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Regulamento

O documento formaliza a alteração do regulamento do Vinland Fundo Incentivado em Investimento em Debêntures de Infraestrutura, adequando-o à nova legislação. A partir de 18 de setembro de 2024, o fundo passará a seguir os novos requisitos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterada. O fundo é administrado pela INTRAG e tem como objetivo principal investir em debêntures e ativos de infraestrutura, com benefícios fiscais para os cotistas que cumprirem as condições estabelecidas.

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Hugo Leonardo
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O documento formaliza a alteração do regulamento do Vinland Fundo Incentivado em Investimento em Debêntures de Infraestrutura, adequando-o à nova legislação. A partir de 18 de setembro de 2024, o fundo passará a seguir os novos requisitos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterada. O fundo é administrado pela INTRAG e tem como objetivo principal investir em debêntures e ativos de infraestrutura, com benefícios fiscais para os cotistas que cumprirem as condições estabelecidas.

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INSTRUMENTO PARTICULAR DE ALTERAÇÃO DO

VINLAND FUNDO INCENTIVADO EM INVESTIMENTO EM


DEBÊNTURES DE INFRAESTRUTURA RENDA FIXA
CRÉDITO PRIVADO ATIVO LONGO PRAZO
CNPJ 50.862.124/0001-54

Pelo presente instrumento, o administrador INTRAG DISTRIBUIDORA DE


TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA., com sede na Av. Brigadeiro Faria Lima,
3500 - 4° andar - Itaim Bibi - São Paulo - SP, inscrito no CNPJ sob nº 62.418.140/0001-31,
neste ato legalmente representado por seus procuradores, nos termos do artigo 47, I, da
Instrução 555/2014, da Comissão de Valores Mobiliários, RESOLVE:

(i) Alterar o regulamento do Fundo, a fim de adequá-lo aos novos requisitos estabelecidos
nos termos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterado pela Lei nº 14.801/2024.

O Regulamento do Fundo, devidamente consolidado, passará a vigorar a partir de 18.09.2024,


conforme anexo.

São Paulo (SP), 18 de setembro de 2024.

INTRAG DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA.


Administrador do Fundo
REGULAMENTO DO VINLAND FUNDO INCENTIVADO EM INVESTIMENTO EM DEBÊNTURES DE
INFRAESTRUTURA RENDA FIXA CRÉDITO PRIVADO ATIVO LONGO PRAZO
CNPJ 50.862.124/0001-54

1. PRESTADORES DE SERVIÇO

1.1. ADMINISTRADOR
INTRAG DISTRIBUIDORA DE TÍTULOS E VALORES MOBILIÁRIOS LTDA., sociedade empresária limitada, com sede
na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Av. Brigadeiro Faria Lima, nº 3.500, 4º andar, Itaim Bibi, inscrita no
CNPJ sob o nº 62.418.140/0001-31, habilitada para a administração de carteiras de investimento conforme Ato
Declaratório CVM nº 2528, de 29 de julho de 1993.

1.2. GESTOR
VINLAND CAPITAL MANAGEMENT CRÉDITO PRIVADO GESTORA DE RECURSOS LTDA., Rua Amauri, nº 255, 5º
andar, Jardim Europa, São Paulo – SP, CNPJ nº 31.846.872/0001-07, ato declaratório CVM nº 17043, de 01/04/2019.

1.3. CUSTÓDIA, TESOURARIA E ESCRITURAÇÃO DE COTAS


ITAÚ UNIBANCO S.A., instituição financeira, com sede na Cidade de São Paulo, Estado de São Paulo, na Praça Alfredo
Egydio de Souza Aranha, nº 100, Torre Olavo Setubal, inscrita no CNPJ sob o nº 60.701.190/0001-04, habilitada para a
prestação da atividade de custódia de ativos financeiros conforme Ato Declaratório CVM nº 1.524 de 23 de outubro de
1990.

2. PÚBLICO ALVO
O FUNDO, a critério do ADMINISTRADOR, receberá recursos de fundos de investimento e pessoas físicas, clientes do
ADMINISTRADOR, do GESTOR ou de empresas direta ou indiretamente a eles ligadas.
2.1. Este FUNDO observará os limites aplicáveis à investidores não qualificados.

3. CARACTERÍSTICAS DO FUNDO
O FUNDO é constituído como condomínio aberto, com prazo indeterminado de duração e classificado como “Renda Fixa”.

