EXUS
EXU MARÉ
Avisa o povo da aldeia
Que o capitão da areia chegou
Vem do oceano trazendo riquezas
E várias belezas Maré retornou
Atracou, eu vi ancorar
Um navio de velas negras na beira do mar
Atracou, eu vi ancorar
Um navio de velas negras na beira do mar
E ele vem do mar ele é marinheiro
E ele vem do mar ele é marinheiro
E ele vem do mar ele é mensageiro
E ele vem do mar ele é mensageiro
E ao cair da noite vem mostrar quem ele é
E ao cair da noite vem mostrar quem ele é
Vem trazendo sua magia ele se chama exu maré
Vem trazendo sua magia ele se chama exu maré
Dizem que maré bebeu que maré bebeu
Até o dia amanhecer
Dizem que maré bebeu que maré bebeu
Até o dia amanhecer
E ele vem do mar ele vem na areia
Ele encontrou uma rosa caveira
E ele vem do mar ele vem na areia
Ele encontrou uma rosa caveira
Oh marinheiro é hora
É hora de botar o barco no mar
OH é céu é terra é mar
Oh marinheiro olha o balanço do mar
OH é céu é terra é mar
Oh marinheiro olha o balanço do mar
Exu maré maré maré
Exu maré maré maré
Exu maré maré maré
Exu maré maré maré
Assegura o cabrito, levanta o 4 pé
Afirma o seu ponto vai chegar o exu maré
Você quer saber quem sou eu
Lá no meio das ondas do mar
Eu sou filho de Ondina
Você precisa, mande me chamar
Exu maré, exu maré
Exu maré, vem pra me ajudar
Ele vem navegando no mar, lá do reino de Janaína
Ele vem navegando no mar, lá do reino de Janaína
Navegando, vem navegando
Exu Maré lá do mar vem girando
Ele vem navegando nas ondas do mar
Ele é marinheiro da mãe iemanjá
O tempo fechado mandava avisar
As ondas estavam grande era revolta no mar
Um homem na areia, com tridente na mão
Era Exu Maré que no mar é guardião
Na beira da praia, ele foi encontrar
A maior magia, seu amor foi resgatar
A menina da praia ele foi buscar
E com ela voltava para o fundo do mar
Exu Maré, veio buscar
Na praia a doçura pro mar se acalmar
Eu fui no mar, eu fui na beira da praia, pra saudar o exu Maré e a falange lá do
mar
Eu fui no mar, eu fui na beira da praia, pra saudar o exu Maré e a falange lá do mar
Ah Exu Maré, vim aqui pra lhe saudar. Exu maré e a falange lá do mar
Ah Exu Maré, vim aqui pra lhe saudar. Exu maré e a falange lá do mar
Lá no mar de marabô onde mora exu maré
Tem uma calunga linda acredite se quiser
Você tem que ver Você tem que acreditar
Que a maior calunga é lá no fundo do mar
Você tem que ver Você tem que acreditar
Que a maior calunga é lá no fundo do mar
Salve o cruzeiro do rio, salve o cruzeiro do mar
Salve o cruzeiro do rio, salve o cruzeiro do mar
Salve a falange do Exu Maré
Salve a falange do Exu Maré
O povo do mar existe, o povo do mar é forte. O segredo do mar existe, mas é só
pra quem pode
O povo do mar existe, o povo do mar é forte. O segredo do mar existe, mas é só pra
quem pode
Tô te chamando aqui, mas sei que vem de lá. Exu da Calunga grande, falangeiro
de alto mar
Tô te chamando aqui, mas sei que vem de lá. Exu da Calunga grande, falangeiro de
alto mar
Maré maré, maréô
Na calunga maior, onde Maré se criou
Maré maré, maréô
Na calunga maior, onde Maré se criou
Eu vou cantar pra você, que é meu amigo de fé
Eu vou cantar pra você, que é meu amigo de fé
Vem no balanço das ondas, oh vem girar, exu Maré
Vem no balanço das ondas, oh vem girar, exu Maré
Quando a lua brilhou no mar, vi um marinheiro a cantar
Quando a lua brilhou no mar, vi um marinheiro a cantar
Oh vem Maré vem Maré, vem pra curimba girar
Oh vem Maré vem Maré, vem pra curimba girar
Eu vou cantar pra você, que é meu amigo de fé
Eu vou cantar pra você, que é meu amigo de fé
Vem no balanço das ondas, oh vem girar, exu Maré
Vem no balanço das ondas, oh vem girar, exu Maré
Mas eu vi uma onda quebrar, eu vi o mar serenar
Eu vi meu pai Maré, sair do mar pra trabalhar
O barco ancorou, meu pai Maré chegou
Navegando do mar, para trabalhar
Com a força e axé, chegou meu pai Maré
Para saudar, os seus filhos de fé
Do mar ouvi, um grito de guerra
Ecoai aqui na terra, era o povo quimbandeiro que veio trabalhar
Do mar ouvi, um grito de guerra
Ecoai aqui na terra, era o povo quimbandeiro que veio trabalhar
Mas quem é, quem é
Ele é exu Maré
Ele é da Calunga grande, é la do mar que ele é
EXU MARABÔ E MATO
Marabô abre a porteira pro exu vim trabalhar
Marabô abre a porteira pro exu vim trabalhar
Botou fogo na caldeira pra kimbanda começar
Botou fogo na caldeira pra kimbanda começar
Se você ver, um vulto nas matas
