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Lógica Matematica Av2

O documento aborda conceitos fundamentais da lógica, incluindo implicações lógicas, regras de inferência e formas normais de proposições. Exemplos práticos ilustram a aplicação de regras como Modus Ponens, Silogismo Disjuntivo e a definição de argumentos válidos. Além disso, discute a tradução de sentenças em notação simbólica e a utilização de quantificadores na lógica de predicados.

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Lógica Matematica Av2

O documento aborda conceitos fundamentais da lógica, incluindo implicações lógicas, regras de inferência e formas normais de proposições. Exemplos práticos ilustram a aplicação de regras como Modus Ponens, Silogismo Disjuntivo e a definição de argumentos válidos. Além disso, discute a tradução de sentenças em notação simbólica e a utilização de quantificadores na lógica de predicados.

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1.

Implicações Lógicas Elementares

Exemplo:

 Proposição: "Se está chovendo (c), então o chão está molhado


(p)".
 Na forma c⇒p(é uma tautologia), isso significa que se chover, o
chão estará molhado.

Tabela Verdade:

2. Regra de Simplificação

Exemplo:

 Proposição: "João tem carro (p) e tem moto (q)".


 A partir de p∧q, podemos concluir que p é verdadeira.

Tabela Verdade:

3. Regra de Adição

Exemplo:

 Proposição: "João tem carro (p)".


 Podemos concluir que disjunção de p com outra qualquer outra
proposição também é verdadeira "João tem carro ou tem moto
(p∨q)".

Tabela Verdade:

4. Modus Ponens

Exemplo:

 Proposição: "Se João tem carro (p), então ele é rico (q)". Sabemos
que s que a proposição p (João tem carro) é verdadeira.
 Conclusão: "João é rico".

Tabela Verdade:

5. Modus Tollens

Exemplo:

 Proposição: "Se João tem carro (p), então ele é rico (q)". Sabemos
que a proposição q (João não é rico) é falsa.
 Conclusão: "João não tem carro".

Tabela Verdade:
6. Silogismo Disjuntivo

Exemplo:

 Proposição: "João tem carro ou moto (p∨q)". Sabemos que uma


das suas componentes p (João não tem carro) é falsa (¬p). Podemos
concluir que a outra componente q é necessariamente verdadeira.
 Conclusão: "João tem moto (q)".

Tabela Verdade:
7. Redução ao Absurdo

Exemplo:

 Proposição: "Se João estuda, então ele passa na prova (p⇒q) ".
Suponha que João estudou, mas não passou.
 Conclusão: Isto seria uma contradição (⊥ / C).

Tabela Verdade:

8. Importação-Exportação

Exemplo:

 Proposição: "Se João estuda e faz exercícios (p∧q), então ele passa
na prova (r)" é equivalente a "Se João estuda (p), então se ele fizer
exercícios (q), ele passa na prova (r)".

Tabela Verdade:
1. Definição de Forma Normal
 Forma Normal (FN): Uma fórmula proposicional está na Forma

o Negação: ¬
Normal quando contém, no máximo, os conectivos:

o Conjunção: ∧

Literal: Um literal é uma proposição simples p ou a negação de


o Disjunção: V

uma proposição simples ¬p.


Exemplos:

o ¬q: Literal
o p: Literal

o p∧q: Não é literal (é uma conjunção).

2. Forma Normal Disjuntiva (FND)


A Forma Normal Disjuntiva (FND) é uma fórmula escrita como uma
disjunção (∨) de conjunções (∧) de literais.

Exemplo:

Dada a fórmula:

H: (¬p∧q)∨(¬r∧¬q∧p)∨(p∧s)
 Cada termo é uma conjunção de literais.
 A fórmula final é uma disjunção desses termos.
3. Forma Normal Conjuntiva (FNC)
A Forma Normal Conjuntiva (FNC) é uma fórmula escrita como uma
conjunção (∧) de disjunções (V) de literais.

Exemplo:

Dada a fórmula:

H: (¬p∨q)∧(¬r∨¬q∨p)∧(p∨s)
 Cada termo é uma disjunção de literais.
 A fórmula final é uma conjunção desses termos.

H= p→q
4. Exemplo Prático: FND e FNC da Fórmula

Forma Normal Disjuntiva (FND)

1. Tabela-Verdade para H= p→q:

2. Selecionar as linhas com H=VH :


3. Conjunções de Literais:
a. p∧q
b. ¬p∧q
c. ¬p∧¬q
4. FND:

H=(p∧q)∨(¬p∧q)∨(¬p∧¬q)

Forma Normal Conjuntiva (FNC) da fórmula H:p↔q.

