Apostila Mercado-Financeiro
Apostila Mercado-Financeiro
Financeiro
2025
25ª EDIÇÃO
RIO DE JANEIRO
REALIZAÇÃO
ESCOLA DE NEGÓCIOS E SEGUROS
DIRETORIA DE ENSINO
ASSESSORIA TÉCNICA
HUGO CÉSAR SAID AMAZONAS – 2025/2024/2023/2022/2021
Fixando conceitos 1 21
Fixando conceitos 2 40
Sumário
3 Segmentos do Mercado Financeiro 42
Fixando conceitos 3 49
Fixando conceitos 4 73
Sumário
5 Instrumentos Financeiros 76
5.6 Derivativos 93
5.6.1 Definição 93
5.7 Criptomoedas 95
Fixando conceitos 5 98
Sumário
6 Administração de Risco 101
Gabarito 111
Glossário 118
1
Intermediação
Financeira:
Conceitos Básicos
Tópicos da unidade
1.1 Conceitos básicos
Fixando conceitos 1
O processo de intermediação financeira pode ser entendido como a
captação de recursos por instituições financeiras junto às unidades eco-
nômicas superavitárias e o seu subsequente repasse para as unidades
econômicas deficitárias.
9
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.1
Conceitos básicos
Somente por meio do conhecimento de alguns conceitos básicos é que se pode
entender, de forma ampla e crítica, o funcionamento do mercado financeiro.
1.1.1
Unidades econômicas
As unidades econômicas são aquelas que, de alguma forma, influenciam a
economia a partir de suas decisões e ações, tomadas racionalmente. São elas:
Famílias
A família é um conjunto de pessoas físicas que atuam na
economia. A principal função desse grupo é o consumo e
a sua força de trabalho, que é considerado um dos fato-
res de produção.
Governo
O governo se mostra como regulador das principais
ações de controle fiscal e de Políticas Monetárias. Além
da função de órgão regulador, o governo é o principal
responsável pela ação social e de benefício público.
10
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.1.2
Renda, investimento e poupança
A renda representa a remuneração dos agentes que participam de alguma
forma do processo produtivo de uma economia. Por exemplo: salários rece-
bidos, juros sobre capital emprestado ou lucros sobre capital investido.
Atenção
O conceito de investimento em economia vincula-se à geração
de riqueza, e não simplesmente à transferência de propriedade
de um bem. Por exemplo: o investimento pode ocorrer na
compra de bens de capital, como máquinas e equipamentos.
Entretanto, a aquisição de ações na Bolsa de Valores não é
considerada investimento segundo o conceito econômico.
1.1.3
Crescimento econômico x
desenvolvimento econômico
Embora, muitas vezes, esses dois termos sejam usados como se fossem a
mesma coisa, crescimento econômico ocorre quando há expansão quanti-
tativa da capacidade produtiva ao longo do tempo.
11
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.2
Setor real x setor financeiro
O setor real da economia diferencia-se do setor financeiro em diversos
aspectos. Todavia, ambos os setores se complementam e são relevantes
para a sociedade.
CUSTÓDIA
Guarda e exercício dos direitos sobre títulos e valores mobiliários.
INTERMEDIAÇÃO
Serviço de movimentação de ativos entre agentes poupadores e tomadores,
prestado por um agente intermediador.
12
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.3
Funções básicas do
Mercado Financeiro
O mercado financeiro possibilita que as unidades econômicas (também conhe-
cidas como agentes econômicos) estejam em contato, direto ou indireto, a
um custo mínimo e com as menores dificuldades possíveis para esse relacio
namento. Dessa forma, a utilização dos recursos financeiros da economia
pode ser otimizada, possibilitando um aumento geral da produtividade, da
eficiência e do bem-estar da sociedade.
13
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
LIQUIDEZ
É um conceito econômico que considera a facilidade com que um ativo pode
ser convertido no meio de troca da economia, ou seja, é a facilidade com
que ele pode ser convertido em dinheiro. O grau de agilidade de conversão
de um investimento sem perda significativa de seu valor mede sua liquidez.
AÇÕES
Representam uma fração do capital social de uma empresa. Ao comprar
uma ação, o investidor se torna sócio da empresa, ou seja, de um negócio.
Passa a correr os riscos deste negócio bem como participa dos lucros e
prejuízos como qualquer empresário.
DEBÊNTURES
São títulos de dívida de empresas privadas. Quem investe em uma
debênture se torna um credor da companhia que emitiu o título, financiando
suas operações em troca do pagamento de juros.
1.4
O papel da
intermediação financeira
O processo de intermediação financeira pode ser entendido como a capta-
ção de recursos por instituições financeiras junto às unidades econômicas
superavitárias e o seu subsequente repasse para as unidades econômicas
14
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.4.1
Classificação das
unidades econômicas
Pode-se dizer que a economia é composta por intermediários financeiros e
agentes ou unidades econômicas.
15
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.4.2
Formas de financiamento
A atividade de intermediação financeira se justifica por servir de elo entre
as unidades superavitárias (US), ou seja, aquelas que têm sobra de caixa,
e as unidades deficitárias (UD), que necessitam de financiamento. Ou seja,
os intermediários financeiros proporcionam um encontro entre os recursos
financeiros excedentes das US e as necessidades de financiamento das UD.
16
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
Autofinanciamento
Para se financiar, uma UD pode vender ativos próprios,
inclusive instrumentos financeiros. Por exemplo, se for
pessoa física, um indivíduo pode vender ações em seu
poder para financiar a compra de um bem, ou uma
empresa pode vender um terreno que esteja ocioso para
adquirir, com o dinheiro arrecadado, máquinas novas que
ampliem sua capacidade produtiva.
Financiamento externo
A outra opção de uma UD para financiar seus gastos é obter
recursos de terceiros, o que pode ser feito de duas maneiras:
Ø Financiamento direto: emitir ações e outras formas
de participação em negócios, sem assumir uma dívida,
ou emitir títulos de dívida – como debêntures e notas
promissórias – que sejam adquiridos diretamente por US.
Ø Financiamento indireto: empréstimos tomados de
instituições financeiras. Essa forma de financiamento é
chamada de indireta, porque conta com a intermediação
de uma instituição financeira que adquire títulos emitidos
pelas UD com os recursos captados junto às US.
•
17
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
TÍTULO DIRETO
TÍTULO DIRETO
ATIVO FINANCEIRO
UD IF US
18
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
1.4.3
Vantagens dos
intermediários financeiros
Os intermediários financeiros justificam sua existência por serem mais capazes
de reduzir os custos de transação e os problemas gerados pela assimetria
de informações entre as partes do que as unidades econômicas em geral.
Porém, você pode estar se perguntando: o que são esses custos de transação?
Simples: os custos de transação se referem aos gastos envolvidos em cada
transação financeira, como o processo de reuniões entre as partes e o paga-
mento de honorários advocatícios para redação dos contratos de empréstimo.
19
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 1
Ganhos de escala
Em função da especialização (expertise) desenvolvida na
coleta de dados e no processamento das informações, os
intermediários financeiros apresentam vantagens rela-
tivas a ganhos de escala, possibilitando a redução do
custo por transação à medida que se aumenta o número
de transações. Todo intermediário financeiro possui um
departamento de análise de crédito, sendo os custos de
manutenção de tal estrutura divididos entre milhares de
contratos. O mesmo se aplica aos custos legais de elabo-
ração de contratos de empréstimo, entre outros custos
operacionais.
20
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 1
Fixando conceitos 1
Marque a alternativa correta.
(a) Ao governo.
(b) À empresa pública.
(c) Às autarquias.
(d) À família.
(e) À empresa privada.
21
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 1
22
2
Economia:
Funções Básicas
Tópicos da unidade
2.1 Indicadores econômicos
24
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.1
Indicadores econômicos
Indicadores são medidas ou métricas utilizadas para avaliar ou quantifi-
car determinada situação, um fenômeno, processo ou desempenho. Eles
oferecem uma maneira objetiva de compreender e monitorar variáveis
específicas, permitindo que sejam feitas análises e comparações ao longo
do tempo ou entre diferentes entidades. Os indicadores podem ser aplica-
dos em uma ampla variedade de contextos, incluindo negócios, economia,
saúde, educação, meio ambiente, desenvolvimento social e muito mais. Eles
ajudam a fornecer insights valiosos para auxiliar na tomada de decisões, na
identificação de tendências, no acompanhamento de metas e objetivos, na
medição de desempenho e no monitoramento de resultados.