Bebendo sangue aos pés do Humaitá
A cobra piando, a coruja vigia
A mata se estrala quando o homem caminha
Gira encarnada, se apresenta pra girar
Seus olhos cor de sangue, exu da cura vem trabalhar
Ô ô ô, pegou fogo fogo pegou
É ganga lá no mato eu vou chamar seu marabô
Eu tô eu tô aí, quem é que me chamou? Eu sou eu sou exu, exu de marabô
Eu tô eu tô aí, quem é que me chamou? Eu sou eu sou exu, exu de marabô
Auê Exu ganga exu ganga é marabô
Auê Exu ganga exu ganga é marabô
Eu fui no mato ganga, colher cipó ganga
Eu vi um bicho ganga de um olho só
Eu fui no mato ganga, colher cipó ganga
Eu vi um bicho ganga de um olho só
E au exu ganga exu ganga é marabô
E au exu ganga exu ganga é marabô
Marabô ie marabô ia
Marabô ie marabô ia
Olha a gira de marabô, exu marabô quem vai girar
Olha a gira de marabô, exu marabô quem vai girar
Eu tava na tronqueira, na beira do mato
Exu ganga apareceu comendo um gato
Atoto ganga, atoto ganga
Atoto exu ganga é marabô
Na encruzilhada de seu marabô, se mata galo pra pedir favor
Na encruzilhada de seu marabô, se mata galo pra pedir favor
Tem que saber pedir, tem que saber levar, a oferenda do exu ganga
Tem que saber pedir, tem que saber levar, a oferenda do exu ganga
Levei um galo pro exu matar, na encruzilhada do exu ganga
Levei um galo pro exu matar, na encruzilhada do exu ganga
Eu queria fazer o mal e o exu fazer o bem, levei o gato e não matei ninguém
Eu queria fazer o mal e o exu fazer o bem, levei o gato e não matei ninguém
Saravá o exu marabô
Alupande o exu de Nagô
Dentro de uma casa velha, aonde mora a escuridão
Passa um homem sempre em frente, com o seu chapéu na mão
Mas quem tem asa sempre voa
mas quem tem pé sempre caminha
Mas eu não gosto da luz do dia não
Porque a noite é sempre minha
Corre corre encruzilhada
Seu 7 encruza já chegou
Foi na porteira da calunga exu
Oh, ele é o exu de marabô
Lá no mar de marabô onde mora exu maré
Tem uma calunga linda acredite se quiser
Você tem que ver Você tem que acreditar
Que a maior calunga é lá no fundo do mar
Você tem que ver Você tem que acreditar
Que a maior calunga é lá no fundo do mar
Marabô aueee marabô é modibau exu
Marabô aueee marabô é modibau exu
Segura a ginga de malandro e Segura a gira do malandro a
Segura a gira de malandro e Segura a gira do malandro a
É cruz de ferro e pó de mico,
Saravá seu marabô
Ele é chefe de terreiro,
Na linha de Nagô
Traga 7 copos de marafo pra mim, que eu sou exu quero beber
Traga 7 copos de marafo pra mim, que eu sou exu quero beber
Eu sou exu de marabô, eu sou exu. E o meu negócio essa noite é beber
Eu sou exu de marabô, eu sou exu. E o meu negócio essa noite é beber
E o meu negócio essa noite é beber
E o meu negócio essa noite é beber
Oi eu sou tatá, sou tatá, sou tatá dos tatás na minha encruzilhada
Oi eu sou tatá sou tatá sou tatá dos tatás na minha encruzilhada
Mas é que ele é exu de marabô, exu marabô
Da linha das almas
ele é exu de marabô
Da linha das almas
Exu ganga ê, amafila ô ganga
Exu ganga ê, amafila ô ganga
Marabô é rei, exu Marabô é de ganga
Marabô é rei, exu Marabô é de ganga
Quando chega no terreiro, ele vem vencer a demanda
Quando chega no terreiro, ele vem vencer a demanda
Senhor marabô quem chegou, chegou trazendo um feitiço no ar
Senhor marabô quem chegou, chegou trazendo um feitiço no ar
Em sua cartola, traz sua magia. Chega na terra pro seu povo ajudar
Em sua cartola, traz sua magia. Chega na terra pro seu povo ajudar
Vem seu Marabô, pro seu povo lhe saudar
E com todo respeito vamos reverenciar
PANTERA NEGRA
Ele vem vindo por de trás da bananeira
Ele vem vindo por de trás da bananeira
Saravá pra esse exu, Exu Pantera Negra
Saravá pra esse exu, Exu Pantera Negra
Vermelho é a cor do sangue do meu pai, e o verde é a cor das matas
Vermelho é a cor do sangue do meu pai, e o verde é a cor das matas
Saravá o exu Pantera Negra, Saravá as matas onde ele mora
Saravá o exu Pantera Negra, Saravá as matas onde ele mora
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
Era metade homem outra metade fera
Era metade homem outra metade fera
Era metade homem outra metade fera
Era metade homem outra metade fera
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
Quando eu toco meu tambor eu atiço a fera
A curimba lá no mato com o exu pantera
A curimba lá no mato com o exu pantera
A curimba lá no mato com o exu pantera
A curimba lá no mato com o exu pantera
