsabilidade
responsável de princípios éticos e responsabilidade
responsabilidade digital, promovendo
responsabilidade digital em projetos e
digital. um ambiente online
digital. interações online.
seguro.
Insuficiente
Básico
Intermediário
Avançado
64
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65
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de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
VALENTE, J. A. A espiral da aprendizagem e as tecnologias da informação e comunicação: repensando
conceitos. In: JOLY, M.C. (Ed.) Tecnologia no ensino: implicações para a aprendizagem. São Paulo: Casa
do Psicólogo, 2002. P.15-37.
66
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
81
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES
A adolescência é um período muito particular do desenvolvimento das crianças, no qual ocorre um largo
leque de aquisições e modificações. Por vezes encarada como uma simples fase de transição entre a
infância e a idade adulta, a adolescência é, na realidade, um momento de extrema importância no
desenvolvimento e deve merecer atenção e foco especiais. Nesse período, ocorrem múltiplas alterações
físicas, psicológicas, cognitivas e sociais.
Uma das maiores mudanças e desafios na adolescência é conseguir identificar o que deve ou não ser
experenciado, pois as mudanças cognitivas e emocionais durante o adolescer predispõem os jovens a se
exporem mais do que os adultos a diversas situações. Tal exposição é – a despeito das preocupações e
do necessário acompanhamento por parte de familiares e de outros adultos responsáveis - uma parte
importante do desenvolvimento nessa fase da vida do indivíduo. Envolver-se em situações diversas é
parte do percurso de maturação. Vivenciar coisas novas dá aos adolescentes a chance de ter
experiências que os ajudarão a fazer a transição para suas vidas adultas independentes. Por isso, o
diálogo norteador é importante para ajudá-los a traçar certos percursos, como encontrar uma carreira,
começar a própria família ou mudar para novos lugares.
82
OBJETIVOS
83
COMPETÊNCIAS GERO
A IBSJ EDTOI VCOUSR R Í C U L O P E R N A M B U C O
A competência geral 7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para
formular, negociar e defender ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam
os direitos humanos, a consciência socioambiental e o consumo responsável em âmbito local,
regional e global, com posicionamento ético em relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do
planeta.
A competência geral 8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional,
compreendendo-se na diversidade humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros com
autocrítica e capacidade para lidar com elas.
A competência geral 9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação,
fazendo-se respeitar e promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e
valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e
potencialidades, sem preconceitos de qualquer natureza.
A competência geral 10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade,
resiliência e determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos,
inclusivos, sustentáveis e solidários.
84
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1° BIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir
de inclinações e características pessoais que o permitam
desenvolver seu protagonismo.
Trabalhar em equipe, Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na
reconhecendo em si e equipe.
nos demais membros Estabelecimento e
Definir para si, tendo em vista a função exercida numa equipe, um
semelhanças e divisão das funções em
cronograma de ações individuais que se enquadre no cronograma
diferenças para o uma equipe.
maior da equipe de que faz parte.
enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de
modo a executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as
funções exercidas por cada membro.
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas
finalidades.
Pesquisar em diversas
áreas, exercitando sua Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre
curiosidade intelectual Pesquisa, registro e temas relativos ao espaço social na qual a escola está inserida,
e valorizando seu comparação. valorizando a territorialidade, de maneira a colher material e dados
entendimento de para a construção do produto final da pesquisa.
mundo.
Registrar e expor, de forma sistematizada, dados e informações
recolhidos em espaços e momentos diferentes.
2º TRIMESTRE
Conhecer e compreender alguns gêneros textuais e metodologias
relativos à divulgação de um trabalho de pesquisa.
85
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1º TRIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir de
inclinações e características pessoais, entendendo e respeitando
semelhanças e diferenças entre pares.
Trabalhar em equipe Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na
reconhecendo em si e equipe.
nos demais membros Estabelecimento e
Definir para si, tendo em vista a função exercida dentro de uma
semelhanças e divisão das funções
equipe, um cronograma de ações individuais que se enquadre no
diferenças para o em uma equipe
cronograma maior da equipe de que faz parte.
enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de modo
a executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as
funções exercidas por cada membro.
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas
Pesquisar em diversas finalidades, de modo a contribuir para sua própria experiência e de
áreas, exercitando sua seus colegas de classe.
curiosidade intelectual Pesquisa, registro e Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre temas
e valorizando seu comparação relativos ao espaço social no qual a escola está inserida, observando
entendimento de os detalhes de cada tema escolhido, de maneira a coletar, curar e
mundo. tratar materiais e dados para a construção do produto final da
pesquisa.
2º TRIMESTRE
Registrar e expor - organizadamente e para comparações posteriores
- dados e informações recolhidos em espaços e momentos
Pesquisar em diversas diferentes.
áreas, exercitando sua
Pesquisa, registro e Comparar dados e informações recolhidos em diversas fontes e em
curiosidade intelectual
comparação diferentes situações, de modo a chegar a conclusões derivadas da
e valorizando seu
ação comparativa.
entendimento de
mundo. Propor, a partir da comparação de dados e informações coletadas,
quais são os melhores procedimentos a serem adotados para a
configuração do produto final da pesquisa.
Conhecer e compreender alguns gêneros textuais relativos à
divulgação da pesquisa, entendendo qual é o gênero mais adequado
para a divulgação do próprio trabalho.
Estruturar uma Tratamento das Discutir e decidir, considerando a opinião do professor e dos colegas
pesquisa utilizando a informações de grupo, qual é o melhor gênero textual para a divulgação da
investigação, a coletadas e gêneros pesquisa, levando-se em consideração o tipo de pesquisa e seu
sistematização, a para a estruturação e público-alvo.
discussão e a reflexão divulgação da Redigir o texto da pesquisa na forma do gênero escolhido,
crítica sobre as ideias pesquisa observando o emprego da norma culta para a construção do
encontradas. documento.
