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RA2 Maneio de Suínos

O documento discute a escolha de raças locais para suinicultura familiar, destacando sua rusticidade e adaptação a dietas simples. Também descreve características morfológicas, produtivas e reprodutivas de diversas raças suínas, como Landrace, Large White, Duroc e Meishan, enfatizando diferenças entre tipos de carne e banha. Além disso, aborda a importância da seleção genética para melhorar a produtividade e a eficiência na criação de suínos.
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Tópicos abordados

  • Duroc,
  • desempenho reprodutivo,
  • carcaça,
  • toucinho,
  • ganho médio diário de peso,
  • proliferação,
  • taxa de crescimento,
  • tipo banha,
  • número de leitões,
  • sistemas agroindustriais
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RA2 Maneio de Suínos

O documento discute a escolha de raças locais para suinicultura familiar, destacando sua rusticidade e adaptação a dietas simples. Também descreve características morfológicas, produtivas e reprodutivas de diversas raças suínas, como Landrace, Large White, Duroc e Meishan, enfatizando diferenças entre tipos de carne e banha. Além disso, aborda a importância da seleção genética para melhorar a produtividade e a eficiência na criação de suínos.
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  • Duroc,
  • desempenho reprodutivo,
  • carcaça,
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  • ganho médio diário de peso,
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  • taxa de crescimento,
  • tipo banha,
  • número de leitões,
  • sistemas agroindustriais

RA2 Maneio de suínos

Justificação Da Escolha De Raças Locais Para O Nível De Suinicultura Familiar

A escolha de raças locais para a suinicultura familiar justifica se pelo facto de que estas
apresentam maior rusticidade que se caracteriza pela maior adaptação a uma alimentação
baseada no pastoreio, raízes e tubéculos, farelos de cereais, restos de colheitas, de
hortícolas. São também raças pouco exigentes às condições de alojamento.

Estas qualidades das raças locais tornam-nas as mais adequadas na medida em que a
produção familiar é carente em insumos.

DESCRIÇÃO/CARACTERÍSTICAS PRODUTIVAS, REPRODUTIVAS E MORFOLÓGICAS DAS


PRINCIPAIS RAÇAS SUÍNAS

A suinocultura é um dos segmentos da ciência zootécnica que trata da criação de suínos


para a produção de carne e derivados. O suíno é um animal maciço, de patas curtas......

A cabeça tem perfil triangular e possui focinho cartilaginoso. A dentadura, de tipo primitivo
(44 dentes molares) apresenta caninos fossadores revirados e incisivos inferiores
alongados (em forma de pá). A epiderme de pelagem espaçada (e cor geralmente rosada)
recobre uma espessa camada de toucinho, são animais omnívoros, digerindo bem todos os
alimentos, exceto os celulósicos. Mesmo o consumo da carne proibido por algumas
religiões, exemplo o Islamismo e o Judaísmo, a carne suína é a mais consumida no mundo,
sendo considerada saborosa por gastrônomos.

Existem dois tipos de suínos: o tipo carne e o tipo banha. Essas variedades são devido a
fatores, tais como: ao maneio nutricional, a seleção dos melhores animais e o tempo de
abate. Por este motivo não existe uma nítida divisão entre as raças suínas. Na década de
70, o suíno tipo banha era muito visado, a partir dessa década passou a desenvolver-se o
suíno tipo carne, apresentando maior prolificidade.

Tipo Banha

Morfologicamente, o suíno tipo banha tem uma distribuição harmônica entre as partes
anterior e posterior. Tem “enrugamento de pele”, característica que permite a expansão
subcutânea para farta deposição de tecido adiposo. A característica de capacidade para
deposição de gordura foi buscada prioritariamente até o século XVIII, momento em que foi
substituída pela qualidade da carcaça, no que se refere o músculo. Nos aspectos
reprodutivos, o suíno tipo banha tem regular desempenho, mas é no campo produtivo que
a contraproducência se exacerba. Tem baixo Ganho Médio Diário de Peso (GMDP), uma
péssima Conversão Alimentar (CA) e baixa qualidade de carcaça.

Tipo Carne

Teve seu melhoramento voltado à qualidade da carcaça. A morfologia desse animal está
centrada no grande volume corporal nas regiões de cortes nobres (pernil e lombo). Tem
excelente desempenho produtivo e reprodutivo. A ruptura da produção suinícola voltada à
produção de gordura, com a conseqüente ação expansionista daquela voltada à produção
de carne, aconteceu como resultados de conflitos bélicos. Após a I Guerra Mundial, a
indústria bélica Norte Americana e Européia entrou em crise e buscou alternativas de
sobrevivência. O principal caminho encontrado foi expandir as fronteiras agrícolas com o
uso de recursos mecânicos e químicos. Isso determinou uma grande oferta de cereais que,
através de dietas específicas, maximizaram o potencial genético de suínos que vinham
sendo melhorados desde o final do século XIX. Essa seqüência de produção e
transformação possibilitou a consolidação de eficazes sistemas agroindustriais. Após a II
Guerra Mundial, a indústria bélica mundial se deparou com uma situação idêntica a que
havia ocorrido no pós-I Guerra. O diferencial era de que as fronteiras agrícolas nos países
desenvolvidos estavam bem definidas. Nesse momento, foi implementado um programa de
modernização agrícola nos países sub ou em desenvolvimento. Isso fez com que
expandisse a fronteira agrícola e, em 1970, iniciasse a produção comercial/industrial de
suínos, dentro de uma expectativa mundial.

