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Os Polímeros

O documento apresenta uma pesquisa sobre polímeros, definindo-os como macromoléculas formadas por monômeros. São discutidos tipos de polímeros, como sintéticos, de adição, condutores e de condensação, além de suas aplicações e estruturas. A pesquisa também aborda a diferença entre homopolímeros e copolímeros, destacando suas características e usos.

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Os Polímeros

O documento apresenta uma pesquisa sobre polímeros, definindo-os como macromoléculas formadas por monômeros. São discutidos tipos de polímeros, como sintéticos, de adição, condutores e de condensação, além de suas aplicações e estruturas. A pesquisa também aborda a diferença entre homopolímeros e copolímeros, destacando suas características e usos.

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INSTITUTO FEDERAL DE EDUCAÇÃO, CIÊNCIA E TECNOLOGIA DA BAHIA

CAMPUS PAULO AFONSO - BA

TÉCNICO EM INFORMÁTICA

EMILY LOUISE BEZERRA ARAÚJO


MARIA VITÓRIA SANTOS DE MELO
MYLLENA SALES OLIVEIRA

OS POLÍMEROS

PAULO AFONSO - BA
2023
EMILY LOUISE BEZERRA ARAÚJO
MARIA VITÓRIA SANTOS DE MELO
MYLLENA SALES OLIVEIRA

OS POLÍMEROS

Trabalho de pesquisa apresentado ao curso


Técnico em Informática do Instituto Federal de
Educação, Ciência e Tecnologia da Bahia
(IFBA), do campus Paulo Afonso, para a
obtenção de nota parcial do terceiro trimestre.

PAULO AFONSO - BA
2023
1.​ Definição

O termo polímero advém do grego, poli “muitas” e meros “partes”. Polímeros são
macromoléculas, que são moléculas formadas por uma grande e indeterminada quantidade de
monômeros (moléculas constituídas por um único mero), que se ligam covalentemente e
formam retículos tridimensionais.

2.​ Polímeros sintéticos

Os polímeros sintéticos ou artificiais são polímeros feitos em laboratório, em geral,


feitos através de produtos derivados do petróleo. Os principais polímeros sintéticos são os
plásticos, que possuem grande resistência química, mecânica e podem ser moldados em altas
temperaturas, com eles são produzidos o polietileno de vinila (PVC), o polietileno (PE), o
náilon, as sacolas plásticas, colas, tintas, chicletes, pneus, embalagens plásticas etc.

3.​ Polímeros de adição

Polímeros formados pela adição de um elevado número de monômeros iguais,


originando uma única molécula.

Figura: Blocos de lego representando um monômero e um polímero de adição.

Fonte: Prepara Enem.

Nesse tipo de reação é obrigatório que o monômero possua pelos menos uma ligação
dupla entre carbonos, para que durante a polimerização ocorra a ruptura da ligação π e se
formem duas novas ligações simples, por exemplo:

Figura: Reação de adição formando polipropileno.


Fonte: Prepara Enem.

4.​ Estrutura dos polímeros de adição e seus monômeros (Polietileno, polipropileno,


poliestireno, policloreto de vinila, politetrafluoretileno, policianeto de vinila,
poliacetato de vinila, polieritreno).

●​ Polietileno: É uma resina termoplástica parcialmente flexível e transparente obtida a


partir da polimerização de seu monômero o etileno, com ela são produzidos vários
tipos de sacos plásticos, frascos de perfume, garrafas térmicas, plásticos filmes etc.

Figura: Reação de adição formando polietileno.

Fonte: Prepara Enem.

●​ Polipropileno: É um polímero termoplástico que deriva de seu monômero o


propileno, ele é identificado em materiais através do símbolo triangular com um
número “5” no centro e as letras “PP” à baixo.

Figura: Símbolo de reciclagem contido em produtos que possuam polipropileno.


Fonte: ISSO SIGNIFICA.

O polipropileno é um material facilmente moldável em altas temperaturas, e utilizado


em larga escala nas indústrias devido ao seu perfil reciclável e sustentável. Com ele são feitas
cadeiras plásticas, brinquedos, copos plásticos, tampas de refrigerantes, seringas etc.

