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Fisioterapia Nas Disfunções Provocadas Pelas Doenças Pulmonares Na Atenção Secundária

O documento aborda a fisioterapia nas disfunções pulmonares, destacando condições como bronquite crônica, enfisema e DPOC, suas características clínicas, fatores de risco, diagnóstico e tratamento. A fisioterapia é enfatizada como essencial para prevenir a progressão das doenças, melhorar a ventilação e a oxigenação, e aumentar a tolerância ao exercício. O texto também menciona a importância da avaliação fisioterapêutica e as intervenções específicas para cada condição.

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Fisioterapia Nas Disfunções Provocadas Pelas Doenças Pulmonares Na Atenção Secundária

O documento aborda a fisioterapia nas disfunções pulmonares, destacando condições como bronquite crônica, enfisema e DPOC, suas características clínicas, fatores de risco, diagnóstico e tratamento. A fisioterapia é enfatizada como essencial para prevenir a progressão das doenças, melhorar a ventilação e a oxigenação, e aumentar a tolerância ao exercício. O texto também menciona a importância da avaliação fisioterapêutica e as intervenções específicas para cada condição.

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FISIOTERAPIA NAS DISFUNÇÕES

PROVOCADAS PELAS DOENÇAS Unidade 4


Profª Luana O.

PULMONARES NA ATENÇÃO SECUNDÁRIA


BRONQUITE CRÔNICA
BRONQUITE CRÔNICA
❑É caracterizada clinicamente por excesso de secreção mucosa na
arvore brônquica, com tosse crônica ou de repetição, associada a
expectoração por pelo menos três meses do ano e em dois anos
sucessivos.
❑+ comum no sexo masculino, por volta da meia idade (40 anos), e
apresenta forte associação com o tabagismo (os fumantes apresentam
87% de chance de evoluir com bronquite crônica).
❑Existem diversos fatores de riscos associados a bronquite crônica,
como: clima, poeira, alérgicos e patologias respiratórias prévias, como
sinusite, rinite e resfriados mal curados.
BRONQUITE CRÔNICA
❖Hipertrofia das glândulas mucosas, com
hipersecreção, edema da parede brônquica,
perda de cílios e atrofia da cartilagem brônquica;

❖A função ventilatória se apresenta com


diminuição do volume expiratório, aumento do
volume residual e hiperventilação. Portanto,
caracterizam-se por alterações inflamatórias com
infiltração celular e hiperemia, uniformemente
localizadas em brônquios e bronquíolos.
QUADRO CLÍNICO
▪Tosse produtiva, com expectoração;
▪Dispnéia;
▪Diminuição da tolerância ao
exercício;
▪Cianose labial;
AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
▪Cianótico;
▪Hipoxêmico;
▪Sonolento;
▪Tosse produtiva;
▪Presença de sibilo (expiração);
▪Edema periférico;
▪Uso da musculatura acessórias;
▪Baqueteamento digital;
ENFISEMA PULMONAR
ENFISEMA PULMONAR
❑O enfisema é definido como “destruição
da parede alveolar sem fibrose evidente”.

❑O enfisema caracteriza-se pelo aumento


dos espaços aéreos distais ao bronquíolo
terminal (alvéolo, bronquíolo respiratório e
bronquíolo terminal), causando
aprisionamento de ar, chamado de “ar
traping”, e gerando um autoPEEP;
ENFISEMA PULMONAR
❑Processo obstrutivo crônico, resultante
de importantes alterações de toda a
estrutura distal do bronquíolo terminal,
denominado ácino, seja por dilatação
dos espaços aéreos, seja por
destruição da parede alveolar,
ocasionando a perda da superfície
respiratória e de irrigação sanguínea,
diminuição do recolhimento elástico e
hiperexpansão pulmonar.
SINTOMAS
❑Dispnéia com pouca tosse e expectoração discreta;

❑ Diminuição da elastância pulmonar e aumento da complacência;

❑Estenose bronquiolar e resistência ao fluxo aéreo.


AVALIAÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
❑Hipotrofia muscular generalizada;
❑Longilíneo, face angustiada, lábios e pele rosada;
❑Tórax deformado (em tonel com cifose torácica);
❑ Com dispneia acentuada, chamado de “soprador róseo” ;
❑Na ausculta encontra-se murmúrio vesicular diminuído, sobretudo
em bases, roncos, sibilos, estertores bolhosos;
❑Inspiração curta e superficial, além de expiração longa;
DPOC
DPOC/ DOENÇA PULMONAR OBSTRUTIVA CRÔNICA
❑A doença pulmonar obstrutiva crônica (DPOC) é uma doença comum,
prevenível e tratável que é caracterizada por sintomas respiratórios
persistentes e limitação do fluxo aéreo, após uso de broncodilatador.

