Rx: Avaliar mediastivo (se cabe dentro de hemitórax).
PARASITOSES INTESTINAIS Sem alterações significativas no caso.
Profilaxia:
Objetivo: interromper a transmissão
Preparo e manipulação adequada dos
alimentos
Tratamento da água
Uso de calçados
Construção de vasos sanitários e fossas
sépticas
Destino apropriado das fezes
Atentar ao peso!! – checar desenvolvimento nutricional Programas educacionais relacionados a higiene
Emprego de medicamentos
Febre há 05 dias, tosse e dispneia – virose, pneumonia
(+ taquipneia, queda do estado geral, crepitações), GIARDÍASE
Fezes liquidas e claras – diarreia ou desinteria? Protozoário flagelado: Giardia lamblia
Condições e hábitos de vida falam a favor de parasitose Distribuição cosmopolita
intestinal.
Prevalência > 20%em escolas e pré-escolas
Transmissão feco-oral
Epidemia em creches: transmissão pessoa a pessoa
Localiza-se principalmente no intestino delgado
(duodeno e jejuno)
RX de tórax no abdômen agudo: descartar pneumonia
de base – pode simular apendicite (dor em fossa ilíaca
direita). Derrame pleural bilateral (dificulta o
diagnóstico – pouca alteração na ausculta) ou
unilateral em bases.
10 – 15 piócitos: pode ser alterado durante a coleta
HB 6,7 baixa (ref.: 11)
VCM 58 baixo (ref.: acima de 80) – anemia
microcítica – carencial
Sem desvio a esquerda.
Eos 15 alto (indicativo de alergia, asma, parasitose)
Clinica
PCR 120 alto (ref.: 5)
Maioria assintomática
H.D.: Parasitose? Asma?
Sintomáticos: Crianças desnutridas ou
Pneumonia migratória – Necator américa. Provoca imunossuprimidas apresentam mais gravidade
reação mediada por eosinífilos. Ciclo de Loffler – Principais sintomas: diarreia e dor abdominal
Pneumonia eosinofílica. O rx dessa criança deu Outros: Anorexia, gazes, azia, perda de peso,
negativo, mas não pode-se excluir o diagnóstico náuseas e vômitos, diarreia crônica.
porque o helminto ode estar no ciclo intestinal, antes Fezes amareladas
de ir para o campo pulmonar.
Diagnóstico o Febre alta, dor intensa em HD,
hepatomegalia dolorosa
Exame parasitológico de fezes (EPF) o Disseminação hematogênica:
Cistos: método de Faust abscessos, pulmão, pele, pericárdio,
Trofozoítos: presentes em fezes líquidas SNC, AGU
(Hoffman, Pons e Jener) Fezes explosivas
Colher 3 amostras em dias alternados (p/
aumentar chance de visualizar o trofozoíto)
Tratamento
Derivados imidazólicos – 1ª escolha
Metronidazol: 10 - 20 mg/kg/dia, 12/12h por
05 dias.
Albendazol: pode ser usado por 05 dias.
AMEBÍASE
Protozoário móvel (pseudópodes): Entamoeba
hystolitica
500 milhões de pessoas infectadas no mundo
Forma assintomática é mais comum
Amebíase intestinal: colite, ameboma
Amebíase extra-intestinal
Transmissão: ingestão de água e alimentos com cistos
Diagnóstico
Exame parasitológico de fezes (EPF)
Cistos: método de Faust
Trofozoítos: direto a fresco
Para abscesso amebiano: USG abdominal,
TC, RNM.
Retossigmoidoscopia e colonoscopia com
Clínica biópsia – p/ achar o parasita
Colite não disentérica: cólicas + diarreia com Tratamento
períodos de acalmia
Colite disentérica: febre, distensão abdominal, Metronidazol, secnidazol ou tinidazol. Os
flatulência, cólica, disenteria e tenesmo dois últimos têm apresentação em dose
Colite necrosante: ulceras profundas, única – maior conforto e adesão
isquemia, hemorragia, megacólon toxico, terapêutica
perfuração intestinal Colite necrosante: metronidazol EV + ATB
Ameboma: granuloma na mucosa do cólon contra G- (normalmente o Ciprofloxacino) e
ascendente ou sigmoide, com edema e anaeróbios (normalmente a Clindamicina)
estreitamento do lúmen Abscesso hepático: metronidazol EV + ATB
G- e anaeróbios
Amebíase extra intestinal:
o Trofozoítos migram pela veia Assintomáticos devem ser tratados
mesentérica superior
o Fígado: inflamação e necrose, gerando
abscesso.
