Livroqanq
Livroqanq
ANALÍTICA
QUALITATIVA E
QUANTITATIVA
ORGANIZADOR
RAIANE NEVES
EXPEDIENTE
FICHA CATALOGRÁFICA
184 p.
CDD - 543.0072
Impresso por:
03506900
RECURSOS DE IMERSÃO
Este item corresponde a uma proposta Utilizado para temas, assuntos ou con-
de reflexão que pode ser apresentada por ceitos avançados, levando ao aprofun-
meio de uma frase, um trecho breve ou damento do que está sendo trabalhado
uma pergunta. naquele momento do texto.
E U I N D I CO ZOOM NO CONHECIMENTO
INDICAÇÃO DE L IVRO
E M FO CO
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SUMÁRIO
7UNIDADE 1
EQUILÍBRIO QUÍMICO . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . . 32
67UNIDADE 2
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UNIDADE 3
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UNIDADE 1
TEMA DE APRENDIZAGEM 1
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
E XE M P L I FI C A NDO
Uma empresa, a V&R faz uso de cromo (Cr) VI para limpar a ferrugem de suas
máquinas. O Cr é um metal e seu descarte tem destino certo, não sendo correto
despejar rejeitos contendo tal elemento em rios e lagos, contudo, a V&R não está
descartando corretamente seus resíduos químicos e estes estão sendo “jogados”
nos rios e lagos da cidade de Conceição do Monte. Infelizmente, a companhia
tem essa prática há vários anos. A população que vive próxima a esses rios e la-
gos (onde o despejo incorreto de resíduos é feito) está ficando doente. Animais
nascem mortos ou com deficiências, assim como bebês, e você, estudante, é um
desses moradores. Você e sua família vivem nessa área. O que fazer? Uma alter-
nativa é realizar a coleta de amostras dessas águas e realizar uma análise espec-
trofotométrica para identificar a presença de Cr (VI).
O cromo possui dois estados principais de oxidação, Cr (III) e Cr (VI). O Cr (III), em
uma curta faixa de concentração, é essencial para alguns mamíferos, enquanto o
Cr (VI) é extremamente tóxico aos seres humanos, podendo ser precursor para o
câncer, por isso a preocupação em identificar e comprovar a presença de Cr (VI)
em rios e lagos de sua cidade. Com as provas em mãos, será possível punir e exigir
que a empresa V&R dê o destino correto aos seus resíduos químicos.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Vamos relembrar o que é massa molar, e, para isso, precisamos do conceito de
massa atômica: que é a massa de um átomo, aquela informada na tabela periódica.
A massa molecular é a soma das massas atômicas dos elementos que formam
uma molécula, levando em consideração o número de átomos de cada elemento.
Agora, considere a seguinte equação química balanceada:
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U N I AS S E LVI
produto final ou matéria prima não seja submetido à química analítica, seja quali-
tativamente ou quantitativamente.“A química analítica é uma ciência de medição
que consiste em um conjunto de ideias e métodos poderosos que são úteis em
todos os campos da ciência e medicina” (SKOOG et al., 2006, p. 1).
Os analitos de interesse podem ser separados, identificados e quantificados. A
química analítica qualitativa separa e identifica os componentes que estão presen-
tes em uma amostra. Já a química analítica quantitativa determina as quantidades
relativas dos componentes a serem investigados.
ZO O M N O CO NHEC I M ENTO
Engenharia Biologia
Civil Botânica
Química Genética
Mecânica Zoologia
Ciências do Meio
Ciências Sociais
Ambiente
Arqueologia
Ecologia
Antropologia
Meteorologia
Forense
Oceanografia
Agricultura Medicina
Ciência dos animais Química Química Clínica
Ciência dos alimentos Analítica Farmácia
Ciência dos solos Toxicologia
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um diagrama que destaca a importância da química analítica e sua
relação com várias disciplinas e campos de estudo. No centro, há um círculo azul com o texto “química analítica”.
Em torno deste círculo, em formato de meia lua, há seis retângulos coloridos com setas saindo deles em direção
ao círculo. Da esquerda para a direita, temos: retângulo azul escuro nomeado “Agricultura”, contém as disciplinas
Ciências dos Animais, Ciência dos Alimentos e Ciência dos Solos; retângulo rosa nomeado “Ciências Sociais”,
contém as disciplinas Arqueologia, Antropologia e Forense; retângulo verde nomeado “Engenharia”, contém
as disciplinas Civil, Química e Mecânica; retângulo laranja nomeado “Biologia”, contém as disciplinas Botânica,
Genética e Zoologia; retângulo amarelo nomeado “Ciências do Meio Ambiente”, contém as disciplinas Ecologia,
Meteorologia e Oceanografia; retângulo rosa claro nomeado “Medicina”, contém as disciplinas Química Clínica,
Farmácia e Toxicologia. O diagrama ilustra como a Química Analítica é fundamental e interdisciplinar, aplicando-se
a uma ampla gama de áreas científicas e práticas.
De forma geral as amostras são compostas por mais de uma substância, daí a
necessidade de definirmos nosso analito. Tendo essa definição, o restante das
substâncias (amostra – analito) é conhecido como matriz. O analito pode estar
presente na amostra em maior quantidade ou menor. Este é um fato importante
para a escolha do método, algo que discutiremos logo mais.
IN D ICAÇÃO DE FI LM E
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“
A análise qualitativa pode basear-se em reações incompletas ou
então envolver reações simultâneas e paralelas que originem di-
ferentes produtos sem que sérias interferências ocorram. Por sua
vez, a análise quantitativa requer que a medida esteja relacionada
reprodutivelmente à concentração e, portanto, as reações devem ser
completas e acompanhadas pela formação de apenas uma restrita
série de produtos (VASCONCELOS, 2019, p. 11).
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T E MA DE A PRE
VIRAR
ND IZAGEM
Métodos
Métodos instrumentais
Clássicos
PÁGINA1 PARA VISUALIZAR
Precipitação Espectroscopia de
Extração Espectrometria Potenciometria,
Redox, massa, métodos
cromatografia e molecular, atômica voltametria e
complexação e térmicos e análise
eletroforese e RMN coulometria
ácido-base. de superfície
U N I AS S E LVI
Descrição da Imagem: a imagem apresenta, à esquerda, quatro retângulos coloridos indicando uma hierarquia. No
primeiro (na cor rosa) está escrito métodos clássicos e é o início da hierarquia, levando a dois outros retângulos
cinzas um patamar abaixo. O retângulo cinza à esquerda é nomeado análise gravimétrica e o retângulo cinza à
direita é nomeado Titulação, que leva a um terceiro e último patamar da hierarquia contendo precipitação, redox,
complexação e ácido-base. À direita da imagem há um novo esquema de hierarquia, sendo o retângulo azul
nomeado métodos instrumentais o início desta. No segundo nível, temos quatro retângulos verdes nomeados,
da esquerda para a direita: separação; espectroscopia; eletroquímica; e outras. No último nível, há mais quatro
retângulos amarelos nomeados, da esquerda para a direita: extração, cromatografia e eletroforese; espectrosco-
pia molecular, atômica e RMN; potenciometria, voltametria e coulometria; e espectroscopia de massa, métodos
térmicos e análise de superfície. Fim da descrição.
P E N SAN DO J UNTO S
E XE M P L I FI C A NDO
Considere que buscamos quantificar o cálcio (Ca) em certa amostra. Para isso, po-
demos realizar experimentos que visem o surgimento da molécula de CaO (óxido
de cálcio). Assim, por meio da determinação da massa molecular do óxido forma-
do (massa do cálcio + massa do oxigênio) poderemos, indiretamente, determinar a
quantidade de Ca que temos na amostra de CaO pesada. Este é um exemplo de
como o método gravimétrico é aplicado na química analítica quantitativa.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
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U N I AS S E LVI
Este tipo de técnica é baseado na interação (absorção, emissão ou reflexão) de algum tipo
de radiação com o analito. A radiação pode interagir de diferentes formas: se a interação
acontecer com moléculas, a espectroscopia é classificada como molecular, já se a inte-
ração acontecer com átomos isolados, é a espectroscopia atômica, por fim, se acontecer
com o núcleo atômico, é a espectroscopia de ressonância magnética nuclear (RMN).
Estes métodos são baseados nas propriedades elétricas das soluções. Na potenciome-
tria, é feita a medida da diferença de potencial na ausência de corrente elétrica. Na vol-
tametria, aplica-se um potencial ou uma sequência deles e se mede a corrente elétrica
do analito. Já a coulometria é baseada na medida da quantidade de corrente elétrica
necessária para provocar a redução (ganho de elétrons) ou oxidação de uma substância.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
Descrição da Imagem: a imagem apresenta etapas de uma sequência analítica, sendo a etapa escrita dentro
de um retângulo, seguido por uma seta direcionando ao próximo retângulo, indicando o próximo passo. Em cada
retângulo temos escrito, de cima para baixo, seguindo as setas: definição do problema, escolha do método analítico
adequado, amostragem, preparo de amostra, calibração e medida, avaliação e ação. Fim da descrição.
Essas etapas devem ser seguidas independente da análise a ser feita. Vejamos mais
detalhes de cada etapa.
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U N I AS S E LVI
DEFINIÇÃO DO PROBLEMA
Identificar o analito, o qual pode ser um íon, átomo, molécula ou biomolécula. Definir
os possíveis interferentes, o tipo de amostra, qual a quantidade de amostra necessária
e qual a faixa de concentração que, normalmente, o analito é encontrado na amostra.
AMOSTRAGEM
É a etapa capaz de selecionar uma amostra bruta que seja representativa de um lote
ou uma população a ser investigada. Deve refletir de forma correta as propriedades de
interesse.