❑“Caracterizada por sintomas respiratórios e obstrução ao fluxo aéreo


persistentes devido a anormalidades alveolares e/ ou de vias aéreas”.

❑Associada a uma resposta anormal dos pulmões à inalação de


partículas ou gases tóxicos, sendo causada primariamente pelo
tabagismo.
DPOC
❑Doença caracterizada pela presença de obstrução crônica do
fluxo aéreo, parcialmente reversível;

❑Geralmente progressiva;

❑Uma mistura variável de doença das pequenas vias aéreas


(bronquiolite obstrutiva) e destruição parenquimatosa (enfisema
pulmonar) são as causas da limitação ao fluxo aéreo na DPOC.
❑Dispneia.
DPOC/FATORES DE RISCO
❑Associada a uma resposta anormal dos pulmões à inalação de
partículas ou gases tóxicos, sendo causada primariamente pelo
tabagismo.
• Idade superior a 40 anos.
• Externos: Tabagismo ou inalação de gases irritantes ou de material
particulado em ambiente ocupacional ou domiciliar, como fumaça de
fogões a lenha.
• Genéticos: deficiência de alfa-1 antitripsina.
• História familiar de DPOC
• Fatores relacionados à infância: baixo peso ao nascer, infecções
respiratórias na infância, entre outros.
SINTOMAS
❑Tosse
❑Expectoração
❑Sibilância
❑Dispneia
❑Respiração ofegante
❑Sensação de opressão torácica
DIAGNÓSTICO
❖História clinica
❖Exames de função pulmonar
❖Sp02
❖Espirometria
❖Espirometria: relação VEF 1/CVF inferior a 0,7 pós-
broncodilatador;
CLASSIFICAÇÃO ESPIROMÉTRICA
❑Leve;
De acordo com a
❑Moderada;
redução do VEF1
❑Grave; pós-
❑Muito grave broncodilatador;

❖GOLD 1, 2, 3 e 4
TRATAMENTO
➢Tratamento medicamentoso
A base do tratamento medicamentoso são os broncodilatadores por via
inalatória.
TRATAMENTO
➢Tratamento não medicamentoso
• Cessação do tabagismo;
• Reabilitação pulmonar e fisioterapia respiratória;
• Tratamento cirúrgico.
TRATAMENTO
❑A oxigenoterapia é indicada
para pacientes com hipoxemia
crônica (PaO2 ≤ 55 mmHg ou
saturação de oxigênio ≤ 88%). O
uso de oxigênio suplementar pode
melhorar a sobrevida e a
qualidade de vida.
FISIOTERAPIA
❑Prevenir a progressão da doença;
❑Diminuir os sintomas;
❑Melhorar a eliminação de secreção;
❑Melhorar a ventilação e a oxigenação;
❑Aumentar a tolerância ao exercício;
❑Evitar complicações respiratórias e reduzir a mortalidade.
1. ANAMNESE
•História de vida:
• Exposição a fatores de risco (fumo, poluição, agentes
ocupacionais)
• História de alergias e doenças respiratórias
• Histórico de exacerbações e hospitalizações
• Dificuldade nas atividades de vida diária (AVDs)
•Histórico médico geral
•Uso de medicações
•Profissão/ocupação atual ou anterior
2. INSPEÇÃO
▪Padrão respiratório ▪Presença de tiragem
▪Tipo de tórax (tórax em ▪Frêmito toracovocal
tonel, por exemplo) ▪Percussão torácica
▪Sinais de oxigenação
▪Presença de cianose
▪Postura do paciente
3. EXAME FÍSICO
•Expansibilidade do tórax
•Excursão diafragmática
•Presença e características da tosse
•Presença de secreção
•Sinais vitais
•Ausculta pulmonar
4. TESTES PNEUMOFUNCIONAIS
•Ventilometria
•Manovacuometria
•Pico de fluxo expiratório
•Espirometria
INTERVENÇÃO FISIOTERAPÊUTICA
Higiene Brônquica
•Drenagem postural
•Percussão torácica
•Vibração manual
Desobstrução de Vias Aéreas
•Facilitação da tosse
•Ciclo ativo de técnicas de respiração (mobilização, expansão
torácica, expiração forçada)
DISPOSITIVOS PARA MOBILIZAÇÃO DE
SECREÇÕES
•Dispositivos de oscilação de vias aéreas:
• Flutter
• Shaker
• Acapella
•Pressão expiratória positiva (PEP):
• Sistema PEP
• Máscara PEP
•Pressão positiva contínua nas vias aéreas (CPAP)
❑ TREINAMENTO MUSCULAR RESPIRATÓRIO