4. POLÍTICA DE INVESTIMENTO
O objetivo do FUNDO é aplicar seus recursos preponderantemente em debêntures e outros ativos de infraestrutura que
atendam aos requisitos de isenção estabelecidos na Lei nº 12.431, de 24 de junho de 2011 (“Ativos de Infraestrutura” e
“Lei nº 12.431/2011”, respectivamente), conforme alterada, não podendo ser inferior a 85% (oitenta e cinco por cento) do
valor de referência do FUNDO, conforme escalonamento descrito no item 4.3 abaixo, bem como, com relação aos valores
remanescentes em seu patrimônio líquido, nos demais ativos financeiros previstos neste regulamento (“Regulamento”), a
critério do GESTOR e independentemente de deliberação em assembleia geral de Cotistas (“Política de Investimento”).
4.1. O GESTOR terá discricionariedade na seleção e diversificação das Debêntures Incentivadas e outros ativos, que
atendam ao item 4, acima, e dos demais ativos de liquidez da carteira do FUNDO, desde que seja respeitada a Política de
Investimento prevista neste Regulamento, não tendo o GESTOR nenhum compromisso formal de concentração em
nenhum setor específico, respeitados eventuais limites de concentração aplicáveis nos termos deste Regulamento e da
regulamentação aplicável, sendo que o valor de aquisição das Debêntures e outros ativos Incentivados de Infraestrutura e
ainda dos demais ativos de liquidez pelo FUNDO poderá ou não ser composto por um ágio e/ou deságio, a exclusivo
critério do GESTOR.
4.1.2. A estratégia de cobrança das Debêntures e outros ativos Incentivados de Infraestrutura, bem como dos ativos de
liquidez que eventualmente estiverem inadimplentes será estabelecida e implementada pelo GESTOR, mediante a adoção
dos procedimentos pertinentes aos respectivos ativos financeiros, observada a natureza e características de cada um dos
Ativos de Infraestrutura e dos ativos de liquidez de titularidade do FUNDO.
4.2. Nos termos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterada, o “valor de referência” de que trata este item 4 será o menor
valor entre o patrimônio líquido do FUNDO e a média do patrimônio líquido do FUNDO nos 180 (cento e oitenta) dias
anteriores à data de apuração.
4.3. Nos termos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterada, exclusivamente para fins fiscais, após os primeiros 180 (cento e
oitenta) dias e até o 2º (segundo) ano, ambos os prazos contados da data da primeira integralização de cotas do FUNDO,
a carteira deste deverá ser composta por, no mínimo, 67% (sessenta e sete por cento) de seu valor de referência em
Debêntures e outros ativos Incentivados de Infraestrutura.
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4.3.1. Observado o disposto no item 4.3. acima, após o 2º (segundo) ano contado da data da primeira integralização de
cotas do FUNDO, a carteira deste deverá ser composta por, no mínimo, 85% (oitenta e cinco por cento) de seu valor de
referência em Debêntures e outros ativos Incentivados de Infraestrutura.
4.4. Desde que atendidos os requisitos previstos nos itens 4.3. e 4.3.1 acima, os Cotistas do FUNDO terão a alíquota do
imposto sobre a renda, incidente sobre os rendimentos produzidos pelo FUNDO, reduzida a:
a) 0% (zero por cento), quando pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no
exterior, que realizar operações financeiras no País de acordo com as normas e condições estabelecidas pelo
Conselho Monetário Nacional, exceto em país que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a
20% (vinte por cento);
b) 0% (zero por cento), quando auferidos por pessoa física;
c) 15% (quinze por cento), quando auferidos por pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou
arbitrado e por pessoa jurídica isenta ou optante pelo Simples Nacional.
4.4.1. Não se aplica o tratamento tributário previsto no item 4.4. se, em um mesmo ano-calendário, a carteira do fundo de
investimento não cumprir as condições estabelecidas nos itens 4.3 e 4.3.1 acima por mais de 3 (três) vezes ou por mais de
90 (noventa) dias, hipótese em que os rendimentos produzidos a partir do dia imediatamente após a alteração da condição
serão tributados da seguinte forma:
a) Quando pagos, creditados, entregues ou remetidos a beneficiário residente ou domiciliado no exterior, que realizar
operações financeiras no País de acordo com as normas e condições estabelecidas pelo Conselho Monetário
Nacional, exceto em país que não tribute a renda ou que a tribute à alíquota máxima inferior a 20% (vinte por
cento): 15% (quinze por cento);
b) Quando auferidos por pessoa física ou pessoa jurídica tributada com base no lucro real, presumido ou arbitrado e
por pessoa jurídica isenta ou optante pelo Simples Nacional:
b.1.) 22,5% (vinte e dois inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de até 180 (cento e
oitenta) dias;
b.2.) 20% (vinte por cento), em aplicações com prazo de 181 (cento e oitenta e um) dias até 360
(trezentos e sessenta) dias;
b.3.) 17,5% (dezessete inteiros e cinco décimos por cento), em aplicações com prazo de 361 (trezentos e
sessenta e um) dias até 720 (setecentos e vinte) dias;
b.4.) 15% (quinze por cento), em aplicações com prazo acima de 720 (setecentos e vinte) dias.
4.4.2. Não há garantia de que o benefício fiscal atualmente vigente sobre o FUNDO e Ativos de Infraestrutura não venha a
ser posteriormente revogado, extinto ou suspenso pela legislação tributária.
4.5. Na eventualidade do GESTOR não cumprir com os limites previstos nos itens 4.4., 4.4.1 e 4.4.2 acima, o FUNDO
perderá o benefício tributário previsto na legislação vigente. Considerando que o GESTOR é responsável pelas decisões
de investimento do FUNDO, a aquisição de ativos nas condições ora mencionadas pode vir a ser verificada pelo
ADMINISTRADOR apenas no dia útil seguinte à sua aquisição. Nesse caso, a responsabilidade pelo eventual
desenquadramento, inclusive quanto aos rendimentos ou ganhos anteriores auferidos pelos cotistas, não poderá ser
atribuída ao ADMINISTRADOR, sem prejuízo das medidas passíveis de serem adotadas para viabilizar o devido
reenquadramento da carteira, nos termos da regulamentação vigente.
4.6. O FUNDO deve excluir estratégias que impliquem exposição em renda variável.
4.7. A carteira de títulos do Fundo Investido deverá ter um prazo médio superior a 365 (trezentos e sessenta e
cinco) dias.
4.8. O FUNDO poderá investir mais de 50% (cinquenta por cento) de seu patrimônio líquido em ativos financeiros
de responsabilidade de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de emissores públicos que não seja a
União Federal. Tendo em vista a concentração das aplicações do FUNDO em ativos financeiros de crédito privado,
além dos demais riscos atrelados ao investimento, existe o risco de perda substancial do patrimônio em
decorrência do não pagamento dos ativos financeiros de emissores privados integrantes da carteira do FUNDO,
inclusive por força de intervenção, liquidação, regime de administração temporária, falência, recuperação judicial
ou extrajudicial de tais emissores.
4.9. As estratégias de investimento do FUNDO podem resultar em perdas superiores ao capital aplicado e na
consequente obrigação do cotista de aportar recursos adicionais para cobrir o prejuízo do FUNDO.
4.10. O FUNDO está autorizado a realizar, direta ou indiretamente, aplicações em ativos financeiros no exterior.
4.10.1. O GESTOR é responsável por executar, na seleção dos ativos financeiros no exterior, procedimentos compatíveis
com as melhores práticas do mercado, assegurando que as estratégias a serem implementadas no exterior estejam de
acordo com o objetivo, política de investimento e níveis de risco do FUNDO.
4.10.2. Os ativos financeiros no exterior, adquiridos pelo FUNDO, devem observar, ao menos, uma das seguintes
condições: (i) ser registrados em sistema de registro, objeto de escrituração de ativos, objeto de custódia ou objeto de
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depósito central, em todos os casos, por instituições devidamente autorizados em seus países de origem e
supervisionados por autoridade local reconhecida; ou (ii) ter sua existência diligentemente verificada pelo
ADMINISTRADOR, e desde que tais ativos sejam escriturados ou custodiados, em ambos os casos, por entidade
devidamente autorizada para o exercício da atividade por autoridade de países signatários do Tratado de Assunção ou em
outras jurisdições, desde que, neste último caso, seja supervisionada por autoridade local reconhecida.
4.10.3. Caso o FUNDO, direta ou indiretamente, opere derivativos no exterior, tais operações deverão, ao menos, observar
uma das seguintes condições: (i) ser registradas em sistemas de registro, objeto de escrituração, objeto de custódia ou
registradas em sistema de liquidação financeira, em todos os casos, por sistemas devidamente autorizados em seus
países de origem e supervisionados por autoridade local reconhecida; (ii) ser informadas às autoridades locais; (iii) ser
negociadas em bolsas, plataformas eletrônicas ou liquidadas por meio de contraparte central; ou (iv) ter como contraparte,
instituição financeira ou entidades a ela filiada e aderente às regras do Acordo da Basiléia, classificada como de baixo
risco de crédito, na avaliação do gestor, e que seja supervisionada por autoridade local reconhecida.
4.10.4. Caso o FUNDO aplique em fundos de investimento ou veículos de investimento no exterior, o ADMINISTRADOR
(diretamente ou por meio do CUSTODIANTE) deverá certificar-se de que o custodiante ou escriturador do fundo ou veículo
de investimento no exterior possui estrutura, processos e controles internos adequados para desempenhar as seguintes
atividades: (i) prestar serviço de custódia ou escrituração de ativos, conforme aplicável; (ii) executar sua atividade com boa
fé, diligência e lealdade, mantendo práticas e procedimentos para assegurar que o interesse dos investidores prevaleça
sobre seus próprios interesses ou de pessoas a ele vinculadas; (iii) realizar a boa guarda e regular movimentação dos
ativos mantidos em custódia ou, no caso de escrituradores, atestar a legitimidade e veracidade dos registros e titularidade
dos ativos; e (iv) verificar a existência, a boa guarda e a regular movimentação dos ativos integrantes da carteira do fundo
ou veículo de investimento no exterior.
4.10.5. Caso o FUNDO aplique em fundos de investimento ou veículos de investimento no exterior, caberá ao GESTOR
assegurar que o fundo ou veículo de investimento no exterior atenda, no mínimo, às seguintes condições: (i) seja
constituído, regulado e supervisionado por autoridade local reconhecida; (ii) possua o valor da cota calculado a cada
resgate ou investimento e, no mínimo, a cada 30 (trinta) dias; (iii) possua administrador, gestor, custodiante ou prestadores
de serviços que desempenhem funções equivalentes capacitados, experientes, de boa reputação e devidamente
autorizados a exercer suas funções pela CVM ou por autoridade local reconhecida; (iv) possua custodiante supervisionado
por autoridade local reconhecida; (v) tenha suas demonstrações financeiras auditadas por empresa de auditoria
independente; e (vi) possua política de controle de riscos e limites de alavancagem compatíveis com a política do FUNDO.
4.10.5.1. Caso o GESTOR detenha, direta ou indiretamente, influência nas decisões de investimento dos fundos ou outros
veículos de investimento no exterior, as seguintes condições adicionais devem ser observadas pelo GESTOR: (i) detalhar
os ativos integrantes das carteiras dos fundos investidos no demonstrativo mensal de composição e diversificação da
carteira do FUNDO, na mesma periodicidade e em conjunto com a divulgação das posições mantidas pelas respectivas
carteiras em ativos financeiros negociados no Brasil, nos termos da regulamentação vigente; (ii) os fundos ou outros
veículos de investimento investidos no exterior só podem realizar operações com derivativos que observem o disposto
neste Regulamento; e (iii) para fins de controle de limites de alavancagem, a exposição da carteira do FUNDO deve ser
consolidada com a do fundo ou veículo de investimento no exterior, conforme previsto na legislação aplicável.
4.10.5.2. Caso o GESTOR não detenha, direta ou indiretamente, influência nas decisões de investimento dos fundos ou
veículos de investimento no exterior, para fins dos controles previstos no inciso (iii) do item anterior, o GESTOR deve
considerar a exposição máxima possível de acordo com as características do fundo ou veículo investido.
4.10.6. As aplicações em ativos financeiros no exterior não são cumulativamente consideradas no cálculo dos
correspondentes limites de concentração por emissor e por modalidade de ativo financeiro aplicáveis aos ativos
domésticos.
4.11. Observado que a Política de Investimento do FUNDO compreende o investimento preponderante em Ativos de
Infraestrutura, o FUNDO poderá ainda aplicar em cotas de outros fundos de investimento, conforme limites previstos no
Anexo I. A aplicação em cotas de outros fundos de investimento será realizada sempre de modo compatível com a política
do FUNDO, de modo que o FUNDO aplicará os recursos remanescentes não investidos em Ativos de Infraestrutura em
fundos que prevejam em suas políticas de investimento objetivos semelhantes ao perseguido pelo FUNDO.
Adicionalmente, o FUNDO poderá manter parcela de seu patrimônio alocada em fundos de investimento que possuam
políticas diversas do objetivo do FUNDO, para atender às suas necessidades de liquidez.
4.12. A descrição detalhada da política de investimento do FUNDO está prevista no Anexo I. Os limites estabelecidos no
Anexo I deste regulamento devem ser considerados em conjunto e cumulativamente, prevalecendo a regra mais restritiva.
Características adicionais relacionadas ao objetivo do FUNDO também estão previstas na página do ADMINISTRADOR na
rede mundial de computadores (www.intrag.com.br).