Figura: Reação de adição formando o polipropileno.

Fonte: ResearchGate, editada.

●​ Poliestireno: É uma resina termoplástica dura, amorfa e transparente, que é


polimerizada através de seu monômero o estireno (vinil benzeno), um dos tipos de
poliestireno mais conhecidos é o isopor, usado como isolante em embalagens,
materiais de construção, forros de capacetes etc.

Figura: Reação de adição formando poliestireno.


Fonte: Mundo Vestibular.

●​ Policloreto de vinila: O policloreto de vinila (PVC), é um termoplástico vinílico


obtido a partir da polimerização do monômero cloreto de vinila. Em temperatura
ambiente ele é um material rígido e duro, por isso é usado para produzir canos,
frascos, garrafas, filmes termoretráteis etc.

Figura: Reação de adição formando policloreto de vinila.

Fonte: Mundo Educação.

●​ Politetrafluoretileno: O politetrafluoretileno (PTFE), também conhecido


comercialmente como Teflon, é um material plástico polimerizado através de seu
monômero, o tetrafluoreto de vinila. Ele possui propriedades antiaderentes e
escorregadias, e geralmente é utilizado em utensílios de cozinha, embora seja
altamente tóxico, pois quando aquecido ele libera gases e partículas que fazem mal
para o organismo, e que causa deformidades em fetos.
Figura: Reação de adição formando politetrafluoretileno.

Fonte: Mundo Vestibular, editada.

●​ Policianeto de vinila: É um produto produzido a partir da polimerização do


monômero cianeto de vinila ou acrilonitrila, com ele são criadas fibras acrílicas, que
são utilizadas em tapetes, carpetes, bichos de pelúcia, roupas de inverno etc.

Figura: Reação de adição formando policianeto de vinila.

Fonte: Canal Educação.

●​ Poliacetato de vinila: O poliacetato de vinila (PVA), é polímero criado a partir da


reação de polimerização do monômero acetato de vinila ou acetato de etila, ele é
transparente e insolúvel em água, possui uma alta adesividade e portanto é utilizado
para produzir colas comuns, em adesivos de papel, em gomas de mascar e em tintas de
paredes.

Figura: Reação de adição formando poliacetato de vinila.


Fonte: Prepara Enem.

●​ Polieritreno: O polieritreno ou polibutadieno formado pela adição de eritreno ou


butadieno, é uma borracha de elevada resistência à abrasão e flexibilidade à baixas
temperaturas, além de ser resistente à altas temperaturas. É um material usado na
produção de pneus de veículos pesados.

Figura: Reação de adição formando polieritreno.

Fonte: ICET – Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia.

5.​ Polímeros condutores

Polímeros condutores são materiais poliméricos que exibem propriedades elétricas


semelhantes às dos metais. Eles são chamados de "condutores" devido à sua capacidade de
conduzir eletricidade, o que é incomum para a maioria dos polímeros, que são isolantes
elétricos.

Esses polímeros são compostos por cadeias moleculares longas e conjugadas, que
possuem ligações duplas alternadas ao longo de sua estrutura. A conjugação das ligações
duplas permite que os elétrons se movam mais facilmente através da estrutura, conferindo ao
material suas propriedades condutoras. Um dos exemplos mais conhecidos de polímero
condutor é o polianilina. Outros exemplos incluem polipirrol, politiofeno e polietileno
dopado.

A polianilina, juntamente com seus derivados, constitui uma classe distinta de


polímeros condutores, com características únicas de dopagem. O processo de dopagem da
polianilina ocorre por protonação, sem alteração no número de elétrons (oxidação/redução)
associados à cadeia polimérica. Essa dopagem resulta em três estados baseados no estado de
oxidação:

●​ Leucoesmeraldina (LEB): Forma totalmente reduzida da polianilina.

Características: Esta forma é eletricamente isolante.

●​ Pernigranilina (PEN): Forma totalmente oxidada da polianilina.

Características: Esta forma é eletricamente condutora.

●​ Esmeraldina (EB): Forma "meio oxidada" da polianilina.

