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Revista ABHO

A Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO) foi fundada em 1994 com o objetivo de promover a higiene ocupacional e a formação profissional no Brasil. O documento discute a importância da atualização dos Limites de Tolerância para agentes químicos e a necessidade de abordagens pragmáticas na prática da higiene ocupacional para prevenir doenças relacionadas ao trabalho. A ABHO se posiciona a favor da revisão dos parâmetros de exposição ocupacional e propõe a formação de um grupo de especialistas para essa tarefa.

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Marcela Ramos
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A Associação Brasileira de Higienistas Ocupacionais (ABHO) foi fundada em 1994 com o objetivo de promover a higiene ocupacional e a formação profissional no Brasil. O documento discute a importância da atualização dos Limites de Tolerância para agentes químicos e a necessidade de abordagens pragmáticas na prática da higiene ocupacional para prevenir doenças relacionadas ao trabalho. A ABHO se posiciona a favor da revisão dos parâmetros de exposição ocupacional e propõe a formação de um grupo de especialistas para essa tarefa.

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rs 7 \ 2018 TLVs® e BEls® A Scupecinal re) E MAIS: >>ARTIGO: AGENTES QUIMICOS - TENDENCIAS ATUAIS NA PRATICA DA HO >> NHO 11 - ILUMINAGAO NOS LOCAIS DE TRABALHO >> PUBLICAGOES PARA PREVENCAO DO ADOECIMENTO NO TRABALHO Associacao Brasileira de Higienistas Ocupacionais - ABHO ‘\ABHO oi fundada em 23 de agosto de 1994. seus objtivos st: 1. Promoverefortalecerahgiene acupacional eos higienistas no Bras. 2. Promoverointercmbio de informagdes eexperiéncias, 3. promaveraformagio, a especalizagao eo aperfeicoamento profisional. 'AABHO redne profissiona's que utam pela methoria das condicdes de trabalho, ‘Seu escritrio principal est emo Paulo e conta com representagées regionals em autras cidade, {A ABHO tem um cigo de ética oficial e realiza vérias atividades, incluindo o Congresso Brasileira de Higiene Ocupacional © 0 Encontro Brasileiro de Higlenstas Ocupacionals, juntamente com uma Exposigao de Produtos e Servigs. A ABHO Dualica seb licenca da ACGIH® a tradueao autorizaca ca tvreto de Limites de exposi¢go Ocupacional (T1Vs") para Substancias QuimicaseAgentesFisicos & Indices Boldgicos de Exposicao (BEIs") e a Revista ABHO de Higlene Ocupactanal 'XABHO também possui um programa de certiicacSo para higenistas ocupacionalse tecnicos em higiene ocupacional Brazilian Association of Occupational Hygienists - ABHO ‘ABHO was founded in Ausust 23, 1994 and its objectives ae the following: 1. To promote and strengthen occupational hygiene ond hysienists in Brazil 2. To promote the exchange of information and experiences. 3. To promote training, specialization and professional improvement. -ABHO brings together professanals who fight for the Improvement of working conditions. Its main office isin So Paulo and there are regional chapters in many other cities. ABHO hos an official cade of ethics and carries out many activities, including an annual National Congress (Congress Brasileiro de Higene Ocupacional) and aso a National Meeting (Encontro Brasileiro de Higienstas Ocupacionas) together with an Exhibit of Products and Services. ABHO periodically publishes an authorized translation of the ACGIH" Threshold Limit Values booklet (under Ucense from ACGIH") and a professiaal Journal (Revista ABHO de biigiene dcupaciona) ‘BHO also has 2 certification program both for occupational hygienists and occupational hygiene technicians ORIENTAGOES PARA PUBLICACAO DE TRABALHOS PELA ABHO —_ REVISTA AaHO'E SITEINSTITUCIONAL_ — (ae