Instituição ; Uniesamaz centro Universitrio da Amazônia
Materia:Semiologia Semiotécnica profesorra:Gloria Leticia lima
CURSO DE GRADUAÇÃO EM ENFERMAGRM
NOME: VITORIA DA COSTA PSSINHO
Estudos de Caso - Sistematização da Assistência de Enfermagem em
Feridas
Estudo de Caso 1: Ferida Operatória (Pós-colecistectomia)
João da Silva, 45 anos, casado, pedreiro, ensino fundamental completo,
residente em área periférica de um centro urbano. Foi internado para
colecistectomia aberta eletiva devido a quadro recorrente de cólicas
biliares. No 3º dia de pós-operatório, encontra-se em enfermaria cirúrgica,
lúcido, colaborativo, com sinais vitais estáveis. Refere dor leve (3/10) na
incisão abdominal, controlada com analgésicos simples. A ferida
apresenta-se limpa, com pontos de sutura aproximados, sem sinais de
infecção ou deiscência. Demonstra preocupação com o tempo de
recuperação, pois é autônomo e teme perder renda familiar. Sua esposa
está presente durante as visitas e demonstra interesse em aprender os
cuidados com a ferida.
* Perguntas para Discussão:
1. 1. Qual o diagnóstico de enfermagem prioritário para este paciente?
Integridade da pele prejudicada relacionada a procedimento cirúrgico,
evidenciada por presença de ferida operatória abdominal com sutura
2. Qual o fator relacionado à integridade tissular prejudicada neste
contexto?
O fator relacionado é o procedimento cirúrgico (colecistectomia aberta),
que causou ruptura intencional da continuidade da pele.
3. Que intervenção de enfermagem visa reduzir o risco de infecção na
ferida operatória?
• Realizar curativos conforme prescrição médica e técnica
asséptica, observando sinais precoces de infecção (exsudato purulento,
hiperemia, dor intensa, calor local).
• Higienizar as mãos antes e após o cuidado com a ferida.
• Orientar o paciente a não manipular os curativos ou pontos de
sutura.
4. Que ação educativa pode ser oferecida para promover a recuperação?
• Ensinar o paciente e a esposa sobre os cuidados com a ferida,
incluindo troca de curativo, sinais de complicações e importância da
higiene local.
• Orientar sobre a importância de manter repouso relativo e
evitar esforço físico excessivo até liberação médica.
• Esclarecer dúvidas quanto ao tempo estimado de recuperação
e retorno ao trabalho, reforçando a importância da adesão ao tratamento
para evitar complicações
Estudo de Caso 2: Pé Diabético (Úlcera neuropática)
Maria de Lourdes Silva, 68 anos, viúva, aposentada, mora sozinha em uma
área rural de difícil acesso, com histórico de diabetes mellitus tipo 2 há
mais de 15 anos. Usa insulina de forma irregular por dificuldades
financeiras e por medo de aplicar as injeções. Apresenta baixa
escolaridade, pouca adesão a consultas e exames. Procurou a Unidade
Básica de Saúde com queixa de ferida no pé direito há 15 dias. Ao exame,
úlcera plantar com bordas regulares, fundo com tecido de granulação e
exsudato moderado. Não refere dor, mas relata incômodo ao caminhar. A
glicemia está descontrolada (240 mg/dL) e os pés apresentam sinais de
neuropatia periférica. Maria desconhece cuidados preventivos com os pés
e não usa calçados adequados.
* Perguntas para Discussão
5. Qual o diagnóstico de enfermagem mais apropriado para esta situação?
Integridade da pele prejudicada relacionada à neuropatia periférica e
controle glicêmico inadequado, evidenciada por úlcera plantar com
exsudato moderado.
6. Que fator relacionado contribui para o desenvolvimento da ferida?
O principal fator relacionado é a neuropatia periférica associada ao
diabetes mal controlado, o que leva à perda da sensibilidade e à formação
de lesões sem percepção de dor.
7. Qual o curativo mais indicado para úlceras com exsudato moderado e
tecido de granulação?
O curativo mais indicado é o uso de espumas de poliuretano ou hidrofibras
com prata, que mantêm o ambiente úmido ideal para cicatrização,
controlam o exsudato e ajudam a prevenir infecção.
8. Quais orientações educativas devem ser oferecidas para prevenção de
novas lesões?
• Higienizar os pés diariamente com água morna e sabão neutro,
secando bem, especialmente entre os dedos.
• Inspecionar os pés diariamente quanto a feridas, bolhas ou
alterações.
• Utilizar calçados fechados, confortáveis e adequados, com
meias de algodão sem costura.
• Evitar andar descalça, mesmo dentro de casa.
• Controlar rigorosamente a glicemia, com adesão à
insulinoterapia conforme prescrição.
