Oma - Compilado 22-23-24 Com Gabarito
Oma - Compilado 22-23-24 Com Gabarito
Desenho ganhador do júri popular do Ecocartoon 2012, do cartunista Alexandre Alves Franco (Brasil).
(Adaptado de: https://www.facebook.com/ecocartoon. Acesso em: 13 de maio de 2022.)
Aquecimento global é o aumento da temperatura média dos oceanos e da camada de ar próxima à superfície da
Terra, que pode ser consequência de causas naturais e atividades humanas. Esse aquecimento é provocado pelo
efeito estufa que, mesmo sendo natural, é intensificado pelo aumento de emissões antrópicas de gases do efeito
estufa (GEE) decorrentes de intervenções humanas e desencadeia uma série de desequilíbrios à natureza, aos seres
humanos e à vida no planeta como um todo. Podemos agir coletivamente para mitigar o aquecimento global,
A) reduzindo o consumo de carnes, por mais que a agropecuária não contribua significativamente com a emissão de
GEE no Brasil.
B) evitando o uso de canudos e copos descartáveis, pois esses utensílios são usados por poucos minutos e sua
reciclagem é difícil de ser realizada.
C) utilizando outros transportes além dos veículos, ou que estes sejam movidos a etanol, cuja queima não impacta a
emissão de GEE.
D) economizando energia elétrica, pois sua geração envolve processos que contribuem para o aquecimento global.
E) diminuindo a produção de resíduos e preferindo produtos reciclados, cuja cadeia produtiva é isenta de impactos
ambientais atmosféricos.
As inúmeras intervenções humanas na Mata Atlântica ao longo dos séculos vêm causando impactos que podem
chegar a ser catastróficos para as populações que vivem no território e dependem desse bioma. Uma dessas
situações é
A) a contaminação e escassez das fontes de água que são oriundas desse bioma, o que provocaria uma grande
crise de abastecimento em diversas cidades do país.
B) a melhoria dos sistemas de fiscalização dos órgãos públicos, fato que acarretaria uma diminuição na exploração
da flora atlântica, de onde muitas famílias tiram seu sustento.
C) a implementação de políticas de conservação ambiental, que poderão causar a demissão em massa de muitos
trabalhadores, pela redução no ritmo da expansão de indústrias, da agricultura e do turismo feito de forma
sustentável nesses locais.
D) a destruição da vegetação, que produz alterações no microclima da região e, consequentemente, o aquecimento
global.
E) uma maior fiscalização quanto ao comércio de animais endêmicos, que prejudicará a economia local, regional e
nacional.
QUESTÃO 04 (OMA 2022 – 1ª Etapa)
O conceito de Química Verde (Green Chemistry) surgiu nos anos 90 e foi definido pela IUPAC (International Union of
Pure and Applied Chemistry) como: "A invenção, desenvolvimento e aplicação de produtos e processos químicos
para reduzir ou eliminar o uso e a geração de substâncias nocivas de algum modo à saúde humana ou ao meio
ambiente”. Tecnologia limpa, redução na fonte, prevenção primária, entre outros, são os termos mais utilizados dessa
ideia que tem como objetivo o desenvolvimento autossustentável.
.
(www.abq.org.br/simpequi/2010/trabalhos/122-7744.htm, acesso em 30/05/2022)
A) favorece a diminuição na curva de demanda devido ao aumento de novos produtos químicos gerados por
processos alternativos mais limpos.
B) favorece o aumento da disponibilidade dos recursos naturais, uma vez que promove a geração de rotas
alternativas de síntese química.
C) promove a sustentabilidade, pois proporciona uma tendência ao equilíbrio entre a demanda e a disponibilidade
dos recursos naturais.
D) reduz na fonte, pois com a geração de novos produtos, através de tecnologias limpas, favorece o aumento da
curva de disponibilidade diminuindo significativamente a curva da demanda.
E) evita o colapso pois seus processos estabilizam a curva da demanda aumentando a curva de disponibilidade dos
recursos naturais
Neste exato momento, cerca de um bilhão de pessoas sofrem de fome crônica. Os agricultores do mundo cultivam
comida suficiente para alimentá-las, mas a distribuição não é adequada, e mesmo que fosse, muitos não poderiam
pagar porque os preços estão subindo. Mas outro desafio é iminente. Até 2050, a população mundial aumentará em
mais de dois ou três bilhões, o que provavelmente dobrará a demanda de alimentos de acordo com vários estudos. A
demanda também aumentará porque muito mais pessoas terão renda mais altas, o que significa que consumirão
mais, especialmente carne. Expandir a utilização de terras para cultivar biocombustíveis exercerá pressões adicionais
nas fazendas. Portanto, mesmo que resolvamos os atuais problemas de pobreza e acesso – uma tarefa intimidadora
–, também teremos de produzir duas vezes mais para garantir um abastecimento global adequado. Uma equipe
internacional de especialistas determinou cinco passos que, se executados juntos, poderiam aumentar em mais de
100% a comida disponível para consumo humano globalmente, reduzindo em muito, ao mesmo tempo, as emissões
de gases de efeito estufa e a perda de biodiversidade, assim como o uso e a poluição da água.
(Texto extraído do artigo: PODEMOS ALIMENTAR O MUNDO E PRESERVAR O PLANETA?, Scientific American Brasil, Ed. 02, O Futuro da Alimentação,
São Paulo: Nastari Editores, Out 2018).
Nesse contexto, uma solução para aumentar a disponibilidade de alimentos para o consumo humano no futuro, de
forma sustentável, seria
A luz aumentou e espalhou-se na campina. Só aí principiou a viagem. Fabiano atentou na mulher e nos filhos,
apanhou a espingarda e o saco dos mantimentos, ordenou a marcha com uma interjeição áspera. Afastaram-se
rápidos, como se alguém os tangesse, e as alpercatas de Fabiano iam quase tocando os calcanhares dos meninos.
A lembrança da cachorra Baleia picava-o, intolerável. Não podia livrar-se dela. Os mandacarus e os alastrados
vestiam a campina, espinho, só espinho. E Baleia aperreava-o. Precisava fugir daquela vegetação inimiga.
RAMOS, Graciliano Vidas Secas, Record, 1938. (fragmento)
A Caatinga é o único bioma exclusivamente brasileiro. Sua vegetação, também denominada caatinga, descrita por
Graciliano Ramos como “vegetação inimiga” apresenta diversas peculiaridades adaptativas, tal caracterização é
determinante para a construção da estética modernista no enredo apresentado. Podem ser observadas nesse bioma
características próprias, como
A) a presença de espinhos cuja principal função é defender a planta do ataque de animais como a situação
vivenciada pela cadela Baleia.
B) as folhas grandes e com limbo largo, que diminuem o potencial de transpiração, como exemplificado no trecho
“Os mandacarus e os alastrados vestiam a campina, espinho, só espinho”.
C) as plantas cujos caules e raízes apresentam tecidos de reserva pouco desenvolvidos como justificado no trecho
“Os mandacarus (...) vestiam a campina”.
D) a alta intensidade de insolação anual e irregularidade pluviométrica temporal e espacial, características essas
que colaboram para a formação do contexto socioambiental descrito no livro.
E) os solos homogêneos quanto à tipologia e à textura, profundos, pedregosos e de baixa fertilidade que
dificultavam a sobrevivência e o deslocamento da família, como observa-se em “ordenou a marcha com uma
interjeição áspera.”
O sertão paraibano dispõe de três principais investimentos, correspondente a construção de três usinas nomeadas
de Coremas I, Coremas, II e Coremas III, contando com 93 MW de potência instalada e gerando um investimento de
até R$ 426 milhões. Além disso, de acordo com a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL), na mesma área de
instalação, a cidade de Coremas possui um dos maiores parques de geração de energia solar da América Latina,
correspondendo a mais de 320 hectares de placas solares instaladas para a captação.
As três usinas são capazes de gerar eletricidade para mais de 150 mil pessoas da região e ainda oferecerem 800
empregos diretos à população. Além disso, o nível de incidência solar de Coremas é considerado um dos maiores do
Nordeste e talvez do país, o que contribui para estudos e pesquisas a fim de implementar novas usinas para a
geração de energia na cidade.
A) a corrente elétrica gerada pelos painéis é do tipo alternada, e existe a necessidade de um inversor para
transformá-la em contínua, antes de realizar sua distribuição.
B) a energia elétrica gerada é armazenada em baterias de lítio para posterior distribuição na rede elétrica.
C) considerando o total de potência instalada e as 150 mil pessoas atendidas na região, podemos afirmar que cada
pessoa consome, em média, 620 MW de energia elétrica por ano.
D) causaria um grande impacto socioambiental por ocupar áreas intensamente utilizadas para a produção
agropecuária.
E) a região em questão favorece sua instalação pelos altos índices de irradiação solar e baixos nível de precipitação
pluviométrica anual.
QUESTÃO 08 (OMA 2022 – 1ª Etapa)
O ciclo de vida do Aedes aetypti necessita de algumas condições para ocorrer perfeitamente. Impedir que ele
aconteça por completo pode diminuir a incidência de doenças transmitidas pelo inseto, como dengue e febre
amarela. Essas ações são indicadas na peça publicitária por características linguísticas peculiares, inferindo-se que
A) a etapa de oviposição pode ser evitada através das ações 5, 9 e 10 indicadas na peça publicitária pelos verbos
de possibilidade “deixe”, “evite” e “limpe”.
B) a etapa 1 do ciclo de vida pode ser evitada pelas ações 1 e 11 indicadas na campanha pelo verbo de
aconselhamento “mantenha”.
C) a etapa 3 do ciclo de vida pode ser interrompida pelas ações 6 e 8 indicadas na campanha pelos verbos de
aconselhamento “ficar” e “armazenar”.
D) o desenvolvimento dos ovos após a eclosão pode ser interrompido através das ações 1, 2 e 3 indicadas na peça
publicitária pelos verbos de imprecisão “mantenha”, “varra” e “coloque”.
E) a transmissão das doenças pode ser evitada diretamente pelas ações indicadas em 2 e 3 apontadas na peça
publicitária pelos verbos de realização “varra” e “coloque”.
QUESTÃO 09 (OMA 2022 – 1ª Etapa)
Poluição é toda e qualquer alteração física, química ou biológica do ar, água e solo que origine condições nocivas à
saúde, à segurança e ao bem-estar; tudo o que altere a estética e tudo o que prejudique o uso humano destes
recursos. Dos muitos tipos de poluição, um que tem se tornado preocupante é a poluição da água porque dela
depende a nossa sobrevivência e o desenvolvimento da sociedade. A tomada de ação para diminuir a poluição das
águas torna-se imprescindível. Entre as medidas de controle da poluição, temos os tratamentos dos efluentes. São 3
os principais tipos de tratamentos de efluentes: tratamentos primários, secundários e terciários. São etapas do
tratamento primário,
“A maior parte dos metais pesados são venenosos ao seres humanos. Eles diferenciam-se dos compostos orgânicos
tóxicos, por serem absolutamente não degradáveis, de maneira que podem acumular no meio ambiente onde
manifestam sua toxicidade. Isso significa que eles tem elevados níveis de reatividade e bioacumulação, o que faz
com que permaneçam em caráter cumulativo ao longo da cadeia alimentar”.
Jornal Estado de Minas, 16/03/2016.
(https://www.em.com.br/app/noticia/especiais/educacao/enem/2016/03/16/noticia-especial-enem,744010/o-risco-de-contaminacao-dos-rios-e-nascentes-com-metais-
pesados.shtml, Acesso em 30/05/2022).
A) embora os metais pesados sejam tóxicos, a erva-mate é uma fonte alternativa de ferro na nutrição humana.
B) os metais pesados são elementos químicos importantes no desenvolvimento físico humano.
C) em níveis moderados de concentração, os metais pesados são elementos químicos fundamentais na nutrição
humana, porém em níveis elevados podem transforma-los em super-heróis.
D) a bioacumulação de metais pesados é um problema ambiental enfrentado exclusivamente pelos produtores de
erva-mate.
E) a contaminação da erva-mate por metais pesados é um problema ambiental, uma vez que, por não serem
biodegradáveis esses elementos influenciam diretamente na cadeia alimentar.
O caramujo gigante africano, Achatina fulica, é uma espécie exótica que tem despertado o interesse das autoridades
brasileiras, uma vez que tem causado danos ambientais e prejuízos econômicos à agricultura. A introdução da
espécie no Brasil ocorreu clandestinamente, com o objetivo de ser utilizada na alimentação humana. Porém, o
molusco teve pouca aceitação no comércio de alimentos, o que resultou em abandono e liberação intencional das
criações por vários produtores. Por ser uma espécie herbívora generalista (alimenta-se de mais de 500 espécies
diferentes de vegetais), com grande capacidade reprodutiva, tornou-se uma praga agrícola de difícil erradicação.
Associada a isto, a ausência de predadores naturais fez com que ocorresse um crescimento descontrolado da
população.
O desequilíbrio da cadeia alimentar observado foi causado pelo aumento da densidade populacional de
consumidores
A) o trecho “não posso respirar” remete a alterações atmosféricas provocadas pela emissão de gases por atividades
humanas como queimadas e uso de combustíveis fósseis.
B) a diminuição da biodiversidade está representada no trecho “a terra está morrendo, não dá mais plantar”, devido
a limitação da reprodução devido as alterações ambientais.
C) o verso “poluição comeu” se refere às várias consequências da poluição ambiental, com chuvas ácidas,
intensificação do efeito estufa e poluição do lençol freático, que podem ser identificadas na construção do texto.
D) o excerto “e se plantar não nasce, se nascer não dá” remete à diminuição da produtividade agrícola, ligada
exclusivamente à poluição do solo.
E) os efeitos de sentidos literários do texto remetem a vários tipos de alteração ambiental, como poluição, extinção
de espécies, deslizamentos e enchentes.
“A remoção da vegetação, impermeabilização do terreno e canalização dos rios traz diversas consequências (a maior
parte delas negativas) para o ambiente. Percebe-se o resultado dessa falta de atenção com a natureza nos eventos
pluviométricos extremos, quando a capacidade de amortecimento de enchentes é comprometida e limitada pelas
alterações antrópicas. E disso decorrem diversos tipos de degradação ambiental. O planejamento ambiental e urbano
deve ser pautado em minimizar o impacto no ciclo hidrológico. Se as obras de drenagem forem pensadas de modo
que reproduzam o ambiente natural, mas ao mesmo sirvam apara atender as necessidades da população que
ocupam o espaço natural, o risco tanto para a sociedade quanto para o ambiente será minimizado”.
(FRITZEN, M.; BINCA, A.L. Alterações no ciclo hidrológico em áreas urbanas: cidade, hidrologia e impactos no ambiente. Ateliê Geográfico: Goiânia-GO, v. 5, n. 3,
p.239-254, dez. 2011.)
A impermeabilização do solo e a retirada da vegetação podem ocasionar alterações em que etapas do ciclo
hidrológico?
A) Infiltração e evapotranspiração.
B) Evaporação e precipitação.
C) Infiltração e precipitação.
D) Evaporação e condensação.
E) Escoamento superficial e condensação.
QUESTÃO 14 (OMA 2022 – 1ª Etapa)
A) a Amazônia é o Bioma com maior percentual de área desmatada no Brasil, informação descrita no infográfico
pelos ícones.
B) os hotspots brasileiros apresentam áreas remanescentes de dimensão semelhante, evidenciados pela estratégia
de dados percentuais no mapa.
C) a Caatinga e Pampa são biomas que apresentam a maior área percentual desmatada, definida pela relação entre
a descrição fotográfica e o texto visual.
D) a Amazônia e Pantanal apresentam a mesma área desmatada, informação apresentada pela relação entre texto
verbal e visual.
E) a Mata Atlântica é o Bioma com menor área percentual remanescente no Brasil, resultado apresentado por
comparações numéricas e dados percentuais.
QUESTÃO 15 (OMA 2022 – 1ª Etapa)
Refugiados climáticos: 17 milhões de pessoas na América Latina poderão ser forçadas a migrarem até 2050
O Banco Mundial publicou um alerta preocupante sobre os efeitos das mudanças climáticas na vida dos seres
humanos já para os próximos anos: 216 milhões de pessoas em seis regiões do mundo, incluindo a América Latina,
poderão ser forçadas a se mudarem de seus países até 2050 para fugirem de eventos climáticos adversos. A região
mais afetada deverá ser a África Subsaarinana, concentrando quase 40% dos migrantes climáticos (86 milhões) das
próximas três décadas. Na sequência aparece o Leste Asiático e Pacífico, com 22,6% (49 milhões) das futuras
migrações do tipo. A América Latina também é classificada como área de alerta, de onde deverão sair 17 milhões de
migrantes climáticos até 2050, mais de 7% do total para o período. Demais populações que deverão sofrer com as
alterações do clima estão no Sul da Ásia, Ásia Central, África do Norte e a Europa Oriental.
Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2021/09/13/refugiados-climaticos-17-milhoes-de-pessoas-na-america-latina-poderao-ser-forcadas-a-migrarem-ate-
2050.ghtml Acesso em: 23/05/2022
Alterações nos padrões do clima tem feito com que populações inteiras precisem buscar outros locais para
sobreviver. Esses deslocamentos humanos
A) estão ligados ao aumento das temperaturas e crescimento de eventos extremos como enchentes, terremotos e
outros efeitos causados pelas mudanças climáticas.
B) tem menor intensidade em países afetados pela pobreza, pois nesses já há uma intensa política de assistência a
população quanto a itens como alimentação e energia.
C) são alarmantes para países em desenvolvimento com infraestrutura deficiente, principalmente para pequenos
territórios banhados pelo mar.
D) tem baixa conexão com a capacidade de produzir alimentos, pois a atividade agropecuária pode ser favorecida
por chuvas intensas e pelo aumento da temperatura.
E) promovem crises humanitárias localizadas, visto que as migrações são motivadas apenas pela ocorrência de
eventos climáticos extremos.
As concentrações de gases de efeito estufa estão em seus níveis mais altos em 2 milhões de anos e as emissões
continuam aumentando. Como resultado, a Terra está agora cerca de 1,1 °C mais quente do que no final do século
XIX. A última década (2011-2020) foi a mais quente já registrada. Muitas pessoas pensam que as mudanças
climáticas significam principalmente temperaturas mais altas. Mas o aumento da temperatura é apenas o começo da
história. Como a Terra é um sistema, onde tudo está conectado, mudanças em uma área podem influenciar
mudanças em todas as outras. As consequências das mudanças climáticas agora incluem, entre outras, secas
intensas, escassez de água, incêndios severos, aumento do nível do mar, inundações, derretimento do gelo polar,
tempestades catastróficas e declínio da biodiversidade.