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5. REMUNERAÇÃO
A taxa de administração é de 1,00% (um por cento) ao ano, podendo chegar a 1,10% (um vírgula dez por cento) ao ano,
sobre o patrimônio do FUNDO em função da taxa de administração dos Fundos Investidos.
5.1. A remuneração prevista acima engloba as taxas de administração dos Fundos Investidos e os pagamentos devidos
aos prestadores de serviços do FUNDO, porém não inclui os valores referentes à remuneração dos prestadores de
serviços de custódia e auditoria das demonstrações financeiras do FUNDO nem os valores correspondentes aos demais
encargos do FUNDO, os quais serão debitados do FUNDO de acordo com o disposto neste Regulamento e na
regulamentação.
5.2. A taxa de administração será provisionada por dia útil, mediante divisão da taxa anual por 252 dias e apropriada
mensalmente.
5.3. Serão desconsideradas, para fins de cálculo da taxa de administração do FUNDO, as taxas cobradas: (i) pelos fundos
de índice ou imobiliário, negociados em mercados organizados; ou ainda, (ii) pelos fundos investidos, quando geridos por
partes não relacionadas ao GESTOR.
5.4. A taxa máxima anual de custódia paga pelo FUNDO será de 0,06% (zero vírgula zero seis por cento) sobre o
patrimônio do FUNDO, com o mínimo mensal de até R$ 7.000,00 (sete mil reais).
5.5. O GESTOR receberá taxa de performance, equivalente a 25% (vinte e cinco por cento) da rentabilidade do FUNDO
que exceder a 100% (cem por cento) da variação do Certificado de Depósito Interbancário - CDI, de um dia, apurado e
divulgado pela B3 S.A. – Brasil, Bolsa, Balcão.
5.5.1. A taxa de performance será calculada individualmente sobre cada aplicação realizada pelo cotista (método do
passivo), provisionada por dia útil como despesa do FUNDO e apropriada no mês subsequente ao encerramento dos
meses de junho e dezembro de cada ano ou, proporcionalmente, na hipótese de resgate.
5.5.2. É vedada a cobrança da taxa de performance quando o valor da cota do FUNDO ao final de cada período de cálculo
for inferior ao seu valor na data da última cobrança da taxa de performance ou no início do FUNDO, no caso da primeira
cobrança (“cota base”).
5.5.3. Para fins do cálculo da taxa de performance, o valor da cota do FUNDO no momento de apuração do resultado deve
ser comparado (i) ao valor da cota base atualizado pelo índice de referência do período transcorrido desde a última
cobrança de taxa de performance ou do início do FUNDO, no caso da primeira cobrança; ou (ii) ao valor da cota de
aplicação do cotista atualizado pelo índice de referência, caso esta seja posterior à última cobrança de taxa de
performance ou do início do FUNDO, no caso da primeira cobrança (“certificado”) .
5.5.3.1. Caso o valor da cota base ou do certificado atualizados pelo índice de referência seja inferior ao valor da cota base
ou do certificado, conforme o caso, a taxa de performance a ser provisionada e apropriada deve ser (i) calculada sobre a
diferença entre o valor da cota antes de descontada a provisão para a apropriação da taxa de performance e o valor da
cota base ou do certificado, atualizados pelo índice de referência, conforme o caso; e (ii) limitada à diferença entre o valor
da cota antes de descontada a provisão para a apropriação da taxa de performance e a cota base ou o certificado,
conforme o caso.
5.5.4. A taxa de performance será cobrada após a dedução de todas as despesas do FUNDO, inclusive da taxa de
administração.
5.6. O FUNDO não cobra taxa de ingresso ou de saída.
5.7. Os fundos investidos podem cobrar taxa de performance, ingresso e/ou de saída de acordo com os seus respectivos
regulamentos.

6. APLICAÇÕES
As aplicações ocorrerão mediante: (i) instrução verbal, escrita ou eletrônica (se disponível) ao distribuidor ou diretamente
ao ADMINISTRADOR; (ii) adesão aos documentos exigidos pela regulamentação, significando que ele teve acesso ao
inteiro teor de tais documentos, conhece os riscos de investir no FUNDO e está ciente de que o ADMINISTRADOR, o
GESTOR e empresas ligadas podem manter negócios com emissores de ativos financeiros do FUNDO; e (iii) depósito ou
transferência eletrônica do valor do investimento à conta do FUNDO.
6.1. Os recursos aportados serão convertidos em cotas escriturais, nominativas e correspondentes a frações ideais do
patrimônio do FUNDO.
6.2. O investidor será considerado cotista a partir da inscrição do seu nome no registro de cotistas, que pode se dar
inclusive por meio de sistemas informatizados.
6.3. A cota do FUNDO terá seu valor atualizado nos dias úteis, permanecerá escriturada em nome do cotista e não poderá
ser cedida nem transferida, salvo nas situações previstas na regulamentação.
6.4. As aplicações no FUNDO poderão ser suspensas a qualquer momento e por prazo indeterminado.
6.5. Será admitido o investimento conjunto e solidário por duas pessoas físicas para aquisição de uma mesma cota. Nessa
situação os coinvestidores estabelecem entre si a solidariedade ativa, sendo assim considerados em conjunto como um
Corporativo | Externo 4
único titular das cotas. Desse modo, cada coinvestidor, isoladamente pode investir e solicitar o resgate, bem como receber
resgate, parcial ou total, enfim praticar todo e qualquer ato inerente à propriedade de cotas, ficando o FUNDO e seu
ADMINISTRADOR exonerados de responsabilidade no cumprimento de referidas ordens, inclusive ao disponibilizar os
recursos a qualquer dos dois cotistas de forma isolada ou conjunta.
6.6. Para emissão das cotas, será utilizado o valor da cota de fechamento de D+1 (útil) da solicitação (cota de fechamento
é aquela obtida a partir do patrimônio apurado depois do encerramento dos mercados em que o FUNDO atue).
6.7. Os valores mínimos de movimentação e permanência serão divulgados na página do ADMINISTRADOR na rede
mundial de computadores (www.intrag.com.br), bem como na lâmina de informações essenciais, se houver.
6.7.1. O percentual máximo de cotas que pode ser detido por um único cotista: 100%, exceto se expressamente vedado
pela regulamentação aplicável ao cotista do FUNDO.