2.1.1
PIB – Produto Interno Bruto
O PIB é uma medida que representa o valor total de todos os bens e servi-
ços finais produzidos em uma economia durante um determinado período.
É calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e é um
dos indicadores econômicos mais importantes e amplamente utilizados para
avaliar o tamanho e a saúde de uma economia.
25
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.1.2
Taxa Selic – Taxa do Sistema
Especial de Liquidação e de Custódia
A taxa Selic representa a taxa média dos empréstimos diários entre institui-
ções financeiras por meio de títulos públicos apurados no Sistema Especial
de Liquidação e de Custódia (Selic), sendo, portanto a taxa básica de juros
utilizada pelo Banco Central para controlar a inflação. Ou seja, quando os
preços sobem no país, elevando o valor dos índices de inflação, o governo
sobe o valor da meta da Selic para conter o aumento dos preços. Da mes-
ma forma, quando os índices de inflação mostram queda, o que significa
que os preços caíram, o governo pode baixar o valor da meta da Selic para
estimular a economia.
2.1.3
IPCA – Índice Nacional de
Preços ao Consumidor Amplo
Este índice mede a variação dos preços de produtos e serviços vendidos para
os consumidores finais. É considerado o índice oficial de inflação do Brasil.
Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística). O
Banco Central utiliza o IPCA para traçar o sistema de metas para a inflação
do País. O IPCA mede o custo de vida de famílias com renda entre 1 a 40
salários mínimos nas regiões metropolitanas de algumas capitais brasileiras
e é medido entre os dias 1º e 30 de cada mês.
26
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.1.4
IGP – Índice Geral de Preços
Este índice é calculado pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) e registra a inflação
de preços desde matérias-primas agrícolas e industriais até bens e serviços
finais. Ele abrange toda a população, sem distinção por faixa de renda. São
apresentados em três versões: IGP-DI (Disponibilidade Interna), IGP-10 e IGP-M
(Mercado). A diferença entre eles é o período de coleta: IGP-DI, de 1 a 30 ou
31 de cada mês, IGP-10, do dia 11 de um mês ao dia 10 do mês seguintes, e o
IGP-M, do dia 21 de um mês ao dia 20 do mês seguinte. O IGP-M é voltado
predominantemente à comunidade financeira e também é muito usado para
reajustes de contratos, aluguéis e tarifas de serviços públicos.
2.1.5
INPC – Índice Nacional
de Preços ao Consumidor
Este índice também é um indicador econômico que mede a inflação, mas
utiliza um terceiro critério, diferenciando-se tanto do IPCA quanto do IGP-M.
Ele é calculado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) e
mede a variação de preços dos produtos e serviços mais consumidos pelas
famílias com rendimento médio mensal de um a cinco salários mínimos. Além
disso, esse indicador costuma ser usado pelo governo federal para corrigir
o salário mínimo e o valor da aposentadoria e, no caso de negociações tra-
balhistas, para reajustar os salários de maneira geral.
2.1.6
Taxa DI – Taxa de
Depósito Interbancário
Calculada pela B3 (Brasil, Bolsa, Balcão), esta taxa é calculada com base na
média ponderada dos juros utilizados em operações de empréstimos, com
prazo de um dia, realizadas entre instituições financeiras, conhecidas como
Depósitos Interbancários (DI). A taxa DI normalmente segue um valor muito
próximo da taxa Selic, que é a taxa básica de juros da economia.
27
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.1.7
TR – Taxa Referencial
É utilizada como indexador da remuneração da poupança, do FGTS (Fundo
de Garantia do Tempo de Serviço) e de boa parte dos contratos de finan-
ciamento imobiliários. O Banco Central é o responsável pelo cálculo, que é
realizado utilizando a média ponderada das taxas de juros pagas no mercado
secundário pelas Letras do Tesouro Nacional (LTNs) mais um redutor aplica-
do pelo Bacen no final do processo. Não é raro que a TR seja zero ou tenha
algum valor muito próximo disso, no entanto, ela nunca poderá ser negativa.
2.1.8
Boletim Focus
É o relatório semanal do Banco Central, divulgado toda segunda-feira, com
as principais projeções de indicadores do mercado.
28
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Dados informados:
29
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.2
Política monetária
2.2.1
Definição e objetivos
A política monetária enfatiza sua atuação sobre os meios de pagamento,
títulos públicos e taxas de juros. O Banco Central do Brasil – também conhe-
cido como BC, BCB ou Bacen – é a instituição responsável pela administração
da política monetária do País e tem sob seu controle a oferta de moeda, as
taxas de juros e as condições de crédito para atingir alguma meta desejada,
como reduzir a taxa de inflação.
METAS DO BACEN
Ø Manter a balança de p
agamentos equilibrada.
Ø Elevar o nível de emprego.
Ø Elevar o produto nacional bruto.
Restritiva
Uma política monetária é considerada restritiva quando as autori-
dades monetárias promovem reduções dos meios de pagamento
da economia, retraindo o consumo, o investimento e a atividade
econômica. As medidas restritivas são tomadas quando o cres-
cimento da demanda e dos investimentos empresariais se situam
30
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Expansionista
Uma política monetária, por sua vez, é considerada expansionista
quando eleva a liquidez da economia, injetando maior volume de
recursos nos mercados e elevando os meios de pagamentos. Tem
como objetivo reduzir a taxa de juros e, com isso, aumentar o po-
der de compra incentivando o consumo. Geralmente, essa situa-
ção é adotada em momentos de retração do nível da economia em
que se produz uma deflação.
2.2.2
Instrumentos da política monetária
O Banco Central administra a política monetária usando os três instrumentos
clássicos de controle monetário, que são:
Ø Depósitos compulsórios.
Ø Redesconto bancário.
Depósitos compulsórios
Todo banco é obrigado a manter depositada, em sua conta de reserva ban-
cária no Bacen, uma quantia que representa um percentual sobre o saldo
dos depósitos à vista de seus clientes.
31
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Atenção
Quanto maior a alíquota do depósito compulsório, menor a
capacidade de o sistema bancário multiplicar empréstimos
e, consequentemente, menor a sua capacidade de criar
meios de pagamento na forma de depósitos à vista.
Redesconto bancário
O redesconto bancário é um empréstimo concedido pelo Bacen a um ban-
co comercial que enfrenta um problema temporário de liquidez, ou seja,
um banco que não possui reservas bancárias suficientes para cumprir seus
compromissos de curto prazo.
32
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Atenção
A Secretaria do Tesouro Nacional é um órgão do Ministério
da Fazenda do Brasil.
Ela trata da administração financeira e da contabilidade
federal, além de exercer atividades relacionadas à emissão
e à implementação de operações envolvendo os títulos da
dívida pública do País.
Também é responsável por realizar o recolhimento de
impostos e contribuições para a Receita Federal do Brasil
(RFB), além do recolhimento de quaisquer outros recursos que
venham a ingressar na conta única do Tesouro Nacional.
Depósito compulsório
Taxa de redesconto
Redução dos
Aumento da taxa Aumento da taxa de juros
empréstimos bancários
Aumento dos
Redução da taxa Redução da taxa de juros
empréstimos bancários
33
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Aumento das
Compra de títulos Redução da taxa de juros
reservas bancárias
Redução das
Venda de títulos Aumento da taxa de juros
reservas bancárias
Atenção
Quando uma pessoa deposita certa quantia de dinheiro em
um banco comercial, essa quantia fica disponível para que o
banco a empreste a outro cliente. Esse cliente, por sua vez,
não gasta imediatamente todo o dinheiro tomado como
empréstimo, mas deposita o valor tomado em um segundo
banco. Nesse ponto, temos uma multiplicação da moeda, já
que o primeiro depositante tem a totalidade de seu dinheiro
disponível em moeda escritural (pode emitir um cheque nesse
valor ou fazer compras com cartão de débito, por exemplo)
e o segundo depositante também tem a mesma quantidade
disponível. Entretanto, a quantidade de moeda“real” é apenas
a quantidade que foi depositada pelo primeiro depositante.
Os instrumentos de política monetária buscam, também,
evitar a multiplicação descontrolada da moeda escritural.
2.3
Política fiscal
A política fiscal centraliza suas preocupações com relação aos gastos do setor
público e aos impostos cobrados da sociedade. Assim, ela deve se mostrar
eficaz para que haja equilíbrio entre a arrecadação tributária e as despesas
governamentais, garantindo que sejam alcançados determinados objetivos
macroeconômicos e sociais.