Diante das consequências das mudanças climáticas apresentadas no texto, qual ação colaboraria para mitigar o
aumento da temperatura global?
A) Investir na construção de barragens, eclusas e diques em regiões litorâneas para reverter aumento do nível do
mar e conter o avanço da água nas cidades.
B) Deslocar as populações de regiões com altas temperaturas, como as regiões tropicais, e buscar regiões com
climas mais amenos, como as regiões temperadas e polos do planeta.
C) Incentivar o desenvolvimento de filtros industriais de CO2 e de aparelhos capazes de absorver esse gás da
atmosfera, permitindo a utilização sustentável de combustíveis fósseis.
D) Reduzir o consumo de produtos industrializados, pois o descarte e a decomposição de seus resíduos impacta a
atmosfera, embora não implique em poluição do solo ou da água.
E) Aplacar progressivamente o desmatamento e as queimadas e promover o reflorestamento, visto que as florestas
são importantes sumidouros de gás carbônico.
QUESTÃO 17 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
Analise a charge.
Chuva ácida é um termo amplo que inclui qualquer forma de precipitação
com componentes ácidos, tais como ácido sulfúrico (H 2SO4) ou nítrico
(HNO3), que caem no solo em formas úmidas ou secas. Isso pode incluir
chuva, neve, neblina, granizo ou até mesmo poeira ácida. Sobre esta
problemática ambiental, a charge
É um conjunto de fontes de energia ofertado no país para captar, distribuir e utilizar energia nos setores comerciais,
industriais e residenciais. A matriz representa a quantidade de energia disponível em um país, e a origem dessa
energia pode ser de fontes renováveis ou não renováveis. A matriz energética mundial é composta, em sua maioria,
por fontes não renováveis – os combustíveis fósseis como petróleo, carvão mineral e gás natural ainda constituem
grande parte da energia utilizada em todo o mundo.
(Extraído do texto: https://brasilescola.uol.com.br/o-que-e/geografia/o-que-e-matriz-energetica.htm, de autoria de Amarolina Ribeiro. Acesso em: 06 ago 2022)
A) em sua maior parte por fontes energéticas não renováveis, como os combustíveis fósseis e gás natural.
B) majoritariamente por fontes de energias renováveis em função da produção hidrelétrica e da utilização do etanol.
C) totalmente por fontes renováveis de energia, como energia eólica e energia fotovoltaica.
D) apenas por fontes energéticas não renováveis de energia, como o carvão mineral e as usinas nucleares.
E) principalmente de fontes renováveis, tendo como maior expoente a geração de energia fotovoltaica.
O Monitor Global de Lixo Eletrônico 2020 da ONU registrou um recorde de 53,6 milhões de toneladas de resíduos
eletrônicos gerados em todo o mundo em 2019. Trata-se de um aumento de 21% em apenas cinco anos. De acordo
com o relatório, a Ásia gerou o maior volume de Resíduos de Equipamentos Eletroeletrônicos (REEE) naquele ano,
cerca de 24,9 Mt (mega toneladas), seguido pelas Américas (13,1 Mt) e Europa (12 Mt), enquanto a África e a
Oceania geraram 2,9 Mt e 0,7 Mt, respectivamente. Já de olho apenas na região da América Latina e Caribe, outro
relatório da ONU, o Monitor Regional de Lixo Eletrônico para América Latina 2021, mostrou que a geração de lixo
eletrônico aumentou 49% em nove anos, de 0,9 Mt em 2010 para 1,3 Mt em 2019. Dessas verdadeiras montanhas de
lixo eletrônico, em 2019 foram coletadas e recicladas apenas 17,4%, de acordo com o relatório. Na América Latina,
só 2,7% do total de resíduos eletrônicos foram coletados e gerenciados de maneira ambientalmente correta. Com o
pé no acelerador, o relatório também prevê que o lixo eletrônico global atingirá 74 Mt até 2030, o que significaria que
a quantidade de resíduos gerados dobrou em um período de apenas 16 anos. Isso torna o lixo eletrônico o fluxo de
lixo doméstico que mais cresce no mundo, alimentado principalmente por maiores taxas de consumo de
equipamentos elétricos e eletrônicos, ciclos de vida curtos, e poucas opções de reparo.
(Adaptado de: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2022/05/lixo-eletronico-o-que-e-e-por-que-e-importante-recicla-
lo#:~:text=O%20que%20%C3%A9%20lixo%20eletr%C3%B4nico&text=Por%20serem%20feitos%20com%20alta,ambiente%20quanto%20a%20sa%C3%BAde%20hum
ana. Por: Redação National Geographic Brasil,Publicado em: 24 mai 2022. Acesso em 07/08/2022).
O consumo de objetos eletrônicos e sua destinação serão grandes questões para a humanidade nos próximos 50
anos, sendo
A) o lixo eletrônico formado por computadores, celulares, TVs e aparelhos eletroeletrônicos que são descartados
quando estão obsoletos ou quebrados, mas não constituem parte do lixo doméstico.
B) a reciclagem de resíduos eletrônicos crescente, o que permite prever que até 2030, a maioria desses resíduos
terão uma destinação adequada e não causarão impactos ambientais.
C) a quantidade de lixo eletrônico reciclada em 2019 cerca de 9,3 Mt, de acordo com o relatório do Monitor Global
de Lixo Eletrônico 2020 da ONU.
D) a Ásia responsável por mais da metade dos REEE gerados no ano de 2019.
E) os seus resíduos compostos de substâncias tóxicas e metais pesados, como o chumbo, mercúrio, cromo e
cádmio, capazes de contaminar o solo, embora sejam biodegradáveis.
Recentemente, uma pesquisa da Carbon Brief mostrou que o Brasil ocupa o 4º lugar no ranking dos países que mais
emitiram gases poluentes desde 1950. O estudo atualizado, publicado em outubro de 2021, incluiu o país entre os
grandes emissores, por causa da liberação de CO 2 na atmosfera decorrente de desmatamento e manuseio do solo
ao longo dos últimos 171 anos.
Os gráficos apontam os resultados do monitoramento por satélite realizado pelo projeto Prodes, do Instituto Nacional
de Pesquisas Espaciais (INPE), acerca do desmatamento da Amazônia Legal entre os anos de 1988 e 2020. De
acordo com os dados apontados,
2
A) a área de desmatamento na Amazônia Legal aumentou 12 mil km entre os anos de 2016 e 2020.
B) o estado do Acre apresenta uma área de desmatamento na Amazônia Legal, aproximadamente, 10 vezes menor
que o estado do Pará entre 1988 e 2020.
C) os estados do Pará, Mato Grosso e Rondônia foram os que mais desmataram a Amazônia Legal de 1988 a 2020,
sendo que a maior taxa foi do estado do Pará, entre 2019 e 2020.
D) o maior decréscimo linear na taxa de desmatamento na Amazônia Legal ocorreu entre os anos de 2004 e 2008.
E) os estados do Tocantins e Roraima apresentam áreas de desmatamento muito próximas, sendo que o estado de
Roraima apresentou o maior percentual na taxa de desmatamento da Amazônia Legal, desde 2018.
QUESTÃO 22 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
A manchete a seguir refere-se ao caderno de anotações de Marie Curie, cientista polonesa pioneira no estudo dos
princípios da física atômica e da radioatividade.
(https://www1.folha.uol.com.br/ciencia/2021/11/marie-curie-as-anotacoes-da-cientista-que-ficarao-guardadas-em-caixas-de-chumbo-por-1500-anos.shtml. Acesso em
09/08/2022).
A exposição de material nuclear ao meio ambiente libera substâncias radioativas no ar e no solo. Um dos grandes
problemas da contaminação nuclear é que os níveis de radioatividade podem permanecer altos por décadas. Desta
forma, por se tratar da contaminação com o elemento químico rádio (Ra), cientistas estimam que a desintegração
natural dos átomos, presentes no caderno de anotações da cientista, só ocorra em 1.500 anos. O processo de
redução da radioatividade, chamado decaimento radioativo, é um processo natural e não há como alterar seu ritmo.
Isto ocorre porque
Com mais de 8 mil torres eólicas, NE sofre com danos ambientais silenciosos
A instalação em grande escala de parques eólicos na região Nordeste se tornou motivo de preocupação para
pesquisadores do tema, que dizem que o avanço do setor ao longo das últimas duas décadas ocorreu sem minimizar
corretamente os danos ambientais. Tida como uma das energias produzidas mais limpas, a produção eólica, que
utiliza o vento, vem ganhando força no país. Segundo a Abeeólica (Associação Brasileira de Energia Eólica), são 805
parques, 708 deles no Nordeste. Ao todo são 8.211 torres instaladas somente na região. A coordenadora do Labocart
(Laboratório de Geoprocessamento e Cartografia Social) da UFC (Universidade Federal do Ceará) —que reúne
pesquisadores sobre a energia eólica em todo o país—, Adryane Gorayeb, alerta que, com a instalação dessas
milhares de torres, é preciso trabalhar agora com o conceito de impactos cumulativos.
(https://noticias.uol.com.br/colunas/carlos-madeiro/2022/07/03/com-mais-de-700-parques-eolicos-ne-sofre-com-danos-ambientais-silenciosos.htm Acesso em
19/08/2022).
Para a construção dos parques eólicos várias modificações ambientais são necessárias, como desmatamento,
construção de estradas com calçamento e asfalto, impermeabilização do solo, exploração de águas subterrâneas,
injeção de concreto no subsolo, entre outras, que, em conjunto com os impactos ambientais do funcionamento das
hélices, podem,
A) atrapalhar rotas migratórias de aves, causando muitas colisões e afugentamento desses animais.
B) interferir na movimentação de dunas, devido ao concreto utilizado para fixar as torres eólicas.
C) modificar o microclima, pois as hélices movimentam massas de ar e mudam a temperatura local.
D) escassear o acesso a água dos poços, por mais que favoreça reservatórios de água superficiais.
E) provocar poluição sonora e do ar, pelos ruídos e resíduos gerados pelas torres em funcionamento.
QUESTÃO 24 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
A autodepuração das águas pode ser entendida como um processo natural, no qual cargas poluidoras, de origem
orgânica, lançadas em um corpo d’água são neutralizadas. Trata-se de uma sucessão ecológica em busca de
restabelecer o equilíbrio aquático. Durante este processo, o contaminante biodegradável é atacado por micro-
organismos que o decompõem até a total eliminação.
(Monteiro, A.B.; Viadana, A.G. The effectiveness of the E.T.E. of Corumbataí evaluated by the methylene blue test.
ACTA Geográfica, Boa Vista, v. 4, n. 8, p. 101, 2010).
Entre os estados de água limpa, o gráfico apresenta três zonas intermediárias do processo de autodepuração:
degradação, decomposição ativa e recuperação. Nesse contexto, na zona de
A) recuperação, a água volta a ficar mais clara e há o desenvolvimento de algas e diversificação da cadeia
alimentar, tendo assim introdução de oxigênio, equilíbrio na quantidade de micro-organismos e aumento do
número de peixes.
B) degradação, o processo se inicia logo após o lançamento de poluentes, ocorrendo a diminuição do consumo de
oxigênio, aumentando a ação de bactérias aeróbias.
C) decomposição ativa, o ecossistema começa a se organizar, com o predomínio de micro-organismos
decompositores e como consequência, a qualidade da água encontra-se no seu estado mais deteriorado.
D) degradação, a densidade de bactérias ainda é alta, embora a diversidade microbiana diminua, resultando em
microrganismos mais resistentes aos poluentes e que a curva de crescimento de peixes permanece acentuada.
E) recuperação, as curvas de micro-organismos, oxigênio e peixes apresentam comportamento inverso ao
observado na zona de degradação, devido ao fato de que a diminuição de oxigênio favorece o crescimento de
peixes e consequentemente reduz a quantidade de micro-organismos anaeróbicos.
Na Região Norte do Brasil, além do desmatamento e das queimadas, um dos grandes problemas enfrentados na
floresta amazônica é a invasão de áreas protegidas por garimpeiros em busca de ouro. Essa prática clandestina,
além de causar grandes conflitos com as populações indígenas, causa grandes impactos ambientais como erosões,
alterações dos leitos dos rios e a contaminação ambiental com o mercúrio, usado para separar o ouro das impurezas.
Entretanto, o mercúrio é um metal pesado que pode causar danos à saúde dos animais e das populações humanas
dessa região, provocando um fenômeno denominado magnificação trófica, processo em que
A) há acumulação do mercúrio pela cadeia alimentar, sendo o nível trófico com maior concentração de metal em
questão o dos produtores.
B) não há metabolização do mercúrio pelos seres vivos, fazendo com que sua concentração aumente
progressivamente pelos níveis tróficos sendo maior nos predadores finais ou de topo.
C) a bioacumulação do mercúrio ocorre devido a sua metabolização pelos seres vivos, por isso será encontrado em
maior concentração nos produtores.
D) os animais aquáticos conseguem metabolizar e armazenar o mercúrio em seus tecidos, principalmente no tecido
adiposo e no tecido nervoso, onde causa alterações celulares.
E) há baixo risco para as plantas, pois além de seres escassas em ambientes aquáticos, há menor bioconcentração
em seus tecidos em relação aos animais.
QUESTÃO 26 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
A decomposição da matéria orgânica é um processo natural que pode ser aproveitado por meio de biodigestores
para produção de energia elétrica e biofertilizantes, como mostrado a seguir.
A) adubo natural, sustentável, com alta qualidade biológica, podendo ser utilizada como alternativa na substituição
os fertilizantes químicos e defensivos agrícolas.
B) energia térmica e elétrica, através do biogás, em uma única etapa de conversão.
C) o biogás, que é uma mistura dos gases metano (CH4) e butano (C4H10), de alto poder calorífico, que pode ser
coletado e usado como gás de cozinha ou, com auxílio de um sistema de conversão, transformado em energia
elétrica limpa.
D) biofertilizantes e gera biogás, através da fermentação, em um processo fechado na qual atuam microrganismos
aeróbicos.
E) biogás como produto principal, sendo que o resíduo pode ser convertido em biofertilizantes através de reações
secundárias provenientes do chorume.
O mosquito Aedes aegypti – vetor de doenças como dengue, febre amarela, zika e chikungunya – parece tão comum
ao cotidiano dos brasileiros que esquecemos que essa é uma espécie invasora. O mosquito leva no nome seu país
de origem, o Egito, e do continente africano pegou carona nos navios de tráfico negreiro e desembarcou na costa do
Brasil colonial, ainda no século XVI. Uma espécie exótica, ou seja, que não é nativa de determinada região, é
classificada como invasora quando é capaz de se proliferar no novo local e causar danos ao ecossistema. “Espécies
que têm crescimento rápido, reprodução precoce e grandes quantidades de descendentes têm alto potencial de se
tornarem invasoras. Outras espécies se adaptam ao novo ambiente e, na ausência de inimigos naturais, se
proliferam facilmente. Outras ainda são generalistas ou possuem grande plasticidade fenotípica e com isso formam
populações em praticamente qualquer ambiente”, explica Rafael Zenni, professor de ecologia na Universidade
Federal de Lavras.
(https://www.comciencia.br/especies-invasoras-representam-perigo-global-a-biodiversidade-e-a-saude-humana/. Acesso: 22/08/2022).
A invasão biológica é caracterizada quando uma espécie animal ou vegetal é transportada para outras áreas,
ocupando um espaço fora de sua área geográfica, com adaptação da espécie e alteração do ecossistema. Essas
invasões têm atraído a atenção da comunidade científica por causa dos seus impactos
A) na saúde pública, como no caso do Aedes aegypti, que apresenta grande poder de adaptação e se distribui
igualmente por zonas urbanas e rurais de todo o Brasil.
B) na agropecuária, como o Sus scrofa (javali selvagem), que destrói plantações e ataca rebanhos, mas não pode
ser caçado para controle populacional como ocorre com espécies nativas.
C) econômicos, como o Limnoperna fortunei (mexilhão dourado), que devido ao alto potencial de proliferação,
provoca entupimentos nas tubulações de hidrelétricas e de abastecimento de água.
D) ecológicos, como a Prosopis juliflora (algaroba), que atrapalha o desenvolvimento de espécies de plantas da
caatinga, mesmo tendo distribuição restrita a ambientes mais úmidos.
E) na biodiversidade, como o Melinis minutiflora (capim gordura), que prevalece sobre os capins nativos, embora
não interfira na dinâmica populacional de aves e outros animais nativos.
QUESTÃO 28 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
O Brasil não avançou satisfatoriamente em nenhuma das metas dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
(ODS) da chamada Agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU). É o que aponta o Relatório Luz 2021,
apresentado na Câmara dos Deputados. O documento foi produzido pelo Grupo de Trabalho da Sociedade Civil para
a Agenda 2030, formado por organizações não-governamentais, movimentos sociais, fóruns e universidades. O GT
faz o monitoramento das metas previstas no compromisso assinado por inúmeros países, entre eles o Brasil, durante
a Cúpula das Nações Unidas sobre o Desenvolvimento Sustentável em 2015. Das 169 metas, 54,4% estão em
retrocesso, 16% estagnadas, 12,4% ameaçadas e 7,7% mostram progresso insuficiente.
(https://www.camara.leg.br/noticias/784354-relatorio-aponta-que-o-brasil-nao-avancou-em-nenhuma-das-169-metas-de-desenvolvimento-sustentavel-da-onu/ Acesso
em: 16/08/2022).
Para garantir às futuras gerações acesso a um meio ambiente saudável e com qualidade de vida é necessário refletir
e agir acerca dos ODS, que serão atingidos plenamente com
A) mudanças nas políticas ambientais nacionais, que passam por alterações nas leis e regulamentos, devendo
portanto ser determinadas e executadas por governantes e legisladores.
B) envolvimento de toda a sociedade civil, já que os objetivos englobam problemas globais de diversos aspectos,
como fome, pobreza, desequilíbrio ambiental e acesso à educação.
C) modificações na forma de interagir com ambiente, como reciclagem, diminuição do consumo de água e de
energia, que serão fruto de ações meramente individuais.
D) implantação de sistemas de preservação e regeneração de florestas, proteção da vida silvestre e de corpos
aquáticos, pois proteger o meio ambiente é o caminho para a sustentabilidade.
E) reforço dos órgãos de fiscalização, a fim de combater o desmatamento, queimadas, mineração, poluição, entre
outras atividades que provoquem impactos ambientais negativos.