7. RESGATES
Os resgates ocorrerão mediante:
(i) instrução verbal, escrita ou eletrônica (se disponível) do cotista ao distribuidor ou diretamente ao ADMINISTRADOR;
(ii) conversão de cotas em recursos baseada no valor da cota de fechamento de D+30 (corridos) da solicitação ou, caso o
último dia do prazo não seja útil, o primeiro dia útil subsequente; e
(iii) entrega dos recursos ao cotista em D+1 (útil) da conversão da cota.
7.1. Os cotistas deverão observar o valor mínimo para permanência no FUNDO, indicado na página do ADMINISTRADOR
na rede mundial de computadores (www.intrag.com.br) e na lâmina de informações essenciais, se houver antes de realizar
qualquer pedido de resgate, sendo certo que pedidos de resgate que resultarem em investimento no FUNDO inferior ao
valor mínimo de permanência serão transformados em resgate total.
7.2. Os recursos provenientes do resgate serão disponibilizados na conta corrente de titularidade do cotista cadastrada no
registro de cotistas do FUNDO, mediante crédito em conta corrente, caso esta seja mantida no Itaú Unibanco, ou
transferência eletrônica (com as tarifas incidentes), caso esta seja mantida em outra instituição.
7.3. No caso de fechamento dos mercados e/ou em casos excepcionais de iliquidez dos ativos financeiros do FUNDO,
inclusive decorrentes de pedidos de resgates incompatíveis com a liquidez existente, ou que possam implicar alteração do
tratamento tributário do FUNDO ou do conjunto dos cotistas, em prejuízo destes últimos, o ADMINISTRADOR pode
declarar o fechamento do FUNDO para a realização de resgates.
7.3.1. Caso o ADMINISTRADOR declare o fechamento do FUNDO para a realização de resgates nos termos acima, deve
proceder à imediata divulgação de fato relevante, tanto por ocasião do fechamento, quanto da reabertura do FUNDO.
7.3.2. Caso o FUNDO permaneça fechado por período superior a 5 (cinco) dias consecutivos, o ADMINISTRADOR deve
obrigatoriamente, além da divulgação de fato relevante por ocasião do fechamento a que se refere o item acima, convocar
no prazo máximo de 1 (um) dia, para realização em até 15 (quinze), assembleia geral extraordinária para deliberar sobre
as seguintes possibilidades: (i) substituição do ADMINISTRADOR, do GESTOR ou de ambos; (ii) reabertura ou
manutenção do fechamento do FUNDO para resgate; (iii) possibilidade do pagamento de resgate em ativos financeiros;
(iv) cisão do FUNDO; e (v) liquidação do FUNDO.
7.4. Considerando que o FUNDO deverá manter parcela relevante do patrimônio líquido do FUNDO em ativos financeiros
de que trata a Lei nº 12.431/11, conforme critérios estabelecidos em referida norma, serão realizados resgates de cotas do
FUNDO, pagos a todos cotistas do FUNDO, conforme previsto neste regulamento (“Resgates Extraordinários”), no caso de
vencimento de ativos financeiros que componham limites da legislação tributária e não seja possível a recomposição da
carteira para cumprimento de referido limite.
7.4.1. Será considerada como impossibilidade de recomposição da carteira, para fins dos Resgates Extraordinários, a
ausência ou insuficiência de ativos financeiros disponíveis no mercado para aquisição pelo GESTOR por um preço justo e
risco adequado e compatível com a carteira do FUNDO, conforme critérios estabelecidos pelo GESTOR.
7.4.2. Para fins dos Resgates Extraordinários, serão considerados como vencimentos de ativos financeiros o término do
prazo para pagamento integral do ativos, bem como o pagamento de parcelas que diminuam proporcionalmente o valor do
ativo financeiro, o inadimplemento de obrigações pelos devedores, que resulte ou não em vencimento antecipado, ou
mesmo, em redução do valor de mercado do ativo, ou qualquer outra situação em que o ativo deixe de ser considerado
para fins de composição do percentual estabelecido no item 7.4, incluindo mas não se limitando à possibilidade de o ativo
perder a condição de enquadramento na Lei nº 12.431/11, ou que passe a ser considerado apenas parcialmente para fins
da composição da carteira e referido limite
7.4.3. Cada Resgate Extraordinário será equivalente ao percentual necessário para o reenquadramento do FUNDO ao
percentual estabelecido no item 7.4, de acordo com o patrimônio líquido do FUNDO apurado nas Datas de Resgates
Extraordinários e será pago, respeitando a proporção de cotas detidas por cada cotista do FUNDO.
7.4.4. As cotas referentes ao pagamento dos Resgates Extraordinários serão convertidas nas Datas de Resgates
Extraordinários, sendo que a liquidação ocorrerá no 1º (primeiro) dia útil subsequente ao da conversão.
Corporativo | Externo 5
7.4.5. Caso qualquer das Datas de Resgates Extraordinários não seja dia útil na Cidade de São Paulo, a conversão dos
Resgates Extraordinários deverá ocorrer no primeiro dia útil subsequente.

8. EXERCÍCIO SOCIAL
O exercício social do FUNDO tem início no primeiro dia do mês de maio e término no último dia do mês de abril de cada
ano.

Corporativo | Externo 6
II - CONDIÇÕES GERAIS DO FUNDO

1. RISCOS
O objetivo e a política de investimento do FUNDO não constituem promessa de rentabilidade e o cotista assume os riscos
decorrentes do investimento no FUNDO, ciente da possibilidade de eventuais perdas.
1.1. A rentabilidade da cota não coincide com a rentabilidade dos ativos financeiros que compõem a carteira do FUNDO
em decorrência dos encargos incidentes sobre o FUNDO e dos tributos incidentes sobre os recursos investidos.
1.2. As aplicações realizadas no FUNDO não têm garantia do GESTOR, nem do ADMINISTRADOR e nem do Fundo
Garantidor de Créditos - FGC.
1.3. Como todo investimento, o FUNDO apresenta riscos, destacando-se:

Risco Setorial
Considerando que parcela predominante do patrimônio do FUNDO será alocada em Debêntures Incentivadas de
Infraestrutura, emitidas para fins de captação, por seus respectivos emissores, de recursos necessários para implementar
projetos na área de infraestrutura, os riscos do setor de atuação do FUNDO estarão diretamente relacionados aos riscos
dos diversos setores de atuação dos tomadores de recursos que emitirem tais debêntures para compor a carteira de
investimentos do FUNDO. O setor de infraestrutura está sujeito a riscos de uma mudança não esperada na legislação
aplicável, ou na perspectiva da economia, que podem alterar os cenários previstos por tais emissores, além de trazer
impactos adversos no desenvolvimento de seus respectivos projetos de infraestrutura. Deste modo, o retorno dos
investimentos realizados pelo FUNDO pode não ocorrer ou ocorrer de forma diversa da prevista, tendo em vista que (a) o
investimento inicial necessário para a implantação dos projetos desenvolvidos pode ser bastante elevado, (b) os
emissores, em geral, financiam parte significativa do investimento em projetos com capital de terceiros, e (c) o prazo de
maturação de referidos projetos pode ser longo, sendo que, durante esse período, eventos políticos, econômicos,
climáticos, entre outros, podem ocorrer e comprometer a exequibilidade e rentabilidade do projeto objeto do investimento.
Por fim, cada setor acima possui fatores de riscos próprios, que podem também impactar o pagamento das Debêntures
Incentivadas de Infraestrutura. Sendo assim, é possível que não se verifique, parcial ou integralmente, o retorno do
investimento realizado por tais emissores, ou que tais emissores não sejam capazes de cumprir tempestivamente suas
obrigações, o que, em ambos os casos, poderá causar um efeito prejudicial adverso nos negócios destes emissores e,
consequentemente, nos resultados do FUNDO e nos rendimentos atribuídos aos cotistas.

Risco de Execução das Garantias Atreladas às Debêntures Incentivadas de Infraestrutura


O investimento em Debêntures Incentivadas de Infraestrutura inclui uma série de riscos, dentre estes, o risco de
inadimplemento e consequente execução das garantias (se houver) outorgadas à respectiva operação e os riscos
inerentes à eventual existência de bens na composição da carteira do FUNDO, podendo, nesta hipótese, a rentabilidade
do FUNDO ser afetada. Em um eventual processo de execução das garantias (se houver) das Debêntures Incentivadas de
Infraestrutura, poderá haver a necessidade de contratação de consultores, dentre outros custos, que deverão ser
suportados pelo FUNDO, na qualidade de investidor de tais debêntures. Adicionalmente, a eventual garantia (se houver)
outorgada em favor das Debêntures Incentivadas de Infraestrutura pode não ter valor suficiente para suportar as
obrigações financeiras atreladas a tal debênture.
Desta forma, uma série de eventos relacionados à execução de garantias eventualmente vinculadas às Debêntures
Incentivadas de Infraestrutura poderá afetar negativamente o valor das cotas e a rentabilidade do investimento no FUNDO.

Risco Tributário
Nos termos da Lei nº 12.431/2011, conforme alterada, foi reduzida para 0% a alíquota do imposto de renda incidente sobre
os rendimentos, inclusive ganho de capital auferido na alienação de cotas, (i) pagos, creditados, entregues ou remetidos a
beneficiário residente ou domiciliado no exterior, que realizar operações financeiras no País de acordo com as normas e
condições estabelecidas pelo Conselho Monetário Nacional, exceto em país que não tribute a renda ou que a tribute à
alíquota máxima inferior a 20% (vinte por cento); ou (ii) auferidos por pessoa física, em decorrência da titularidade de cotas
de fundos de investimento que atendam aos requisitos estabelecidos na referida lei.
Dessa forma, caso o FUNDO deixe de satisfazer qualquer dos requisitos estabelecidos na Lei nº 12.431/2011, conforme
alterada, não é possível garantir que as cotas do FUNDO continuarão a receber o tratamento tributário diferenciado
previsto na referida norma. Nessa hipótese, não há como garantir que os rendimentos auferidos em decorrência da
titularidade das cotas continuarão a ser tributados à alíquota de 0%.

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Além disso, não há como garantir que a Lei nº 12.431/2011 não será novamente alterada, revogada, extinta ou substituída
por leis mais restritivas, o que poderia afetar ou comprometer o tratamento tributário diferenciado previsto na Lei nº
12.431/2011 conferido às cotas de emissão do FUNDO.
Assim, o risco tributário engloba o risco de perdas decorrente da criação de novos tributos, majoração de alíquotas,
interpretação diversa da legislação vigente sobre a incidência de quaisquer tributos ou a revogação de isenções vigentes,
sujeitando o Fundo ou seus Cotistas a novos recolhimentos não previstos inicialmente.