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a
deixá-lo pronto para a apresentação/divulgação, obedecendo ao
cronograma de ações preestabelecido pela equipe.
86
7° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
3º TRIMESTRE
Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a
deixá-lo pronto para a apresentação/divulgação, obedecendo ao
cronograma de ações preestabelecido pela equipe.
Organizar a apresentação com a equipe, dividindo as etapas,
delegando as funções de cada membro durante a exposição e, ao
mesmo tempo, contribuindo com o trabalho dos demais colegas do
grupo.
Interagir com o público com clareza, postura e entonação adequadas,
apresentando o conteúdo pesquisado, quando a divulgação for oral,
sendo capaz de atuar com clareza e desenvoltura, demonstrando
Apresentar e divulgar
compreensão real sobre aquilo que está comunicando.
uma pesquisa, de
Modos de
forma clara, Socializar com o público informações importantes da pesquisa,
apresentação de uma
apontando os respondendo a possíveis perguntas, incentivando um debate entre os
pesquisa
resultados presentes e envolvendo-se nele quando for necessário.
encontrados.
Demonstrar para o público - por meio de pôsteres, infográficos, slides
- os resultados da pesquisa, destacando/mostrando seus pontos
importantes e fazendo, de modo claro e objetivo, comentários/
inferências sobre o texto lido.
Produzir e avaliar diferentes gêneros opinativos, cuja escritura e
exposição seja motivada por um tema gerador de interesse dos
estudantes.
Participar de situações de interação em que será necessário opinar
sobre temas de interesse coletivo, fazendo uso de estratégias
argumentativas diversas e demonstrando sempre postura
fundamentada e respeitosa diante dos posicionamentos de terceiros
87
7 º A N O EDSO
T REOUNBTSJUIEN
RTA
OI VS
FOUSG
NEDRAIM
DEAN T A L
As aulas de Laboratório de Aprendizagem devem ser essencialmente práticas. Para Bartzik e Zander
(2016), por intermédio das atividades práticas, os alunos têm a possibilidade de investigar, debater fatos e
ideias, por meio da observação e comparação, favorecendo a construção de conexões entre ciências,
tecnologia e sociedade.
Nessas perspectivas, as atividades experimentais constituem uma ferramenta relevante que permite ao
professor constatar e problematizar o conhecimento prévio dos seus alunos, estimular a pesquisa, a
investigação e a busca da solução de problemas. Todos esses processos precisam considerar as
particularidades dos estudantes em cada ano de escolarização.
Sendo eminentemente interdisciplinar, associado aos conhecimentos atinentes à área de Linguagens (Arte,
Educação Física, Língua Inglesa e Língua Portuguesa), recomenda-se que, quando possível, haja a
contribuição de outros docentes possam contribuir na condução do componente LDA. Essa organização
visa articular saberes diversos em uma construção processual, dialogada e interdependente de objetos de
conhecimento, de habilidades e de competências que ultrapassem as fronteiras entre diferentes domínios
do saber tratados no universo escolar.
Como resultado desse entrecruzamento, esperam-se aprendizagens mais amplas e significativas, uma vez
que fundamentadas numa pluralidade de perspectivas de conteúdo, de práticas e de abordagens
epistemológicas.
6º ANO
A linguagem do projeto deve ser simples e adequada ao grupo de alunos, pois estão em fase de
transição;
As temáticas dos projetos devem ser sugeridas pelos alunos;
Os tipos de pesquisas escolhidas para desenvolver os projetos devem ser citados, mas não
aprofundados teoricamente para os alunos;
88
7º ANO
A linguagem do projeto7 ºdeve
A N ser O EONBeSJadequada
O Dsimples IENTOI VFOUSao
N Dgrupo
A M EdeN alunos,
T A L pois estão em fase de
transição;
As temáticas dos projetos devem ser sugeridas pelos alunos a partir de problemáticas evidenciadas no
território;
Nesta etapa de ensino, os tipos de pesquisas devem ser citados e gradativamente aprofundados;
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
O componente curricular Laboratório de Aprendizagem (doravante LDA), ofertado em três aulas semanais,
constitui-se como um espaço privilegiado para o diálogo, integração e trânsito de saberes e práticas que
são próprias das áreas que compõem o Currículo de Pernambuco dos Anos Finais do Ensino Fundamental
(CPE-AFEF), mas cuja aproximação, propiciadora da superação dos limites instituídos entre os
componentes curriculares específicos, não é apenas necessária, mas também desejável e imperativa,
tendo em vista a natureza orgânica e integrada dos conhecimentos. Assim, no componente LDA, é
essencial promover práticas, atividades, discussões e reflexões que permitam ao estudante perceber que a
natureza supracitada do conhecimento pede uma abordagem — em seu processo de construção, reflexão
e compartilhamento — alicerçada na convergência e no entrelaçamento das áreas do saber contempladas
no principal do documento da educação do estado de Pernambuco, o já mencionado CPE-AFEF.
Desse modo, pelo trabalho no componente LDA, o estudante dos 6º e 7º anos do Ensino Fundamental
Anos Finais poderá — por meio da orientação de seus professores de diferentes disciplinas — exercitar sua
curiosidade intelectual; transformar em ação os conteúdos a que teve acesso durante as aulas da Base
Nacional Comum Curricular (BNCC); experimentar com criatividade, cooperação dos colegas e orientação
do professor no sentido de elaborar hipóteses; propor soluções para problemas de natureza diversa e
vivenciar práticas artísticas e culturais de natureza variada. Para que toda essa movimentação ocorra de
maneira adequada, o estudante precisará assumir o papel de observador crítico e bem fundamentado dos
processos nos quais se envolve e toma parte, mas, sobretudo, o de agente deles. Como produto dessa
postura ativa intermediada no componente em questão, espera-se a elaboração e análise de experimentos
científicos, a confecção de artefatos de natureza tecnológico-digital, entre outras possibilidades mediadas
por práticas de escolarização que privilegiem o fazer e o atuar a partir do encontro entre os conteúdos
escolarizados, a reconstrução destes e os questionamentos originados de um olhar curioso e indagativo
para o mundo.