34
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Expansionista
A política fiscal expansionista acontece quando há uma ação do
Governo para estimular a economia a partir da adoção de políti-
cas de redução de impostos e aumento de suas despesas, que in-
centivam o crescimento econômico pelo lado da demanda.
DÉFICIT ORÇAMENTÁRIO
É a diferença entre os impostos arrecadados e os gastos do Governo. O
déficit orçamentário ocorre quando o Governo aumenta seus gastos ou
reduz os impostos para estimular o crescimento da economia.
POLÍTICA
EXPANSIONISTA
Pagamento de
juros da dívida
Investimentos
em infraestrutura
Pagamento
de funcionários
35
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Contracionista
Uma política fiscal contracionista ocorre quando o Governo ob-
tém superávit orçamentário com o objetivo de conter eventuais
elevações da demanda que sejam interpretadas como inflacionárias.
SUPERÁVIT ORÇAMENTÁRIO
Ocorre quando as receitas arrecadadas são superiores às despesas,
significando, portanto, que o governo agiu de forma prudente e
responsável, não se comprometendo acima de sua efetiva arrecadação.
Congelamento de
concursos públicos
Controle da
dívida pública
Pouca ênfase em
projetos de
infraestrutura
POLÍTICA
CONTRACIONISTA
36
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
Primário
É o resultado da arrecadação do governo (receitas)
menos as despesas, exceto juros da dívida. De forma
simplificada, é a geração de caixa do governo; é a eco-
nomia para reduzir o endividamento. Mostra se as contas
estão em ordem ou não. Um resultado primário positivo
(superávit) apresenta contas sob controle e mostra que a
dívida não seguirá uma trajetória explosiva.
Nominal
O resultado nominal do governo equivale à arrecada-
ção de impostos (receitas) menos as despesas, incluindo
os juros da dívida. É a medida mais completa, já que o
número representa a total necessidade de financiamen-
to do setor público. Ao apresentar um déficit nominal, o
governo terá que se financiar, por exemplo, com a colo-
cação de títulos públicos.
TÍTULOS PÚBLICOS
São papéis emitidos pelo Tesouro Nacional, que representam uma forma
de financiar a dívida pública e permitem que os investidores “emprestem”
dinheiro para o governo, recebendo uma rentabilidade em troca.
37
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
2.4
Política cambial
O comércio internacional lida com diferentes moedas representativas das
economias envolvidas nas operações. Para se estabelecer a conversão entre
as moedas, o mercado instituiu a taxa de câmbio.
38
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 2
BALANÇO DE PAGAMENTOS
É um instrumento da contabilidade nacional referente à descrição das relações
comerciais de um país com o resto do mundo. Registra o total de dinheiro que
entra e sai de um país, na forma de importações e exportações de produtos,
serviços, capital financeiro, bem como transferências comerciais.
39
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 2
Fixando conceitos 2
Marque a alternativa correta.
40
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 2
41
3
Segmentos
do Mercado
Financeiro
Tópicos da unidade
3.1 Mercado monetário
Fixando conceitos 3
O Mercado Financeiro pode ser subdividido em quatro segmentos específicos:
Mercado monetário
Envolve as operações de curtíssimo e curto prazos.
Mercado de crédito
Engloba as operações de financiamento de curto
e médio prazos.
Mercado de capitais
Contempla as operações financeiras de médio
e longo prazos.
Mercado de câmbio
Corresponde às operações de compra e de venda
de moeda estrangeira.
Embora, para fins de análise, seja importante fazer a distinção entre esses
diferentes segmentos do Mercado Financeiro, você deve saber que, na prá-
tica, eles estão interligados.
43
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 3
3.1
Mercado monetário
O mercado monetário está estruturado visando ao controle da liquidez
monetária da economia. Os papéis são negociados nesse mercado tendo
como parâmetro de referência a taxa de juros, que se constitui como sua
mais importante moeda de transação.
Atenção
Associação Brasileira das Entidades
dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima)
Em 2009, a Anbid (Associação Nacional dos Bancos
de Investimento) e a Andima (Associação Nacional
das Instituições do Mercado Financeiro) aprovaram a
integração de suas atividades, passando a constituir a
Anbima – Associação Brasileira das Entidades dos Mercados
Financeiro e de Capitais.
A Anbima fala em nome de instituições como bancos,
gestoras, corretoras, distribuidoras e administradoras,
passando a exercer todas as atividades das duas associações,
representando, promovendo as atividades de autorregulação,
elaborando e supervisionando o cumprimento de Códigos
de Regulação e Melhores Práticas, produzindo informações,
dados, estatísticas, estudos e pesquisas para os mercados
financeiro e de capitais, bem como investindo na educação e
certificação dos profissionais de mercado.
44
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 3
3.2
Mercado de crédito
O mercado de crédito visa suprir as necessidades de caixa de curto e médio
prazos das várias unidades econômicas, seja por meio de concessões de cré-
dito às pessoas físicas ou por empréstimos e financiamentos às empresas.
45
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 3
Ø Crédito rotativo.
Ø Contas garantidas.
3.3
Mercado de capitais
O objetivo do mercado de capitais é suprir as necessidades de investimentos
das unidades econômicas por meio de diversas modalidades de financiamen-
tos de médio e longo prazos, tanto para capital fixo quanto para capital de
giro. Também é possível encontrar, no mercado de capitais, financiamen-
tos com prazo indeterminado, como as operações que envolvem emissão e
subscrição de ações.
Atenção
Os países capitalistas mais desenvolvidos possuem mercados
de capitais fortes e dinâmicos.
A fraqueza desse mercado nos países subdesenvolvidos
dificulta a formação de poupança, constitui um sério
obstáculo ao desenvolvimento e ainda obriga esses países a
recorrerem aos mercados de capitais internacionais.
46
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 3
Ø Securitização de recebíveis.
Saiba mais
Índice Bovespa (Ibovespa)
É o índice que espelha o desempenho médio do preço
das ações mais negociadas na B3 – Brasil, Bolsa, Balcão.
Representa o valor atual, em moeda corrente, de uma carteira
hipotética de ações constituída no primeiro dia útil de 1968.
Supõe-se que, desde então, nenhum investimento adicional
tenha sido efetuado, embora sejam incluídos os ajustes
efetuados em decorrência da distribuição de proventos –
dividendos, bonificações – pelas empresas emissoras.
A carteira teórica é integrada pelas ações que, em
conjunto, representam 80% do volume transacionado à
vista nos 12 meses anteriores à formação da carteira. A
representatividade dessa carteira hipotética é reforçada
pelo fato de as empresas emissoras das ações componentes
do índice serem responsáveis por cerca de 70% da
capitalização – isto é, pelo valor de mercado das ações –
do total das empresas registradas na bolsa. Para que tal
representatividade seja mantida, é feita uma reavaliação
quadrimestral, alterando-se a composição e o peso da
carteira. A B3 calcula e divulga seu índice em tempo real,
considerando os preços dos últimos negócios efetuados no
mercado à vista com as ações componentes de sua carteira.
3.4
Mercado de câmbio
No mercado de câmbio, são realizadas as operações de compra e venda de
moedas estrangeiras. Esse mercado reúne todas as unidades econômicas
que têm motivos para realizar transações com o exterior, via operadores
47
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 3
48
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 3
Fixando conceitos 3
Marque a alternativa correta.
50
4
Sistema
Financeiro
Nacional
Tópicos da unidade
4.1 O papel do Sistema
Financeiro Nacional
Objetivo
4.2 Estrutura do Sistema
Financeiro Nacional (SFN) Ø Compreender a formação e as funções do
Sistema Financeiro Nacional, bem como
4.3 Órgãos normativos a participação do mercado de seguros na
sua composição.
4.4 Entidades supervisoras
4.5 Operadores do
Mercado Financeiro
Fixando conceitos 4
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) é formado por diferentes tipos de ins-
tituições financeiras e seus respectivos agentes reguladores e fiscalizadores.
O SFN foi estruturado de forma a dar destaque aos órgãos normativos e
supervisores e à delimitação das áreas de competência de cada um deles.