Passo a Passo para Obter a FNC de p↔q

1. Tabela-Verdade da Fórmula p↔q

2. Selecionar as Linhas com H=FH = FH=F

Precisamos encontrar as disjunções para as linhas onde p↔q=F:


3. Construção das Disjunções de Literais

Para cada linha onde H=FH = FH=F, escrevemos as disjunções de literais


conforme a regra:

 Linha 2 (p=V e q=F):

Linha 3 (p=F e q=V):


o Construa a disjunção com os valores negados: ¬p∨q

o Construa a disjunção com os valores negados: p∨¬q

4. Conjunção das Disjunções Encontradas

A Forma Normal Conjuntiva (FNC) é a conjunção das disjunções


encontradas:

H:(¬p∨q)∧(p∨¬q)

Conclusão

 A fórmula p↔q na Forma Normal Conjuntiva (FNC) é:


(¬p∨q)∧(p∨¬q)
 Definição de Argumento:
o Um argumento é um conjunto de proposições, chamadas de
premissas/hipótese, seguidas por uma conclusão/tese. O
objetivo é avaliar se a conclusão segue logicamente das
premissas.

Exemplo:

o Premissas:
 P1: "Todos os cearenses são humoristas."
 P2: "Todos os humoristas gostam de música."
o Conclusão:
 Q: "Todos os cearenses gostam de música."
o Aqui, a conclusão decorre logicamente das premissas, sendo
um argumento válido.
 Validade do Argumento:
o Um argumento é considerado válido se, sempre que as
premissas forem verdadeiras, a conclusão também for
verdadeira.
o Importante destacar que a validade do argumento não
depende da veracidade das premissas, mas sim da estrutura
lógica do argumento.
 Notação Formal:
o Utiliza-se a notação:
P1, P2, ..., Pn ├ Q

Onde as proposições P1, P2, ...,Pn acarretam a conclusão Q.

O argumento é valido se e somente se a condicional associada


P1^P2^P3, ..., Pn ├ Q
For tautológico:
P1^P2^P3, ..., Pn ⇒ Q
 Regras de Inferência:
o São padrões lógicos que permitem deduzir a validade de um
argumento.
o Exemplos de Regras de Inferência:
 Adição(AD):

 Modus Ponens:

 Simplificação (SIMP):

 Conjunção (CONJ):

 Modus Tollens:

 Absorção (ABS):

 Silogismo Hipotético:

 Silogismo Disjuntivo (SD):


 Exportação (EXP):

 Dupla Negação (DN):

Demonstração de validade do argumento

Condicional associada

 Demonstração Formal:
o A demonstração de validade de argumentos utiliza uma
sequência de aplicações das regras de inferência.
o Exemplo:

Dicas Práticas:

 Modus Ponens é uma das regras mais utilizadas e intuitivas.


 Lei de De Morgan é útil para transformar expressões complexas
de negação em formas mais simples.
 Ao lidar com implicações, sempre tente supor o antecedente para
deduzir o consequente.
 Nos casos de bi-implicação (A↔B), trabalhe provando A→B e B→A
separadamente.
Predicados e Objetos

 Predicado: Uma propriedade ou característica que pode ser


atribuída a um objeto. Exemplo: B(x), onde B significa "é bonito".
 Objeto: Um elemento do universo de discurso. Exemplo: J para
João.

Sentenças predicadas são proposições formadas aplicando predicados


a objetos específicos. Exemplo:

 B(J): "João é bonito".

2. Quantificadores

 Quantificador Universal (∀): Indica que a proposição é

o Exemplo: ∀x B(x) significa "Todos os x são bonitos".


verdadeira para todos os elementos do universo.

 Quantificador Existencial (∃): Indica que existe pelo menos um

o Exemplo: ∃x B(x) significa "Existe algum x que é bonito".


elemento do universo para o qual a proposição é verdadeira.

3. Tradução de Sentenças em Português para Notação


Simbólica

Aqui estão alguns exemplos de tradução:

 Sentenças em português:

 ∀x B(x)
o "Todas as pessoas são bonitas."

 ∃x (A(x)∧¬B(x)
o "Existe alguém que é alto e feio."

 ∀x (A(x)→B(x))
o "Toda pessoa alta é bonita."

 ∀x∀y(B(y)→G(x,y))
o "Todo mundo gosta de quem é bonito."
4. Exemplos com Tabela de Verdade

Exemplo 1: "Todos são bonitos ou casados"

Universo U={x1,x2,J}
B(x): xxx é bonito.