Fica claro então que o propósito do componente LDA é ensejar aos estudantes oportunidades de vivenciar
o conhecimento — originário de diversas áreas — de maneira articulada e como um processo contínuo de
construção, ação e reflexão. Nessa perspectiva, o LDA colabora para que o estudante se perceba como
protagonista na busca pelo conhecimento e também o caráter significativo deste.
89
De par com essa natureza integradora e convergente do LDA, é imperativo lembrar que o CPE-AFEF —
composto pelas áreas Linguagens, D O EONBSJIEN
7 º A N O Matemática, TOI VFOUSNHumanas,
Ciências D A M E NCiências
T A L da Natureza e Ensino
Religioso — postula como um de seus princípios o trabalho integrado entre os componentes de uma
mesma área e até mesmo de áreas diversas entre si. Trata-se, pois, de vencer a isolamento —
característica de uma prática de ensino compartimentalizada e muitas vezes desvinculada da necessária e
inseparável relação conhecimento escolar, vida, mundo, ação e reflexão — e assumir, por meio do
componente LDA, os riscos e as possibilidades de uma prática educativa que confie no potencial criativo,
investigativo, reflexivo e transformador do estudante, bem como no papel do professor como parceiro
valioso e indispensável no desenvolvimento das potencialidades referidas.
O trabalho com o LDA passa pelo conhecimento dos domínios específicos de práticas e de conteúdos das
diversas áreas constituintes do CPE-AFEF, dos componentes curriculares atinentes a elas, da interlocução
entre as competências (Gerais do CPE, das áreas, dos componentes), entre os objetos de conhecimento
dos componentes e entre suas habilidades. No entanto, é na convergência de todas essas dimensões que
reside a potência do componente. Esse entrecruzamento — pautado na curiosidade, na indagação e no agir
a partir dos conhecimentos vindos dessas variadas dimensões — permite entendê-los, decompô-los,
ressignificá-los e até mesmo, quando possível, reproduzi-los criativamente. Toda essa trajetória de
apreensão, de reelaboração e de ressignificação de saberes considerará, obviamente, as contingências e
as peculiaridades do trato com o conhecimento no universo escolar.
O trabalho integrado entre componentes curriculares e até mesmo entre áreas, que pode assumir
diferentes formas, encontra um espaço importante nos Temas Transversais e Integradores do Currículo.
Esses temas e suas legislações atinentes estão devidamente registrados no texto do Currículo de
Pernambuco, no intervalo da página 32 à página 34. A partir desses e recorrendo à mobilização
compartilhada do instrumental dos componentes e das áreas aludidas, é possível envidar atividades de
ensino-aprendizagem significativas capazes de vencer o isolacionismo disciplinar que caracteriza uma
educação escolar contingenciada por práticas tradicionais avessas à superação de fronteiras entre os
variados componentes curriculares que formam a Matriz.
Esses Temas, além de outros pedagogicamente relevantes, podem receber, via atividades realizadas no
LDA, tratamentos instigantes e criativos, os quais podem contribuir para o engajamento do estudante que
— diante de temas inspiradores, apresentados de forma desafiadora, bem como próximos de suas
inquietações e curiosidades - mobilizará seus conhecimentos prévios, as competências e habilidades que
já traz, com o intuito de aprofundá-las e, desse modo, construir novos saberes. Fica evidente então que o
LDA é um componente por meio do qual os estudantes devem fundamentalmente experienciar e vivenciar
uma relação prática e ativa com conhecimento. Desse maneira, irão, gradativamente, tornando-se
protagonistas em seu percurso de construção de saberes.
90
E S T R A 7TºÉ G
AINAOS D
DOE EONBSJIENTOI VF
EOUA
SNPDRAEM
NEDN
I ZTAAGLE M
Existem diversas estratégias de ensino e aprendizagem que permitem atingir objetivos diferentes. Cabe ao
docente conhecer o leque de estratégias que permitam tornar as aulas mais enriquecedoras e dinâmicas,
potenciadoras de uma aprendizagem significativa de conteúdos específicos das diferentes áreas
científicas, mas também propiciadoras de múltiplas outras aprendizagens.
AVALIAÇÃO
91
dá fundamento - potencializa
7 º A Na Oaplicação
D O EONBde critérios
SJIE
NTOI VFOUSeNde
D Aprocedimentos
M E N T A L avaliativos que, em sua
diversidade e especificidade, fornecem aos professores e estudantes perspectivas significativas de
construção de monitoramento e verificação das aprendizagens promovidas/ construídas com o
desenvolvimento de cada ação. Isso ocorre, principalmente, a partir de sua compreensão como etapa
integrante do processo ensino-aprendizagem que norteia a implementação de cada projeto à luz das Áreas
do Conhecimento Escolar e de cada componente curricular a eles (inter-)relacionados. Em outras palavras,
a perspectiva de operacionalização oferecida pela Pedagogia de Projetos como norte fundamental de
implementação das ações pedagógicas prevê também a inter-relação intencional - intencionalidade
pedagógica - de critérios e procedimentos avaliativos especificamente dirigidos (a) à avaliação
diagnóstica, (b) à avaliação formativa; (c) à avaliação somativa e (d) à autoavaliação ao promover a
consolidação de processos autônomos de construção de conhecimentos radicados no protagonismo
discente devidamente mediado pela intervenção/ prática docente empreendida.
REFERÊNCIAS
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democracia. Trad. Fátima Murad. 2.ed. Porto Alegre: Artmed editora S.A, 2002. p.92.
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dos idosos. Tradução de Maria Helena Franco Monteiro. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1990.