PREPARO DE AMOSTRA
CALIBRAÇÃO E MEDIDA
AVALIAÇÃO
Verificar se os valores encontrados estão dentro do esperado. Caso não, pode se fazer ne-
cessária a repetição da análise pelo mesmo método ou até mesmo por um método distinto.
AÇÃO
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Para concluirmos, devemos saber interpretar o objetivo da análise que se pretende fa-
zer e, com isso, definir se a análise a ser feita será qualitativa ou quantitativa.Vamos lá?
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
Temos a reação do íon cromo (III) com o radical hidroxila, formando o sólido
hidróxido de cromo (III). Também estão descritos o número de mols de cada
composto e sua respectiva massa molar (MM).
Dizemos que, para cada 52 g (valor em gramas para um mol) de Cr (III), são
necessários 51 g de radicais hidroxilas para formar 103 g de hidróxido de cromo
(III), contudo, se não tivermos essas quantidades exatas, a reação aconteceria?
Sim, mas a quantidade de produto formado seria diferente. Vamos verificar tal
fato por meio da Equação 2, na qual iremos considerar que possuímos 10 g de Cr
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U N I AS S E LVI
(III). Para identificar qual a quantidade de íons (OH)- que precisaremos e qual a
quantidade de produto será formado, utilizaremos regra de três simples.
Equação 2 – aplicação de cálculo estequiométrico:
Cr(aq3 ) 3OH (aq ) Cr (OH )3( s )
52 g ________ 51g
10 g _________ x
52 x = 51.10
x = 9, 8 g
52 g ________ 103 g
10 g ________ x
52 x = 103.10
x = 19, 8 g
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SOLUÇÕES ELETROLÍTICAS
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ESTADO
ESTADO FÍSICO ESTADO FÍSICO DO
FÍSICO DO EXEMPLO
DA SOLUÇÃO SOLUTO
SOLVENTE
ZO O M N O CO NHEC I M ENTO
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 1
“
[...] solução eletrolítica composta por íons e carga é capaz de con-
duzir corrente elétrica e, portanto, acender uma lâmpada, enquanto
a não eletrolítica, que não possui cargas em solução, não é capaz de
conduzir e, portanto, não é capaz de acender a lâmpada (GUARDA,
2019a, p. 27).
E M FO CO
Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar a respeito deste
tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
NOVOS DESAFIOS
Finalizamos este tema de aprendizagem. Conversar sobre alguns conceitos abor-
dados pode contribuir com seu percurso rumo à formação profissional.
A química analítica é uma área de conhecimento que possui diversas aplica-
ções em diferentes ramos: Biologia, Medicina, Química, Física, Agricultura, den-
tre outros. Por meio de um método analítico, podemos identificar e quantificar
analitos de interesse.
Essa estratégia permite identificar, por exemplo, contaminantes em amostras de
água e associar possíveis doenças, mortes de animais/plantas, surgimento de deficiên-
cias, a presença dessas substâncias. Como na situação-problema citada, em que foi
possível analisar Cr (VI) em amostras de água por meio da espectrometria atômica.
Você está pronto para aplicar os conhecimentos até aqui adquiridos! Você
está preparado para analisar qual método analítico deve ser aplicado, verificar
as reações envolvidas e ainda falar da condutividade elétrica de algumas solu-
ções. Agora, é se desafiar!
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AUTOATIVIDADE
I - A análise química a ser escolhida está relacionada com o tipo de analito e sua possível
quantidade na amostra.
II - Matriz são todos os constituintes da amostra, incluindo o analito.
III - A análise qualitativa está relacionada à identificação do analito, e não à sua quantificação.
IV - A etapa de pré-tratamento da amostra não possui influência no resultado da análise.
a) Somente I.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) I e III.
e) II, III e IV.
2. A química analítica pode ser dividida em duas vertentes: química analítica qualitativa e
quantitativa. A qualitativa visa identificar o analito de interesse e não o quantificar (a quan-
titativa quantifica). Existem, por exemplo, os métodos clássicos, capazes de identificar um
analito por meio de reações químicas.
a) Qualquer análise química não deve levar em consideração a pureza dos reagentes uti-
lizados.
b) Quando desejamos descobrir a quantidade de um determinado elemento em uma amos-
tra, devemos realizar uma análise do tipo quantitativa ou qualitativa.
c) Na análise química quantitativa, podemos optar pelos métodos clássicos ou instrumen-
tais, de acordo com a quantidade do analito presente na amostra.
d) Análise química qualitativa envolve medidas instrumentais, e não reações químicas.
e) Deve-se levar em consideração a quantidade de analito somente para métodos instru-
mentais.
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AUTOATIVIDADE
3. As soluções são caracterizadas como um tipo de mistura, contendo apenas uma fase,
podem existir em diferentes estados físicos e podem ou não conduzir corrente elétrica.
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REFERÊNCIAS
SKOOG, A. D. et al. Fundamentos de química analítica. 8. ed. São Paulo: Thomson, 2006.
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GABARITO
1. Alternativa D.
2. Alternativa C.
3. Alternativa B.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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TEMA DE APRENDIZAGEM 2
EQUILÍBRIO QUÍMICO
MINHAS METAS
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P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Para darmos continuidade ao nosso estudo, vamos recordar alguns conceitos
importantes. Buscamos entender o equilíbrio químico, contudo, outros conceitos
vão fazer parte desse nosso aprendizado, como os ácidos e bases. Você se lembra
como classificamos e nomeamos esses compostos? O vídeo Teoria Ácido Base, do
canal Toda Matéria, nos traz uma breve revisão destes conceitos. Acesse: https://
www.youtube.com/watch?v=7F06LPKYeKM.
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EQUILÍBRIO QUÍMICO
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AP RO F U NDA NDO
Vale salientar algumas lições que foram discutidas até aqui, de forma a deixar claros
os conceitos aprendidos e que vão ser utilizados daqui para a frente. Quando uma
reação atinge o equilíbrio químico, as concentrações de reagentes e produtos são
variadas com o passar do tempo. Além disso, para que o equilíbrio seja atingido, nem
reagentes, nem produtos podem fugir do sistema. Quando a velocidade da transfor-
mação dos reagentes em produtos é igual à velocidade da transformação dos produ-
tos em reagentes, o equilíbrio químico é atingido. Após atingir esse estado, somente
fatores externos podem perturbar o sistema para que ele se afaste desta posição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 2
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um gráfico de eixo X e Y, O eixo vertical (Y) representa a concen-
tração das substâncias, enquanto o eixo horizontal (X) indica o tempo decorrido. Nele há três linhas coloridas,
sendo que a linha amarela representa o gás hidrogênio, a linha roxa o gás nitrogênio (ambos reagentes) e a linha
verde o gás amônia (produto). É possível observar que a concentração dos reagentes, H2 e N2, está diminuindo
à medida que a reação acontece, enquanto a do produto, NH3, está aumentando, contudo, ao atingir o equilíbrio
(momento representado pela linha tracejada vertical) a concentração de reagentes e produtos permanece cons-
tante. Fim da descrição.
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A constante de equilíbrio para essa reação pode ser escrita da seguinte forma:
[ PC ]c [ PD ]d
Kc =
[ PA ]a [ PB ]b
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A água possui caráter anfótero (pode atuar tanto como ácido tanto como base),
é um eletrólito fraco e se ioniza segundo a equação:
H 2O � H 3O
K w [ H 3O ][OH ]
Na qual Kw é denominada de constante de produto iônico da água e, a 25 °C, tem
o valor de 1,008x10-14. Na relação estequiométrica da equação de autoionização
da água temos:
[ H 3O ] [OH ] 107 mol.L1
P E N SA N D O J UNTO S
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Os ácidos e as bases podem ser classificados como fortes ou fracos, isso depende
da extensão de sua reação com a água. Essa força está associada à capacidade que
um ácido tem em doar ou que uma base tem de receber prótons.
AP RO F U NDA NDO
Quando acontece a dissociação de um ácido ou de uma base, estes dão origem aos
seus pares conjugados, que são: ácido dá origem a uma base conjugada e a base dá
origem a um ácido conjugado. A equação química a seguir demostra esse conceito.
HA H 2O � H 3O A
A H 2 O � OH HA
[ NH 4 ][OH ]
Kb
[ NH 3 ]
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K ps [ Pb 2 ][Cl ]2
TEORIAS ÁCIDO-BASE
H 2O
Bases : BOH B OH
A teoria de Arrhenius, contudo, possui como limitação que somente se aplica
a soluções aquosas e não considere o papel ativo que o solvente possui quando
alguma substância se dissocia ou ioniza.
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Teoria ácido-base de
Brönsted-Lowry
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Fe(3aq ) SCN ( aq ) � Fe( SCN )2( aq )
Ácido Base
de de
Lewis Lewis
SOLUÇÃO TAMPÃO
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Considere as dissociações:
H 2CO3 H 2O � H 3O HCO3
Ácido
carbônico
HCO3 H 2O � OH H 2CO3
Íon
bicarbonato
pka log ka
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Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar a respeito deste
tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
NOVOS DESAFIOS
O conceito de equilíbrio químico possui ampla aplicação nas indústrias, seja em
processos de dissolução elementares ou em operações mais complexas. Adicio-
nalmente, a sua aplicabilidade estende-se a cenários diversos, incluindo intera-
ções que envolvem ácidos, bases e água. Nesse contexto, exploramos três teorias
distintas para classificar substâncias como ácidas ou básicas. Essa abordagem
encontra respaldo na utilização da escala de pH, exemplificada pela necessidade
de monitorar o pH ao realizar a limpeza de piscinas.
