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Final 2

O documento relata o processo de construção de uma faca de luthier, abordando desde a escolha de madeiras e ferramentas até as etapas de fabricação e acabamento. O autor, David Bastos Souza, destaca a importância do conhecimento técnico e da prática supervisionada no desenvolvimento de habilidades na luthieria. O trabalho também serve como um guia para futuras produções e para o registro de conhecimento científico na área.
Direitos autorais
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Final 2

O documento relata o processo de construção de uma faca de luthier, abordando desde a escolha de madeiras e ferramentas até as etapas de fabricação e acabamento. O autor, David Bastos Souza, destaca a importância do conhecimento técnico e da prática supervisionada no desenvolvimento de habilidades na luthieria. O trabalho também serve como um guia para futuras produções e para o registro de conhecimento científico na área.
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NEOJIBA - Núcleos Estaduais de Orquestras Juvenis e Infantis da Bahia.

Escolas técnicas do Neojiba – Lutheria

David Bastos Souza

Relatório do processo de construção de faca de luthier.


Produção de conhecimento.

Vitoria da conquista
2023
David Bastos Souza

Relatório do processo de construção de faca de luthier.


Produção de conhecimento.

Trabalho apresentado no curso de


luthieria básica da Neojiba.

Vitoria da conquista
2023
Introdução
“Lutherie, arte de elaborar instrumentos musicais acústicos de madeira construídos
minuciosamente à mão”(ROQUE, 2003, p.11), definição utilizada por Carlos Roque
em seu livro Luthiers – Artesãos Musicais Brasileiros, para descrever essa profissão
que à séculos tem sido exercida por artesãos consagrados, verdadeiros artistas
manuais. No entanto, o que seria desses artistas se ao longo destes anos não fossem
desenvolvidas ferramentas que melhorassem seus trabalhos tanto no resultado final,
quanto ergonomicamente, poupando tempo e saúde do mesmo. Desse modo, neste
presente trabalho irei abordar parte da construção de um dos principais instrumentos
usados na luthieria de cordas friccionadas, a faca de luthier. Apresentando pois, seu
processo de fabricação inicial, até parte do acabamento. De forma que, este trabalho
sirva para nortear os próximos projetos de faca, e estimule o hábito de produção e
arquivo de conhecimento cientifico.
Processo de construção
Primeira parte: Insumos e Ferramentas para confecção da faca de
Luthier.
Madeiras:
As madeiras que escolhemos foram o Acero para o corpo da faca, e
o Roxinho para o filete:
• Acero: Assim como o Abeto (pinho) destaca-se como uma das madeiras mais
antigas no uso de instrumentos musicais, praticamente presente em toda família
de instrumentos clássicos como Violino , Viola ou Cello. De peso médio, macia
ao corte, recebe bem a lixa, não muito poroso é bem selado no trabalho de
verniz. Cheiro quase imperceptível é também muito estável às mudanças de
umidade e temperatura.
Figura 1 – Madeira Acero.

Fonte: Site Viola Mineira.

Referências:

BORGES, Luciano. MADEIRAS PARA LUTHIERIA: MAPLE ITALIANO. Viola Mineira. 2010.
Disponível em: <http://violamineira.blogspot.com/2010/10/madeiras-para-luthieria-maple-
italiano.html>. Acesso em: 27 de jun. de 2023.

• Roxinho: Além de ter uma coloração única, o roxinho é uma das madeiras mais
densas disponíveis no mercado.
Figura 2 – Madeira Roxinho.

Fonte: Site Cedro Madeira.

Referências:

Conheça a Madeira Roxinho – Um Estilo Único!. Cedro Madereira. Disponível em:


https://madeireiracedrotatui.com.br/blog/tipos-de-madeira/madeira-roxinho-caracteristicas-preco/.
Acesso em: 27 de jun. de 2023.

Ferramentas:
- Neste tópico irei separar as ferramentas em categorias, sendo elas: ferramentas
Elétricas, Ferramentas manuais de desbaste, Réguas de Precisão, Ferramentas de
Prensagem, e acabamento;
1. Ferramentas Elétricas:

a) Serra fita de bancada: Utilizada para cortar as madeiras selecionadas.


Figura 3 – Serra Fita de Bancada

Fonte: Site Loja do Mecânico


b) Luminária: Utilizada para observação de áreas que necessitam ser
desbastadas.
Figura 4 – Luminária.

