1. A impiedade e a injustiça.
O termo “impiedade” é a tradução do grego Ele refere-
se a decisão do ser humano de viver como se Deus
não existisse (Sl 36.1; Jd 1.14,15). Já o vocábulo
“injustiça” vem do grego adikia e significa “sem retidão”.
A palavra carrega a ideia de não ser reto diante de
Deus e nem com o próximo (2 Pe 2.15). Ambas as
palavras revelam a situação geral da humanidade
não regenerada (Rm 1.18), sua idolatria, o culto a
criatura (Rm 1.19-23),
1. A impiedade e a injustiça.
a perversidade e a depravação moral (Rm 1.25-32)
que expressam a decisão deliberada do homem em des-
prezar a verdade divina (Rm 1.19,20). Essa investida
contra o temor a Deus e a relativização do pecado
aprisiona e cauteriza a consciência humana (1Tm 4.2).
Tais ações provêm da recusa do homem em glorificar
o Criador (Rm 1.21).
2. A insensatez humana.
O apóstolo Paulo assegura que a revelação geral de
Deus, por meio da natureza, faz com que o ser
humano possua o conhecimento sobre o Criador
(Rm 1.19,2oa). Por isso, ninguém pode ser
indesculpável acerca da realidade divina nem de seu
eterno poder (Rm 1.20b). Não obstante, mesmo em
contato diário com essa revelação, o homem iníquo não
glorifica a Deus nem lhe rende graças (Rm 1.21a).
2. A insensatez humana.
Em lugar de reconhecer o Criador, o ser criado age
como se não fosse criatura e se comporta como se
fosse divino (Gn 3.5). Por causa das especulações
pretensiosas de seu coração e de sua auto idolatria,
tanto o seu raciocínio quanto o seu intelecto em relação
à verdade tornam-se inúteis (Rm 1.21b). Suas
ideologias rejeitam, pervertem e substituem a
verdade de Deus pela mentira do homem. Dessa
insensatez resulta a idolatria e a perversão moral
(Rm 1.22-25).
3. O culto a criatura.
Ao rejeitar a Deus e suas leis, os “filhos da ira” (Ef
2.3) são deixados à mercê de seus desejos
pecaminosos, dentre eles: a impureza sexual e a
degradação do próprio corpo (Rm 1.24). Aqui o texto
bíblico ratifica a anunciada ira de Deus sobre a
impiedade e a injustiça dos homens (Rm 1.18). A
corrupção moral do ser humano deriva de sua
rebelião contra Deus. Sua natureza caída troca a
verdade pelo engano e prefere honrar e servir a
criatura em lugar do seu Criador (Rm 1.25a).
3. O culto a criatura.
Assim, na religião os seres criados passam a ser
cultuados; nas ciências, a matéria é colocada acima
de Deus; na sociedade, o artista, o atleta, o político
ou o líder religioso se tornam uma referenda de
idolatria em afronta ao Criador, que é bendito
eternamente (Rm 1.25b).
Nesse primeiro tópico, fica claro que:
1) A religião natural é a expressão do sentimento
religioso inerente ao ser humano sem a revelação divina.
Essa é estéril, amorfa e incapaz de salvar.
2) A natureza é o livro das obras de Deus, e por ela os
homens são indesculpáveis diante do criador.
3) Na falta da revelação, uma divindade precisa ser
inventada. Não há vácuo de poder.
1. Renascentismo.
A Renascença é um movimento intelectual que
surgiu na Europa Ocidental, entre os séculos XIV e
XVI. A característica desse movimento foi o seu
profundo racionalismo, ou seja, tudo devia ter uma
explicação racional. Os renascentistas recusavam-se
acreditar em qualquer coisa que não pudesse ser
comprovada racionalmente.
1. Renascentismo.
Durante esse período, que coincide com o início da
Idade Moderna, que os historiadores marcam a partir da
tomada dos otomanos pelos turcos em 1453 até 1789
(Revolução Francesa), a visão teocêntrica (em que
Deus era a medida de todas as coisas) foi mudada por
uma concepção antropocêntrica (em que o homem se
tomava a única medida de todas as coisas).
1. Renascentismo.
No lugar de ver o mundo a partir das lentes do
Criador, os homens passaram a enxergá-lo a partir
das lentes da criatura. Assim, surgiram os primeiros
efeitos do processo de secularização da cultura, quando
a vida social passou a ceder o espaço para o
racionalismo e o ceticismo (Jo 20.25,29). Nesse sentido,
a revolução científica e literária, que se deu a partir
do Renascimento, contribuiu para o surgimento do
Humanismo.
Subsídio.
• A transição da Idade Média para a Idade Moderna foi marcada
por transformações políticas, econômicas, sociais e culturais.
Iniciando aproximadamente no século XIII com o renascimento
do comércio, o processo de transformação estendeu-se até
meados do século XVII.
• Somando-se a essas transformações, podemos perceber que a
obra dos pré-reformadores foi uma tentativa sincera de
deflagrar uma reforma que fizesse viva a religião, que tivesse
as Escrituras como única norma para vida. Esses movimentos,
porém, não obtiveram êxito em sua época.
Subsídio.
• Anos mais tarde, a expansão geográfica e o espírito humanista
do renascimento cultural, que ocorreu em importantes países
da Europa entre 1350-1560, marcando a transição entre a
Idade Média e a Idade Moderna, fortaleceriam o movimento
que culminaria na Re- forma Protestante e que faria cair por
terra o poderio papal.
• Os séculos XIV, XV e XVI foram a era da renascença, que,
mesmo não sendo um movimento religioso, abriu a mente de
muitas pessoas para o ensino dos reformadores.