Características: A forma base esmeraldina (isolante) é a mais estável entre os estados


de oxidação. No estado dopado, torna-se condutora. A reação com ácidos fortes, como
HCl, resulta na forma sal esmeraldina, que é a condutora.

A forma esmeraldina, estando 50% oxidada, é a única forma redox que se torna
condutora no estado dopado. Sua versatilidade permite ajustes nas propriedades elétricas,
além disso, sua capacidade de reagir com ácidos fortes expande suas aplicações,
proporcionando uma resposta condutiva específica a estímulos externos, como mudanças de
pH.

Figura: Os três estados de oxidação mais importantes da polianilina.


Fonte: Instituto de Ensino Superior - Rio Grande do Sul.

Os polímeros condutores têm uma ampla gama de aplicações, incluindo eletrônica


flexível, sensores, dispositivos optoeletrônicos e tecnologias de armazenamento de energia.
Eles são frequentemente utilizados em dispositivos eletrônicos orgânicos devido à sua
flexibilidade e capacidade de serem processados em formas diversas, como filmes finos.

Figura: Estrutura dos principais polímeros intrinsecamente condutores.


Fonte: Revista Educação Química.

6.​ Polímeros de condensação

Os polímeros de condensação são um tipo de polímero formado através de uma reação


de condensação. Diferentemente dos polímeros de adição, nos quais os monômeros são
simplesmente adicionados uns aos outros sem a eliminação de subprodutos, nos polímeros de
condensação, a formação do polímero é acompanhada pela liberação de uma molécula
pequena, como água, álcool, ácido ou amônia.

A reação de condensação geralmente envolve a combinação de dois tipos diferentes de


monômeros que têm grupos funcionais reativos que podem se unir com a eliminação de uma
molécula menor. Essa molécula menor é frequentemente a água, processo conhecido como
desidratação. A reação de condensação continua até que os monômeros estejam
completamente esgotados ou até que a cadeia polimérica atinja um comprimento desejado.
Alguns exemplos são os poliésteres, poliamidas e poliuretanos.
Figura: Exemplo de obtenção de um polímero de condensação.

Fonte: Universo da Química.

7.​ Monômeros e estrutura dos polímeros de condensação (PET, náilon, silicones,


policarbonatos, baquelite).

Um monômero é uma molécula que pode se unir a outras moléculas semelhantes para
formar uma macromolécula maior, conhecida como polímero. Essa ligação entre monômeros
ocorre por meio de reações químicas chamadas de polimerização. Os polímeros, por sua vez,
podem ter propriedades físicas e químicas únicas que são diferentes das moléculas de
monômero individuais. Por exemplo: A polimerização do etileno para formar polietileno. O
etileno é um monômero que contém dois átomos de carbono duplamente ligados. Quando
submetido a condições apropriadas, como calor e a presença de um catalisador, os monômeros
de etileno se combinam em uma cadeia longa, formando o polímero conhecido como
polietileno.

Os polímeros de condensação são formados por reações que liberam moléculas


pequenas, como água ou álcool durante o processo de polimerização, alguns exemplos
notáveis da estrutura desses polímeros são:

●​ PET(Polietileno Tereftalato): É formado pela condensação de dois monômeros


principais: o ácido tereftálico e o etilenoglicol.
Estrutura: A unidade repetitiva do PET é uma cadeia de polímero que consiste em
repetições alternadas dos grupos funcionais tereftalato e do etilenoglicol. A reação de
condensação entre esses monômeros libera uma molécula de água.

Figura: Reação de polimerização para a obtenção do PET.

Fonte: Manual da química.

●​ Náilon (Poliamida): São uma classe de poliamidas que resultam da reação de


condensação entre um ácido dicarboxílico e uma diamina.

Estrutura: O Náilon-66, por exemplo, é formado a partir do ácido adípico e a


hexametilenodiamina. A estrutura resultante é uma cadeia polimérica com grupos
amida (-CONH-) intercalados, e a reação de condensação libera uma molécula de
água.

Figura: Reação de polimerização do náilon-66 e suas aplicações.