Em 2015, a jornalista Elizabeth Kolbert publicou o livro "Sexta Extinção", que conta através da história de espécies
ameaçadas ou extintas a forma como as ações desenfreadas pelas atividades humanas, como a caça predatória e
a emissão desenfreada de gases de efeito estufa, vilões do aquecimento global, levaram ao desequilíbrio
ecológico. Um estudo publicado em 2011 na revista científica Nature já estimava que a Sexta Extinção poderia estar
em curso. De acordo com a pesquisa, paleontólogos consideram como extinções em massa quando a Terra perde
mais de 75% de suas espécies em um intervalo de tempo geológico curto, situação que aconteceu apenas cinco
vezes nos últimos 540 milhões de anos. Estudos mostram que a Terra está aquecendo de forma mais rápida e por
um período mais longo do que em qualquer outro período nos últimos 2.000 anos. No cenário de aumento de 1,5ºC
até 2100, cerca de 6% dos insetos, 8% das plantas e 4% dos vertebrados vão ter suas abrangências geográficas
determinadas pelo clima reduzidas a mais da metade. Com um aumento de 2ºC na temperatura média global, os
índices aumentam para 18%, 16% e 8%, respectivamente.
(https://umsoplaneta.globo.com/biodiversidade/noticia/2021/04/04/o-que-e-a-sexta-extincao.ghtml Acesso em: 17/08/2022).
A extinção é um processo constante na natureza, promovendo uma dinâmica ecológica que exige constante
adaptação das populações para permitir a sobrevivência das espécies. De acordo com o texto, mudanças rápidas
nas condições ambientais, como aumento da temperatura, podem acelerar processos de extinção, os quais
A) seriam mais impactantes para vertebrados que insetos, em caso de um aumento de 2ºC na temperatura global
até 2100.
B) promoveriam grandes impactos ecológicos, mas não provocariam grandes mudanças para o ser humano devido
a sua grande capacidade de adaptação e aproveitamento dos recursos ambientais.
C) restringiriam mais intensamente os habitats para espécies vegetais em todos os cenários, entretanto, isso não
teria grande influência na sobrevivência de espécies animais.
D) impactariam negativamente a biodiversidade, restringindo nichos ecológicos progressivamente até impedir a
sobrevivência de todas as populações.
E) poderiam acarretar perda de espécies como abelhas, sem as quais haveria comprometimento da reprodução de
várias plantas muitas delas fundamentais para alimentação atual dos seres humanos.
QUESTÃO 30 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
Brasil mil grau: o que o IPCC diz sobre o futuro do país no aquecimento global?
Agronegócio ameaçado, hidrelétricas com sede, mosquitos aos montes e secas na Amazônia: tudo isso já é
realidade. Entenda como as mudanças climáticas afetam o Brasil.
O IPCC indica que o centro do Brasil e as porções sul e leste da Amazônia vão se tornar regiões mais secas, com
uma redução de 10% a 20% nas chuvas. Isso ocorre mesmo no cenário mais otimista, em que o Acordo de Paris é
plenamente respeitado. “Já há uma reposição de espécies, com um favorecimento das que são mais adaptadas ao
clima mais seco em detrimento das melhor adaptadas ao clima úmido”, diz David Lapola, do Centro de Pesquisas
Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura, da Unicamp. Os biomas brasileiros vão passar (ou melhor: já
estão passando) por uma dança das cadeiras descrita como “ciranda nefasta”. A Floresta Amazônica, com uma
estação seca sete ou oito dias mais longa, é tomada por vegetação baixa invasora e se torna mais propensa a
incêndios naturais. Ganha características de cerrado – mas um cerrado degradado, sem a biodiversidade do original.
O cerrado, por sua vez, se torna uma caatinga semiárida. E a caatinga vira um deserto puro e simples. No sul do
país, mais quente, a Mata Atlântica avança nos pampas e nas coníferas, como pinheiros e araucárias. Conforme o
clima típico de cada região muda, os ecossistemas fazem as malas e se deslocam para lugares em que as condições
de temperatura e umidade são mais adequadas a sua existência. Ou desaparecem.
O sexto relatório do IPCC, sigla em inglês de Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas, faz projeções
de alterações ambientais drásticas devido à mudança de temperatura do planeta Terra, que confirmadas trarão
impactos diretos na vida dos brasileiros, como
A) perdas devastadoras no produto interno bruto (PIB) devido a diminuição do potencial agropecuário, concentrando
ainda mais a produção ao centro-norte do país.
B) modificações nos regimes de chuvas em todos os biomas, refletindo diretamente na matriz energética brasileira,
que poderá continuar de base hidrelétrica restringindo-se à região Nordeste.
C) deslocamento de populações entre as regiões, o que pode resultar em maior concentração populacional nos
grandes centros e intensificação das desigualdades sociais.
D) insegurança alimentar e hídrica, restringindo as regiões propícias à produção de alimentos, favorecendo as
populações residentes nas regiões litorâneas de norte a sul do país.
E) aumento da ocorrência de doenças como dengue, malária, doença de chagas e febre maculosa, cujos
transmissores serão favorecidos pelo acúmulo de água das chuvas e aumento da temperatura.
QUESTÃO 31 (OMA 2022 – 2ª Etapa)
Quem são os Refugiados Ambientais?
Apesar de ainda não reconhecido formalmente, o termo “refugiados ambientais” foi criado em 1985, pelo professor
Essam El- Hinnawi, do Programa da ONU para o Meio Ambiente. Por definição, se refere às “pessoas que foram
forçadas a deixar seu habitat tradicional, temporária ou permanentemente, por causa de uma perturbação ambiental
acentuada (natural e/ou desencadeada por pessoas) que comprometeu sua existência e/ou afetou seriamente a
qualidade de vida”.
(encurtador.com.br/moE47Acesso em: 17/08/2022).
Tempestades, inundações, incêndios florestais e secas tiraram mais de 30 milhões de pessoas de suas casas em
2020 – centenas de milhares não conseguiram voltar, engrossando as hordas de refugiados ambientais que
chegaram a 7 milhões no final de 2020, um número que segue crescendo com o recrudescimento de desastres.
“Dados mostram que os desastres relacionados ao clima estão se tornando mais frequentes e intensos, apontando
para um novo normal preocupante”, afirma o relatório do Centro de Monitoramento de Deslocamento Interno (IDMC).
O relatório indica que os desalojados por desastres, em sua maioria, foram moradores do Leste Asiático, do Sul da
Ásia e do Pacífico, áreas muito populosas atingidas, em 2020, por ciclones tropicais, chuvas intensas e inundações.
Mas as Américas tiveram recorde de desalojados por desastres relacionados ao clima: foram 4,5 milhões de pessoas
tiradas de suas casas. “Incêndios florestais devastadores provocaram deslocamento em massa nos Estados Unidos.
Deslocamentos sem precedentes também ocorreram na Guatemala, Honduras e Nicarágua, que foram gravemente
afetados pela temporada de furacões no Atlântico mais ativa já registrada”, destaca o documento de 85 páginas,
apontando que 98% dos desastres são relacionadas a questões climáticas (os 2% relacionam-se a eventos
geológicos como terremotos e erupções vulcânicos).
(https://projetocolabora.com.br/ods13/desastres-fazem-numero-de-refugiados-ambientais-alcancar-7-milhoes/ Acesso em: 17/08/2022).
Mesmo com estudos e avanços na defesa do reconhecimento pelo Direito Internacional, os refugiados ambientais
não têm, ainda, seu direito à migração e refúgio legitimado oficialmente. Eventos que forçam deslocamentos
humanos têm gerado ano após ano cada vez mais refugiados, os quais
A) necessitam de abrigo transitório e de curto prazo, pois os desalojamentos são causados em sua maioria por
eventos extremos, como terremotos, maremotos e furacões.
B) ocorrem em países de condições socioeconômicas desfavoráveis, que não apresentam estrutura capaz de
abrigar os afetados em seu próprio território nem condições para rápida reconstrução.
C) deverão ser cada vez mais frequentes caso o avanço do aquecimento global não seja contido, mesmo que
eventos climáticos sejam responsáveis pela minoria dos desastres ambientais.
D) poderão ser desalojados também por eventos mais lentos e progressivos, como secas, recuo glacial,
desertificação, aumento do nível do mar e dificuldade de acesso à água.
E) sofrem com o deslocamento equitativamente, independente de sua condição etária ou socioeconômica, pois as
catástrofes geram vulnerabilidades similares a todos os grupos afetados.
Santana do Seridó (RN) recolhe todo o esgoto dos moradores. Desde 2013, o que costuma ser rejeito vira insumo,
usado para irrigação da palma forrageira —muito utilizada para alimentar o gado, especialmente em anos secos
quando o capim morre. "O projeto usa 30 mil litros semanais. Isso é suficiente para irrigar 1 hectare de palma com
20.000 plantas. A quantidade de água que usamos é 1,5 litro por semana por planta", afirma Ivan Júnior, que foi autor
e coordenador do projeto e hoje é professor do IFRN (Instituto Federal do Rio Grande do Norte). O cultivo na cidade
de 2.500 habitantes é mantido com 2% da água de reúso e rende uma produção de 400 toneladas de palma por ano.
Os 98% restantes são convertidos em rejeitos sem ameaças ao meio ambiente. Em Afogados da Ingazeira, no sertão
de Pernambuco, um projeto de reúso também foi premiado várias vezes, assim como o de Santana. O processo tem
como base o tratamento do esgoto doméstico de mais de 600 imóveis antes sem atendimento. A água aproveitada
garante a irrigação do campo de futebol local —e lá onde o time da cidade, que ficou conhecido nacionalmente ao
eliminar este ano o Atlético-MG da Copa do Brasil, joga. "A prefeitura pagava de R$ 15 mil a R$ 20 mil de conta de
água para o estádio. Hoje o estádio paga pouco mais de R$ 200 com o uso básico, ainda tem a economia com
adubo, sem contar mais de 2 milhões de metros cúbicos a mais de água tratada para a população", explica.
(https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/redacao/2020/07/29/rio-perene-no-semiarido-esgoto-tratado-irriga-plantacoes-e-estadio-no-ne.htm Acesso
em: 22/08/2022).
A implantação da coleta e tratamento de esgotos domésticos pode trazer diversos benefícios socioambientais, dentre
os quais,
A) despoluição de rios e córregos, embora não diminua o risco de contaminar lençóis freáticos.
B) menor proliferação de transmissores de doenças como leptospirose, raiva e dengue.
C) aplicação da água de reúso para produção de alimentos como hortaliças e cereais.
D) diminuição da ocorrência de doenças de veiculação hídrica, como coléra e hepatite.
E) aumento da segurança hídrica com direcionamento da água de reúso para o consumo humano.
As composteiras são equipamentos que podem trazer vários benefícios ambientais, sendo sua montagem
A) possível em residências e condomínios e o adubo natural produzido pode ser utilizado em plantas ornamentais e
jardins.
B) impossível de efetivar em zona urbana, pois os produtos de sua realização só são utilizados na agropecuária, na
zona rural
C) exequível apenas em locais abertos, já que o processo produz odores desagradáveis e perigosos à saúde
humana.
D) viável se for realizada em ambientes grandes, visto que para a compostagem dar certo são necessários vários
tipos de resíduos.
E) praticável em qualquer ambiente, podendo-se utilizar todo tipo de resíduos orgânicos ou vegetais para a
produção de adubo orgânico.
Uma mancha esverdeada se destaca na paisagem ondulada dos arredores de Poções, pequeno município no
Semiárido baiano. Ali, a profusão de cactos, suculentas e árvores da Caatinga contrasta com a pastagem degradada
e os solos nus do entorno. O responsável pelo "oásis" é o engenheiro aposentado Nelson Araújo Filho, de 66 anos.
"Quando comecei aqui, o solo era compactado e não produzia nada", ele diz à BBC News Brasil. No início, Araújo
plantou espécies que sobrevivem mesmo em solos degradados, como a palma forrageira e o avelós. Depois, passou
a podar a vegetação com frequência, usando todo o material cortado para cobrir e adubar o solo. Com a melhora das
condições, espécies mais exigentes, como árvores frutíferas e de grande porte, já começam a pedir passagem. A
abundância de flores e frutos atrai aves e abelhas; e animais silvestres que há muito não eram vistos, como veados,
voltaram a circular pela região. Em mais alguns anos, Araújo espera que seu sistema se assemelhe a uma área
intocada da Caatinga, com plantas de todas as alturas e alta variedade de espécies, de onde possa tirar mel, frutas e
alimento para rebanhos o ano todo. E tudo isso sem usar agrotóxicos, adubos químicos ou uma só gota de água com
irrigação."A chuva, para mim, é um bônus", diz, questionando a noção de que, no Semiárido, toda plantação precisa
de irrigação ou de verões chuvosos para prosperar.
(https://www.bbc.com/portuguese/brasil-59157682 Acesso em: 18/08/2022).
Os Sistemas agroflorestais são ferramentas importantes para recuperação de área degradadas, principalmente em
ambientes de recursos hídricos escassos, como a Caatinga. A implantação do sistema descrito no texto
A) mostra-se economicamente inviável, visto que inicialmente foram introduzidas espécies que não podem ser
utilizadas na alimentação humana, revelando-se exitoso apenas no viés ambiental, o que o tornará insustentável
em médio e longo prazo.
B) poderia ter sido acelerado se o agricultor tivesse começado diretamente pela implantação de árvores de maior
porte e frutíferas, pois essas produzem mais matéria orgânica e enriqueceriam o solo com maior eficiência.
C) tem êxito questionável, pois o agricultor utilizou-se de plantas que não são nativas, como palma forrageira e
aveloz, divergindo do ideal de recuperar o ambiente natural degradado e comprometendo os resultados
ambientais do sistema implantado.
D) seria mais eficiente se tivesse sido baseada em técnicas de irrigação, adubação química e correção de solo, que
se mostram muito produtivas e trariam resultados mais rápidos, tornando o processo autossustentável e menos
dependente e insumos externos.
E) baseou-se na lógica do processo de sucessão ecológica que ocorre na natureza, em que espécies que se
estabelecem em um ambiente criam condições para que outras se instalem de maneira dinâmica e contínua.
O gráfico a seguir é baseado em um estudo recente publicado na revista científica Science, que destacou uma
enorme variação no impacto ambiental na produção de um mesmo alimento. O gado de corte criado em terras
desmatadas, por exemplo, produz 12 vezes mais emissões de gases de efeito estufa que o criado em pastagens
naturais.
Os cientistas dizem que todos nós temos de adotar "mudanças rápidas, abrangentes e sem precedentes" no nosso
estilo de vida, a fim de evitar danos mais severos ao clima. Enquanto os governos precisam fomentar grandes
mudanças, indivíduos também podem fazer sua parte.
(https://noticias.uol.com.br/meio-ambiente/ultimas-noticias/bbc/2020/01/17/aquecimento-global-graficos-que-mostram-em-que-ponto-estamos.htm?cmpid=copiaecola
Acesso em: 18/08/2022)
A produção de alimentos possui grande participação no consumo recursos naturais e na geração de resíduos e
gases do efeito estufa (GEE) no planeta. De acordo com o gráfico,
A) o consumo carne de animais de grande porte sempre emitirá mais carbono que o consumo de animais de
pequeno porte.
B) em qualquer cenário, o consumo de alimentos de origem animal produz mais GEE que os de origem vegetal.
C) alimentos processados, como chocolate, queijo e cerveja, apresentam níveis de emissão de carbono
semelhantes.
D) a produção de carnes com o menor impacto ambiental gera mais emissões de gases de efeito estufa do que o
cultivo de vegetais como feijão e nozes.
E) a produção de leite de vaca e queijo tem emissão de GEE semelhantes a carne bovina, visto que são derivados
do mesmo animal.
QUESTÃO 36 (OMA 2023 – 1ª Etapa)
A compra e a venda de créditos de carbono tem sido uma das alternativas encontradas pelas empresas mundiais
para compensar as emissões de gases do efeito estufa. Essa estratégia é apontada como uma possível solução para
conter as mudanças climáticas e reduzir a poluição atmosférica. Na prática, os créditos recebidos funcionam como
uma gratificação financeira, já que os países que os recebem podem comercializá-los para nações que não
alcançaram suas metas de redução de poluição. Desta forma, os créditos de carbono
A) representam a emissão de toneladas de carbono na atmosfera, sendo, portanto, considerada uma ação de
preservação ambiental.
B) não irão contribuir para resolver os problemas ambientais caso ocorra a perda, em larga escala, de florestas e de
seus biomas.
C) são uma forma de poder de compra baseada na redução do descartes de resíduos sólidos e gases poluentes.
D) favorecem o processo de reflorestamento, uma vez que o plantio de árvores permite o alcance de altas taxas de
liberação de gás carbônico para atmosfera.
E) incentivam o desenvolvimento de práticas sustentáveis no planeta, tendo como principal objetivo o
desenvolvimento de países pobres através de incentivos econômicos-ambientais.
QUESTÃO 37 (OMA 2023 – 1ª Etapa)
Ally Hirschlag
Role,BBC Future
12 maio 2023
Em uma noite de verão de 2014, um grupo de biólogos e ecologistas observou diversas áreas suburbanas com
iluminação pública perto de Wallingford, no Reino Unido. Os cientistas estavam estudando como a iluminação pública
afeta o comportamento das mariposas. Sua teoria era que as luzes artificiais noturnas prejudicariam os padrões de
voo das mariposas, reduzindo a quantidade e a qualidade da polinização. E, dentre as centenas de mariposas
observadas, mais de 70% eram atraídas para cima em direção às luzes e para longe das flores. Isso resultou em
redução considerável da polinização, bem como da quantidade de tipos de pólen transportada pelos insetos. Os
mesmos resultados foram obtidos com diversas espécies de mariposas noturnas e mais de 28 variedades de plantas,
indicando um efeito cascata que pode ter consequências mais amplas.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c0dx18dkd2vo Acesso em: 19/05/2023.
Que consequências a poluição luminosa pode trazer para ecossistemas urbanos, periurbanos rurais?
BRASIL QUEIMOU ÁREA EQUIVALENTE A COLÔMBIA E CHILE JUNTOS ENTRE 1985 E 2022
Foram mais de 185 milhões de hectares consumidos pelo fogo entre 1985 e 2022. A cada ano, a área queimada no
Brasil equivale à do Suriname
Um novo mapeamento da superfície queimada pelo fogo no Brasil revela que a área queimada entre 1985 e 2022 foi
de 185,7 milhões de hectares, ou 21,8% do território nacional. A média anual alcança 16 milhões de hectares/ano, ou
1,9% do Brasil. São extensões comparáveis a países: no caso do acumulado em 38 anos, a área equivale à soma da
Colômbia com o Chile; na média anual, ao Suriname. A área afetada pelo fogo varia entre os seis biomas brasileiros,
com o Cerrado e a Amazônia concentrando cerca de 86% da área queimada do Brasil entre 1985 e 2022. O Cerrado
queimou em média 7,9 milhões ha/ano, ou seja: todo ano uma área maior que a da Escócia queimou apenas nesse
bioma. No caso da Amazônia, a média foi de 6,8 milhões de hectares/ano – quase uma Irlanda. Mas quando se
analisam as áreas dos biomas, a liderança é do Pantanal, que teve 51% de seu território consumido pelo fogo nesse
período. O estado de Mato Grosso apresentou maior ocorrência de fogo, seguido pelo Pará e Maranhão. Os
municípios que mais queimaram no país entre 1985 e 2022 foram Corumbá (MS), São Félix do Xingu (PA) e Formosa
do Rio Preto (BA).