52
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.1
O papel do Sistema
Financeiro Nacional
O SFN pode ser definido como o conjunto de instituições financeiras (públicas
e privadas) e instrumentos financeiros destinados a oferecer alternativas de
aplicação e de captação de recursos financeiros entre as unidades econô-
micas (famílias, empresas e Governo). Ele engloba não só o mercado finan-
ceiro, mas também o de seguros privados e de previdência complementar.
Instituições
Compõem o mercado financeiro diferentes tipos de
instituições financeiras, como bancos, corretoras, distri-
buidoras e seguradoras. Cada tipo de instituição exerce
funções específicas, de acordo com o que determinam
suas respectivas legislações.
Instrumentos financeiros
Podem ser divididos em duas classes:
Ø Instrumentos de dívida, como depósitos bancários,
debêntures e títulos públicos.
Ø Instrumentos de participação patrimonial ou
propriedade, entre os quais se destacam as ações.
Atenção
O Sistema Financeiro Nacional (SFN) foi originalmente
estruturado como o conjunto de instituições que integram
o mercado financeiro, com funções de intermediação
financeira, regulação e fiscalização.
O mercado financeiro é o ambiente em que se realiza o fluxo
financeiro entre poupadores e tomadores a partir dos mais
diversos instrumentos financeiros existentes. Nesse mercado,
busca-se otimizar a utilização dos recursos financeiros e criar
condições adequadas de liquidez e de administração de riscos.
53
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.2
Estrutura do Sistema
Financeiro Nacional (SFN)
Figura 4: Estrutura do SFN
Instituições de Demais
Sociedades
pagamento instituições
de capitalização
não bancárias
54
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.3
Órgãos normativos
Os órgãos normativos são responsáveis pela regulamentação do sistema
financeiro. São três os órgãos normativos do Sistema Financeiro Nacional,
cada um sendo responsável por determinado segmento do sistema.
4.4
Entidades supervisoras
As entidades supervisoras são responsáveis por supervisionar o bom fun-
cionamento do Sistema Financeiro Nacional. Elas possuem o objetivo de
supervisionar o segmento pelo qual são responsáveis, juntamente com o
órgão normativo a que estão subordinadas.
55
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
56
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.5
Operadores do
Mercado Financeiro
Agora, vejamos as entidades que operam no mercado financeiro, no dia a
dia, realizando a ligação entre as unidades econômicas do mercado.
4.5.1
Entidades supervisionadas
pelo Banco Central (BC)
Ø Bancos comerciais e múltiplos;
Ø Cooperativas de crédito;
Ø BNDES;
57
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
Ø Instituições de câmbio;
Ø Sociedades financeiras;
Ø Administradoras de consórcios ;
Ø Outras.
58
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
59
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.5.2
Entidades supervisionadas
pela Comissão de Valores
Mobiliários (CVM)
Ø Companhias abertas com ações negociadas em bolsas de valores;
Ø Fundos de investimento;
Ø Outras.
4.5.3
Entidades supervisionadas
pela Superintendência de
Seguros Privados (SUSEP)
Ø Sociedades seguradoras;
Ø Outras.
4.5.4
Entidades supervisionadas pela
Superintendência Nacional de
Previdência Complementar (Previc)
Ø Entidades fechadas de previdência complementar
(Fundos de Pensão).
60
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.6
Investidores institucionais
As instituições financeiras supervisionadas pela SUSEP, CVM e Previc podem
ser classificadas como investidores institucionais.
4.6.1
Investidores institucionais
supervisionados pela SUSEP
As instituições supervisionadas pela SUSEP, como investidores institucionais,
aplicam, por legislação, suas reservas técnicas, ou provisões técnicas, no
mercado financeiro.
61
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.7
Sistema Financeiro Nacional
e a tecnologia
O setor financeiro se integra cada vez mais às mudanças tecnológicas, a ponto
de não podermos mais dissociá-los. Processos são digitalizados para mais
eficiência, e operações são descentralizadas. Todas essas novas experiên-
cias trazem um salto na inclusão da população, novas ofertas de produtos e
serviços e um cliente cada vez mais participativo.
62
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.7.1
Open finance
Open finance, ou sistema financeiro aberto, é o compartilhamento padro-
nizado de dados e serviços financeiros por meio da integração de sistemas
entre instituições participantes e autorizadas pelo Banco Central do Brasil.
O open finance é uma evolução do open banking. O projeto open banking era
restrito a dados e serviços bancários tradicionais, enquanto o open finance
oferece o compartilhamento de dados relacionados a outros produtos e ser-
viços financeiros, por exemplo, câmbio, previdência, seguro e investimentos.
Vantagens e benefícios:
Ø Com o open finance o cliente que escolhe como, quando e com quem
compartilhar os seus dados através do consentimento à instituição
detentora dos dados;
63
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.7.2
Fintechs
F intechs são empresas que introduzem inovações nos mercados financei-
ros por meio do uso intenso de tecnologia, com potencial para criar novos
modelos de negócios. Atuam por meio de plataformas on-line e oferecem
serviços digitais inovadores relacionados ao setor.
Ø Inovação;
4.7.3
Meios de pagamento
Com o avanço da tecnologia da informação e, como consequência, a digitali-
zação dos sistemas financeiros, os meios de pagamentos vêm acompanhan-
do essa modernização, apesar de o dinheiro vivo ainda ser bastante usado.
1. Dinheiro
O pagamento em espécie ainda é o método preferido dos consu-
midores brasileiros em lojas físicas. Porém, um grande volume de
cédulas em circulação requer um espaço seguro para o armaze-
namento, incluindo uso de cofre.
2. Cartão de crédito
O cartão de crédito é o segundo meio mais utilizado no comércio físi-
co; já no e-commerce, ele é o campeão. A praticidade e a segurança
são algumas das razões para aderir a essa opção de pagamento.
3. Cartão de débito
Esse cartão é ótimo para pagamentos no ato da compra. O valor
é descontado da conta-corrente na mesma hora, de modo que o
cliente não corre risco de contrair dívidas. Tanto o cartão de crédi-
to quanto o de débito geram custos ao empreendimento, já que as
operadoras das maquininhas cobram taxas sobre cada transação.
Ainda assim, esses são meios de pagamento muito populares.
4. Boleto bancário
O boleto segue popular porque dispensa conta em banco. Com isso,
quem não tem cartão consegue efetuar compras parceladas, pa-
gando prestações como se fossem uma fatura de luz ou água. No
entanto, talvez devido à presença cada vez maior de soluções digitais
no comércio, essa alternativa vem perdendo destaque. No cenário
global, esse método de pagamento é praticamente inexistente.
65
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
5. Carteira digital
As e-wallets superaram o boleto bancário nas compras on-li-
ne, pois são práticas e possuem mecanismos digitais para evitar
fraudes. Elas atuam como um meio eletrônico para pagamentos
e transferências. Não é necessário ter um cartão físico, muito me-
nos dinheiro em espécie. Basta um aplicativo de smartphone para
realizar as operações.
6. Contactless
O pagamento por aproximação, ou contactless, é uma tendên-
cia de mercado. Nas interações presenciais, basta aproximar o
cartão, o celular ou outro dispositivo com tecnologia Near Field
Communication (NFC). A maquininha registra a compra sem ne-
cessidade de digitar senha – algo mais higiênico em tempos de
pandemia. O valor pode ser descontado do cartão de crédito ou da
e-wallet. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Cartões
de Crédito e Serviços (Abecs), esse hábito está em expansão.
7. Pix
Pix é o pagamento instantâneo brasileiro. É o meio de pagamento
criado pelo Banco Central do Brasil em que os recursos são trans-
feridos entre contas em poucos segundos, qualquer hora do dia e
qualquer dia da semana, mesmo feriado. É prático, rápido e segu-
ro. O Pix pode ser realizado a partir de uma conta-corrente, conta
poupança ou conta de pagamento pré-paga. Além de aumentar a
velocidade em que pagamentos ou transferências são feitos e re-
cebidos, o Pix tem o potencial de alavancar a competitividade e a
eficiência do mercado, baixar o custo, aprimorar a experiência dos
clientes, incentivar a digitalização do mercado de pagamentos de
varejo, promover a inclusão financeira e preencher uma série de la-
cunas existentes na cesta de instrumentos de pagamentos disponí-
veis atualmente a população.
66
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
Rápido
Transações concluídas em poucos segundos, recursos disponí-
veis para o recebedor em tempo real.
Disponível
24 horas por dia, sete dias por semana, inclusive feriados.
Fácil
Experiência facilitada para o usuário.
