1.
Implicações Lógicas Elementares
Exemplo:
Proposição: "Se está chovendo (c), então o chão está molhado
(p)".
Na forma c⇒p(é uma tautologia), isso significa que se chover, o
chão estará molhado.
Tabela Verdade:
2. Regra de Simplificação
Exemplo:
Proposição: "João tem carro (p) e tem moto (q)".
A partir de p∧q, podemos concluir que p é verdadeira.
Tabela Verdade:
3. Regra de Adição
Exemplo:
Proposição: "João tem carro (p)".
Podemos concluir que disjunção de p com outra qualquer outra
proposição também é verdadeira "João tem carro ou tem moto
(p∨q)".
Tabela Verdade:
4. Modus Ponens
Exemplo:
Proposição: "Se João tem carro (p), então ele é rico (q)". Sabemos
que s que a proposição p (João tem carro) é verdadeira.
Conclusão: "João é rico".
Tabela Verdade:
5. Modus Tollens
Exemplo:
Proposição: "Se João tem carro (p), então ele é rico (q)". Sabemos
que a proposição q (João não é rico) é falsa.
Conclusão: "João não tem carro".
Tabela Verdade:
6. Silogismo Disjuntivo
Exemplo:
Proposição: "João tem carro ou moto (p∨q)". Sabemos que uma
das suas componentes p (João não tem carro) é falsa (¬p). Podemos
concluir que a outra componente q é necessariamente verdadeira.
Conclusão: "João tem moto (q)".
Tabela Verdade:
7. Redução ao Absurdo
Exemplo:
Proposição: "Se João estuda, então ele passa na prova (p⇒q) ".
Suponha que João estudou, mas não passou.
Conclusão: Isto seria uma contradição (⊥ / C).
Tabela Verdade:
8. Importação-Exportação
Exemplo:
Proposição: "Se João estuda e faz exercícios (p∧q), então ele passa
na prova (r)" é equivalente a "Se João estuda (p), então se ele fizer
exercícios (q), ele passa na prova (r)".
Tabela Verdade:
1. Definição de Forma Normal
Forma Normal (FN): Uma fórmula proposicional está na Forma
o Negação: ¬
Normal quando contém, no máximo, os conectivos:
o Conjunção: ∧
Literal: Um literal é uma proposição simples p ou a negação de
o Disjunção: V
uma proposição simples ¬p.
Exemplos:
o ¬q: Literal
o p: Literal
o p∧q: Não é literal (é uma conjunção).
2. Forma Normal Disjuntiva (FND)
A Forma Normal Disjuntiva (FND) é uma fórmula escrita como uma
disjunção (∨) de conjunções (∧) de literais.
Exemplo:
Dada a fórmula:
H: (¬p∧q)∨(¬r∧¬q∧p)∨(p∧s)
Cada termo é uma conjunção de literais.
A fórmula final é uma disjunção desses termos.
3. Forma Normal Conjuntiva (FNC)
A Forma Normal Conjuntiva (FNC) é uma fórmula escrita como uma
conjunção (∧) de disjunções (V) de literais.
Exemplo:
Dada a fórmula:
H: (¬p∨q)∧(¬r∨¬q∨p)∧(p∨s)
Cada termo é uma disjunção de literais.
A fórmula final é uma conjunção desses termos.
H= p→q
4. Exemplo Prático: FND e FNC da Fórmula
Forma Normal Disjuntiva (FND)
1. Tabela-Verdade para H= p→q:
2. Selecionar as linhas com H=VH :
3. Conjunções de Literais:
a. p∧q
b. ¬p∧q
c. ¬p∧¬q
4. FND:
H=(p∧q)∨(¬p∧q)∨(¬p∧¬q)
Forma Normal Conjuntiva (FNC) da fórmula H:p↔q.