Riscos de Mercado
Existe o risco de variação no valor e na rentabilidade dos ativos integrantes da carteira do FUNDO, que pode aumentar ou
diminuir, de acordo com as flutuações de preços, cotações de mercado e dos critérios para precificação dos referidos
ativos. Em caso de queda do valor dos ativos que compõem a carteira do FUNDO, o patrimônio líquido do FUNDO pode
ser afetado negativamente, não existindo garantia de que não se estendam por períodos longos e/ou indeterminados.
Adicionalmente, devido à possibilidade de concentração da carteira em ativos de acordo com a Política de Investimento
estabelecida neste Regulamento, há um risco adicional de liquidez dos ativos, uma vez que a ocorrência de quaisquer dos
eventos previstos acima, isolada ou cumulativamente, pode afetar adversamente o preço e/ou rendimento dos ativos da
carteira do FUNDO.
O valor dos ativos financeiros do FUNDO pode sofrer variações, em virtude do risco associado à oscilação da taxa de
câmbio. Estas oscilações podem valorizar ou desvalorizar as cotas do FUNDO, dependendo da estratégia assumida.

Fatores Macroeconômicos Relevantes


O FUNDO está sujeito, direta ou indiretamente, às variações e condições dos mercados de títulos e valores mobiliários,
que são afetados principalmente pelas condições políticas e econômicas nacionais e internacionais. Variáveis exógenas,
tais como a ocorrência, no Brasil ou no exterior, de fatos extraordinários ou situações especiais de mercado, ou, ainda, de
eventos de natureza política, econômica ou financeira que modifiquem a ordem atual e influenciem de forma relevante o
mercado financeiro e/ou de capitais brasileiro, incluindo variações nas taxas de juros, eventos de desvalorização da moeda
e mudanças legislativas, as quais poderão resultar em perdas para os cotistas. Não será devido pelo FUNDO ou por
qualquer pessoa, incluindo o ADMINISTRADOR, o GESTOR e o CUSTODIANTE, qualquer indenização, multa ou
penalidade de qualquer natureza, caso os cotistas sofram qualquer dano ou prejuízo resultante de quaisquer de tais
eventos.

Riscos de Liquidez e Descontinuidade do Investimento


Determinados ativos integrantes do patrimônio do FUNDO podem passar por períodos de dificuldade de execução de
ordens de compra e venda, ocasionados por baixas ou demanda e negociabilidade inexistentes. Nestas condições, o
GESTOR poderá enfrentar dificuldade de liquidar ou negociar tais ativos pelo preço e no momento desejados e,
consequentemente, o FUNDO poderá enfrentar problemas de liquidez. Adicionalmente, a variação negativa dos ativos
poderá impactar o patrimônio líquido do FUNDO. Na hipótese de o patrimônio líquido do FUNDO ficar negativo, os cotistas
podem ser chamados a aportar recursos adicionais no FUNDO. Além disso, o Regulamento estabelece algumas hipóteses
em que a Assembleia Geral de cotistas poderá optar pela liquidação do FUNDO e outras hipóteses em que o resgate das
cotas poderá ser realizado mediante a entrega aos cotistas dos ativos integrantes da carteira do FUNDO. Em ambas as
situações, os cotistas poderão encontrar dificuldades para vender os ativos recebidos quando da liquidação do FUNDO.
Dependendo das condições do mercado, os ativos financeiros do FUNDO podem sofrer diminuição de possibilidade de
negociação. Nesses casos, o GESTOR poderá, eventualmente, ver-se obrigado a aceitar descontos ou deságios na venda
dos ativos (ou de ágio na compra), prejudicando a rentabilidade do fundo.
Por prever a alocação de recursos em instrumentos com potencial de retorno superior ao de instrumentos tradicionais,
porém com potencial de negociabilidade no mercado mais restrita que os instrumentos convencionais, o FUNDO poderá
ter que aceitar deságios em relação ao preço esperado de seus instrumentos e com isso impactar negativamente a sua
rentabilidade.

Riscos do Uso de Derivativos


A utilização de instrumentos para assunção de risco em exposição de capital superior ao patrimônio líquido do FUNDO
(como por exemplo, derivativos), com a expectativa de gerar ganhos, pode não resultar nos retornos esperados, podendo
inclusive resultar em perdas superiores ao patrimônio do FUNDO. Nesta situação, os cotistas suportarão tais prejuízos, por
meio de aportes adicionais no FUNDO.
A contratação, pelo FUNDO, dos referidos instrumentos de derivativos poderá acarretar oscilações negativas no valor de
seu patrimônio líquido superiores àquelas que ocorreriam se tais instrumentos não fossem utilizados. A contratação deste
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tipo de operação não deve ser entendida como uma garantia do ADMINISTRADOR, do GESTOR, do CUSTODIANTE de
qualquer mecanismo de seguro ou do Fundo Garantidor de Créditos – FGC de remuneração das Cotas do FUNDO. A
contratação de operações com derivativos poderá resultar em perdas para o FUNDO e para os cotistas.

Riscos de Concentração da Carteira


O risco da aplicação no FUNDO terá íntima relação com a concentração da carteira, sendo que, quanto maior for a
concentração, maior será a chance de o FUNDO sofrer perda patrimonial. Os riscos de concentração da carteira
englobam, ainda, na hipótese de inadimplemento do emissor do ativo em questão, o risco de perda de parcela substancial
ou até mesmo da totalidade do capital integralizado pelos cotistas.

Riscos do Prazo
Os ativos objeto de investimento pelo FUNDO são aplicações, preponderantemente, de médio e longo prazo, que
possuem baixa ou nenhuma liquidez no mercado secundário e o cálculo de seu valor de face para os fins da contabilidade
do FUNDO é realizado via marcação a mercado. Neste mesmo sentido, os ativos que poderão ser objeto de investimento
pelo FUNDO têm seu valor calculado através da marcação a mercado. A realização da marcação a mercado dos ativos do
FUNDO, visando ao cálculo do patrimônio líquido deste, pode causar oscilações negativas no valor das cotas, cujo cálculo
é realizado mediante a divisão do patrimônio líquido do FUNDO pela quantidade de cotas emitidas até então. Assim,
mesmo nas hipóteses de os ativos não sofrerem nenhum evento de não pagamento de juros e principal, ao longo do prazo
de duração do FUNDO, as cotas do FUNDO poderão sofrer oscilações negativas de preço, o que pode impactar
negativamente na negociação das cotas pelo investidor que optar pelo desinvestimento.

Risco de Crédito
Os bens integrantes do patrimônio do FUNDO estão sujeitos ao inadimplemento dos devedores e coobrigados, diretos ou
indiretos, dos ativos que integram a carteira do FUNDO, ou pelas contrapartes das operações do FUNDO assim como à
insuficiência das garantias outorgadas em favor de tais ativos, podendo ocasionar, conforme o caso, a redução de ganhos
ou mesmo perdas financeiras até o valor das operações contratadas.
Os custos incorridos com os procedimentos necessários à cobrança das Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e dos
demais ativos integrantes da carteira do Fundo e à salvaguarda dos direitos, interesses e prerrogativas dos cotistas são de
responsabilidade do FUNDO, sempre observado o que vier a ser deliberado pelos cotistas reunidos em Assembleia Geral
de Cotistas. O FUNDO somente poderá adotar e/ou manter os procedimentos judiciais ou extrajudiciais de cobrança de
tais ativos, uma vez ultrapassado o limite de seu patrimônio líquido, caso os titulares das cotas aportem os valores
adicionais necessários para a sua adoção e/ou manutenção. Dessa forma, havendo necessidade de cobrança judicial ou
extrajudicial das Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e dos demais ativos, os cotistas poderão ser chamados a
aportar recursos ao FUNDO, para assegurar a adoção e manutenção das medidas cabíveis para a salvaguarda de seus
interesses. Nesse caso, nenhuma medida judicial ou extrajudicial será iniciada ou mantida pelo ADMINISTRADOR antes
do recebimento integral do referido aporte e da assunção pelos cotistas do compromisso de prover os recursos
necessários ao pagamento da verba de sucumbência a que o FUNDO venha a ser eventualmente condenado. O
ADMINISTRADOR, o GESTOR, o CUSTODIANTE e/ou qualquer de suas afiliadas não são responsáveis, em conjunto ou
isoladamente, pela adoção ou manutenção dos referidos procedimentos e por eventuais danos ou prejuízos, de qualquer
natureza, sofridos pelo FUNDO e pelos cotistas em decorrência da não propositura (ou prosseguimento) de medidas
judiciais ou extrajudiciais necessárias à salvaguarda de seus direitos, garantias e prerrogativas, caso os cotistas deixem de
aportar os recursos necessários para tanto, nos termos do Regulamento. Consequentemente, o FUNDO poderá não dispor
de recursos suficientes para efetuar o resgate, em moeda corrente nacional, de suas cotas, havendo, portanto, a
possibilidade de os cotistas até mesmo perderem, total ou parcialmente, o respectivo capital investido.

