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Frango de Corte PDF

Este relatório apresenta um programa alimentar em fases para frangos de corte, focando na nutrição balanceada em quatro etapas de desenvolvimento: pré-inicial, inicial, crescimento e final. O documento detalha as necessidades nutricionais específicas de cada fase, incluindo níveis recomendados de energia metabolizável, proteína bruta e aminoácidos essenciais, além de destacar a importância de ingredientes estratégicos para otimizar o desempenho zootécnico e a qualidade da carne. A alimentação adequada é essencial para garantir altos índices de ganho de peso, eficiência alimentar e sustentabilidade na produção avícola.

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Este relatório apresenta um programa alimentar em fases para frangos de corte, focando na nutrição balanceada em quatro etapas de desenvolvimento: pré-inicial, inicial, crescimento e final. O documento detalha as necessidades nutricionais específicas de cada fase, incluindo níveis recomendados de energia metabolizável, proteína bruta e aminoácidos essenciais, além de destacar a importância de ingredientes estratégicos para otimizar o desempenho zootécnico e a qualidade da carne. A alimentação adequada é essencial para garantir altos índices de ganho de peso, eficiência alimentar e sustentabilidade na produção avícola.

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ASSOCIAÇÃO PIRIPIRIENSE DE ENSINO SUPERIOR-APES

CHRISTUS FACULDADE DO PIAUÍ-CHRISFAPI


PORTARIA MEC 3631 DE 17/10/2005
CNPJ. 05.100.681/0001-83
END.:RUA ACELINO RESENDE, 132, FONTE DOS MATOS / PIRIPIRI-PI
CURSO DE BACHARELADO EM MEDICINA VETERINÁRIA
DISCIPLINA: NUTRICÃO DE ANIMAIS NÃO RUMINANTES
PROF. PEDRO EDUARDO BITENCOUT GOMES
(86) 3276-2981 chrisfapi.com.br

ALANA RAIELE RODRIGUES OLIVEIRA


AMANDA HÉLLEN DE SOUSA AMARAL
LUAN RESENDE DE OLIVEIRA
LUCIANO BRAGA DA SILVA JUNIOR
MOISÉS DA SILVA GOMES

PROGRAMA ALIMENTAR PARA FRANGOS DE CORTE

PIRIPIRI
2025
ALANA RAIELE RODRIGUES OLIVEIRA
AMANDA HÉLLEN DE SOUSA AMARAL
LUAN RESENDE DE OLIVEIRA
LUCIANO BRAGA DA SILVA JUNIOR
MOISÉS DA SILVA GOMES

PROGRAMA ALIMENTAR PARA FRANGOS DE CORTE

Relatório técnico apresentado como requisito para


obtenção de nota na disciplina de Nutrição de
Animais Não Ruminantes do curso de Bacharelado
em Medicina Veterinária da CHRISFAPI sob a
orientação do prof. Pedro Eduardo Bitencout
Gomes.

PIRIPIRI
2025
4

RESUMO

Este relatório descreve um programa alimentar em fases para frangos de corte, com
foco na nutrição balanceada em suas quatro etapas de desenvolvimento: pré-inicial,
inicial, crescimento e final. O trabalho aborda as necessidades nutricionais específicas
de cada período, apresentando os níveis recomendados de energia metabolizável,
proteína bruta, aminoácidos essenciais, cálcio e fósforo e destaca a importância da
utilização estratégica de ingredientes como milho, farelo de soja, óleos vegetais,
premixes vitamínico-minerais, aminoácidos sintéticos e enzimas (fitase, xilanase),
visando otimizar o desempenho zootécnico, a eficiência alimentar e a qualidade da
carcaça.

Palavras-chave: Avicultura; Nutrição avícola; Exigências nutricionais.