"Ilha de calor é um fenômeno climático urbano caracterizado pela maior temperatura das cidades em relação às
áreas vizinhas, como as zonas rurais. Esse aquecimento se dá em função da maior concentração de materiais como
asfalto, concreto e superfícies escurecidas, que absorvem mais calor, da poluição, da atividade antrópica, da
ausência de vegetação e corpos d’água, além da impermeabilização do solo".
Disponível em: https://brasilescola.uol.com.br/geografia/ilha-de-calor.htm Acesso em 09/05/2023.
Disponível em: http://www.epa.gov.br (adaptado). Acesso em: 09/05/2023.
A) promove um aumento da temperatura nas áreas centrais, devido atuarem como zona de alta pressão
atmosférica.
B) pode ser evitada com a criação de áreas verdes, uma vez que a vegetação altera os índices de reflexão do calor
e favorece a manutenção da umidade relativa do ar, atuando como amenizadores microclimáticos.
C) ocorre devido o adensamento de edificações, que ao impedir a circulação de ar favorece os baixos índices
pluviométricos nas áreas centrais das grandes cidades.
D) apresenta um conjunto de consequências danosas, atreladas à degradação das condições naturais locais e à
interferência das dinâmicas ambientais e da população, resultado principalmente da queima de combustíveis
fosseis.
E) se dá por meio da produção de calor nas camadas mais elevadas da atmosfera e a dificuldade na dissipação
dele para a superfície.
Você já ouviu falar em greenwashing? Esse termo inglês pode ser traduzido como lavagem verde, maquiagem verde
ou pintando de verde. A definição de greenwashing é relativamente simples. Ele pode ser praticado por empresas e
indústrias públicas ou privadas, organizações não governamentais (ONGs), governos ou políticos. A prática
de greenwashing consiste na estratégia de promover discursos, anúncios, ações, documentos, propagandas e
campanhas publicitárias sobre ser ambientalmente/ecologicamente correto, green, sustentável, verde e eco-friendly.
Disponível em: https://www.ecycle.com.br/greenwashing/ Acesso em: 15/05/2023.
“Evitar usar papel não significa ser ecológico”. Estratégias de propaganda e de vendas que “ecologizam” práticas
tradicionais, pintando-as de verde, podem não ser tão ambientalmente adequadas quanto se propõem. Como se
pode evitar, enquanto consumidor, o engajamento a esse tipo de maquiagem sustentável?
Nos Estados Unidos, um grupo de cientistas anunciou resultado inédito no campo da fusão nuclear, um feito que
pode vir a ter grande impacto na produção global de energia. Na fusão nuclear, no entanto, dois átomos de
hidrogênio se chocam a uma velocidade altíssima, produzindo átomos de outro elemento: o hélio. Os cientistas
o
usaram 192 raios laser para comprimir os átomos a uma temperatura de 100.000.000 C. O anúncio do feito será
feito nesta terça-feira (13 de dezembro de 2022), pela secretária de Energia dos EUA, Jennifer Granholm. Só que
ainda vai levar anos, talvez décadas, até que a energia gerada por esse processo chegue ao consumidor final. Por
enquanto, o laboratório que conseguiu gerar essa energia – o Lawrence Livermore National Laboratory, na Califórnia
– só pode repetir o processo uma vez por dia. Porém, para que seja viável economicamente, é preciso fazer diversas
fusões por segundo, e os cientistas ainda estão longe disso.
Disponível em: https://l1nk.dev/8dyuV (adaptado). Acesso em: 21 mai 2023)
Com relação à produção de energia a partir da fissão nuclear, podemos afirmar que é
Analisando a letra da “Canção da Floresta”, do poeta popular e repentista Sebastião Dias, o autor
A) ao comparar a “devastação” com “um monstro”, sugere que problemas ambientais são fenômenos sobrenaturais.
B) enfatiza que os problemas ambientais estão associados ao desmatamento e as queimadas, sendo estes os
causadores do desequilíbrio ambiental e da poluição atmosférica.
C) reforça a ideia de que as árvores são as grandes responsáveis pela absorção do gás carbônico da atmosfera e
que com o desmatamento e as queimadas aumenta-se a quantidade de gás carbônico na atmosfera, impactando
assim o clima mundial.
D) alerta para a perda de biodiversidade, uma vez que várias espécies de plantas são desmatadas.
E) afirma que problemas ambientais são consequências de ações antrópicas.
O número de dias extremamente quentes, quando a temperatura passa de 50 °C, registrados a cada ano dobrou
desde a década de 1980. Essa foi a conclusão de um estudo realizado pela BBC, que apontou também que isso
acontece agora em mais áreas do mundo do que antes, criando desafios sem precedentes à saúde humana e à
forma como vivemos. O número total de dias com temperaturas acima de 50 °C aumentou em cada uma das últimas
quatro décadas. Entre 1980 e 2009, as temperaturas ultrapassaram os 50 °C cerca de 14 dias por ano em média,
subindo para 26 dias por ano entre 2010 e 2019. No mesmo período, temperaturas de 45 °C e acima ocorreram em
média duas semanas a mais por ano. "O aumento pode ser 100% atribuído à queima de combustíveis fósseis", disse
Friederike Otto, cientista do clima, do Instituto de Mudança Ambiental da Universidade de Oxford.
Disponível em: https://g1.globo.com/natureza/noticia/2021/09/14/mudancas-climaticas-numero-de-dias-com-calor-acima-de-50oc-no-mundo-dobrou-em-40-anos.ghtml
Por BBC, em 14/09/2021. Acesso em 21/05/2023.
Diante das consequências da elevação da temperatura apresentada no texto, o aumento da temperatura global
A) produz o derretimento das camadas de gelo, a elevação do nível dos mares, a perda de espécies e a acidificação
dos oceanos
B) aumenta a produção de energia elétrica de fontes renováveis pelo consequente aumento da utilização de
aparelhos de refrigeração de ambientes, como ar condicionados.
C) economiza energia nas regiões muito frias do planeta, pois não se faz necessária a utilização de aparelhos de
aquecimento para casas ou estufas de produção de alimentos.
D) não afeta ambientes aquáticos, como os mares e lagos, pois a água, possuindo calor específico alto, precisa de
muita energia para variar sua temperatura.
E) impactará negativamente apenas algumas regiões do planeta, enquanto outras não sofrerão impacto algum.
Analise a charge que, ao satirizar os ambientes em que os animais se encontram, denota a ideia de que
Mancha de Lixo do Pacífico vira ecossistema inesperado com reprodução de espécies costeiras em alto mar
Mancha de 1,6 milhão de quilômetros quadrados está entre a Califórnia e o Havaí e se tornou moradia para várias
espécies diferentes de invertebrados.
Por Júlia Putini, g1
18/04/2023 05h04
Uma pesquisa publicada na revista científica "Nature" nesta segunda-feira (17) demonstrou que a Grande Mancha de
Lixo do Pacífico, um imenso conglomerado de plásticos descartados, está ajudando espécies costeiras a
"colonizarem" águas abertas. De acordo com o estudo, a mancha de 1,6 milhão de quilômetros quadrados (cerca de
3 vezes o tamanho do Estado da Bahia) e 79 mil toneladas se tornou um lar para alguns pequenos seres vivos,
permitindo a criação de novos ecossistemas de espécies que normalmente não são capazes de sobreviver em mar
aberto. A pesquisa descobriu que os resíduos plásticos flutuantes servem como um meio para as espécies se
dispersarem pelo oceano. Até então, pensava-se que restrições fisiológicas ou ecológicas eram os fatores
responsáveis pela limitação da colonização do oceano.
Os pesquisadores examinaram 105 itens de plástico pescados na Grande Mancha de Lixo do Pacífico entre
novembro de 2018 e janeiro de 2019.
Eles identificaram 484 organismos invertebrados marinhos nos detritos, representando 46 espécies diferentes,
das quais 80% são normalmente encontradas em zonas costeiras.
Apesar de numerosos, os habitantes do plástico são desconhecidos dos humanos. Em sua maioria, são micro-
organismos, plantas e algas que se aderem aos animais invertebrados aquáticos, como moluscos e esponjas.
Isso acontece porque o material plástico não se decompõe, flutuando durante muitos anos. Outro achado que
chamou a atenção dos pesquisadores foi a constatação de que além de habitar o local inapropriado, os seres vivos
são capazes de se reproduzir. No entanto, ainda não são conhecidas as consequências desse novo tipo de
ordenamento, e nem como as espécies são capazes de se distanciar tanto dos seus locais de origem e
sobreviverem.
Disponível em: https://g1.globo.com/meio-ambiente/noticia/2023/04/18/mancha-de-lixo-do-pacifico-vira-ecossistema-inesperado-com-reproducao-de-especies-costeiras-
em-alto-mar.ghtml. Acesso em: 09/05/2023.
O descarte cotidiano de plásticos provenientes das mais diversas atividades humanas tem resultado na formação de
um novo ambiente, a Mancha de Lixo do Pacífico, que pode abrigar
É amplamente sabido que as fontes de energias renováveis substituem as fósseis e ajudam a combater um dos
principais desafios da humanidade atualmente: as mudanças climáticas. Muitas empresas e organizações carregam
essa bandeira entre seus mais importantes valores e demonstram extrema convicção de que a implantação de um
sistema solar é um passo importante nesse sentido. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) utilizou o
histórico do segmento para estimar a quantidade de brasileiros beneficiados pela energia solar em três modalidades
de unidades consumidoras: residencial, comercial e outros (rural, industrial, iluminação pública, serviço público) para
estimar uma projeção de microgeradores de energia elétrica até 2024, conforme mostrado no gráfico a seguir:
A) a maioria dos sistemas estão instalados em residências, cerca de 79% do total nacional contra somente 9% de
sistemas comerciais, em números absolutos.
B) a partir de 2019, a quantidade de consumidores de sistemas solares classificados como comerciais aumentou,
contribuindo exponencialmente para a projeção total em 2024.
C) em relação a 2017, a projeção indica que em 2024 haverá um aumento de 47% de sistemas fotovoltaicos no
Brasil.
D) a projeção indica que em 2024, a quantidade de consumidores de sistemas solares no Brasil será superior ao
dobro do acumulado em 2022.
E) há uma tendência de crescimento linear e exponencial nas instalações fotovoltaicas das unidades consumidoras
residencial e comercial, respectivamente.
QUESTÃO 47 (OMA 2023 – 1ª Etapa)
Hambúrgueres, batatas fritas, pizzas e pastéis. Essas guloseimas — oferecidas em redes de fast-food — vêm
embrulhadas em papéis de uso único que precisam ser resistentes à gordura para garantir a integridade dos
alimentos. Para isso, as embalagens geralmente contêm plástico e outros produtos químicos — como as substâncias
per e polifluoroalquil (PFAS) —, materiais que preocupam devido à toxicidade e por se concentrarem nos solos, no ar
e na água. Cientistas da Universidade Flinders, na Austrália, desenvolveram um bioplástico à base de algas marinhas
que poderá resolver o problema. Os polímeros biodegradáveis, apostam, apresentam alternativas ecologicamente
mais sustentáveis para os embrulhos.
Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/tecnologia/2022/10/5045400-cientistas-criam-embalagem-para-manter-a-integridade-de-alimentos.html Acesso
em 10/05/2023.
Segundo a reportagem, a substituição de embalagens convencionais por polímeros biodegradáveis se torna uma
alternativa ecologicamente sustentável devido ao fato que biopolímeros são materiais que
A) demonstram resistência à gordura dos alimentos, além de ser mais facilmente degradado no meio ambiente.
B) podem ser produzidos por seres vivos, ou adquiridos a partir de matérias-primas de fontes renováveis.
C) apresentam baixa toxicidade aos alimentos.
D) atuam como barreira química evitando a proliferação de microrganismos.
E) tem custo de produção inferior aos plásticos convencionais, uma vez que são obtidos de fontes renováveis.
A charge acima apresenta a problemática relacionada com a poluição das águas, que tem relação direta com a
manutenção da vida aquática. Esta consequência se deve
A) ao assoreamento causado pelo acúmulo de sedimentos que são levados até os leitos dos cursos d’água pela
ação da chuva, do vento e do ser humano.
B) à acidificação ocasionada pelas reações químicas que são produzidas a partir da poluição de agentes químicos
ácidos provenientes do despejo de resíduos domiciliares e industriais, o que leva a absorção de dióxido de
carbono nos corpos d’água.
C) à eutrofização artificial causada pelo acumulo de matéria orgânica nos ambientes aquáticos, o que resulta na
diminuição de oxigênio dissolvido na água.
D) à autodepuração, que promove um consumo de oxigênio dissolvido para reestabelecer o equilíbrio deslocado
devido a poluição dos corpos d’água.
E) à condensação ocasionada pela elevação da temperatura terrestre, proveniente do efeito estufa, favorecendo o
aumento da concentração de gás carbônico na atmosfera e consequentemente diminuição do oxigênio
dissolvido na água.
QUESTÃO 49 (OMA 2023 – 1ª Etapa)
A) ao apresentar o termo “recusar”, o tucano reforça a ideia de que os produtos químicos são os causadores da
poluição ambiental e portanto devem ser abolidos.
B) a minhoca ao afirmar que “o excesso faz mal”, corrobora ao fato de que o consumo excessivo provoca
problemas de saúde e portanto “reduzir” seria uma maneira de evitar esse dano.
C) os personagens fazem uma relação entre “reciclar” e “reutilizar”, que embora tenham grafias diferentes,
apresentam sentido semelhante, segundo os princípios da sustentabilidade.
D) o termo “repensar” motiva a compreensão de que o consumidor deve refletir sobre escolhas entre produtos
sustentáveis, de modo que esta escolha leve sempre ao consumo consciente.
E) ao definir o sexto “R” como “riqueza da natureza”, o tucano enfatiza que a conscientização ambiental é uma
necessidade e que esta mantém o equilíbrio dos seres vivos que habitam a terra.
QUESTÃO 50 (OMA 2023 – 1ª Etapa)
TEXTO 1
A TEIA DA VIDA: UMA NOVA COMPREENSÃO CIENTÍFICA DOS SISTEMAS VIVOS
Lenina Lopes Soares Silva
O livro de Fritjof Capra nos proporciona uma deambulação pelos caminhos do saber científico, social e cultural,
abstraídos pela cognição humana ao longo da história. Sutilmente demonstra, com argumentação clara e precisa,
que é possível perceber, olhar, sentir e fazer o mundo de um jeito novo, sob um novo paradigma, que no livro
começa a ser tecido a partir da dedicatória: "À memória de minha mãe...", e da epígrafe inicial: "Todas as coisas
estão ligadas como o sangue que une uma família...". Assim, a teia começa a se esboçar num pensamento que
dialoga, religando e reconectando outros pensamentos, num eu/nós que transcende as fronteiras disciplinares para ir
a vários campos de conhecimento, unificando-os.
Há um ditado recente, que se tornou popular entre os cientistas climáticos: "O que acontece no Ártico não fica no
Ártico". Agora, novas pesquisas acrescentam ao nosso entendimento que, da mesma forma, o que acontece na
Floresta Amazônica não fica na Floresta Amazônica. Para investigar como diferentes elementos de ruptura no
sistema climático global podem estar interconectados, os pesquisadores analisaram 40 anos de medições de
temperatura do ar acumulado a cada hora perto da superfície pelo Centro Europeu de Previsão Meteorológica de
Médio Prazo, em uma rede global de mais de 65 mil locais, ou nós. Os dados mostraram que as temperaturas
anormalmente quentes na Amazônia e no Tibete coincidiram durante os últimos 40 anos. Eles encontraram uma
relação semelhante entre a temperatura na Amazônia e na camada de gelo da Antártica Ocidental, um elemento
chave de ruptura no sistema climático da Terra. Simulações de mudanças climáticas futuras realizadas pelos
pesquisadores indicaram que estas conexões provavelmente serão mantidas até 2100. Estes modelos
computadorizados também mostraram que os futuros eventos climáticos extremos na Amazônia e no Planalto
Tibetano provavelmente serão sincronizados. O estudo matemático demonstrou que "se você perturba a Amazônia,
há outras implicações em outras partes do mundo", disse Tim Lenton, diretor do Global Systems Institute, da
Universidade de Exeter, no Reino Unido.
A) correlação entre os elementos da biosfera é um fato, embora os efeitos das modificações atmosféricas sejam
estritamente localizados.
B) alterações evidenciadas no Texto 2 podem resultar em mudanças nos ciclos biogeoquímicos, mas não
influenciam a produtividade primária dos ecossistemas.
C) evidências científicas apresentadas no Texto 2 corroboram o pensamento holístico apresentado no Texto1.
D) concepção de interligação apresentada no Texto 1 não pode ser embasada em estudos como o do Texto 2, visto
que inclui áreas do conhecimento que vão além da Ecologia.
E) consequências das mudanças climáticas podem repercutir globalmente como denota o Texto 2, restringindo sua
influência à aspectos ecológicos.
A economia circular é o sistema que procura um melhor aproveitamento dos recursos no processo de fabricação
das empresas, priorizando a utilização de insumos duráveis e renováveis. Este conceito visa minimizar o
desperdício, promover a sustentabilidade e gerar valor a partir de elementos que, de outra forma, poderiam ser
considerados subprodutos inutilizáveis. A ideia por trás da economia circular é estender a vida útil dos recursos
naturais, permitindo que as organizações minimizem sua dependência de novos materiais e diminuam os custos
de energia associados à criação de produtos a partir do zero.Uma economia circular visa prolongar a vida útil dos
recursos, mantendo-os em uso pelo maior tempo possível. Isso pode ser alcançado por meio de práticas como
reutilização, reparo, reciclagem e modelos de produto como serviço. Neste modelo, os produtos são
desenvolvidos tendo em mente o fim de sua vida útil, para que os materiais possam ser recuperados e
reutilizados em novas aplicações.
Disponível em: https://www.meioemensagem.com.br/marketing/como-funciona-a-economia-circular Acesso em:
20/07/2023.
A economia circular pode ter consequências econômicas e socioambientais como a
O método de lixeiras de diferentes cores, cada uma para um tipo de resíduos, foi criado a fim de ajudar as pessoas
a identificar e separar corretamente o seu lixo, conforme mostra a figura a seguir.
