Gestao de Qualidade - Und 1
Gestao de Qualidade - Und 1
GESTÃO DA QUALIDADE
UNIDADE 1 – O QUE É GESTÃ O DA
QUALIDADE?
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Introdução
“Qualidade” deve ser uma das palavras mais utilizadas no dia a dia nas empresas, seja para expressar a
preocupação com a qualidade e gestão, seja para destacar que a qualidade dos produtos e serviços oferecidos
vem em primeiro lugar. Você inclusive já deve ter visto propagandas que enumeram as qualidades de um
produto e serviço. Mas você é capaz de definir o que é qualidade?
Segundo Toledo et al (2017, p, 01), a qualidade é a “propriedade, atributo ou condição das coisas ou das
pessoas capaz de distingui-las das outras e de lhes determinar a natureza”. Com base neste conceito, como é
possível desenvolver um trabalho de melhoria da qualidade em uma empresa?
Você provavelmente tem um restaurante favorito, que deve ter alguns atributos que considera de qualidade,
como o prato mais saboroso, o melhor atendimento e o menor tempo de espera. Mas, ao mesmo tempo, é
possível que você conheça pessoas que discordem de você ou até mesmo considerem o seu restaurante
favorito ruim. Você percebe que o que é qualidade para você pode não ser para outra pessoa?
Desse modo, como a qualidade apresenta essa dimensão subjetiva, é importante entender como sua percepção
por parte das empresas evoluiu nas ú ltimas décadas para, assim, planejar e gerenciar açõ es para aumentar a
qualidade em diferentes áreas de uma organização. E é isso que veremos no decorrer dessa unidade.
Acompanhe!
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A partir da Revolução Industrial, com o surgimento das indú strias e o aumento da produtividade, a gestão da
qualidade passou a ter mais importância para as empresas. Assim, os conceitos modernos de gestão da
qualidade que hoje vemos nas companhias foram surgindo aos poucos, numa constante evolução.
Uma das formas de organizar os avanços histó ricos da qualidade é por meio do que Garvin (1992) denomina
como as quatro “Eras da Qualidade”: a Era da Inspeção, a Era do Controle Estatístico da Qualidade, a Era da
Garantia da Qualidade e a Era da Gestão da Qualidade Total. Veremos mais sobre cada uma delas a seguir.
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Figura 1 - A evolução histó rica da gestão da qualidade, desde a inspeção até a Gestão pela Qualidade total.
Fonte: CUSTODIO, 2015, p. 7.
Neste período, a qualidade podia ser entendida como um problema a ser resolvido, mas que se limitava à
atuação do departamento de inspeção. O foco era a uniformidade do produto e o principal método para se
conseguir isto era a utilização de instrumentos de medição, algo que evoluiu com a introdução da aplicação de
métodos estatísticos no controle da qualidade.
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Além da melhoria na inspeção, que resultou na redução de custos sem gerar queda na qualidade, as técnicas de
estatística passaram a ser aplicadas no controle do processo produtivo das empresas. Os gráficos de Controle
Estatístico do Processo (CEP), por exemplo, são ferramentas eficazes ainda bastante utilizadas. Estes gráficos
separam as causas anormais, que são aquelas que podem ser atribuídas a algum fator, das causas normais, que
são aquelas inerentes à variabilidade natural do processo. Essa separação dos produtos fora das
especificaçõ es, com causas anormais, é feita realizando amostragem e inspeção durante o processo produtivo,
ao invés de apenas no final da produção, antecipando, assim, a identificação de problemas (GARVIN, 1992).
Nesta Era, a qualidade ainda era vista como um problema a ser resolvido. O foco estava em garantir a
uniformidade da produção por meio da aplicação de técnicas e ferramentas estatísticas. A preocupação deixou
de ser apenas a verificação e passou a ser o controle dos processos produtivos, e a qualidade passou a ser
responsabilidade de um departamento de fabricação e engenharia de controle da qualidade.
O controle estatístico do processo antecipava a identificação dos problemas na produção para antes do
produto ser finalizado, reduzindo a quantidade de defeitos e retrabalhos. No entanto, ainda assim, esta é uma
abordagem reativa para se tratar da qualidade. O grande salto na gestão da qualidade, quando esta passou a ser
tratada de forma proativa, ocorreu na era seguinte.
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da Qualidade por Toda a Empresa – CWQC (Company Wide Quality Control). O primeiro traz uma visão
americana da qualidade, enquanto o segundo mostra a perspectiva japonesa, tendo como principal diferencial
do modelo japonês a valorização do envolvimento dos funcionários do chão de fábrica na melhoria da
qualidade (Carvalho e Paladini, 2005).
