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O balé da corte, surgido nas cortes italianas e francesas, evoluiu para o balé clássico entre os séculos XVII e XIX, caracterizado por sua técnica rigorosa e narrativas estruturadas. O balé romântico, no século XIX, destacou a figura da bailarina e trouxe inovações cênicas, enquanto o balé neoclássico, no início do século XX, combinou tradição e inovação com maior liberdade de movimento. Coreógrafos como Marius Petipa e George Balanchine foram fundamentais na consolidação e evolução desses estilos, respectivamente.

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O balé da corte, surgido nas cortes italianas e francesas, evoluiu para o balé clássico entre os séculos XVII e XIX, caracterizado por sua técnica rigorosa e narrativas estruturadas. O balé romântico, no século XIX, destacou a figura da bailarina e trouxe inovações cênicas, enquanto o balé neoclássico, no início do século XX, combinou tradição e inovação com maior liberdade de movimento. Coreógrafos como Marius Petipa e George Balanchine foram fundamentais na consolidação e evolução desses estilos, respectivamente.

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O balé da corte surgiu no final do século XV e início do XVI, nas cortes italianas e francesas,

como uma forma de entretenimento aristocrático que unia dança, música, poesia e cenografia
para celebrar a cultura e o poder dos nobres. Foi profundamente influenciado por figuras como
Catarina de Médici, que levou a tradição da dança refinada da Itália para a França. Um dos
marcos mais importantes foi o espetáculo "Ballet Comique de la Reine", apresentado em 1581,
considerado o primeiro balé de corte completo.

Esse tipo de balé era caracterizado por sua função política e cerimonial, com apresentações
longas que exaltavam o rei ou a rainha por meio de temas mitológicos e alegorias. Os
participantes eram em sua maioria membros da nobreza, e os espetáculos buscavam
demonstrar ordem e harmonia, refletindo o poder da monarquia. Os movimentos dançados
eram formais, contidos e elegantes, forO balé clássico surgiu da transformação do balé da
corte em uma arte profissional, entre os séculos XVII e XIX, com grande desenvolvimento na
França e na Rússia. A partir da criação de escolas como a Académie Royale de Danse, a
dança passou a seguir uma técnica rigorosa, com movimentos codificados, postura ereta, giros,
saltos e o uso da rotação externa das pernas (en dehors). A leveza e a elegância tornaram-se
marcas do estilo, reforçadas pelo uso da sapatilha de ponta, que permite à bailarina dançar
como se flutuasse.

Com o tempo, o balé passou a ter narrativas bem definidas ou estruturas abstratas,
organizadas em variações, duetos (pas de deux) e grandes formações em grupo. Os figurinos
eram refinados e os cenários detalhados, muitas vezes ligados a temas mágicos, românticos
ou mitológicos. A figura da bailarina ganhou destaque e protagonismo, especialmente nas
obras do período romântico e nas grandes produções russas do século XIX.

Coreógrafos como Marius Petipa e compositores como Tchaikovsky foram essenciais para a
consolidação do balé clássico com obras como "A Bela Adormecida", "O Lago dos Cisnes" e "O
Quebra-Nozes". O estilo clássico permanece até hoje como a base do ensino da dança,
reconhecido por sua beleza formal, exigência técnica e tradição artística.

mando padrões geométricos no palco. A postura dos dançarinos era ereta, os passos eram
discretos, e os figurinos, pesados e luxuosos, o que limitava movimentos mais complexos.

Com o tempo, o balé da corte evoluiu e se profissionalizou, especialmente sob o reinado de


Luís XIV, que fundou a Académie Royale de Danse em 1661. Esse processo transformou o
balé em uma arte cênica independente, dando origem ao balé clássico como conhecemos hoje.

O balé romântico surgiu no início do século XIX, especialmente na França, como uma nova
fase dentro da história do balé clássico, influenciado pelos ideais do romantismo na literatura,
na música e nas artes visuais. Esse estilo trouxe mudanças importantes tanto no conteúdo
quanto na forma dos espetáculos, colocando em destaque temas como o amor impossível, o
sonho, o sobrenatural e a busca espiritual.

A figura da bailarina passou a ocupar o centro das atenções, e o uso da sapatilha de ponta
tornou-se um símbolo dessa era, permitindo que ela representasse criaturas etéreas como
fadas, sílfides e fantasmas. O corpo masculino, antes dominante no balé de corte e no início do
clássico, passou a ter um papel de suporte, geralmente como par romântico da protagonista. A
imagem da bailarina flutuando no palco, com vestidos leves e longos (chamados de tutus
românticos), tornou-se a marca visual mais conhecida do período.

O balé romântico também trouxe inovações cênicas importantes, como o uso da iluminação a
gás, que criava atmosferas misteriosas e realçava os efeitos dramáticos. Os cenários e
figurinos contribuíam para a criação de mundos distantes ou mágicos, muitas vezes ligados à
natureza ou ao folclore. A emoção e a expressão interior passaram a ser mais valorizadas,
dando um tom mais poético e dramático à dança.

Entre as obras mais marcantes estão La Sylphide (1832), considerada o primeiro balé
romântico, e Giselle (1841), que representa perfeitamente o espírito do romantismo com sua
história de amor, traição e redenção entre o mundo dos vivos e o dos espíritos.

O balé romântico foi fundamental para a evolução da dança, pois trouxe maior expressão
emocional, valorizou a presença feminina e abriu espaço para o surgimento de novas estéticas
e possibilidades narrativas dentro do balé.

O balé neoclássico surgiu no início do século XX como uma resposta à rigidez formal do balé
clássico e à expressividade dramática do balé romântico. Ele representa uma síntese entre
tradição e inovação, mantendo a técnica precisa e codificada do balé clássico, mas com maior
liberdade de movimento, estrutura mais flexível e linguagem mais abstrata.

Esse estilo rompe com as narrativas românticas e os cenários grandiosos, focando mais na
forma, na musicalidade e no movimento puro. Os enredos, quando existem, são mínimos ou
simbólicos, e muitas coreografias são completamente abstratas, sem personagens definidos. O
figurino é mais simples — collants, roupas leves e cores neutras — e o cenário muitas vezes
reduzido ao essencial, para destacar a dança em si.

O principal nome do balé neoclássico é o coreógrafo George Balanchine, que desenvolveu


sua obra principalmente nos Estados Unidos, a partir da década de 1930. Ele criou uma nova
estética baseada em agilidade, velocidade, linhas alongadas e sincronismo musical refinado,
aproximando a dança do tempo e da forma da música. Sua companhia, o New York City Ballet,
tornou-se o principal centro desse estilo.

O balé neoclássico abriu espaço para mais liberdade coreográfica, quebrou a hierarquia
tradicional dos papéis e incentivou o uso de novos formatos musicais, inclusive com
compositores contemporâneos. Obras como Apollo (1928) e Serenade (1934), ambas de
Balanchine, são exemplos marcantes do gênero.

Esse estilo serviu de ponte entre o balé clássico tradicional e as experimentações modernas e
contemporâneas, mantendo o virtuosismo técnico enquanto explorava novas formas de
expressão no palco.

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