ANCILOSTOMÍASE repete (principalmente no oxiurus – alta taxa
de reinfecção)
Helmintos: Ancylostoma duodenale (forma mais Repetir com 15-21 dias
grave) e Necator americanos
ESTRONGILODÍASE
• Prevalência de 20 a 25% da população mundial
* Faz-se profilaxia com albendazol ou ivermectina em
imunossuprimidos (que vão fazer uso de corticoides) para
diminuir o risco de fazer estrongiloidiase disseminada –
pode acarretar um quadro de sepse e choque séptico. PQ? O
sistema imunológico sofre supressão pelo uso de corticoides
e não é capaz de combater a colonização do estrongiloidiase,
que se espalha por todo o corpo e afeta os órgãos de forma
sistêmica.
Helminto: Strongyloides stercoralis
Regiões tropicais e subtropicais
Ciclo evolutivo complexo: envolve uma fase no ID do
hospedeiro (fêmeas) e uma fase com machos e fêmeas
exercendo reprodução livre no solo
As larvas originarias dos ovos provenientes das fêmeas
• Verme “gacho” de 0,7 a 1,1cm de vida livre ou das fêmeas existentes no intestino
humano evoluem para a forma infectante filarioide
• Fixam-se na mucosa do duodeno e jejuno
A larva pode ser carregada até os pulmões, onde são
• Penetração ativa da larva filarioide na pele
deglutidas e vão para o intestino, é a autoinfecção
• Causa anemia e por isso chamada de amarelão (larva filarioide infecta a mucosa intestinal)
• Perda de 0,03 a 0,5 Ml de sangua/dia/verme adulto Clínica
porque o verme causa lesão na mucosa do intestino
Assintomática ou oligossintomática ou grave
Clínica
Dermatite larvária
Dependerá do número de vermes, espécie e hospedeiro
Síndrome de Loeffler
Maioria é assintomática
Sintomas GI: anorexia, náuseas, vômitos, distensão
Dermatite larvária: erupção papulovesicular, prurido, abdominal, dor em cólica, diarreia ou esteatorreia,
eritema e edema. desnutrição
Síndrome de Loeffler (tem ciclo respiratório) Disseminada: imunodeprimidos, quadro grave
Sintomas GI: inespecíficos, dor epigástrica, náuseas, Diagnóstico
vômitos, flatulência e diarreia
Exame de fezes
Fase crônica: anemia ferropriva, anorexia, astenia e
Larvas (Baermann-Moraes)
cefaleia
EDA: processo inflamatório sem especificidade em
Quando o paciente fica amarelo supõe-se 40 vermes o
duodeno
A. duodenale
Biópsia: parasitas nas criptas
Diagnóstico
Tratamento
EPF: presença de ovos de ancilostomídeos
Ivermectina 200mcg/kg/dia por 2 dias (é a
Tratamento
primeira escolha)
Mebendazol 100mg 2x/dia por 3 dias – Tiabendazol 25 a 50 mg/dia, 2 doses por 3 a 5
necessidade maior de repetição. Não mata dias (3 ciclos a cada 7 a 10 dias)
todas as formas Albendazol 38 a 45% de efetividade em até 7
Albendazol 400mg/dia por 3 dias – mata ovos dias
e larvas. Em teoria não precisa repetir, mas
ASCARIDÍASE
Helminto: Ascaris lumbricoides
Helmintíase mais prevalente na população mundial
É a popular “lombriga”
Chega a 15-35cm, sendo o macho menor que a fêmea
Verme adulto: lúmen do ID (compete com os
nutrientes com o ser humano) com vida média de
12/18 meses
A fêmea coloca 200000 ovos/dia
Contaminação por via oral
Ciclo pulmonar com sintomas típicos de pneumonia
Semi-obstrução intestinal x
Clínica
Esoinofilia durante a passagem no ciclo pulmonar
Maioria é assintomática
Eliminação do verme adulto
Sintomáticas: quando tem uma maior quantidade de
vermes Complicações pela migração do áscaris: apendicite,
pancreatite, colangite, colestase, asfixia e abscesso
Cólica abdominal, náuseas e carências nutricionais
hepático
Verme adultos: ação espoliadora → desnutrição, baixa
Diagnóstico
estatura, desenvolvimento comprometido
Exame de fezes: HPJ ou Kato Katz
Ciclo pulmonar → Síndrome de Loeffler
Visibilização direta do verme eliminado
Pneumonite larvária/eosinofilica
RX simples de abdômen (sub-oclusão)
Hemograma: eosinofilia durante passagem pulmonar
Tratamento
Mebendazol 100mg, 2x/dia por 3 dias
Albendazol 400mg/dia, dose única
Pamoato de pirantel 11mg/kg/dia por 3 dias
Ivermectina dose única
Nitazoxanida 7,5mg/kg 2x ao dia por 3 dias
Protocolo de tratamento para semi-oclusão intestinal:
Tosse seca ou produtiva
Sibilancia
Dispneia
Febre
Eosinofilia no exame laboratorial (o que a
difere de uma crise asmática, já que a
sibilancia está presente em ambas)
Infiltrado grosseiro ao RX – com característica
de migração entre os hemitóraces.