Eu arriei uma oferenda debaixo de uma figueira
Eu arriei uma oferenda debaixo de uma figueira
Eu arriei uma oferenda debaixo de uma figueira
Eu arriei uma oferenda debaixo de uma figueira
Para saudar exu pantera exu pimenta exu mangueira
Para saudar exu pantera exu pimenta exu mangueira
Para saudar exu pantera exu pimenta exu mangueira
Para saudar exu pantera exu pimenta exu mangueira
O galo cantou anunciando a hora, que já é meia noite e a festa começa agora
O galo cantou anunciando a hora, que já é meia noite e a festa começa agora
O galo cantou anunciando a hora, que já é meia noite e a festa começa agora
O galo cantou anunciando a hora, que já é meia noite e a festa começa agora
A mata vai balancear, quando a fera chegar
A mata vai balancear, quando a fera chegar
A mata vai balancear, quando a fera chegar
A mata vai balancear, quando a fera chegar
Eu escuto um rugido, se aproximando a fera tá vindo
Eu escuto um rugido, se aproximando a fera tá vindo
Guerreiros do axé vai tocar pra chamar pantera negra pra curimba girar
Guerreiros do axé vai tocar pra chamar pantera negra pra curimba girar
Na sombra da mata escura, uma alma pra mim gargalhou (2x)
Na sombra da mata escura, uma alma pra mim gargalhou
Ele girou girou, fez feitiço no pé da figueira (2x)
Ele girou girou, fez feitiço no pé da figueira
Salve a coroa, salve o exu do mato, o exu cobra não é brincadeira
Salve a coroa, salve o exu do mato, o exu cobra não é brincadeira
Alaroyê, e modibau exu seu exu cobra feiticeiro de omulu
Alaroyê, e modibau exu seu exu cobra feiticeiro de omulu
Laroyê o exu mangueira
Laroyê o exu mangueira
Fazer curimba lá no mato
Exu mangueira
Firma cabala no terreiro
Exu mangueira
Eu entrei na mata, vi três homens parado
Eu entrei na mata, vi três homens parado
É guardião que trabalha no mato
É guardião que trabalha no mato
Ganga leô, ganga lêo, pantera negra, exu mangueira e marabô
Ganga leô, ganga lêo, pantera negra, exu mangueira e marabô
TIRIRI
Nasci no mato grosso fui criado em Nazaré
Nasci no mato grosso fui criado em Nazaré
Oh dizem que ele é
O rei tiriri
Oh dizem que ele é
O rei tiriri
Tiriri é rei Tiriri é rei
Tiriri é rei Tiriri é rei
Tiriri é rei Tiriri é rei
Tiriri é rei Tiriri é rei
Exu Tiriri lanã, lanã cadê o tiriri
Mas ele veio de aruanda pra saudar filho de umbanda exu tiriri lanã
Mas ele veio de aruanda
Pra saudar filho de umbanda exu tiriri Lana
Ele é o exu tiriri trabalhador da encruzilhada
Toma conta e presta conta, ao romper da madrugada
Toma conta e presta conta
Ao romper da madrugada
Bara que bara na porteira, é no cruzeiro a meia noite
Bara que bara na porteira, é no cruzeiro a meia noite
Bebe marafo que nem água, quem é que vai dizer que tiriri não bebeu nada
Bebe marafo que nem água, quem é que vai dizer que tiriri não bebeu nada
Já bateu a meia-noite olha só quem vem ai
Já bateu a meia-noite olha só quem vem ai
Pra firmar nossa corrente
É o exu é o tiriri
De terno branco e de bengala
De terno branco e de bengala
E lá na encruzilhada tiriri deu gargalhada
E lá na encruzilhada tiriri deu gargalhada
É Belo é belo é belo tiriri Lana
É Belo é belo é belo tiriri Lana
É Belo é belo é belo tiriri Lana
É Belo é belo é belo tiriri Lana
E tiriri
Lanã
E tiriri
Lanã
Tiriri não vai no cabaré tiriri não vai no cabaré se ele for
Tem que levar mulher tem que levar mulher
Se ele for
Tem que levar mulher tem que levar mulher
Você não sabe onde eu moro
Você não vi o que eu vi
Lá no meio do cruzeiro
Ele é o exu tiriri
Tiriri é belo é belo
É belo exu
Tiriri é belo é belo
Mas eu matei um cabrito na calunga, a meia noite eu matei foi pra você
Mas eu matei um cabrito na calunga, a meia noite eu matei foi pra você
Eu matei, eu matei aqui. Matei pra belzebu, vou matar pro tiriri
Eu matei, eu matei aqui. Matei pra belzebu, vou matar pro tiriri
Bateu bateu o sino no cruzeiro
Bateu bateu o sino no cruzeiro
Eu vou chamar pra girar, vem seu tiriri girar nesse terreiro (2x)
Eu vou chamar pra girar, vem seu tiriri girar nesse terreiro
Ele desmancha feitiço, macumba e pó
Ele desmancha feitiço, macumba e pó
Ele vem girar, vem girar aqui, salve o dono do cruzeiro saravá seu tiriri
Ele vem girar, vem girar aqui, salve o dono do cruzeiro saravá seu tiriri
Salve o dono do cruzeiro
Saravá seu tiriri
Eu encontrei gato preto no cruzeiro
Todo amarrado miando em desespero
Eu encontrei gato preto no cruzeiro