Subsídio.
Quando ruiu o império bizantino, em 1453, na conquista de
Constantinopla pelos turcos, muitos eruditos fugiram para o
ocidente, levando consigo não apenas seu conhecimento, mas
tesouros da literatura grega que haviam sido cuidadosamente
preservados através dos anos. Diversos papas foram
entusiastas da nova erudição e arte sem perceber que esse
novo espírito questionador detonaria o papado.
Subsídio.
O papa Nicolau V; fundador da biblioteca do Vaticano, foi um dos
maiores apoiadores da renascença. Ajudou muitos artistas e
eruditos e fez com que obras clássicas gregas fossem traduzidas
para o latim. Boa parte dos mais conhecidos arquitetos, artistas
e escultores, homens do calibre de Rafael, Michelangelo e
Leonardo Da Vinci, estavam encarregados da construção e
ornamentação da basílica de São Pedro, em Roma.
2. Humanismo.
A Itália foi o principal centro humanista nos fins do
século XV. Para o movimento humanista, a ética e a
moral dependem do homem. Assim, a criatura passou
a ser a base de todos os valores, e não o Criador. Os
humanistas aprofundaram seus estudos na história
antiga a fim de desconstruir os livros sagrados. De
positivo, destaca-se a valorização dos direitos do
indivíduo.
2. Humanismo.
Porém, esta não é uma bandeira própria do humanismo.
A Bíblia possui um arcabouço de concepções de
liberdade e de igualdade (Dt 6.1-9) que antecedem
muitos direitos que apareceram nos tempos modernos.
Destaca-se, ainda, que a Escritura ensina a igualdade
entre raças, classe social e de gênero (GI 3.28).
Humanismo.
Entre os notáveis humanistas cristãos estão Savonarola
(1452- 1498), cuja santidade e pregação fervorosa
impressionaram profundamente as massas; João Colet
(1466-1519), um dos mais brilhantes intelectuais de
Oxford, que rompeu com a metodologia escolástica e
que pregava arduamente contra o sacerdotalismo e a
transubstanciação;
Humanismo.
Erasmo de Roterdã (1467-1536), professor de
divindades e grego em Cambridge, que foi o mais
importante dos humanistas, apontando constantemente
a necessidade de uma reforma na Igreja. Sua mais
valiosa contribuição foi a edição grega do NT, que
produziu em 1516. Pela primeira vez, os teólogos tinham
a chance de comparar o texto original do NT, em grego,
com sua versão Vulgata, posteri em latim.
Humanismo.
Erasmo demonstrou que a tradução de vários textos
importantes do NT na Vulgata não se justificava. Como
uma série de práticas e crenças da igreja medieval eram
fundamentadas nesses textos, as alegações de Erasmo
foram vistas com alarme pelos católicos conservadores
que queriam manter as práticas antibíblicas, e com u
enorme prazer pelos reformadores, que queriam eliminá-
las.
3. Iluminismo e Pós-modernismo.
O Iluminismo surgiu na Europa, entre os séculos XVII
e XVIII. Seus adeptos rejeitavam a tradição, buscavam
respostas na razão, entendiam que o homem era o
senhor do seu próprio destino e que a igreja era uma
instituição dispensável. Já a Pós-modernidade, ou
Modernidade Líquida, surge a partir da metade do século
XX. Sociólogos observam que a sociedade deixou de
ser “sólida” e passou a ser “liquida”. Isso quer dizer
que os valores que eram “absolutos» tornaram-se
“relativos”.
3. Iluminismo e Pós-modernismo.
Nesse aspecto, a coletividade foi substituída pelo
egocentrismo em que os relacionamentos se
tornaram superficiais. Nesse contexto, os dois
grandes imperativos que marcam esse movimento
foram o hedonismo e o narcisismo. Na busca do bem-
estar humano tudo se torna válido, tais como: o uso das
pessoas, o abuso do corpo, a depravação e o
consumismo desenfreado.
1. Idolatria da alto imagem.
A idolatria é tudo o que se coloca no lugar da
adoração a Deus (Ex 20.3-5). Nesse caso, podemos
dizer que o culto à auto imagem é uma forma de
idolatria. Enquanto Cristo reflete a imagem de Deus (Hb
1.2,3), o narcisismo humano reflete a natureza do
pecado (Jo 8.34). O apóstolo Paulo retrata o homem
caído como uma pessoa egoísta: amante de si
mesmo; avarenta: amante do dinheiro; odiosa: sem amor
para com o próximo; rebelde;
1. Idolatria da alto imagem.
sem amor para com Deus; e hedonista: amante dos
deleites (2 Tm 3.2-4). Desse modo, uma pessoa não
regenerada terá a necessidade de autopromover-se,
desenvolvendo uma opinião elevada de si mesmo (Lc
18.11). Ela também anseia por reconhecimento e de
modo ilícito, busca estar sempre em evidência (Lc 22.24-
26). Contrária a auto idolatria, a Bíblia ensina que a
primazia é de Cristo, não do homem (Jo 3.30).
2. Idolatria no coração.
O coração se refere às emoções, à vontade e ao centro
de toda personalidade (Rm 9.2; 10.6; 1 Co 4.5). Ele
também é descrito como enganoso e perverso (Jr 17.9),
pois do seu interior saem os maus pensamentos, as
imoralidades, a avareza, a soberba e a insensatez (Mc
7.21,22). Em vista disso, Deus condena a adoração de
ídolos no coração (Ez 14.3).
• Coloque o texto aqui.
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx
• Fonte: Arial
• Tamanho: 28