ene > 2) Todos os artigos ou pubicacées sera submetidos&andlise peloConsetho€ditorial daABHO, b)eConseln Eitorial aprova e encaminha parecer de publicacio (revista ouste), } 0 caminho normal para artigos técnicos serd primeiro para a revista ©, caso haja interesse de ambas as partes, havers seu posterir encaminhamenta para osite, sem necessidade de nova frmatacio. ‘Exigéncias para publicasdo: 1) Osartigos devem ser apresentados em ingua portuguesa. Tratandovse de artigos técnicos,recornendacse 0 limite de 57.665 caractores, com espace, para sua extensio; 2) Antes da pubicacio serdo encaminhados para evisio de portugués; 3) Onome do autor ser publicado junto ac trabalho; 4) Nao sera permitia autoria de empresas; 5) Nio serd permitido nenhum tipo de propaganda atreiada ao trabalho; 6) publicacSes no serdo pagas, nds havendo nenhum acord do tipo comercial; 7)0s trabalhos encaminhados poderso ser publicados na revista ou no site dependendo de parecer do Conselho| Editorial, edeacordoentreas partes, seguindo os padrées de editoracioddaABHO. NOTA: Quando houverreferénciasbiblogrificas nos textos encaminhados para publicagSo, as mesmas dever estar ‘conforme a norma ABNT NBR 6023 (2" ed. 14/11/2018) -Informacdo e documentacao - Referéncias - Elaboracdo. www.abho.org.br p LJ ©) ASscctagho snasiteia DE HIcIENsTAS OCUPACTONAIS ‘Acmisso, ves, auidades, aleragSes cacastas, pubicade: [email protected] shana aac gas teen serene sage etna he Sts a a ere enamine Tage 70 ees ‘si ota poo aap moncs yassrara ws esse wre n= saszgo wasn enn BeNCNA ‘arr an gt! "sma iets He ee rion “out ane ey neta negocio ho an 620 ‘rm a i pete he nen ‘Meise erp eres eat a sh, vcnbomps sha mene oh Patan tas Pat Pcs et Se [ASSOCIACAO BRASILEIRA DE HIGIENISTAS OCUPACIONAIS CCRIADA EM 1994 REVIST, 1S 08 PUBLICAGAO: 2505-9165 04 EDITORIAL 06 ARTIGO TEMA 28 ESPAGO MEMORIA HO 34 LEGISLAGKO ‘38 SUPORTE TECNICO 49 NOTICIAS 47 QUIZ HO 49 COMENDA SST 51 NOTA TECNICA 54 ACONTECEU. ‘55 CURSOS 56 EVENTOS: 58 AGENDA 59 ABHO 60 ABHO / REGIONAIS 64 RESENHA BIBLIOGRAFICA 66 DICA DE LEITURA | RABOITORIAL Agentes Quimicos e as mudancas propostas para o Anexo 11 HA uma crenca quase unénime entre profissionais das mais diversas reas de que: “tudo que ndo é ossivel mensurar, ndo & passivel de administrar!”. Ou seja, se no conseguimos mensurar algo a partir de indicadores que possam demonstrar sua condicao atual e sua evolucao ao longo do tempo, dificilmente conseguiremos interferir na situagdo presente nem nos desdobramentos futuros. Essa premissa é perfeitamente adequada & higiene ocupacional e, por isso mesmo, a disponibilidade de parametros de exposicao ocupacional seguros para nortear o trabalho desenvolvido pelo higie- nista & fundamental. Escopo basilar do higienista e presente na definicéo de Higiene Ocupacional proposta pela ABHO, “a antecipacio, reconhecimento, avaliagdo e o controle das condigées e locais de trabalho” nao prescindem desses parametros para que bons resultados sejam obtidos. ‘Assim, sem margem de dvida, a higiene ocupacional no Brasil tem uma divida muito retevante para com os colegas higienistas que, nos idos finais da década de 70, debrugaram-se em importante mis- sao que resultou no oferecimento de pardmetros de exposicio ocupacionais que passariam a fazer parte da NR45 - Norma Regulamentadora 15 - Atividades e Operagées Insalubres. Como sabemos, na ocasiao nossos colegas tiveram como base os parémetros propostos pela ACGIH® - American Confe- rence of Governmental Industrial Hygienists, adaptando-os & carga hordria de trabalho prevista na legislacdo brasileira & época. Especificamente em relagao aos agentes quimicos, o trabalho desen- volvido permitiu que passéssemos a contar com os LT - Limites de Tolerancia