❑TREINAMENTO AERÓBICO
•Aquecimento
•Condicionamento cardiorrespiratório
•Desaquecimento
•Equipamentos: cicloergômetro, esteira, caminhada
TREINAMENTO DE FORÇA MUSCULAR
•Membros Superiores (MMSS) e Inferiores (MMII)
•Utilização de pesos livres
•Utilização de faixas elásticas
ASMA
DEFINIÇÃO
❑Doença pulmonar crônica provocada por aumento da capacidade de resposta das
vias respiratórias a uma variedade de estímulos;

❑Pacientes quase sempre apresentam paroxismo de sibilos, dispnéia e tosse;

❑Pacientes apresentam obstrução persistente do fluxo aéreo e lesões morfológicas;


MECANISMOS
▪A principal característica fisiopatogênica da asma é a inflamação
brônquica, resultante de um amplo e complexo espectro de interações entre
células inflamatórias, mediadores e células estruturais das vias aéreas;

▪A resposta inflamatória alérgica é iniciada pela a interação de alérgenos


ambientais com algumas células que têm como função apresentá-los ao
sistema imunológico, mais especificamente os linfócitos Th2
FISIOPATOLOGIA

CONTRAÇÃO
MUSCULATURA
LISA

INTERAÇÃO LIBERAM
INALAÇÃO DO SECREÇÃO DE OBSTRUÇÃO
COM CÉL. Th2 E MEDIADORES
ALÉRGENO ANTICORPO IgE INFLAMATÓRIOS MUCO DAS V.A

IgE ligado ao Histamina,


mastócito localizado bradicinina, AUMENTO DA
cél. Epitelias da leucotrienos, PERMEABILIDADE
mucosa brônquica prostaglandina e VASCULAR E
interceucina IL4 e
IL5 EDEMA
FISIOPATOLOGIA

Resposta Imediata: broncoconstrição com duração de uma


hora. Ação direta dos mediadores liberados pelos mastócitos
sobre a musc. Lisa podendo ter efeitos obre nervos e vasos
próximos ao local
Resposta
Broncoconstrito
ra ao alérgeno
se caracteriza Resposta Tardia: broncoespasmo que pode ocorrer (ou não) 3
a 6 horas após estimulação alérgica. Resultado da ação de
por das fases: citocinas liberadas na fase imediata. Estas citocinas podem
difundir-se para vasos da região, onde ativam e recrutam
outras células para inflamação local → passagem facilitada
RESULTADO FINAL

Broncoconstrição, edema da mucosa, aumento da permeabilidade vascular,


hipersecreção, descamação epitelial, hiperrespionsividade brônquica e processo
inflamatório com recrutamento das células

Obstrução brônquica ao fluxo de ar e díspnéia

Queda V/Q e hipoxemia


MANIFESTAÇÕES CLÍNICAS
❑Aperto no tórax
❑Tosse produtiva
❑Sibilos inspiratórios e expiratórios
❑Taquipnéia
❑Dispnéia
❑Expiração prolongada
❑Final da crise: tosse intensa e expectoração de muco espesso
DIAGNÓSTICO

▪História clínica: sintomas ; história familiar e relação entre crise de


dispneia por exposição a alérgenos, irritantes, atividade física,
medicamentos e alimentos; história de internações e VM; histórias de
alergias

▪Exame físico: taquicardia, taquipnéia, uso da musculatura acessória,


paradoxal, dispneia intensa, alteração nível de consciência, cianose,
sudorese e choque.
DIAGNÓSTICO
Radiologia: período assintomático: normal; crise: hiperinsuflação pulmonar

Exames Laboratoriais:

▪Hemograma: pesquisa de eosinófilos e possibilidade de infecção;

▪Dosagem de IgE: elevada → presença de alergia

▪Citologia do escarro: moldes espiralados (espirais de Curschmann de


Charcot - leyden); presença de infecção → coloração alterada
DIAGNÓSTICO
▪Testes Alérgicos: provas cutâneas; permite identificação de cerca de 90% dos casos

▪Provas de Função Pulmonar: período assintomático → prova normal ou obstrução


mínima que se caracteriza por VEF1/CVF normal e um ou mais índices de obstrução
alterados na curva volume-tempo: FEF 25-75% com CVF normal, TEF25-75% ou FEF25-
75%/CVF; Curva fluxo-volume: → FEF50% e FEF75% da CVF RESPOSTA AO
BRONCODILATADOR
DIAGNÓSTICO
Pico de Fluxo Expiratório (PFE): três objetivos

-Diagnóstico
-Monitorização do tratamento
-Avaliação da gravidade
Asma Bronquite Enfisema
Crônica
Definição
Causa
Idade de
Inicio
Sintomas
principais
Exacerbações
Tratamento

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