RELATÓRIO DE ESTÁGIO BÁSICO I - PSICOLOGIA SOCIAL
Nome: Anne Gabriely Henrique dos Santos
Local de estágio: Centro de Convivência do Idoso - CCI
Data: 11/06/2025 Horário de início: 13:00 Término: 17:00
Orientador: Marciele Cristina Alexandretti
Semestre: 3° Período letivo: 2025/01
RELATÓRIO 1
1. Descrição das atividades realizadas;
O presente relatório refere-se à atividade de estágio realizada no dia 11 de junho de
2025, referente ao tema, Relações interpessoais, no Centro de Convivência do Idoso (CCI),
localizado na Rua dos Esportes, n.º 362-632 – A, no município de Alta Floresta – MT. A
visita técnica foi conduzida com o objetivo de proporcionar aos acadêmicos uma vivência
prática no atendimento e convivência com o público idoso, promovendo ações interativas e de
lazer. A observação científica foi aplicada como ferramenta para análise do ambiente, das
interações sociais e das respostas comportamentais dos idosos durante as atividades propostas.
O Centro de Convivência do Idoso apresenta uma estrutura física modesta, composta
por uma entrada e uma saída, espaço climatizado por quatro aparelhos de ar-condicionado. O
ambiente, de dimensões reduzidas, conta com um único bebedouro, uma cozinha equipada e
dois banheiros — feminino e masculino —, cada um contendo cinco cabines sanitárias,
espelho, álcool em gel, lenços e papel higiênico, indicando boas práticas de higiene e
acessibilidade.
A recepção aos idosos teve início com a reprodução de músicas sertanejas, criando um
clima descontraído. Os participantes chegaram em vans e ônibus, totalizando 141 idosos
presentes. A primeira atividade foi a leitura de um poema de Charles Chaplin, promovendo
reflexão e emoção. Com a chegada contínua dos participantes, iniciaram-se as danças
espontâneas, momento em que se observou expressiva participação e interação entre os
idosos.
Posteriormente, os estagiários serviram como um lanche leve, pipoca. A seguir,
organizou-se uma sessão de alongamento físico orientado, logo em seguida ocorreu a dança
da música “Boneca de Lata”. Após a atividade, realizou-se uma apresentação musical com a
canção “Amar como Jesus amou”, que despertou sentimentos de harmonia e conforto. Por
fim, foi oferecido bolo de chocolate acompanhado de suco de laranja, encerrando as ações do
dia de forma acolhedora e satisfatória.
Durante toda a atividade, tendo como ponto de vista uma análise científica, observei
aspectos importantes do comportamento dos idosos, como a valorização do contato humano, a
resposta positiva a estímulos sonoros e motores, e a influência da música e dos movimentos
na melhoria do estado emocional. A interação entre equipe e idosos também se mostrou
fundamental para o engajamento e bem-estar coletivo.
As ações desenvolvidas no CCI demonstraram a relevância do trabalho com o público
idoso em ambientes coletivos de convivência. A observação científica contribuiu para analisar
com maior profundidade o impacto das atividades propostas no comportamento dos idosos,
ressaltando a importância da empatia, acolhimento e estímulos físicos e emocionais para essa
faixa etária. O estágio permitiu não apenas a aplicação de conteúdos teóricos, mas também o
desenvolvimento de habilidades sociais e profissionais fundamentais na atuação futura.
2. Referencial Teórico
Relações Interpessoais
Conforme Guita Grin Debert (1999), em sua obra A reinvenção da velhice:
socialização e processos de reprivatização do envelhecimento, as relações interpessoais são
de extrema importância no processo de envelhecimento, desempenhando um papel crucial na
adaptação do idoso ao longo da vida. As interações sociais têm um impacto direto na
qualidade de vida dos idosos, contribuindo para o seu bem-estar emocional, psicológico e
social. Debert (1999) argumenta que, à medida que envelhecemos, as mudanças nos papéis
sociais e nas interações podem afetar profundamente a percepção do idoso sobre si mesmo e
sobre o seu papel na sociedade.
Desse modo, muitas vezes o isolamento social é uma consequência direta do processo
de envelhecimento, especialmente quando os idosos se veem afastados de seus círculos
familiares e sociais. Esse afastamento pode ser causado por diversos fatores, como a
aposentadoria, a perda de amigos e a diminuição das atividades físicas, o que leva à
reprivatização da vida do idoso, ou seja, uma redução da sua participação ativa em grupos e
espaços coletivos. A falta de interações sociais significativas pode resultar em sentimentos de
solidão e até de inutilidade, afetando a autoestima e a saúde mental do idoso. Segundo Debert
As relações interpessoais são essenciais em todas as fases da vida, mas adquirem um papel
ainda mais significativo durante a velhice. Nesta etapa, muitos idosos enfrentam mudanças
importantes, como a aposentadoria, o afastamento de familiares, ou mesmo a perda de
amigos próximos. Tais fatores podem levar ao isolamento social, solidão e até mesmo à
depressão. Nesse contexto, os Centros de Convivência para Idosos (CCIs) surgem como
espaços fundamentais para a promoção de vínculos sociais e da qualidade de vida (Neri,
2014).