Passo a Passo para Obter a FNC de p↔q
1. Tabela-Verdade da Fórmula p↔q
2. Selecionar as Linhas com H=FH = FH=F
Precisamos encontrar as disjunções para as linhas onde p↔q=F:
3. Construção das Disjunções de Literais
Para cada linha onde H=FH = FH=F, escrevemos as disjunções de literais
conforme a regra:
Linha 2 (p=V e q=F):
Linha 3 (p=F e q=V):
o Construa a disjunção com os valores negados: ¬p∨q
o Construa a disjunção com os valores negados: p∨¬q
4. Conjunção das Disjunções Encontradas
A Forma Normal Conjuntiva (FNC) é a conjunção das disjunções
encontradas:
H:(¬p∨q)∧(p∨¬q)
Conclusão
A fórmula p↔q na Forma Normal Conjuntiva (FNC) é:
(¬p∨q)∧(p∨¬q)
Definição de Argumento:
o Um argumento é um conjunto de proposições, chamadas de
premissas/hipótese, seguidas por uma conclusão/tese. O
objetivo é avaliar se a conclusão segue logicamente das
premissas.
Exemplo:
o Premissas:
P1: "Todos os cearenses são humoristas."
P2: "Todos os humoristas gostam de música."
o Conclusão:
Q: "Todos os cearenses gostam de música."
o Aqui, a conclusão decorre logicamente das premissas, sendo
um argumento válido.
Validade do Argumento:
o Um argumento é considerado válido se, sempre que as
premissas forem verdadeiras, a conclusão também for
verdadeira.
o Importante destacar que a validade do argumento não
depende da veracidade das premissas, mas sim da estrutura
lógica do argumento.
Notação Formal:
o Utiliza-se a notação:
P1, P2, ..., Pn ├ Q
Onde as proposições P1, P2, ...,Pn acarretam a conclusão Q.
O argumento é valido se e somente se a condicional associada
P1^P2^P3, ..., Pn ├ Q
For tautológico:
P1^P2^P3, ..., Pn ⇒ Q
Regras de Inferência:
o São padrões lógicos que permitem deduzir a validade de um
argumento.
o Exemplos de Regras de Inferência:
Adição(AD):
Modus Ponens:
Simplificação (SIMP):
Conjunção (CONJ):
Modus Tollens:
Absorção (ABS):
Silogismo Hipotético:
Silogismo Disjuntivo (SD):
Exportação (EXP):
Dupla Negação (DN):
Demonstração de validade do argumento
Condicional associada
Demonstração Formal:
o A demonstração de validade de argumentos utiliza uma
sequência de aplicações das regras de inferência.
o Exemplo:
Dicas Práticas:
Modus Ponens é uma das regras mais utilizadas e intuitivas.
Lei de De Morgan é útil para transformar expressões complexas
de negação em formas mais simples.
Ao lidar com implicações, sempre tente supor o antecedente para
deduzir o consequente.
Nos casos de bi-implicação (A↔B), trabalhe provando A→B e B→A
separadamente.
Predicados e Objetos
Predicado: Uma propriedade ou característica que pode ser
atribuída a um objeto. Exemplo: B(x), onde B significa "é bonito".
Objeto: Um elemento do universo de discurso. Exemplo: J para
João.
Sentenças predicadas são proposições formadas aplicando predicados
a objetos específicos. Exemplo:
B(J): "João é bonito".
2. Quantificadores
Quantificador Universal (∀): Indica que a proposição é
o Exemplo: ∀x B(x) significa "Todos os x são bonitos".
verdadeira para todos os elementos do universo.
Quantificador Existencial (∃): Indica que existe pelo menos um
o Exemplo: ∃x B(x) significa "Existe algum x que é bonito".
elemento do universo para o qual a proposição é verdadeira.
3. Tradução de Sentenças em Português para Notação
Simbólica
Aqui estão alguns exemplos de tradução:
Sentenças em português:
∀x B(x)
o "Todas as pessoas são bonitas."
∃x (A(x)∧¬B(x)
o "Existe alguém que é alto e feio."
∀x (A(x)→B(x))
o "Toda pessoa alta é bonita."
∀x∀y(B(y)→G(x,y))
o "Todo mundo gosta de quem é bonito."
4. Exemplos com Tabela de Verdade
Exemplo 1: "Todos são bonitos ou casados"
Universo U={x1,x2,J}
B(x): xxx é bonito.
C(x): xxx é casado.
