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Aula 04 2009

O documento aborda a dinâmica interna da Terra, focando nas rochas ígneas, suas características, composição química e mineralogia. Ele detalha a formação do magma, suas propriedades, e a classificação das rochas ígneas com base em critérios químicos e texturais. Além disso, discute a importância dos minerais essenciais e acessórios na identificação e diferenciação das rochas.

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Willian Jesus
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Aula 04 2009

O documento aborda a dinâmica interna da Terra, focando nas rochas ígneas, suas características, composição química e mineralogia. Ele detalha a formação do magma, suas propriedades, e a classificação das rochas ígneas com base em critérios químicos e texturais. Além disso, discute a importância dos minerais essenciais e acessórios na identificação e diferenciação das rochas.

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INSTITUTO DE GEOCIÊNCIAS - USP

0440607 – GEOLOGIA DINÂMICA E ESTRATIGRÁFICA

Prof. Caetano Juliani

Dinâmica interna da Terra

Rochas ígneas
Plutonismo e vulcanismo
1) MAGMA
a) Composição química: geralmente silicáticos
a1) Componentes maiores e menores (> 99% em peso): SiO2,
Al2O3, FeO, Fe2O3, MgO, CaO, Na2O, K2O, TiO2, P2O5 e MnO
a2) Elementos traços: sua presença e teor depende do tipo
do magma. Rb, Sr, REE (terras raras), Ce, Ba, etc são mais
enriquecidos nas rochas graníticas; e Ni, Cr, Co, Cu, Au, etc,
enriquecidos nas rochas básicas.
a3) Voláteis: H2O, CO2, CO, H2, N2, SO2, SO3, HCl, H2S, etc

2) CARACTERÍSTICAS DO MAGMA
a) viscosidade: Magmas magnesianos são menos viscosos e
exigem maiores temperaturas para sua formação, pois o Mg e o Fe
favorecem a despolimerização dos tetraedros de [SiO4]4- e o K e o Na a
favorecem, além do teor de H2O que, quanto maior, mais inibe a
polimerização.

b) Pontos de fusão
c) Ponto de cristalização
Plagioclásio (feldspato) se cristaliza antes da
augita (piroxênio)

Diabásio da intrusão
de Skaergård, E.
Greenland. (foto com
1 mm)
© John Winter and
Prentice Hall

Textura ofítica
Augita (piroxênio) se cristaliza antes do
plagioclásio (feldspato)

Gabbro of
the
Stillwater
Complex,
Montana
Stillwater complex, Montana. (foto com 5 mm)
© John Winter and Prentice Hall.
Tres fases: forsterita (olivina) + SiO2 (no líquido) =
enstatita (piroxênio)
1) Fenocristal: o primeiro cristal a se formar e
tem que ter > 5x o tamanho dos minerais da
matriz

2) Megacristal: tem também > 5x o tamanho


dos minerais da matriz, mas forma-se
tardiamente
3) Pegmatitos: a influência da água