• Manter acompanhamento regular na UBS e realizar exames
periódicos (glicemia, sensibilidade plantar).
• Não usar produtos químicos ou objetos cortantes para remover
calos ou pele seca.plicações.
Estudo de Caso 3: Lesão por Pressão Grau 3 (Região sacral)
Antônio de Souza, 82 anos, viúvo, institucionalizado há 6 meses em uma
casa de repouso após um AVC isquêmico que o deixou com hemiplegia à
direita e incontinência urinária. Apresenta nível de consciência
preservado, mas com dificuldades de comunicação. Está acamado, em uso
de colchão piramidal, mas sem mudança regular de decúbito. A equipe de
enfermagem identificou uma lesão por pressão na região sacral, grau 3,
com perda total da espessura da pele, exposição do tecido subcutâneo,
exsudato espesso e odor fétido. A alimentação é por via oral, mas tem
baixa ingesta de proteínas e líquidos. Apresenta-se magro, com sinais de
desnutrição e episódios frequentes de apatia
9. Qual o diagnóstico de enfermagem relacionado à condição da pele?
Integridade da pele prejudicada relacionada à imobilidade, desnutrição e
umidade excessiva, evidenciada por lesão por pressão grau 3 na região
sacral com perda total da espessura da pele e exsudato purulento.
10. Que fatores contribuem para o agravamento da lesão?
• Imobilidade prolongada (acamado sem mudança de decúbito
regular)
• Incontinência urinária, causando umidade constante na região
• Desnutrição e baixa ingestão de proteínas e líquidos,
dificultando a cicatrização
• Idade avançada
• Uso inadequado de recursos preventivos (colchão piramidal
insuficiente sem mudança de decúbito)
11. Que intervenções de enfermagem são fundamentais na prevenção de
novas lesões?
• Reposicionar o paciente a cada 2 horas, alternando decúbito
• Manter a pele limpa e seca, realizando higiene após episódios
de incontinência
• Usar barreiras protetoras (cremes com óxido de zinco, por
exemplo) nas áreas de risco
• Garantir colchão apropriado para redistribuição de pressão
(ex: colchão de pressão alternada)
• Avaliar diariamente a integridade da pele
• Incentivar e monitorar ingestão de líquidos e proteínas (em
conjunto com nutricionista)
• Registrar e comunicar qualquer sinal de novas lesões à equipe
multiprofissional
12. Qual a importância da equipe multiprofissional no cuidado deste
paciente?
A equipe multiprofissional é essencial para um cuidado integral e eficaz,
pois:
• Enfermeiros realizam cuidados com a pele, curativos e
prevenção de novas lesões.
• Nutricionista avalia e ajusta o plano alimentar para promover a
cicatrização e combater a desnutrição.
• Fisioterapeuta atua na mobilização, prevenção de contraturas
e melhora da circulação.
• Médico ajusta terapêutica, avalia infecções e indica
antibióticos ou procedimentos se necessário.
• Técnicos de enfermagem e cuidadores executam os cuidados
diários, sendo fundamentais na prevenção.
• Psicólogo pode auxiliar no enfrentamento da apatia e melhora
da qualidade de vida.
13. Qual diagnóstico de enfermagem está relacionado à ferida traumática?
Integridade da pele prejudicada relacionada à perfuração por objeto
cortante e contaminado, evidenciada por ferida com secreção purulenta,
rubor, calor, edema e dor intensa.
14. Que fator associado aumenta o risco de infecção nesse caso?
• Atraso na procura por atendimento, o que permitiu a
proliferação de microrganismos.
• Contaminação do objeto perfurante (prego enferrujado).
• Uso de calçado inadequado (sandália de borracha).
• Vacinação antitetânica desatualizada (sem comprovação).
15. Qual o tipo de curativo mais indicado para essa ferida com infecção
local?
• Curativos antimicrobianos, como hidrofibra com prata ou
carvão ativado com prata, que auxiliam no controle da carga bacteriana e
absorvem o exsudato.
• Curativos devem ser realizados com técnica asséptica rigorosa
e frequência conforme avaliação da ferida.
16. Quais medidas preventivas devem ser adotadas neste caso, além do
curativo?
• Atualização da vacinação antitetânica (toxóide tetânico ou
vacina dT) imediatamente, se estiver desatualizada ou desconhecida.
• Avaliação médica para prescrição de antibióticos sistêmicos,
devido aos sinais de infecção local.
• Orientaçāo sobre uso de calçados fechados e apropriados para
o trabalho rural.
• Educação em saúde sobre importância da busca precoce por
atendimento médico em casos de acidentes.
• Acompanhamento ambulatorial para monitoramento da
cicatrização e sinais de agravamento.