Todo amarrado miando em desespero
Mas olha lá quem botou ele aí
Foi na linha do inimigo quem botou foi tiriri
Mas olha lá quem botou ele aí
Foi na linha do inimigo quem botou foi tiriri
Tira ele daí tira ele daí
Só quem pode tirar é o próprio tiriri
Tira ele daí tira ele daí
Só quem pode tirar é o próprio tiriri
Vem seu tiriri vem que eu quero ver
Traz Maria Padilha tem demanda pra vencer
Vem seu tiriri vem que eu quero ver
Traz Maria Padilha tem demanda pra vencer
Hoje é sexta feira, noite de lua cheia, é dia de pagar
Ooo
Tudo que eu te prometi no portão do cemitério essa noite eu vou levar
Mas eu te levo 1 galo prato, levo 7 charuto e 1 garrafa de barreiro
Só pra te agradecer, tudo que fez por mim por abrir o meu cruzeiro
Tiriri é de Bará oooo
Ele é de bará lelele
Se quiser lhe encontrar
Lá na calunga vai estar
Se quiser lhe encontrar
Lá na calunga vai estar
Tiriri é meu compadre, sempre me acompanha em qualquer caminho
Amigo eu tenho certeza que na madrugada nunca estarei sozinho
Mas eu te digo meu amigo, se correr perigo não vou chamar por ti
Eu chamo o dono do cruzeiro, meu amigo verdadeiro, meu compadre tiriri
Tiriri é de Bará oooo
Ele é de bará lelele
Sua curimba é curimba de elebó
A sua dança é feita num pé só
Sua curimba é curimba de elebó
A sua dança é feita num pé só
Ooooo tiriri lanã é bem-vindo sim senhor
Ooooo tiriri lanã é bem-vindo sim senhor
Deu meia noite em ponto e o galo cantou
Deu meia noite em ponto e o galo cantou
Cantou pra anunciar que o Tiriri chegou
Cantou pra anunciar que o Tiriri chegou
Ele vem da calunga, de capa e cartola e tridente na mão
Ele é o exu de fé, que nos traz axé que nos dá proteção
Ele é o exu Odara, que vem nos ajudar
Com seu punhal ele fura, ele corta demanda ele salva ele cura, exu é mojubá
Alaroyê exu, exu é modiba, eu perguntei a ele o que é exu ele vem me falar
Ele abria a catacumba e saia pó
Ele abria a catacumba e saia pó
Ele abria a catacumba e saia pó
Ele abria a catacumba e saia pó
Seu omulu quem mandou, todo povo de lomba pra vir trabalhar
Seu omulu quem mandou, todo povo de lomba pra vir trabalhar
Lá vem seu tiriri com seu terno branco, seu sorriso franco para trabalhar
Lá vem seu tiriri com seu terno branco, seu sorriso franco para trabalhar
Lá vem seu tiriri com seu terno branco, seu sorriso franco para trabalhar
Lá vem seu tiriri com seu terno branco, seu sorriso franco para trabalhar
E eu falei alma, alma, alma tiriri quem lhe chamou
E eu falei alma, alma, alma tiriri quem lhe chamou
E eu falei alma, alma, alma tiriri quem lhe chamou
E eu falei alma, alma, alma tiriri quem lhe chamou
Tentaram me derrubar, armaram uma kizumba pra me matar
Tentaram me derrubar, armaram uma kizumba pra me matar
Botaram meu nome num caixão, dentro de uma tumba 7 palmos do chão
Botaram meu nome num caixão, dentro de uma tumba 7 palmos do chão
Eu tenho meu corpo fechado, tenho exu do lado pra me acompanhar
Eu tenho meu corpo fechado, tenho exu do lado pra me acompanhar
E modibau exu modibau exu
Saravá seu tiriri lá na lomba de omulu
E modibau exu modibau exu
Saravá seu tiriri lá na lomba de omulu
Auê lebará, auê tiriri lanã
Auê lebará, auê tiriri lanã
Ele é dono do cruzeiro
Tiriri lanã
Ele é chefe do terreiro
Tiriri lanã
DESTRANCA RUA
Eu tava curimbando lá na encruza, quando a umbanda branca lhe chamou (2x)
Eu tava curimbando lá na encruza, quando a umbanda branca lhe chamou
Bará na cruz é rei, no terreiro é orixá
Bará na cruz é rei, no terreiro é orixá
Eee alupagema, é de bará
Eee alupagema, é de bará
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
E agô, agô elegbara
E agô, agô elegbara
Abre a gira no terreiro, acenda uma vela no cruzeiro
Ao bará vamos saudar, ao bará vamos saudar
Abre a gira no terreiro, acenda uma vela no cruzeiro
Ao
vamos saudar, ao bará vamos saudar
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
E agô, agô elegbara
E agô, agô elegbara
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
Vem na encruzilhada pra trabalhar, ele é dono dos caminhos ele vai me ajudar
Vem na encruzilhada pra trabalhar, ele é dono dos caminhos ele vai me ajudar
Vem na encruzilhada pra trabalhar, ele é dono dos caminhos ele vai me ajudar
Vem na encruzilhada pra trabalhar, ele é dono dos caminhos ele vai me ajudar
E ele é é
Bará bará bará
Ina ina é mojubá
Ina ina é mojubá
E agô, agô elegbara
E agô, agô elegbara