Concluímos nossa temática com o conceito de solução tampão, cuja impor-
tância é notável e abrangente. Um exemplo elucidativo reside na manutenção do
pH sanguíneo, situado entre 7,37 e 7,44, evidenciando a sua aplicabilidade crítica.
A partir desse ponto, você estará capacitado a aplicar esses conceitos em variados
contextos com destreza.
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AUTOATIVIDADE
1. Equilíbrio químico estuda reações reversíveis, sendo que um sistema em equilíbrio repre-
senta um estado dinâmico. Para que o equilíbrio químico se estabeleça, é necessário que
o sistema esteja fechado e que a temperatura e pressão permaneçam constantes.
a) O equilíbrio químico pode ser definido como a igualdade da velocidade da reação direta
e inversa. Além disso, dizemos que o equilíbrio químico é dinâmico, ou seja, as reações
direta e inversa acontecem simultaneamente na mesma velocidade.
b) Em uma reação em equilíbrio químico, as quantidades de reagentes e produtos devem
ser obrigatoriamente iguais.
c) No cálculo da constante de equilíbrio para substâncias expressas mol.L-1, sua unidade
também será mol.L-1.
d) Independentemente do estado físico da matéria, toda substância deve ser incluída na
constante de equilíbrio químico.
e) Quanto maior o valor da constante de equilíbrio, maior a presença de reagentes na rea-
ção.
2. Há diferentes teorias que definem os ácidos e as bases. Cada teoria utiliza um tipo de
definição que caracteriza as substâncias como ácidas ou básicas. São elas: a teoria de
Arrhenius, Brönsted-Lowry e Lewis.
a) I, apenas.
b) III e IV, apenas.
c) I e IV, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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AUTOATIVIDADE
[ PNO ]2 [ PO2 ]
Kc =
[ PNO2 ]
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REFERÊNCIAS
ATKINS, P.; JONES, L. Princípios de química: questionando a vida moderna e o meio ambiente.
5. ed. Porto Alegre: Bookman, 2012.
BROWN, L. et al. Química a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016.
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GABARITO
1. Alternativa A.
O equilíbrio químico pode ser definido como a igualdade da velocidade da reação direta e
inversa. Além disso, dizemos que o equilíbrio químico é dinâmico, ou seja, as reações direta
e inversa acontecem simultaneamente na mesma velocidade.
B. Incorreta. As quantidades de reagentes e produtos não precisam ser iguais.
C. Incorreta. A constante de equilíbrio é adimensional.
D. Incorreta. Substâncias líquidas, as sólidas não entram na constante de equilíbrio.
E. Incorreta. A presença de produtos é maior, e não a de reagentes.
2. Alternativa B.
3. Alternativa A.
A constante de equilíbrio é caracterizada pela pressão parcial dos produtos dividida pela
pressão parcial dos reagentes.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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TEMA DE APRENDIZAGEM 3
MINHAS METAS
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Quem nunca ouviu falar em corrosão? Este é um processo químico muito comum
em nosso cotidiano. Neste podcast, você pode aprender mais acerca deste assun-
to. Vamos ouvir? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
VAMOS RECORDAR?
Alguns átomos podem ganhar ou perder elétrons. Se acontece a perda de
elétrons, temos a formação de cátion, agora, se há ganho de elétrons, temos a
formação de ânions. Essa transferência de elétrons pode acontecer em uma
reação e, com isso, haverá mudança na carga elétrica das espécies químicas
envolvidas. As cargas elétricas dos átomos envolvidos numa reação química são
denominadas de número de oxidação (NOX). No vídeo NOX – Quer que Desenhe?,
do canal Descomplique, podemos relembrar como se calcula o NOX de diversos
elementos. Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=JW89VPpk3Lc.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 3
REAÇÕES DE NEUTRALIZAÇÃO
Na teoria proposta por Arrhenius, ao se misturar um ácido com uma base acon-
tece a reação de neutralização. De forma geral, quando um ácido reage com
uma base (nas características anteriores) há formação de sal mais água. Vamos
visualizar este conceito:
ácido base � sal água
E XE M P L IF IC A NDO
Ácido fosfórico tem três hidrogênios ionizáveis, ou seja, ele é capaz de liberar até
três H+, ao mesmo tempo que o hidróxido de sódio só é capaz de liberar um OH-.
Neste caso, acontece uma reação de neutralização parcial e o sal formado é ácido.
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2 Fe 3 Sn 2 � 2 Fe 2 Sn 4
agente agente
oxidante redutor
Fe 3 e � Fe 2
semirreação
de
redução
Sn 2 � Sn 4 2e
semirreação
de
oxidação
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 3
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o diagrama de uma célula galvânica (pilha), que é um tipo de célula
eletroquímica que converte energia química em energia elétrica por meio de uma reação redox espontânea. Do
lado esquerdo temos um ânodo de zinco, representado como “Zn(s)”, imerso em uma solução de sulfato de zinco
“ZnSO4 (aq)”. O ânodo libera elétrons e íons de zinco na solução. Do lado direito temos um cátodo de cobre,
representado como “Cu(s)”, imerso em uma solução de sulfato de cobre “CuSO4 (aq)”. O cátodo recebe elétrons e
íons de cobre são depositados nele. No centro da imagem, temos um disco poroso que permite o fluxo de ânions
entre as duas soluções para manter a neutralidade elétrica. As equações químicas indicam as reações de oxidação
no ânodo e redução no cátodo. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
Quando colocamos os dois polos de uma pilha em contato, cria-se uma diferença
de potencial (DDP), ou seja, a DDP é a diferença entre a energia potencial elétrica
entre os dois polos da pilha. A unidade de medida da DDP é volts (V).
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 3
SEMIRREAÇÃO Eº(V)
2 H+ + 2 e- ⇌ H2(g) 0,000
Tabela 1 – Lista abreviada dos potenciais padrão de redução / Fonte: adaptada de Harris (2012).
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REAÇÕES DE COMPLEXAÇÃO
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M L� ML
[ ML]
K f1
[ M ][ L]
ML L � ML2
[ ML2 ]
Kf2
[ ML][ L]
.
.
.
MLn1 L � MLn
[ MLn ]
K fn
[ MLn1 ][ L]
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PH αY-4
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EQUILÍBRIO DE PRECIPITAÇÃO
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Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar a respeito deste
tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
NOVOS DESAFIOS
Existem diferentes tipos de reações químicas, sejam de neutralização, redox,
complexação, precipitação, dentre outras. Agora você já sabe identificar algumas
dessas reações, inclusive identificar quais os compostos mais usados em cada uma
delas. As reações redox fazem parte do nosso cotidiano, por exemplo, na queima
de combustíveis e corrosão de metais.
Indústrias liberam efluentes e estes precisam, muitas vezes, serem neutrali-
zados para um descarte correto e isto é feito por meio do ajuste de pH (reações
de neutralização).
Os desafios de entender as reações químicas são muitos, mas agora você já tem
conhecimento para enfrentar alguns deles. Não deixe de colocá-los em prática!
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AUTOATIVIDADE
1. O hidróxido de sódio [Na(OH)] é considerado uma base forte e o ácido sulfúrico [(H2SO4)]
um ácido forte
a) Óxido.
b) Sal.
c) Éster.
d) Água oxigenada.
e) Hidrogênio.
MnO4 8 H 5 e Mn2 4 H 2O
a) Um agente redutor.
b) Um agente oxidante.
c) Uma forma reduzida.
d) Uma forma oxidada.
e) Um íon positivo.
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REFERÊNCIAS
BROWN, L. et al. Química a ciência central. 13. ed. São Paulo: Pearson Education do Brasil, 2016.
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GABARITO
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MINHAS ANOTAÇÕES
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UNIDADE 2
TEMA DE APRENDIZAGEM 4
ANÁLISE QUALITATIVA –
IDENTIFICAÇÃO E SEPARAÇÃO
DE CÁTIONS
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Para que possamos iniciar a jornada de identificação e separação de cátions e
ânions, algumas regras de solubilidade em água precisam ser lembradas.
Os sais derivados de ânions de ácidos fracos (HCN, H2CO3, H2S, H3BO3, H3PO4,
CH3COOH), de forma geral, são insolúveis. Em contrapartida, todos os nitratos
(compostos que possuem o íon NO3- em sua composição) são solúveis.
A maioria dos sulfatos (compostos que possuem o íon SO4-2 em sua composição)
são insolúveis (Ba+2 e Sr+2) ou pouco solúveis (Pb+2, Ca+2, Ag+, Hg2+2). Em geral, os sais
dos ânions Cl-, Br- e I- são solúveis, mas há exceções: para Cl- e Br-: Pb+2, Ag+, Hg2+2;
e para I-: Pb+2, Ag+, Hg2+2, Hg+2, Cu+.
Os sais de metais alcalinos (Grupo I da tabela periódica), na sua maioria, são
solúveis. Já os hidróxidos são insolúveis, em geral. Os fosfatos (compostos que
possuem o íon PO4-3 em sua composição) são insolúveis, exceto NH4+ e dos metais
alcalinos.
Para encerrar este momento recordação, os sais de ClO4- são solúveis, exceto K+ e
NH4+, e os fluoretos (F-) são insolúveis, exceto: Ag+, NH4+ e metais alcalinos.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 4
GRUPO I
GRUPO II
GRUPO III
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U N I AS S E LVI
GRUPO IV
GRUPO V
Reações do grupo I
Ag Cl AgCl( s )
Pb 2 2Cl PbCl2( s )
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 4
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo I. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
Reações do grupo II
Cu 2 H 2 S CuS( s ) 2 H
Pb 2 H 2 S PbS( s ) 2 H
Cd 2 H 2 S CdS( s ) 2 H
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U N I AS S E LVI
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo IIA. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 4
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo IIB. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
Os cátions do grupo III formam sulfetos insolúveis. Este grupo também pode ser
dividido em dois subgrupos:
■ Grupo IIIA: os cátions (Al3+, Cr3+ e Fe3+) deste subgrupo formam hidró-
xidos insolúveis na presença de hidróxido de amônio (NH4OH) e cloreto
de amônio (NH4Cl).