Fonte: Site Anime Shop.

2. Ferramentas manuais de desbaste:

a) Plainas n°1 e n°2:


Figura 5 – Plainas manuais numero 1 e 2 das marcas Lie Nielsen e Silverline.

Fonte: Acevo Particular.


b) Limas:

Obs: Foram utilizadas Limas Murça chatas e limas grosa de diversos


tamanhos. Todas da marca Vonder.

Figura 6 – Lima murça.

Fonte: Site da marca Vonder.

Figura 7 – Limas de diversos tamanhos.

Fonte: Site Eletrotrafo.

3. Réguas de precisão:
a) Paquímetro analógico:

Figura 8 – Paquímetro analógico Digimess.

Fonte: Amazon.

b) Esquadro de precisão:
Figura 9 – Esquadro de Precisão Digimess.

Fonte: Site Tecnoferramentas.

c) Régua de precisão:
Figura 10 – Régua de precisão com fio Pantec.

Fonte: <lojametrica.com.br>
d) Réguas de Inox 15, 30, e 60cm:

Figura 11 - Réguas de aço inox.

Fonte: Site shopee.

4. Ferramentas de prensagem:

a) Morsa de bancada n° 5:

Figura 12 – Morsa Sparta n° 5.

Fonte: Leroy Merlin.

b) Grampos de aperto em diversos tamanhos e formatos:


*Obs: Também são conhecidos como grampos sargento.

Figura 13 – Grampos One tools.


Fonte: Magazine Luiza.

5. Acabamento:

a) Lixas de diversas gramaturas:

Figura 14 – Lixas de várias gramaturas.

Fonte: Blog Plastolândia.

Segunda Parte: Processo de construção do cabo da faca.


- Nessa etapa irei apresentar todo o processo de construção da faca e seus
respectivos resultados.
1. Primeiros passos, corte, plainagem, e colagem das madeiras do cabo e
filete:.
a) corte:
*Atenção* Todos os procedimentos foram feitos com auxilio de um profissional e
utilização de EPIs (Equipamento de Proteção Individual).
Figura 15 – Corte de madeiras do filete e cabo.

Fonte: Arquivo pessoal.


b) Plainagem das madeiras:
Figura 16 – Plainagem das madeiras.

Fonte: Arquivo pessoal.

- Nesse primeiro momento utilizamos as ferramentas de precisão como paquímetro, esquadro e réguas
para que pudéssemos ter uma noção precisa das áreas de desbaste e até onde poderíamos ir com o
procedimento. Também, em quase todos os momentos foi necessário o uso de marcadores, como lápis
e giz para nortear os espaços que ainda se encontravam assimétricos.

Filete:
- No que diz respeito ao filete, repete – se o procedimento feito no cabo. No entanto,
é necessário atentar – se para a espessura da lâmina que será utilizada na faca. De
modo que, o filete não fique menor que a mesma, mas passe menos que 1mm em
grossura da lâmina, facilitando a retirada e deslizamento da mesma. De forma que,
ela não entre nem muito apertada, nem com folgas excessivas.
d) Processos de observação da superfície da madeira:
- A luz é muito importante nessa etapa, pois com o esquadro e a régua de precisão
vamos observar os pontos de passagem de luz, que resulta em uma superfície que
ainda não está plana.
Figura 17 – observação de superfície com régua de precisão.
Fonte: Arquivo pessoal.

Figura 18 – analisando superfície com esquadro de precisão.

Fonte: Arquivo pessoal.

- Sabemos o ponto ideal da madeira quando não há passagem de luz, estando


totalmente plano. Sendo, essencial o uso de ferramentas apropriadas todo o tempo
do processo de plainagem.
c) Colagem das madeiras:
-Nesse procedimento de colagem usamos a cola Titebond 3:
Figura 19 – Cola Titebond 3.

Fonte: Casa Giacomo.


-Após a plainagem, colamos os files na madeira mantendo a lamina na posição final
desejada. Vale salientar, que antes da colagem é necessário passar sobre a lamina o
sabão, para facilitar sua retirada depois da colagem.
Figura 20 – Filetes colados na madeira, rentes a faca.

Fonte: Arquivo Pessoal.

Figura 21 – Cabo e filetes colados.

Fonte: Arquivo Pessoal.