Quando passar na encruzilhada, a não se esqueça de olhar pra trás
Lá tem morador, Destranca rua ainda mora lá
Lá tem morador, Destranca rua ainda mora lá
E ele foi pago foi, foi batizado foi
Fez um feitiço e não olhou pra trás
E ele foi pago foi, foi batizado foi
Fez um feitiço e não olhou pra trás
Vem destranca rua
Vem vem me ajudar
Vem seu destranca rua
Vem abrir as portas e os caminhos da rua
Destranca rua, destranca meu caminho
Que foi trancado pelo povo pequenino
Destranca rua, destranca meus cruzeiros
Que foi trancado pelo povo quimbandeiro
Arue aruá
Arue aruá
Salve o destranca rua
Salve o destranca rua
Ele só vem no clarão da lua, ele só vai no clarão do sol
Ele só vem no clarão da lua, ele só vai no clarão do sol
E vamos gargalhar, e quaquaqua, destranca rua ele é dono da gira
E vamos gargalhar, e quaquaqua, destranca rua ele é dono da gira
Eu saravei as almas do cruzeiro, pra ver destranca curimbar nesse terreiro
Eu saravei as almas do cruzeiro, pra ver destranca curimbar nesse terreiro
Eu te chamei, como eu te chamei, na madrugada só eu e a lua
Eu te chamei, como eu te chamei, na madrugada só eu e a lua
Pisa forte no chão, deixa a curimba segura, vem girar com seu povo exu
destranca rua
Pisa forte no chão, deixa a curimba segura, vem girar com seu povo exu destranca rua
Na minha encruzilhada quem manda sou eu
Na minha encruzilhada quem manda sou eu
Eu faço e desfaço em nome do que é meu
Eu faço e desfaço em nome do que é meu
Que bará é esse que gira que gira que ninguém vê
Que bará é esse que gira que gira que ninguém vê
Trabalha na encruzilhada trabalha com ogum megê
Trabalha na encruzilhada trabalha com ogum megê
Ogum me dá licença pro bará vir trabalhar
Ogum me dá licença pro bará vir trabalhar
Bará Bará, bará o exu
Bará Bará, bará o exu
Bará bará exu bará vem trabalhar
Bará bará exu bará vem trabalhar
Olha a gira que corre corre
Bará bará bará
Olha a gira que corre corre
Bará bará bará
Olha a gira de bará, olha a gira de bará, olha a gira de bará eu quero ver o bará
girar
Olha a gira de bará, olha a gira de bará, olha a gira de bará eu quero ver o bará girar
Olha a gira de bará o exu (3x)
Ele é o exu abanada
Pemba preta, pemba branca, pemba encarnada
A gira do exu é na encruzilhada
Ele bebe sangue no meio da calunga
Ele bebe sangue no meio da encruzilhada
Lá vem exu bará com sua capa encarnada
Bebendo sangue no meio da encruzilhada
Bará 7 cruzeiros, bará 7 chaveiros
Bará 7 cruzeiros, bará 7 chaveiros
Ele é ele é o exu
Bará Bará Bará
Ele é ele é o exu
Bará Bará Bará
Bara eu tô lhe chamando, bará eu to lhe esperando
Bara eu tô lhe chamando, bará eu to lhe esperando
Bara eu tô lhe chamando, bará eu to lhe esperando
Bara eu tô lhe chamando, bará eu to lhe esperando
Seu omulu mandou avisar
Que está na hora do bará vir trabalhar
Seu omulu mandou avisar
Que está na hora do bará vir trabalhar
Se é bará eu não sei
Se é exu também não
Eu só sei que ele veio de lá
Para trazer a proteção
Corre corre pombagira deixa a gira girar
Corre corre pombagira exu bará vem trabalhar
Bará da rua, bará o exu
Bará da rua saravá destranca rua
Eu não saio pra rua, eu não olho pra rua
Sem cumprimentar o exu bará da rua
Eu sou filho do sol, eu sou neto da lua
Eu sou filho do sol, eu sou neto da lua
Ele é o exu, Bará da rua (3x)
Ele é o exu, Bará da rua
Destranca rua é uma beleza, eu nunca vi um exu assim
Destranca rua é uma beleza, eu nunca vi um exu assim
Destranca rua é uma beleza, ele é madeira que não dá cupim
Destranca rua é uma beleza, ele é madeira que não dá cupim
Ecoou ecoou, um grito no escuro
Ecoou ecoou, um grito no escuro
Veio das almas, veio da catacumba
Veio das almas, veio da catacumba
Oh alma santa, alma bendita, saravá destranca rua é o exu que eu acredito
Oh alma santa, alma bendita, saravá destranca rua é o exu que eu acredito
Chegou o elegbara, chegou o bará da rua
Chegou o elegbara, chegou o bará da rua
Chegou o elegbara, chegou o bará da rua
Chegou o elegbara, chegou o bará da rua
Ele trabalha no cemitério, trabalha com sangue na encruzilhada
Ele trabalha no cemitério, trabalha com sangue na encruzilhada
Ô o o, trabalha com sangue na encruzilhada
Ô o o, trabalha com sangue na encruzilhada
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Oh que linda risada que o exu vai dar
Risada de quaquaquá, risada de quaquaquá
Destranca rua me abre as portas e me destranca a rua