4) Câmara magmática

5) Diferenciação Magmática
a) imiscibilidades magmáticas
b) migração da fase fluida
c) aceleração da gravidade
d) movimentação do magma
e) filtragem e prensagem
RIÓLITO RIODACITO DACITO ANDESITO BASALTO PERIDOTITO TINGUAÍTO TRAQUITO
SiO2 75,40 70,51 63,45 54,25 49,46 39,06 59,49 63,02
Al2O3 12,88 14,36 14,99 19,46 14,74 3,36 19,56 16,73
Fe2O3 1,30 0,33 1,21 3,16 2,45 2,77 2,20 2,00
FeO 0,78 1,95 5,18 4,27 9,10 5,93 2,34 3,15
MgO 0,20 1,08 2,81 2,75 6,30 32,94 0,09 0,49
CaO 0,36 2,98 4,40 5,81 12,01 2,43 0,85 2,32
Na2O 2,75 3,17 3,18 3,56 2,65 0,12 8,68 4,74
K2O 4,80 3,15 2,88 0,62 0,55 0,08 5,29 5,79
TiO2 0,12 1,20 1,12 1,82 1,48 0,51 0,09 0,35
P2O5 0,17 0,12 0,15 0,21 0,03 0,26 0,04 0,10
MnO 0,01 0,01 0,02 0,10 0,07 0,77 0,01 0,09
H2O 1,02 1,18 0,41 2,19 0,13 8,38 1,36 0,73
CrO2 - - - - - 0,24 - -
MINERALOGIA DAS ROCHAS ÍGNEAS
Minerais essenciais: feldspatos potássicos (ortoclásio,
microclínio, sanidina) plagioclásio (albita, oligoclásio, andesina,
labradorita, bitownita, anortita), quartzo, olivina, piroxênios (augita,
aegerina), anfibólios (hornblenda), quartzo, feldspatóides – ou fóides
(nefelina, leucita, sodalita)
Minerais varietais: são aqueles que estão presentes em
quantidades signfificativas, mas em volume significativamente menor que
os essenciais, mas são característics de um tipo de rocha, sendo utilizados
para distinguir uma variedade de rocha de outra.
Minerais acessórios: apatita, ilmenita, magnetita, muscovita,
sillimanita, cianita, granada, turmalina, monazita, allanita, titanita, pirita,
calcopirita, pentlandita, cromita, zircão, monazita, etc.
Minerais secundários ou de alteração hidrotermal: minerais do
grupo do epídoto, sericita, fluorita, serpentina, carbonatos, clorita,
(biotita e anfibólio em alguns casos), sulfetos, quartzo, etc, que podem
ocorrem em vesículas, amígdalas, drusas, em veios, ou entre os cristais
ígneos.
Minerais secundários

Pyx

Hbl
Piroxênio substituído por
hornblenda (foto com 1 mm)

Biotita substituída por clorita


(foto com 0,3 mm)
Bt
Tonalito. San Diego, CA. Chl
© John Winter and Prentice Hall.
ÍNDICE DE COR
Minerais claros ou félsicos: macroscopicamente de cores claras ou
incolores, transparentes ou translúcidos em secções finas
Minerais escuros ou máficos: pretos ou esverdeados, coloridos tanto
macroscopicamente como em secções finas.
A cor do mineral é fortemente condicionada pela sua composição química,
ou seja, os máficos são ferro-magnesianos e os félsicos geralmente mais ricos em
sílica e alumínio, com cálcio ou álcalis (potássio e sódio).

Claros Escuros

Feldspatos potássicos (microclínio, Olivinas


ortoclásio)
Plagioclásios (Ab, Ol, Ad, Lb, By, An) Piroxênios (augita)
Quartzo Anfibólios (hornblenda)
Feldspatóides (nefelina, etc) Biotita
Muscovita(*)

(*) Em classificações petrográficas mais rigorosas a muscovita é considerada como


um mineral máfico, o que não será seguido neste curso.
% de máficos Nome

< 1/10 do total Rocha hololeucocrática

1/10 até 1/3 do total Rocha leucocrática

1/3 até 2/3 do total Rocha mesocrática

2/3 até 9/10 do total Rocha melanocrática (ou máfica)

> 9/10 do total Rocha ultramelanocrática


(ou ultramáfica)
CLASSIFICAÇÃO GRANULOMÉTRICA

Tamanho dos minerais Textura fanerítica


> 30 mm muito grossa
5 a 30 mm grossa
1 a 5 mm média
< 1 mm fina

Para o caso de uma textura porfirítica, por exemplo, deverá


também indicada a granulação da matriz (por exemplo,
porfirítica de matriz média).
CLASSIFICAÇÃO QUÍMICA

TIPO DA ROCHA TEOR DE SiO2


Ácida > 65%
Intermediária 65% - 52%
Básica 52% - 45%
Ultrabásica < 45%

TIPO DA ROCHA PROPORÇÕES


Metalumínicas Al2O3 > (Na2O + K2O)
Subalumínicas Al2O3 ~ (K2O + CaO)
Alcalinas e peralcalinas Al2O3 < (Na2O + K2O)
CLASSIFICAÇÃO TEXTURAL
É definida em função da granulação absoluta e relativa dos minerais,
podendo ser consideradas:

Faneríricas muito grossas até médias, podendo


ROCHAS PLUTÔNICAS ser equigranulares, inequigranulares ou
OU ABISSAIS porfiríticas
Tem granulações intermediárias entre os tipos
ROCHAS SUB-VULCÂNICAS acima e abaixo. Podem ter vidro vulcânico, mas
OU HIPOABISSAIS em pequenas quantidades.