Obs: Sempre deixe sobras de madeira, é melhor sobrar do que faltar!!!


2. Retirada da Lâmina:
- Fixe a lâmina na morsa de bancada e com força puxe a mesma até que saia.

Figura 22 – Retirada da lâmina com auxilio da morsa de bancada.

Fonte: Acervo particular.

3. Usinagem do cabo:
- Duas ferramentas são essenciais no processo de usinagem do cabo da faca,
plaina e a morsa de bancada.

a) Primeiro fixamos a madeira na morsa de bancada para dar início ao


procedimento (figura 23).
b) Começamos a desbastar as quinas (figura 23).
c) Fazemos marcações ovais sobre os lados do corpo da faca, essas áreas
inicialmente não sofrerão desbaste, a cada etapa é necessário diminuir os
desenhos esféricos até a o cabo tomar a forma almejada (Figura 24 e 25).
d) Traçar o formatado da parte superior onde a lâmina ficará, para que haja
uma melhor ergonomia no manuseio (Figura 27).
e) Hora de finalizar o processo com as plainas, plainando o que restou das
quinas (Figura 28).
Figura 23 – Processo de usinagem.

Fonte: Acervo particular.

Figura 24 – Marcação de áreas para desbaste.

Fonte: Arquivo particular.


Figura 25 – Marcações para orientação de áreas para desbaste.

Fonte: Acervo particular.


Figura 26 - cabo começando a ficar no formato desejado.

Fonte: Acervo particular.


Figura 27 – Buscando um formato ergonômico para o cabo.

Fonte: Acervo particular.

Figura 28 – Dando os últimos acabamentos com a plaina.

Fonte: Acervo particular.


4. Acabamento da lâmina:
a) Começamos o acabamento com duas limas murça, uma grande e outra pequena
retirando as quinas que ainda restaram. Sempre, observando com auxilio de uma
luminária onde ainda existem relevos para serem retirados (figura 29, 30 e 31)

Figura 29 – Acabamento com limas

Fonte: Acervo particular.


Figura 30 – Acabamento com lima menor.

Fonte: Acervo particular.


Figura 31 – Acabamento com limas finalizado.

Fonte: Acervo particular.


b) Procedimento com lixas:
- Ao finalizarmos o acabamento com limas partimos para as lixas, indo da 220
até 2500. No entanto, devemos atentar para uma técnica utilizada na luteria,
em que, ao chegarmos na lixa de gramatura 600 devemos molhar o cabo da
faca e esperar o mesmo secar. Logo após a secagem. prosseguimos com o
lixamento. *Esse procedimento deverá ser feito apenas durante o lixamento
com a lixa 600*.
Figura 32 – faca após ser lixada por lixas de diversas gramaturas
sequencialmente.

Fonte: Acervo Particular.


Conclusão
Neste trabalho abordamos o processo de construção da faca de luthier, demostrando
as ferramentas utilizadas e etapas do procedimento. Bem como, para cada tópico
foram utilizadas imagens que serviram como referencia visual para facilitar a
compreensão dos trabalhos explanados. No entanto, durante o percurso que envolveu
o processo de fabricação da faca, notamos dificuldades e obstáculos, que foram
sanados durante o trajeto de aprendizagem com o professor, que pacientemente nos
orientou acerca das melhores soluções para os problemas até que alcançássemos
um resultado satisfatório. Entretanto, também fomos expostos à dificuldades durante
a produção deste arquivo, pois apesar de ser apenas um relato do que já foi feito, não
se prendeu apenas uma exposição mas, tornou – se uma porta para o vasto e
complexo universo da produção cientifica, e todos os fragmentos que o completam.
Bibliografia
ROQUE, Carlos. Luthiers – Artesãos Musicais Brasileiros. São Paulo: Edição do autor.
1.ed. 2003
BORGES, Luciano. MADEIRAS PARA LUTHIERIA: MAPLE ITALIANO. Viola
Mineira. 2010. Disponível em: <http://violamineira.blogspot.com/2010/10/madeiras-
para-luthieria-maple-italiano.html>. Acesso em: 27 de jun. de 2023.

Conheça a Madeira Roxinho – Um Estilo Único!. Cedro Madereira. Disponível em:


https://madeireiracedrotatui.com.br/blog/tipos-de-madeira/madeira-roxinho-
caracteristicas-preco/. Acesso em: 27 de jun. de 2023..

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