4

SUMÁRIO

1 INTRODUÇÃO....................................................................................................05
2 REFERENCIAL TEÓRICO................................................................................. 06
3 PLANEJAMENTO DE ACORDO COM A FASE PRODUTIVA..........................07
4 NÍVEIS NUTRICIONAIS RECOMENDADOS POR FASE..................................08
5 INGREDIENTES INDICADOS POR FASE PRODUTIVA...................................10
6 JUSTIFICATIVAS FISIOLÓGICAS E ECONÔMICAS........................................11
6.1 Justificativas fisiológicas.............................................................................11
6.2 Justificativas econômicas...........................................................................12
7 CONCLUSÃO..................................................................................................... 13
REFERÊNCIAS..................................................................................................... 14
5

1 INTRODUÇÃO

A alimentação é um dos principais fatores que influenciam o desempenho


zootécnico, o bem-estar e a viabilidade econômica da produção de frangos de corte.
O fornecimento de dietas balanceadas e adaptadas às exigências nutricionais das
diferentes fases de crescimento é essencial para garantir altas taxas de ganho de
peso, eficiência alimentar e qualidade da carne. Deve atender às necessidades
energéticas, proteicas, vitamínicas e minerais, respeitando as recomendações
específicas para pintos de 1 a 21 dias, frangos em fase de crescimento (21 a 35 dias)
e terminação após 36 dias (Rostagno et al., 2017).
O avanço nas técnicas de formulação e o uso de aditivos nutricionais têm
contribuído para a melhoria do desempenho dos lotes. Ingredientes como enzimas,
prebióticos, probióticos e extratos vegetais vêm sendo incorporados às dietas com o
objetivo de otimizar a digestibilidade dos nutrientes, melhorar a saúde intestinal e
reduzir o uso de antibióticos promotores de crescimento. Além disso, o uso de
alimentos alternativos, como resíduos agroindustriais e fontes proteicas não
convencionais, tem sido estudado como forma de reduzir os custos sem comprometer
a performance animal (Santos et al., 2022).
Outro fator importante é a formulação de rações de acordo com o conceito de
proteína ideal e digestibilidade ileal padronizada de aminoácidos, que permite uma
utilização mais eficiente dos nutrientes e menor excreção de nitrogênio, contribuindo
para a sustentabilidade ambiental da avicultura (Sakomura et al., 2022). A adoção
desse tipo de formulação é especialmente relevante em programas de alimentação
de precisão, que buscam maximizar o potencial genético das aves com base em
curvas de crescimento e consumo alimentar específicas.
Portanto, a alimentação de frangos de corte exige conhecimento técnico e
constante atualização, considerando as exigências nutricionais em cada fase de vida,
os ingredientes disponíveis no mercado e os desafios sanitários presentes nos
sistemas produtivos. O manejo nutricional adequado não apenas garante bons índices
produtivos, como também contribui para a sustentabilidade e a qualidade dos produtos
avícolas (Pereira et al., 2023).
6