■ Grupo IIIB: os cátions (Mn2+, Co2+, Ni2+ e Zn2+) formam sulfetos solúveis
na presença de Na2S em meio de hidróxido de amônio (NH4OH) e cloreto
de amônio (NH4Cl).
As reações de alguns cátions do grupo III com o agente precipitante estão repre-
sentadas a seguir:
Al 3 3 NH 3 3 H 2O Al (OH )3( s ) 3 NH 4
Co 2 S 2 CoS( s )
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U N I AS S E LVI
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo IIIA. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
Para completar o grupo III, a marcha analítica para o grupo IIIB está representada
na Figura 5.
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo IIIB. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 4
Ba 2 CO32 BaCO3( s )
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo IV. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o esquema de análise para a separação dos cátions do grupo V. Está
representado um esquema em estilo hierarquia, no qual as setas indicam qual a próxima etapa. Fim da descrição.
E M FO CO
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tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 4
NOVOS DESAFIOS
Ao realizarmos algum tipo de experimentação, a sensação que sentimos é única,
pois estamos fazendo a ciência acontecer. A identificação de cátions utilizando
a marcha analítica nos dá uma sensação ainda melhor, visto que, a olho nu, não
sabemos quais elementos estão presentes em determinada amostra. Agora, quan-
do adicionamos os reagentes corretos, na ordem certa, utilizamos centrífuga,
coletamos sobrenadante, e por aí vai, é possível visualizarmos os resultados. Há
formação de precipitado colorido, mudança de cor da solução, liberação de gás
com cor, odor característico – enfim, é uma verdadeira aventura.
Identificar cátions não é uma tarefa simples, mas isso não significa que não
seja prazerosa. É um desafio que devemos encarar, pois sentir a sensação de que
esse tipo de análise proporciona é única. Então, não deixe de encarar este desafio,
você não vai se arrepender!
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AUTOATIVIDADE
1. Por meio da marcha analítica, podemos identificar cátions. Estes cátions são divididos em
cinco grupos e cada um deles tem um reagente do grupo, com exceção do Grupo V. O
reagente do Grupo IV, por exemplo, é o carbonato de sódio em meio amoniacal.
Qual dos cátions, a seguir, forma carbonatos insolúveis em solução na presença de carbonato
de amônio ((NH4)CO3)?
a) Prata.
b) Cálcio.
c) Mercúrio.
d) Selênio.
e) Amônio.
I - Análise química clássica envolve o uso de propriedades físicas dos analitos e equipa-
mentos sofisticados.
II - Análise química qualitativa busca conhecer somente a presença ou ausência de um
determinado analito, sem se preocupar com a quantidade presente.
III - Análise química instrumental envolve o uso de reações químicas, nas quais, por meio de
resultados visuais, o analista consegue prever a quantia de analito na amostra.
IV - A análise de cátions envolve a separação do cátion por meio do uso de precipitação,
com posterior análise para a identificação do cátion.
a) I, apenas.
b) I e IV.
c) I, II e III.
d) II e III, apenas.
e) II e IV.
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7
AUTOATIVIDADE
3. Dentre os cinco grupos de cátions, há um grupo que possui como reagente o ácido clorí-
drico diluído.
Qual dos cátions, a seguir, forma cloretos insolúveis em solução na presença de ácido clo-
rídrico (HCl)?
a) Alumínio.
b) Magnésio.
c) Estanho.
d) Prata.
e) Cádmio.
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REFERÊNCIAS
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GABARITO
1. Alternativa B. Os cátions do grupo IV, isto é, grupo que tem como reagente carbonato de
sódio em meio amoniacal, são: Ba (II), Ca (II) e Sr (II).
2. Alternativa E.
3. Alternativa D. Regente do grupo I: ácido clorídrico diluído e os cátions: Pb (II), Hg (I) e Ag (I).
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MINHAS ANOTAÇÕES
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TEMA DE APRENDIZAGEM 5
ANÁLISE QUALITATIVA –
IDENTIFICAÇÃO E SEPARAÇÃO
DE ÂNIONS
MINHAS METAS
Reconhecer os ânions.
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Alguns conceitos são ditos como básicos, mas não deixam de ser essenciais para
entendermos diversos fundamentos. Existem substâncias com carga, denominadas
íons. Dependendo da carga do íon, positiva ou negativa, ele é caracterizado como
ânion ou cátion. Vamos recordar esses conceitos e alguns outros no vídeo Íons
– Átomos Perdendo e Ganhando Elétrons. Acesse: https://www.youtube.com/
watch?v=jO49A04Maq4.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
EXEMPLIFICANDO
Kps [ Pb(aq
2 2 2
) ].[ IO3( aq ) ] [ x ][2 x ] 4 x
3
2, 45.1013 4 x3
x 3, 944.105 mol / L
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U N I AS S E LVI
ANÁLISE GRAVIMÉTRICA
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
Este tipo de análise possui como vantagens: é um tipo de método que não depen-
de de padrões, elevada exatidão e instrumentação simples e barata, entretanto,
possui como desvantagens: não é aplicável para analito em concentração traço;
possui procedimentos laboratoriais demorados; e apresenta perda de precipitado
nas etapas de transferência, filtração, lavagem e secagem.
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U N I AS S E LVI
CARBONATOS (CO3-2)
São solúveis em água. Exceção: carbonatos dos metais alcalinos e carbonato de amônio.
BICARBONATOS (HCO3-)
CLORETOS (CL-)
São solúveis em água. Exceção: cloreto de mercúrio (I), de prata, cobre (I) e oxicloreto
de bismuto, de antimônio e de mercúrio (I).
BROMETOS (BR-)
IODETOS (I-)
São solúveis em água. Exceção: iodeto de mercúrio (I), de mercúrio (II), de prata, de
chumbo e de cobre (I).
FLUORETOS (F-)
NITRATOS (NO3-)
SULFATOS (SO4-2)
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
Grupo II: são ânions que formam compostos em solução, sendo a identificação
feita por meio da formação de precipitado ou de reações de oxirredução. Assim
como no grupo I, são subdivididos em subgrupos A e B.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
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U N I AS S E LVI
Hexaciano-
Desprendimento de gás incolor de CO que, se
ferrato II e III
19 levado à chama, produz uma chama de coloração
([Fe(CN)6]4-)
azul.
([Fe(CN)6]3-)
Quadro 1 – Reações e características de ânions frente a adição de H2SO4 concentrado / Fonte: a autora.
Carbonato :
CO32 H 2 SO4 CO2( g ) SO42 H 2O
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Bicarbonato :
2 HCO3 H 2 SO4 2CO2( g ) SO42 2 H 2 O
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
4 S 2 H 2 SO4 H 2 S( g ) SO42
12 2 I 2 H 2 SO4 I 2( s ) SO42 2 H 2O
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U N I AS S E LVI
Oxalato :
C2O42 H 2 SO4 CO( g ) CO2( g ) SO42 H 2O
Tartarato :
No teste prévio II, a identificação dos ânions acontece por meio de reações de
oxirredução. Nesse tipo de reação, ocorre a transferência de elétrons, ou seja,
alguma substância ganha elétrons, enquanto outra perde. O reagente adicionado
é o íon permanganato (MnO4-), o qual sofre redução.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
O agente redutor é aquele que sofre oxidação, ou seja, se ele sofre oxidação,
obrigatoriamente outra substância sofre redução. Então, ele faz com que outro
composto reduza. Do mesmo modo, o agente oxidante sofre redução, provocando
a oxidação de outra substância. Além desses conceitos, ressalta-se: quem ganha
elétrons sofre redução, quem perde, oxidação.
Marcha analítica:
2 MnO4 10 I 16 H 3O 5 I 2 2 Mn 2 24 H 2O
Assim como no teste prévio II, no teste prévio III acontece uma reação de oxir-
redução. Íons presentes na amostra vão sofrer redução, para que ânions, como o
I-, sofram oxidação. Para deixar clara a diferença entre os testes: no teste anterior,
o íon I- era analito, aqui ele é reagente.
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U N I AS S E LVI
Marcha analítica:
2CrO42 6 I 16 H 3O 3 I 2 2Cr 2 24 H 2O
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
Reações de identificação
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U N I AS S E LVI
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 5
E M FO CO
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virtual de aprendizagem.
NOVOS DESAFIOS
As reações de precipitação desempenham um papel significativo na separação e
purificação de compostos, além de serem aplicáveis para a análise gravimétrica.
A gravimetria, uma técnica de análise quantitativa clássica, destaca-se pela sua
aplicação na determinação de diversos íons em amostras complexas.
A utilidade da gravimetria por precipitação é exemplificada na determinação
de Fe (III) em minérios, na análise de íons Ca (II) em águas naturais e na quan-
tificação de íons Cl- em água do mar.
A execução da marcha analítica revela-se como uma valiosa ferramenta, exi-
gindo cuidado e atenção em cada etapa do processo. Durante esse procedimento,
observam-se efeitos macroscópicos distintos, como mudanças de cor, formação de
precipitado e liberação de gás, fenômenos facilmente perceptíveis pelos sentidos,
incluindo a visão e o olfato. A compreensão desses eventos é crucial para a inter-
pretação precisa dos resultados obtidos na análise gravimétrica por precipitação.