Apesar de a qualidade ainda ser vista como um problema a ser resolvido, este problema passou a ser tratado
de forma proativa, com a aplicação de sistemas e programas voltados para a melhoria da qualidade. Os
instrumentos de prevenção e tratamento de problemas de qualidade se expandiram além da aplicação da
estatística e estimularam o surgimento de ferramentas da qualidade, que são bastante utilizadas nas empresas
até hoje.
Mesmo com tamanha evolução, a gestão da qualidade neste momento seguia sendo uma atitude defensiva das
empresas, mesmo tendo um tratamento proativo e preventivo. O objetivo era evitar que problemas na
qualidade pudessem prejudicar a empresa. Este cenário só foi mudar nas décadas de 1980 e 1990.
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o projeto de produto
Figura 2 - A evolução da gestão da qualidade pode ser acompanhada em quatro grandes eras, cada qual com
suas características principais.
Fonte: MELLO, 2011, p. 13.
A Era da Gestão Estratégica da Qualidade é uma extensão natural das eras anteriores, com a aplicação dos
principais conceitos desenvolvidos anteriormente, como o foco na satisfação do cliente, a atuação na melhoria
contínua e o envolvimento de toda a empresa. Esta abordagem mais ampla tem o entendimento de que a
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melhoria na qualidade está intimamente relacionada à lucratividade da empresa e à sua maior capacidade
competitiva.
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Figura 3 - A Trilogia da Qualidade, de Juran. Os objetivos são definidos, é feito o controle da qualidade e a
atuação na melhoria leva a um novo patamar de desempenho.
Fonte: BALLESTERO-ALVAREZ, 2019, p. 81.
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satisfação do consumidor, com custos adequados. Este conceito de TQC, proposto por Feigenbaum, teve forte
influência no modelo de gestão da qualidade proposto pela International Organization for Standardization
(ISO), a certificação ISO 9000.
VOCÊ O CONHECE?
Vicente Falconi Campos (1940 - presente) pode ser considerado o guru da qualidade
brasileiro. Engenheiro PhD, professor e consultor de empresas, ele foi responsável por
trazer para o Brasil os conceitos de qualidade total após trabalhar por alguns anos com
os japoneses da JUSE (Union of Japanese Scientists and Engineers). Autor de diversos
livros, ele contribuiu para a difusã o da importâ ncia da gestã o da qualidade nas
empresas brasileiras.
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O engenheiro japonês formulou a ideia do “Controle da Qualidade Por Toda a Empresa” (Company Wide Quality
Control – CWQC). Seu trabalho enfatiza a importância da participação dos funcionários em açõ es de melhoria
contínua e resolução de problemas por meio de Círculos de Controle da Qualidade (CCQ), que aplicavam as
sete ferramentas da qualidade, dentre elas, o seu famoso diagrama.
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Na busca por uma definição para a qualidade, cada um dos gurus da qualidade trouxe contribuiçõ es, clique
nos termos para ler:
Define que qualidade é a correlação dos problemas e das suas causas ao longo de
Feigenbau toda a série de fatores relacionados com marketing, projetos, engenharia, produção e
m manutenção, que exercem influência sobre a satisfação do usuário. (FEIGENBAUN,
1994).
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Defende que a qualidade está relacionada à perda que um produto causa à sociedade,
Taguchi
a partir do momento que é colocado à disposição dos clientes (TOLEDO & al, 2017).
Vicente Propõ e que um produto ou serviço de qualidade é aquele que atende às necessidades
Falconi do cliente perfeitamente, de forma confiável, acessível, segura e no tempo certos
Campos (CAMPOS, 1992).
A partir destas ideias, percebe-se que é possível observar quatro diferentes vertentes relacionadas à definição
da qualidade.
• A primeira tem foco na adequação ao uso, em que um produto de qualidade é aquele que atende de
forma satisfatória ao cliente durante seu uso.
• A segunda vertente preza pela conformidade com os requisitos, uma visão bastante prática da
qualidade, em que o produto deve estar de acordo com a suas especificações de projeto, sendo que o
projeto deve ser elaborado de acordo com as necessidades do mercado.
• Na terceira vertente tem-se a definição de Taguchi relacionada à perda para a sociedade. Quanto maior
a perda, menor a qualidade, sendo que as perdas podem ocorrer pela variabilidade da função intrínseca
do produto ou por efeitos colaterais nocivos do produto.
• Por fim, na quarta vertente, há a ideia de satisfação total do cliente, que está relacionada com a filosofia
japonesa de qualidade total e pode ser vista em termos práticos como uma extensão da primeira
vertente de adequação ao uso (TOLEDO & al, 2017).