PLANETA BATE RECORDE DE CALOR PELO 3º DIA SEGUIDO: POR QUE O CLIMA ESTÁ DESSE JEITO?
o o
Temperatura média global chegou a 17,23 C, superando o nível de terça-feira 17,18 C e o de segunda-feira, de
o
17,01 C; mudanças climáticas e el niño agravam o cenário.
Por Estadão,
07 de julho de 2023
A temperatura média global bateu novo recorde pelo terceiro dia em apenas uma semana. Dados analisados por
o
pesquisadores americanos mostram que a temperatura da última quinta-feira (06/07), alcançou 17,23 C,
o o
superando o recorde de terça-feira (04/07), 17,18 C e o de segunda-feira, de 17,01 C (03/07). Antes desta
o
semana, o último recorde da temperatura global do planeta havia sido registrado em agosto de 2016 (16,92 C), e
o
não havia alcançado os 17 C. Especialistas alertam para o fato de que a maioria das sociedades não está
adaptada a situações de calor extremo e os impactos nas pessoas e no meio ambiente podem ser graves. Uma
redução recorde na cobertura de gelo na Antártida e o aumento da temperatura média do Ártico, sobretudo na
Groenlândia, também mostraram, nos últimos dias, a aceleração da crise climática. A diminuição da camada de
gelo nos polos tem relação direta com o aumento do nível dos mares em vários pontos do planeta, que tem 70%
da sua área coberta pelos oceanos.
Adaptado. Disponível em: https://www.estadao.com.br/sustentabilidade/planeta-bate-recorde-de-calor-pelo-3-dia-seguido-o-que-esta-acontecendo-nprm
Acesso em: 10/08/2023
O aumento do nível dos mares também ocorre em função da dilatação térmica da água dos oceanos. Imaginando
que a variação térmica entre a maior temperatura média global de 2016 e a maior temperatura mencionada no
texto seja aplicada a uma porção de água de 1.000 litros, pode-se inferir que o aumento do volume da porção de
-3 o -1
água será de: (Considere o coeficiente de dilatação térmic C )
A) 0,31 L
B) 0,52 L
C) 0,62 L
D) 1,0 L
E) 6,2 L
QUESTÃO 54 (OMA 2023 – 2ª Etapa)
Analise a charge.
Analise o infográfico.
De acordo com a API (International Permafrost Association), Permafrost é definido como uma superfície que
permanece a temperaturas abaixo de 0º por pelo menos 2 anos consecutivos e que pode ser constituída tanto
por solo, como rochas, gelo, sedimentos e matéria orgânica. Sua ocorrência está ligada com ambientes
periglaciais.
Disponível em: https://www.ige.unicamp.br/pedologia/2021/06/02/o-que-e-permafrost-e-por-que-se-importar/ Acesso em 02/08/2023.
O aquecimento global está aumentando as temperaturas em todo o planeta, mas ainda mais na área do Ártico,
que está esquentando cerca de três vezes mais rápido do que o resto da Terra. Desta forma, cientistas
acenderam o sinal de alerta para o derretimento da permafrost, devido a um possível efeito denominado “ciclo
feedback”, que naturalmente irá continuar aumentando a temperatura global, pois
A) quando está em seu estado natural, o permafrost atua como o refrigerador da Terra, mantendo os resíduos
de carbono orgânico congelados e secos.
B) os microrganismos começam a decompor os restos orgânicos, acumulados no permafrost, liberando dióxido
de carbono e metano na atmosfera.
C) o carbono capturado no permafrost, embora seja inofensivo, se liberado em grandes quantidades pode se
tornar uma das principais fontes de poluição.
D) o aquecimento global está tornando o clima do Ártico mais úmido e consequentemente aumentando o
derretimento do permafrost.
E) os gases de efeito estufa liberados com o derretimento do permafrost fazem com que as temperaturas
aumentem ainda mais, o que, por sua vez, gerem mais derretimento.
O termo “extinction debt” (débito de extinção) foi enunciado pela primeira vez, em 1994, pelos pesquisadores
David Tilman, Robert May, Clarence Lehman e Martin Nowak em um artigo científico publicado no periódico
Nature, intitulado: “Habitat destruction and the extinction debt”. A expressão “débito de extinção” refere-se ao
atraso entre a perda de uma espécie e as consequências ecológicas completas que resultam dessa extinção,
muitas vezes afetando espécies dependentes.
Disponível em: https://www.nature.com/articles/371065a0 Acesso em 21/08/2023.
O cenário que melhor exemplifica um caso de “débito de extinção” pode ser compreendido quando
A) mudanças climáticas causam a migração de aves para novas áreas de reprodução, resultando em
desequilíbrio nas populações de presas e predadores.
B) a criação de áreas protegidas leva ao aumento das populações de espécies ameaçadas, mas as mudanças
no habitat limitam seu acesso a recursos essenciais ao longo do tempo.
C) a introdução de uma nova espécie em um ecossistema resulta na competição por recursos com espécies
nativas, levando à redução das populações nativas.
D) uma espécie de planta é extinta, levando à perda de uma única espécie de inseto que se
alimentava exclusivamente dessa planta.
E) a redução da biodiversidade em áreas próximas às bordas dos ecossistemas compromete a
manutenção de espécies nativas.
A autodepuração é um processo natural que ocorre em corpos d'água, como rios e lagos, onde a própria água é
capaz de reduzir a poluição ao longo do tempo. O gráfico (1) mostra a curva de oxigênio dissolvido (OD),
enquanto que, o gráfico (2) apresenta o comportamento da Demanda Bioquímica de Oxigênio (DBO) e a
concentração de substâncias como nitratos e nitrogênio amoniacal. No gráfico (3) são apresentados os perfis da
concentração de organismos, como bactérias, fungos e algas, desde o momento que o curso d’água recebe um
lançamento de esgoto até a zona de águas limpas.
A) evaporação, que elimina os poluentes presentes, principalmente nas zonas de degradação e de águas limpas.
B) presença de substâncias químicas que neutralizam os poluentes na zona de decomposição ativa.
C) fotossíntese realizada por organismos aquáticos que consome os poluentes na zona de recuperação.
D) deposição de sedimentos no fundo do corpo d'água, encapsulando os poluentes, principalmente na zona de
recuperação.
E) biodegradação realizada por microorganismos que decompõem os poluentes orgânicos entre as zonas
de degradação e decomposição ativa.
Fontes alternativas de energia são opções energéticas abundantes, renováveis e que causam pouco impacto
negativo ao meio ambiente. Essas fontes energéticas representam uma alternativa às fontes convencionais
(petróleo, carvão, gás natural), que provocam inúmeros problemas ambientais, como o agravamento do efeito
estufa. Apesar de possuírem maior disponibilidade na natureza e provocarem menos impactos ambientais
negativos, as fontes alternativas de energia são pouco utilizadas, pois necessitam de maiores investimentos
tecnológicos para viabilizar economicamente seu uso, tornando-as acessíveis.
Adaptado. Disponível em: https://mundoeducacao.uol.com.br/geografia/fontes-alternativas-energia.htm Acesso em: 10/08/2023.
Que fonte de energia é considerada uma alternativa de produção energética esgotável?
A) energia geotérmica.
B) energia eólica.
C) energia nuclear.
D) biocombustíveis.
E) energia dos oceanos.
A) requer algo além do ambientalismo, que tenta limitar ou retardar os efeitos danosos da presença humana no
meio ambiente.
B) mantém uma relação direta entre problemas ambientais com os problemas sociais, tais como a pobreza,
escassez de alimentos e qualidade de vida nos espaços urbanos.
C) exige que a economia mundial respeite os limites finitos do mundo natural, de modo a resguardar a vida na
“casa comum”.
D) denota a compreensão de que o cuidando com o meio ambiente reflete em mudanças sociais
diminuindo as desigualdades.
E) pressupõe que o cuidado com a natureza está associada ao cuidado com o ser humano e seus problemas
sociais de forma integral.
Os Veículos Elétricos (VE) são movidos por um motor alimentado por bateria, sendo esta carregada ao conectar
o veículo à rede elétrica, seja em casa ou em uma estação pública de carregamento. Os VE não possuem um
motor de combustão interna e, portanto, não utilizam combustíveis fósseis. Do ponto de vista do uso de
combustíveis provenientes de fontes renováveis e menos poluentes, pode-se considerar os VE uma alternativa
sustentável. A Figura a seguir mostra dados da União Europeia (UE) que demostram esse fato.
A grande desvantagem dos VE está relacionada com a baixa autonomia energética. A bateria de um veículo
elétrico dura cerca de 15 anos e é composta por íons de lítio (Li). Uma bateria de lítio de 400 kg gera uma
autonomia máxima de 380 km para um veículo elétrico. Do ponto de vista ambiental, o descarte de baterias de
íons Li tem despertado a preocupação dos pesquisadores, pois trata-se de um material difícil de ser recuperado
e com processo complexo de reciclagem. A principal preocupação ambiental quanto ao descarte de baterias de
íon Li deve-se ao fato de que
O mundo esgotou nesta quarta-feira (02/08/2023) seus limites biológicos para o ano 2023: a humanidade
precisaria de cerca de 1,7 planeta para manter o atual estilo de vida. A conclusão é da ONG ambientalista Global
Footprint Network, sediada nos Estados Unidos. A curva da sobrecarga ecológica se aplainou nos últimos cinco
anos, mas é difícil distinguir se a tendência é "gerada por uma desaceleração econômica ou por esforços de
descarbonização intencionais". O Dia da Sobrecarga da Terra chega cinco dias mais tarde do que em 2022, mas
isso se deve, em grande parte, ao modo como a rede ambientalista coleta dados.
Seja como for, está lenta demais a imposição de limites à exploração exagerada dos recursos naturais. Segundo
os cálculos da ONG, o Dia da Sobrecarga teria que ser 19 dias mais tarde a cada ano nos próximos sete anos
para que se alcancem as metas climáticas globais de corte das emissões carbônicas causadoras do efeito
estufa.
Disponível em: https://www.dw.com/pt-br/humanidade-j%C3%A1-usou-os-recursos-naturais-do-ano-inteiro/a-65515884 Acesso em 09/08/2023
A lâmpada é feita com uma garrafa PET transparente de 2 litros cheia de água e 4 colheres de água sanitária –
para evitar que a proliferação de algas deixe a água turva. Ela é instalada através de um furo circular no telhado,
vedado com massa plástica ou cola de resina, para evitar goteiras em dias de chuva. Sobre a tampinha, coloca-
se um potinho preto de plástico para fazer sombra e evitar que ela resseque e rache com o sol. Os raios de luz
do sol incidem na parte da garrafa sobre o telhado e refletem para dentro do cômodo, gerando iluminação.
Disponível em: https://super.abril.com.br/mundo-estranho/como-funciona-a-lampada-de-garrafa-pet Acesso em 10/08/2023.
A lâmpada de garrafa PET é uma alternativa sustentável, pois, além de promover a reutilização de polímeros,
não emite CO2, como acontece com as lâmpadas incandescentes. A viabilidade de sua utilização deve-se ao
fato de que,
A) mediante a refração da luz do sol por dentro da água, o fundo simétrico e ondulado do recipiente faz com
que a luz seja uniformemente distribuída.
B) partindo da difração de raios UV da luz solar, há um pequeno aquecimento da água e,
consequentemente, a emissão de fótons, gerando iluminação.
C) por meio da absorbância de luz solar, há um processo de armazenamento de energia térmica na água,
que é dissipada por meio de emissão luminosa.
D) através da reflectância da luz do sol, há uma ionização de partículas de cloro na água dentro da garrafa, e
estas são convertidas na emissão de luz.
E) devido a transmitância da luz solar dentro da garrafa com água, há uma conversão de energia térmica em
energia luminosa.
Fim dos lixões até 2024? Veja desafios e soluções para o problema no Brasil
O Cidades e Soluções deste domingo (23) mostrou cidades que correm contra o tempo para cumprir a lei e
outras que não parecem tão comprometidas com os lixões.
25/07/2023 - 05h03
Disponível em: https://g1.globo.com/globonews/cidades-e-solucoes/noticia/2023/07/25/fim-dos-lixoes-ate-2024-veja-desafios-e-solucoes-para-o-problema-no-
brasil.ghtml Acesso em: 28/07/2023
As manchetes apresentadas demonstram que a gestão dos resíduos sólidos no Brasil continua sendo um
imenso desafio. A lei nº 12.305, de 2 de agosto de 2010, instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos
(PNRS), em que se previa o fim dos lixões no Brasil até 2014. Em 2022, foi instituído o Plano Nacional de
Resíduos Sólidos (Planares), por meio do Decreto Nº 11.043, o qual apresenta o caminho para materializar a
PNRS e prevê o fim dos lixões no Brasil até 2024. O descumprimento da PNRS e do Planares e desrespeito a
seus prazos para regularização da destinação do lixo no Brasil implicam diretamente em problemas de ordem
A) ambiental, que mesmo sendo de pequenas proporções provocam poluição do solo e do ar.
B) econômica, devido ao desperdício de recursos e o alto custo de remediação ambiental.
C) sanitária, pois o depósito de lixo a céu aberto enseja a multiplicação de vetores de doenças.
D) social, provocando problemas de saúde de maneira restrita aos catadores de materiais recicláveis.
E) paisagística, prejudicando o faturamento das atividades turísticas.
QUESTÃO 65 (OMA 2023 – 2ª Etapa)
O rompimento da barragem de Nova Kakhovka é mais uma tragédia a lamentar na guerra da Ucrânia. Além das
perdas de água potável para abastecimento humano e agricultura, a água que escorre da barragem tem
desabrigado pessoas, inundado o solo, ocupado áreas urbanas e silvestres além de ser uma ameaça a
segurança da usina nuclear de Zaporizhia. O rompimento da barragem também pode resultar em vazamento de
óleo dos reatores da hidrelétrica da barragem, implicando em riscos para a vida selvagem, fazendas,
assentamentos, abastecimento humano e contaminação com produtos químicos.
Além de poder ser considerado crime de guerra e ecocídio, o rompimento da barragem de Nova Kakhovka
A) terá impactos na produção e acesso a alimentos no leste europeu, visto que o conflito é uma situação
geopolítica localizada e sem grandes implicações globais.
B) poderá promover um desastre ambiental em cadeia, afetando desde o ecossistema do rio Dnieper e suas
margens até uma contaminação marinha, cujos efeitos são imprevisíveis.
C) causará um intenso distúrbio aos habitats locais e redes tróficas, entretanto aos animais silvestres
podem se deslocar e rapidamente se adaptar a novos ambientes sem que haja perturbações significativas.
D) resultará em um transtorno ambiental sem precedentes em caso de acidente na usina nuclear de Zaporizhia,
pois não há registro de acidentes radioativos dessa natureza na história.
E) será capaz de aprofundar a lâmina d’água do rio Dnieper à montante da hidrelétrica de Kakhovka,
favorecendo espécies de peixes maior porte podendo causar diversos desequilíbrios nas cadeias
alimentares.
Estudo inédito revela que todos os rios do mundo estão contaminados por resíduos de medicamentos
Em artigo publicado nesta semana na revista Pnas, pesquisadores internacionais apresentam um estudo feito
em escala mundial sobre a poluição de rios por resíduos de medicamentos. O jornal Le Figaro desta sexta-feira
(18) dá destaque a essa pesquisa. O grupo de cientistas analisou um milhão de amostras colhidas em 258
cursos d`água de 104 países, de todos os continentes. "As coletas foram feitas nas cidades mais populosas do
mundo, como Délhi, na Índia, mas também em uma comunidade ianomâmi, na Venezuela, assim como em zonas
de conflito, áreas de grande altitude, desertos ou regiões polares", explica Le Figaro. No Brasil, foram coletadas
amostras em três pontos: Amazônia, Nordeste e Sudeste. Os resultados são alarmantes. Nenhum lugar da Terra
escapa incólume e um quarto das regiões estudadas apresentam níveis de poluição potencialmente perigosos.
Disponível em: https://l1nq.com/JXzb2 Acesso em: 28/08/2023.
A poluição farmacêutica representa um perigo real para a saúde ambiental e humana. Dentre as problemáticas
relacionadas a esse tipo de poluição, a ameaça mais emergente é
Nem todos os animais tem a capacidade de regular a temperatura do corpo como os mamíferos e aves. Os
insetos, por exemplo, tem a temperatura do corpo próxima a temperatura ambiente. Por esse motivo, a
temperatura é muito importante para o ciclo de vida desses animais. Quanto maior é a temperatura, mais rápido
é o metabolismo do inseto e, consequentemente, mais rapidamente ele se desenvolve. E quanto maior a
velocidade de desenvolvimento de um inseto, mais rapidamente a sua população aumenta. Se o inseto for uma
praga agrícola, quanto maior for a sua população na lavoura, maior será o dano causado e os prejuízos para o
produtor.
Disponível em: https://nemi.ufsc.br/2020/10/12/temperatura-e-pragas-agricolas/ Acesso em: 23/08/2023.
Ao longo da história, a moda foi considerada uma manifestação cultural e um retrato das sociedades ao expressar
seus hábitos, costumes e valores. Entretanto, essa visão veio sendo modificada com a inserção da ideia do "Fast
Fashion", ou moda rápida em português, onde a fabricação de roupas em larga escala seguindo tendências,
focada na padronização das mesmas e no consumo em massa, com consequente diminuição de qualidade e
durabilidade são aspectos característicos desse ciclo produtivo.
Disponível em: https://petesa.eng.ufba.br/blog/impactos-da-industria-da-moda-no-meio-ambiente Acesso em: 28/08/2023.
Disponível em: https://petesa.eng.ufba.br/blog/impactos-da-industria-da-moda-no-meio-ambiente Acesso em: 28/08/2023.
Os efeitos ambientais da produção de roupas, calçados e acessórios para a moda ocorrem em todas as etapas do
processo de confecção. Considerando os “Impactos da indústria da moda no meio ambiente”,
A) a pegada hídrica do uso pelo consumidor é enorme, entretanto, se o período considerado fosse maior, esse
impacto ambiental seria diminuído por conta da diminuição do consumismo por parte do usuário.
B) a maior emissão de gás carbônico do ciclo produtivo se dá na etapa de transporte e distribuição das peças,
devido a demanda de combustíveis e energia característica dessa fase.
C) a etapa de produção do algodão apresenta um imenso impacto quanto ao consumo de água, podendo
ainda resultar em problemas como contaminação do solo, desmatamento e erosão.
D) o descarte das peças, embora não apresente um claro impacto no consumo de água, energia e na emissão
de CO2, tem a maior pegada ecológica por conta do tempo que esse resíduo permanecerá no ambiente.