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AUTOATIVIDADE
a) AgK+ClI.
b) AgI+KCl.
c) AgI+ClK.
d) KI+Ag.
e) ClI+K.
2. Os ânions são divididos em grupos para facilitar sua identificação e separação. Além disso,
testes preliminares podem fornecer informações adicionais, como minimizar interferências.
I - Ânions são substâncias que doam elétrons por conta de sua elevada eletronegatividade.
II - Ânions podem ser facilmente separados e identificados, de forma semelhante ao modo
de análise dos cátions.
III - A separação utilizando BaCl2 e AgCl está baseada em reações de precipitação de de-
terminados ânions.
a) I, apenas.
b) III, apenas.
c) I e III, apenas.
d) II e III, apenas.
e) I, II e III.
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AUTOATIVIDADE
3. O equilíbrio químico representa um estado dinâmico, no qual dois ou mais processos acon-
tecem ao mesmo tempo na mesma velocidade. Esse estado de equilíbrio pode sofrer
perturbações e se alterar. Na análise gravimétrica, o analito é separado na amostra como
um precipitado e é convertido em uma espécie de composição conhecida que pode ser
pesada.
a) I e III, apenas.
b) II e I, apenas.
c) II e III, apenas.
d) I, II e III.
e) I, apenas.
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REFERÊNCIAS
SKOOG, A. D. et al. Fundamentos de química analítica. 8. ed. São Paulo: Thomson, 2006.
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REFERÊNCIAS
1. Alternativa B.Todas as outras alternativas não formam substâncias reais, por exemplo: ClI, ClK.
2. Alternativa C.
II. Incorreta. A separação e identificação de ânions não acontece de forma sistemática como
nos cátions.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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TEMA DE APRENDIZAGEM 6
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Ao abordar o erro durante o tratamento de dados, devemos empregar a notação
científica para expressar corretamente os resultados. Essa forma de representação
numérica desempenha um papel significativo na compreensão das ideias
estudadas. Vale a pena revisitar brevemente como escrevemos em notação
científica assistindo ao vídeo Notação Científica. Acesse: https://www.youtube.
com/watch?v=0z-Ic1SqACw.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 6
A P RO F UNDA NDO
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U N I AS S E LVI
Erros
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 6
ERROS DO MÉTODO
ERROS INSTRUMENTAIS
erroabsoluto
errorelativo = .100%
valorreferência
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U N I AS S E LVI
A média (ou valor médio) é dada pela soma dos valores individuais, dividido pelo to-
tal de repetições. Quando se faz replicatas das análises, ou seja, faz várias medidas da
amostra (em química analítica é indicado, no mínimo, triplicata), ao final, pode ser
calculada a média dos valores encontrados. Matematicamente, a média é dada por:
x1 x2 ... xn
X
n
s
( x x)
i i
2
n 1
Sendo:
xi = valor individual da medida.
x = valor da média.
n = número de replicatas.
∑i = somatório.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 6
Teste t de student
| x1 x2 |
tcalculado
s12 s2
2
n1 1 n2 1
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U N I AS S E LVI
Dentro das replicatas, pode haver valores distintos e, visualmente, não se pode
decidir se tal valor deve ou não ser descartado. Para realizar essa avaliação, o teste
Q é indicado. Para compreendermos esse teste, vamos fazer uso de um exemplo.
E XE M P L IF I C A NDO
Variação
Qcalculado =
Intervalo
Sendo a variação a diferença entre o valor duvidoso e o valor mais próximo, en-
quanto o intervalo é a diferença entre o valor mais alto e o valor mais baixo. Apli-
cando com os valores aqui exemplificados:
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 6
E M FO CO
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tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
NOVOS DESAFIOS
Na área da química analítica, a condução do tratamento estatístico dos dados é
crucial, uma vez que as análises realizadas têm implicações diretas na tomada de
decisões, portanto, é imperativo determinar se uma medida específica deve ser
considerada, compreendendo detalhes de sua exatidão e precisão.
A avaliação dos algarismos significativos desempenha um papel fundamen-
tal na análise da exatidão da medida. A realização de replicatas é essencial, pois
fornece insights acerca da precisão da medida, destacando a consistência dos
resultados obtidos. Embora existam erros que estejam além do nosso controle, a
distinção entre aqueles que podem e não podem ser controlados é crucial. Esse
discernimento não apenas permite a minimização de erros evitáveis, mas também
contribui significativamente para aumentar a confiabilidade global dos resultados
obtidos nas análises químicas.
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AUTOATIVIDADE
1. Uma vez que uma única análise não fornece informações acerca da variabilidade dos re-
sultados, geralmente os químicos utilizam entre duas e cinco porções (réplicas) de uma
amostra para realizar um procedimento analítico completo. A reprodutibilidade das medi-
das é descrita pela precisão. Já a exatidão é a proximidade de um valor medido em relação
a um valor verdadeiro ou aceito.
I II III IV
Fonte: Guarda (2019b, p. 34).
Após a análise das ilustrações, identifique os dardos que indicam baixa exatidão e alta precisão:
a) I.
b) II.
c) III.
d) IV.
e) I e III.
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AUTOATIVIDADE
2. Há diferentes tipos de erros, dentre eles, o erro aleatório e o erro sistemático. Erro sistemático
é aquele que pode ser determinado e controlado, enquanto o erro aleatório está relacio-
nado a variáveis que não podem ser controladas.
I - O erro aleatório ou indeterminado está relacionado a erros cometidos pelo analista, pela
calibração, preparo de soluções ou ainda a inexperiência.
II - O erro aleatório faz com que a precisão seja afetada, uma vez que os valores encon-
trados serão diferentes a cada medida realizada, uma vez que não são provenientes de
problemas analíticos do operador.
III - O erro sistemático é proveniente de uma falha instrumental ou na realização do expe-
rimento pelo analista, podendo ter três origens: instrumental, do método ou pessoal.
IV - O erro sistemático faz com que todas as medidas sejam distantes uma das outras, afe-
tando a precisão da medida.
a) I e III.
b) II, III e IV.
c) II e III.
d) I, II e IV.
e) III e IV.
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AUTOATIVIDADE
3. O erro absoluto está relacionado a quanto o valor encontrado está distante do valor de
referência. Quanto mais próximo de zero for este erro, melhor. Se o valor do erro absoluto
for expresso em porcentagem, ele é chamado de erro relativo.
Suponha que você tenha a tarefa de medir os comprimentos de uma ponte e de um parafuso
e obteve as medidas 9.999 cm e 9 cm, respectivamente. Se os valores verdadeiros forem
10.000 cm e 10 cm, respectivamente, o valor do erro absoluto e do erro absoluto relativo,
em módulo, está corretamente representado na alternativa:
a) Erro absoluto: 0,001000 para ponte e 1 para o parafuso. Erro absoluto relativo: 0,01000
para ponte e 10 para o parafuso.
b) Erro absoluto: 1 para ponte e 0,1 para o parafuso. Erro absoluto relativo: 0,0001 para ponte
e 100 para o parafuso.
c) Erro absoluto: 10 para ponte e 1 para o parafuso. Erro absoluto relativo: 0,1 para ponte e
10 para o parafuso.
d) Erro absoluto: 1 para ponte e para o parafuso. Erro absoluto relativo: 1 para ponte e 10
para o parafuso.
e) Erro absoluto: 1 para ponte e 10 para o parafuso. Erro absoluto relativo: 0,1 para ponte e
1 para o parafuso.
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REFERÊNCIAS
SKOOG, A. D. et al. Fundamentos de química analítica. 8. ed. São Paulo: Thomson, 2006.
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GABARITO
1. Alternativa D.
2. Alternativa C.
I. Incorreta. O erro sistemático está relacionado a erros cometidos pelo analista, pela cali-
bração, preparo de soluções ou ainda a inexperiência.
IV. Incorreta. Afeta a exatidão das medidas.
3. Alternativa A.
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UNIDADE 3
TEMA DE APRENDIZAGEM 7
ANÁLISE QUANTITATIVA
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Os métodos instrumentais e clássicos são tipos de métodos que a química
analítica quantitativa abrange. Vamos recordar alguns conceitos envolvendo
estes métodos? Assista ao vídeo Diferença entre Métodos Analíticos Clássicos e
Instrumentais. Acesse: https://www.youtube.com/watch?v=gR4RItWvuVo.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
MÉTODOS DE CALIBRAÇÃO
A P RO F UNDA NDO
Para verificar se há uma correlação linear entre duas variáveis (x1 e y1), comu-
mente, utiliza-se o coeficiente de correlação de Pearson (r):
n x1 y1 x1 y1
r
{[n x ( x1 ) 2 ][n y12 ( y1 ) 2
2
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U N I AS S E LVI
y a bx
y= variável dependente.
x= variável independente.
b= inclinação da reta.
a= intersecção no eixo y.
n x1 y1 x1 y1
b
n x12 ( x1 ) 2
a y bx
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
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U N I AS S E LVI
Descrição da Imagem: a imagem apresenta uma curva de adição de padrão, na qual os pontos são valores de concentração
conhecidos do analito adicionados à amostra. Para determinar a concentração do analito na amostra, é feita a extrapolação,
ou seja, é realizada a continuidade da reta no sentido negativo do eixo x. Neste ponto, o valor de y (da equação da reta)
é zero, sendo possível determinar o valor de x, o qual se refere à concentração do analito na amostra. Fim da descrição.
MÉTODOS TITULOMÉTRICOS
ZO O M N O CO NHEC I M ENTO
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
Há alguns requisitos para que uma reação seja adequada para a titulação, dentre eles:
■ Ser uma reação rápida, se for lenta, é necessário utilizar catalisador.
