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Estudo Dirigido PDF

O processo de conversão de músculo em carne após o abate envolve a cessação do fornecimento de oxigênio e a conversão de glicogênio em ácido lático, resultando na queda do pH e no rigor mortis. A carne PSE é caracterizada por ser pálida, mole e exsudativa, enquanto a carne DFD é escura, firme e seca, com pH elevado devido à depleção de glicogênio. A estimulação elétrica pode prevenir o encurtamento pelo frio, melhorando a maciez e a qualidade da carne.

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O processo de conversão de músculo em carne após o abate envolve a cessação do fornecimento de oxigênio e a conversão de glicogênio em ácido lático, resultando na queda do pH e no rigor mortis. A carne PSE é caracterizada por ser pálida, mole e exsudativa, enquanto a carne DFD é escura, firme e seca, com pH elevado devido à depleção de glicogênio. A estimulação elétrica pode prevenir o encurtamento pelo frio, melhorando a maciez e a qualidade da carne.

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ESTUDO DIRIGIDO – Músculo e carne

1. Explique como ocorre o processo de conversão de músculo em carne após o abate.

2. O que é a carne PSE e quais são suas principais características?

3. Quais fatores influenciam o desenvolvimento da carne PSE?

4. O que caracteriza a carne DFD e quais são suas principais causas?

5. Qual a importância do pH na qualidade da carne e quais são os valores ideais?

6. O que é o encurtamento pelo frio e quais são suas consequências?

7. Como a estimulação elétrica pode prevenir o encurtamento pelo frio?

8. Qual a relação entre a velocidade da queda do pH e as anomalias na carne?

9. O que diferencia o rigor mortis normal do rigor mortis precoce?

10. Quais são as vantagens do uso da estimulação elétrica na indústria frigorífica?


GABARITO

1. Resposta: Após o abate, o fornecimento de oxigênio aos músculos cessa, e o


metabolismo passa a ser anaeróbico, convertendo glicogênio em ácido lático.
Isso leva à queda do pH e ao estabelecimento do rigor mortis, quando há
esgotamento de ATP e contração irreversível das fibras musculares. Com o
tempo, enzimas proteolíticas degradam proteínas estruturais, resultando na
maturação da carne.

2. Resposta: A carne PSE (Pale, Soft, Exudative) é caracterizada por ser pálida,
mole e exsudativa. Isso ocorre devido a uma queda rápida do pH em altas
temperaturas, resultando na desnaturação de proteínas e perda da capacidade de
retenção de água.

3. Resposta: O principal fator é o estresse pré-abate, especialmente em suínos e


aves, levando à liberação excessiva de adrenalina e aceleração da glicólise.
Além disso, fatores genéticos (como a mutação do gene halotano em suínos),
transporte inadequado e condições ambientais podem agravar o problema.

4. Resposta: A carne DFD (Dark, Firm, Dry) tem cor escura, textura firme e menor
exsudação. Isso ocorre devido à depleção do glicogênio muscular antes do abate,
impedindo a queda adequada do pH. O estresse prolongado e o jejum excessivo
antes do abate reduzem os estoques de glicogênio e aumentam o pH final,
favorecendo essa condição.

5. Resposta: O pH afeta a cor, textura e capacidade de retenção de água da carne.


Normalmente, o pH pós-morte inicia em 7,0 e cai para 5,4 - 5,8 após 24 horas.
Na carne PSE, o pH cai rapidamente para menos de 5,4 logo após o abate,
enquanto na carne DFD ele permanece elevado, acima de 6,2.

6. Resposta: O encurtamento pelo frio ocorre quando a carne é resfriada


rapidamente antes da instalação completa do rigor mortis. Isso provoca
contrações musculares intensas, tornando a carne dura e de qualidade inferior.
Esse fenômeno afeta principalmente carnes de bovinos e ovinos devido à maior
sensibilidade ao resfriamento precoce.
7. Resposta: A estimulação elétrica aplicada logo após o abate acelera a glicólise e
o consumo de ATP, antecipando o rigor mortis. Isso impede que os músculos
entrem em contração extrema quando resfriados, reduzindo o risco de
encurtamento pelo frio e melhorando a maciez da carne.

8. Resposta: Se a queda do pH for muito rápida e ocorrer a altas temperaturas


(como na carne PSE), há desnaturação proteica e exsudação excessiva. Se a
queda for insuficiente (como na carne DFD), o pH permanece elevado,
favorecendo crescimento bacteriano e encurtando a vida útil da carne.

9. Resposta: No rigor mortis normal, o ATP se esgota gradualmente, causando uma


contração muscular progressiva e controlada. No rigor mortis precoce, ocorre
depleção rápida de ATP, resultando em contração muscular intensa e carne mais
dura.

10. Resposta: A estimulação elétrica acelera o rigor mortis, melhora a maciez da


carne, reduz o risco de encurtamento pelo frio, melhora a coloração e a
capacidade de retenção de água, além de otimizar o tempo de maturação.

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