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Folclore

A crônica folclórica apresenta uma mistura de mitos e lendas com o cotidiano, celebrando tradições e histórias que permeiam a vida brasileira. Ela narra a passagem de memórias e experiências de geração em geração, refletindo a essência cultural do Brasil. A narrativa destaca a importância das histórias que nos conectam, independentemente de onde estejamos no mundo.

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Fabricio Rial
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A crônica folclórica apresenta uma mistura de mitos e lendas com o cotidiano, celebrando tradições e histórias que permeiam a vida brasileira. Ela narra a passagem de memórias e experiências de geração em geração, refletindo a essência cultural do Brasil. A narrativa destaca a importância das histórias que nos conectam, independentemente de onde estejamos no mundo.

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Hoje, um dia entre muitos outros, eu dou início à primeira das crônicas

folclóricas. Desde já quero que não se pense serem estas duas coisas contrárias,
pois afirmo, enquanto criador, que minha criação é coisa biforme; mistura do mito e
lenda com o simples e banal; é extraordinário no ordinário.
Minha crônica é a história da pipa empinada, do pião rodando, da criança
contando e se escondendo. É a tradição do pega-pega, da mãe da rua, da dança
das cadeiras, sem se esquecer, do Boi-Bumbá, da Festa de São João, do Carnaval .
É o riso da irmã, o choro do irmão: é da felicidade que passa de vô para pai, de pai
para filho e de filho para filho do filho do filho.
É também da Maria, dessa gente que ri quando deve chorar. É da mulher que
foi menina; da gata borralheira sem príncipe; da Lua sem o Sol. Daquela que não é
nem Iara nem freira; da mulher de Atenas que já vive em São Paulo: é história que
passa de vó para mãe, de mãe para filha e de filha para filha da filha da filha, sem
que a história seja a mesma.
É história das histórias, lendas das lendas. Do velho vizinho no banco falando
de um Saci que fugira de sua garrafa; do Curupira que um dia encontrara; e daquela
cidade encantada de Jericoacoara. História da estátua que sobre o dono caiu por
maldição; do fantasma de SeiLáDasQuantas; fantasma que passa de boca para
boca e em boca a morar no Paquetá, deixado por um tal general.
Por fim é história sem fim, daquelas que todos carregam um pouquinho
consigo, das que nos tornam brasileiros estando em Paris ou Hong Kong. É a
história que nos faz trocar de camisa a cada erro, que nos faz manter o chinelo com
a alça para cima, que nos faz na virada do ano desejar que oxalá Deus nos proteja.
É história do brasileiro que não está no Brasil, mas leva mais que metais, pedras e
areia; carrega aquilo que passou do Avô para o pai para o vizinho para o viajante
que deu-a ao tio do amigo - carrega aquilo é realmente o Brasil, a essência que
nada pode roubar ou mudar.

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