■ A reação entre o analito e o reagente titulante deve ser bem definida.
■ Boa sinalização do ponto final da reação.
Descrição da Imagem: a imagem apresenta a titulação na prática. O titulante está presente na bureta e o titulado
no Erlenmeyer. Para que a titulação aconteça, o analista deve abrir a torneira da bureta com uma mão e segurar o
Erlenmeyer com a outra. Observa-se também a presença do indicador fenolftaleína, o qual mostra que o ponto de
viragem, ou seja, evidencia a mudança de cor (indo do incolor para o rosa) quando o volume do titulante adicionado
é equivalente a quantidade de analito na amostra. Fim da descrição.
É necessário saber quando a reação chega ao final e, para tal, avalia-se o ponto de
equivalência ou ponto final teórico e o ponto final, mas, afinal, o que significa tais
termos? O ponto de equivalência é o ponto da titulação em que a quantidade de
reagente padrão adicionado é equivalente à quantidade do analito. É calculado utili-
zando a estequiometria da reação e não pode ser determinado experimentalmente.
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Et V f Veq
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
Existe uma representação gráfica para a titulação, conhecida por curva de titula-
ção. A Figura 4 representa uma dessas curvas. Ela mostra a variação logarítmica
de determinada propriedade, em função do volume do titulante.
Descrição da Imagem: a
imagem apresenta uma
curva de titulação áci-
do-base, sendo o eixo y
composto por valores de
pH e o eixo x por volume
do titulante. Há um pon-
to vermelho no meio do
gráfico, indicando o pon-
to de equivalência. Na
inflexão do gráfico, ou
seja, na parte em que o
volume de titulante adi-
cionado permanece qua-
se constante, é quando
se verifica a faixa de pH
do indicador a ser utili-
zado. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
próximo ao ponto de equivalência, visto que cada indicador possui uma zona de
transição, onde acontece a variação de coloração. Explicando de outra forma: o
indicador ácido-base é um tipo de substância cuja a cor depende do pH do meio.
A curva de titulação é uma ferramenta importante para verificar o compor-
tamento do sistema estudado e determinar o pH nas proximidades do ponto de
equivalência. De forma resumida, em uma titulação de:
■ Ácido forte com base forte → pHponto de equivalência = 7,00.
■ Ácido fraco com base forte → pHponto de equivalência > 7,00.
■ Ácido forte com base fraca → pHponto de equivalência < 7,00.
Quando é feita a titulação de um ácido forte com uma base forte, a curva de titula-
ção pode ser dividida em três regiões: antes do ponto de equivalência (PE), no PE
e após o PE. De forma a calcular a curva de titulação, quatro etapas são analisadas.
A solução contém uma mistura de ácido forte que ainda não reagiu com a base forte e
o sal formado pela reação ácido-base. O pH da solução será dado pelo ácido forte que
está em solução.
A quantidade de base adicionada reagiu com todo ácido presente na solução, forman-
do água. O pH será determinado pelo equilíbrio da água.
Há excesso de base forte. O pH da solução será dado pela dissociação da base forte.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
Etapa 1:
Etapa 2:
Supondo a adição de 10,0 mL de NaOH.
nº de mol de NaOH adcionado = CNaOH x VNaOH adicionado = 0,100 x 0,01 = 0,00100
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,00100 - -
Equilíbrio 0,00900 - 0,00100 0,00100
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U N I AS S E LVI
Etapa 3:
VNaOH adicionado = 100,0 mL
nº de mol de NaOH = CNaOH x VNaOH adicionado = 0,100 x 0,1 = 0,0100
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,0100 - -
Equilíbrio - - 0,0100 0,0100
Sais de ácido forte e base forte não sofrem hidrólise. Neste caso:
H 3O 1, 00 x 107 mol / L
pH 7, 00
Etapa 4:
Supondo a adição de 102,0 mL de NaOH.
VNaOH adicionado = 100,0 mL
nº de mol de NaOH = CNaOH x VNaOH adicionado = 0,100 x 0,102 = 0,0102
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,0102 - -
Equilíbrio - 0,000200 0,0100 0,0100
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
A Figura 5 representa, graficamente, a titulação de um ácido forte com uma base forte.
Figura 5 – Gráfico da titulação de um ácido forte com uma base forte / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem destaca a curva de titulação do HCl. No eixo vertical, marcado de zero a doze,
denota o “pH do titulado”, enquanto o eixo horizontal, de zero a trinta e cinco, representa o “volume do titulante
(NaOH) em mL”. A curva inicia próxima ao zero, atinge 25 e finaliza com uma pequena curva no 30. O gráfico exibe
oito pontos ao longo da curva. À esquerda, um retângulo identificado como “ponto de equivalência” tem uma seta
apontando o ponto cinco. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
A solução contém uma mistura de ácido fraco que ainda não reagiu com a base forte
e o sal formado pela reação ácido fraco com a base forte. O pH da solução será dado
pelo sistema tampão formado.
A quantidade de base adicionada reagiu com todo ácido presente na solução, forman-
do água e um sal de ácido fraco com base forte. O pH será determinado pela hidrólise
do sal.
Há excesso de base forte. O pH da solução será dado pela dissociação da base forte.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
Etapa 1:
CH 3COOH H 2O � CH 3COO H 3O
Início 0,0100 - - -
Equilíbrio 0,0100-x - x x
Sendo,
Etapa 2:
Supondo a adição de 20,0 mL de NaOH.
nº de mol CH3COOH inicial = CCH COOH x VCH COOH = 0,100 x 0,100 = 0,0100 mol
3 3
n° de mol NaOH adicionado = CNaOH x VNaOH = 0,100 x 0,0200 = 0,00200 mol
Vfinal da solução = 100 mL + 20 mL = 120 mL= 0,120 L
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,00200 - -
Equilíbrio 0,00800 - 0,00200 0,00200
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U N I AS S E LVI
No equilíbrio:
0, 00800
[CH 3COOH ] 0, 0667 mol / L
0,120
0, 00200
[CH 3COO ] 0, 0167 mol / L
0,120
[CH 3COO ][ H 3O ] 0, 0167[ H 3O ]
Ka 1, 80 x105 [ H 3O ] 7, 20 x105 mol / L
[CH 3COOH ] 0, 0667
pH 4,14
Etapa 3:
VNaOH adicionado = 100,0 mL
nº de mol de NaOH = CNaOH x VNaOH adicionado = 0,100 x 0,1 = 0,0100
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,0100 - -
Equilíbrio - - 0,0100 0,0100
0, 0100
[CH 3COONa
= ] = 0, 0500mol / L
0, 200
Hidrólise do acetato:
Início 0,0500 - - -
Equilíbrio 0,0500-x - x x
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
No equilíbrio:
pOH log[OH ] 5, 28
pH 14 pOH 8, 72
Ca
■ Se ≤102 → Efetuar o cálculo simplificado (Ca-x = Ca).
Kh
Ca
■ Se ≥102 → Efetuar o cálculo sistemático, não considerar (Ca-x = Ca).
Kh
Etapa 4:
Supondo a adição de 100,10 mL de NaOH.
VNaOH adicionado = 100,10 mL
nº de mol de NaOH = CNaOH x VNaOH adicionado = 0,100 x 0,10010 = 0,010010
Início 0,0100 - - -
Adição - 0,01001 - -
Equilíbrio - 0,01001 0,0100 0,0100
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U N I AS S E LVI
1, 00 x105
4, 998 x105 mol / L
(0,100 0,1001)
Figura 6 – Gráfico da titulação de um ácido fraco com uma base forte / Fonte: a autora.
Descrição da Imagem: a imagem destaca a curva de titulação do CH3COOH. No eixo vertical, marcado de zero a
14, denota o “pH do titulado”, enquanto o eixo horizontal, de zero a 70, representa o “volume do titulante (NaOH)
em mL”. A curva inicia próxima ao zero, atinge 50 e finaliza após uma pequena curva no 70. O gráfico exibe 11
pontos ao longo da curva. À esquerda, um retângulo identificado como “Ponto de equivalência” tem uma seta
apontando entre os pontos seis e sete. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 7
E M FO CO
Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar a respeito deste
tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
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U N I AS S E LVI
NOVOS DESAFIOS
Por intermédio da análise quantitativa, é pos-
sível quantificar determinada espécie. Essa
quantificação pode ser feita por meio dos mé-
todos clássicos ou instrumentais, sendo ne-
cessário verificar as condições de análise para
definir qual o tipo de método mais adequado.
Os métodos instrumentais possuem maior
aplicabilidade no âmbito industrial.
Quando uma medida instrumental é feita,
faz-se necessário realizar a calibração para a ob-
tenção do resultado final, sendo possível fazer,
por exemplo, a calibração externa ou o método
da adição de padrão. Ambos são amplamente
empregados.
Outra maneira de quantificar um anali-
to é por meio da titulação, sendo que, neste
procedimento, a quantificação da espécie de
interesse acontece mediante uma reação com-
pleta com o titulante adicionado. Na titulação,
o analista deve estar bem atento para o “ponto
de viragem”, quando há mudança de alguma
propriedade física da solução, por exemplo,
mudança de cor.
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AUTOATIVIDADE
1. É possível realizar a titulação de um ácido forte com uma base forte (vice-versa) ou de um
ácido fraco com uma base forte (vice-versa), desde que o titulante seja uma base ou um
ácido forte.
Assinale a opção que apresenta os instrumentos de medição de volume mais indicados para
a realização de uma titulação:
a) Bureta e Erlenmeyer.
b) Proveta e Erlenmeyer.
c) Pipeta volumétrica e Erlenmeyer.
d) Proveta e béquer.
e) Pipeta volumétrica e béquer.