/

Fonte: Universo da Química.

●​ Silicones (polímeros de siloxano): São polímeros de siloxano e são geralmente


derivados do monômero básico Si-O, onde Si representa um átomo de silício e O
representa um átomo de oxigênio.

Estrutura: Os silicones têm uma estrutura linear ou ramificada, com unidades


repetitivas de Si-O. A versatilidade dos silicones está relacionada à natureza flexível
da ligação Si-O e às diferentes cadeias laterais orgânicas que podem ser adicionadas.

Figura: Reação de obtenção do silicone.


Fonte: Prepara Enem.

●​ Policarbonato: É formado por um processo de condensação que envolve o bisfenol A


(BPA) e o fosgênio.

Estrutura: A estrutura do policarbonato contém unidades repetitivas de carbonato, que


são ligadas por grupos metileno (–CH2–). Essa estrutura confere ao policarbonato
propriedades de resistência.
Figura: Reação de obtenção do policarbonato.

Fonte: Universo da Química.

●​ Baquelite: É um polímero termofixo formado pela policondensação de fenol e


formaldeído.

Estrutura: A unidade repetitiva na baquelite consiste em uma rede tridimensional de


anéis fenólicos ligados por pontes de metileno (-CH2-). Essa estrutura confere à
baquelite suas propriedades termorrígidas e isolantes.

Figura: Reação de polimerização entre o fenol e o formol com formação da baquelite.


Fonte: Manual da Química.

8.​ Homopolímeros e copolímeros

Homopolímeros e copolímeros são dois tipos fundamentais de polímeros com base na


natureza dos monômeros envolvidos em sua formação. Os homopolímeros são polímeros
formados a partir de um único tipo de monômero, por exemplo: O polietileno é um
homopolímero formado a partir do monômero etileno, e todas as unidades repetitivas na
cadeia polimérica são idênticas.

Os copolímeros são polímeros formados a partir de dois ou mais tipos diferentes de


monômeros. Eles podem ser subdivididos em dois tipos principais: copolímeros alternados,
que alternam sequências de diferentes monômeros ao longo da cadeia polimérica. Um
exemplo é o copolímero etileno-propileno, e copolímeros em bloco, que possuem blocos
distintos de diferentes monômeros na cadeia polimérica. Um exemplo é o estireno-butadieno,
onde há um bloco de estireno seguido por um bloco de butadieno.
A classificação de um polímero como homopolímero ou copolímero depende da
diversidade de monômeros envolvidos em sua formação. Vale destacar que copolímeros
podem exibir propriedades intermediárias em relação aos homopolímeros, combinando
características dos monômeros constituintes. A escolha entre homopolímeros e copolímeros é
frequentemente guiada pelas propriedades desejadas para uma aplicação específica.

9.​ Polímeros Termoplásticos e termorrígidos

Os polímeros termoplásticos são materiais que amolecem quando aquecidos e


endurecem quando resfriados. Essas propriedades tornam esses materiais moldáveis e
recicláveis. Alguns exemplos de polímeros termoplásticos comuns incluem polietileno,
polipropileno, PVC (cloreto de polivinila) e poliestireno. Abaixo encontra-se suas principais
aplicações.

Polietileno (PE): Encontrado em embalagens de alimentos, sacolas plásticas, garrafas de água
e uma ampla variedade de produtos de consumo.

Polipropileno (PP): Usado em utensílios de cozinha, embalagens, componentes automotivos


e produtos de consumo.

PVC (Cloreto de Polivinila): Empregado em tubos e tubulações, revestimentos de cabos,


janelas, pisos e muitas outras aplicações.

Poliestireno (PS): Encontrado em copos descartáveis, pratos, brinquedos, e é usado na


fabricação de isolamento.