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13.145, de 16 de fevereiro de 2017. Altera a Leis n.º 9.394, de 20 de dezembro de 1996, que estabelece as
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92
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Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
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PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área de
linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
93
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
A Iniciação Científica é um componente Curricular presente desde os Anos Finais do Ensino Fundamental
até o Ensino Médio da Rede Pública Estadual de Pernambuco. Esse componente inicia com os estudantes
do 8º ano do Ensino Fundamental na Portaria n.º 005/2024, que orienta a organização e a vivência da parte
diversificada do Currículo da Rede. A Iniciação Científica tem como ênfase ampliar a capacidade dos
estudantes de investigar a realidade, compreendendo, valorizando e aplicando o conhecimento
sistematizado.
A adolescência é um período em que se intensifica a busca por respostas para perguntas existenciais,
relativas a quem somos e a que lugar ocupamos no mundo, seja no núcleo familiar, nas relações entre
pares ou nas instituições das quais fazemos parte. Esse fenômeno decorre do fato de que é nesse
momento que os adolescentes adquirem capacidades cognitivas e afetivas que lhes permitem um nível
mais aprimorado de abstração, o que possibilita a construção de teorias sobre si e sobre a sociedade em
suas diversas dimensões. Por essa razão, é um momento privilegiado na biografia dos seres humanos,
para a exploração de si e do mundo ao seu redor, para construir modos de vida que sejam satisfatórios,
alinhados aos próprios valores e aos valores coletivos, que prezam pela construção de uma sociedade
ética.
Dessa forma, o componente Iniciação Científica é uma oportunidade para os adolescentes se descobrirem
pesquisadores. O professor realiza o trabalho de orientá-los e despertá-los, para que eles desenvolvam a
capacidade de sentir prazer e alegria no pesquisar e utilizem a criatividade, a qual será direcionada para o
universo da pesquisa. Em resumo, é um momento muito oportuno para introduzi-los no componente
Iniciação Científica, que precisa ser construído e vivenciado por diversos atores e em diferentes âmbitos
da comunidade escolar.
95
Cabe ao professor orientador articular temáticas associadas ao contexto dos estudantes, desenvolver o
conhecimento científico a partir do que já sabem e enfatizar o trabalho com conceitos científicos básicos,
proporcionando aos alunos uma orientação com pesquisadores experientes e promovendo o aprendizado
de técnicas e métodos científicos.
Despertar vocação científica e incentivar novos talentos potenciais entre estudantes para a pesquisa
contribui para melhorar o desempenho deles durante o Ensino Fundamental, além de prepará-los para o
Ensino Médio e para o mundo do trabalho.
OBJETIVOS
Levantar e testar hipóteses sobre variáveis que interferem na explicação ou resolução de problemas,
em processos de diversas naturezas, nas áreas de conhecimento, contextualizando os conhecimentos
em sua realidade local e utilizando procedimentos e linguagens adequados à investigação científica.
96
O COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS COM BASE NO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO
A seguir, apresentamos as principais Competências Gerais do Currículo de Pernambuco, que podem ser
trabalhadas no componente:
1. Valorizar e utilizar os conhecimentos historicamente construídos sobre o mundo físico, social, cultural e
digital para entender e explicar a realidade, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma
sociedade justa, democrática e inclusiva.
2. Exercitar a curiosidade intelectual e recorrer à abordagem própria das ciências, incluindo a investigação,
a reflexão, a análise crítica, a imaginação e a criatividade, para investigar causas, elaborar e testar
hipóteses, formular e resolver problemas e criar soluções (inclusive tecnológicas) com base nos
conhecimentos das diferentes áreas.
3. Valorizar e fruir as diversas manifestações artísticas e culturais, das locais às mundiais, e também
participar de práticas diversificadas da produção artístico-cultural.
4. Utilizar diferentes linguagens – verbal (oral ou visual-motora, como Libras, e escrita), corporal, visual,
sonora e digital –, bem como conhecimentos das linguagens artísticas, matemática e científica para se
expressar e partilhar informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir
sentidos que levem ao entendimento mútuo.
5. Compreender, utilizar e criar tecnologias digitais de informação e comunicação de forma crítica,
significativa, reflexiva e ética nas diversas práticas sociais (incluindo as escolares) para se comunicar,
acessar e disseminar informações, produzir conhecimentos, resolver problemas e exercer protagonismo e
autoria na vida pessoal e coletiva.
6. Valorizar a diversidade de saberes e vivências culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências
que lhe possibilitem entender as relações próprias do mundo do trabalho e fazer escolhas alinhadas ao
exercício da cidadania e ao seu projeto de vida, com liberdade, autonomia, consciência crítica e
responsabilidade.
7. Argumentar com base em fatos, dados e informações confiáveis, para formular, negociar e defender
ideias, pontos de vista e decisões comuns que respeitem e promovam os direitos humanos, a consciência
socioambiental e o consumo responsável em âmbito local, regional e global, com posicionamento ético em
relação ao cuidado de si mesmo, dos outros e do planeta.
8. Conhecer-se, apreciar-se e cuidar de sua saúde física e emocional, compreendendo-se na diversidade
humana e reconhecendo suas emoções e as dos outros com autocrítica e capacidade para lidar com elas.
9. Exercitar a empatia, o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação, fazendo-se respeitar e
promovendo o respeito ao outro e aos direitos humanos, com acolhimento e valorização da diversidade de
indivíduos e de grupos sociais, seus saberes, identidades, culturas e potencialidades, sem preconceitos de
qualquer natureza.
10. Agir pessoal e coletivamente com autonomia, responsabilidade, flexibilidade, resiliência e
determinação, tomando decisões com base em princípios éticos, democráticos, inclusivos, sustentáveis e
solidários.
97
ESTRUTURA SUGERIDA
O componente será ofertado para todos os estudantes do 8º e 9º ano das escolas de 45h, com a
organização por turmas. O componente possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para
tempo integral.