Características das fêmeas matrizes

Devem possuir aptidão materna, sendo um animal de alta prolificidade e boa capacidade
para produção de leite, podendo atender todos os leitões, possuindo pequena espessura de
toucinho, com uma excelente conversão alimentar. As principais raças para matrizes são:
Landrace, Large White, Wessex; Sendo que das três a melhor é a Wessex.

Características do reprodutor

É necessário que os reprodutores tenham uma elevada conversão alimentar, e possuam


boa produção de carne, resultando em carcaça de ótima qualidade. Os reprodutores têm
que possuir alta precocidade. As principais raças para reprodutor são: Duroc, Hampshire,
este último para fêmeas cruzadas.

Perfil fronto-nasal
Tipo de orelha

Landrace

• Origem: Dinamarca;
• Pelagem branca;
• Adaptada ao clima tropical;
• Perfil fronto-nasal retilíneo;
• Orelhas do tipo célticas;
• Animais compridos com pernis de ótima
conformação.

• Grande área de olho de lombo;

• Apresentam ótimo desempenho;


• Porcas com boas características maternas, com
grandes leitegadas;
• Cascos pouco resistentes;
• Machos e fêmeas utilizados em cruzamentos.

Características morfológicas

Perfil retilíneo

Orelha tipo céltica

Linha dorso lombar reta


Totalmente despigmentado

Pelagem branca

Mamas bem constituídas

Características produtivas

Alto rendimento de carcaça

Alta percentagem de cortes nobres

Algumas linhagens apresentam PSE

Alto ganho médio diário de peso (GMDP)

Ótima conversão alimentar

Características reprodutivas

Ótima habilidade materna

Alta prolificidade

Precocidade reprodutiva

Machos e fêmeas utilizados em cruzamentos

LargeWhite

• Origem: Inglaterra;
• Pelagem: branca;
• Perfil fronto-nasal subconcavilíneo ou
concavilíneo;
• Orelhas do tipo asiáticas;
• Animais longos com bons pernis.

• Alto rendimento e qualidade de carcaça;


• Ótimo GDP e CA;
• Fêmeas são boas mães e boas produtoras de
leite;
• Machos e fêmeas utilizados em cruzamentos.

Características morfológicas

Perfil côncavo

Orelha tipo asiática

Linha dorso lombar reta


Boa morfologia terços anteriores e posteriores

Bons aprumos; membros curtos

Mamas c/ boa inserção

Grande perímetro torácico

Características produtivas

Alto rendimento de carcaça

Ótima qualidade de carcaça

Ótima conversão alimentar

Alto ganho médio diário de peso (GMDP)


Características reprodutivas

Ótima habilidade materna

Alta prolificidade

Precocidade reprodutiva

Machos e fêmeas utilizados em cruzamentos

Duroc
• Origem: EUA;
• Rústica e adaptada às condições tropicais;
• Pelagem vermelha ou marrom;
• Perfil fronto-nasal subconcavílineo;
• Orelhas médias do tipo ibéricas;
• Corpo comprido;
• Dorso e lombo levemente arqueados;
• Bons aprumos. • Boa qualidade e rendimento de carcaça;
• Marmorização da massa muscular;
• Ótima CA;
• Alto GDP;
• Fêmeas não apresentam boas características
maternas;
• Somente o macho é utilizado em cruzamentos.

Características morfológicas (Duroc)


Totalmente pigmentado c/ pelagem vermelha (dourado ao castanho-escuro)

Perfil ligeiramente côncavo

Orelhas tipo ibéricas

Lombo arqueado
Características produtivas (Duroc)

Alto rendimento de carcaça

Marmorização da massa muscular

Ótima conversão alimentar

Alto GMDP
Características reprodutivas (Duroc)

Média prolificidade

Baixa habilidade materna

Precocidade reprodutiva

Somente macho em cruzamentos

Ótima rusticidade

Pietrain
• Origem: Bélgica;
• Pelagem malhada de preto e branco;
• Orelhas do tipo asiáticas;
• Perfil retilínio ou subconcavilíneo.
• Possui pouca gordura corporal. • Raça dos 4 pernis;
• Ótima área de olho de lombo;
• Praticamente livre do gene halotano (gene do
estresse) que era um fator negativo da raça;
• Macho utilizado em cruzamentos.

