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As Orações Relativas

O documento aborda as orações adjetivas ou relativas, que modificam substantivos e são introduzidas por pronomes relativos. As orações podem ser classificadas em restritivas e explicativas, além de apresentar formas reduzidas como particípio, gerúndio e infinitivo. Também discute a natureza das orações relativas sem antecedente expresso e suas classificações segundo diferentes autores.

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Tópicos abordados

  • elementos da oração,
  • relativas copiadoras,
  • função do pronome,
  • adjunto adnominal,
  • estruturas relativas,
  • orações adjetivas,
  • complemento nominal,
  • sintagma nominal,
  • modificadores,
  • Rocha Lima
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As Orações Relativas

O documento aborda as orações adjetivas ou relativas, que modificam substantivos e são introduzidas por pronomes relativos. As orações podem ser classificadas em restritivas e explicativas, além de apresentar formas reduzidas como particípio, gerúndio e infinitivo. Também discute a natureza das orações relativas sem antecedente expresso e suas classificações segundo diferentes autores.

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  • elementos da oração,
  • relativas copiadoras,
  • função do pronome,
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  • estruturas relativas,
  • orações adjetivas,
  • complemento nominal,
  • sintagma nominal,
  • modificadores,
  • Rocha Lima

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Faculdade de Letras da UFRJ


Departamento de Letras Vernáculas – Setor de Língua Portuguesa
Sintaxe da LP (LEV300) - Profa. Danielle Kely Gomes

As orações adjetivas ou relativas


Mateus et al. (2003) e
NGB
Raposo et al. (2013)
✓ restritivas ✓ restritivas
✓ explicativas ✓ apositivas

O que são estruturas relativas?

✓ Construções sintáticas cuja função é modificar o substantivo, à semelhança dos adjetivos:

(1) [[As duas turistas [de Lisboa] e [os dois rapazes [brasileiros]]] visitaram o centro da cidade.
(1a) [[As duas turistas [que chegaram de Lisboa] e os dois rapazes [que vivem no Brasil]]] visitaram o centro da
cidade.

Por que orações relativas?

✓ Introduzidas por um pronome relativo, elemento que cumpre uma dupla função: unir a oração
principal à subordinada e estabelecer uma relação entre o substantivo a que se refere a subordinada.

(1a) [[As duas turistas [as turistas chegaram de Lisboa] e os [dois rapazes [os rapazes vivem no Brasil]]] visitaram
o centro da cidade.

O pronome relativo pode assumir quase todas as funções de um nome:

✓ sujeito ✓ complemento nominal


(2) Um indivíduo que zela por seus direitos merece tê- (6) As fortes razões a que você sempre fazia referência
los. desapareceram?
(2a) Um indivíduo [o indivíduo zela por seus direitos] (6a) As fortes razões [você fazia referência às razões]
merece tê-los. desapareceram?
✓ agente da passiva
✓ objeto direto (7) Os mosquitos por que temos sido picados não
(3) Essas são as ideias que ele tanto valoriza. transmitem doenças?
(3a) Essas são as ideias [ele valoriza tanto as ideias]. (7a) Os mosquitos [temos sido picados pelos
mosquitos] não transmitem doenças?
✓ objeto indireto ✓ predicativo
(4) Ali vai o veterano craque a quem me refiro sempre (8) A pessimista que eu era deu lugar a uma
(4a) Ali vai o veterano craque [me refiro sempre ao insuportável sonhadora.
craque]. (8a) A pessimista [eu era pessimista] deu lugar a uma
insuportável sonhadora.
✓ adjunto adnominal ✓ adjunto adverbial
(5) Procuro conviver com pessoas cujas vidas tenham (9) Não conheço uma casa em que/onde/na qual todos
sido ricas em experiências. sejam felizes.
(5a) Procuro conviver com pessoas [as vidas das (9a) Não conheço uma casa [todos sejam felizes na
pessoas tenham sido ricas em experiências]. casa].
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Orações relativas inovadoras no PB oral: as cortadoras e as copiadoras

✓ relativa cortadora: elimina a preposição exigida pela regência do verbo da oração subordinada.
(4) Ali vai o veterano craque [a quem me refiro sempre]. ⟶REFERIR-SE A ALGUMA COISA
(4b) Ali vai o veterano craque [que me refiro sempre].

✓ relativa copiadora: repete (copia) o nome que aparece na principal e na subordinada.


(9) Não conheço uma casa [em que/onde/na qual todos sejam felizes].
(9b) Não conheço uma casa [que todos sejam felizes nela].