Afaníticas ou faneríticas muito finas,


comumente com vidro vulcânico em pequena
ROCHAS VULCÂNICAS quantidade (podendo ser abundante em
algumas rochas). Se for porfirítica, estes
critérios aplicam-se para a matriz da rocha.

COMPOSIÇÃO ROCHA
QUÍMICA PLUTÔNICA SUB-VULCÂNICA VULCÂNICA
Granítica Granito Aplito Riólito
Granodiorítica Granodiorito Dacito sub-vulcânico Dacito
Diorítica Diorito Andesito sub-vulcânico Andesito
Basáltica Gabro Diabásio Basalto
Ultrabásica Peridotito Picrito
Sienítica com nefelina Nefelina sienito Nefelina sienito sub- Fonólito
vulcânico
Sienítica Sienito Traquito
CLASSIFICAÇÃO MINERALÓGICA
Componentes: 70% X, 20% Y e 10% Z
An Introduction to Igneous and Metamorphic Petrology, John Winter, Prentice Hall.
Q
Quartzolite
90 90

A rocha tem que ter pelo menos


Quartz-rich
10% dos minerais Granitoid

60 60

Granite Grano-
diorite

Alkali Fs. 20 20 Qtz. Diorite/


Quartz Syenite Qtz. Gabbro
Quartz Quartz Quartz
Alkali Fs. Syenite Monzonite Monzodiorite
5 5 Diorite/Gabbro/
Syenite Syenite Monzodiorite
10 35 Monzonite 65 90 Anorthosite
A (Foid)-bearing (Foid)-bearing (Foid)-bearing P
Syenite Monzonite Monzodiorite
10 10 (Foid)-bearing
Diorite/Gabbro
(Foid)-bearing
Alkali Fs. Syenite
(Foid) (Foid)
Monzosyenite Monzodiorite

60 60

Rochas plutônicas (Foid)olites

F
Plagioclase
Anorthosite
90
ro

Tro
bb

Olivine
cto
Ga

lite
Olivine Dunite
gabbro 90

Peridotites

Plagioclase-bearing ultramafic rocks Lherzolite


Pyroxene Olivine
(b) 40

Orthopyroxenite Olivine Websterite Pyroxenites


10

(c) 10
Websterite
Clinopyroxenite
Orthopyroxene Clinopyroxene
Q

Rochas vulcânicas
60 60

Rhyolite Dacite

20 20

Trachyte Latite Andesite/Basalt


35 65
A (foid)-bearing (foid)-bearing (foid)-bearing P
Trachyte Latite Andesite/Basalt
10 10

Phonolite Tephrite

60 60

(Foid)ites

F
Diagrama TAS
Le Bas et al. (1986) J. Petrol., 27, 745-750. Oxford University Press.
Rochas vulcanoclásticas