Figura: Garrafas PET's


Fonte: Recicla.Club

As principais características dos polímeros termoplásticos incluem o amolecimento


sob aquecimento, o que permite sua moldagem em várias formas, a reciclabilidade, visto que
esses materiais podem ser reciclados repetidamente sem perder suas propriedades
significativamente, a solubilidade, diante de solventes adequados, e a ductilidade. Em relação
a suas propriedades, estas incluem ponto de fusão específico, cada termoplástico tem um
ponto de fusão característico, a temperatura na qual ele amolece; resistência química, onde a
resistência dos termoplásticos a produtos químicos pode variar de acordo com o tipo de
polímero; e a boa isolatividade elétrica, motivo pelo qual são frequentemente usados em
aplicações elétricas e eletrônicas.
Por último, quando relacionados os polímeros termoplásticos aos processos de
fabricação nas indústrias, têm-se três principais técnicas: a Injeção de Moldagem, onde o
polímero é derretido e injetado em moldes, a Extrusão, onde o polímero é empurrado através
de uma matriz para criar formas contínuas, como tubos ou perfis, e o Sopro de Garrafas, onde
eles são usados para produzir garrafas de plástico.
Os polímeros termorrígidos, ao contrário dos termoplásticos, não amolecem quando
aquecidos. Eles endurecem irreversivelmente sob a ação do calor. Alguns exemplos de
polímeros termorrígidos incluem epóxi, poliéster insaturado e fenol-formaldeído.
Suas características incluem endurecimento irreversível, ma vez que um polímero
termorrígido é curado, não pode ser derretido ou remodelado termicamente; resistência
térmica, pela qual ele pode suportar altas temperaturas sem se deformar; e sua alta resistência,
frequentemente mais resistentes do que os termoplásticos.
Suas aplicações são encontradas em composites, materiais compostos de alta
resistência, como fibras de vidro ou carbono reforçado com resina epóxi; isolamento elétrico,
devido à sua alta resistência térmica e elétrica que os leva a serem usados em aplicações
elétricas e eletrônicas; e componentes automotivos, em algumas peças para motores.

Figura: Objetos fabricados a partir de polímeros termorrígidos

Fonte: IMA-UFRJ

Suas propriedades incluem rigidez e, assim como os termoplásticos, alta resistência


química. Por fim, os processos de fabricação utilizando polímeros termorrígidos incluem
moldagem por compressão, onde o material é colocado em um molde e submetido a pressão e
calor para curar, e a cura a frio, onde eles podem curar em temperatura ambiente com a adição
de catalisadores.

10.​ Polímeros naturais

Os polímeros naturais são polímeros encontrados na natureza e não são produzidos


pelo homem através de processos de síntese. Eles desempenham papéis vitais na estrutura e
nas funções biológicas dos organismos e podem ser encontrados em uma variedade de fontes,
desde as paredes celulares das plantas até as proteínas que compõem os tecidos dos animais.

Entre os tipos de polímeros naturais estão:


-​ Polissacarídeos - polímeros de açúcares (celulose, amido e quitina)

-​ Proteínas (colágeno e queratina)

-​ Ácidos Nucleicos (DNA e RNA)

As características dos polímeros naturais incluem:

-​ Biodegradabilidade: o que significa que podem ser decompostos por organismos


vivos, contribuindo para a sustentabilidade ambiental;

-​ Origem Sustentável: eles são derivados de fontes renováveis, como plantas,


tornando-os ambientalmente amigáveis;

-​ Função Biológica: desempenham papéis essenciais na estrutura e função dos


organismos, incluindo o suporte estrutural, a função enzimática e a hereditariedade;

-​ Variedade de Aplicações: alimentos, produtos farmacêuticos, cosméticos, materiais de


construção e têxteis;

-​ Reatividade Controlada: organismos vivos têm a capacidade de controlar a síntese e


degradação destes polímeros em resposta às necessidades biológicas.

Quanto às suas aplicações e significância, os polímeros naturais desempenham um


papel crucial na biologia e na sustentabilidade ambiental. Eles também inspiraram o
desenvolvimento de polímeros sintéticos com propriedades desejáveis em várias aplicações
industriais. O estudo dos polímeros naturais na disciplina de química oferece uma
compreensão mais profunda da química da vida e das possibilidades de aplicações
sustentáveis na indústria. Além disso, o uso de polímeros naturais e sua modificação tem o
potencial de contribuir para uma variedade de campos, como medicina, engenharia de
materiais e muito mais.

