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Salmos 116

O Salmo 116 expressa a gratidão do autor a Deus por um grande livramento, destacando sua confiança e amor pelo Senhor que o ouviu em momentos de angústia. O autor reflete sobre a impossibilidade de retribuir as bênçãos recebidas e propõe três formas de ação de graças: contemplação, culto e obediência. A mensagem central é que a verdadeira gratidão a Deus deve se manifestar em louvor público e em uma vida de obediência aos Seus mandamentos.

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Salmos 116

O Salmo 116 expressa a gratidão do autor a Deus por um grande livramento, destacando sua confiança e amor pelo Senhor que o ouviu em momentos de angústia. O autor reflete sobre a impossibilidade de retribuir as bênçãos recebidas e propõe três formas de ação de graças: contemplação, culto e obediência. A mensagem central é que a verdadeira gratidão a Deus deve se manifestar em louvor público e em uma vida de obediência aos Seus mandamentos.

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Salmos 116:1-14

Amo o Senhor, porque ele ouve a minha voz e as minhas súplicas.

Porque inclinou para mim os seus ouvidos, invocá-lo-ei enquanto eu viver.

Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se apoderaram de mim;


caí em tribulação e tristeza.

Então, invoquei o nome do Senhor: ó Senhor, livra-me a alma.

Compassivo e justo é o Senhor; o nosso Deus é misericordioso.

O Senhor vela pelos simples; achava-me prostrado, e ele me salvou.

Volta, minha alma, ao teu sossego, pois o Senhor tem sido generoso para
contigo.

Pois livraste da morte a minha alma, das lágrimas, os meus olhos, da queda,
os meus pés.

Andarei na presença do Senhor, na terra dos viventes.

Eu cria, ainda que disse: estive sobremodo aflito.

Eu disse na minha perturbação: todo homem é mentiroso.

Que darei ao Senhor por todos os seus benefícios para comigo?

Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do Senhor.

Cumprirei os meus votos ao Senhor, na presença de todo o seu povo.

Introdução: será possível retribuir algo ao Senhor? É possível dar algo ao


Senhor que seja comparável às bençãos que Ele nos tem dado?

Este salmo que acabamos de ler é um salmo de ações de graças por um


grande livramento que Deus concedeu ao autor. Podemos perceber isto ao
lermos o vs. 4 que diz “Laços de morte me cercaram, e angústias do inferno se
apoderaram de mim; caí em tribulação e tristeza”. Não sabemos que tipo de
tribulação ou sofrimento o autor estava enfrentando, na verdade, não sabemos
ao certo quem é o autor deste Salmo. Cogita-se que seja Davi descrevendo
seu período de fuga de Saul que o perseguia; outros cogitam que seja
Ezequias, o rei que passou por uma grande doença, mas foi livrado por Deus.
Contudo, a autoria deste texto não é o mais importante. Ele nos passa uma
mensagem vívida e totalmente sincera em suas palavras. É como se o autor
estivesse derramando o seu coração perante o Senhor enquanto escrevia
com imensurável alegria por poder comtemplar as maravilhosas bençãos
que o Senhor o havia concedido.

O autor se encontrava em um estado de tamanha gratidão a Deus que inicia o


texto com uma declaração apaixonada dizendo: “Eu amo o Senhor”. Esta é
sua resposta imediata ao comtemplar a bondade do Senhor. “Eu te amo”.
Talvez a frase mais famosa do mundo. A frase que sabemos dizer até em
línguas que não dominamos. A primeira reação de um casal apaixonado
quando faltam palavras para expressar o sentem por dentro. Mas, na verdade,
é muito difícil explicar o que é amar alguém. Sabemos que Deus é amor, mas
só entendemos o que verdadeiramente significa “ser amor” através daquilo que
Deus fez por nós. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu seu
filho unigênito para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida
eterna.” “Deus prova o seu amor para conosco pelo fato de Cristo ter morrido
por nós enquanto ainda estávamos mortos em nossos delitos e pecados”. Só
entendemos amor através de demonstração de amor. Da mesma maneira, a
gratidão do autor era tão grande que ele precisava se expressar e confessar
publicamente para quem quisesse ouvir, ou ler, “Eu amo o Senhor”. Por quê?
Porque ele me ouviu quando supliquei.