Destranca rua me dá licença pra trabalhar
Aue aue, aue aua seu destranca rua me dá licença pra trabalhar
Aue aue, aue aua seu destranca rua me dá licença pra trabalhar
Destranca rua me abre as portas e me destranca a rua
Destranca rua me abre as portas e me destranca a rua
E lá no meio do cruzeiro
Que o destranca rua mora
E lá no meio do cruzeiro
Que o destranca rua mora
Mas como é que eu vou andar por ai,
Eu vou andar, pela madrugada a fora
Ele é o exu de luz, ele é o exu de fé
Ele é o exu destranca rua
Ele é o exu de luz, ele é o exu de fé
Ele é o exu destranca rua
Ogum Mege
Bate bate palma para ogum megê das almas
Bate bate palma para ogum megê das almas
Bate bate palma para ogum megê das almas
Bate bate palma para ogum megê das almas
Oh bate pé, oh bate palma, oh bate palma pra Ogum megê das almas
Oh bate pé, oh bate palma, oh bate palma pra Ogum megê das almas
Bate bate palma para ogum megê das almas
Bate bate palma para ogum megê das almas
Ogum megê
A naruê
Ogum megê
A naruê
Ogum é tata é tata é tata
Ogum é tata no arerere
Ogunhê ogum megê
Ogunhê ogum megê
Ele é ogum megê guardião do cemitério da calunga é (2x)
Ele é ogum megê guardião do cemitério da calunga é
Eu bato palma, eu bato pé, sineta na porteira ele é ganga naruê
Eu bato palma, eu bato pé, sineta na porteira ele é ganga naruê
OO ganga ê, ganga ele vence demanda lá na cruz das almas
OO ganga ê, ganga ele vence demanda lá na cruz das almas
Oooo ogumm
O ogunhê
Ele é o senhor das estradas
Ogunhe
Abra meus caminhos
Ogunhe
Dono da porteira
Ogunhe
Ele é o rei das almas, é o Ogum Megê
Oooo ogumm
O ogunhê
Ogum mandou louvar o exu
Laroye, laroye
Ogum mandou louvar o exu
Laroye, laroye
Laroye, laroye
Laroye, laroye
Ele é tata na calunga ele é bamba na encruza
Laroye, laroye, laroye, laroye
Ele vence damanda lá na cruz das almas
Laroye, laroye, laroye, laroye
Ele é guerreiro quimbandeiro na calunga é naruê
Ele é guerreiro quimbandeiro na calunga é naruê
Ogum encruza a linha da umbanda com a quimbanda (2x)
Ogum encruza a linha da umbanda com a quimbanda
Ogum abre caminho pra exu vir trabalhar (2x)
Ogum abre caminho pra exu vir trabalhar
Cavaleiro do além, gira nas almas e no cruzeiro (2x)
Cavaleiro do além, gira nas almas e no cruzeiro
Manda povo de exu pra curimbar nesse terreiro
Manda povo de exu pra curimbar nesse terreiro
Eu quero ver cruzar, eu quero ver (2x)
Eu quero ver cruzar, eu quero ver
Cruza o garfo de exu com a sua espada ogum megê (2x)
Cruza o garfo de exu com a sua espada ogum megê
Megê abre as portas do cruzeiro
Saravá ogum das almas
Megê abre a porteira da calunga
Saravá ogum das almas
Megê abre as portas do cruzeiro
Saravá ogum das almas
Megê abre a porteira da calunga
Saravá ogum das almas
Abre essa gira pra exu fazer valer
Abre essa gira pra exu fazer valer
Saravá povo de ganga, saravá ogum megê
Saravá povo de ganga, saravá ogum megê
Naquela encruzilhada um galo preto cantou
Ah era meia noite, ogum megê assoviou
Naquela encruzilhada um galo preto cantou
Ah era meia noite, ogum megê assoviou
Oh lá no portão do cemitério, um galo preto cantou
Ah era meia noite, ogum megê assoviou
Ah era meia noite,
ogum megê assoviou
Saravá Ogum do Cruzeiro
Saravá pra esse Ogum que ele também é guerreiro
Saravá Ogum do Cruzeiro
Saravá pra esse Ogum que ele também é guerreiro
Eu vi uma coruja piando (2x)
E quá qua qua
Não era ogum megê, não era ogum megê (2x)
Salve a catacumba naruê
E irê, irê irê Ogum da Rua
E irê, irê irê Ogum da Rua
Salve a Coroa de Ogum
irê, irê irê Ogum da Rua
Na porta da calunga eu vi, eu vi
Um moço bonito a sorrir
Na porta da calunga eu vi, eu vi
Um moço bonito a sorrir
E calunga de anaruê, Calunga de ogum megê
E calunga de anaruê, Calunga de ogum megê
E calunga de anaruê, Calunga de ogum megê
E calunga de anaruê, Calunga de ogum megê
Tranca rua
O sino da igrejinha faz belem blem blom
O sino da igrejinha faz belem blem blom
O sino da igrejinha faz belem blem blom
O sino da igrejinha faz belem blem blom
Deu meia noite o galo já cantou
Seu tranca rua que é dono da gira
Oh corre gira que ogum mandou
Deu meia noite o galo já cantou
Seu tranca rua que é dono da gira
Oh corre gira que ogum mandou
Oh que ogum mandou
Oh que ogum mandou
Eu vi na encruzilhada levantar-se um homem
Levantou cantando e dando risada
Mas ele é tranca rua das almas
Pedindo calma de capa encarnada
Deu meia noite, a lua se escondeu