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Dificuldade e transtorno de aprendizagem.
Conforme o Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais – 5 (DSM-V), o
transtorno de aprendizagem tem origem no aspecto aspectos biológicos, genéticos, ambientais
e epigenéticos, fatores que influenciam na capacidade do cérebro em processar ou receber
informações, tratando-se de um transtorno do neurodesenvolvimento.
Os transtornos funcionais específicos da aprendizagem podem ser definidos como uma
disfunção do Sistema Nervoso Central, portanto, um problema neurológico relacionado a uma
falha na aquisição ou no processamento, ou ainda no armazenamento da informação, portanto
de caráter funcional, envolvendo áreas e circuitos neuronais específicos em determinado
momento do desenvolvimento (American Psychiatnc Association, 2014).
Alguns transtornos de aprendizagem são: transtorno de leitura ou dislexia, transtorno
de escrita (disortografia ) o qual gera dificuldade de aprendizagem , transtorno de matemática
( discalculia) o mesmo não está relacionado a falta de habilidades relacionados a matemática,
mas na forma com a qual a criança associa o conhecimento no meio com a qual está inserida.
Crianças com dificuldade de aprendizagem podem apresentar autoestima baixa por
não alcançar objetivos esperados, ou até mesmo não o mesmo acompanhamento dos colegas
de classe ao realizarem uma mesma atividade, podem se sentir incapaz, contudo, se faz
necessário desenvolver atividades conforma habilidade dos mesmos, de maneira que possam
realizas, afim de sentir-se motivados a cada nova conquista em suas atividades, sempre
ressaltando os pontos positivos dos mesmos. Segundo o Manual de Diagnóstico e Estatístico
de Transtornos Mentais - DSM-V (American Psychiatnc Association):
O transtorno específico da aprendizagem pode ter consequências funcionais
negativas ao longo da vida, incluindo baixo desempenho acadêmico, taxas mais altas
de evasão do ensino médio, menores taxas de educação superior, níveis altos de
sofrimento psicológico e pior saúde mental geral, taxas mais elevadas de
desemprego e subemprego e renda menor. [...] O transtorno específico da
aprendizagem está associado a risco aumentado de ideação e tentativas de suicídio
em crianças, adolescentes e adultos (2014, p.114)
E ainda é importante levar em conta que, muitos desses alunos recebem uma cobrança
maior, até mesmo por falta de diagnóstico, informação e ou compressão dos familiares e
quando não se há um olhar atencioso por parte do educado pode haver uma cobrança a mais
com relação ao mesmo.
O tratamento para crianças que sofrem com transtorno de aprendizagem não com
intervenções, psicoterápicas, psicopedagógicas, fonoaudiológica, e também a frequência na
sala de aula de reforço, conhecidas como sala de recurso das quais são oferecidas pela escola,
alguns crianças em casos mais graves necessitam fazer o uso de medicamentos, e participarem
de educativos individuais e intensivos, e independente do caso, se faz necessários que a
criança continue a assistir e participar das atividades normais da escola.
O documento Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva da Educação
Inclusiva (BRASIL, 2008, p.15), estabelece que,
na perspectiva da educação inclusiva, a educação especial passa a constituir a
proposta pedagógica da escola, definindo como seu público-alvo os alunos com
deficiência, transtornos globais de desenvolvimento e altas
habilidades/superdotação. Nestes casos e outros, que implicam em transtornos
funcionais específicos, a educação especial atua de forma articulada com o ensino
comum, orientando para o atendimento às necessidades educacionais especiais
desses alunos.
O profissional que faz o acompanhamento do caso pode realizar contato com a escola
para definir pontos e garantir uma maior qualidade relacionada ao desenvolvimento e
processo de aprendizagem da criança, a fim de conhecer se a instituição é capas de oferecer
recursos para suprir as necessidade e demandas.
3. Conclusão
4. Referências Bibliográficas
AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION. Diagnostic and Statistical Manual of
Mental Disorders, Fifth Edition (DSM-V). Arlington, VA: American Psychiatric
Association, 2013.
BRASIL. Política nacional de educação especial na perspectiva da educação inclusiva.
Brasília, 2008. Disponível em: http://portal.mec.gov.br/arquivos/pdf/politicaeducespecial.pdf.
Acesso em: 16 de outubro de 2023.
INSERIR AS FUNDAMENTAÇÕES UTILIZADAS.
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INSERIR NOME DO ALUNO Maciele
Estagiária (o) Orientadora