11.​ Monômeros e estrutura de alguns polímeros naturais


Os polímeros naturais são formados a partir de monômeros específicos que se ligam
em cadeias longas para criar macromoléculas complexas. Abaixo, estão alguns desses
monômeros e a estrutura de alguns polímeros naturais:

●​ Celulose

Monômero: A unidade monomérica da celulose é a glicose.

Estrutura: A glicose é uma molécula de seis carbonos que se liga através de ligações
glicosídicas em uma cadeia longa e linear. As moléculas de glicose na celulose são
organizadas em uma estrutura linear, formando longas fibras que são a base das
paredes celulares das plantas.

●​ Amido:

Monômero: O monômero do amido também é a glicose.

Estrutura: Assim como a celulose, o amido é formado por cadeias de glicose. No


entanto, a estrutura do amido é ramificada, com ligações glicosídicas em locais
específicos que criam ramificações na molécula.

●​ Proteínas:

Monômero: As proteínas são compostas por 20 diferentes aminoácidos como


monômeros.

Estrutura: Os aminoácidos se ligam entre si através de ligações peptídicas, formando


cadeias polipeptídicas. A sequência específica de aminoácidos e a forma
tridimensional determinam a função e a estrutura da proteína.

●​ Quitina:

Monômero: O monômero da quitina é a N-acetilglicosamina, uma variante da glicose.

Estrutura: A quitina é uma longa cadeia de N-acetilglicosamina ligada por ligações


glicosídicas. Ela é conhecida por formar o exoesqueleto de insetos, crustáceos e
artrópodes.

●​ DNA (Ácido Desoxirribonucleico):


Monômero: Os monômeros do DNA são os nucleotídeos, que consistem em uma base
nitrogenada (adenina, timina, citosina ou guanina), uma pentose (desoxirribose) e um
grupo fosfato.

Estrutura: O DNA é uma dupla hélice formada por duas cadeias complementares de
nucleotídeos. As bases nitrogenadas se ligam através de pontes de hidrogênio (adenina
com timina e citosina com guanina), criando a estrutura de dupla hélice.

Figura: Exemplos de polímeros naturais e suas respectivas estruturas química

Fonte: Prepara Enem.

12.​ Vulcanização

A vulcanização é um processo químico que envolve a modificação de polímeros,


especialmente borracha natural ou borracha sintética, para melhorar suas propriedades físicas
e químicas. Esse processo foi desenvolvido por Charles Goodyear em meados do século XIX
e é amplamente utilizado na indústria para tornar a borracha mais resistente, durável e
adequada para uma variedade de aplicações.
A técnica envolve a adição de enxofre ou compostos de enxofre à borracha e, em
seguida, submete-se o material a altas temperaturas. Durante esse processo, as ligações
químicas cruzadas são formadas entre as cadeias de polímero da borracha, criando uma rede
tridimensional. Essas ligações cruzadas aumentam a resistência, a elasticidade, a durabilidade
e a estabilidade térmica da borracha.
Resumidamente, a vulcanização é essencial em muitas aplicações, incluindo a
fabricação de pneus, mangueiras, vedações, correias transportadoras e uma variedade de
produtos de borracha. Além de melhorar as propriedades mecânicas da borracha, a
vulcanização também a torna mais resistente à abrasão, à exposição ao calor e a produtos
químicos, o que amplia significativamente o alcance de uso da borracha em ambientes e
aplicações adversas.