C(x): xxx é casado.



JJJ VVV VVV


 Traduzindo: ∀x (B(x)∨C(x))\forall x \, (B(x) \lor C(x))∀x(B(x)∨C(x))

o (B(x1)∨C(x1))∧(B(x2)∨C(x2))∧(B(J)∨C(J))=(F∨V)∧(F∨F)∧(V
 Valor lógico:

∨V)=V∧F∧V=F

Conclusão: A sentença é falsa porque nem todos os elementos do


universo satisfazem a condição.

5. Negação de Sentenças Predicadas

A aplicação da regra de De Morgan permite transformar sentenças com


quantificadores:

 Negação do universal: ¬(∀x P(x))≡∃x ¬P(x)


o "Nem todas as pessoas são bonitas" é equivalente a "Existe

Negação do existencial: ¬(∃x P(x))≡∀x ¬P(x)


alguém que não é bonito".

o "Não existe alguém bonito" é equivalente a "Todas as pessoas
são feias".
6. Sentenças Válidas

Uma sentença é válida se seu valor lógico é verdadeiro para todas as


interpretações possíveis. Exemplos:

 (∀x)[P(x)∨¬P(x)]:
o Esta sentença é válida, pois para qualquer x, P(x) ou ¬P(x)
sempre será verdadeiro, uma vez que é uma tautologia.

∃x (¬B(x)∧¬C(x))
 "Existe alguém feio e solteiro."

∀x [B(x)→(∃y G(y,x))]
 "Toda pessoa bonita é gostada por alguém."

Regras de Inferência

No cálculo de predicados, as regras de inferência da lógica proposicional


são válidas, mas adaptadas para trabalhar com quantificadores.

Exemplo:

¬F(a)∨(∃x)F(x), (∃x)F(x)→P
 Premissas:

Conclusão a ser provada: F(a)→P

Demonstração:

1. ¬F(a)∨(∃x)F(x) (Premissa)
2. (∃x)F(x)→P (Premissa)
3. F(a) (Hipótese)
4. (∃x)F(x) (Silogismo Disjuntivo, de 1 e 4)
5. P (Modus Ponens, de 2 e 4)
6. F(a)→P (Condicional, de 3 e 5)

2. Eliminação Universal (ou Instanciação Universal)

 Permite substituir o quantificador universal (∀x) por um termo


qualquer.

Premissas: (∀x)[H(x)→M(x)], H(s) ├ M(s)


 Exemplo:

Conclusão: M(s)
Demonstração:
1. (∀x)[H(x)→M(x)] (Premissa)
2. H(s) (Premissa)
3. H(s)→M(s) (Eliminação Universal de 1)
4. M(s) (Modus Ponens de 2 e 4)
3. Introdução Universal

 Quando um termo específico não ocorre em nenhuma outra


fórmula, ele pode ser quantificado universalmente.

Premissas: (∀x)[P(x)→C(x)], (∀x)[C(x)→L(x)]


 Exemplo:

Conclusão: (∀x)[P(x)→L(x)]

Demonstração:
1. (∀x)[P(x)→C(x)] (Premissa)
2. (∀x)[C(x)→L(x)] (Premissa)
3. P(a)→C(a) (Eliminação Universal de 1)
4. C(a)→L(a) (Eliminação Universal de 2)
5. P(a)→L(a) (Silogismo Hipotético de 3 e 4)
6. (∀x)[P(x)→L(x)] (Introdução Universal de 5)

4. Introdução Existencial

 Quando uma fórmula é verificada para um termo específico, o


quantificador existencial (∃x) pode ser introduzido.
 Exemplo:
Premissa: (∀x)[F(x)∨G(x)] ├ (∃x)[F(x)∨G(x)]
1. (∀x)[F(x)∨G(x)] (Premissa)
2. F(a)∨G(a) (Eliminação Universal de 1)
3. (∃x)[F(x)∨G(x)] (Introdução Existencial de 2)

5. Eliminação Existencial

 Permite eliminar o quantificador existencial (∃x), substituindo-o por


um símbolo específico que satisfaz a fórmula.
 Exemplo:
o Premissa: (∃x)[F(x)∧G(x)] ├ (∃x)F(x)
o Demonstração:
1. (∃x)[F(x)∧G(x)] (Premissa)
2. F(a)∧G(a) (Eliminação Existencial)
3. F(a) (Simplificação de 2)
4. (∃x)F(x) (Introdução Existencial de 3)

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