Barato
Gratuito para pessoa física pagadora e custo baixo para os de-
mais casos.
Seguro
Robustez de mecanismos e medidas para garantir a segurança
das transações.
Aberto
Estrutura ampla de participação, possibilitando pagamentos
entre instituições distintas.
Versátil
Instrumento multiproposta, que pode ser usado para paga-
mentos independentemente do tipo e valor da transação, entre
pessoas, empresas e governo.
Integrado
Informações importantes para conciliação poderão cursar jun-
to com a ordem de pagamento, facilitando a automação de
processos e a conciliação dos pagamentos.
67
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
8.Drex
O drex será a moeda virtual oficial do Brasil. Trata-se, em suma,
de uma extensão das tradicionais cédulas físicas de dinheiro, mas
será transacionada exclusivamente no ambiente digital.
BLOCKCHAIN
Blockchain, em português “cadeia de blocos”, é uma tecnologia DLT
(Distributed Ledger Technology), que permite o registro público, seguro
e descentralizado de transações. Facilita o processo de gravação de
transações e rastreamento de ativos (tangíveis e intangíveis) em uma rede
de negócios. A principal característica da blockchain é sua descentralização.
Em vez de um único servidor ou autoridade central controlando o registro
das transações, a blockchain é mantida por uma rede de participantes.
Além das moedas digitais, o blockchain já é utilizado por diferentes setores
como mercado financeiro, energia, mídias e entretenimentos e o varejo.
68
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
4.7.4
Open insurance
O open insurance, ou sistema de seguros aberto, é a possibilidade de con-
sumidores de produtos e serviços de seguros, previdência complementar
aberta e capitalização permitirem o compartilhamento de suas informações
entre diferentes sociedades autorizadas/ credenciadas pela SUSEP, de forma
segura, ágil, precisa e conveniente.
69
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
Prós:
Mais poder nas mãos dos segurados: o novo modelo dá
mais poder ao cliente, uma vez que os segurados decidem
quais empresas terão acesso aos seus dados. Isso pode
estimular a competição e potencialmente levar a preços
mais competitivos.
Maior Concorrência e Escolha: o open insurance amplia
a concorrência ao permitir que os segurados compar-
tilhem seus dados com várias seguradoras. Isso dá aos
segurados a capacidade de escolher entre uma varie-
dade de opções e encontrar seguros que se adequem
melhor às suas necessidades.
Precificação Mais Precisa: com acesso a uma gama mais
ampla de informações sobre os clientes, as seguradoras
podem precificar produtos com mais precisão, o que pode
resultar em preços mais justos para os segurados.
Contras:
Desafios de Segurança de Dados: com o compartilha-
mento expandido de dados, a segurança das informações
dos clientes torna-se um desafio crítico. O risco de viola
ções de dados e ataques cibernéticos pode aumentar,
exigindo investimentos significativos em cibersegurança.
Complexidade Regulatória: a regulamentação do open
insurance deve ser cuidadosamente elaborada para
garantir a proteção dos consumidores e a integridade do
mercado. A conformidade com a Lei Geral de Proteção
de Dados (LGPD) é essencial e pode ser complexa.
Sociedade Processadora
de Ordem do Cliente (SPOC)
As Sociedades Processadoras de Ordem do Cliente, SPOC, são as institui-
ções que servirão de meio para transmissão da ordem dada pelo cliente e,
com isso, é inserida a participação do corretor no âmbito do open insurance.
70
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
A SPOC deve promover uma entrega de valor mais concreta ao usuário final,
que, na palma da mão, terá o controle sobre a contratação dos seguros e
mais autonomia para fazer mudanças, como pedir endosso, portabilidade
e realizar novas contratações, além de possibilitar a interoperabilidade com
outros ecossistemas digitais no âmbito do open finance.
Resumo
O Open Insurance tem o potencial de transformar o setor de seguros no
Brasil, tornando-o mais competitivo, acessível e centrado no consumidor. No
entanto, também apresenta desafios significativos, como a segurança dos
dados e a necessidade de regulamentação eficaz. O sucesso dessa iniciativa
dependerá da colaboração entre o governo, as seguradoras, corretores e
os consumidores.
4.8
Sandbox regulatório
do mercado de seguros
O sandbox regulatório é uma iniciativa que permite que instituições já autori-
zadas e ainda não autorizadas a funcionar pela SUSEP possam testar projetos
inovadores e sustentáveis (produtos ou serviços experimentais) com clientes
reais, sujeitos a requisitos regulatórios específicos.
71
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 4
72
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 4
Fixando conceitos 4
Marque a alternativa correta.
73
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 4
(a) Permitir que as instituições não autorizadas possam funcionar sem restrições.
(b) Testar projetos inovadores com clientes reais, sem a necessidade de
cumprir requisitos regulatórios.
(c) Selecionar projetos inovadores, focados em tecnologia e redução de
custos para o consumidor.
(d) Desenvolver produtos massificados de longo prazo, como previdência
e resseguros.
(e) Desenvolver produtos de grandes riscos e responsabilidade civil.
(a) Pix.
(b) Fintechs.
(c) Carteira digital.
(d) Criptomoedas.
(e) Cartão de débito.
74
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 4
75
5
Instrumentos
Financeiros
Tópicos da unidade
5.1 Características dos 5.5 Títulos do Tesouro Direto
instrumentos financeiros
5.6 Derivativos
5.2 Instrumentos de
captação emitidos por 5.7 Criptomoedas
instituições financeiras
5.8 Previdência privada
5.3 Instrumentos financeiros complementar
emitidos por empresas
não financeiras
5.9 Estrutura do sistema
5.4 Fundos de investimento
Fixando conceitos 5
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Objetivos da Unidade
Ø Compreender as características dos instrumentos financeiros, seus
emissores e as especificidades de cada instrumento, reconhecendo
a aplicação desses instrumentos em situações práticas de negócios
de seguros.
77
Os instrumentos financeiros são emitidos por instituições financeiras, por
empresas e pelo Governo. Cada instrumento possui características próprias
de risco, liquidez e rentabilidade.
5.1
Características dos
instrumentos financeiros
5.1.1
Risco – Liquidez – Rentabilidade
É difícil estabelecer uma relação precisa e universal entre risco, liquidez e
rentabilidade, uma vez que esses fatores variam dependendo do tipo de
investimento e do contexto. No entanto, é possível criar uma representação
conceitual que destaque a interação entre esses elementos:
78
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.1.2
Classificação dos
instrumentos de Renda Fixa
Ø Prefixados: quando os juros são conhecidos no momento em que o
instrumento é negociado.
79
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.2
Instrumentos de
captação emitidos por
instituições financeiras
O objetivo desta parte do material é dar uma noção geral dos principais
instrumentos de captação existentes no Mercado Financeiro. Por essa razão,
trataremos os que julgamos importantes por serem os mais falados em nosso
dia a dia, seja na mídia impressa ou falada, seja no cotidiano de um profis-
sional como um corretor de seguros.
5.2.1
Depósitos à vista
São também denominados depósitos em conta-corrente. Não são remunerados,
mas são os mais líquidos e, como já vimos, são livres de risco até um certo limite.
5.2.2
Depósitos a prazo
É a denominação oficial dos Certificados de Depósito Bancário (CDBs), sendo
atualmente a mais importante fonte de captação de recursos dos bancos.
Os CDBs têm prazos mínimos que, geralmente, variam de 30 a 120 dias. São
títulos nominativos, de renda fixa (rentabilidade prefixada ou pós-fixada),
emitidos por bancos na modalidade de depósitos a prazo, sendo o prazo
definido no momento da negociação.
5.2.3
Depósitos de poupança
Mais conhecidos como caderneta de poupança. Desde 2012, a caderneta
de poupança possui uma nova forma de cálculo de remuneração. Por essa
regra, o dinheiro depositado na poupança será corrigido mensalmente pelo
equivalente a 70% da taxa básica de juros (taxa Selic) mais a variação da
80
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Taxa Referencial (TR). Isso valerá sempre que a meta Selic estiver em 8,50%
ao ano ou em patamar menor. Se a taxa estiver acima disso, o rendimento
continuará sendo o tradicional: 0,5% ao mês mais a variação da TR.
Esse investimento pode ser resgatado a qualquer momento, mas, caso o res-
gate ocorra fora da “data de aniversário”, o investidor perde a remuneração
equivalente aos dias decorridos após a data de aniversário (mensal) anterior.