2 REFERENCIAL TEÓRICO

A alimentação adequada é um dos pilares da avicultura moderna,


especialmente no sistema de criação intensiva de frangos de corte, onde o
desempenho zootécnico e o retorno econômico estão diretamente relacionados à
formulação nutricional das rações (Rostagno et al., 2017). A nutrição de precisão, com
dietas específicas para cada fase de desenvolvimento, permite maximizar o ganho de
peso, melhorar a conversão alimentar e otimizar o rendimento de carcaça (Sakomura
et al., 2023).
Na fase pré-inicial (1 a 7 dias), a formulação da ração deve priorizar ingredientes
altamente digestíveis, com níveis elevados de proteína (22–23%) e energia
metabolizável (3.000–3.050 kcal/kg), a fim de promover o desenvolvimento do trato
gastrointestinal e fortalecer o sistema imunológico das aves recém-eclodidas (Silva et
al., 2022). O uso de enzimas como fitase e xilanase, já nesse estágio, contribui para
a melhor digestibilidade dos nutrientes e reduz a excreção de fósforo.
Durante a fase inicial (8 a 21 dias), o frango já apresenta maior capacidade de
ingestão, sendo essencial o fornecimento de dietas peletizadas, com alta densidade
energética (3.100–3.150 kcal/kg) e bom equilíbrio de aminoácidos, especialmente
lisina e metionina, para sustentar o crescimento acelerado e a deposição muscular
(Mendes et al., 2021).
Na fase de crescimento (22 a 35 dias), a formulação da dieta passa a conter
menor teor de proteína bruta (19–20%), mantendo níveis elevados de energia. O
objetivo nesta fase é sustentar o ganho de peso com eficiência alimentar, sem
provocar acúmulo de gordura corporal. A inclusão de aminoácidos sintéticos permite
manter o perfil proteico adequado com menor custo (Rostagno et al., 2017).
Já na fase final (36 dias até o abate, geralmente até 42 ou 49 dias), o foco passa
a ser o acabamento da carcaça, priorizando o rendimento e a qualidade da carne. A
dieta deve ter energia elevada (3.200–3.250 kcal/kg), mas com proteína reduzida (18–
19%), ajustando o aporte de nutrientes conforme a menor taxa de crescimento relativa
das aves (Sakomura et al., 2023).
Além disso, a formulação faseada permite um uso mais racional dos
ingredientes, reduzindo o desperdício de proteína e melhorando a conversão
alimentar, o que representa um ganho econômico importante para os produtores
(Mendes et al., 2021).
7

3 PLANEJAMENTO NUTRICIONAL DE ACORDO COM A FASE

Tabela 01 – Esquema de alimentação por etapa fisiológica.


FASE IDADE (DIAS) TIPO DE RAÇÃO

Pré-inicial 1a7 Ração farelada ou peletizada com alta digestibilidade

Inicial 8 a 21 Ração peletizada com energia elevada

Crescimento 22 a 35 Ração peletizada com menor proteína e mais energia

Final 36 ao abate Ração com foco em acabamento e rendimento de


(~42-49) carcaça

Fonte: Adaptado de Rostagno et al. (2017) – Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos.

O cronograma alimentar por fase produtiva é estruturado para atender às


necessidades nutricionais específicas dos animais em diferentes etapas de seu
desenvolvimento, visando otimizar o desempenho e a qualidade final do produto.

• Fase Pré-inicial (1 a 7 dias): Nesta fase, que compreende os primeiros sete


dias de vida, os animais recebem uma ração farelada ou peletizada com alta
digestibilidade. Isso é fundamental para facilitar a absorção dos nutrientes
essenciais para o início do crescimento, quando o sistema digestivo ainda está
em formação e precisa de uma alimentação mais leve e fácil de ser assimilada.

• Fase Inicial (8 a 21 dias): Do oitavo ao vigésimo primeiro dia, a ração utilizada


é peletizada e apresenta alta densidade energética. Essa formulação visa
fornecer energia suficiente para suportar o rápido crescimento e
desenvolvimento dos animais, estimulando a vitalidade e o ganho de peso
nesta fase crítica.

• Fase de Crescimento (22 a 35 dias): Entre os 22 e 35 dias de idade, a dieta


passa a ser composta por uma ração peletizada com menor teor de proteína,
mas com maior concentração energética. Essa mudança reflete a adaptação
do metabolismo do animal, que precisa de mais energia para continuar
crescendo, enquanto a necessidade de proteína diminui proporcionalmente.
8

• Fase Final (36 dias até o abate, aproximadamente 42 a 49 dias): Na fase


final, que vai do 36º dia até o momento do abate, a alimentação é focada no
acabamento e no rendimento de carcaça. A ração é formulada para promover
a deposição de gordura e melhorar a qualidade da carne, garantindo um
produto final mais valorizado no mercado.

4 NÍVEIS NUTRICIONAIS RECOMENDADOS POR FASE

Tabela 02 – Níveis nutricionais de cada fase.