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
Linguagens: utilizar diferentes linguagens (artísticas, corporais, motoras) para expressar ideias e
sentimentos, em contextos variados, permitindo o diálogo, a resolução de conflitos e a cooperação na
busca e produção do conhecimento científico. Por meio das linguagens, é possível defender pontos de
vista que respeitem o outro e promovam os direitos humanos, a consciência socioambiental e o
consumo responsável em âmbito local, regional e global, atuando criticamente frente a questões do
mundo contemporâneo, com respeito à diversidade de saberes, identidades e culturas.
Matemática: pesquisar sobre a Matemática no cotidiano aplicável às ações sociais como ferramenta
de modelagem matemática para leitura e interpretação de dados sociais assim como possibilidades de
leitura e raciocínio que envolvam, por exemplo: uso da porcentagem, interpretação de tabelas e
gráficos, taxa de juros, entre outras. Capacitar os estudantes a compreenderem conceitos científicos e
aplicá-los em situações do cotidiano, levando-os não apenas à memorização de fórmulas e teorias,
mas também a entender como a ciência funciona e se relaciona com o mundo real.
Ciências Humanas: interpretar e expressar sentimentos, crenças e dúvidas com relação a si, aos outros
e às diferentes culturas com base nos instrumentos de investigação das Ciências Humanas,
promovendo o acolhimento e a valorização da diversidade de indivíduos e de grupos sociais, seus
saberes, identidades, culturas e potencialidades sem preconceitos de qualquer natureza.
98
Ciências da Natureza: compreender conceitos fundamentais e estruturas explicativas das Ciências da
Natureza, bem como dominar processos, práticas e procedimentos da investigação científica, de modo
a sentir segurança no debate de questões científicas, tecnológicas, socioambientais e do mundo do
trabalho, continuar aprendendo e colaborar para a construção de uma sociedade justa, democrática e
inclusiva. Assim, a ampliação progressiva do saber, a capacidade de abstração, a autonomia e o
pensamento crítico são referenciais para uma formação científica em Ciências nos Anos Finais do
Ensino Fundamental.
Para atingir os objetivos propostos no componente, a Investigação Científica está balizada em focos
pedagógicos que enfatizam o passo a passo para vivência de percurso formativo, tendo em vista a
realização de uma pesquisa científica em quaisquer áreas do conhecimento e/ou componente curricular.
Em primeiro lugar, a formulação do problema da pesquisa traz a perspectiva de delimitar o tema que se
pretende estudar, mediado por um problema relevante e conferir sentido para o pesquisador.
A próxima etapa refere-se ao levantamento, formulação e testagem de hipóteses, destinada à exploração
das obras e do tema pesquisado, a partir da análise das variáveis apresentadas pelo problema e de suas
possíveis hipóteses. No entanto, importa saber que, para desvelar respostas confiáveis e pertinentes, o
processo investigativo deve garantir a relevância e fidedignidade das fontes investigadas. Daí, segue-se a
seleção de informações e fontes confiáveis, da qual se instituem critérios de uma curadoria responsável,
preocupando-se em estabelecer ligação com a pergunta e as hipóteses elaboradas para o problema de
pesquisa.
99
Outra etapa fundamental, nesse processo, é a análise dos dados e interpretação dos resultados
encontrados. Nesse ponte, deve-se detalhar estratégias para potencializar a interpretação, elaboração e
uso ético das informações coletadas a fim de melhor utilizar os conhecimentos gerados para solucionar
problemas diversos.
Tradicionalmente, a iniciação científica é tratada com grande rigor acadêmico, de forma metódica e com
técnicas inflexíveis que coíbem muitas vezes a criatividade e autonomia do estudante pesquisador.
Contudo, ressaltamos a importância de trazer aspectos como criatividade e autonomia para serem
trabalhados, atrelados aos objetivos do componente, aos focos pedagógicos e aos contextos dos
estudantes para esta fase dos Anos Finais do Ensino Fundamental. Tal importância vincula-se a estarmos
construindo o caminho da iniciação científica com a intenção de que se examinem dimensões complexas
e relacionais presentes tanto no conhecimento científico quanto no cotidiano escolar.
O desenvolvimento dessa unidade curricular; porém, pretende trazer uma compilação de conceitos,
elementos fundamentais e práticas pedagógicas para subsidiar o trabalho do professor. Este deve tecer
seus planejamentos de forma autônoma e crítica, fomentado nos documentos orientadores, nas suas
experiências enquanto professor pesquisador e em outras fontes de estudo que achar pertinentes.
AVALIAÇÃO
A avaliação deve atender à finalidade de promover a tomada de consciência dos estudantes sobre o
próprio aprendizado e a identificação das lacunas que exigem mais reflexões para que a iniciação
científica seja construída. Assim, sugerimos que sejam adotadas as seguintes premissas e instrumentos
de avaliação:
O processo avaliativo deve ser processual, contínuo; e o professor deve organizar outros aspectos que
contribuam para a qualificação e ressignificação do ensino-aprendizagem. Nesse sentido, objetiva-se que
os estudantes cheguem a conclusões para o problema apresentado, baseados em dados científicos, como
também que estes comuniquem todo o processo investigativo para grupos de indivíduos, utilizando-se das
normas científicas de diferentes áreas de conhecimento.
100
REFERÊNCIAS
101
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
1º TRIMESTRE
2º TRIMESTRE
Buscar, selecionar e discutir, com o apoio do
professor, informações de interesse sobre fenômenos
sociais e naturais locais, regionais e nacionais, em
textos que circulam em meios impressos e/ou
A pesquisa na Educação Básica digitais, e na comunidade escolar.
Apresentar, construir e Acessar e comparar informações de pesquisas
divulgar uma pesquisa, de apresentadas por meio de tabelas, gráficos e textos
forma clara, apontando os para melhor compreender aspectos da realidade
resultados encontrados e próxima.
tendo a preocupação de
evidenciar os procedimentos Conhecer e diferenciar ciência, conhecimento
empregados no processo nas científico e do senso comum, bem como suas
diversas etapas da ação características, com orientação do professor.
investigativa.