E) os processos de produção do tecido e manufatura da peça demandam muita água e energia e podem
poluir o ambiente em etapas como o tingimento, entretanto não produz impactos devido ao desperdício de
materiais.
É fato que o processo de degradação ambiental, tanto em escala local quanto global, encontra-se em estágio
quase que irreversível e sem controle, oferecendo assim um perigo iminente para a sobrevivência dos seres
vivos no Planeta. Frente a esse cenário visível e preocupante há mais de 20 anos, é que se enfatiza aqui uma
proposta alternativa de caráter mais sustentável para o meio agrícola. Tal proposta já existe desde o início de
2003, sob denominação de ordenamento agroambiental, elaborada por parte dos autores do presente artigo,
focando áreas frágeis no contexto de microbacias e sub-bacias.
Disponível em: https://www.ecodebate.com.br/2022/12/02/ordenamento-agroambiental-como-instrumento-para-uma-agricultura-sustentavel/ Acesso em:
29/08/2023.
O Brasil é reconhecido pela sua imensa biodiversidade, abrigando uma imensa diversidade de espécies de seres
vivos bem como de paisagens naturais. No poema “Os Biomas Brasileiros” são retratadas peculiaridades dos
Biomas encontrados no nosso país, como
A) vegetais xeromórficos na Caatinga, com características como folhas pequenas, caducifólia e caule espinhoso.
B) caules tortuosos no Cerrado, devido a acidez e baixa fertilidade do solo, resultando em baixa diversidade
vegetal.
C) alta biodiversidade amazônica, com plantas aciculifoliadas que permitem grande evapotranspiração.
D) uniformidade de paisagens devido ao alagamento sazonal do pantanal, permitindo apenas plantas submersas.
E) alta diversidade de herbáceas nos pampas, devido ao clima que impede o crescimento de arbustos e árvores.
QUESTÃO 71 (OMA 2024 – 1ª Etapa)
O diálogo a seguir está relacionado com o descarte de pilhas e baterias.
A lei n° 12.305, de 02 de agosto de 2010, trata sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos. Essa lei determina que
todos os responsáveis devem garantir o retorno das pilhas e baterias após o uso pelo consumidor de forma
independente dos serviços públicos de limpeza urbana. Para isso, podem disponibilizar postos de entrega ou atuar
em parceria com cooperativas ou associação de catadores de materiais recicláveis. As pilhas e baterias são
dispositivos que contém metais pesados em sua constituição, tais como o zinco (Zn), mercúrio (Hg), cádmio (Cd) e
níquel (Ni). O descarte inadequado destes dispositivos é considerado um contaminante ambiental, pois
A) promovem a poluição dos solos devido às reações de redução sofridas pelos metais quando em contato com o
oxigênio atmosférico.
B) causam danos aos ecossistemas devido ao processo de bioacumulação nos tecidos dos organismos vivos,
mesmo em concentrações baixas.
C) os metais podem ser facilmente oxidados as suas formas iônicas e estas se acumularem nos tecidos vivos
causando o envenenamento dos corpos d’água.
D) quando em contato com a água, os metais podem sofrer hidratação e resultar na produção de compostos
responsáveis pela chuva ácida.
E) apresentam toxicidade moderada ao solo, no entanto, para os organismos vivos são altamente tóxicos causando
danos aos ecossistemas e a saúde.
Colômbia e Equador têm dependência energética mútua, mas uma seca prolongada esvaziou seus reservatórios e
deixou os países expostos a uma escassez inédita e ao racionamento.
Disponível em: https://exame.com/esg/el-nino-e-mudancas-climaticas-colocam-duas-potencias-hidricas-em-xeque/ Acesso em: 01/05/2024.
A) são dois países que possuem a maior parte de sua produção de energia elétrica gerada através de fontes
hidrelétricas.
B) apresentaram aumento populacional que intensificou a demanda por água e por energia na última década.
C) carecem de investimento financeiro dos governos em tecnologias para produção de energias renováveis.
D) são dependentes mútuos de energia elétrica mas, com a crise, o Equador cessou as exportações de energia
para a Colômbia.
E) possuem em sua matriz energética fontes renováveis, como a solar e a eólica.
QUESTÃO 73 (OMA 2024 – 1ª Etapa)
Os 6 fatos sobre as energias renováveis: elas são fundamentais contra as mudanças climáticas
Enquanto a queima de combustíveis fósseis libera uma grande quantidade de gases de Efeito Estufa, o uso de
recursos que se regeneram rapidamente é uma fonte de energia limpa e mais econômica.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/04/os-6-fatos-sobre-as-energias-renovaveis-elas-sao-fundamentais-contra-as-mudancas-
climaticas Acesso em: 30/04/2024.
A produção de eletricidade à partir dos aerogeradores pode ser compreendida pelo princípio físico da conservação de
energia. Considerando o infográfico acima, os geradores eólicos
A) convertem energia cinética em energia elétrica, com a produção de trabalho útil na forma de energia mecânica.
B) produzem energia elétrica mediante ação do aerogerador, que converte energia eólica em energia cinética.
C) transformam o deslocamento das pás em energia de movimento, que ao acionar o aerogerador produz energia
cinética.
D) utilizam a energia cinética produzida pelos ventos para transformar em energia mecânica no aerogerador e
consequentemente em energia elétrica.
E) aproveitam o movimento das pás para produzir trabalho útil, pela soma das energias cinética e mecânica, tendo
como resultado a produção de energia elétrica.
Água para a paz é o tema do Dia Mundial da Água deste ano e para o tornar realidade supõe uma cooperação muito
maior. Hoje, 153 países partilham recursos hídricos. No entanto, apenas vinte e quatro reportaram acordos de
cooperação para toda a água partilhada. Devemos acelerar os esforços para trabalharmos juntos além-fronteiras, e
apelo a todos os países para que adiram e implementem a Convenção das Nações Unidas sobre a Água – que
promove a gestão sustentável dos recursos hídricos partilhados. Cooperar para salvaguardar a água pode fortalecer
e sustentar a paz. A gestão da água pode fortalecer o multilateralismo e os laços entre as comunidades e criar
resiliência perante as catástrofes climáticas. Pode também impulsionar o progresso a consecução dos Objetivos de
Desenvolvimento Sustentável, que são a base de sociedades pacíficas, nomeadamente através da melhoria da
saúde, da redução da pobreza e das desigualdades e do reforço da segurança alimentar e hídrica.
Disponível em: https://brasil.un.org/pt-br/264090-dia-mundial-da-%C3%A1gua-%C3%A1gua-para-prosperidade-e-paz
Acesso em: 02/05/2024.
A gestão dos recursos hídricos é uma alternativa sustentável para garantir a oferta e o uso consciente da água
potável. Ao apresentar a temática “Água para a prosperidade e a Paz” em alusão ao dia mundial da água, a
mensagem do secretário-geral da Organização Mundial das Nações Unidas (ONU), reforça a ideia de que
A) sem acesso adequado à água potável e saneamento básico, o desenvolvimento humano é comprometido, o que
pode levar a conflitos locais e regionais.
B) garantir o acesso equitativo à água e gerenciar seus recursos de forma sustentável é essencial para promover a
prosperidade e prevenir conflitos bélicos.
C) a água é essencial para o crescimento econômico, a erradicação da pobreza, a segurança alimentar, a promoção
da paz e estabilidade entre as nações.
D) o objetivo da ONU é promover o acesso equitativo à água como um meio de alcançar o desenvolvimento
sustentável e manter a paz global.
E) a ONU tem vários programas e iniciativas voltados para a gestão sustentável da água, visando alcançar os
Objetivos de Desenvolvimento Sustentável
Um carro movido a hidrogênio representa uma das inovações mais promissoras no setor automotivo em termos de
redução de emissões e sustentabilidade ambiental. A tecnologia por trás desses veículos se baseia em células de
combustível que convertem o hidrogênio em eletricidade de maneira eficiente e limpa. Essa conversão ocorre em um
processo eletroquímico que não envolve combustão, resultando apenas na emissão de água pura como subproduto.
Disponível em: https://olhardigital.com.br/2024/04/13/carros-e-tecnologia/como-funciona-um-carro-movido-a-hidrogenio/
Acesso em: 02/05/2024.
As semirreações de oxidorredução (1) e (2), a equação global (3) e os potenciais-padrão de redução ( que
envolvem o processo eletrovoltaico de produção de energia do carro movido à hidrogênio, são apresentados a seguir:
A produção de energia a partir da conversão de hidrogênio em água é considerada uma tecnologia limpa pois ocorre
através de uma célula
A) eletrolítica entre os gases H2 e O2, sendo necessário fornecer 1,23 V de energia de uma fonte geradora externa.
B) voltaica onde H2 e O2 são oxidados para produzir água gerando um potencial elétrico de 1,23V.
C) eletrolítica na qual o H2 funciona como combustível sendo reduzido à H2O, gerando 1,23V de potência.
D) voltaica que produz água potável e uma diferença de potencial elétrico de 1,23V.
E) voltaica espontânea, fornecendo uma diferença de potencial elétrico (ddp) de 1,23V.
Julián Reingold
BBC Future
Atualmente, onças-pintadas enfrentam alguma ameaça em quase todo o seu habitat, do sudoeste dos Estados
Unidos até o norte da Argentina. À medida que o desmatamento se amplia e aumentam as incursões das estradas e
da agricultura na floresta, a quantidade de presas diminui, e os caçadores ilegais ganham cada vez mais acesso a
áreas mais remotas. E não são apenas os grandes felinos que enfrentam os riscos causados pelo desmatamento e
pela caça ilegal. As populações de animais selvagens monitorados na América Latina e na região do Caribe como um
todo diminuíram em catastróficos 94% nas últimas décadas, segundo o relatório Living Planet de 2022, elaborado
pela Sociedade Zoológica de Londres (ZSL, na sigla em inglês). "A caça precisa ser controlada com urgência" afirma
a bióloga Yara de Melo Barros. "Os caçadores entram para caçar outros animais e acabam matando a onça-pintada."
Uma ação viável e eficaz para dirimir a caça das onças pintadas e suas consequências, seria
Relatório do TCE aponta que 41% dos municípios do semiárido paraibano não possuem órgão ambiental
Por g1 PB
21/09/2023
De acordo com o documento, 41,4% dos municípios respondentes afirmaram que não possuem secretaria ou órgão de
meio ambiente que possa tratar do tema. A auditoria analisou o processo de degradação ambiental na região do
semiárido e da caatinga, em função do clima e das ações humanas, emitindo uma série de recomendações para o
governo estadual, municipal e seus respectivos órgãos ambientais. O relatório foi produzido em parceria o Tribunal de
Contas da União (TCU). O documento é dividido em cinco eixos e compreende os exercícios de 2015 a 2022. De
acordo com o relatório, 188 municípios do semiárido estavam aptos para responder um questionário relacionado ao
tema, mas apenas 128 cidades responderam como lidam com a desertificação. A auditoria também aponta que 23
municípios paraibanos executam algum projeto de recuperação de áreas degradadas da caatinga, o que corresponde
a 18% das 128 cidades que responderam ao questionário do órgão. O documento também aponta que 29,7% dos
municípios afirmaram existir alguma ação relacionada à preservação de espécies vegetais nativas da caatinga,
individualmente ou órgãos públicos estaduais e até federal. As ações com maior destaque foram a distribuição de
mudas, viveiros de mudas e catalogação de espécies. De acordo com a auditoria, 63% das cidades declararam que
possuem atividades econômicas que podem causar dano material em seu território. As mais citadas são a extração
de recursos minerais, agricultura e pecuária, extração de madeira para carvão, extração de madeira para forno e
indústria cerâmica. Os empreendimentos de energia solar e energia eólica também foram apontados.
Disponível em: https://g1.globo.com/pb/paraiba/noticia/2023/09/21/relatorio-do-tce-aponta-que-41percent-dos-municipios-do-semiarido-paraibano-nao-possuem-orgao-
ambiental.ghtml Acesso em: 14/05/2024.
O relatório abordado na reportagem aponta
Há anos trabalho com o tema sustentabilidade e essa discussão sempre volta a tona. Muito já evoluiu nesse tema,
hoje a conscientização dos gestores de empresa e população geral é muito maior, e sabemos que reutilizar materiais
não renováveis é muito importante. O uso de garrafas plásticas é um tópico que está cada vez mais presente nas
discussões sobre meio ambiente. A pesquisa realizada pela BRITA UK (disponível em
https://www.keepbritaintidy.org/news/we-have-reusable-bottle-we-don%E2%80%99t-use-it) revelou algumas
descobertas intrigantes sobre o assunto. De acordo com essa pesquisa, embora as pessoas estejam mais
conscientes dos impactos ambientais da poluição plástica, essa consciência não necessariamente se traduz em
mudanças reais de comportamento. Uma descoberta importante foi que as barreiras para a adoção de práticas mais
sustentáveis, como usar garrafas reutilizáveis, muitas vezes não estão ligadas apenas à falta de conscientização,
mas também a preocupações com inconveniência, esquecimento e higiene.
Disponível em https://l1nq.com/SEeBL Acesso em: 04/04/2024.
Em busca da sensibilização ambiental é necessário refletir sobre a forma de abordar esse tema com a população. A
estratégia mais eficaz para promover a mudanças de comportamento em relação ao meio ambiente é
'O seringueiro é o melhor guarda florestal': o novo ciclo de borracha nativa que está ajudando a preservar a
Amazônia
José do Carmo aprendeu a cortar seringa com a mãe, que por sua vez aprendeu com o pai, que migrou do Ceará
para o Pará no passado, como muitos seringueiros. “Eu comecei pequeno. Estou no ramo desde que me entendo por
gente. Mas em 1988 o (então-presidente José) Sarney tirou de nós a seringa, e aí eu parei”, afirma, referindo-se à
extinção repentina de incentivos do governo militar. “Depois de uns 20 ou 30 anos, o senhor Francisco veio para cá e
me achou. E aí continuei com ele.” José do Carmo se refere a Francisco Samonek, paranaense radicado na
Amazônia há 40 anos. Ao longo desse período, Samonek criou três empresas no município de Castanhal para
trabalhar com borracha nativa “O seringueiro é o melhor guarda florestal que nós temos”, diz Francisco Samonek,
empreendedor social à frente da Seringô. “Se ele receber um preço justo pela produção de borracha artesanal, ele
vai ficar ali cuidando da floresta. Se ao menos o mundo pudesse enxergar isso com clareza.” As seringueiras
precisam estar em meio à floresta para se manterem saudáveis e produtivas.
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/c25qlrk5vgqo#:~:text=%E2%80%9CO%20seringueiro%20%C3%A9%20o%20melhor,ficar%20ali%20cuidando%20da%20floresta.
Acesso em 22/05/2024.
A conservação e preservação da Amazônia pode ter sua dinâmica alterada por atividades extrativistas, pois
A) em sua essência, o extrativismo se propõe a produzir mudas e plantar novas árvores em áreas naturais, sejam
elas nativas ou não, enriquecendo o ambiente e aumentando a área explorável da floresta.
B) suas práticas podem resultar em mais desmatamento para privilegiar espécies mais valorosas economicamente
em detrimento de outras ambientalmente mais importantes.
C) são atividades plenamente sustentáveis, que promovem serviços ambientais importantes como a conservação da
biodiversidade, mesmo não sendo economicamente viáveis.
D) sendo realizadas de maneira planejada, promovem conservação ambiental, sustentabilidade econômica,
valorização das populações tradicionais/rurais e justiça social.
E) é socialmente degradante, visto que mantém as pessoas em atividades que exigem muito fisicamente e as
condiciona a permanecer em um ambiente arcaico com uma floresta
O brasileiro produz cada vez mais lixo - 1,52 milhão de toneladas por semana, o equivalente a quase sete navios de
cruzeiro. Os dados são do Panorama dos Resíduos Sólidos no Brasil 2020, realizado pela Associação Brasileira de
Empresas de Limpeza Pública (Abrelpe). Em 2010, foram gerados 66,69 milhões de toneladas de resíduos sólidos
urbanos. Já em 2019, o descarte aumentou para 79,06 milhões de toneladas - 18,6% a mais. A produção de lixo
plástico no Brasil também cresceu; no entanto, das 11,3 milhões de toneladas geradas, apenas 1,3% foram
recicladas em território nacional. Mesmo com o número alarmante de descarte incorreto, o total de municípios com
coleta seletiva aumentou 29% entre 2010 e 2019. 73% das cidades brasileiras já possuem esse tipo de coleta, no
entanto, ela ainda não cobre a totalidade dos municípios e ocorre de forma incipiente.
Disponível em: https://cgirsvj.ce.gov.br/informa/118/afogados-em-lixo-o-brasileiro-produz-cada-vez-mais Acesso em: 14/05/2024.
Uma medida eficaz para diminuir a produção de resíduos sólidos no Brasil consistiria em
Quase 50 anos após a morte do médico pernambucano Josué Apolônio de Castro (1908-1973), que identificou as
raízes mais profundas da desnutrição, o Brasil voltou em 2022 ao Mapa da Fome da Organização das Nações
Unidas (ONU), do qual havia saído em 2014. No país, 33 milhões de pessoas, o equivalente a 15% da população,
vivem a chamada insegurança alimentar grave.
Disponível em: https://revistapesquisa.fapesp.br/as-raizes-da-fome/ Acesso em: 15/05/2024.
A fome é uma tragédia que assola o Brasil, atingindo ampla parcela da população, provocando discussões e
mobilizações sociais, mas sem conseguir soluções efetivas, podendo ser considerada resultante do
A) imenso desperdício de alimentos que ocorre no país, devido as deficiências logísticas de transporte, de
armazenamento e de aproveitamento dos alimentos.
B) intenso processo de urbanização ocorrida no Brasil ao longo dos séculos XX e XXI, que diminuiu drasticamente
a população rural prejudicando na mesma proporção a produção agropecuária.
C) modelo de desenvolvimento brasileiro, que se reflete na forma de produção agropecuária, na ocupação do
espaço e exploração do meio ambiente e distribuição de renda e acesso a recursos.
D) contexto econômico brasileiro, que promove grande desigualdade social e de distribuição de renda, embora os
dados apontem para um aumento progressivo da segurança alimentar nos últimos 20 anos.
E) desestímulo à agricultura familiar, responsável pela produção da maior parte da alimentação diária da população,
em detrimento de alimentos ultraprocessados que são mais caros e difíceis de acessar.
Aedes 2.0: o que o atual surto mostra sobre a evolução do agente transmissor da dengue
Atualmente capaz de se reproduzir em água contaminada e de ocupar locais antes desfavoráveis para sua
circulação, a espécie se mostra com uma capacidade imensa de adaptação.