Risco de Desenquadramento Passivo Involuntário


Sem prejuízo do quanto estabelecido no Regulamento, na ocorrência de algum evento que enseje o desenquadramento
passivo involuntário, a CVM poderá determinar ao ADMINISTRADOR, sem prejuízo das penalidades cabíveis, a
convocação de Assembleia Geral de Cotistas para decidir sobre uma das seguintes alternativas: (i) transferência da
administração ou da gestão do FUNDO, ou de ambas; (ii) incorporação a outro FUNDO, ou (iii) liquidação do FUNDO.
A ocorrência das hipóteses previstas nos itens “i” e “ii” acima poderá afetar negativamente o valor das cotas e a
rentabilidade do FUNDO. Por sua vez, na ocorrência do evento previsto no item “iii” acima, não há como garantir que o
preço de venda dos ativos integrantes da carteira do FUNDO será favorável aos cotistas, bem como não há como
assegurar que os cotistas conseguirão reinvestir os recursos em outro investimento que possua rentabilidade igual ou
superior àquela auferida pelo investimento nas cotas do FUNDO.

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Riscos Atrelados aos Fundos Investidos
Pode não ser possível para o GESTOR e o ADMINISTRADOR identificar falhas na administração ou na gestão de tais
fundos investidos, hipóteses em que o ADMINISTRADOR e/ou GESTOR não responderão pelas eventuais consequências
negativas decorrentes de tal situação.

Risco de não Materialização das Perspectivas Contidas nos Documentos de Oferta das Cotas
Os prospectos (se houver) e demais documentos vinculados à oferta das cotas de emissão do FUNDO poderão conter,
quando forem distribuídos, informações acerca do FUNDO, do setor de infraestrutura, das Debêntures Incentivadas de
Infraestrutura e demais ativos que poderão ser objeto de investimento pelo FUNDO, bem como das perspectivas acerca do
desempenho futuro do FUNDO, que envolvem riscos e incertezas.
Embora as informações constantes de tais documentos tenham, ou venham a ser obtidas, de fontes idôneas e confiáveis,
as perspectivas acerca do desempenho futuro do FUNDO, do setor de infraestrutura, das Debêntures Incentivadas de
Infraestrutura e dos demais ativos que poderão ser objeto de investimento pelo Fundo, do seu mercado de atuação e
situação macroeconômica sejam ou venham a ser, conforme o caso, baseadas em convicções e expectativas razoáveis,
não há garantia de que o desempenho futuro do FUNDO seja consistente com essas perspectivas. Os eventos futuros
poderão diferir sensivelmente das tendências indicadas nos documentos da oferta.

Risco Operacional
Existe a possibilidade de o valor oficial dos ativos financeiros negociados em mercados internacionais ser disponibilizado
em periodicidade, data e/ou horário distintos da utilizada para os ativos financeiros nacionais e para apreçamento das
cotas do FUNDO e dos fundos investidos, seja pelo processo de disponibilização de informações, pelo fuso horário dos
mercados, feriados locais, falhas sistêmicas, entre outros. Como consequência, o valor destes ativos será estimado pelo
controlador, utilizando-se de fontes públicas de divulgação de cotação de ativos financeiros, método que, apesar de
constituir a melhor prática do ponto de vista econômico, não está livre de riscos de (i) imprecisões e aproximações; (ii) no
caso de cotas de fundos de investimento, o valor estimado ser distinto do valor oficial divulgado pelo seu administrador ou
custodiante no exterior; e (iii) sempre que o valor estimado for distinto do valor real de negociação dos ativos financeiros, o
cotista poderá ser beneficiado ou prejudicado no valor de suas cotas, dependendo de a estimativa de valor para o ativo
estrangeiro ter sido subavaliada ou superavaliada.

Risco de Governança
Não podem votar nas Assembleias Gerais de cotistas, exceto se as pessoas abaixo mencionadas forem os únicos cotistas
ou mediante aprovação expressa da maioria dos demais cotistas na própria Assembleia Geral de cotistas ou em
instrumento de procuração que se refira especificamente à Assembleia Geral de cotistas em que se dará a permissão de
voto: (i) o ADMINISTRADOR ou o GESTOR; (ii) os sócios, diretores e funcionários do ADMINISTRADOR ou do GESTOR;
(iii) empresas ligadas ao ADMINISTRADOR ou ao GESTOR, seus sócios, diretores e funcionários; e (iv) os prestadores de
serviços do FUNDO, seus sócios, diretores e funcionários. Tal restrição de voto pode trazer prejuízos às pessoas listadas
nos incisos “i” a “iv”, caso estas decidam adquirir cotas.

Risco Regulatório
Toda a arquitetura do modelo financeiro, econômico e jurídico deste FUNDO considera um conjunto de rigores e
obrigações de parte a parte estipuladas através de contratos públicos ou privados tendo por base a legislação em vigor.
Entretanto, em razão da pouca maturidade e da falta de tradição e jurisprudência no mercado de capitais brasileiro, no que
tange a este tipo de operação financeira, em situações adversas de mercado poderá haver perdas por parte dos cotistas
em razão do dispêndio de tempo e recursos para dar eficácia ao arcabouço contratual.

Não Existência de Garantia de Eliminação de Riscos


A realização de investimentos no FUNDO expõe o investidor aos riscos a que o FUNDO está sujeito, os quais poderão
acarretar perdas para os cotistas. Tais riscos podem advir da simples consecução do objeto do FUNDO, assim como de
motivos alheios ou exógenos, tais como moratória, guerras, revoluções, mudanças nas regras aplicáveis às Debêntures
Incentivadas de Infraestrutura e/ou aos demais ativos integrantes da carteira do FUNDO, mudanças impostas às
Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e/ou aos demais ativos, alteração na política econômica, decisões judiciais etc.
Não há qualquer garantia de completa eliminação da possibilidade de perdas para o FUNDO e para os cotistas. Em
condições adversas de mercado, esse sistema de gerenciamento de riscos poderá ter sua eficiência reduzida.

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Riscos de o Fundo vir a ter Patrimônio Líquido Negativo e de os Cotistas Terem que Efetuar Aportes de Capital
Durante a vigência do FUNDO, existe o risco de o FUNDO vir a ter patrimônio líquido negativo e qualquer fato que leve o
FUNDO a incorrer em patrimônio líquido negativo culminará na obrigatoriedade de os cotistas aportarem capital no
FUNDO, caso a Assembleia Geral de cotistas assim decida e na forma prevista na regulamentação aplicável, de forma que
este possua recursos financeiros suficientes para arcar com suas obrigações financeiras. Não há como mensurar o
montante de capital que os COTISTAS podem vir a ser obrigados a aportar e não há como garantir que após a realização
de tal aporte, o FUNDO passará a gerar alguma rentabilidade aos Cotistas.

Riscos Relativos ao Pré-Pagamento


As Debêntures Incentivadas de Infraestrutura poderão conter em seus documentos constitutivos cláusulas de pré-
pagamento. Tal situação pode acarretar o desenquadramento da carteira do FUNDO em relação aos critérios de
concentração. Nesta hipótese, poderá haver dificuldades na identificação pelo GESTOR de Debêntures Incentivadas de
Infraestrutura que estejam de acordo com a Política de Investimento. Desse modo, o GESTOR poderá não conseguir
reinvestir os recursos recebidos com a mesma rentabilidade alvo buscada pelo FUNDO, o que pode afetar de forma
negativa o patrimônio do FUNDO e a rentabilidade das cotas do FUNDO, não sendo devida pelo FUNDO, pelo
ADMINISTRADOR, pelo GESTOR ou pelo CUSTODIANTE, todavia, qualquer multa ou penalidade, a qualquer título, em
decorrência desse fato.

Risco Relativo à Inexistência de Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e/ou de Ativos que se Enquadrem na Política
de Investimento
O FUNDO poderá não dispor de ofertas de Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e/ou de outros ativos suficientes ou
em condições aceitáveis, a critério do GESTOR, que atendam, no momento da aquisição, à Política de Investimento, de
modo que o FUNDO poderá enfrentar dificuldades para empregar suas disponibilidades de caixa para aquisição de
Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e/ou de outros ativos. A ausência de Debêntures Incentivadas de Infraestrutura
e/ou de outros ativos elegíveis para aquisição pelo FUNDO poderá impactar negativamente a rentabilidade das cotas em
função da impossibilidade de aquisição de Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e/ou de outros ativos a fim de
propiciar a rentabilidade alvo das COTAS.

Risco de Inexistência de Operações de Mercado Equivalentes para fins de Determinação do Ágio e/ou Deságio Aplicável
ao Preço de Aquisição
Nos termos do Regulamento, o preço de aquisição das Debêntures Incentivadas de Infraestrutura e dos demais ativos a
serem adquiridos pelo FUNDO poderá ou não ser composto por um ágio e/ou deságio, observadas as condições de
mercado. No entanto, não é possível assegurar que quando da aquisição de determinado ativo existam operações
semelhantes no mercado com base nas quais o GESTOR possa determinar o ágio e/ou deságio aplicável ao preço de
aquisição. Neste caso, o GESTOR deverá utilizar-se do critério que julgar mais adequado ao caso em questão.