A ciência e a produção do
conhecimento científico Conhecer as normas técnicas da pesquisa científica,
considerando um problema de pesquisa.
102
8° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO
OBJETOS DE CONHECIMENTO HABILIDADES
COMPONENTE
3º TRIMESTRE
Apresentar, construir e Compreender, formular e redigir o problema de
divulgar uma pesquisa, de pesquisa.
forma clara, apontando os
resultados encontrados e Levantamento, formulação e Compreender, formular e redigir as hipóteses da
tendo a preocupação de escrita do problema, hipóteses pesquisa.
evidenciar os procedimentos e objetivos de pesquisa do TCF
empregados no processo nas Compreender, formular e redigir o objetivo geral e
diversas etapas da ação específicos da pesquisa.
investigativa.
102
9° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIAS DO OBJETOS DE
HABILIDADES
COMPONENTE CONHECIMENTO
1º TRIMESTRE
2º TRIMESTRE
Promover atividades que discutam sobre ética na
pesquisa, ética digital e responsabilidade online,
desenvolvendo as boas práticas científicas e
demarcando deveres profissionais.
103
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
Dessa forma, é necessário para a construção da ementa da eletiva os seguintes elementos que constituem
a estrutura relativamente estável do documento: DESCRIÇÃO DO COMPONENTE, O COMPONENTE E OS
ADOLESCENTES, OS OBJETIVOS, AS HABILIDADES ESPECÍFICAS E OS OBJETOS DO CONHECIMENTO, O
COMPONENTE E AS COMPETÊNCIAS GERAIS da BNCC COM BASE NO CURRÍCULO DE PERNAMBUCO, A
ESTRUTURA SUGERIDA, A INTEGRAÇÃO CURRICULAR, AS ESTRATÉGIAS DE ENSINO E A APRENDIZAGEM
E AVALIAÇÃO.
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES
Nesse elemento da ementa, o professor deve descrever qual a relação da temática da eletiva com as
adolescências do ponto de vista biológico, cognitivo e social.
OBJETIVOS
No elemento OBJETIVOS, o professor deve descrever o que os estudantes deverão conhecer, compreender,
analisar e avaliar ao longo do componente.
105
HABILIDADES ESPECÍFICAS E OBJETOS DO CONHECIMENTO
Nesse elemento, o professor deve listar as habilidades específicas e objetos do conhecimento que devem
constituir o componente.
Essa parte da ementa deve ser composta por Competências Gerais do Currículo de Pernambuco que
dialogam diretamente com os objetos de conhecimento, habilidades específicas de aprendizagem e
práticas pedagógicas abordadas no componente, possibilitando o protagonismo do aprendente.
ESTRUTURA SUGERIDA
O componente Eletiva deve ser ofertado anualmente do 6º ao 9º ano com carga horária de duas horas-
aula.
Para melhor compreensão pedagógica, as habilidades deverão ser divididas por ano e trimestre, conforme
o modelo abaixo.
106
6° ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL
COMPETÊNCIA DO OBJETOS DO
HABILIDADES ESPECÍFICAS
COMPONENTE CONHECIMENTO
1° TRIMESTRE
Compreender a sua função como membro de uma equipe a partir de
inclinações e características pessoais que lhe permitam desenvolver seu
protagonismo.
Trabalhar em equipe Interpretar os comandos relativos às funções a serem exercidas na equipe.
reconhecendo em si e nos
Estabelecimento e Definir para si, tendo em vista a função exercida numa equipe, um cronograma
demais membros
divisão das funções em de ações individuais que se enquadre no cronograma maior da equipe de que
semelhanças e diferenças
uma equipe faz parte.
para o enriquecimento do
processo. Reconhecer o papel do líder e dos demais colegas de equipe, de modo a
executar a sua função da melhor maneira possível.
Coordenar as ações dentro da equipe, levando em consideração as funções
exercidas por cada membro.
2° TRIMESTRE
Experimentar e vivenciar os diferentes tipos de pesquisa e suas finalidades.
Pesquisar em diversas Desenvolver pesquisa de campo, buscando informações sobre temas relativos
áreas, exercitando sua ao espaço social na qual a escola está inserida, valorizando a territorialidade, de
Pesquisa, registro e
curiosidade intelectual e maneira a colher material e dados para a construção do produto final da
comparação
valorizando seu pesquisa.
entendimento de mundo.
Registrar e expor de forma sistematizada dados e informações recolhidos em
espaços e momentos diferentes.
Estruturar uma pesquisa, Conhecer e compreender alguns gêneros textuais e metodologias relativos à
utilizando a investigação, Tratamento das divulgação de um trabalho de pesquisa.
a sistematização, a informações coletadas
discussão e a reflexão e gêneros para a
crítica sobre as ideias estruturação e Discutir e decidir, considerando a opinião do professor e dos colegas de grupo,
encontradas. divulgação da pesquisa qual é o melhor gênero textual para a divulgação da pesquisa.
Redigir o texto da pesquisa, podendo optar por uma elaboração final na forma
de gêneros diversos, considerando os diferentes tipos de público a que ele se
destina, bem como os diferentes suportes por meio dos quais ele pode ser
veiculado.
3° TRIMESTRE
Estruturar uma pesquisa,
Tratamento das
utilizando a investigação,
informações coletadas
a sistematização, a Revisar o texto produzido para o registro da pesquisa, de maneira a deixá-lo
e gêneros para a
discussão e a reflexão pronto para a apresentação/divulgação.
estruturação e
crítica sobre as ideias
divulgação da pesquisa
encontradas.
Organizar a apresentação com a equipe, dividindo as etapas e delegando as
funções de cada membro durante a exposição.