A partir da análise destas vertentes, TOLEDO et al (2017, p. 5) conclui que a qualidade de um produto pode
ser definida como “uma propriedade síntese de mú ltiplos atributos do produto que determinam o grau de
satisfação do cliente”.
Transcendental
Entende-se qualidade sendo sinô nimo de excelência, sendo absoluta
e universalmente reconhecida. Este entendimento oferece pouca
orientação prática para as empresas.
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Baseada na produção
Define que qualidade é estar em conformidade com as
especificaçõ es, sendo uma variável precisa e mensurável. Aqui, o
foco é na eficiência, e não na eficácia.
As diferentes abordagens devem ser vistas como complementares e podem ser associadas aos pontos de vista
específicos de diferentes áreas de uma empresa. Por conta das diferentes abordagens da qualidade, as pessoas
podem discordar sobre qual carro tem mais qualidade, um Fusca ou uma Ferrari. Assim, faz sentido analisar
os carros a seguir sob a ó tica dessas abordagens da qualidade.
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Figura 4 - Que carro tem mais qualidade? Um fusca ou uma Ferrari? A resposta não é simples e pode variar
muito de pessoa para pessoa.
Fonte: rmcarvalhobsb, Shutterstock, 2019.
Figura 5 - Ter uma Ferrari é o sonho de consumo de muitas pessoas, mas será que isto é devido à qualidade
do carro?
Fonte: yousang, Shutterstock, 2019
A abordagem transcendental, portanto, está mais voltada à visão que os clientes têm da empresa ou da marca.
A marca Rolex, por exemplo, é internacionalmente reconhecida pela qualidade de seus reló gios. Rolex é um
sinô nimo de um reló gio de qualidade. Na comparação entre um fusca e uma Ferrari, ambos são reconhecidos
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A abordagem da produção é mais voltada a características objetivas, de conformidade com as especificaçõ es.
Os dois veículos, Fusca e Ferrari, são fabricados conforme especificaçõ es, então, ambos possuem um nível de
qualidade bom em relação às suas pró prias características.
A preferência de cada cliente é subjetiva e relacionada à abordagem do usuário. Ao perguntar para um amante
de fuscas qual carro é melhor, você já sabe a resposta. Por outro lado, na abordagem que leva em conta
especificaçõ es do produto, as diferenças aparecem. A Ferrari tem mais velocidade, aceleração, potência e
torque, enquanto o Fusca é mais econô mico, tem menor custo de manutenção, por exemplo. Caso o objetivo do
usuário seja apenas se locomover dentro da cidade, o fusca tem boa relação custo-benefício na abordagem do
valor. Já a Ferrari, por apresentar custos mais elevados, pode não valer a pena para o usuário.
Não é possível estabelecer uma hierarquia de importância das abordagens da qualidade. Porém, numa visão
global, um produto de qualidade é aquele que satisfaz o cliente, que tem qualidade intrínseca, que está em
conformidade com seus requisitos de projeto e produção e que tem um custo compatível com o perfil do
mercado que vai atender.
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Desempen Capacidade de um produto de exercer (desempenhar) aquilo para o qual foi projetado.
ho
Vida ú til do produto, o quanto o produto pode ser utilizado até que se deteriore
Durabilid
fisicamente, podendo ter aspecto técnico ou econô mico. Esta dimensão está
ade
relacionada à confiabilidade.
Atendime Rapidez, facilidade e cortesia quando há necessidade de reparo ou algum outro tipo
nto de atendimento junto ao produtor, ou ainda ao tratamento de reclamaçõ es.
O consumidor muitas vezes não tem acesso a informaçõ es técnicas específicas sobre
Qualidade
um produto e pode basear sua decisão na sua percepção, a reputação da empresa,
percebida
propagandas e campanhas de marketing reforçam a qualidade percebida.
As duas ú ltimas dimensõ es (estética e qualidade percebida) são subjetivas e estão relacionadas à abordagem
da qualidade baseada no usuário. O atendimento tem características objetivas e subjetivas, enquanto as
demais dimensõ es podem ser medidas de forma objetiva. No entanto, a percepção dos clientes pode variar,
assim como a importância da questão para cada um deles.
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CASO
Devido à complexidade de se definir qualidade, a aná lise e comparaçã o da qualidade
de produtos deve ser feita sobre a ótica das abordagens da qualidade e/ou das
dimensões da qualidade. Sob a ótica das dimensões de qualidade, uma geladeira de
qualidade na visã o do desempenho é aquela que resfria os alimentos com menor
gasto de energia. Quanto a características, é aquela com mais opções, como dispenser
de á gua, controle de temperatura digital, frost-free e por aí vai. Confiabilidade está na
chance de surgirem problemas de manutençã o, enquanto a durabilidade tem o
tempo de duraçã o. Em termos de conformidade, avalia-se se foi produzida conforme
especificações, enquanto o atendimento está relacionado com a facilidade e cortesia
para resolver problemas pós-venda. Quanto à esté tica, vai ter quem prefira geladeiras
brancas e quem goste de geladeira vermelha – é subjetivo e pessoal. Finalmente,
quanto à qualidade percebida, podemos pensar: o quanto a propaganda “Nã o é
assim uma Brastemp” influencia na percepçã o que os clientes tê m sobre a qualidade
da marca?