13.​ Lixo plástico e a reciclagem de polímeros

Os polímeros são macromoléculas formadas por unidades de monômeros, e os


plásticos são exemplos proeminentes de polímeros amplamente utilizados em uma variedade
de produtos e embalagens. No entanto, o ciclo de vida dos plásticos costuma ser curto, com
uma única utilização em produtos descartáveis, o que leva a um acúmulo significativo de
resíduos plásticos. Diante disso, a reciclagem de polímeros emerge como uma estratégia
fundamental para mitigar os impactos negativos dos plásticos no meio ambiente.
A reciclagem de polímeros envolve a coleta, separação, processamento e reutilização
de plásticos descartados. O processo de reciclagem varia de acordo com o tipo de plástico,
mas geralmente inclui etapas como triagem, lavagem, trituração e fusão. Uma vez reciclados,
esses polímeros podem ser usados na fabricação de novos produtos, economizando recursos
naturais e reduzindo a pegada de carbono.
Além de reduzir o desperdício e a poluição, a reciclagem de polímeros oferece
benefícios econômicos. Ela cria empregos na indústria de reciclagem e fornece matéria-prima
a um custo inferior do que a produção de plástico virgem. A reciclagem também contribui
para a redução das emissões de gases de efeito estufa, uma vez que a produção de plástico a
partir de fontes fósseis é uma das principais fontes de emissões.
No entanto, a eficácia da reciclagem de polímeros depende da infraestrutura adequada
de coleta e processamento, da educação pública e do comprometimento de indivíduos e
empresas. É importante conscientizar as pessoas sobre a importância da reciclagem e
promover a redução do consumo de plásticos descartáveis. Além disso, a pesquisa e o
desenvolvimento contínuos estão direcionados para a criação de plásticos mais facilmente
recicláveis e aprimoramento de técnicas de reciclagem.
Referências:

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https://acosnobre.com.br/blog/teflon-ptfe-politetrafluoretileno-panelas-propriedades-usos/ >.
Acesso em: 4 de nov. 2023.

CTB - Borracha de Polibutadieno (BR). Disponível em: <


https://www.ctborracha.com/borracha-sintese-historica/materias-primas/borrachas/borrachas-s
inteticas/borracha-de-polibutadieno-br/ >. Acesso em: 4 de nov. 2023.

Digital, A. A. Blog | MUV - Polímeros termoplásticos e termofixos: Entenda suas


características e aplicações. Disponível em:
<https://blog.muv.ind.br/polimeros-termoplasticos-e-termofixos>. Acesso em: 3 set. 2023.

Franchetti, S. M. M., & Marconato, J. C. (2006). Polímeros biodegradáveis - uma solução


parcial para diminuir a quantidade dos resíduos plásticos. Disponível em:.
<https://doi.org/10.1590/S0100-40422006000400031>. Acesso em: 03 set. 2023.

ICET – Instituto de Ciências Exatas e Tecnologia. Capitulo VIII – Noções Gerais sobre
Materiais Poliméricos. Disponível em: <
https://www.geocities.ws/professorbarbieri2/materiacapitulo8.PDF >. Acesso em: 3 de nov.
2023.

Mais polímeros - Poliestireno (PS): entenda suas principais características, aplicações e tipos.
Disponível em: <
https://maispolimeros.com.br/2019/02/25/poliestireno-ps/#:~:text=O%20que%20%C3%A9%
20Poliestireno%20(PS,per%C3%B3xidos%20para%20iniciar%20a%20rea%C3%A7%C3%A
3o. >. Acesso em: 4 de nov. 2023.

Manual da Química. Polímeros de Condensação. Disponível em:


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Manual da Química - O que são os polímeros?. Disponível em:: <
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Plástico virtual - Quais são os produtos que utiliza PP? Disponível em: <
https://plasticovirtual.com.br/quais-sao-os-produtos-que-utiliza-pp/#:~:text=Outros%20produt
os%20que%20se%20encontra,%2C%20alguns%20eletrodom%C3%A9sticos%2C%20e%20a
utope%C3%A7as.&text=Os%20componentes%20do%20PP%20podem,utilizados%20pelos%
20transformadores%20de%20pe%C3%A7as. >. Acesso em: 4 de nov. 2023.

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Policloreto de vinila: usos e propriedades. Disponível em: <


https://www.products.pcc.eu/pt/blog/policloreto-de-vinila-usos-e-propriedades/ >. Acesso em:
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PREPARA ENEM - Polímero Náilon. Disponível em:


<https://www.preparaenem.com/quimica/polimero-nailon.htm>. Acesso em: 5 de nov. 2023.

PREPARA ENEM - Silicone. Disponível em:


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PREPARA ENEM - Polímeros de adição. Disponível em: <


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