definidos no Anexo 11 da NR-15: AGENTES QUIMICOS CUJA INSALUBRIDADE £ CARACTERIZADA POR LIMITE DE TOLERANCIA E INSPECAO NO LOCAL DE TRABALHO, fundamentais para que as acées visando & preservacdo da saide dos trabalhadores brasileiros fossem mais bem conduzidas e administradas. © mesmo grupo de higienistas que se dedicou a essa importante missio, também propés que houvesse atualizagées periédicas dos limites de tolerancia, a exemplo do que ja naquela oportunidade ocorria no ambito da ACGIH. Infelizmente isso ndo se verificou, o que nos coloca em posicéo de defasagem técnica em relacdo a desdobramentos nos estudos de diversos agentes quimicos que, ao longo desses mais de 40 anos, introduziram alteragées em varios parametros propostos pela ACGIH®. Assim, estamos, diante nao somente de um atraso tecnolégico, mas também de possiveis riscos no que se refere & preservacao da satide dos trabalhadores brasileiros. Ha que se evidenciar que a alteracao da NR-9 - PPRA - Programa de Prevencao de Riscos Ambientais, = que se deu em 1994 corrigiu em parte essa questo ao permitir que, além dos parametros previstos na legislacdo brasileira, outros internacionais, mencionando especificamente aqueles propostos pela ACGIH®, passassem a ser utilizados com o intuito de prevenir danos a satide dos trabalhadores. Nao Revista ABHO / Edicao 53 2018 CS | MAOITORIAL obstante, em relacao aos indicadores ja muito defasados previstos na NR-15, nada se alterou. Tal fato acabou por criar discrepancias técnicas e entraves legais, sobretudo no que se refere & caracteriza- ‘sao da insalubridade por exposicao a agentes quimicos. Dessa forma, a ABHO entende muito pertinente a formagao de um grupo de especialistas nomeados pelo Governo Federal para conduzir a importantissima missao de rever 0s LT propostos no Anexo-11 da R45, Temos a expectativa de que com isso possamos atualizar varios dos indicadores ali elenca dos, qualificar as avaliagdes e recomendacées dos higienistas ocupacionais em relagéo a exposicao dos trabalhadores a agentes quimicos, bem como diminuir discrepancias técnico-legais. Portanto, é grande nossa expectativa no sentido de que com a mudanca no Governo Federal nao haja solucao de continuidade em relacao ao trabalho do grupo nomeado, para o qual a Associacao Brasil. ra de Higienistas Ocupacionais desde jé se cotoca a inteira disposicao em tudo o que puder colaborar. Esta edi¢ao da Revista ABHO traz algumas contribuigdes sobre o tema que, esperamos, possam orien tar os profissionais e legisladores no methor caminho para a prevencao das doencas relacionadas 20 trabalho causadas por agentes quimicos. Boa leitura! FALHAMOS Na pagina 16 da edigao 52, no box “Em favor da atualizacao da NR-15”, no 3° parégrafo onde se \é a0 final “VER REVISTA 52”, leia-se: “VER REVISTA 22". Na mesma edigao 52, no topo do box da pagina 17, ao invés do que consta, leia-se: + considerando a vivéncia da comunidade prevencionista sobre os 40 anos da Portaria n.” 3.214/78, ‘em particular sobre a NR+15 e 0s impactos que sua desatualizacao ven ocasionando sobre a satide dos trabathadores e a atuacao dos profissionais de seguranca e satide no trabalho no Brasil; Revista ABHO / Edicao 53 2018 Reflexdes sobre a pratica da HO “Loucura é continuar fazendo 0 mesmo e esperar resultados diferentes”. £ 0 que temos feito fre- quentemente na prética da Higiene Ocupacional (HO), avaliando o que é possivel medir, comparan- do resultados quantitativos com Limites de Expo- sig&o Ocupacional (LEOs), sem levar em conta suas limitacdes, considerando que apenas fornecer re~ sultados ou notificar érgaos competentes resolve problemas, ou até mesmo resumindo prevengao ao simples uso de EPls. Enquanto isso, trabalhadores ccontinuam morrendo de doencas