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É muito importante que a atividade de melhoria da qualidade e dos processos esteja incorporada no dia a dia
das empresas. Para que isto ocorra, é importante capacitar e dar autonomia aos funcionários para que eles
identifiquem os problemas existentes, ou as oportunidades de melhoria, e tenham um método claro para lidar
com falhas. A abordagem mais conhecida para promover a melhoria contínua é o PDCA que veremos a seguir.
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ciclo PDCA (do inglês Plan, Do, Check, Act). Deming, então, percebeu que o PDCA sistematizava de forma
adequada o conceito de melhoria contínua e, com isso, o ciclo PDCA se tornou a base dos modelos de sistema
de gestão da qualidade. Esse ciclo consiste nas seguintes etapas (clique nos termos para ler):
Planejar Estabelecer objetivos sobre os itens de controle e os meios para atingi-los. Subdivide-
(P) se em definir a meta e o método.
Verificar Monitorar e medir, com base nos dados coletados na execução, o resultado com a
(C) meta estabelecida.
Como mostra a figura a seguir, o PDCA é representado por um ciclo, o que remete à ideia de melhoria contínua,
já que, apó s implementar correçõ es, inicia-se um novo ciclo com um novo problema, ou com um novo plano
para se melhorar ainda mais a dificuldade anterior.
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Figura 6 - As quatro etapas do Ciclo PDCA de controle de processo no formato de um círculo reforçam a ideia
de melhoria contínua.
Fonte: CAMPOS, 1992, p.30 apud BARROS e BONAFINI 2014, p. 13.
O Ciclo PDCA é utilizado de duas formas: para manutenção da qualidade de um processo e para a melhoria da
qualidade. No dia a dia da operação, quando ocorre um desvio no processo produtivo, o PDCA é utilizado para
identificar o problema e retomar a operação para o estado padrão.
Neste caso, é comum utilizar a nomenclatura de SDCA, que significa (clique para ler):
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D – Do (fazer, em português)
Remete à ação.
Quanto este ciclo é utilizado para a melhoria, um objetivo é determinado e as açõ es são planejadas (P – Plan) e
excetuadas (Do). O resultado é verificado (Check) e, caso, o objetivo não tenha sido alcançado, deve-se agir
para corrigir desvios (Act) ou voltar a elaborar um novo plano. Este processo bem definido faz do PDCA uma
ó tima ferramenta para gestão de processos.
1.4.3 Processos
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Dentro da visão moderna da TQM, o planejamento e o controle da qualidade dão muita ênfase aos processos.
O gerenciamento e controle de cada um dos processos da empresa é compartilhado, podendo ser controlado
por diversos colaboradores ligados a cada etapa da produção. É possível dizer que um processo é um conjunto
de causas que provoca um ou mais efeitos. (BARROS e BONAFINI, 2014).
No entanto, Ritzman e Krajewski (2004, p. 3) definem processo como “qualquer atividade ou conjunto de
atividades que parte de um ou mais insumos, transforma-os e lhes agrega valor, criando um ou mais produtos
(ou serviços) para os clientes”. Em outras palavras, o processo transforma as entradas (inputs), utilizando os
recursos ou insumos e mudando o seu estado ou condição, o que resulta em saídas (outputs) na forma de bens
e serviços. Veja a ilustração do processo na figura a seguir.
Figura 7 - Representação de um processo onde os insumos (entradas) são transformados nos bens e
serviços (saídas).
Fonte: RITZMAN; KRAJEWSKI, 2004, p. 3.
Mello (2011) comenta que administrar uma empresa poderia ser comparado a gerenciar um grande processo.
Os desejos e necessidades dos clientes são a principal entrada e todo este processo deve ser orientado a
atender tais necessidades. O gerenciamento por processos e o trabalho de melhoria contínua são elementos
importantes no planejamento e controle da qualidade.
Síntese
Nesta unidade você aprendeu os principais conceitos relacionados à Gestão da Qualidade na visão de alguns
dos principais estudiosos do assunto. Você pô de entender que a qualidade pode ser analisada sobre diferentes
perspectivas que variam de pessoa para pessoa e, também, de acordo com a visão das diferentes áreas de uma
empresa.
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Bibliografia
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