Pettijohn (1975) Sedimentary Rocks, Harper & Row, and Schmid (1981) Geology, 9, 40-43. b. Based on the size of the material.
After Fisher (1966) Earth Sci. Rev., 1, 287-298.
1a: quartzolito, silexito e (?); 1b: granitóide rico em quartzo e (?); 2: álcali-feldspato granito
e (álcali-feldspato riólito); 3a e 3b: granitos e (riólitos); 4: granodiorito e (dacito); 5: tonalito
e (quartzo andesito); 6*: quartzo-álcali-feldspato sienito e (quartzo-álcali-felspato traquito);
7*: quartzo sienito e (quartzo traquito); 8*: quartzo monzonito e (quartzo latito); 9*:
quartzo monzodiorito se An > 50 (quartzo latito andesito) ou quartzo monzogabro se An <
50 e (quartzo latito basalto); 10*: quartzo anortosito, ou quartzo diorito se A < 50 (quartzo
andesito), ou quartzo gabro se An < 50 (quartzo basalto); 6: álcali-feldspato sienito e (álcali-
feldspato traquito); 7: sienito e (traquito); 8: monzonito e (latito); 9: monzodiorito se An <
50 (latito andesito) ou monzogabro se An < 50 (latito basalto); 10: anortosito, ou diorito se
An < 50 (andesito), ou gabro se An > 50 e (basalto); 6': álcali-felspato sienito com fóide e
(álcali-feldspato traquito com fóide); 7': sienito com fóide e (traquito com fóide); 8':
monzonito com fóide e (latito com fóide); 9': monzodiorito com fóide se An < 50 (latito
andesito com fóide), ou monzogabro com fóide se An > 50 ( latito basalto com fóide); 10':
diorito com fóide se An < 50 (andesito com fóide) ou gabro com fóide se An > 50 (basalto
com fóide); 11: fóide sienito e (fonólito); 12: fóide monzosienito e (fonólito tefrítico se tiver
olivina, ou fonólito basanítico se não tiver olivina); 13: fóide monzodiorito se An < 50 ou
fóide monzogabro se An > 50 (tefrito fonolítico ou basanito fonolítico); 14: fóide diorito se
An < 50 ou fóide gabro se An > 50 (tefrito ou basanito); 15: foidolito e (foidito).
An significa o teor de anortita do plagioclásio da rocha, da série isomórfica albita (An 0 - 10),
oligoclásio (An 10 - 30), andesina (An 30 - 50), labradorita (An 50 - 70), bytownita (An 70 - 90) e
anortita (An 90 - 100).
TEXTURAS DA ROCHAS ÍGNEAS (OU MAGMÁTICAS)
Texturas são definidas o arranjo dos minerais que compõe a rocha, ou
seja, sua trama, na escala microscópica ou macroscópica de amostras de mão.

a) faneríticas: é dada quando os minerais, mesmo que muito finos,


podem ser distiguidos a olho nú.
a1) equigranulares
a2) inequigranulares, inequigranulares seriadas e porfiríticas
(fenocristal e/ou megacristal e matriz)
b) afaníticas: a granulação é tão fina que os minerais não podem ser
distinguidos e identificados macroscopicamente. Pode ser porfirítica  afanítica-
porfirítica
c) vítreas ou vitrofíricas: quando a rocha é formada predominantemente
por vidro vulcânico. Pode ser porfirítica  vitrofírica-porfirítica

Quando os minerais mais grossos são muito finos pode ser utilizadas as
denominações microporfirítica, afanítica-microporfirítica e vitrofírica-
microporfirítica
Textura porfirítica
Textura ígnea

Fenocristal de hornblenda zonado


(foto com 1 mm)

Plagioclásio zonado e geminado


em andesito de Crater Lake, OR.
(foto com 0,3 mm)
© John Winter and Prentice Hall.
Textura granofírica Textura gráfica
Laramie Range, WY. © John Winter and Prentice Hall. (foto com 1mm)
Textura poiquilítica em andesito (foto com 1 mm)
Mt. McLoughlin, OR
© John Winter and Prentice Hall.
Fenocristal de olivina reabsorvido (foto com 0,3 mm)
© John Winter and Prentice Hall.
Fenocristal de hornblende com borda desidratada, com óxidos de ferro e piroxênio, indicando
descompressão durante a erupção em caldeira vulcânica.
Andesito. Crater Lake, OR.
Foto com 1 mm.
© John Winter and Prentice Hall.
Textura traquítica (fluxo ígneo)
Traquito, Alemanha.
Foto com 1 mm.
MacKenzie et al. (1982). © John Winter
and Prentice Hall.

Textura em feltro ou pilotaxítica


Andesito basaltico
Mt. McLaughlin, OR
Foto com 7 mm
© John Winter and Prentice Hall. e
Bandamento de fluxo em andesito
Mt. Rainier, WA.
© John Winter and Prentice Hall.

Textura intergranular em basalto


Columbia River Basalt Group, Washington
Foto com 1 mm
© John Winter and Prentice Hall.
Figure 3-16. a. The interstitial liquid (red) between bubbles in pumice (left) become 3-pointed-star-shaped
glass shards in ash containing pulverized pumice. If they are sufficiently warm (when pulverized or after
accumulation of the ash) the shards may deform and fold to contorted shapes, as seen on the right and b. in
the photomicrograph of the Rattlesnake ignimbrite, SE Oregon. Width 1 mm. © John Winter.
ESTRUTURAS DA ROCHAS ÍGNEAS (OU MAGMÁTICAS)
As estruturas são feições maiores da rocha, observáveis na escala de
afloramentos. As principais são:

a) maciças: são dadas pela falta de orientação preferencial dos minerais.