Deus não precisaria nos dar razões extras para amá-Lo, deveríamos O amar
apenas por saber que Ele é Deus, porém, devido aos seus atributos eternos,
devido à Sua imensurável bondade e misericórdia, Deus ainda nos ouve.
Deus nos ouve, atende às nossas súplicas e faz infinitamente mais do que tudo
que pedimos, pensamos ou que possamos merecer, porque Ele é bom e a sua
bondade é melhor que a própria vida. De fato, não merecemos nada de
Deus. Se formos falar de mérito, merecemos apenas a condenação
eterna. Mas o nosso Deus é tão, tão bom, que conforme nos diz o SEGUNDO
VERSO. “Ele inclina seus ouvidos a nós”. Obviamente, uma linguagem
figurativa para expressar mais uma vez que: Deus ouve quando clamamos a
Ele. Quando estamos sofrendo e desesperados e corremos ao Senhor, Ele nos
atende, é o nosso refúgio, a nossa fortaleza, o socorro bem presente na hora
da angústia. Mesmo que seja difícil entender enquanto passamos pelas
dificuldades, podemos nos firmar em um Deus que é fiel e soberano, que não
perdeu o controle de absolutamente nada.

Meus irmãos, e percebam a relação que encontramos neste segundo


verso. Na primeira parte, um reconhecimento da bondade de Deus: inclinou os
seus ouvidos. Na segunda, uma resposta humana imediata: eu o invocarei
enquanto eu viver. Irmãos, nós sabemos da nossa insignificância perante Deus.
Sabemos que não posso fazer nada grande o suficiente para retribuir as
bençãos que recebemos de Deus. Sabemos que não somos dignos da
bondade de Deus e que nunca conseguiríamos chegar até Deus por nossa
própria força, nunca. Contudo, nossa postura diante do Senhor deve ser a
mesma do salmista: ofereceremos ações de graça perante o Senhor. Ações
de graça, ações de gratidão. Precisamos nos questionar assim como o
salmista: o que eu posso dar ao Senhor por todos os benefícios para comigo?

*** Exemplo de Isaias 6

Hoje, gostaria de refletir com a igreja, três pontos principais que nos levam
a entender como podemos oferecer ações de graças ao Senhor.

1. A prática da contemplação.

Contemplar é: 1. fixar o olhar em (alguém, algo ou si mesmo), com


encantamento, com admiração.

2. observar atentamente; analisar.

As disciplinas espirituais nos levam a refletir, a contemplar, quem Deus


é e tudo que Ele já fez e está fazendo. Quando oramos, Jesus não nos orienta
a irmos para lugares barulhentos e públicos, pelo contrário, Jesus nos convida
a praticamente nos escondermos no nosso quarto, com a porta fechada, e
encontrar a Deus no secreto.

O silêncio, a solitude, nos levam a pensar, a refletir, olhar para o passado, e


então podemos perceber o quanto Deus já fez. Assim, temos a oportunidade de
render louvores a Deus de uma maneira mais íntima e pessoal, não só por
aquilo que Ele fez na vida dos outros, mas por poder perceber tudo aquilo que
Ele fez na sua vida. É isso que o salmista faz no salmo 116, mas existem
outros salmos de gratidão, salmos de louvor, de confissão, súplica, intercessão.
Os salmos são orações cantadas extremamente sinceras a Deus. Da mesma
maneira, quando nos debruçamos sob a Palavra do Senhor, analisamos e
refletimos os versos bíblicos, encontramos a revelação de quem Ele é. Quanto
mais entendemos quem o nosso Deus é, quanto mais enxergamos o Seu
caráter nas Escrituras, mais gratos nós ficamos por um Deus que é tão grande
e tão bom e ainda tem tanto amor por nós. A Bíblia nos leva a conhecer a
Deus, e quanto mais conhecemos a Deus, mais O glorificamos. João 17.3 diz
que a vida eterna é conhecer a Deus e Jeremias 9:23-24 nos diz que “— Assim
diz o Senhor: Não se glorie o sábio na sua sabedoria, nem o forte, na sua
força, nem o rico, nas suas riquezas. Mas aquele que se gloria, glorie-se nisto:
em me conhecer e saber que eu sou o Senhor e faço misericórdia, juízo e
justiça na terra; porque destas coisas me agrado, diz o Senhor.”. Deus se
revelou a nós na Escritura, não completamente, porque não somos capazes de
compreendê-Lo totalmente, mas aquilo que Ele queria que nós soubéssemos
está revelado nestas páginas. Então, quando contemplamos as Escrituras, não
devemos buscar apenas conhecimento teórico, argumentos para discussões ou
olhar para a Bíblia como uma obrigação ritualística que deve ser lida por
obrigação, não! Lemos a Bíblia para conhecer a Deus. Devemos ter fome e
sede da Palavra de Deus porque amamos a Deus e queremos conhece-Lo
mais! Queremos saber mais do nosso Deus, porque somos gratos àquele que
nos salvou, aquele que vamos passar a eternidade em sua presença. Se a vida
eterna é conhecer a Deus, a nossa vida aqui na terra também é conhece-Lo.