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AUTOATIVIDADE
3. Na titulação de um ácido forte e uma base forte, o ponto de equivalência está bem definido,
graficamente, enquanto, quando a titulação é de um ácido fraco com uma base forte, o
gráfico não é tão claro.
O gráfico, a seguir, foi obtido com os dados da titulação de uma amostra de determinada
substância presente em um produto comercial.
Fonte: a autora.
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REFERÊNCIAS
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GABARITO
1. Alternativa D.
O H2SO4 é o analito.
2. Alternativa A.
Bureta e Erlenmeyer.
3. Alternativa C.
O gráfico corresponde a uma titulação entre um ácido fraco (ácido acético presente no vina-
gre) e uma base forte (hidróxido de sódio; NaOH). Verifica-se, neste caso, um valor elevado
para o pH ao final da reação.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 8
TÉCNICAS INSTRUMENTAIS
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
A luz solar pode ser decomposta nas cores do arco íris e o experimento feito para
comprovar tal fato foi peça chave na descoberta de algumas radiações. Vamos ou-
vir a história da descoberta das radiações ultravioleta e infravermelha? Recursos
de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente virtual de aprendizagem.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
VAMOS RECORDAR?
Existem alguns princípios básicos que vão ajudar a compreender os métodos
espectrométricos, dentre eles, o espectro eletromagnético. Vamos recordar
o que é o espectro eletromagnético e quais os conceitos associados a ele?
Assista ao vídeo O Espectro Eletromagnético. Acesse: https://www.youtube.com/
watch?v=28JVQrLCFtM.
MÉTODOS ESPECTROMÉTRICOS
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U N I AS S E LVI
Comprimento da onda, λ
+
Amplitude
Campo elétrico
A
0
-
Tempo ou distância
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um gráfico com os parâmetros de uma onda associados a esse con-
ceito descrito nela. Estão apresentados o comprimento de onda (λ) e a amplitude (A). Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
Estado excitado
Excitação (absorção de
energia)
Estado fundamental
Descrição da Imagem: a imagem apresenta a excitação de um átomo, ou seja, quando este recebe uma certa
magnitude de energia ele a absorve, saindo do estado fundamental (de menor energia) e indo para o estado
excitado (de maior energia). Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
A 5p B IR VIS UV
4
3
4,0 2
1
4p E2 0
Energia, elétrons-volts
3,0 4
3
2
1
Energia
E1 0
2,0 3p
1,0
4
330 nm
590 nm
285 nm
3
2
1
3s E0 0
0 λ1 λ4 λ’1 λ’5 λ’1 λ’5
Figura 3 – Demonstração da absorção de energia por um átomo (A) e por uma molécula (B)
Fonte: adaptada de Skoog et al. (2006).
Descrição da Imagem: a imagem apresenta a absorção de energia por um átomo isolado (em A) e por uma mo-
lécula (em B). É notável a diferença do número de níveis energéticos quando se compara a absorção de energia
por um átomo e por uma molécula. A absorção de energia de uma molécula acontece em vários níveis de energia
e dentro de cada nível (em B: E0, E1 e E2) há subníveis energéticos, fato não observado quando se trata de um
átomo. Fim da descrição.
Espectrofotometria UV/Vis
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
por potência radiante incidente (P0) é maior que a radiação que não é absorvi-
da pela amostra, chamada de potência radiante transmitida (P). Para facilitar a
compreensão de tais conceitos, a Figura 4 representa P0 e P.
Há uma relação quantitativa entre a absorção da radiação, a concentração
das espécies que absorvem radiação e o caminho ótico (meio em que a radiação
passa), relação que é conhecida como Lei de Beer (ou Lei de Beer-Lambert) e
está representada matematicamente:
A .b.c
Solução
absorvente de
concentração c
P0
P
Descrição da Imagem: a imagem apresenta a potência radiante incidente (P0) e a potência radiante transmitida
(P). É possível observar a diferença de magnitude entre elas, sendo P0 maior que P. Fim da descrição.
P
T=
P0
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U N I AS S E LVI
A log10 T
Para que uma análise espectrofotométrica possa ser feita, faz-se necessário utilizar
um espectrofotômetro, sendo este constituído das seguintes partes:
■ Fonte: é necessária uma fonte contínua, sendo que a potência não deve ter
alta variabilidade em uma faixa considerável de comprimento de onda.
Um exemplo desse tipo de fonte seria lâmpadas de deutério e hidrogênio.
■ Monocromador: dispersa a radiação nos comprimentos de onda que as
compõem e seleciona uma pequena faixa de comprimento de onda para
passar pela amostra ou detector.
■ Recipiente de amostra: a amostra é adicionada a uma célula ou cubeta
para ser analisada.
■ Detector: realiza a conversão da radiação que atravessa a cubeta em uma
quantidade capaz de ser medida por um equipamento. Podem ser de dois
tipos (além do olho humano, forma pouco usada atualmente): que res-
ponde a fótons e outro a calor. Basicamente, eles convertem a energia
radiante em sinais elétricos.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
A P RO F UNDA NDO
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U N I AS S E LVI
a) 5p b)
5p
4,0
4,0
4p 4p
3,0 3,0
Energia, eV
Energia, eV
2,0 3p 2,0 3p
Energia térmica
ou elétrica
285 nm
285 nm
330 nm
590 nm
330 nm
0 3s 0 3s
Excitação Emissão
atômica
c)
Absorbância
Figura 6 – Linhas de absorção (a) e emissão (b) de radiação do sódio e o espectro de linhas gerado
Fonte: adaptada de Skoog et al. (2006).
Descrição da Imagem: a imagem apresenta: a) as linhas de absorção de energia de um átomo, onde acontece
sua excitação, saindo do estado fundamental (de menor energia) para estados excitados (de maior energia),
representando a espectroscopia de absorção atômica; b) as linhas de emissão de energia de um átomo, com a
relaxação de elétrons elementares dos estados excitados, representando a espectroscopia de emissão atômica;
c) um espectro de absorção ou emissão, sendo o eixo composto por valores do comprimento de onda e o eixo y
contém a absorbância (valor fornecido pelo instrumento de análise). Em c) há três picos estreitos, sendo possível
afirmar a boa resolução do método empregado. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
Fonte de
Introdução Atomizador radiação Detector de Computador
de amostra (lâmpada de radiação
cátodo oco)
Moléculas Íons
Descrição da Imagem: a imagem apresenta as etapas do processo de atomização da amostra, ou seja, a amostra
líquida é transformada em aerossol. Quando a amostra chega no atomizador acontece o aquecimento desta e
gotículas finas vão para o estado gasoso. O aquecimento continua e sofre um aumento, com isso, o solvente
evapora e o analito permanece sólido. O aumento de temperatura provoca a quebra de ligações químicas, formando
átomos gasosos no estado fundamental. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
Dispositivo Transdutor(es)
de isolamento de Processador
Plasma comprimento de ondas
de sinal
Para a fonte de
potência de rf
Sistema
computacional
Nebulizador
Amostra
Descrição da Imagem: a imagem apresenta, esquematicamente, a sequência instrumental, com algumas dife-
renças para a espectrometria de absorção atômica, da espectrometria de emissão atômica. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 8
E M FO CO
Gostou do que discutimos até aqui? Temos mais para conversar a respeito deste
tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
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U N I AS S E LVI
NOVOS DESAFIOS
A espectroscopia atômica faz uso da radiação eletromagnética para determinar
a composição da amostra analisada. Cada átomo absorve ou emite energia em
um comprimento de onda característico, fato que permite a identificação e a
quantificação de diferentes espécies.
Nesse contexto, técnicas analíticas baseadas na espectroscopia atômica (de
absorção ou emissão, por exemplo) são amplamente empregadas em análises
clínicas, forenses, ambientais, metalúrgicas e de alimentos naturais e/ou proces-
sados, por exemplo. É um tipo de método que pode ser aplicado em diferentes
áreas, podendo ser empregado em seu âmbito profissional.
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AUTOATIVIDADE
A partir do estudo com espectrofotometria UV-Visível, quatro amostras de soluções com dife-
rentes concentrações conhecidas de aspirina foram analisadas, utilizando-se uma cubeta com
caminho óptico de 1 cm. A curva analítica é de: y = 7,6.10².x + 1,0.10-4. Considerando que o sistema
estudado atende aos pressupostos da Lei de Lambert-Beer, avalie as afirmações a seguir:
a) I e II.
b) II e IV.
c) III e IV.
d) I, II e III.
e) I, II e IV.
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AUTOATIVIDADE
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REFERÊNCIAS
SKOOG, A. D. et al. Fundamentos de química analítica. 8. ed. São Paulo: Thomson, 2006.
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GABARITO
1. Alternativa B.
2. Alternativa A.
3. Alternativa B.
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TEMA DE APRENDIZAGEM 9
TÉCNICAS INSTRUMENTAIS
E MEDIDAS
MINHAS METAS
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U N I AS S E LVI
P L AY N O CO NHEC I M ENTO
VAMOS RECORDAR?
Para realizar a análise de uma determinada amostra, faz-se necessário avaliar
o estado físico em que ela se encontra, pois, a depender da técnica, a amostra
deve estar em um estado físico específico. Você se lembra dos três estados
físicos e das suas principais características? Assista ao vídeo As Principais
Características dos Estados Sólido, Líquido e Gasoso, para ajudar a relembrar os
conceitos associados ao estado físico da matéria. Acesse: https://www.youtube.
com/watch?v=tub_WyELtCM.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
SEPARAÇÕES CROMATOGRÁFICAS
Existem espécies que não são analitos, mas estão presentes na amostra e estas po-
dem interferir no resultado analítico. Quando a substância afeta o sinal analítico
do analito, esta é conhecida como interferente, portanto, há necessidade de lidar
com os interferentes e isso pode ser feito por meio dos métodos de separação. As
separações isolam o analito dos outros componentes (possíveis interferentes) da
amostra. A separação pode ser completa ou parcial (SKOOG et al., 2006). Para
elucidar isso, a Figura 1 representa ambos os tipos de separação.