b) acamadadas: são fomadas pela alternância de leitos com decímetros ou
metros de espessura, podendo alcançar até várias dezenas de metros de espessura.
c) bandadas: são definidas pela alternância de leitos de composições
mineralógicas diferentes de espessuras centimétricas.
d) laminadas: neste caso há alternância de leitos com composições mineralógicas
distintas, com poucos milímetros ou décimos de milímetros de espessura.
e) fraturadas: são descontinuidades físicas planares causadas pela contração
devida ao refriamento, por descompressão, quando a rocha é trazida para superfície, ou ou
por esforços tectônicos superpostos.
f) xenoliticas: são observadas em rochas com fragmentos de outras rochas
inclusos.
g) fragmentais: são texturas de rochas formadas por atividades explosivas, que
resultam em fragmentos de rochas, de cristais e de vidro vulcânico.
h) amigdaloidal: antigas bolhas de gás, sem preenchimento
i) vesicular: bolhas preenchidas por minerais, como quartzo, calcita, ágata, opala,
etc),
j) xenolíticas: com fragmentos de outras rochas envolvidos pela rocha ígnea.
Figure 4.21 B
AMBIENTES GEOLÓGICOS DE CRISTALIZAÇÃO
a) Rochas intrusivas: são representadas por aquelas
rochas que resultam da cristalização do magma que invade
rochas pré-existente. Quando estas rochas formam-se em
grandes profundidades, geralmente superiores a 15 - 20 km, são
denominadas de abissais ou plutônicas. Quando ocorrem em
profundidades menores, de poucas centenas de metros a poucos
quilômetros da superfície da crosta, são denominadas de
hipoabissais ou subvulcânicas.

b) Rochas extrusivas: são formadas pela cristalização do


magma (também denominado lava) extravasado na superfície da
crosta, através de vulcões subaéreos ou subaquáticos, ou de
fissuras. Essas são denominadas rochas vulcânicas.
FORMAS DE OCORRÊNCIA
a) Concordantes
a1) derrames ou trapps: lavas cristalizadas em superfície
a2) sills: magmas introduzidos entre estratos paralelos aos das rochas
encaixantes.

b) discordantes
b1) diques: corpos tabulares que atravessam as rochas encaixantes
b2) batólitos: enormes corpos, com muitas dezenas de quilômetros
de extensão
b3) apófises e bossas: intrusões menores associadas aos batólitos
b4) necks: que representam o conduto vulcânico de forma cilíndrica
que alimentava os vulcões
b5) lopólitos
b6) facólitos
b7) lacólitos
Figure 4-2. Volcanic landforms associated with a central vent (all at same scale).
Figure 4-3. a. Illustrative cross section of a stratovolcano.
After Macdonald (1972), Volcanoes. Prentice-Hall, Inc.,
Englewood Cliffs, N. J., 1-150. b. Deeply glaciated north
wall of Mt. Rainier, WA, a stratovolcano, showing layers of
pyroclastics and lava flows. © John Winter and Prentice
Hall.
Projected former height of Brokeoff Volcano Lassen Peak

Brokeoff Mountain Eagle Peak

Figure 4-4. Schematic cross section of the Lassen Peak area. After Williams (1932),
Univ. of Cal. Publ. Geol. Sci. Bull., 21.
Figure 4-5. Cross sectional structure and morphology of
small explosive volcanic landforms with approximate
scales. After Wohletz and Sheridan (1983), Amer. J. Sci,
283, 385-413.
Figure 4-6. a. Maar: Hole-in-the-Ground, Oregon (upper courtesy of
USGS, lower my own). b. Tuff ring: Diamond Head, Oahu, Hawaii
(courtesy of Michael Garcia). c. Scoria cone, Surtsey, Iceland, 1996
(© courtesy Bob and Barbara Decker).

c
Structures and Field Relationships

Figure 4-7. Schematic cross section through a lava dome.