Atenção
Os rendimentos da caderneta de poupança são isentos de
Imposto de Renda (IR) para as pessoas físicas.
Já para as aplicações realizadas por pessoas jurídicas, a
cobrança de IR será influenciada pelo tipo de instituição:
para as empresas sem fins lucrativos, os rendimentos serão
isentos, mas, para as demais organizações, serão tributados.
5.2.4
Letras financeiras
Oferecidas no mercado brasileiro desde 2010, as letras financeiras são títulos
de dívida privados emitidos por instituições financeiras para a captação de
recursos. São instrumentos de renda fixa que garantem mais flexibilidade às
instituições financeiras na captação de recursos, na medida em que podem
ser ajustadas às suas necessidades. As letras financeiras estão livres do reco-
lhimento do depósito compulsório; dessa forma, apresentam rentabilidades
superiores às dos CDBs.
81
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.2.5
Outros tipos de captação bancária
Veja alguns outros exemplos:
82
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.3
Instrumentos financeiros
emitidos por empresas
não financeiras
5.3.1
Ações
As ações são títulos de propriedade, isto é, representam a propriedade de uma
fração da empresa emissora. Sua valorização depende do comportamento
do mercado acionário e, portanto, são consideradas títulos de renda variável.
Dividendos
Parcela do lucro líquido distribuído aos acionistas.
Bonificações
Quando a empresa aumenta seu capital, pode haver dis-
tribuição gratuita de ações aos acionistas, em proporção
ao número de ações já possuídas.
Direito de subscrição
No caso de emissão de novas ações da empresa, os acio-
nistas têm o direito de adquirir as novas ações da empre-
sa antes que sejam oferecidas ao público. Se esse direito
não for exercido, as novas ações podem ser vendidas na
bolsa.
83
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.3.2
Debêntures
São títulos de dívida emitidos por sociedades por meio de ações, de capital
aberto ou fechado. São nominativos, negociáveis e de médio e longo prazos.
Rendem juros fixos ou variáveis e podem possuir cláusulas de correção monetária.
É comum que as empresas ofereçam garantias reais para esses papéis, cujas
características podem ser renegociadas ao longo do contrato. Os contratos
de emissão de uma debênture podem prever sua conversão em ações ao
término do contrato.
Observação
Mercado primário
É quando o título é lançado pela primeira vez no mercado,
ou seja, quando é feita a emissão primária do título, e, nesse
momento, ocorre aporte de recursos para a empresa emissora.
Mercado secundário
Negociação de títulos após a emissão primária. Nesse
caso, os títulos trocam de mãos, sem que a empresa receba
qualquer recurso. A existência de um mercado secundário
é de fundamental importância para estimular a emissão
primária ao conferir liquidez para os títulos.
84
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.3.3
Notas promissórias
As notas promissórias, que são também chamadas de commercial papers,
são títulos cujo prazo de vencimento varia de 30 a 180 dias, quando emiti-
das por companhia de capital fechado, ou de 30 a 360 dias, na hipótese de
emissão por companhia de capital aberto. Seu rendimento é, na maioria
dos casos, prefixado e, ao contrário do que ocorre com as debêntures, as
empresas emissoras não oferecem garantias reais.
5.4
Fundos de investimento
5.4.1
Definições
Fundo de investimento é um conjunto de recursos monetários formado por
depósitos de grande número de investidores que se destinam à aplicação
coletiva em carteira de títulos e valores mobiliários.
Observação
Os fundos de investimento têm crescido em muitos países,
em detrimento da base tradicional de depósitos dos bancos,
apesar de não haver qualquer tipo de seguro para os
cotistas em caso de quebra de um fundo mútuo.
85
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Atenção
Uma importante vantagem dos fundos de previdência é
a possibilidade de pagar uma alíquota de IR menor sobre
os lucros na hora do resgate e ainda ter a possibilidade de
aumentar a sua restituição de IR no ano seguinte à aplicação
no fundo.
86
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.4.2
Classificação dos
fundos de investimento
As classificações são definidas a partir do principal fator de risco associado
à carteira do fundo, que pode ser o índice de preço, a taxa de juros, o índice
de ações ou o preço do ativo, cuja variação pode produzir maiores efeitos
sobre o valor da sua aplicação no fundo. São elas:
87
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Fundos Referenciados
Devem acompanhar a variação do indicador de desempenho
(benchmark) definido em seu objetivo. Entre os referenciados, o
fundo mais popular é o DI, cujo objetivo de investimento é acom-
panhar a variação diária das taxas de juros no mercado inter-
bancário (CDI). Como este tipo de fundo procura acompanhar a
variação das taxas de juros, pode se beneficiar de um cenário de
alta dessas taxas.
Fundos de Ações
São também chamados de fundos de renda variável e devem in-
vestir seu patrimônio em ações negociadas em bolsa ou mercado
de balcão organizado e em outros valores mobiliários relacionados
a ações. Alguns fundos deste tipo têm como objetivo de investi-
mento acompanhar ou superar a variação de um índice do merca-
do acionário, tal como o Ibovespa.
Fundos Cambiais
Devem manter seu patrimônio investido em ativos que sejam re-
lacionados, direta ou indiretamente, à variação de preços de uma
moeda estrangeira, ou a uma taxa de juros denominada cupom
cambial.
88
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Fundos Multimercado
Devem apresentar política de investimento que envolva vários fato-
res de risco, sem o compromisso de concentração em nenhum fator
em especial, podendo investir em ativos de diferentes mercados –
como renda fixa, câmbio e ações – e utilizar derivativos tanto para
alavancagem quanto para proteção da carteira.
INVESTIDORES QUALIFICADOS
São considerados investidores qualificados as instituições financeiras,
as entidades de previdência, os fundos de investimento destinados a
investidores qualificados e as pessoas físicas e jurídicas que possuam
investimentos financeiros acima de 300 mil reais e atestem por escrito sua
condição de investidor qualificado.
89
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Fundos ESG
Os fundos ESG investem em empresas ou ativos que atendem a cri-
térios favoráveis em relação aos pilares Environmental (Ambiental)
– Social – Governança, buscando não apenas retornos financeiros,
mas também impacto positivo na sociedade e no meio ambiente. Os
investidores que desejam apoiar causas sustentáveis e éticas podem
optar por fundos ESG como uma maneira de canalizar seus recursos
para empresas que compartilham esses valores.
5.5
Títulos do Tesouro Direto
Assim como fazem muitas empresas, o Governo financia seu déficit por meio
da venda de títulos, conhecidos genericamente como títulos públicos. Esses
títulos compõem a dívida pública mobiliaria ou, simplesmente, dívida pública.
91
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Prefixados
Os títulos prefixados são aqueles que têm taxa de juros fixa, ou
seja, você já conhece no momento do investimento. É o investimen-
to ideal para quem quer saber exatamente o valor que receberá
ao final da aplicação, no vencimento do título.
Tesouro Selic
Os títulos tesouro Selic são títulos pós-fixados que possuem
rentabilidade atrelada à taxa Selic mais uma taxa prefixada de
juros.
Tesouro IPCA
A rentabilidade desse título está atrelada à inflação, medida pela
variação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo –
IPCA. Ou seja, esses títulos oferecem rendimento igual à variação
da inflação mais uma taxa prefixada de juros.
Tesouro RendA+
Título do Tesouro Direto pensado para ajudar a planejar a apo-
sentadoria complementar. Oferece rendimento igual à variação
da inflação (IPCA) mais uma taxa prefixada de juros. Diferente dos
demais títulos, o resgate do investimento RendA+ é realizado em
240 parcelas mensais, ou seja, o valor é pago durante 20 anos.
Tesouro EDUCA+
Título pensado em possibilitar o investimento para menores de
18 anos financiarem seus estudos. Oferece rendimento igual à
variação da inflação (IPCA) mais uma taxa prefixada de juros.
Diferente dos demais títulos, o resgate do investimento EDUCA+
é realizado em 60 parcelas mensais, ou seja, o valor é pago du-
rante 5 anos.
92
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.6
Derivativos
5.6.1
Definição
Derivativos é o nome dado à família de mercados em que operações com
liquidação futura são realizadas, tornando possível a gestão do risco de
preço de diversos ativos.
Ø Termo;
Ø Futuro;
Ø Opções;
Ø Swaps.