NUTRIENTE PRÉ-INICIAL INICIAL CRESCIMENTO FINAL

Energia metabolizável 3.000–3.050 3.100–3.150 3.150–3.200 3.200–3.250


(kcal/kg)

Proteína bruta (%) 22–23 21–22 19–20 18–19

Lisina digestível (%) 1,30–1,35 1,20–1,25 1,00–1,10 0,90–1,00

Metionina + Cistina (%) 0,95–1,00 0,90–0,95 0,80–0,85 0,75–0,80

Cálcio (%) 0,90–1,00 0,85–0,90 0,80–0,85 0,75–0,80

Fósforo disponível (%) 0,45–0,50 0,42–0,45 0,40–0,42 0,38–0,40

Fonte: Adaptado de Rostagno et al. (2017) – Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos.

A nutrição adequada é fundamental para o desenvolvimento eficiente e


saudável dos animais durante as diferentes fases produtivas. Cada etapa do
crescimento apresenta necessidades específicas de nutrientes, que devem ser
atendidas para garantir o máximo desempenho produtivo, saúde e qualidade do
produto final.

1. Energia Metabolizável (kcal/kg)


A energia metabolizável é o principal componente energético disponível para os
processos metabólicos dos animais. Na fase pré-inicial, recomenda-se uma faixa de
3.000 a 3.050 kcal/kg, que aumenta progressivamente até a fase final, onde o valor
ideal fica entre 3.200 e 3.250 kcal/kg. Esse aumento gradual é necessário para suprir
as maiores demandas energéticas à medida que os animais crescem e se aproximam
do abate.
9

2. Proteína Bruta (%)


A proteína bruta é essencial para a síntese de tecidos e o desenvolvimento
muscular. O maior teor protéico, entre 22% e 23%, é indicado na fase pré-inicial para
sustentar o rápido crescimento inicial. À medida que o animal evolui para as fases
subsequentes, a porcentagem de proteína recomendada diminui, chegando a 18% a
19% na fase final, onde a prioridade nutricional se desloca para o acabamento.

3. Lisina Digestível (%)


A lisina, um aminoácido essencial, é fundamental para o crescimento e a
reparação dos tecidos. As recomendações variam de 1,30% a 1,35% na fase pré-
inicial, reduzindo gradualmente para 0,90% a 1,00% na fase final, acompanhando a
diminuição das necessidades proteicas gerais.

4. Metionina + Cistina (%)


Esses aminoácidos sulfurados desempenham papel importante no metabolismo
protéico e estrutural. A recomendação inicial é de 0,95% a 1,00%, reduzindo-se para
0,75% a 0,80% na fase final, garantindo assim um aporte balanceado conforme a fase
produtiva.

5. Cálcio (%)
Importante para o desenvolvimento ósseo e várias funções fisiológicas, o cálcio
deve estar presente em níveis entre 0,90% e 1,00% no pré-inicial, caindo para 0,75%
a 0,80% na fase final, respeitando as mudanças na taxa de crescimento ósseo.

6. Fósforo Disponível (%)


O fósforo disponível é crucial para a formação óssea e processos metabólicos.
A faixa recomendada inicia em 0,45% a 0,50% no pré-inicial e diminui para 0,38% a
0,40% na fase final, ajustando-se à necessidade progressivamente menor do mineral.

A adequação dos níveis nutricionais em cada fase produtiva é imprescindível


para o sucesso da produção animal. Fornecer energia, proteínas, aminoácidos
essenciais e minerais de acordo com as exigências específicas de cada etapa
promove crescimento eficiente, saúde, qualidade do produto final e otimiza a relação
custo-benefício na criação.
10

5 INGREDIENTES NUTRICIONAIS INDICADOS POR FASE

Tabela 03 – Ingredientes mais utilizados conforme a etapa fisiológica.


INGREDIENTES PRINCIPAIS JUSTIFICATIVA

Milho ou sorgo Fonte de energia (amido digestível).

Farelo de soja Alta concentração de proteína de boa digestibilidade.

Óleo vegetal (soja, canola) Eleva densidade energética.

Fosfato bicálcico Fonte de fósforo disponível.

Calcário calcítico Fonte de cálcio.