Em meio à explosão de casos de dengue no país, os especialistas alertam que as mudanças no comportamento
do mosquito são um fator que pode contribuir para o número elevado de casos observado. Isso porque essa
capacidade é o que permite com que o Aedes seja uma das espécies invasoras mais bem sucedidas do Brasil.
Mesmo com a adaptação sendo algo comum entre os animais, no caso do transmissor da dengue, essa
característica chama a atenção pela eficiência. A professora do departamento de epidemiologia da Faculdade de Saúde
Pública da USP, Maria Anice Mureb Sallum, relaciona essa característica da espécie à atuação do ser humano. "O
mosquito evoluiu junto com o homem urbano. Ele foi se adaptando aos ambientes criados pelo homem de maneira muito
efetiva", afirma. Entre todas as adaptações que o Aedes foi capaz de fazer ao longo do tempo, os especialistas pontuam
que três merecem destaque nos últimos anos:
1. Reprodução em água contaminada
2. Ampliação do horário de circulação
3. Ocupação de áreas desfavoráveis à espécie
O sucesso da invasão biológica do Aedes aegypti no Brasil está ligado, de acordo com a matéria jornalística, as
adaptações da espécie desde sua chegada ao país, as quais se relacionam com
Rio Grande do Sul: entre secas e inundações, estado vive eventos extremos com sinais de mudanças
climáticas
Por Lisandra Paraguassu
04/05/2024 04h00
Atingido por duas inundações catastróficas no intervalo de apenas seis meses, depois de ter enfrentado quase três
anos de seca inclemente, o Rio Grande do Sul virou o exemplo do que as mudanças climáticas podem fazer com
eventos já considerados extremos, mas que vêm atingindo proporções cada vez piores em um mundo que não
consegue conter o avanço da temperatura global, avaliam especialistas. Até a metade de 2023, o estado enfrentava
uma estiagem histórica, fruto de um período longo de La Niña, que durou por mais de dois anos, com pouquíssimos
períodos de chuva. O governo federal chegou a estudar a implantação de um sistema de cisternas em algumas
regiões, da mesma forma que fez no Nordeste. Em setembro do ano passado, já sob efeito do El Niño, o estado ficou
debaixo d’água devido à passagem de um ciclone extratropical, em uma inundação que já era considerada histórica,
com mais de 50 mortes registradas. Agora, apenas seis meses depois, novas enchentes quebraram novamente os
recordes. Nesse momento, quase metade dos municípios gaúchos foram atingidos pela chuva, em diversas regiões
do Estado, com ao menos 31 pessoas mortas e mais de 70 desaparecidas, segundo dados da Defesa Civil estadual.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/nacional/rio-grande-do-sul-entre-secas-e-inundacoes-estado-vive-eventos-extremos-com-sinais-de-mudancas-climaticas/
Acesso em: 06/05/2024.
De acordo com o texto, as modificações nos padrões de precipitação no Rio Grande do Sul, devido as mudanças
climáticas, devem-se
A) a diminuição da evaporação da água dos oceanos, rios e lagos, resultando em grandes inundações.
B) as alterações dos fenômenos atmosféricos como o El Niño e La Niña, que causam variações significativas nos
padrões de chuva e temperatura.
C) ao aumento do nível do mar proveniente do derretimento das calotas polares e geleiras, causado pelo
aquecimento global.
D) a estabilidade dos padrões de vento que mantém constante a circulação atmosférica e os sistemas de alta e
baixa pressão.
E) a localização geográfica do estado por ser um ponto de encontro de sistemas tropicais e sistemas polares.
A Margem Equatorial, uma área que engloba o litoral do Amapá, no extremo norte do Brasil, ao Rio Grande do Norte,
no nordeste, tem atiçado a ambição de petrolíferas. A foz do rio Amazonas faz parte desse grupo de bacias
marítimas – que também inclui as bacias de Pará-Maranhão, Barreirinhas, Ceará e Potiguar – e abriga o bloco 59,
um dos que recebeu em 2013 a concessão da Agência Nacional do Petróleo (ANP) para a exploração de recursos
fósseis. Um Parecer Técnico de 2013 feito pelo Ibama mostrou na conclusão que a bacia da foz do Amazonas
necessitava de estudos detalhados por causa da “extremamente alta relevância biológica” e possíveis impactos na
atividade pesqueira. Ressaltou que um eventual derramamento de óleo na área pode atingir restingas e manguezais
– uma das maiores áreas de manguezais da costa brasileira está no Amapá -, além de águas internacionais, como o
mar da Guiana Francesa. “A foz do Amazonas tem uma grande sensibilidade ambiental, é uma região com alta
biodiversidade, que ainda precisa ser estudada”, diz Suely Araújo, especialista sênior em políticas públicas do
Observatório do Clima. “É inaceitável pressupor que toda a região possa ser objeto de exploração de petróleo, sem
um olhar integrado para os efeitos negativos do ponto de vista socioambiental. A análise de um empreendimento
específico no âmbito do licenciamento não supre a avaliação que necessita ser realizada.”
Disponível em: https://www.oc.eco.br/o-petroleo-nao-pode-ser-deles/ Acesso em: 13/05/2024.
Fonte: https://sumauma.com/quando-mare-dobrar-mancha-vai-entrar-petroleo-foz-amazonas/
A exploração de petróleo na foz do rio Amazonas tem sido tema de intenso debate no Brasil há mais de uma década.
A autorização à perfuração no bloco 59 poderá ter como impacto imediato a
A) exposição de material fóssil que com as correntes marinhas tende a se espalhar rapidamente por todas as bacias
da margem equatorial e posteriormente ao território marítimo da Guiana Francesa.
B) destruição do sistema de recifes amazônico e contaminação de ecossistemas fluviais das bacias da Foz do
Amazonas e Barreirinhas.
C) perda de biodiversidade no Parque Nacional Cabo Orange, que concentra a maior área do grande sistema de
recifes amazônicos e é berçário para diversas espécies marinhas.
D) contaminação das áreas costeiras, com branqueamento de corais e destruição de manguezais principalmente no
litoral dos Estados do Amapá e Piauí.
E) perturbação de comunidades indígenas e quilombolas a partir da construção da infraestrutura necessária para a
exploração, como estradas, aeroportos, portos e edificações.
O jeans é ruim para o meio ambiente, mas uma nova descoberta pode ajudar
Bilhões de peças de jeans são produzidas todos os anos, com o mercado global de jeans avaliado em 63,5 bilhões
de dólares em 2020. Para produzir essa peça de roupa clássica, os produtores dependem do corante índigo, a única
molécula conhecida por fornecer a cor única e adorada do jeans. Embora o índigo em si seja naturalmente derivado
de uma planta, a crescente demanda por jeans azuis ao longo do século 20 deu origem ao índigo sintético, que agora
é mais comumente usado. Mas o índigo, seja ele natural ou sintético, não se dissolve na água para se tornar um
corante líquido. Em vez disso, ele precisa ser alterado com o uso de produtos químicos agressivos que prendem o
corante às fibras da roupa. Pesquisadores da Dinamarca desenvolveram um método de tingimento aprimorado que
elimina a necessidade de produtos químicos agressivos, usando uma enzima para o tingimento. O indican é
precursor do índigo encontrado nas mesmas plantas do gênero Indigofera, é a chave para essa alternativa de
tingimento. O indican é um composto que torna as folhas das plantas índigo azuis quando amassadas, e pode ser
convertido em índigo.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/meio-ambiente/2024/05/o-jeans-e-ruim-para-o-meio-ambiente-mas-uma-nova-descoberta-pode-ajudar
Acesso em: 25/07/2024.
De acordo com o texto, o método de tingimento do jeans à partir do indican reduz impactos ambientais, pois
A) apresenta condições mais saudáveis para os trabalhadores têxteis e um vazamento de águas residuais menos
perigoso.
B) a enzima recém-projetada é extremamente estável e, portanto, pode suportar melhor o processo de fabricação
industrial.
C) dispensa a utilização de aditivos químicos e consequentemente reduz o lançamento de efluentes ambientais
nocivos.
D) a água contaminada por produtos químicos geralmente acaba nos cursos d'água próximos às fábricas, dizimando
os ecossistemas.
E) em comparação com o tingimento convencional, a simples redução de aditivos químicos reduz enormemente as
emissões de carbono.
A) a razão entre carne bovina e peixe para o GEE é de 12 kg de carbono para cada 1 kg de alimento.
B) a produção de ovinos emite cinco vezes mais GEE que a avicultura.
C) a emissão de GEE da produção de arroz corresponde a 35% da emissão do trigo.
D) o processamento de café emite mais GEE que o setor de embalagem.
E) a emissão de GEE pelos vegetais correspondem a 1/4 da emissão pela produção de queijo.
O termo “Transição energética” é um conceito que se aplica às mudanças estruturais nas matrizes energéticas a
longo e curto prazo. Essas mudanças decorrem de diferentes demandas históricas, passando por disponibilidade de
combustíveis até necessidades ambientais de redução de emissões de gases de efeito estufa. Como exemplo de um
processo de transição energética, pode-se mencionar um país que busca mudar sua matriz energética passando do
uso de fontes fósseis para fontes renováveis.
Disponível em: https://www.irena.org/Energy-Transition/Outlook Acesso em: 31/07/2024.
A) um processo de transição de usinas hidroelétricas para a mudança rumo para uma sociedade descarbonizada e
livre de poluentes químicos.
B) uma ação ambiental voltada para a transição de energia fóssil para energia renovável mediante práticas
sustentáveis de reaproveitamento.
C) uma medida ambiental para reduzir e evitar as emissões de gases de efeito estufa com objetivo de promover a
neutralidade de carbono.
D) um método de passagem de uma matriz energética focada nos combustíveis fósseis para uma com baixas ou
zero emissões de carbono, baseada em fontes nucleares.
E) um conjunto de mudanças nos modelos de produção, distribuição e consumo de energia para alcançar uma
maior sustentabilidade.
O descarte inadequado de medicamentos é nocivo para o meio ambiente e, consequentemente, para a saúde. Isso
porque o despejo incorreto provoca a contaminação do solo e das águas, comprometendo a qualidade de vida.
Muitas vezes, por desconhecimento, remédios, fora da validade ou não, são descartados pela população no lixo
comum reciclável. Um estudo publicado na revista Ciência & Saúde Coletiva (DOI: 10.1590/1413-
81232023283.05722022), avaliou a relação entre a distribuição de medicamentos usados na pandemia por SARS-
COV-19 no município do Rio de Janeiro e o nível de risco ambiental estimado provocado por seus resíduos no
período de 2019-2022. Os autores mostraram uma relação entre a quantidade de medicamentos excretados e o
coeficiente de risco estimado para alguns medicamentos utilizados no tratamento dos sintomas da SARS-Cov-19. Os
resultados estão dispostos nas tabelas a seguir:
Fonte: SOUZA, C.P.F.A.; KLIGERMAN, D.C.; BEZERRA, G.M.; OLIVEIRA, J.L.M. Risco Ambiental provocado por resíduos de medicamentos na cidade do Rio de
Janeiro, Brasil, durante a pandemia por SARS-Cov19. Ciência & Saúde Coletiva 28(3):711-720, 2023.
Disponível em: https://www.scielo.br/j/csc/a/Th7XgNST7M4jPQfz5NGhkcH/?format=pdf&lang=pt Acesso em 29/07/2024.
Os resultados apresentados nas Tabelas 1 e 2 mostraram que, devido ao maior consumo provocado pelo tratamento
da COVID-19,
Talvez a relação entre guerras e impactos ambientais não seja tão óbvia quanto realmente é. No momento as
notícias dos principais jornais e canais do mundo lançam suas atenções para o conflito envolvendo Hamas e Israel,
no Oriente Médio, mas há mais de um ano mais um confronto bélico era manchete ao redor do mundo, a disputa
entre Rússia e Ucrânia. Entretanto esses não são os únicos conflitos que estão ativos no momento, podemos citar as
guerras civis em países da África, como o Congo, a Guerra do Tigré, na Etiópia, a guerra civil do Iêmen, guerra da
Síria e outras disputas menores e menos noticiadas. Mas independente do motivo do conflito (religiosos, políticos,
econômicos ou territoriais), o resultado sempre envolve o confronto com armamentos, veículos equipados com
artilharia pesada, aviões que podem voar grandes distâncias, mísseis e outras armas químicas carregadas de
elementos químicos e metais pesados.
Disponível em: https://www.ecoresponse.com.br/blog/noticia-interna/como-as-guerras-afetam-o-meio-ambientea-356 Acesso em: 27/06/2024.
Preocupação com Rio Sena adia confirmação das provas do triatlo nas Olimpíadas de Paris
Por Lucas Espogeiro, Luiz Teixeira e Winne Fernandes — Paris, França
29/07/2024 13h26
As águas do Sena têm sido objeto constante de discussões nas Olimpíadas de Paris. O famoso rio da capital
francesa deve receber as provas de natação do triatlo e a maratona aquática. Mas o nível de contaminação do local
preocupa, especialmente depois das chuvas de sexta-feira (26) e sábado (27). Por isso, os treinos de familiarização
do triatlo foram cancelados por dois dias consecutivos. E as disputas masculina e feminina, previstas para 3h (de
Brasília) de terça (30) e quarta-feira (31), respectivamente, ainda não estão confirmadas.
Disponível em: https://ge.globo.com/olimpiadas/noticia/2024/07/29/preocupacao-com-rio-sena-adia-confirmacao-das-provas-do-triatlo-nas-olimpiadas-de-paris.ghtml
Acesso em 30/07/2024.
Os parisienses estão proibidos de nadar no Sena desde 1923, devido a poluição da água, que historicamente
recebeu os efluentes industriais e domésticos além de lixo das ruas carregado pela chuva. Dados publicados no
Boletim da Prefeitura de Paris, mostra um relatório dos níveis de bactéria Escherichia coli (E.coli) no período de 24 de
junho de 2024 a 02 de julho de 2024. De acordo com os Métodos Padrão de Análise de Água e Águas Residuais
(Standard Methods for the Examination of Water and Wastewater) o padrão de potabilidade deve apresentar
ausência de E.Coli. O gráfico a seguir apresenta os valores de Unidades Formadoras de Colônia (UFC) por 100
mililitros.
A) as amostras coletadas no ponto Alexandre III apresentou os menores níveis de UFC/100 mL.
B) nos dias 28/06 e 30/06 as amostras apresentaram o mesmo perfil de crescimento.
C) embora apresentando significante melhora, o relatório aponta que os níveis de E. Coli estão fora do ideal.
D) as quantidades de UFC/100 mL foram iguais nos dias 27/06 e 30/06 nos pontos Bras Marie e Alexandre III.
E) o crescimento observado no ponto Bercy à partir do dia 29/06 pode ser explicado pela ausência de chuva.
O termo “greenwashing” em inglês é traduzido de diversas formas no Brasil, mas é mais comum chamá-lo de “banho
verde” ou “lavagem verde”. A prática é definida por muitos profissionais como uma imagem pública de
responsabilidade socioambiental divulgada por uma determinada empresa sem que ela de fato seja uma empresa
sustentável. A empresa vende como valor, ao lado do crescimento econômico, a preservação do meio ambiente, mas
na prática não é bem assim. Ou seja, uma empresa tem em um discurso ou coloca em uma embalagem de um
produto que ela respeita o meio ambiente e têm práticas sustentáveis, mas, na verdade, ainda agride o meio
ambiente e engana o consumidor a respeito disso. Essa maneira de omitir, mentir ou camuflar as reais informações
sobre os impactos da empresa ao meio ambiente é um problema investigado em empresas do mundo todo. Uma
pesquisa realizada pela European Comission (EC), em 2021, realizou uma avaliação de 344 alegações
aparentemente dúbias de diversas organizações e, a partir disso, conseguiram diversas conclusões. Em 59% dos
casos, as marcas não forneceram provas acessíveis para os consumidores para provar que determinado produto não
tinha impacto negativo no meio ambiente.
Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/economia/macroeconomia/greenwashing-o-que-e-e-como-identificar-a-pratica-da-falsa-sustentabilidade/
Acesso em 06/08/2024.
O greenwashing é uma ameaça para o mundo por diversos aspectos, sendo um dos principais o de impedir o
engajamento da sociedade de participar ativamente para que as metas de emissão de carbono estabelecidas pelas
autoridades ambientais internacionais sejam cumpridas. De acordo com o texto, o greenwashing
82% das espécies de árvores que só ocorrem na Mata Atlântica estão ameaçadas de extinção
Redação
Jornal da USP
Um estudo publicado recentemente na revista Science apresentou a Lista Vermelha das quase 5.000 espécies de
árvores que ocorrem na Mata Atlântica, uma das florestas mais biodiversas e ameaçadas do mundo. “O quadro geral
é muito preocupante”, diz Renato Lima, professor da USP que liderou o estudo. “A maioria das espécies de árvores
da Mata Atlântica foi classificada em alguma das categorias de ameaça da União Internacional de Conservação da
Natureza (IUCN). Isso era esperado, pois a Mata Atlântica perdeu a maioria das suas florestas e, com elas, as suas
árvores. Mesmo assim, ficamos assustados quando vimos que 82% das mais de 2.000 espécies exclusivas
desse hotspot global de biodiversidade estão ameaçadas”, completa Lima. Hans ter Steege (Naturalis Biodiversity
Center, Holanda), coautor do trabalho, relembra que o estudo não se limitou à avaliação da ameaça de extinção
apenas na Mata Atlântica. “Fizemos projeções sobre qual seria a magnitude do impacto da perda de florestas sobre
as espécies de árvores em escala global.” Essas projeções incluíram os principais maciços de florestas tropicais do
mundo. “As projeções indicam que entre 35-50% das espécies de árvores do planeta podem estar ameaçadas
apenas devido ao desmatamento”, conclui Ter Steege.
Disponível em: https://jornal.usp.br/ciencias/82-das-especies-de-arvores-que-so-ocorrem-na-mata-atlantica-estao-ameacadas-de-extincao/ Acesso em: 06/08/2024.
Embora menos divulgada que extinção de espécies animais, a supressão de espécies vegetais é uma ameaça à
biodiversidade global. Em relação ao contexto da Mata Atlântica, uma alternativa socioeconomicamente sustentável
para diminuir o risco de extinção de espécies ameaçadas, seria
Após a coleta de dados em campo, os pesquisadores calcularam, entre outros parâmetros: o Índice de Diversidade
de Shannon-Wiener (H’), o qual remete à diversidade de espécies em uma comunidade biológica, dando a mesma
importância às espécies raras e às abundantes (quanto maior o valor de H’, maior a diversidade da comunidade em
estudo); a Densidade de Indivíduos por Hectare (quantidade de indivíduos da comunidade por unidade de área) e o
Número de Espécies em cada ambiente estudado. O quadro a seguir traz os valores de H’, Densidade por ha e
Número de Espécies para os ambientes estudados.