Risco Relativo ao Prazo de Duração Indeterminado do Fundo


Considerando que o FUNDO é constituído sob a forma de condomínio fechado, não é permitido o resgate de cotas, salvo
na hipótese de liquidação do FUNDO. Caso os cotistas decidam pelo desinvestimento no FUNDO, os mesmos terão que
alienar suas cotas em mercado secundário, observado que os cotistas poderão enfrentar falta de liquidez na negociação
das cotas no mercado secundário ou obter preços reduzidos na venda das cotas.

Risco para Fundos de Condomínio Aberto


Apesar do esforço e diligência do Gestor e Administrador em manter a liquidez da carteira do fundo adequada ao prazo de
pagamento de resgates, existe o risco de descasamento entre a efetiva liquidez e o prazo para pagamento dos resgates.
Isso pode acontecer em função de momentos atípicos de mercado ou por falha em modelo de estimativa de liquidez que
se baseia em dados estatísticos e observações de mercado.

Risco Relativo a Utilização De Índice como Referência


Há risco de alteração da metodologia do índice utilizado como referência pelo FUNDO. Há, ainda, risco de término de sua
divulgação, caso em que o ADMINISTRADOR convocará assembleia para determinar o tratamento do impacto no FUNDO.

2. MONITORAMENTO DE RISCOS
São utilizadas técnicas de monitoramento de risco (“monitoramento”) para obter estimativa do nível de exposição do
FUNDO aos riscos supramencionados, de forma a adequar os investimentos do FUNDO a seus objetivos, nos termos da
regulamentação aplicável. O monitoramento e a supervisão são realizados por área de gerenciamento de risco
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independente do GESTOR e/ou do ADMINISTRADOR, no limite da competência de cada um, nos termos da
regulamentação aplicável.
2.1. Especificamente em relação ao risco de liquidez, o monitoramento é feito pelo GESTOR e pelo ADMINISTRADOR,
nos termos da regulamentação aplicável, apurando-se o valor total dos ativos passíveis de liquidação financeira em um
determinado prazo, ponderado pelas regras de resgate e pela composição da carteira do FUNDO, atribuindo-se
probabilidades para a negociação desses ativos nas condições de mercado vigentes.
2.2. O monitoramento (i) pode utilizar dados históricos e suposições para tentar prever o comportamento da economia e,
consequentemente, os possíveis cenários que eventualmente afetem o FUNDO, não havendo como garantir que esses
cenários ocorram na realidade; e (ii) não elimina a possibilidade de perdas para os cotistas.
2.3. A exatidão das simulações e estimativas utilizadas no monitoramento pode depender de fontes externas de
informação, casos em que serão as únicas responsáveis pelos dados fornecidos, não respondendo o ADMINISTRADOR
nem o GESTOR se tais fontes fornecerem dados incorretos, incompletos ou suspenderem a divulgação dos dados,
prejudicando o monitoramento.

3. APURAÇÃO DO VALOR DOS ATIVOS FINANCEIROS DO FUNDO


O valor dos ativos financeiros será apurado, para efeito de cálculo do valor da cota do FUNDO, de acordo com a seguinte
metodologia:
(a) ativos financeiros do mercado nacional – diariamente, conforme manual de precificação do controlador,
preferencialmente, com base em fontes públicas do mercado nacional;
(b) ativos financeiros do mercado internacional – sempre que possível, será realizada da mesma forma e no mesmo
horário que para os ativos financeiros do mercado nacional. Caso os ativos financeiros do mercado internacional não
tenham sua cotação diária divulgada até o momento da apuração do valor diário da cota do FUNDO, o valor desses ativos
será estimado, preferencialmente, com base em fontes públicas internacionais; e
(c) consolidação do valor dos ativos financeiros do FUNDO e dos fundos investidos e determinação do patrimônio global
do FUNDO – O valor dos ativos financeiros obtidos nos termos dos itens (a) e (b) acima serão consolidados para fins da
apuração do valor global do patrimônio do FUNDO.

4. APLICAÇÕES E RESGATES EM DIAS SEM EXPEDIENTE BANCÁRIO


As aplicações e os resgates solicitados nos dias sem expediente bancário nacional serão processados no dia subsequente
em que houver expediente bancário, como se nesse dia tivessem sido solicitados.
4.1. Em feriados de âmbito estadual ou municipal na praça em que está sediado o ADMINISTRADOR ou em localidades
distintas, o FUNDO funcionará normalmente, sendo efetivados pedidos de aplicação e resgates, conversão de cotas,
contagem de prazo e pagamento para fins de resgate.
4.2. Em dias em que não houver funcionamento da B3, o FUNDO terá suas cotas calculadas normalmente, mas não serão
efetivados solicitações de aplicações e resgates, contagem de prazo, conversão de cotas e liquidação de movimentações.

5. ENCARGOS
Constituem encargos do FUNDO as seguintes despesas, que lhe são debitadas diretamente: (i) taxas, impostos e
contribuições que recaiam ou venham a recair sobre os bens, direitos e obrigações do FUNDO; (ii) despesas com o
registro de documentos em cartório, impressão, expedição e publicação de relatórios e informações periódicas previstas
na regulamentação vigente; (iii) despesas com correspondências de interesse do FUNDO, inclusive comunicações aos
cotistas; (iv) honorários e despesas do auditor independente; (v) emolumentos e comissões pagas por operações do
FUNDO; (vi) honorários advocatícios, custas e despesas processuais correlatas, incorridas na defesa dos interesses do
FUNDO, em juízo ou fora dele, inclusive o valor de eventual condenação; (vii) parcela de prejuízos não cobertos por
seguros e não decorrentes diretamente de culpa ou dolo dos prestadores de serviços, no exercício de suas respectivas
funções; (viii) despesas relacionadas, direta ou indiretamente, ao exercício do direito de voto decorrente de ativos
financeiros do FUNDO; (ix) despesas com liquidação, registro e custódia (caso esta não esteja incluída na taxa de
administração do FUNDO) de operações com títulos e valores mobiliários, ativos financeiros e modalidades operacionais
integrantes da carteira do FUNDO; (x) despesas com fechamento de câmbio, vinculadas às suas operações ou com
certificados ou recibos de depósito de valores mobiliários; (xi) no caso de fundo fechado, a contribuição anual devida às
bolsas de valores ou às entidades do mercado organizado em que o FUNDO tenha suas cotas admitidas à negociação, se
for o caso; (xii) as taxas de administração e performance, se houver; (xiii) os montantes devidos aos fundos investidores
em decorrência de acordos de remuneração, que serão deduzidos da taxa de administração e performance, quando
aplicável; e (xiv) honorários e despesas relacionadas à atividade de formador de mercado, se for o caso.
5.1. Quaisquer despesas não previstas como encargos do FUNDO correm por conta do ADMINISTRADOR, devendo ser
por ele contratadas.
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6. ASSEMBLEIA GERAL
Os cotistas serão convocados: (i) anualmente, até 120 (cento e vinte) dias após o encerramento do exercício social, para
deliberação sobre as demonstrações contábeis ou (ii) extraordinariamente, sempre que necessário.
6.1. As assembleias gerais obedecerão as seguintes regras: (i) serão convocadas conforme o(s) meio(s) de comunicação
estabelecido(s) em capítulo específico deste regulamento, com antecedência mínima de 10 (dez) dias, dispensada esta
formalidade se houver presença total; (ii) serão instaladas com qualquer número de cotistas; (iii) as deliberações serão
tomadas por maioria de votos, cabendo 1 (um) voto para cada cota; (iv) poderão votar os cotistas, seus representantes
legais ou procuradores constituídos há menos de 1 (um) ano; (v) os cotistas poderão enviar seu voto por meio de
comunicação física ou eletrônica, desde que a convocação indique essa possibilidade e estabeleça os critérios para essa
forma de voto, que não exclui a realização da reunião de cotistas, no local e horário estabelecidos, cujas deliberações
serão tomadas pelos votos dos presentes e dos recebidos pelo(s) meio(s) de comunicação estabelecido(s) em capítulo
específico deste regulamento, quando assim admitido na convocação; (vi) a critério do ADMINISTRADOR, que definirá os
procedimentos a serem seguidos, as deliberações da assembleia serão tomadas por meio de consulta formal, sem reunião
de cotistas, em que a) os cotistas manifestarão seus votos, conforme instruções previstas na convocação e b) as decisões
serão tomadas com base na maioria dos votos recebidos.
6.1.1. Na hipótese prevista no inciso (v) acima, no caso de não comparecimento físico de cotistas, a assembleia será
instalada, sendo a presença dos cotistas caracterizada pelos votos encaminhados antes da realização da assembleia.
6.1.2. Caso a convocação preveja a realização da assembleia por meio eletrônico, os votos dos cotistas relativamente às
suas deliberações em assembleia geral deverão ser proferidos mediante a utilização de assinatura eletrônica legalmente
reconhecida, sob pena de recusa pelo ADMINISTRADOR.
6.1.3. Na hipótese da não instalação da assembleia geral para deliberação relativa às demonstrações contábeis do
FUNDO, em decorrência do não comparecimento de quaisquer cotistas, serão consideradas automaticamente aprovadas
caso as demonstrações contábeis não contenham ressalvas.
6.2. O ADMINISTRADOR disponibilizará resumo das deliberações da assembleia geral aos cotistas, em até 30 (trinta) dias
após a sua realização, conforme o(s) meio(s) de comunicação estabelecido(s) em capítulo específico deste regulamento, o
qual também poderá ser encaminhado juntamente com o extrato.