Structures and Field Relationships

Figure 4-8. Pressure ridges on the surface of Big Obsidian Flow, Newberry Volcano, OR. Flow direction is toward the left.
© John Winter and Prentice Hall.
Figure 4-9. Development of the Crater Lake caldera. After
Bacon (1988). Crater Lake National Park and Vicinity,
Oregon. 1:62,500-scale topographic map. U. S. Geol. Surv.
Natl. Park Series.
Figure 4-10. Location of the exposed feeder
dikes (heavy lines) and vents (V's) of the
southeastern portion of the Columbia River
Basalts. Unshaded area covered by CRB. After
Tolan et al. (1989), © Geol. Soc. Amer. Special
Paper, 239. pp. 1-20.
Figure 4-11. Aerial extent of the N2 Grande Ronde flow unit (approximately 21 flows). After Tolan et al. (1989). © Geol.
Soc. Amer. Special Paper, 239. pp. 1-20.
a
a. Ropy surface of a pahoehoe flow, 1996 flows,
Kalapana area, Hawaii. © John Winter and
Prentice Hall.

b. Pahoehoe (left) and aa (right) meet in the 1974 flows


from Mauna Ulu, Hawaii. © John Winter and Prentice
Hall.

b
c

c-e. Illustration of the development of an inflated flow. In


d, a thin flow spreads around a rock wall. In (e), the flow
is inflated by the addition of more lava beneath the earlier
crust. A old stone wall anchors the crust, keeping it from
lifting. The wall can be seen in the low area in part (c). ©
John Winter and Prentice Hall.
a. Schematic drawing of columnar joints in a basalt flow, showing the four common subdivisions of a typical flow. The column
widths in (a) are exaggerated about 4x. After Long and Wood (1986) © Geol. Soc. Amer. Bull., 97, 1144-1155.
b. Colonnade-entablature-colonnade in a basalt flow, Crooked River Gorge, OR. © John Winter and Prentice Hall.
a. Schematic drawing of columnar joints in a basalt flow,
showing the four common subdivisions of a typical flow.
The column widths in (a) are exaggerated about 4x. After
Long and Wood (1986). b. Colonnade-entablature-
colonnade in a basalt flow, Crooked River Gorge, OR. ©
John Winter and Prentice Hall.
Ash cloud and deposits of the 1980 eruption of
Mt. St. Helens. a. Photo of Mt. St. Helens
vertical ash column, May 18, 1980 (courtesy
USGS). b. Vertical section of the ash cloud
showing temporal development during first 13
minutes. c. Map view of the ash deposit.
Thickness is in cm. After Sarna-Wojcicki et al. (
1981) in The 1980 Eruptions of Mount St.
Helens, Washington. USGS Prof. Pap., 1250,
557-600.
Approximate aerial extent and thickness of Mt. Mazama (Crater Lake) ash fall, erupted 6950 years ago. After Young (1990), Unpubl.
Ph. D. thesis, University of Lancaster. UK.
Figure 4-17. Maximum aerial extent of the Bishop ash fall deposit erupted at Long
Valley 700,000 years ago. After Miller et al. (1982) USGS Open-File Report 82-583.
Types of pyroclastic flow deposits. After MacDonald
(1972), Volcanoes. Prentice-Hall, Inc., Fisher and
Schminke (1984), Pyroclastic Rocks. Springer-
Verlag. Berlin. a. collapse of a vertical explosive or
plinian column that falls back to earth, and continues
to travel along the ground surface. b. Lateral blast,
such as occurred at Mt. St. Helens in 1980. c.
“Boiling-over” of a highly gas-charged magma from
a vent. d. Gravitational collapse of a hot dome (Fig.
4-18d).
Section through a typical ignimbrite, showing
basal surge deposit, middle flow, and upper ash
fall cover. Tan blocks represent pumice, and
purple represents denser lithic fragments. After
Sparks et al. (1973) Geology, 1, 115-118. Geol.
Soc. America
Schematic block diagram of some intrusive bodies.
Figure 4-21. Kangâmiut dike swarm in the Søndre
Strømfjord region of SE Greenland. From Escher et al.
(1976), Geology of Greenland, © The Geological
Survey of Denmark and Greenland. 77-95.
Lacólito Lopolito
© John Winter and Prentice Hall.
a. Radial dike swarm around Spanish Peaks, Colorado. After Knopf (1936), Geol. Soc. Amer. Bull., 47, 1727-
1784. b. Eroded remnant of a volcanic neck with radial dikes. Ship Rock, New Mexico. From John Shelton ©
(1966) Geology Illustrated. W. H. Freeman. San Francisco.
The formation of ring
dikes and cone sheets.
a. Cross section of a
rising pluton causing
fracture and stoping of
roof blocks.
b. Cylindrical blocks
drop into less dense
magma below, resulting
in ring dikes.
c. Hypothetical map
view of a ring dike with
N-S striking country
rock strata as might
result from erosion to a
level approximating X-
Y in (b). d. Upward
pressure of a pluton
lifts the roof as conical
blocks in this cross
section. Magma follows
the fractures, producing
cone sheets. Original
horizontal bedding
plane shows offsets in
the conical blocks. (a),
(b), and (d) after
Billings (1972),
Structural Geology.
Prentice-Hall, Inc. (c)
after Compton (1985),
Geology in the Field. ©
Wiley. New York.
Map of ring dikes, Island of Mull,
Scotland. After Bailey et al. (1924),
Tertiary and post-tertiary geology of
Mull, Loch Aline and Oban. Geol.
Surv. Scot. Mull Memoir. Copyright
British Geological Survey.
b. Cone sheets in the same area of Mull, after Ritchey (1961), British Regional Geology. Scotland, the Tertiary Volcanic Districts.
Note that the yellow felsite ring dike in part (a) is shown as the red ring in the NW of part (b). British Geological Survey.
Types of tabular igneous bodies in bedded strata based on method of emplacement. a. Simple dilation (arrows) associated
with injection. b. No dilation associated with replacement or stoping. © John Winter and Prentice Hall.
Gradational border zones between homogeneous igneous rock (light) and country rock (dark). After Compton (1962),
Manual of Field Geology. © R. Compton.
Marginal foliations developed within a pluton as a result of differential motion across the contact. From Lahee (1961),
Field Geology. © McGraw Hill. New York.
Continuity of foliation across an igneous contact for a pre- or syn-tectonic pluton. From
Compton (1962), Manual of Field Geology. © R. Compton.
Block diagram several kilometers across, illustrating some relationships with the country rock near the top of a barely
exposed pluton in the epizone. The original upper contact above the surface is approximated by the dashed line on the
front plane. From Lahee (1961), Field Geology. © McGraw Hill. New York.
a. General characteristics of plutons in the epizone, mesozone, and catazone. From
Buddington (1959), Geol. Soc. Amer. Bull., 70, 671-747.
Structures and
Field
Relationships

