043 - Apostila de Ética Cristã
043 - Apostila de Ética Cristã
Departamento Mantenedor
Instituto Superior de Educação e Ensino
Profissionalizante Peniel Internacional
De Cursos Livres da:
MATÉRIA
ÉTICA CRISTÃ
Professor: -------------------------------------------------------------------------------------------------
Aluno: ---------------------------------------------------------------------------------------------------
Nota:-----------; Data: / / /
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ÉTICA CRISTÃ
Introdução:
Definição: Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta
humana. Conjunto de princípios morais que ensina como proceder neste mundo.
É também uma ciência, porque tem por fim descobrir, classificar e explicar certo grupo de
fatos. A ciência ética difere então das outras por tratar de fatos concernentes aos procedimentos do
homem em todas as suas relações.
De todas as ciências, a ética é uma das mais importantes, por isso que trata dos deveres do
homem. O homem tem uma missão, e esta foi dada por Deus para cumprir-se aqui na terra; é o
assunto primordial da ética.
Divide-se a ética em duas partes: Teórica e Prática. Ética prática é a parte da ética cristã que
trata da aplicação dos princípios desta ciência ao regulamento da vida do homem em todas as
relações que o governo moral tem colocado. Temos, portanto, o de ver de descobrir a razão da
nossa existência. Na sua dimensão: (1) a relação do indivíduo para consigo mesmo; (2) a relação do
indivíduo para com o próximo e (3) a relação do indivíduo para com Deus.
O verso chave de todo este estudo é este: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração,
de toda a tua alma, de toda a tua força e de todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti
mesmo".
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somente por viver, mas come, bebe e vive, tendo como fim o cumprimento da sua missão neste
mundo.
3. A Preservação da Vida Física.
O corpo é o lar, a morada da vida ou do espírito. É o meio pelo qual ele se comunica com o
mundo material. "Porque sabemos que se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos
de Deus um edifício não feito por mãos, eterno nos céus". Assim, qualquer coisa que prejudique a
saúde do corpo é proibido pela ética cristã.
O homem perfeito é aquele cujo corpo é são e cuja alma é pura. Quem negligencia o corpo
põe em perigo o êxito da sua missão, que é a coisa mais sagrada, mais importante nesta vida. O
homem precisa ter um corpo sadio e bem desenvolvido: O homem deve ser, quanto ao corpo, o
mais perfeito de todos os seres.
a) Suicídio. O suicídio é uma culminação de uma séria de transgressões dos princípios
fundamentais da ética individual e das leis divinas: "não matarás". Nesta vida estamos num quartel
general, donde não podemos sair sem ordem superior. O suicida é um covarde que merece a
condenação de assim dos homens como de Deus.
b) Direito de Defesa. Fugir da morte ou ter medo da morte violenta não é mal. O próprio
Jesus fugiu das pegadas dos seus algozes, visando o que havia ainda de fazer em cumprimento à sua
missão na terra. "Em ética o que defende a sua vida defende a do seu próximo também" e assim fica
completo o versículo básico deste estudo.
c) A Vida Física. É quase a mesma coisa do ponto anterior. Não há dúvida que a preservação
da vida e do corpo é um dever sagrado do homem, mas não é o seu dever supremo. Há deveres
mais elevados em relação ao espírito, à sociedade que exige que o sacrifício de si mesmo, "Jesus
deu a sua vida em resgate de muitos, de indignos pecadores", mas não fugindo da sua vida.
4. Cuidado do Corpo.
O cuidado do corpo, em geral, exige que se preste muita atenção às leis do sistema físico.
Aqueles que as transgredirem hão de sofrer por certo as conseqüências. "Os transgressores",
declaram as Escrituras Sagradas, "andam por caminhos escabrosos". Ordinariamente as doenças são
resultado de transgressões às leis físicas.
1) A comida. Os comilões nunca são bem sucedidos. A Bíblia condena a Glutonaria. Há um
velho provérbio que diz: "O comilão cava a sua própria sepultura com os seus próprios dentes".
Mas três classes de alimentos são indispensáveis à nutrição do nosso corpo:
a) Os alimentos que contém carbonato. O carbonato tem por fim fornecer aos pulmões o
combustível necessário e criar, assim o calor essencial ao bom funcionamento do sistema físico.
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2) A Bebida. A bebida verdadeira é a água. A água para ser usada deve passar pelo processo
de purificação. A água para o nosso corpo não pode ser substituída por outra qualquer bebida. Foi
pela necessidade da água que o nosso criador deu-nos a sede.
3) A limpeza. A pela exerce funções importantes na vida do corpo. Há milhões de poros que
exigem ser limpos diariamente a bem da boa saúde.
4)Exercício Físico. O exercício físico é necessário para manter o corpo em boas condições. O
trabalho forçado não faz mal à ninguém, antes contribui para boa função do físico. Encontramos
bons exemplos na pessoa de Jesus que ora estava cansado, ora estava descansando com seus
discípulos.