A Paraíba vai ganhar o Parque Eólico Chafariz, na cidade de Santa Luzia, na região de Patos, no Sertão da Paraíba.
A infraestrutura do complexo híbrido de energia eólica e solar é composta por 15 parques com 136 aerogeradores e
com capacidade instalada de 471,2 megawatts (MW).
Considerando o consumo médio de 856,4 kWh/ano por habitante na Paraíba, a produção de energia em um dia de
funcionamento, do Parque Eólico Chafariz, com sua capacidade máxima, pode abastecer por um ano, uma
população média de, aproximadamente
A) 550 pessoas.
B) 1.320 pessoas.
C) 1.817 pessoas.
D) 2.405 pessoas.
E) 3.200 pessoas.
QUESTÃO 97 (OMA 2024 – 2ª Etapa)
Seca no Amazonas aumenta queimadas no Pantanal e leva estiagem pelo Brasil; entenda.
O Amazonas vive uma seca intensa, e a avaliação é a de que ela vai ser ainda mais dramática que a estiagem
histórica de 2023. Para se ter noção da gravidade atual, as autoridades pediram que pessoas estoquem água e
comida para enfrentarem a baixa dos rios em algumas regiões. A seca no Norte também ameaça o restante do
país. A falta de água na maior bacia hidrográfica do mundo é um risco não só para o Amazonas.
Fenômenos de estiagem tem se tornado cada vez mais frequentes no Norte do Brasil. Como esses eventos que
ocorrem no Amazonas afetam o restante do país?
A) O desequilíbrio hídrico na Amazônia afeta a distribuição de umidade pelo país, desencadeando estiagem por
grande parte do território nacional.
B) Os eventos de estiagem no Amazonas têm afetado, em 2024, principalmente as áreas do país tradicionalmente
afetadas pelas secas, como a região Nordeste.
C) Entre os anos de 2023 e 2024, o número de cidades afetadas pelos diversos estágios de seca aumentou muito,
sendo o maior aumento percentual observado nas cidades em “seca moderada”.
D) Como a região mais afetada por secas moderadas a estremas é o Norte do Brasil, esta será a afetada por
consequências como apagões e dificuldade de abastecimento urbano.
E) A análise dos mapas permite concluir que a produtividade agrícola, principalmente de grãos como soja e milho,
não será afetada, pois as maiores regiões produtoras estão em condições normais de chuva.
O professor Paulo Saldiva nos traz uma boa notícia em sua coluna. É que a cidade de São Paulo vem reduzindo os
níveis de poluição do ar, apesar de ainda ter um bom caminho a percorrer, “mas, quanto mais baixo você tem que
chegar próximo dos padrões de qualidade do ar sugeridos pela OMS, mais tempo vai tomar, mais tecnologia você vai
ter que pôr e mais dinheiro nós vamos ter que gastar”, argumenta, antes de prosseguir em seu raciocínio. “O
problema é que essa redução da concentração não se traduz necessariamente em uma redução da dose que cada
um de nós inalamos, por força dos hábitos e de moradia.”
Disponível em: https://jornal.usp.br/radio-usp/poluicao-do-ar-nos-traz-alguns-desafios-a-enfrentar-nas-grandes-cidades/ Acesso em 14/08/2024.
A poluição atmosférica é um dos maiores desafios ambientais dos grandes centros urbanos, nos quais os problemas
de saúde ligados à poluição do ar também estão relacionados à/ao(s)
A) fenômenos antrópicos urbanos como a inversão térmica, que intensificam a produção de poluentes.
B) grande produção de lixo, que aumenta emissões de CO2 em aterros sanitários.
C) escassa arborização, que embora não influa na qualidade do ar, propicia bem estar à população.
D) ordenamento urbano, pois as pessoas se expõem excessivamente a poluição em enormes deslocamentos.
E) uso disseminado de produtos spray, que lançam gases poluentes como CFC na atmosfera.
QUESTÃO 99 (OMA 2024 – 2ª Etapa)
Letícia Mori
BBC News Brasil
O gás carbônico (CO2) é amplamente conhecido como um dos principais causadores do efeito estufa, fenômeno
natural acelerado pela ação humana que tem levado ao aumento da temperatura do planeta e, consequentemente,
à emergência climática que o planeta vive. O CO2 é produzido por uma série de processos naturais, mas o grande
aumento de sua concentração na atmosfera nos últimos 170 anos é resultado da ação humana, principalmente por
meio da queima de combustíveis fósseis. Mas ele não é o único gás por trás do efeito estufa. Menos falados e
centenas de vezes mais nocivos, os poluentes climáticos de vida curta, ou "superpoluentes", são gases que também
provocam o aquecimento do planeta. Os principais superpoluentes são o metano (CH 4), o carbono negro (fuligem), o
ozônio troposférico (O3) e os hidrofluorcarbonos (HFCs). Uma análise do Instituto de Governança e Desenvolvimento
Sustentável (IGSD), uma organização sem fins lucrativos de Washington, nos Estados Unidos, publicada em junho,
mostra que o combate aos superpoluentes pode evitar um aumento de até 0,6ºC até 2050. Sendo que estratégias
focadas apenas no combate ao CO2 podem evitar o aumento somente em 0,2ºC, de acordo com o estudo da IGSD
— isso se a humanidade tiver sucesso em zerar a produção de gás carbônico até essa data.
Uma IA não precisa apenas de muita eletricidade para funcionar, mas também de toneladas de água para resfriar os
data centers. O custo ambiental não é só pelo uso da água. Estima-se que este modelo produza cerca de 3,7
toneladas de CO2 por dia, o que equivale às emissões diárias de um automóvel que percorre 22.000 quilômetros. De
acordo com um estudo realizado em 2019, o desenvolvimento de modelos de IA de processamento de linguagem
natural gera um consumo de energia equivalente à emissão de 280 toneladas de CO 2. Isso significa que treinar
apenas um desses sistemas de IA produziria as mesmas emissões de cinco veículos durante toda a vida útil,
incluindo o processo de fabricação. Esse gasto de energia equivaleria a 125 viagens de ida e volta entre Nova York e
Pequim. O impacto ambiental da IA vai além do consumo de água e das emissões de CO 2. A produção de hardware
e o uso intensivo de energia para treinar e executar modelos de IA geram uma grande quantidade de lixo eletrônico,
como placas-mãe, placas de circuito e baterias, que são de difícil reciclagem e podem causar danos ambientais
significativos.
Disponível em: https://www.tempo.com/noticias/actualidade/a-pegada-ambiental-da-inteligencia-artificial-um-perigo-para-o-planeta-mudanca-climatica.html
Acesso em: 25/07/2024.
O impacto da inteligência artificial no ambiente
Um estudo conduzido por investigadores da Carnegie Mellon University, localizada nos Estados Unidos, revela que a
pegada carbônica relativa à criação de uma imagem por Inteligência Artificial é igual à do carregamento completo da
bateria de um smartphone. Já uma conversa com o mesmo tipo de tecnologia originaria um impacto comparável ao
uso de 16% de carga da bateria. Manter a IA a funcionar revela-se um desafio para o ser humano, no que diz
respeito à preservação do ambiente. Os centros de processamento de dados, para além de consumirem elevadas
quantidades de energia, também criam uma grande pressão nos recursos hídricos, alerta o artigo. Isto acontece
principalmente devido à necessidade de arrefecer os sistemas e equipamentos presentes. Por exemplo, os centros
de dados da Google, que também fornece serviços baseados em Inteligência Artificial, utilizaram, em 2022, cerca de
21 bilhões de litros de água para permitir o seu funcionamento, segundo o relatório anual da própria empresa.
Disponível em: https://jra.abaae.pt/plataforma/artigo/o-impacto-da-inteligencia-artificial-no-ambiente/ Acesso em: 25/07/2024.
A Inteligência Artificial é frequentemente citada como importante ferramenta para o desenvolvimento de soluções
para comunidade global no século 21, entretanto é cercada de controvérsias em dimensões éticas, sociais e
educacionais. Em relação a seus impactos socioambientais,
A) o desenvolvimento da Inteligência Artificial deve ser acompanhado de evolução em relação ao seu impacto
ambiental, pois a continuar com os níveis de consumo de energia e água atuais, seus impactos negativos
sobrepõem-se aos positivos, mostrando-se incompatível com a realidade.
B) independentemente de sua pegada hídrica e de carbono, sua utilização em estudos ambientais gera resultados
capazes de abastecer a ciência com modelos computacionais importantes para mitigar as mudanças climáticas,
devendo ser mantida a qualquer custo.
C) como o ciclo hidrológico é constante, a demanda por água em seus processos tecnológicos não traz impactos
negativos, entretanto, deve-se buscar soluções para diminuir sua demanda por energia elétrica e minimizar suas
emissões de gases do efeito estufa.
D) os centros de processamento de dados devem ser deslocados para países em que os recursos hídricos sejam
abundantes, desta forma o alto consumo não promoverá impacto negativo sobre os recursos hídricos globais
nem afetará o abastecimento humano, diminuindo sua pegada hídrica.
E) a produção de lixo eletrônico é o fator mais preocupante, pois o descarte dos resíduos tem grande potencial
poluidor e pode causar diversos danos ambientais, diferentemente da alta demanda por água e produção de
CO2, pois esses compostos fazem parte de ciclos biogeoquímicos contínuos e naturais.
A obtenção de energia elétrica a partir de biogás possui grande potencial para promover uma diversificação na matriz
elétrica do Brasil. Além disso, trata-se de uma fonte renovável de energia, contribuindo, portanto, para geração de
energia limpa. Basicamente a geração de energia elétrica a partir do biogás, é feita por meio de uma conversão da
energia química do gás obtido no processo de decomposição anaeróbia, em energia mecânica por um processo de
combustão.
Disponível em https://blogdaengenharia.com/engenharia/engenharia-eletrica/biogas-como-alternativa-sustentavel-para-geracao-de-energia-eletrica/
Acesso em: 26/07/2024.
A etapa metanogênica é a mais importante do processo de digestão anaeróbia, pois é nela que o metano (CH 4) é
produzido. A seguir, destacam-se as principais reações químicas da metanogênese:
CH3 COO H2 O CH4 HCO3 (1)
CO2 4H2 CH4 2H2 O (2)
4H2 HCO3 H CH4 3H2 O (3)
No estado de equilíbrio químico dessas reações, a produção do CH 4 pode ser favorecida inserindo o bicarbonato de
sódio (NaHCO3), pois ao alcalinizar o meio, libera íons que aumentam a concentração dos reagentes e
consequentemente desloca a reação no sentido dos produtos. Desta forma, a adição de NaHCO 3 favorece a
produção de CH4, pois
A figura a seguir, representa o mapa da população, do consumo de energia elétrica e da geração de riqueza por
mesorregiões do estado da Paraíba, segundo o IBGE.
Considerando as informações das mesorregiões da figura e levando em conta o consumo per capita de energia
elétrica, podemos afirmar que em 2013
A) a Mata Paraibana teve um consumo de energia elétrica per capita maior que as demais mesorregiões juntas.
B) o consumo per capita do Agreste Paraibano foi maior que o do Sertão Paraibano.
C) o consumo per capita do Agreste Paraibano foi menor que o da Borborema.
D) a mesorregião com menor consumo per capita de energia elétrica foi a Borborema.
E) o consumo per capita de energia elétrica do Agreste Paraibano foi maior que o das mesorregiões Sertão
Paraibano e Borborema juntas.
QUESTÃO 103 (OMA 2024 – 2ª Etapa)
“Com certeza podemos dizer que o atropelamento de animais silvestres é a principal causa de perda crônica de
fauna no Brasil, junto com a caça ilegal e o tráfico de animais”, diz Fernanda Abra, bióloga vencedora do prêmio
Future for Nature Awards 2019, um dos mais importantes do mundo para iniciativas voltadas à proteção de animais
silvestres. Essa retirada em grande quantidade de animais da natureza tem impacto ainda maior em espécies em
risco de extinção, de reprodução lenta – que não aguentam fortes pressões do meio externo – e aquelas
consideradas topo de cadeia, das quais muitas outras dependem para sobreviver.
Disponível em: https://www.nationalgeographicbrasil.com/animais/2019/09/atropelamentos-antecipam-extincao-de-especies-da-fauna-brasileira Acesso em: 30/07/2024.
O texto apresenta um problema de grande complexidade, visto que pelo Brasil as estradas atravessam regiões de
diversas realidades, como áreas descampadas, regiões com enormes monoculturas, áreas de preservação
ambiental, áreas limítrofes com as zonas urbanas, entre outros, presentes em Biomas cuja vida silvestre é muito
variada entre si. Considerando a heterogeneidade regional brasileira, que estratégia seria factível para conter o
número de acidentes com animais em rodovias no Brasil?
A) Construir pontes vegetadas em todas as rodovias, as quais ligariam de maneira homogênea os trechos florestais
que margeiam todas as estradas, permitindo a travessia animal de maneira natural.
B) Identificar os trechos com maior probabilidade de acidentes e investir em redutores de velocidade, sinalização,
iluminação rodoviária e sistemas de alerta para os motoristas.
C) Instalar canais inferiores, como dutos de água, ligando as duas margens da rodovia, os quais servem a
passagem natural e segura a qualquer tipo de animal.
D) Modificar a malha rodoviária interditando estradas que atravessem regiões de preservação ambiental e
remanescentes florestais, pois é nesses trechos que ocorrem os acidentes com animais silvestres.
E) Cercar as margens de toda a malha rodoviária brasileira, o que pode ser aplicado em qualquer região do país
resguardando os animais da aproximação com a rodovia, sem impactos ambientais relevantes.
'É o inferno na terra': a vida em Gaza em meio a água de esgoto e montanhas de lixo
Paula Rosas
BBC News Mundo
“Condições horríveis.” “Fedor insuportável.” “Situação desumana”. As agências de ajuda humanitária já não têm mais
palavras para descrever o estado de Gaza após nove meses de guerra e bloqueio como resposta ao ataque do
Hamas a Israel em outubro do ano passado. O alto nível de destruição deixado pelos bombardeios israelenses e a
impossibilidade de entrar na Faixa com materiais para reparar a infraestrutura básica levaram os habitantes de
Gaza a viver entre esgoto e montanhas de lixo. Infecções e doenças facilmente evitáveis e tratáveis se enraizaram
em um território que agora enfrenta temperaturas diárias de mais de 35 graus com muito pouca água. E na qual
ratos, escorpiões, moscas, piolhos e mosquitos estão transformando a existência de seus 2,2 milhões de habitantes
em um verdadeiro “inferno na Terra”, conforme descrito por Louise Wateridge, porta-voz da Agência das Nações
Unidas para os Direitos Humanos para Refugiados da Palestina no Oriente Médio (UNRWA).
Disponível em: https://www.bbc.com/portuguese/articles/cy941j928lyo Acesso em: 31/07/2024.
A situação humanitária na Faixa de Gaza é desoladora: sem acesso a direitos básicos, sem ajuda humanitária, sem
perspectiva para o fim da violência. Um dos condicionantes desesperadores é a falta de saneamento básico, que
pode implicar em
A) disseminação massiva de doenças de veiculação hídrica como cólera, leptospirose, escabiose e hepatite.
B) aumento da ocorrência de doenças de pele contagiosas, como sarna, herpes, psoríase e micoses.
C) intensa multiplicação de animais vetores, como Aedes aegypti, Biomphalaria glabrata e Culex fatigans.
D) intoxicações devidas à mistura entre água, esgoto, chorume e resíduos hospitalares presentes no lixo.
E) ocorrência de doenças evitáveis com lavagem de mãos: conjuntivite, poliomielite, gripe, catapora.
QUESTÃO 105 (OMA 2024 – 2ª Etapa)
Pantanal 'seca' e perde 80% de superfície de água desde 1985, aponta estudo.
Carlos Madeiro
Colunista do UOL
O Pantanal está enfrentando um processo acelerado de perda de água em superfície. Em 38 anos, o bioma perdeu
mais de 80% da sua área alagada, segundo estudo lançado hoje pela rede MapBiomas, que possui dados de todo o
país desde 1985. Em comparação a 1985, o Pantanal perdeu 80,7% de sua superfície de água, disparada a maior da
série entre todos os biomas. Além dele, apenas o Pampa teve perda em comparação a 1985, mas de apenas 2,9%.
O dado leva em conta reservatórios naturais e feitos pelo homem. O MapBiomas considera a superfície de água
aquela que fica pelo menos 6 meses alagado. Segundo o levantamento, em 2023 essa área do Pantanal foi de 382
mil hectares. Em 1985, era um território cinco vezes maior, ocupando 1,9 milhão de hectares. Cada hectare equivale
a 10 mil m².
Nos anos de estudo de evolução de cobertura e uso da terra considerados pelos pesquisadores do MapBiomas,
enquanto a área coberta por água diminuiu drasticamente no Pantanal, a área ocupada por pastagens triplicou. Este
processo
A) foi observado de maneira similar na Amazônia, cuja dimensão torna as consequências mais drásticas.
B) é natural, visto que em todos os Biomas houve diminuição significativa da água em superfície.
C) tem consequências restritas ao Pantanal, pois não interfere no ciclo hidrológico nem tem potencial para interferir
em atividades econômicas como a agropecuária.
D) acarreta alterações ambientais graves ao solo da região, afetando drasticamente a flora local, embora não atinja
a fauna visto que os animais podem se deslocar e sobreviver em outros Biomas.
E) proporciona condições ideais para que as queimadas se alastrem, como observado nos últimos anos na região.
QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO QUESTÃO GABARITO
01 A 36 B 71 B
02 D 37 A 72 A
03 A 38 E 73 D
04 C 39 B 74 C
05 B 40 C 75 E
06 D 41 D 76 C
07 E 42 E 77 B
08 B 43 A 78 A
09 C 44 D 79 E
10 E 45 A 80 D
11 B 46 D 81 A
12 A 47 B 82 C
13 A 48 C 83 D
14 E 49 E 84 B
15 C 50 C 85 E
16 E 51 E 86 D
17 D 52 D 87 C
18 B 53 C 88 A
19 A 54 A 89 E
20 C 55 E 90 D
21 B 56 D 91 B
22 E 57 B 92 C
23 A 58 E 93 B
24 C 59 C 94 E
25 B 60 B 95 A
26 A 61 E 96 B
27 C 62 D 97 A
28 B 63 A 98 D
29 E 64 C 99 C
30 C 65 B 100 A
31 D 66 D 101 E
32 D 67 A 102 C
33 A 68 C 103 B
34 E 69 B 104 D
35 D 70 A 105 E