Premix vitamínico-mineral Suplementação de micronutrientes essenciais.

Aminoácidos sintéticos Correção de perfil proteico sem excesso de PB.

Enzimas (fitase, xilanase) Melhora digestibilidade e reduz custo com ingredientes.

Fonte: Adaptado de Rostagno et al. (2017) – Tabelas Brasileiras para Aves e Suínos.

Na formulação das rações, a escolha adequada dos ingredientes é


fundamental para garantir que os animais recebam todos os nutrientes necessários
para um desenvolvimento saudável e eficiente. Entre os principais ingredientes
recomendados, o milho ou sorgo se destacam como fontes primárias de energia,
devido ao seu amido altamente digestível, que proporciona o aporte energético
essencial para o metabolismo e o crescimento.
O farelo de soja é incluído por sua alta concentração de proteína de boa
digestibilidade, sendo crucial para a síntese de tecidos e o desenvolvimento muscular,
especialmente nas fases iniciais do crescimento. Para aumentar a densidade
energética da dieta, óleos vegetais como soja e canola são adicionados, permitindo
que os animais recebam uma maior quantidade de energia em volumes menores de
ração, o que é particularmente importante na fase final, quando o foco é o acabamento
e o rendimento de carcaça.
Quanto aos minerais, o fosfato bicálcico é utilizado como fonte de fósforo
disponível, nutriente essencial para a formação óssea e processos metabólicos. O
cálcio, por sua vez, é fornecido principalmente pelo calcário calcítico, indispensável
para o desenvolvimento e manutenção dos ossos, além de outras funções fisiológicas.
11

Para garantir o equilíbrio nutricional completo, a formulação inclui um premix


vitamínico-mineral que suplementa micronutrientes essenciais não suficientemente
presentes nos ingredientes básicos, prevenindo deficiências e contribuindo para a
saúde geral dos animais. Além disso, aminoácidos sintéticos são adicionados para
corrigir o perfil protéico da ração, assegurando que as exigências de aminoácidos
essenciais sejam atendidas sem a necessidade de elevar excessivamente o teor de
proteína bruta total, o que melhora a eficiência nutricional e reduz custos.
Por fim, a inclusão de enzimas como fitase e xilanase melhora a digestibilidade
dos ingredientes, principalmente dos componentes fibrosos e dos fitatos, que limitam
a disponibilidade de fósforo. Essas enzimas contribuem para a otimização da
absorção dos nutrientes e permitem uma redução nos custos dos ingredientes
utilizados. Dessa forma, a combinação adequada desses ingredientes promove uma
dieta balanceada, que atende às necessidades nutricionais específicas em cada fase
produtiva, favorecendo o desempenho, a saúde dos animais e a eficiência econômica
da produção.

6 JUSTIFICATIVAS FISIOLÓGICAS E ECONÔMICAS

6.1 Justificativas Fisiológicas:

• Desenvolvimento do trato gastrointestinal e sistema imunológico: Na fase


pré-inicial (1 a 7 dias), a ração com alta digestibilidade e altos níveis de proteína
(22–23%) e energia (3.000–3.050 kcal/kg) visa promover o desenvolvimento
inicial do trato gastrointestinal e fortalecer o sistema imunológico das aves
recém-eclodidas. O uso de enzimas como fitase e xilanase já contribui para a
melhor digestibilidade dos nutrientes.

• Crescimento acelerado e deposição muscular: Na fase inicial (8 a 21 dias),


a dieta peletizada de alta densidade energética (3.100–3.150 kcal/kg) e bom
equilíbrio de aminoácidos, como lisina e metionina, é essencial para sustentar
o rápido crescimento e a deposição muscular.
12

• Ganho de peso e acabamento de carcaça: Na fase de crescimento (22 a 35


dias), a dieta contém menor proteína bruta (19–20%) mas mantém níveis
elevados de energia, visando sustentar o ganho de peso sem acúmulo
excessivo de gordura corporal. Na fase final (36 dias até o abate), o foco é o
acabamento da carcaça, com dieta de energia elevada (3.200–3.250 kcal/kg) e
proteína reduzida (18–19%), priorizando o rendimento e a qualidade da carne.