ocupacionais co- nhecidas hé 2.000 anos ou mais, como a silicose © saturnismo. Por exemplo, nao é aceitavel continuar a medir altas concentracées de um contaminante atmos- férico, e/ou diagnosticar uma doenga decorrente de uma exposicao dbvia, enquanto trabalhadores esto ficando doentes e até mesmo morrendo de- vido a uma situacdo que continua exatamente a mesma, sem nenhuma medida de prevencao ou controle. Sao situacdes surrealistas, de filmes de terror, mas que infelizmente tém acontecido. E acontecem porque a pratica de uma verdadeira higiene ocupacional, como previu Alice Hamilton (‘Obviamente, a maneira de combater a silicose é prevenir a formagdo e disseminagdo da poeira "), nesses casos esté longe de ser praticadal ‘Higienista Gcupacianal Certificada, CIH, HOCL 0008. ARTIGOTEMA AGENTES QUIMICOS: TENDENCIAS ATUAIS NA PRATICA DA HIGIENE OCUPACIONAL, VISANDO A ANTECIPAR E A PREVENIR RISCOS Berenice |. F. Goelzer Quando a pratica da HO nao leva a uma mudanca que interrompa 0 circulo vicioso “exposi¢ao - do enc”, estaremos fazendo a mesma coisa e esperar do resultados diferentes, o que nunca acontecera. Um dos obstaculos para a apticacao dos muitos co: nhecimentos disponiveis em prevencéo tem sido a impossibilidade de conduzir avaliagdes quanti- tativas, 0 que ocorre por numerosas razées, que incluem falta de recursos, falta de disponibitida- de técnica, falta de equipamentos, entre outras. Muitas vezes esperar por avalicées quantitativas para a elaboragao de laudos e recomendacdes de controle de riscos retarda ou até inibe a acdo pre- ventiva, 0 que nao é justificado, principalmente ‘em casos de riscos evidentes. Em vista desse tipo de reflexao, em muitos paises, passourse a questionar como se vinha praticando a HO ea se procurar mais pragmatismo. Assim foram surgindo mudancas de paradigma e as denomina- das abordagens pragmaticas, Mudangas de Paradigma Um exemplo de mudanca de paradigma foi a pro bicao, ha muitos anos, em alguns paises europeus nérdicos, de avaliar quantitativamente exposigdes decorrentes de operacées reconhecidamente as- sociadas a riscos para a salide, sem antes instau Revista ABHO / Edicao 53 2018 rar as medidas necessarias de prevengao (p.ex., celiminar/substituir 0 material) ou controle (p.ex., ‘solamento, ventilacao). A avaliacéo quantitativa deveria ser feita somente depois de tomadas me- didas de controle, se fosse 0 caso. Exemplos de tais operacdes incluem: solda elétrica, galvano- plastia, quebra de moldes em fundicdes, limpeza de metais com acidos, pintura a pistola, jateamen- to com areia (agora proibido na maioria dos pai: ses), formulagao e aplicacao de pesticidas, mane jo de pés téxicos, trabalho em espacos confinades. Em muitos casos, houve uma mudanca no para- digma da HO, de “reconhecimento-avaliaco-con trote” para “reconhecimento-controle-avaliacao”. Novas Abordagens Necessérias 1- Abordagens pragmaticas A partir de 1999, tem havido um desenvolvimento crescente em “abordagens pragmaticas” a fim de avaliar mais rapidamente certas situacdes de ris: o, facilitar a recomendacao de acées preventivas sem avaliacdes quantitativas, e dar maior énfase a0 conhecimento aprofundado dos fatores ocupa- cionais de risco e sua identificacao, bem como sua prevencao e controle (Zalk and Heussen, 2011). Essas “abordagens pragmaticas” incluem: avalia- ‘Goes apenas qualitativas (identificacao do nivel de risco); avaliagdes qualitativas/semiquantitativas, como os métodos conhecidos como “Control Ban- ding”, e mais recentemente também guias de boas praticas. Como exemplo de avaliacdes apenas qualitativas, para identificacao do nivel de risco, podemos ci tar 0 guia pratico para avaliacdo qualitativa dos riscos para a satide humana (ECHA, 2012), publ cado pela ECHA, Agéncia