Características morfológicas (Pietrain)

Pelagem branca despigmentada (manchas pretas ou vermelhas)

Orelhas tipo asiática

Perfil retilíneo ou subcôncavo

Animal “curto e grosso”

Excepcional desenvolvimento do terço anterior (suíno de 4 pernis)


Características produtivas (Pietrain)
Alto rendimento de carcaça

Baixa qualidade de carne em algumas linhagens

Alto GMDP

Ótima CA
Características reprodutivas (Pietrain)

Fêmeas c/ baixa habilidade materna

Somente machos em cruzamentos industriais

Desarmonia anátomo-funcional (grande massa muscular torácica)

Hampshire

Características morfológicas (Hampshire)

Perfil côncavo ou subcôncavo

Orelhas tipo asiática

Faixa de pelagem branca despigmentada, circundando corpo

Animal curto

Características produtivas (Hampshire)

Ótima CA

Alto GMDP

Bom rendimento de carcaça

Ótima qualidade de carne


Boa prolificidade

Baixa habilidade materna

Machos utilizados em cruzamentos industriais

Resistência aos fatores estressantes

Outras raças

Piau
Canastra
Canastrão
Caruncho
Nilo
Wessex
Macau
Sorocaba
Moura
Pirapitinga
Junqueira
Pereira

Raça Meishan e seus cruzamentos

As fêmeas meishan, acasaladas com 3 a 4 meses de idade, apresentam baixa taxa de


concepção e apenas 3 a 6 leitões nascidos por leitegada, em comparação com 12 a 15
leitões de fêmeas adultas. As fêmeas Landrace, Large white e mestiças acasaladas com 6
a
a 7 meses de idade, produzem a 1 leitegada de tamanho aceitável, mas podem apresentar
a
redução indesejável na produção de leitões da 2 leitegada, ou ser descartadas
precocemente do plantel, o que tem sido observado principalmente em genótipos
seleccionados para baixa espessura de toucinho (10 a 12mm) e alto rendimento de carne.
O problema parece estar relacionado com o facto de que tais fêmeas, ainda em fase de
a
crescimento, sofrem desgaste físico acentuado durante a sua 1 lactação e em
consequência, apresentar menores taxas ovulatórias e fertilização no cio que dará a
próxima leitegada.
A selecção para aumento da taxa de crescimento pode reduzir a idade à puberdade, não
apenas em fêmeas, mas também em machos, 7 a 8 meses início da actividade reprodutiva
dos machos.
Nas raças mestiças 10 a 11 leitões por leitegada e ocasionalmente até 20.
Porque produz 3 a 4 amais do que as Landrace, Large white, a chinesa produz 30 leitões/
ano contra 22 a 24 das outras raças.
O que determina o limite do tamanho da leitegada, é o numero de óvulos libertos por cio e a
capacidade uterina das porcas que determina quantos dos óvulos fertilizados chegarão ao
final da gestação na forma de leitões.
Sabe-se actualmente que é o numero de óvulos libertos por cio que determina o limite
superior do tamanho da leitegada ao nascer, e é a capacidade uterina das porcas que
determina quantos óvulos fertilizados chegarão ao final da gestação na forma de leitões
nascidos por leitegada.
A diferença entre os genótipos menos prolíferos e Meishan deve-se a deversos factores
entre os quais:
1) Menor taxa mitótica dos embriões das raças chinesas durante o período de pré-
implantação uterina, e menor tamanho do feto durante toda a gestação, em
comparação com embriões das raças menos prolíferas (Duroc, Large white e
Landrace);
o
2) Menor perda até ao 18 dia de gestação, devido a menor taxa de crescimento dos
embriões da raça Meishan;
3) O crescimento rápido dos fetos de raças menos prolíferas demanda o crescimento
placentário contínuo para aumentar a área para troca de nutrientes, enquanto, o maior
numero de fetos menores da Meishan alcança mesma eficiência placentária pelo
aumento marcante da densidade vascular da placenta na interfase materno-fetal.
A presença de maior numero de fetos Meishan deve se, portanto, a uma menor exigência de
espaço endométrico para a troca de nutrientes durante toda a gestação, conduzindo ao
aumento potencial no numero de leitões nascidos por leitegada.
É importante ressaltar que a maior prolificidade da Meishan é acompanhada por menos
peso dos leitões ao nascer, menor taxa de crescimento, pior conversão alimentar e
rendimento significativamente menor da carne do que nas menos prolíferas.

Dúvidas????

Exercícios

1. Atente à características morfológicas, produtivas e reprodutivas. Explica como é


que podemos nos referir à características morfológicas?
2. Explica porque há necessidade de separar o suíno de tipo banha, do de tipo carne.
3. Explica detalhadamente os tipos de Perfil fronto-nasal.

4. Explica detalhadamente os Tipos de orelhas.

5. Indica as principais características que fazem diferença da raça suína Meishan


com as outras.

O formador André sempre o deseja bom trabalho e comportamento positivo face ao


vírus corona!
Fique sempre em casa e respeite o isolamento social!

Abril de 2020.

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