B
A
Separação completa
D
Mistura (a)
ABCD C
A
Separação parcial
Mistura (b)
ABCD
Mistura
BCD
Figura 1 – Representação da separação completa (a) e parcial (b) / Fonte: adaptada de Skoog et al. (2006).
Descrição da Imagem: a imagem apresenta dois tipos de separação, sendo em: (a) a separação completa, a qual
separa todas as espécies presentes na amostra e em (b) a separação parcial, a qual separa somente o analito do
restante da amostra. Fim da descrição.
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U N I AS S E LVI
Analitos com
Maior quantidade pouca afinidade
de interações com a pela FE são
FE. Maior retenção eluídos primeiro
dos analitos
Analito 1 Analito 2
Descrição da Imagem: a imagem apresenta a interação do Analito 1 (representado por bolinhas) e Analito 2 (repre-
sentado por triângulos) com a fase estacionária. O Analito 1 fica para trás, ou seja, ele interage mais com a FE, ficando
retido por mais tempo. Assim, o Analito 2, que interage menos com a FE, é eluido pela FM primeiro. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
A
Sinal do
t0 t1 t2 t3 t4
Tempo
Descrição da Imagem: a imagem apresenta um cromatograma, ou seja, um gráfico gerado quando os componentes de
uma mistura são separados, por meio de técnicas cromatográficas, e chegam ao detector. O eixo x representa o tempo
que cada componente demorou para chegar ao detector e o eixo y o sinal de resposta deste. Estão representados
dois picos, A e B, sendo que a espécie B atingiu o detector após a espécie A, pois t4 é maior que t3. Fim da descrição.
Existem diferentes tipos de cromatografia, tais como: coluna, camada fina, papel,
cromatografia líquida de alta eficiência e cromatografia gasosa.
“
[...] um tipo de cromatografia que emprega uma fase móvel líquida
e uma fase estacionária muito finamente dividida. Para se obter va-
zões satisfatórias, o líquido deve ser pressurizado a muitas centenas
de libras por polegada quadrada.
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U N I AS S E LVI
Aumento da polaridade
Partição
102
Adsorção Troca
(Partição iônica
em fase (Partição
reversa) normal)
103
Peso molecular
104
Exclusão
106
Descrição da Imagem: a imagem apresenta os tipos mais comuns de cromatografia líquida. Os tipos à direita da
figura são mais adequados para compostos polares e as técnicas descritas na parte de baixo da imagem são mais
adequadas para substâncias de alta massa molecular. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
Sistema de
Reservatório Sistema de Coluna Registro de
bombeamento Detector
de FM injeção cromatográfica dados
da FM
Descrição da Imagem: a imagem apresenta os componentes do cromatógrafo líquido, sendo estes nomeados,
da esquerda para a direita: reservatório de FM; sistema de bombeamento da FM; sistema de injeção; coluna
cromatográfica; detector; e registro de dados. Fim da descrição.
A P RO F UNDA NDO
A eluição dos compostos pode acontecer de duas maneiras: por gradiente e iso-
crática. A eluição por gradiente é caracterizada por sistemas de solventes signifi-
cativamente diferentes em relação a polaridade. Neste tipo de eluição, o tempo de
retenção (quanto tempo o analito fica em contato com a FE) melhora a eficiência e
a resolução da separação. A eluição isocrática acontece com apenas um solvente
ou por meio de uma mistura de solvente de composição fixa.
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U N I AS S E LVI
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
Descrição da Imagem: a imagem apresenta os componentes do cromatógrafo a gás composto, sendo estes
nomeados, da esquerda para a direita: gás de arraste; controlador de fluxo; sistema de injeção; coluna; forno;
detector; e registro de dados. Fim da descrição.
■ Gás de arraste: sua principal função é levar a amostra por meio da FE sem
alterar sua estrutura e conduzi-la ao detector com o mínimo de interferên-
cia possível. Como principais características, deve ser de alta pureza, inerte
e adequado ao detector. Os principais são: hélio, nitrogênio e hidrogênio.
■ Sistema de injeção: deve acontecer de forma rápida e com pequeno volu-
me. A temperatura deve ser mantida a um valor de tal forma que a amos-
tra se vaporize imediatamente, mas sem acontecer sua decomposição.
■ Coluna: deve ser selecionada de acordo com as propriedades do analito,
tais como: polaridade, peso molecular, volatilidade e quantidade de anali-
to na amostra. Há dois tipos de coluna: recheada ou empacotada e capilar.
É um tubo longo que contém a FE.
■ Forno: a coluna fica localizada no forno. Um bom controle de temperatu-
ra é crucial para a separação dos compostos desejados. Deve ser robusto
e sensível para que a temperatura programada seja mantida. Além de
permitir um rápido aquecimento e resfriamento.
■ Detectores: podem ser de diferentes tipos, assim como na cromatogra-
fia líquida. Alguns exemplos: detector de ionização em chama, detector
de captura de elétrons, detector de condutividade térmica, detector de
espectrometria de massa.
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U N I AS S E LVI
Eletroforese capilar
Fluxo eletrosmótico
+ -
Superfície do capilar
Descrição da Imagem: a imagem apresenta o fluxo eletroosmótico, bem como a distribuição de cargas na interface
capilar. O fluxo é causado pela dupla camada elétrica que se forma na interface sílica/solução. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
Potenciometria
Medidor digital
Eletrodo de
referência,
Eref Figura 8 – Célula utilizada em
análises potenciométricas
Fonte: adaptada de Skoog et al.
(2006).
Eletrodo
indicador Descrição da Imagem: a
metálico, Eind imagem apresenta uma tí-
pica célula potenciométrica,
Ponte salina,
a qual contém: eletrodo de
Ej
Solução do analito referência, ponte salina, so-
Membrana lução do analito e eletrodo
porosa indicador. Fim da descrição.
Ecélula = Eind - Eref + Ej
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U N I AS S E LVI
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
AgCl( s ) + ⇌ Ag ( s ) Cl
Condutometria e voltametria
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U N I AS S E LVI
Tipo de Tipo de
Nome Forma de onda voltametria Nome Forma de onda voltametria
Polarografia Polarografia
(a) Varredura E (b) Pulso E de pulso
linear Voltametria diferencial diferencial
hidrodinâmica
Tempo Tempo
Tempo
Tempo
Figura 10 – Sinais de excitação empregados na voltametria / Fonte: adaptada de Skoog et al. (2006).
Descrição da Imagem: a imagem apresenta os diferentes tipos de sinais de excitação da voltametria versus o
tempo: (a) o tipo de varredura é linear; (b) por pulso diferencial; (c) onda quadrada; e (d) triangular. Fim da descrição.
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T E MA DE A PRE ND IZAGEM 9
E M FO CO
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tema, vamos lá? Recursos de mídia disponíveis no conteúdo digital do ambiente
virtual de aprendizagem.
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U N I AS S E LVI
NOVOS DESAFIOS
Os métodos de separação são amplamente empregados, visto que não é comum
técnicas que respondem somente a uma espécie em específico, ou seja, método
responsivo a apenas um elemento ou analito. Por meio dos métodos de sepa-
ração, faz-se possível separar e identificar diferentes compostos em amostras
complexas. O ar ambiente seria um exemplo, pois existem milhares de subs-
tâncias que o compõem e, se desejamos, para elucidar, quantificar alguns gases
de efeito estufa, como o dióxido de nitrogênio e o metano, devemos primeiro
separar tais analitos do restante das espécies presentes na amostra. Essa separa-
ção pode ser feita por meio da cromatografia gasosa e a quantificação poderia
acontecer utilizando um detector de ionização de chama e o detector de captura
de elétrons, respectivamente.
Os métodos eletroanalíticos são seletivos, porém pode haver interferentes
presentes na amostra e estes, possivelmente, vão mascarar ou afetar o sinal ana-
lítico gerado pelo analito de interesse. Nesse contexto, é comum que primeiro
se realize a separação dos componentes da amostra, por meio de técnicas cro-
matográficas, por exemplo, ou um preparo de amostra (constitui em realizar
procedimentos químicos a fim de eliminar possíveis interferentes). A potencio-
metria, a condutometria e a voltametria podem ser aplicadas na determinação
quantitativa de diferentes espécies, em diversos tipos de amostra e meios, além
de serem utilizadas em processos de oxidação/redução e adsorção, processos
enzimáticos, dentre outros.
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AUTOATIVIDADE
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Fonte: a autora.
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AUTOATIVIDADE
2. A cromatografia gasosa é uma técnica de separação que, desde os anos 1970, vem sendo
cada vez mais utilizada na área da toxicologia forense; entretanto, como toda técnica, ela
tem limitações quanto ao seu emprego na fase de triagem.
A princípio, para ser passível de análise por cromatografia gasosa, uma substância precisa:
3. A voltametria estuda a relação entre: voltagem, corrente e tempo, sendo feita durante a
eletrólise de uma célula eletroquímica.
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REFERÊNCIAS
SKOOG, A. D. et al. Fundamentos de química analítica. 8. ed. São Paulo: Thomson, 2006.
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GABARITO
1. Alternativa C.
2. Alternativa B.
3. Alternativa A.
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MINHAS ANOTAÇÕES
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