Lá na encruzilhada, dando a sua gargalhada, tranca rua apareceu
A laroyê, laroyê a laroyê
É mojubá é mojubá é mojubá
Ele é odara lá na sua encruzilhada
quem tem fé em tranca rua é só pedir que ele dá
Quem tem fé em tranca rua
É só pedir que ele dá
E foi nas almas (2x)
E foi nas almas
E foi nas almas que eu nasci e me criei
E foi nas almas que tranca rua me batizou
E foi nas almas (2x)
E foi nas almas
Quem quiser me ver, meia noite em ponto. Lá na escuridão, debaixo de um
lampião
Quem quiser me ver, meia noite em ponto. Lá na escuridão, debaixo de um lampião
Meu nome é tranca rua, em nome de meu irmão,
quem quiser fazer macumba faça aqui na minha mão
Foi feitiço ou kizumba
faça aqui na minha mão
Seu tranca rua dá uma volta lá fora
Seu tranca rua dá uma volta lá fora
Quem for bom deixa pra dentro
E quem não for deixa pra fora
Quem for bom deixa pra dentro
E quem não for deixa pra fora
Eu amei alguém, e esse alguém não amava ninguém
Eu amei alguém, e esse alguém não amava ninguém
Eu amei o sol, eu amei a lua, lá na encruzilhada eu amei seu tranca rua
Eu amei o sol, eu amei a lua, lá na encruzilhada eu amei seu tranca rua
Quando o sol aqui não mais brilhar
Quando a lua seu clarão refletir
É sinal que está na hora, é ele quem chega agora já deu meia noite
Tranca rua quem chega aqui
Jurou amar alguém, na encruzilhada
Jurou fazer o bem, de madrugada
Hoje com fé, companheiro e amigo leal
Quebra feitiço e também desfaz o mal
E toda vez que na rua eu caminhar
E ouvir de longe a sua voz a ecoar
Tenho certeza que agora não ando sozinho
Seu tranca rua é o dono do meu caminho
Oh luar oh luar
Ohhh luar
Ele é dono da rua
Oh luar
Quem cometeu os seus pecados
Peça perdão ao tranca rua
Quem cometeu os seus pecados
Peça perdão ao tranca rua
Oh tanto sangue derramado oh luar
Oh luar
Oh derramado pelo chão
Oh luar
Quem cometeu os seus pecados
Oh luar
Peça perdão ao tranca rua
Ele é filho do sol
Oh luar
Ele é filho da rua
Oh luar
Quem cometeu os seus pecados
Peça perdão ao tranca rua
Exu tranca rua das almas
E a pombagira mulher
Oh venham ver, a oferenda que eu vou fazer
Para saudar o povo de alupandê
Venha beber, venha beber
Venha fumar, venha fumar
Venha saudar
O povo de alupandê
Exu Veludo
Exu veludo é patrão, exu veludo é curimbeiro
Exu veludo é patrão, exu veludo é curimbeiro
Laroye meu compadre guardião exu
Das santas almas no cruzeiro
Num cruzeiro aberto eu te procurei, mas não achei não lhe encontrei
Num cruzeiro aberto eu te procurei, mas não achei não lhe encontrei
Foi quando eu passei por um T, era um cruzeiro fechado
Foi quando eu passei por um T, era um cruzeiro fechado
Eu vi veludo parado num canto, e as santas almas sorrindo ao seu lado
Eu vi veludo parado num canto, e as santas almas sorrindo ao seu lado
Eu vi veludo parado num canto, e as santas almas sorrindo ao seu lado
Eu vi veludo parado num canto, e as santas almas sorrindo ao seu lado
Ele é veludo ele é veludo
Ele já me diz que ele pode com tudo
Ele é veludo ele é veludo
Ele já me diz que ele pode com tudo
Exu Mirim
Exu mirim exu formoso
Ele é o exu de fé
Eu caminhei pela estrada deserta
Eu caminhei sem olhar para rua
Até que eu encontrei minha morada
Exu mirim lá na encruzilhada
Ele gira na lomba ele gira no cruzeiro
Ele gira na lomba ele gira no cruzeiro
Boa noite gente exu mirim tá no terreiro
Boa noite gente exu mirim tá no terreiro
Tava sentado na praça, sentado na praça quando eu vi um guri
Tava sentado na praça, sentado na praça quando eu vi um guri
Ele é o Exu Mirim que chegou pra trabalhar
É meu amigo do peito de todas as horas em qualquer lugar
É meu amigo do peito de todas as horas em qualquer lugar
Tava sentado na praça, sentado na praça quando eu vi um guri
Tava sentado na praça, sentado na praça quando eu vi um guri
EXU CAVEIRA
É osso é osso
Dentro da cova
Portão de ferro, cadeado é de madeira
O dono da calunga ainda é o exu caveira
Caveira caveira
Olha o seu povo lhe chamou pra trabalhar
Eu vi um homem aos pés da santa cruz
Eu vi um homem aos pés da santa cruz
Todo de preto dizendo que era o exu
Todo de preto dizendo que era o exu
Ele é o tata ele é o tata ele é o tata caveira
Ele é o tata ele é o tata ele é o tata caveira
Caveira eu tô lhe chamando, caveira e todo seu bando
Caveira eu to lhe chamando, caveira e todo seu bando
Tiriri e marabô, exu rei da encruzilhada, salve o povo da calunga sem exu não se
faz nada