Europeia dos Produtos Quimicos. Esse documento serve de apoio para a regulamentagao europeia REACH (Registration, ARTIGO TEMA Evaluation and Authorisation of Chemicals (REACH, CE), apresentando uma metodologia muito Util para antecipar riscos. ‘A maioria dos métodos denominados “Control Banding” & qualitativa e seriquantitativa sendo assim chamada porque riscos e controles sio cate- gorizados em faixas ("bands"). Exemplos incluem: “COSHH Essentials". Reino Unido (HSE, 2017); International Chemical Control Toolkit (OIT, 2006), resultado de colaboracao entre IOHA, OMS e OIT; Stoffenmanager (componente CB), Holanda Warquart et al., 2008; Stoffenmanager website); NIOSH, EUA (baseado no “COSHH Essentials’, em vias de ser finalizado; NIOSH, 2009; 2017); EKG (recentemente desenvolvido e baseado no HSE COSHH Essentials), BAUA, Alemanha (Tischer et al., 2008); SOBANE (Malchaire, J.8., 2003 e 2004; SOBANE Website), Bélgica, entre outros. Muitos estudos avaliando a fiabilidade desses métodos tm sido realizados, com resultados positivos (Tis- cher et al., 2008). ‘A IOHA (Associagao Internacional de Higiene Ocupacional) tem dado bastante atencdo a esse tipo metodologia, a qual dedica uma secdo especial em seu site, com link direto: https://ioha.net/control-banding/, Durante a Conferéncia Internacional “IOHA 2018", em Washington DC, setembro de 2018, foi realizada a “8® International Control Banding Workshop”. A OIT também tem site sobre “Control Banding” (ver Referéncias). No Brasil deve ser mencionado o trabalho da FUNDACENTRO nessa érea por meio da elaboracéo de trés Manuais (FUNDACENTRO, 201ta, 2011b, 2012). A abordagem “Control Banding” consiste basi- camente nas seguintes etapas: (1) identificar classificar o fator ocupacional de risco (no caso 0 produto quimico) do ponto de vista toxicolégico, atribuindo-the uma “faixa de risco” (geralmente Revista ABHO / Edicao 53 2018 A,B, C, De E); (2) avaliar o potencial de exposicao ‘em vista das quantidades dos produtos quimicos utilizadas no processo em estudo e de sua capaci- dade de se tornarem contaminantes atmosféricos (disseminaco no local de trabalho); (3) em vista de (1) € (2), determinar 0 grau de controle neces: sério, ou seja, escolher a opcao de controle, e, (4) buscar solucées preventivas (técnicas de controle) 38 aplicadas e testadas em situacdes semethantes. ‘A primeira etapa & fundamental, pois a validade de uma concluséo depende da fiabilidade da in- formacao na qual se baseia. Uma falha na busca inicial de informacdes compromete todo o proces: so, Conhecimento acesso a fontes confiaveis de informacao sao essenciais. Esse primeiro passo jé & um instrumento importante para o reconheci- mento de riscos, pois consiste no inventario dos produtos quimicos utilizados e na pesquisa quan- to a suas propriedades fisico-quimicas (incluindo reatividadel) ¢ toxicolégicas, o que alerta quanto & importancia de prevenir exposicéo a eles. Por exemplo, apenas evitar 0 armazenamento inade- ‘quado de produtos quimicos reativos j4 pode sal- var vidas. Para metodologias do tipo “Control Banding”, j& & internacionalmente aceito, inclusive no Brasil, classificar os produtos quimicos de acordo com GHS (Sistema Mundial Harmonizado de Classifica- ‘G40 e Rotulagem de Produtos Quimicos), sistema das Nacdes Unidas destinado a identificar e a clas- sificar produtos quimicos perigosos, bem como a informar seus utitizadores (GHS, 2017). Por exem- plo, 0 Regulamento CRE (Classificacao, Rotulagem ¢ Embalagem de substancias e misturas) do Parla- mento Europeu harmonizou a legislacao anterior da Unio Europeia com 0 GHS em 2010. A classifi cacao toxicolégica de acordo com 0 GHS é feita em termos de Frases de Perigo (H) e de Precaucao (P). ‘Agentes que podem