Apresentar e divulgar
uma pesquisa, de forma Interagir com o público com clareza, postura e entonação adequadas,
clara, apontando os apresentando o conteúdo pesquisado, quando a divulgação for oral.
resultados encontrados e Modos de
tendo a preocupação de apresentação de uma Socializar com o público informações importantes da pesquisa, respondendo a
evidenciar os pesquisa possíveis perguntas e também motivando essa audiência a questionar sobre os
procedimentos procedimentos empregados e os resultados obtidos na investigação realizada.
empregados para chegar
até eles. Demonstrar para o público - por meio de pôsteres, infográficos, slides - os
resultados da pesquisa, destacando/mostrando seus pontos importantes e
fazendo, de modo claro e objetivo, comentários/inferências sobre o texto lido.
107
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
Esse tópico sugere que a ementa possua uma proposta interdisciplinar baseada na inserção dos
componentes curriculares de diferentes áreas de conhecimento.
ESTRATÉGIAS SUGERIDAS
As estratégias de ensino e aprendizagem são técnicas utilizadas pelos professores com o objetivo de
ajudar o estudante a construir conhecimento. Essas técnicas são essenciais para extrair o melhor
aproveitamento do aprendente, ajudando-o a adquirir a habilidade que se deseja que ele alcance. Cabe ao
docente conhecer diversas estratégias que permitam tornar as aulas mais enriquecedoras e dinâmicas,
potencializadoras de uma aprendizagem significativa de conteúdos específicos das diferentes áreas de
conhecimento, mas também propiciadoras de múltiplas outras aprendizagens. Seguem algumas
estratégias:
AVALIAÇÃO
S
A avaliação é a última etapa do processo de planejamento da Eletiva, momento em que o educador irá
verificar se os objetivos da ementa foram atingidos. Os procedimentos avaliativos podem ser variados
como: avaliação diagnóstica, avaliação formativa, avaliação somativa, autoavaliação, e promovem a
consolidação de processos autônomos de construção de conhecimentos, ancorada no protagonismo
discente devidamente mediado pela intervenção/ prática docente.
108
SUGESTÕES
Seguem algumas temáticas sugestivas de serem trabalhadas como Eletivas I. É importante destacar que
elas devem dialogar com os Temas Transversais e Integradores do Currículo de Pernambuco:
109
SUGESTÕES
REFERÊNCIAS
Segundo a Associação Brasileira de Normas Técnicas (ABNT), referências é o conjunto de elementos que
permite a identificação, no todo ou em parte, de documentos impressos ou registros em diversos tipos de
materiais. (ABNT, 2000, p. 2). Dessa maneira, elas servem como um guia essencial para estudantes,
pesquisadores e professores na elaboração e apresentação de um trabalho acadêmico. As referências são
essenciais para posterior consulta, orientam e são ferramentas basilares na construção da ementa. É
possível utilizá-las de maneira prática e eficiente, garantindo que o texto atenda aos padrões de qualidade
desejados.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do Estado de
Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino fundamental: área
de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes Municipais de Educação ;
coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório; apresentação Frederico da Costa
Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
110
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
O objetivo é tanto promover a recomposição das aprendizagens que deixaram de ocorrer por
razões diversas – inclusive as perdas consequentes das restrições do período mais agudo da
pandemia – quanto aprofundar aquelas que já vêm em trajetória de construção. Para atingir
ambos os propósitos, o componente se apoia nos pilares da educação integral: aprender a
conhecer, aprender a fazer, aprender a viver juntos e aprender a ser, como também na
territorialidade. Essa última dimensão leva em conta o espaço físico e social em que o estudante
está inserido, considerando os conteúdos atinentes a esse lócus, as relações cotidianas entre os
indivíduos que fazem parte dele, o valor e a função de objetos que preenchem esses espaços.
Enfim, com base na territorialidade, a escola e a comunidade onde ela está inserida são vistas
como interconectadas, de modo que precisam ser apreciadas e vivenciadas conforme as suas
particularidades, mas especialmente no trânsito e no diálogo de suas influências recíprocas.
É imperativo lembrar que essa consecução dos direitos acima mencionados precisa estar
atrelada à observância do Currículo de Pernambuco e de sua materialização nas escolas por
meio dos direcionamentos instituídos no projeto político-pedagógico de cada uma delas. Tendo
em vista isso, fica claro que os componentes em pauta correspondem a um espaço privilegiado
na trajetória de construção de conhecimento dos estudantes, observando os direcionamentos
mais amplos estabelecidos pelo CPE e o tratamento particular que este recebe quando da
intermediação do PPP próprio de cada unidade escolar.
112
DESCRIÇÃO DO COMPONENTE
O COMPONENTE E OS ADOLESCENTES
113
OBJETOS DE CONHECIMENTO
6º Ano:
1. Proporcionar espaços de aprendizagens centrados no estudante, em suas inspirações, em
suas necessidades a fim de despertar o interesse pelo aprender a conhecer;
2. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
3. Ampliar conhecimentos de uma área do conhecimento (Matemáticas e suas Tecnologias,
Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e Ciências Humanas);
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.
7º Ano:
1. Impulsionar o processo de aprendizagem dos adolescentes por meio de diversas estratégias
de ensino, considerando estudantes em diferentes níveis de aprendizagem;
2. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar os talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.
8º Ano:
1. Articular diversas iniciativas de ensino para acelerar e reparar a aprendizagem dos estudantes;
2. Ampliar conhecimentos das áreas previstas no Currículo de Pernambuco (Matemáticas e suas
Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e
Ciências Humanas);
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.
9º Ano:
1. Aprimorar práticas pedagógicas para apoiar o desenvolvimento por parte dos estudantes de
habilidades do Currículo de Pernambuco em que sejam identificadas defasagens de construção;
2. Ampliar conhecimentos de uma área do Currículo de Pernambuco (Matemáticas e suas
Tecnologias, Linguagens e suas Tecnologias, Ciências da Natureza e suas Tecnologias e
Ciências Humanas);
3. Aprofundar os conhecimentos dos adolescentes nos diferentes componentes curriculares a
partir de diagnoses;
4. Potencializar talentos dos adolescentes por meio de diversas estratégias de ensino-
aprendizagem nas diversas áreas.