• Utilização eficiente dos nutrientes: A formulação de rações baseada no


conceito de proteína ideal e digestibilidade ileal padronizada de aminoácidos
permite uma utilização mais eficiente dos nutrientes.

6.2 Justificativas Econômicas:

• Redução de custos: O uso de aminoácidos sintéticos permite manter o perfil


proteico adequado com menor custo. A inclusão de enzimas como fitase e
xilanase melhora a digestibilidade dos nutrientes e reduz o custo com
ingredientes. O uso de alimentos alternativos, como resíduos agroindustriais e
fontes proteicas não convencionais, também tem sido estudado para reduzir
custos sem comprometer a performance.

• Maximização do desempenho zootécnico e rentabilidade: A alimentação


adequada é um dos principais fatores que influenciam o desempenho
zootécnico e a viabilidade econômica da produção de frangos de corte. A
nutrição de precisão, com dietas específicas para cada fase, maximiza o ganho
de peso, melhora a conversão alimentar e otimiza o rendimento de carcaça. A
formulação faseada permite um uso mais racional dos ingredientes, reduzindo
o desperdício de proteína e melhorando a conversão alimentar, o que
representa um ganho econômico importante para os produtores.

• Otimização da relação custo-benefício: Fornecer energia, proteínas,


aminoácidos essenciais e minerais de acordo com as exigências específicas
de cada etapa promove crescimento eficiente, saúde, qualidade do produto
final e otimiza a relação custo-benefício na criação.
13

7 CONCLUSÃO

A implementação de um programa alimentar dividido por fases, pré-inicial,


inicial, crescimento e final, é fundamental para garantir o desempenho produtivo ideal
dos frangos de corte. Cada fase possui exigências nutricionais específicas que devem
ser cuidadosamente atendidas para assegurar o desenvolvimento adequado do trato
digestivo, ganho de peso eficiente, saúde metabólica e qualidade da carcaça.
Além disso, a utilização racional de ingredientes, aditivos nutricionais e enzimas
permite reduzir custos e otimizar o aproveitamento dos nutrientes, melhorando a
conversão alimentar e contribuindo para a sustentabilidade do sistema produtivo.
Dessa forma, a alimentação faseada, fundamentada em dados técnicos atualizados,
representa uma ferramenta indispensável para o sucesso da avicultura moderna,
aliando produtividade, bem-estar animal e viabilidade econômica.
14

REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

MENDES, F. F. et al. Aspectos nutricionais para o desempenho de frangos de corte.


Revista Brasileira de Ciência Avícola, v. 23, n. 2, p. 345-354, 2021.

PEREIRA, L. A. et al. Manejo nutricional e sustentabilidade na avicultura de corte.


Revista de Produção Animal, v. 14, n. 1, p. 27-36, 2023.

ROSTAGNO, H. S. et al. Tabela Brasileira para Aves e Suínos: Composição de


alimentos e exigências nutricionais. 4. ed. Viçosa, MG: UFV, 2017.

SAKOMURA, N. K. et al. Formulação de rações para frangos de corte: avanços e


desafios. Revista Brasileira de Zootecnia, v. 52, e20230056, 2023.

SAKOMURA, N. K. et al. Nutrição de precisão na avicultura: conceitos e aplicações.


Revista Científica de Avicultura, v. 8, n. 1, p. 15-28, 2022.

SANTOS, R. M. et al. Uso de aditivos e alimentos alternativos na alimentação de


frangos de corte. Revista de Ciência Animal, v. 13, n. 4, p. 112-120, 2022.

SILVA, A. P. et al. Influência de enzimas na digestibilidade de nutrientes em frangos


na fase pré-inicial. Ciência Animal Brasileira, v. 23, n. 2, p. 230-238, 2022.

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