causar danos em contato com a pele ou os olhos, ou que podem ser absorvidos através da pele devem ter mencao especial. Tais ARTIGOTEMA dados devem ser encontrados nas Fichas de Infor macées de Seguranca de Produtos Quimicos (FISPQ), documento normalizado peta ABNT no Brasit, em outras fontes de informacées. Essa tarefa, muitas vezes dificil, foi simplificada ‘racas a um instrumento extremamente iitil que & © Quadro de Entradas Harmonizadas, no Anexo VI (Tabela 3) do Regulamento CRE, atualizado em 18 de setembro de 2018, vigente desde dezembro de 2018, de acordo com 0 GHS (ECHA, 2018). Esse quadro consiste em uma Tabela Excel, disponivel na Inter net, na qual sao indicados o nome do produto qu- ico, © CAS, as caracteristicas toxicolégicas, com as Frases de Perigo (H) e de Precaucao (P), entre outros dados importantes, para mais de 4.200 pro- dutos quimicos. E essencial ter acesso a Fontes de Informacao con- fidveis; ver alguns exemplos de fontes internacio- nais em “Referéncias e Fontes de Informacao”. Exemplos de outros dados importantes a serem verificados nessa etapa inicial, e que ja podem le- var & recomendacao de medidas preventivas, sao: produtos da decomposi¢ao térmica e combustao, € reatividade (crucial para armazenamento).. 2 + Guias de boas praticas ‘A elaboracao desses guias & muito relevante, pois reinem orientagdes e recomendacées de medi das de prevencao ja testadas, para muitos fatores de risco e/ou operacoes especificas (p. ex., solda elétrica, pintura, marcenaria, padaria). Materiais preparados por iniciativas nesse sentido esto disponivefs na Internet, por exemplo: OIT - WISE (Work Improvement for Small Enterprises), OiRA da EU-OSHA, guias para operacdes especificas da HSE, p. ex., “Silica Essentials” e estudos de casos do HSE, e 0 EU NEPSI. Conselhos sobre prevencao de riscos para operacées conhecidas sao essen Revista ABHO / Edicao 53 2018 ciais para a “antecipacao” de riscos. Dever ser feita mencao especial aos guias praticos da NEPSI - Rede Europeia de Silica ( European Network for Silica), que reine associacées de empre- gadores e de trabalhadores setoriais europeus que assinaram 0 “Acordo sobre a Proteccio da Satide dos Trabalhadores mediante a Utilizagéo e Manu- seamento Correctos de Silica Cristalina e Produtos que a Contenham”, em 2006, com o objetivo de prevenir problemas resultantes da exposicao & si- lica, NEPSI website: http://www.nepsi.eu/. Parte do material jé est em portugués no https://www. nepsi.eu/pt_e na segao com videos PIMEX: http:// www.nepsi.eu/videos. Sua publicagdo “Guia de ‘Melhores Praticas” esta disponivel on-line em por tugués (NEPSI, 2006), Um aspecto importante da prevencao priméria, que esta tendo muita visibilidade e desenvolvi- mento, & a substituico de produtos quimicos. Na Europa foi criado o SUBSPORT, Portal de Apoio & Substituicao, uma plataforma multilingue gratuita para o intercémbio de informagées sobre a subs- tituigdo de produtos quimicos perigosos por subs- t€ncias e tecnologias alternativas néo ou menos perigosas. O website & https://www.subsport eu/. Jé foram avaliadas alternativas para nove substancias ou grupos: cloroalcanos, cromo VI € compostos, bisfenol a, chumbo e compostos inor- ganicos, nonilfenol e etoxilados, tetracloroetileno, formaldefdo, hexabromociclodedecano (HBCDD), metilparabeno, etilparabeno, propilparabeno, bu- tilparabeno. 0 regulamento EU REACH da Uniéo Europeia enfatiza a necessidade de substituir substancias perigosas. 3 - Antecipacdo como etapa fundamental Uma tendéncia importante é a promo- do da Aco Preventiva Antecipada, ou seja, prever riscos e atuar antecipadamente para evité- ARTIGO TEMA -los. Essa mudanca de paradigma, de uma abor-

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