JJJ VVV VVV
Traduzindo: ∀x (B(x)∨C(x))\forall x \, (B(x) \lor C(x))∀x(B(x)∨C(x))
o (B(x1)∨C(x1))∧(B(x2)∨C(x2))∧(B(J)∨C(J))=(F∨V)∧(F∨F)∧(V
Valor lógico:
∨V)=V∧F∧V=F
Conclusão: A sentença é falsa porque nem todos os elementos do
universo satisfazem a condição.
5. Negação de Sentenças Predicadas
A aplicação da regra de De Morgan permite transformar sentenças com
quantificadores:
Negação do universal: ¬(∀x P(x))≡∃x ¬P(x)
o "Nem todas as pessoas são bonitas" é equivalente a "Existe
Negação do existencial: ¬(∃x P(x))≡∀x ¬P(x)
alguém que não é bonito".
o "Não existe alguém bonito" é equivalente a "Todas as pessoas
são feias".
6. Sentenças Válidas
Uma sentença é válida se seu valor lógico é verdadeiro para todas as
interpretações possíveis. Exemplos:
(∀x)[P(x)∨¬P(x)]:
o Esta sentença é válida, pois para qualquer x, P(x) ou ¬P(x)
sempre será verdadeiro, uma vez que é uma tautologia.
∃x (¬B(x)∧¬C(x))
"Existe alguém feio e solteiro."
∀x [B(x)→(∃y G(y,x))]
"Toda pessoa bonita é gostada por alguém."
Regras de Inferência
No cálculo de predicados, as regras de inferência da lógica proposicional
são válidas, mas adaptadas para trabalhar com quantificadores.
Exemplo:
¬F(a)∨(∃x)F(x), (∃x)F(x)→P
Premissas:
Conclusão a ser provada: F(a)→P
Demonstração:
1. ¬F(a)∨(∃x)F(x) (Premissa)
2. (∃x)F(x)→P (Premissa)
3. F(a) (Hipótese)
4. (∃x)F(x) (Silogismo Disjuntivo, de 1 e 4)
5. P (Modus Ponens, de 2 e 4)
6. F(a)→P (Condicional, de 3 e 5)
2. Eliminação Universal (ou Instanciação Universal)
Permite substituir o quantificador universal (∀x) por um termo
qualquer.
Premissas: (∀x)[H(x)→M(x)], H(s) ├ M(s)
Exemplo:
Conclusão: M(s)
Demonstração:
1. (∀x)[H(x)→M(x)] (Premissa)
2. H(s) (Premissa)
3. H(s)→M(s) (Eliminação Universal de 1)
4. M(s) (Modus Ponens de 2 e 4)
3. Introdução Universal
Quando um termo específico não ocorre em nenhuma outra
fórmula, ele pode ser quantificado universalmente.
Premissas: (∀x)[P(x)→C(x)], (∀x)[C(x)→L(x)]
Exemplo:
Conclusão: (∀x)[P(x)→L(x)]
Demonstração:
1. (∀x)[P(x)→C(x)] (Premissa)
2. (∀x)[C(x)→L(x)] (Premissa)
3. P(a)→C(a) (Eliminação Universal de 1)
4. C(a)→L(a) (Eliminação Universal de 2)
5. P(a)→L(a) (Silogismo Hipotético de 3 e 4)
6. (∀x)[P(x)→L(x)] (Introdução Universal de 5)
4. Introdução Existencial
Quando uma fórmula é verificada para um termo específico, o
quantificador existencial (∃x) pode ser introduzido.
Exemplo:
Premissa: (∀x)[F(x)∨G(x)] ├ (∃x)[F(x)∨G(x)]
1. (∀x)[F(x)∨G(x)] (Premissa)
2. F(a)∨G(a) (Eliminação Universal de 1)
3. (∃x)[F(x)∨G(x)] (Introdução Existencial de 2)
5. Eliminação Existencial
Permite eliminar o quantificador existencial (∃x), substituindo-o por
um símbolo específico que satisfaz a fórmula.
Exemplo:
o Premissa: (∃x)[F(x)∧G(x)] ├ (∃x)F(x)
o Demonstração:
1. (∃x)[F(x)∧G(x)] (Premissa)
2. F(a)∧G(a) (Eliminação Existencial)
3. F(a) (Simplificação de 2)
4. (∃x)F(x) (Introdução Existencial de 3)