Tiriri e marabô, exu rei da encruzilhada, salve o povo da calunga sem exu não se faz
nada
Caveira caveirinha caveira da meia noite
Caveira caveirinha caveira da meia noite
Onde mora exu caveira
Caveira da meia noite
Caveira caveirinha quem me deve me paga
Caveira caveirinha quem me deve me paga
Vai pagar pra quem
Vai pagar pra João Caveira
Portão de ferro cadeado é de madeira
O dono da calunga ainda é o exu caveira
Caveira, caveira, o teu povo te chamou pra trabalhar
Caveira, caveira, o teu povo te chamou pra trabalhar
Olha lá quem vem lá, descendo a ladeira, olha lá quem vem lá, é o exu caveira
Olha lá quem vem lá, descendo a ladeira, olha lá quem vem lá, é o exu caveira
Caveira, caveira, o teu povo te chamou pra trabalhar
Caveira, caveira, o teu povo te chamou pra trabalhar
Mas ele mora na terra do nada, onde não passa água onde não brilha o sol
Mas ele é João Caveira é, é o exu das almas da calunga é
Seu 7/ Exu rei
7 facas de ponta, em cima de uma mesa
7 velas acesas, lá na encruzilhada
Mas o exu é rei
Alupande exu
Mas o exu é rei
Alupande exu
Mas o exu é rei
Lá nas 7 encruzilhadas
Seu 7, meu amigo de alma
Seu 7, meu irmão quimbandeiro
Girar, todo mundo gira
Mas seu 7 é da coroa de oxalá lalalaia
Girar, todo mundo gira
Mas seu 7 é da coroa de oxalá lalalaia
E as curas, do seu 7 da lira
São de uma beleza rara
Aonde seu 7 começa
Aonde a medicina para
E ele cura mesmo, ele cura sim senhor
Seu 7 sara e cura, cura minha dor
Mas o seu 7 é meu amigo
É meu camarada
Mas o seu 7 é meu amigo
Lá na encruzilhada
Mas o seu 7 é meu amigo
É meu irmão de fé
O seu 7 é meu amigo
Até quando ele quer
Pega a pemba, risca o ponto, firma o ponto e não vacila
Saravá, exu seu 7 da lira
Chegou, chegou
Chegou o seu 7 da lira
Trabalha na encruzilhada ele é pai ele é rei
Trabalha na encruzilhada ele é pai ele é rei
Ele é o pai
Ele é o rei
Ele trabalha com a rainha ela é sua mulher
Ele trabalha com a rainha ela é sua mulher
E ela é
Sua mulher
Exu
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Ah que linda risada que o exu vai dar
Risada de quá quá quá
Ah que linda risada que o exu vai dar
Risada de quá quá quá
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Arreia calunga, arreia calunga, arreia calunga
Não devo nada a ninguém
Procuro não ter inimigos
Eu nunca ando sozinho
Carrego a força do exu que é meu amigo
Se quiser uma demanda, sou de paz não sou de guerra
Carrego a força do exu que está na terra
Na bahia do meu juazeiro eu plantei um coqueiro na beira do mar
Na bahia do meu juazeiro eu plantei um coqueiro na beira do mar
Vem de lá, vem de cá
Quem brinca com fogo vai se queimar
Quem brinca com fogo
Vai se queimar
Eu vou chamar nesse terreiro
Exu chama dinheiro
Eu vou chamar nesse terreiro
Exu chama dinheiro
ZÉ PILINTRA
Zé pilintra no Catimbó, é chamado de doutor
Zé pilintra no Catimbó, é chamado de doutor
Trabalhando na quimbanda, zé pilintra é curador
Trabalhando na quimbanda, zé pilintra é curador
Eu fui no forró do zé, juro não fiquei assustado
Vi 1 homem vestido de branco, 7 velas acesas do lado
Vi 1 homem vestido de branco, 7 velas acesas do lado
Vi 1 galo de rinha degolado, 7 sapo pulando amarrado
Vi 1 galo de rinha degolado, 7 sapo pulando amarrado
Tem dendê tem dendê, na farofa do zé tem dendê
Tem dendê tem dendê, na farofa do zé tem dendê
Catimbó catimbó, zé pilintra é catimbó
Catimbó catimbó, zé pilintra é catimbó
Catimbó catimbó, zé pilintra é catimbó
Catimbó catimbó, zé pilintra é catimbó
Eu morava no morro, trabalhava pra exu ele mandou me matar
Eu morava no morro, trabalhava pra exu ele mandou me matar
E na hora da minha morte, eu avisei que eu iria voltar
E na hora da minha morte, eu avisei que eu iria voltar
Chegando ao mundo dos mortos, pedi permissão ao senhor das almas
Pra poder voltar e levar 1 por 1, que hoje são vultos meus escravos são eguns
Pra poder voltar e levar 1 por 1
Que hoje são vultos meus escravos são eguns
E lalaue lalaue quem mandou me trair sou zé pilintra exuê
E lalaue lalaue quem mandou me trair sou zé pilintra exuê
Eu só voltei pra levar 1 por 1
Que hoje são vultos meus escravos são eguns
Eu sou mojuba, sou mojuba zé pilintra é mojuba
Eu sou mojuba, sou mojuba zé pilintra é mojuba
Zé pilintra no terreiro
É mojubá
OMULU
Omulu aê, na calunga
Omulu aê, na calunga
Omulu aê, na calunga
Omulu aê, na calunga
Ele é tata mandanguê
Da calunga
Ele é
Da calunga
Omulu
Da calunga