114
COMPETÊNCIAS GERAIS DO CPE, OBJETOS DO CONHECIMENTO E HABILIDADES ESPECÍFICAS
115
A Competência Geral 4 utiliza diferentes linguagens para se expressar e partilhar
informações, experiências, ideias e sentimentos em diferentes contextos e produzir sentidos
que levem ao entendimento mútuo.
A Competência Geral 6 é vivenciada a fim de valorizar a diversidade de saberes e vivências
culturais e apropriar-se de conhecimentos e experiências que possibilitam aos estudantes as
suas relações com o mundo e fazer escolhas alinhadas ao exercício da cidadania e ao seu
projeto de vida.
A Competência Geral 8 é mobilizada nos momentos de desenvolvimento intencional de
competências socioemocionais e da autonomia dos estudantes, contribuindo para seu
autoconhecimento e sua saúde física e emocional.
A Competência Geral 9 é o exercício da empatia, da cooperação, do diálogo, da resolução de
conflitos para se fazer respeitar e promover o respeito ao outro.
A Competência Geral 10 promove por meio de estratégias e práticas pedagógicas o
desenvolvimento da autonomia, da responsabilidade, da flexibilidade, da resiliência e da
determinação.
ESTRUTURA SUGERIDA
O componente será ofertado para todos os estudantes do 6º ao 9º ano, com a organização por
turmas. Possui carga horária sugerida para matrizes curriculares para tempo integral e tempo
parcial. Consulte as matrizes sugeridas e seus tempos.
A enturmação dos estudantes deve ser realizadas nas séries da etapa dos Anos Finais: 6º, 7º,
8º e 9º anos. Recomenda-se que o professor responsável por ministrar o componente tenha
interesse em construir conhecimentos com os estudantes, dispondo-se a estimulá-los e
orientá-los de forma fundamentada e sistematizada. Sugere-se ainda que os momentos de
planejamento coletivo contemplem a integração entre o trabalho deste professor com os
demais docentes da escola.
INTEGRAÇÃO CURRICULAR
A integração curricular faz parte da busca pelo desenvolvimento integral dos estudantes em
todas as suas dimensões. Isso engloba não apenas os conhecimentos e práticas
compartilhados entre as diversas áreas de conhecimento e os componentes curriculares, mas
também as Competências Gerais da Educação Básica, a adoção de metodologias ativas, o
planejamento integrado e as práticas avaliativas. Todos esses elementos estão
interconectados por estratégias compartilhadas por toda a equipe docente, a fim de conferir
consistência e coerência ao processo de ensino.
116
ESTRATÉGIAS DE ENSINO E APRENDIZAGEM
AVALIAÇÃO
117
REFERÊNCIAS
BRASIL. Ministério da Educação. Base Nacional Comum Curricular. Brasília: MEC, 2018.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Educação - Uma perspectiva para o século XXI. Editora Canção
Nova: São. Paulo, 2008.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Por uma Educação Interdimensional. Disponível
em:https://alfredoreisviegas.files.wordpress.com/2017/07/educacao-interdimensional.pdf.
Acesso em jan. 2024.
COSTA, Antônio Carlos Gomes da; VIEIRA, Maria Adenil. Protagonismo juvenil: adolescência,
educação e participação democrática. 2. Ed. São Paulo: FTD; Salvador, BA: Fundação
Odebrecht, 2006.
COSTA, Antônio Carlos Gomes. Aventura pedagógica: caminhos e descaminhos de uma ação
educativa. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus Faciendi, 2001.
COSTA, Antônio Carlos Gomes da; COSTA, Alfredo Carlos Gomes da; PIMENTEL, Antônio de
Pádua Gomes. Educação e Vida: um guia para o adolescente. 2. Ed. Belo Horizonte: Modus
Faciendi, 2001.
COSTA, Antônio C. G. da. Pedagogia da presença: da solidão ao encontro. 2ª ed. Belo Horizonte:
Modus Faciendi, 2001.
COVEY, Sean. Os 7 hábitos dos Adolescentes altamente eficazes: o guia definitivo de sucesso
para o adolescente. São Paulo: editora Nova Cultural, 1999, p. 122-3.
Criatividade, juventude e novos horizontes profissionais. Disponível em:<
http://www.zahar.com.br/livro/criatividade-juventude- -e-novos-horizontes-profissionais>.
Acesso em fevereiro de 2024.
LEMOS, Ronaldo. Aprender a aprender. Disponível em:
https://www.observatoriodaimprensa.com.br/e-noticias/_ed838_aprender_a_aprender/.
Acessado em 14/02/2024.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 125, DE 10 DE JULHO DE 2008. Diário Oficial do
Estado de Pernambuco – Poder Executivo, Recife,11 de julho de 2008.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 364, DE 30 DE JUNHO DE 2017. Diário Oficial do
Estado de Pernambuco – Poder Executivo, Recife, 01 DE JULHO DE 2017.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 450, DE 22 DE ABRIL DE 2021.
PERNAMBUCO. LEI COMPLEMENTAR N.º 485, DE 31 DE MARÇO DE 2022.
PERNAMBUCO. Secretaria de Educação e Esportes. Currículo de Pernambuco: ensino
fundamental: área de linguagens/ Secretaria de Educação e Esportes, União dos Dirigentes
Municipais de Educação; coordenação Ana Coelho Vieira Selva, Sônia Regina Diógenes Tenório;
apresentação Frederico da Costa Amâncio, Maria Elza da Silva. – Recife: A Secretaria, 2019.
PERRENOUD, Philippe. Dez novas competências para ensinar. Porto Alegre: Artmed, 2000.
123