Problema: Muitas vezes tendemos a fugir deste momento de silêncio, de


contemplação. Enchemos a nossa vida de atividades, de distrações, de
barulhos e nos afastamos deste momento de silêncio perto do Senhor. Mas
nenhum de nós é capaz de fugir. As preocupações, os medos, as angústias e
dificuldades sempre vêm nos atormentar. Para muitos, sempre chegam na hora
de dormir, roubando o sono e nos perturbando. Tentamos fugir, mas não
conseguimos. Neste momento precisamos aplicar o Salmo 46:10 em nossas
“Aquietai-vos e sabei que eu sou Deus”.
Quando paramos e contemplamos, temos a mesma experiência do
salmista. Somos capazes de ver de onde o Senhor nos tirou e onde Ele nos
colocou agora. Observamos as nossas orações respondidas, e as que não
foram, para o nosso bem. Contemplamos na prática como “todas as coisas
cooperam para aqueles que amam ao Senhor”.

E então, só nos resta uma dúvida: o que darei ao Senhor? Após


contemplarmos, conforme vamos conhecendo mais a Deus, ficamos
maravilhados com o tamanho de Seu amor por nós, e o nosso coração deve
ser movido a fazer a mesma indagação do salmista. O que darei?

2. O culto ao Senhor como resposta de gratidão.


“O que darei ao Senhor?” Erguerei o cálice da salvação e invocarei o
nome do Senhor! (Vs. 13)
A primeira resposta do salmista à sua questão é uma ação de graças
pública ao Senhor. Erguer o cálice da salvação é uma referência a um
ritual judeu no qual o anfitrião erguia a cálice, partilhava com todos os
convidados a sua gratidão ao Senhor e ali ele invoca o nome do Senhor.
Louvar em alta voz. Anunciar a Sua bondade. A resposta de gratidão do
salmista foi louvar a Deus em público. E, da mesma maneira, o fazemos
em nosso culto público.
 O nosso culto dominical é um ajuntamento do povo de Deus para louvar
o nome do Senhor por quem Ele é e por tudo que fez por nós.

A partir do momento em que, através de um relacionamento íntimo com o


nosso Deus, somos capazes de reconhecer ao menos um pouco de todos
os seus atributos eternos, a nossa resposta imediata deve ser o louvor da
igreja.

Deus muito se agrada com o louvor do seu povo. Isso era prefigurado nos
rituais religiosos dos judeus, e é plenamente manifestado através da
instituição da igreja. Deus se importa com o louvor individual, mas Ele
instituiu a igreja como o corpo de Cristo aqui na terra, com diferentes dons,
como uma pequena prévia do que será o céu, onde haverá uma gigantesca
reunião dos salvos de todos os povos, línguas, tribos e nações para louvar
ao Cordeiro.
É por isso que nos reunimos como igreja para cultuar o nosso Deus.
Estamos mantendo nossas lamparinas acessas, fortalecendo uns aos
outros em nossa perseverança até o último dia em que Jesus voltará!

Quando falamos sobre adorar a Deus através do culto não estamos nos
referindo apenas aos hinos e cânticos entoados, mas absolutamente todos
os elementos do culto devem render adoração a Deus.