93
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Mercado a Termo
Como comprador ou vendedor do contrato a termo, você se compro-
mete a comprar ou vender certa quantidade de um bem (mercadoria
ou ativo financeiro) por um preço fixado, ainda na data de realização
do negócio, para liquidação em data futura. Os contratos a termo so-
mente são liquidados integralmente no vencimento. Podem ser nego-
ciados em bolsa e no mercado de balcão.
Mercado Futuro
Deve-se entender o mercado futuro como uma evolução do mer-
cado a termo. Você se compromete a comprar ou vender certa
quantidade de um bem (mercadoria ou ativo financeiro) por um
preço estipulado para a liquidação em data futura. A definição é
semelhante, tendo como principal diferença a liquidação de seus
compromissos somente na data de vencimento, no caso do mer-
cado a termo. Já no mercado futuro, os compromissos são ajus-
tados financeiramente às expectativas do mercado referentes ao
preço futuro daquele bem, por meio do ajuste diário (mecanismo
que apura perdas e ganhos). Além disso, os contratos futuros são
negociados somente em bolsas.
Mercado de Opções
No mercado de opções, negocia-se o direito de comprar ou de
vender um bem por um preço fixo numa data futura. Quem adqui-
rir o direito deve pagar um prêmio ao vendedor. Este prêmio não
é o preço do bem, mas apenas um valor pago para ter a opção
(possibilidade) de comprar ou vender o referido bem em uma data
futura por um preço previamente acordado.
Mercado de swap
No mercado de swap, negocia-se a troca de rentabilidade entre
dois bens (mercadorias ou ativos financeiros). Pode-se definir o
contrato de swap como um acordo, entre duas partes, que esta-
belecem a troca de fluxo de caixa tendo como base a comparação
da rentabilidade entre dois bens.
94
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
Exemplo
Swap de ouro x taxa prefixada
Se, no vencimento do contrato, a valorização do ouro
for inferior à taxa prefixada negociada entre as partes,
receberá a diferença a parte que comprou taxa prefixada e
vendeu ouro. Se a rentabilidade do ouro for superior à taxa
prefixada, receberá a diferença a parte que comprou ouro e
vendeu taxa prefixada.
A operação de swap é muito semelhante à operação a termo,
uma vez que sua liquidação ocorre integralmente no vencimento.
5.7
Criptomoedas
As criptomoedas – conhecidas como "moedas virtuais" ou "moedas crip-
tográficas" – são moedas digitais que existem exclusivamente na internet.
Diferentemente do real, do dólar e de outras moedas físicas, elas não podem
ser tocadas. Ou seja, você sabe que elas são verdadeiras, mas não consegue
pegá-las com as mãos – ou guardá-las na carteira, no cofre ou embaixo do
colchão, mas podem ser usadas com as mesmas finalidades do dinheiro físico.
As suas três principais funções são servir como: meio de troca, facilitando as
transações comerciais; reserva de valor, para a preservação do poder de
compra no futuro; unidade de conta, quando os produtos são precificados
e o cálculo econômico e realizado em função dela.
95
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.8
Previdência privada
complementar
A previdência complementar – também conhecida como previdência priva-
da – é um sistema que permite ao cidadão guardar uma parcela de recursos
ao longo do tempo, para garantir uma renda futura melhor para si mesmo
e sua família. Em outras palavras, representa uma alternativa de poupan-
ça, de caráter exclusivamente privado, destinada à manutenção do poder
aquisitivo, caso haja perda da capacidade laborativa ou, simplesmente, uma
forma alternativa de investimento.
96
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 5
5.9
Estrutura do sistema
A previdência complementar no Brasil é operada por entidades de Previdência
Complementar, que têm por objetivo principal instituir e executar planos de
benefícios de caráter previdenciário.
97
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 5
Fixando conceitos 5
Marque a alternativa correta.
98
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 5
(a) Futuro.
(b) Opção de compra.
(c) Opção de venda.
(d) Swap.
(e) Letra Financeira do Tesouro (LFT).
99
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 5
100
6
Administração
de Risco
Tópicos da unidade
6.1 Riscos que correm as
instituições financeiras
Objetivo
6.2 Perfil de risco dos
investidores individuais Ø Conhecer os riscos que correm as instituições
financeiras, os investidores individuais e seus
Fixando conceitos 6 perfis quanto à propensão e tolerância ao risco.
O mundo dos negócios é caracterizado pela incerteza. Um empresário
industrial não sabe, ao certo, se a demanda pelos produtos de sua empresa
aumentará ou cairá no futuro, tampouco sabe, com certeza, o que aconte-
cerá com os preços dos insumos necessários à produção. O investidor que
aplica em ações acredita que o preço de suas ações aumentará, mas não
tem certeza. Se a sua expectativa é de que o preço cairá, ele poderá vender
as ações. Entretanto, esse mesmo investidor não pode ter certeza de que,
logo após a venda das ações, o seu preço continuará a cair ou aumentará.
Quanto mais longo o período que utiliza para suas estimativas em relação
ao comportamento futuro de certas variáveis – demanda, preços, taxa de
juros –, menores são suas chances de acerto e maior é a incerteza.
O risco difere da incerteza porque pode, dentro de certos limites, ser mensu
rado. Entretanto, medir com precisão o grau de risco é uma tarefa quase
impossível. O cálculo do risco de um ativo é baseado em análise probabilística.
Esse cálculo é feito a partir de estatísticas históricas, ou seja, com base no
comportamento passado desse ativo. Se ocorrerem fatos de natureza diversa
daqueles verificados no passado, esse cálculo é prejudicado.
102
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
Para que fique claro, pense no seguinte exemplo: dois ativos financeiros que
tenham o mesmo prazo de maturação e rendam a mesma taxa de retorno –
um deles é considerado mais arriscado do que o outro. Obviamente, o ativo
de menor risco sempre será escolhido. Por outro lado, para que o ativo de
maior risco seja preferido, é necessário que ofereça rentabilidade superior
à do ativo de menor risco.
6.1
Riscos que correm as
instituições financeiras
A seguir, vamos falar de cada um dos riscos que correm as instituições finan-
ceiras, que são: risco de crédito, risco de liquidez, risco de mercado, risco
operacional, risco de insolvência e risco legal.
6.1.1
Risco de crédito
É a possibilidade de que a contraparte de um empréstimo (tomador) ou ope-
ração financeira não queira ou não possa cumprir suas obrigações contra-
tuais, gerando, assim, perdas para a instituição financeira.
O risco pode ser diminuído por meio de uma cuidadosa diversificação das
operações entre diferentes setores ou áreas geográficas e também a partir
da análise financeira das contrapartes envolvidas.
103
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
6.1.2
Risco de liquidez
As instituições financeiras sofrem com a dificuldade de encontrar o balanço
correto entre seus ativos e passivos. O risco de liquidez se relaciona com a
possibilidade de descasamento entre os fluxos financeiros de ativos e passivos
de uma instituição financeira e seus reflexos sobre a capacidade financeira
da instituição de honrar suas obrigações.
6.1.3
Risco de mercado
O risco de mercado está associado à possibilidade de perdas decorrentes
de mudança nos preços dos ativos retidos pelas instituições financeiras. Os
preços dos ativos podem variar em virtude de modificações na taxa de juros,
na taxa de câmbio, no preço de ações e de commodities etc.
104
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
6.1.4
Risco operacional
O risco operacional se refere à possibilidade de perda originada por falhas
na estrutura organizacional da instituição financeira, seja relativa a falhas
humanas, gerenciais, de controle ou dos sistemas operacionais, ou, ainda,
pela perda dos valores éticos e corporativos que unem os diferentes elemen-
tos dessa estrutura.
6.1.5
Risco de insolvência
O risco de insolvência se refere à possibilidade de uma instituição financeira
se tornar insolvente. Uma instituição financeira se torna insolvente quando
seu patrimônio líquido estiver abaixo do mínimo exigido pelas autoridades
supervisoras. Tal possibilidade pode ser resultado de diversas situações de
risco, como perdas em negociação com títulos, aplicações em derivativos,
diminuição do valor contábil dos empréstimos resultante da inadimplência,
parcial ou total, dos tomadores de empréstimo, e variações na taxa de câmbio.
105
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
6.1.6
Risco legal
Corresponde à possibilidade de que contratos não sejam executados porque
as leis ou regulações não dão suporte às regras estabelecidas entre uma ins-
tituição financeira e seus clientes, outras instituições financeiras ou o Governo.