Figure 4-32. Developmental sequence


of intrusions composing the Tuolumne
Intrusive Series (after Bateman and
Chappell, 1979), Geol. Soc. Amer.
Bull., 90, 465-482. a. Original intrusion
and solidification of marginal quartz
diorite. b. Surge of magma followed by
solidification of Half Dome
Granodiorite. c. Second surge of
magma followed by solidification of
porphyritic facies of Half Dome
Granodiorite. d. Third surge of magma
followed by solidification of Cathedral
Peak Granodiorite and final
emplacement of Johnson Granite
Porphry.
Block diagram of subsurface salt diapirs in Northern Germany. After Trusheim
(1960), Bull. Amer. Assoc. Petrol. Geol., 44, 1519-1540 © AAPG.
Diagrammatic illustration of proposed pluton emplacement mechanisms. 1- doming of roof; 2- wall rock assimilation, partial
melting, zone melting; 3- stoping; 4- ductile wall rock deformation and wall rock return flow; 5- lateral wall rock displacement
by faulting or folding; 6- (and 1)- emplacement into extensional environment. After Paterson et al. (1991), Contact
Metamorphism. Rev. in Mineralogy, 26, pp. 105-206. © Min. Soc. Amer.
Sketches of diapirs in soft putty models created in a centrifuge by Ramberg (1970), In Newell, G., and N. Rast, (1970)
(eds.), Mechanism of Igneous Intrusion. Liverpool Geol. Soc., Geol. J. Spec. Issue no. 2.
Diagrammatic cross section of the Boulder Batholith, Montana, prior to exposure. After Hamilton and Myers (1967), The
nature of batholiths. USGS Prof. Paper, 554-C, c1-c30.
Schematic section through a hydrothermal system developed above a magma chamber in a silicic volcanic terrane. After
Henley and Ellis (1983), Earth Sci. Rev., 19, 1-50. Oxygen isotopic studies have shown that most of the water flow (dark
arrows) is recirculated meteoric water. Juvenile magmatic water is typically of minor importance. Elsevier Science.
AMBIENTES GEOLÓGICOS DE FORMAÇÃO
A grande maioria das rochas ígneas está representada:

GRANITOS: têm como minerais essenciais feldspatos potássicos,


plagioclásio e quartzo e menores quantidades de biotita e/ou anfibólio e forma-
se quase que exclusivamente na da crosta continental

BASALTOS: essencialmente formados por plagioclásios e piroxênios, às


vezes com quantidades muito subordinadas de olivina, nefelina ou quartzo,
forma-se predominantemente na crosta oceânica, mas grandes derrames estão
presentes na crosta continental
Os granitos formam-se predominantemente em regiões orogênicas:

1) pela fusão de materiais ortoderivados (ígneos) na base da crosta


continental, quando são chamados como do tipo I (ígneo)
2) ou pela fusão de materiais paraderivados (sedimentos), quando são
denominados do tipo S (sedimentar)
De modo mais restrito podem-se formar:
3) pela fusão da base da crosta em regiões não orogênicas, quando são
denominados de tipo A (anorogênico)
4) pela cristalização fracionada de basaltos em em dorsais meso-oceânica,
denominados do o tipo M (mantélico)

Os granitos do tipo I são os granitos mais abundantes e tem mineralogia


"normal". Os do tipo S apresentam minerais aluminosos (como a biotita em em
grande volumes, muscovita, granada, cordierita, sillimanita ou cianita), os do tipo A
tem, caracteristicamente, minerais máficos (piroxênios ou anfibólios) alcalinos, como
a riebeckita, arfvedsonita, aegerina etc, e os do tipo M são muito ricos em anfibólios
e tem praticamente só plagioclásio como feldspato.
Os basaltos ocorrem em abundância:
1) nas dorsais meso-oceânicas (tipo MORB - Mid Ocean Ridge
Basalts), onde ao cristalizarem-se formam a crosta oceânica
2) em regiões estáveis dos continentes, onde fraturas profundas
possibilitam a fusão do manto superior por abaixamento da pressão e
grandes extravasamentos, como os derrames da Bacia Sedimentar do
Paraná, no Decan (Índia), ou na Colúmbia Britânica (EUA)
3) em zonas orogênicas, com a subducção de crosta oceânica sob
crosta oceânica, em ambientes de arcos de ilhas, como no Japão, em margens
continentais tectonicamenete ativas
4) em ilhas oceânicas, como o Hawai.

As diferenciações destes tipos de basaltos é mais complicada e é


feita basicamente através do quimismo, uma vez que praticamente não há
distinções mineralógicas entre eles.
Figure 3-14. Development of cumulate textures. a. Crystals accumulate by crystal settling or simply form in
place near the margins of the magma chamber. In this case plagioclase crystals (white) accumulate in
mutual contact, and an intercumulus liquid (pink) fills the interstices. b. Orthocumulate: intercumulus liquid
crystallizes to form additional plagioclase rims plus other phases in the interstitial volume (colored). There is
little or no exchange between the intercumulus liquid and the main chamber. After Wager and Brown
(1967), Layered Igneous Rocks. © Freeman. San Francisco.
Figure 3-14. Development of cumulate textures. c. Adcumulates: open-system exchange between the
intercumulus liquid and the main chamber (plus compaction of the cumulate pile) allows components that
would otherwise create additional intercumulus minerals to escape, and plagioclase fills most of the
available space. d. Heteradcumulate: intercumulus liquid crystallizes to additional plagioclase rims, plus
other large minerals (hatched and shaded) that nucleate poorly and poikilitically envelop the plagioclases. .
After Wager and Brown (1967), Layered Igneous Rocks. © Freeman. San Francisco.
Figure 3-21. Myrmekite formed in plagioclase at the boundary with K-feldspar. Photographs courtesy © L.
Collins. http://www.csun.edu/~vcgeo005
http://www.soest.hawaii.edu/coasts/lecture/gg101/index.html

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