TRICURÍASE
*obs.: Piperasina foi descontinuada. “Paralisa” o Clínica
parasita para diminuir a reação dele ao ATB. Diminui
Maioria assintomáticos
o risco de migração e infecção secundária. O problema
é que causa tipo uma reação piramidal e as pessoas Sintomas leves
usavam como droga excitatória.
Imunodeprimidos: tricuríase maciça:
Distensão abdominal, diarreia crônica, anemia
TENÍASE ferropriva e desnutrição
Platelmintos: Taenia sollium ou saginata Prolapso retal em 60% dos casos. ATENTAR À
DIREFENCIAÇÃO COM ABUSO SEXUAL.
Mais prevalente em adultos jovens, zona rural
Diagnóstico
Taenia sollium: carne de porco mal cozida
Exame de fezes
Taenia saginata: carne de boi mal cozida
Presença de ovos: Faust ou Kato-Katz
OMS: 50 milhões de contaminados e 50 mil
mortes/ano Retossigmoidoscopia: forma maciça → Visualização
dos vermes
Achatadas dorsoventralmente, 3 a 10 metros
Tratamento
Quando homem é o hospedeiro intermediário tem
maior gravidade → Cisticercose (T. sollium) Mebendazol 100mg 2x/dia por 3 dias
Clínica Albendazol 400mg dose única
Maioria é assintomática
Sintomas: fadiga, irritação, cefaleia, tontura, anorexia, OXIURÍASE
náuseas, perda de peso, dor abdominal, diarreia ou
constipação, urticária e eosinofilia Helminto: Oxiurus ou Enterobius vermicularis
Neurocisticercose: Helmintíase mais prevalente em países desenvolvidos
ingestão de ovos do Verme pino ou alfinete; fio de algodão
meio ou autoinfecção,
no qual as proglotes Varia de 0,5 a 1cm
refluem ao estomago e
Localizações principais: ceco e reto
liberam ovos e estes
liberam o embrião Fêmea deposita ovos na região anal com consequente
ocorrendo migração por prurido (principalmente noturno)
via circulatória até os
tecidos Homem é o único hospedeiro
Transmissão: direta (pessoa-pessoa), indireta ou
autoinfecção
Diagnóstico
Clínica
Achado de proglotes nas fezes, roupas e/ou lençóis
Sintoma mais frequente: prurido anal noturno
Neurocisticercose: ELISA, TC
Cólicas, náuseas, tenesmo (quando tem as contrações
Tratamento intestinais para evacuar, gerando dor, e não consegue)
Praziquantel 5 a 10 mg/kg VO, DU (1ª linha) Meninas: vulvovaginite
Nitrazoxanida 7,5 mg/kg/dia, 2x ao dia por 3
Diagnóstico
dias
Swab anal ou fita gomada
Visualização direta na crise de prurido
Tratamento
Pamoato de pirvínio: dose única
Mebendazol ou albendazol
Tratar toda a família
Dá banho na criança assim que acordar
durante o tratamento
Quando a oxiuriase cursa com vulvovaginite em
crianças, se faz o tratamento de combate ao parasita e
usa medidas comportamentais, como banho de assento
para analgesia e medidas de higiene para conter a
vulvovaginite. Se esta evoluir com infecção bacteriana,
pode utilizar cefalexina. Mas geralmente resolve só
tratando a parasitose.