7. POLÍTICA DE DISTRIBUIÇÃO DE RESULTADOS


Os resultados do FUNDO serão automaticamente incorporados ao seu patrimônio

8. ATOS E FATOS RELEVANTES


Os atos ou fatos relevantes que possam influenciar as decisões de adquirir, alienar ou manter cotas do FUNDO serão
imediatamente divulgados aos cotistas por correspondência eletrônica ou outra forma de comunicação disponibilizada pelo
ADMINISTRADOR, conforme cláusula específica do regulamento.

9. MEIOS DE COMUNICAÇÃO
O FUNDO utilizará meios físicos ou eletrônicos de comunicação relativamente às suas informações, inclusive no que diz
respeito às convocações, deliberações e resumo das assembleias gerais. Nesse sentido, todas as informações ou
documentos serão disponibilizados aos cotistas, pelo ADMINISTRADOR, por meio de (i) disponibilização, no endereço
eletrônico do ADMINISTRADOR (www.intrag.com.br); (ii) envio de correspondência física; ou (iii) adoção de outra forma de
disponibilização, a critério do ADMINISTRADOR, nos termos da regulamentação em vigor. Na hipótese de envio, pelo
ADMINISTRADOR, de correspondência física para o endereço de cadastro do cotista, os custos decorrentes deste envio
serão suportados pelo FUNDO.

10. FORO
Fica eleito o Foro do domicílio ou da sede do cotista, salvo se o domicílio ou sede do cotista não se situar em território
brasileiro, caso em que fica eleito o foro da Capital do Estado de São Paulo.

Para mais informações sobre o FUNDO, visite a página do ADMINISTRADOR na rede mundial de computadores.

São Paulo - SP, 18 de setembro de 2024.

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ANEXO I – DESCRIÇÃO DA POLÍTICA DE INVESTIMENTOS

LIMITES POR ATIVO


(% do patrimônio do FUNDO)
Legislação Fundo Descrição dos Ativos Financeiros
Permitido Títulos públicos federais.
Permitido Ativos financeiros de obrigação ou coobrigação de instituição financeira.
Permitido Ativos financeiros objeto de oferta pública registrada
Notas promissórias e debêntures, emitidas por companhias abertas objeto de oferta
Permitido
pública com esforços restritos, dispensada de registro
FI e FIC registrados com base na Instrução CVM 555/14, classificados como Renda
Permitido Fixa, independentemente de sufixo
GRUPO I – Até
100% Permitido Cotas de fundos de investimento em índices de Renda Fixa constituídos no Brasil.
Debêntures Incentivadas de Infraestrutura que sejam objeto de oferta pública de
Permitido
acordo com as Instruções CVM no 400 e 476
Vedado (*) CRI - Incentivados em Infraestrutura
FIDC e FICFIDC de Infraestrutura classe Única ou Sênior, constituídos sob a forma de
Permitido condomínio fechado, desde que não sejam administrados e/ou geridos pelo
ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas
FIDC e FICFIDC de Infraestrutura classe Única ou Sênior, constituídos sob a forma de
Vedado (*)
condomínio fechado, exceto os listados acima
FIDC e FICFIDC, não previstos no GRUPO I, desde que não sejam administrados
Permitido
e/ou geridos pelo ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas
Vedado (*) FIDC e FICFIDC não previstos no GRUPO I, exceto os listados acima
Permitido FII
Vedado (*) CRI não previstos no GRUPO I
Ativos financeiros não previstos no GRUPO I, emitidos ou negociados por meio de
Permitido oferta pública com esforços restritos, dispensada de registro
FI e FIC classificados como “Renda Fixa”, independentemente de sufixo, e registrados
Permitido
com base na Instrução CVM 555/14, destinados a investidores qualificados
Outros ativos financeiros, desde que não tenham sido: (i) objeto de oferta pública; ou
Até (ii) de obrigação ou coobrigação de instituição financeira: debêntures, cédulas de
20% crédito bancário (CCB), certificados de cédulas de crédito bancário (CCCB), notas de
crédito à exportação (NCE), cédulas de crédito à exportação (CCE), certificados de
GRUPO II
direitos creditórios do agronegócio (CDCA), cédula do produtor rural (CPR),
– Até 20%
certificados de recebíveis do agronegócio (CRA); certificado de depósito agropecuário;
Permitido warrant agropecuário; cédula de crédito imobiliário (CCI); contratos ou certificados de
mercadoria, produtos e serviços; duplicatas; notas comerciais ou notas promissórias;
cédulas e notas de crédito comercial e industrial; recibo de depósito corporativo;
certificados dos ativos acima relacionados; créditos securitizados; direitos creditórios;
títulos cambiais e certificados ou títulos de emissão de instituições financeiras
representativos de operações ativas vinculadas a estes, nos termos da Resolução
CMN n.º 2921/02 e alterações posteriores.
FIDC NP e FICFIDC NP, desde que não sejam administrados e/ou geridos pelo
Permitido
ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas
Até FIDC NP e FICFIDC NP, exceto os listados acima
Vedado (*)
5%
FI e FIC classificados como “Renda Fixa”, independentemente de sufixo, e registrados
Vedado
com base na Instrução CVM 555/14, destinados a investidores profissionais
Investimento no exterior, realizado de forma direta ou indireta: ativos financeiros,
fundos de investimento/veículos de investimento e contratos de derivativos, emitidos
GRUPO III – Até
Permitido no exterior ou que a regulamentação em vigor caracterize como ativo financeiro no
20%
exterior e cotas de fundos de investimento registrados com base na Instrução CVM
555/14 que possuam em sua denominação o sufixo “Investimento no Exterior”, desde

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que compatíveis com a política do FUNDO, e observada a regulamentação em vigor e
as disposições deste Regulamento.

(*) Apesar
das restrições do FUNDO em aplicar diretamente em determinados ativos, os fundos de investimento nos
quais o FUNDO aplica seus recursos podem adquirir tais ativos nos limites dos respectivos regulamentos.

LIMITES POR EMISSOR


(% do patrimônio do FUNDO)
Legislação Fundo Emissor
Até 20% Permitido Instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil
Até 10% Permitido Companhia aberta
Até 10% Permitido Fundo de investimento
Até 5% Pessoa física ou jurídica de direito privado que não seja companhia aberta ou
Permitido
instituição financeira autorizada a funcionar pelo Banco Central do Brasil
Pessoa jurídica que atenda ao disposto no Art. 2º da lei nº 12.431/2011, conforme
Até 20% Permitido
alterada.

LIMITE PARA OPERAÇÕES COMPROMISSADAS


(% do patrimônio do FUNDO)
Legislação Fundo Descrição das Operações Compromissadas
Permitido Operações Compromissadas com lastro em Títulos Públicos Federais
Permitido Operações Compromissadas com lastro em Títulos Privados
Até 100% Operações Compromissadas reversas, desde que realizadas em Debêntures
Até 15%(**)
Incentivadas de Infraestrutura
Vedado Operações compromissadas reversas, exceto as listadas acima
Os títulos de renda fixa recebidos como lastro das operações compromissadas serão considerados para fins dos
limites estabelecidos nos demais quadros deste Anexo.
(**) Os recursos oriundos dessas operações somente podem ser alocados em debêntures incentivadas de
infraestrutura

LIMITE PARA CRÉDITO PRIVADO


(% do patrimônio do FUNDO)
Ativos financeiros de responsabilidade de pessoas físicas ou jurídicas de direito privado ou de
Até 100%
emissores públicos diferentes da União Federal, direta ou indiretamente.

DERIVATIVOS
Hedge e posicionamento com alavancagem Sem limite de alavancagem
Serão permitidas somente operações via derivativos em bolsa

OPERAÇÕES COM O ADMINISTRADOR, GESTOR E LIGADAS


(% do patrimônio do FUNDO)
Até 100% Contraparte ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas, inclusive veículos de investimento por eles
administrados ou geridos.
Ativos financeiros emitidos pelo ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas, sendo vedada a aquisição
Até 20%
de ações do ADMINISTRADOR.
Até 100% Cotas de fundos de investimento administrados pelo ADMINISTRADOR, GESTOR e ligadas.

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