6.2
Perfil de risco dos
investidores individuais
Os investidores podem ser classificados de acordo com sua propensão ou
tolerância ao risco.
Com base nisso, foram traçados cinco perfis diferentes: conservador, mode-
rado, balanceado, arrojado e agressivo.
Perfil conservador
É aquele que prioriza a segurança e a liquidez nos investimentos
em lugar de buscar alta rentabilidade. Esse tipo de cliente prefere
investimentos com retornos previsíveis, normalmente buscando in-
vestimentos de renda fixa. Em alguns casos, pode ser incluída uma
parcela muito pequena de renda variável, normalmente represen
tada por ações ou câmbio.
106
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
Perfil moderado
É o tipo de investidor que gosta da segurança de investimentos de
renda fixa, mas quer ou pode dar uma “apimentada” na carteira
de investimentos. Geralmente, esse investidor quer ter um retorno
sem correr riscos expressivos. Por isso, participa, em parte, tam-
bém em fundos multimercado ou de ações.
Perfil balanceado
Esse é o investidor que tem condições e apetite para buscar ga-
nhos mais expressivos, mas ainda tem algumas limitações para
correr grandes riscos. A diversificação é um pouco maior e a ex-
posição à renda fixa é menor.
Perfil arrojado
Esse perfil caracteriza quem não tem problema em correr ris-
cos no curto e médio prazo e tem conhecimento de que o retorno
normalmente está ligado ao risco assumido. Seus objetivos são de
longo prazo, portanto, sua carteira pode estar sujeita à volatili-
dade durante o período de acumulação.
Perfil agressivo
É aquele investidor que busca obter o máximo de retorno possí-
vel, não levando em conta os riscos assumidos. Normalmente, esse
investidor toma decisões por conta própria, muitas vezes levado
pela emoção, e não segue regras ou parâmetros para investir.
107
Sumário Mercado Financeiro | Unidade 6
108
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 6
Fixando conceitos 6
Marque a alternativa correta.
109
Sumário Mercado Financeiro | Fixando conceitos 6
(a) Buscar ganhos mais expressivos, mas com algumas limitações para cor-
rer risco.
(b) Querer obter o máximo de retorno possível, não levando em conta os
riscos assumidos.
(c) Focar em investimentos de renda fixa, mas quer ou pode dar uma “api-
mentada” na carteira de investimentos.
(d) Não ter problema em correr riscos no curto e médio prazo.
(e) Preferir investimentos com retornos previsíveis, normalmente buscando
investimentos de renda fixa.
110
Sumário Mercado Financeiro | Gabarito
Gabarito
Fixando conceitos
111
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
Referências
bibliográficas
ANDREZO, A.; LIMA, I. Mercado financeiro: aspectos conceituais e
históricos. 3. ed. São Paulo: Atlas, 2007.
ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2015.
ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 12. ed. São Paulo: Atlas, 2016.
ASSAF NETO, A. Mercado financeiro. 15. ed. São Paulo: Atlas, 2021.
112
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
113
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
114
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
115
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
116
Sumário Mercado Financeiro | Referências bibliográficas
Site
Anbima
https://www.anbima.com.br/pt_br/institucional/institucional.htm
Previc
https://www.gov.br/previc/pt-br
117
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
Glossário
A
AÇÃO: é o título de renda variável que representa a menor fração do capi-
tal de uma sociedade anônima. As empresas que são sociedades anônimas
de capital aberto são negociadas nas Bolsas de Valores.
118
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
B
BACEN OU BCB (BANCO CENTRAL DO BRASIL): autarquia Pública Federal
responsável pela regulamentação e supervisão do Sistema Financeiro Nacional.
C
CALL: é o significado de uma opção de compra. Confere ao seu titular o
direito de comprar um determinado ativo (ativo-objeto) pelo preço esta-
belecido no contrato da opção, durante determinado período de tempo, ou
em uma data predeterminada.
119
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
CETIP: foi criada em 1986 pelas instituições financeiras e pelo Banco Central
com o intuito de realizar a custódia, o registro e a liquidação financeira das ope-
rações feitas com todos os papéis privados e os títulos estaduais e municipais.
120
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
D
DEBÊNTURE: é o título de dívida de médio e longo prazos emitido por empre-
sas de capital aberto não financeiras ou fechado, com o intuito de arrecadar
recursos para serem utilizados no financiamento de projetos, na reestrutura-
ção de passivos ou no aumento de capital de giro da empresa emissora.
E
EAPC (ENTIDADE ABERTA DE PREVIDÊNCIA COMPLEMENTAR): as
EAPCs têm por objetivo instituir e operar planos de benefícios de caráter
previdenciário concedidos em forma de renda continuada ou pagamento
único, acessíveis a quaisquer pessoas físicas.
121
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
F
FGC (FUNDO GARANTIDOR DE CRÉDITO): associação civil sem fins lucra-
tivos, com personalidade jurídica de direito privado, criada em 1995, com o
objetivo de administrar mecanismos de proteção aos correntistas, poupa-
dores e investidores para permitir recuperação de depósitos ou créditos
mantidos em instituição financeira, em caso de intervenção, de liquidação
ou de falência. O total de créditos de cada pessoa contra a mesma ins-
tituição associada, ou contra todas as instituições associadas do mesmo
conglomerado financeiro, é garantido até o valor de R$ 250 mil. Vale infor-
mar que, a partir de 21 de dezembro de 2017, o FGC estabeleceu um teto
de R$ 1.000.000,00, a cada período de 4 (quatro) anos, por CPF ou CNPJ
no seu uso, sendo que, após 4 (quatro) anos, o teto é restabelecido. Ou seja,
existe um valor máximo de restituição (R$ 1.000.000,00) para cada período
de 4 (quatro) anos, por CPF ou CNPJ, permanecendo inalterado o limite de
R$ 250 mil por CPF ou CNPJ na instituição financeira. Vale destacar que o
período de 4 (quatro) anos se inicia na data da liquidação ou intervenção em
instituição financeira onde o investidor detenha valor garantido pelo FGC.
G
GOVERNANÇA CORPORATIVA: sistema pelo qual as sociedades são diri-
gidas e monitoradas, envolvendo os acionistas e os cotistas, conselho de
administração, diretoria, auditoria independente e conselho fiscal.
H
HEDGE: é o instrumento que visa proteger operações financeiras contra o
risco de grandes variações de preço de um determinado ativo.
122
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
I
IBGE (INSTITUTO BRASILEIRO DE GEOGRAFIA E ESTATÍSTICA): é uma
autarquia do Governo Federal que divulga diversos indicadores de ativi-
dade da economia (ex.: taxa de desemprego, pesquisa do comércio), assim
como índices de inflação (IPCA, INPC).
L
LCA (LETRA DO CRÉDITO DO AGRONEGÓCIO): são títulos emitidos por
instituições garantidos por empréstimos concedidos ao setor de agronegócio.
123
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
O
OPEN MARKET: em mercado financeiro, é pertinente ao mercado aberto.
Refere-se ao mercado de títulos no qual atuam um banco central e os ban-
cos comerciais de um país e no qual são comprados e vendidos os títulos da
dívida pública na administração da política monetária.
P
PERFIL DE RISCO: é o termo utilizado para determinar a disposição de um
investidor em correr riscos na hora de investir seu dinheiro. Geralmente, ele
é dividido no perfil conservador, moderado e agressivo.
124
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
R
RDB (RECIBO DE DEPÓSITO BANCÁRIO): é o título de renda fixa cujo ren-
dimento é uma taxa de juros previamente acordada entre a instituição e o
investidor. Este tipo de investimento não permite a retirada antecipada dos
recursos aplicados, nem a negociação em mercado secundário.
S
SCM (SOCIEDADE DE CRÉDITO AO MICROEMPREENDEDOR): as SCMs
foram criadas em 2001 como entidades cujo objeto social exclusivo é a con-
cessão de financiamentos e a prestação de garantias às pessoas físicas,
bem como a pessoas jurídicas classificadas como microempresas.
T
TAXA SELIC: a taxa de juros básica da economia no Brasil definida pelo
Copom (Comitê de Política Monetária).
125
Sumário Mercado Financeiro | Glossário
U
UNDERWRITTING: no mercado financeiro, o underwriting ou subscrição
ocorre quando uma companhia seleciona e contrata um intermediário
financeiro, que será responsável pela colocação de uma subscrição pública
de ações ou obrigações no mercado.
126