 As orações que são feitas no culto não são apenas as orações dos
pregadores ou pessoas que estão as realizando, mas em concordância,
todos estamos orando como corpo.
 Os louvores entoados não são um show ou uma apresentação de boa
qualidade em que apenas os músicos e cantores são aqueles que estão
rendendo louvor a Deus, mas os ministros de louvor estão aqui para
liderar a igreja em adoração, a fim de que louvemos em uma só voz,
como igreja.
 A leitura e exposição da palavra não é sobre o pregador que está
conduzindo o momento, mas este é apenas um instrumento do Senhor
para proporcionar à igreja, ensino, exortação, correção e conhecimento
sobre a natureza, o caráter de Deus. O ministro da palavra deve ser
como alguém que conduz as ovelhas para mais próximo do Bom Pastor.
Alguém que aponta o caminho correto para que aqueles que estão
seguindo continuem e os que estão desviados retornem.
*** citar o professor Romualdo
 Romanos 12:1
Rogo-vos, pois, irmãos, pelas misericórdias de Deus, que apresenteis o
vosso corpo por sacrifício vivo, santo e agradável a Deus, que é o vosso
culto racional.
O nosso culto racional a Deus não é uma performance. Não é apenas
um ritual. Não podemos estar aqui presentes no corpo, mas com a
mente distante. O culto ao Senhor é o nosso sacrifício vivo. É onde
devemos nos entregar por completo! Onde louvamos ao Senhor de todo
corpo, toda alma, toda força e todo entendimento. Integralmente. O culto
não é pra pessoas, o culto não é pra você. O culto é pro Senhor. É a
nossa resposta de gratidão a Ele.
3. A obediência para a glória de Deus.

O que darei ao Senhor? Cumprirei os meus votos ao Senhor na presença de


todo o povo.

A segunda reação do salmista após render louvores ao Senhor é obedecer ao


Senhor. Oferecer votos era uma prática muito comum entre os judeus. Existem
diversas exortações no Antigo Testamento advertindo de que, se fizer um voto
ao Senhor, você deve cumpri-Lo. Deus é um Deus fiel, sua Palavra não volta
atrás. Da mesma maneira, tudo que nos propomos a fazer, devemos fazer. Não
há escapatória. Nosso sim, deve ser sim, e o não, não.

Porém, através do Novo Testamento sabemos que o mais importante


para o Senhor nunca foram os votos em si, mas a obediência do povo. Todos
os ritos, festas, votos e leis de Israel demonstravam que amar a Deus é
obedecê-Lo.

João 14:15 NAA

— Se vocês me amam, guardarão os meus mandamentos.

Aquele que tem os meus mandamentos e os guarda, esse é o que me ama; e


aquele que me ama será amado de meu Pai, e eu o amarei, e me manifestarei
a ele. João 14:21

O salmista afirma que cumprirá os seus votos na presença do povo. Sua


obediência não é somente velada, mas é refletida para todo o povo de Deus. O
salmista não tem vergonha de demonstrar a sua vida de obediência e devoção
a Deus.

Igreja, nós somos chamados para sermos testemunhas, ou seja, precisamos


viver de acordo com aquilo que cremos. O nosso relacionamento em secreto
com Deus e o nosso culto com o povo de Deus devem causar uma vida de
piedade, de obediência, que reflete a Cristo para todo o mundo.

Meus irmãos, o seu maior testemunho é sua obediência a Deus. A maneira


como você vive nos outros 6 dias da semana reflete para o mundo aquilo que
você tem aprendido aqui. Conforme você altera suas ações, práticas, modo de
falar, de agir, sua postura diante do mundo, esse é seu testemunho. O que
darei ao Senhor por todos os seus benefícios a mim? Farei com que o
nome do Senhor seja louvado por outras pessoas através da minha vida.
Que o nome do senhor seja conhecido, seja famoso em todo o mundo por
nossa causa e não envergonhado.

Romanos 2:21-24.

²¹ então você, que ensina os outros, não ensina a si mesmo? Você, que prega
contra o furto, furta?

²² Você, que diz que não se deve adulterar, adultera? Você, que detesta ídolos,
rouba-lhes os templos?

²³ Você, que se orgulha na lei, desonra a Deus, desobedecendo à lei?

²⁴ Como está escrito: "O nome de Deus é blasfemado entre os gentios por
causa de vocês".

Conclusão

O que darei ao Senhor por todos os benefícios feitos a mim.

Precisamos nos questionar isso diariamente. Precisamos render ao Senhor


ofertas de gratidão. Mesmo que nunca sejamos capazes de retribuir ao Senhor
o que Ele fez por nós, sabemos que o fim principal do homem é glorificar a
Deus. É por isso que estamos aqui. É por isso que isso que cantamos, é por
isso que pregamos, é por isso que servimos, é por isso que vivemos!

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