Classificação: orações restritivas1 e explicativas/apositivas2

✓ adjetivas restritivas: restringem, limitam o significado do nome a que se referem

(10) Os professores [que estavam cansados do trabalho] deixaram a sala.


De um grupo de professores, somente os que estavam cansados deixaram a sala.

✓ adjetivas explicativas: o conteúdo da oração se aplica a todos os elementos incluídos dentro da


categoria nominal. Aparece, na escrita, demarcada por vírgulas.

(10a) Os professores, [que estavam cansados do trabalho], deixaram a sala.


Todos os professores estavam cansados e, por isso, deixaram a sala.

Formas de realização: as orações reduzidas


✓ particípio:
(11) Elas não ouviam as palavras [gritadas do outro lado do rio].
(11a) Elas não ouviam as palavras [que eram gritadas do outro lado do rio].

✓ gerúndio:
(12) Eram pessoas amigas, [sofrendo muita humilhação].
(12a) Eram pessoas amigas, [que sofriam muita humilhação].

✓ infinitivo:
(12b) Eram pessoas amigas, [a sofrer muita humilhação].
(13) Ela não tem um parente [para deixar seus bens].
(13a) Ela não tem um parente [a quem /ao qual deixar seus bens].
(14) Na sala havia um vaso [para colocar flores].
(14a) Na sala havia um vaso [onde/no qual deixar flores].

▪ (13) e (14): estruturas relativas não contempladas pela GT.

1 “As orações relativas podem estar integradas em construções relativas que constituem um só grupo sintático e prosódico. Nesses casos, não existe
qualquer rutura, sintática ou melódica, entre o antecedente e a oração relativa. Ou seja, nesse tipo de estrutura, as orações pertencem ao mesmo
sintagma nominal que o nome modificado e são modificadores desse nome. A frase (13a) exemplifica esse tipo de oração relativa.
(13a) [Os gatos da minha vizinha que vem cá a casa] não gostam de bofe.
[eles] não gostam de bofe. “
Raposo et al. (2013, p. 2067-2068).

2 “Em alternativa, as orações relativas podem formar um grupo sintático e prosódico autônomo, que se destaca do restante do material (precedente)
do sintagma nominal complexo. Essa independência prosódica e sintática é convencionalmente representada na escrita através do ladeamento por
vírgulas, travessões ou parênteses. A frase (13b) ilustra esse tipo de oração relativa:
(13b) [Os gatos da minha vizinha] [, que vêm cá a casa,] não gostam de bofe. “
Idem.
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Completivas ou relativas? (cf. Rocha Lima, 2002, p. 271-2)

✓ introduzidas por pronomes e advérbios “interrogativos indefinidos”:

(15) [Quem chegar por último] vai perder o lugar.


(16) [O que nos contou] é suficiente.
(17) Cada convidado pode trazer [quem quiser].
(18) A escola dará um prêmio [a quem se destacar na pesquisa].
(19) Não podemos confiar [em quem promete o impossível].
(20) Ele mora [onde sua família vive].
(21) Eles vivem [como Deus quer].

✓ Para a GT, as orações subordinadas exemplificadas entre (15) e (21) são adjetivas sem
antecedentes. A estrutura que as encabeça “condensa” o antecedente e o morfema relativo
(“relativos condensados”, em Rocha Lima, 2002, 271). Para análise, a tradição recomenda que se
“desdobre” os indefinidos, dando-lhes um antecedente:

(15a) Aquele [que chegar por último] vai perder o lugar.


(16a) Aquilo [que nos contou] é suficiente.
(17a) Cada convidado pode trazer aquele/o amigo [que quiser].
(18a) A escola dará um prêmio àquele/ao aluno [que se destacar na pesquisa].
(19a) Não podemos confiar naquele/em alguém [que promete o impossível].
(20a) Ele mora no lugar/no local [em que/onde sua família vive].
(21a) Eles vivem da forma/da maneira [como/pela qual Deus quer].

✓ Para Mateus et al. (2003, cap. 16, seção 4, “orações relativas sem antecedente expresso”), as
estruturas destacadas entre (15) e (21) completam um predicador da oração principal.
Sintaticamente, são orações completivas, sob a forma de relativas livres.

✓ Já em Raposo et al. (2013, cap. 39, seção 1.1, “natureza explícita ou implícita do antecedente”),
as estruturas destacadas entre (15) e (21) são categorizadas como orações relativas com
antecedente implícito. Essas orações são sempre restritivas, “uma vez que constituem o único
material que constrói a referência do sintagma nominal em que estão integradas”. (Raposo et. al.,
2013, p. 2069).

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