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Ata Seis

Em 23 de outubro de 2024, foi concedida a liberdade provisória a Jeferson José Bonyorni Ceballos, após a homologação do Auto de Prisão em Flagrante. O juiz Marcelo Mazur determinou medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico em juízo e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização. O documento também destaca a regularidade da prisão e a ausência de motivos para a conversão em prisão preventiva.

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Em 23 de outubro de 2024, foi concedida a liberdade provisória a Jeferson José Bonyorni Ceballos, após a homologação do Auto de Prisão em Flagrante. O juiz Marcelo Mazur determinou medidas cautelares, incluindo comparecimento periódico em juízo e proibição de ausentar-se da comarca sem autorização. O documento também destaca a regularidade da prisão e a ausência de motivos para a conversão em prisão preventiva.

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PROJUDI - Processo: 0846883-86.2024.8.23.0010 - Ref. mov. 8.

1 - Assinado digitalmente por Marcelo Mazur


23/10/2024: CONCEDIDA A LIBERDADE PROVISÓRIA DE PARTE. Arq: Decisão

PODER JUDICIÁRIO DO ESTADO DE RORAIMA


COMARCA DE BOA VISTA
NÚCLEO DE PLANTÃO JUDICIAL E AUDIÊNCIAS DE CUSTÓDIA
(NUPAC) - COMPETÊNCIA CRIMINAL - PROJUDI

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Avenida CB PM José Tabira de Alencar Macedo, 602 - Fórum Criminal Ministro Evandro Lins e Silva - Caranã - Boa
Vista/RR - E-mail: [email protected]

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006


ATA DE AUDIÊNCIA DE CUSTÓDIA

Proc. n.° 0846883-86.2024.8.23.0010

A presente Decisão escrita é um complemento da Decisão oral já proferida nos Autos.

Aos 23 de outubro de 2024, no horário indicado na gravação, na Sala de Audiências do Núcleo de Plantão Judicial e
Audiência de Custódia (NUPAC) - Fórum Criminal Min. Evandro Lins e Silva, sob a presidência do Juiz MARCELO
MAZUR, foi aberta a Audiência de Custódia do processo em referência, estando presentes o Promotor de Justiça DIEGO
BARROSO OQUENDO, o Defensor Público JANUÁRIO MIRANDA LACERDA, e o Custodiado acompanhado
da tradutora pública Sr.ª RAQUEL DE LOS ANGELES PEREIRA RIBEIRO, RG n.º 435.103-7 SSP/RR,
compromissada na forma da lei.

Preliminarmente, garantiu-se entrevista prévia da Defesa com o Custodiado, em sala reservada cedida por este Tribunal.

O MM. Juiz esclareceu às partes que o depoimento será registrado em áudio e vídeo no sistema de gravação deste
Tribunal, e que ficará disponível no sistema PROJUDI.

Tratam as peças apresentadas do Auto de Prisão em Flagrante de JEFERSON JOSÉ BONYORNI CEBALLOS, lavrado
às 14h 30min do dia 22 de outubro de 2024, qualificador da modalidade prevista no artigo 302, I, do Código de Processo
Penal.

Em princípio, mediante um conhecimento prévio e não exauriente, subsumem-se os fatos na tipificação do crime previsto
no artigo 14, da Lei n.º 10.826/03.

O ilustre representante do Ministério Público manifestou-se pela homologação da prisão em flagrante com a concessão
de liberdade provisória e aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, tendo a Defesa se manifestado no mesmo
sentido.

É o suficiente relato. Fundamento e DECIDO.

A prisão é legal, ante a certeza preliminar da materialidade, dos indícios suficientes de autoria do delito e ante o
preenchimento dos requisitos ensejadores da medida detentiva. O Auto de Prisão em Flagrante encontra-se regular e
formalmente em ordem, não existindo nenhuma ilegalidade evidente na constrição ordenada, sendo cumpridas as
formalidades legais e respeitados os direitos individuais constitucionais.

Dispõe o inciso LXVI, do artigo 5º, da Constituição Federal, que "ninguém será levado à prisão ou nela mantido,
quando a lei admitir a liberdade provisória, com ou sem fiança." e os artigos 310, III, e 321, ambos do Código de
Processo Penal, regulamentam o deferimento daquela.

Os dispositivos citados têm aplicação à hipótese em tela, pelo quê deixo de converter a prisão em flagrante em prisão
PROJUDI - Processo: 0846883-86.2024.8.23.0010 - Ref. mov. 8.1 - Assinado digitalmente por Marcelo Mazur
23/10/2024: CONCEDIDA A LIBERDADE PROVISÓRIA DE PARTE. Arq: Decisão

preventiva, em razão da ausência de seus requisitos autorizadores, em observância ao disposto no artigo 312, do Código
de Processo Penal.

Para os fatos narrados nos Autos demonstra ser suficiente e necessária para coibir a prática de novas infrações penais,
bem como adequada a gravidade do crime e as condições pessoais do Custodiado a concessão da liberdade provisória
sem fiança com a aplicação de medidas cautelares diversas da prisão, conforme o disposto nos artigos 282 e 319, incisos
I e IV, do mencionado Ordenamento.

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Com efeito, observadas as formalidades legais, HOMOLOGO o presente Auto de Prisão em Flagrante, e, ainda,
considerando que a liberdade provisória é um direito subjetivo processual do Custodiado e à míngua de motivação para a
decretação de sua prisão preventiva, concedo a JEFERSON JOSÉ BONYORNI CEBALLOS o benefício da liberdade

Documento assinado digitalmente, conforme MP nº 2.200-2/2001, Lei nº 11.419/2006


provisória sem fiança, nos termos dos artigos 325, §1º, I, e 350, ambos do Código de Processo Penal, bem como aplico
as seguintes medidas cautelares previstas nos artigos 282 e 319, I e IV, do mesmo Ordenamento.

I. Comparecimento em Juízo, no prazo de 10 (dez) dias, para fornecer endereço e número de telefone
atualizados, assumindo o compromisso de, em caso de alguma alteração, seja de endereço ou de número de
telefone, informar ao respectivo Cartório para manter referidas informações sempre atualizadas;

II. Comparecimento periódico em Juízo bimestralmente, entre os dias 01 a 05, para informar e justificar suas
atividades, devendo apresentar comprovante de residência e informar número de telefone; e

III. Proibição de ausentar-se da Comarca por mais de 8 (oito) dias sem prévia autorização.

Expeça-se o respectivo Alvará de Soltura para cumprimento imediato pelo Sr. Oficial de Justiça perante a
autoridade carcerária, se por outro motivo não estiver Custodiado, tomando-se o compromisso do Custodiado de
comparecer a todos os atos processuais, nos termos dos artigos 327 e 328, do Código de Processo Penal, e das
medidas cautelares impostas, sob pena de revogação do benefício, com as advertências constantes do artigo 282,
§4º, do Código de Processo Penal.

Intime-se o Custodiado.

Notifiquem-se o Ministério Público e a Defensoria Pública.

Expeçam-se os expedientes necessários para o Consulado e Exército Brasileiro, diante da nacionalidade do Custodiado.

Após, encaminhem-se estes Autos ao cartório distribuidor para a remessa a Vara competente.

Boa Vista, 23/10/2024.

J u i z M A R C E L O M A Z U R
(Assinado Digitalmente - Sistema CNJ - PROJUDI)

Presentes os Acadêmicos de Direito ULYSSES PEREIRA DE SOUZA, CPF n.º 031999282-93, e ISABELA
TOMADON SUTER CORREA DA SILVA, CPF n.º 032.803.242-54.

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