5) Descanso. O descanso é outro ponto que se relaciona com o cuidado próprio. O físico
cansado exige descanso, e o descanso tem parte na vida. O acúmulo de cansaço é prejudicial, e
pode levar o indivíduo a um extremo irrecuperável. Quem despreza este ensino é transgressor e,
neste caso, como em todos os outros, o caminho do transgressor é áspero. A ética ensina o dever
que o homem tem de dar descanso e repouso ao físico pelo sono.
Como já observamos, a missão do homem está de conformidade com os dons que Deus tem
lhe dado. Não é a quantidade de dons a questão principal, senão, a qualidade deles, e o uso que
deles fazemos.
1 - O capital com que giramos neste mundo constitui-se dos juros dos dons que de Deus
recebemos. Se o homem não trabalha e entrega-se uma vida ociosa, perderá em pouco tempo o que
já possui. As circunstâncias não impedem o homem de desenvolver e cultivar os seus dons naturais.
2 - Em geral a diferença entre os homens bem sucedidos e os náufragos da vida está neste
poder de transformar em oportunidade as dificuldades que se lhe deparam. O célebre orador grego
Demóstenes é um exemplo disto. Gago que era tornou-se, graças a sua tenacidade, o maior orador
de todos os tempos.
3 - Não devemos nos esquecer jamais que o corpo está subordinado ao espírito e que os
interesses do corpo são secundários. O homem é espírito, e o seu maior dever não para com o
corpo, senão para consigo mesmo.
1) A ética impõe ao homem o dever de cultivar o físico para torná-lo uma base segura para as
operações do espírito, e quem despreza este dever condena-se a um completo fracasso no
cumprimento de sua missão. O corpo é a base material do espírito e, quanto mais forte e
desenvolvido maior oportunidade de serviço tem o espírito em cumprimento da sua tarefa.
2) O nosso físico tem influência naquilo que fazemos e naquilo que somos, dizem que Cícero,
outro grande orador romano, quando adoecia, não se apressava em chamar o médico, mas partia
imediatamente para a Grécia ali se metia nos ginásios e em pouco tempo voltava à Roma cheio de
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força e vida. Há mesmo quem afirme que a pujança extraordinária da intelectualidade grega se
deveu ao desenvolvimento físico daquele grande povo.
1) Toda a educação verdadeira tem por fim cultivar e desenvolver os poderes da pessoa; o
poder mental e a verdade.
a) O poder mental é a base desta primeira teoria. Ensinam alguns que a educação consiste na
abundância de fatos que se podem adquirir: a educação resume-se em adquirir fatos. A educação é
crescimento, e quanto mais fatos se adquirem, mais educada se torna a pessoa.
3) O terceiro princípio da verdadeira educação tem por fim desenvolver os poderes da pessoa,
nas suas relações, isto é, cultivá-los de maneira que sirva cada um deles mais eficientemente a
pessoa no cumprimento da sua missão. O intelecto, por exemplo, não é um fim em si mesmo, e
deve, portanto, ser cultivado como um meio. Um exame dos poderes intelectuais provará como um
poder tem por fim servir ao outro que lhe é superior.
Ninguém estuda só para saber, a não ser para saber viver, que é, de todas, a arte mais difícil.
A verdadeira educação não pode desprezar a lei do hábito bom. O hábito mau só faz empecilhos na
cultura do homem. O cultivo do bom hábito depende ou consiste no aproveitamento do interesse da
pessoa.
3. Cultura do Intelecto.
Em muitos países já se tornou até obrigatória a cultura do intelecto. Por isso se torna grande o
dever do homem cultivar os seus diversos poderes, tais como, o de lembrar, observar, planejar,
pensar, construir, etc. A ignorância é a coisa mais cara que existe. Paga-se mais por aquilo que não
se sabe do que se pagou em aprender o que se sabe. Cumpre-nos, portanto, cultivar, em todos os
sentidos, o mais que pudermos, o nosso intelecto.
a) A ignorância é terrível inimiga da cultura, mas pode ser vencida. O dever da cultura
própria exige que lutemos contra essa inimiga até alcançar a mais completa vitória. Jamais um
ignorante cumpriu o seu dever para consigo mesmo, e muito menos jamais cumpriu a missão que
por Deus lhe foi dada...
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b) A estupidez. Esta á mais uma inimiga da cultura própria. O indivíduo estúpido não
observa, não evita, não julga, não pergunta; fica satisfeito com tudo quanto lhe aparece sem indagar
donde veio e para onde vai... O ignorante é ignorante por não saber, mas o estúpido é estúpido por
não querer saber.
c) A precipitação. Esta é outra inimiga da cultura própria. As nossas conclusões sem a devida
reflexão nos levam ao erro irreparável. Em vez de construir, pelo uso da razão, uma ponte que
atravesse o abismo entre a ignorância e o saber, o precipitado pula e cai.
5. Cultura da vontade.
1. A vontade é o presente, o executivo, que dirigi e governa todo os nossos poderes pessoais.
A vontade fraca no meio de pensamentos e sentimentos fortes não podem governar, e semelhante
ao intelecto, a vontade tem os seus inimigos:
a) Servilismo. Servilismo é a pessoa que não tem vontade própria; que se entrega
incondicionalmente à direção de outra. O servil é tudo para agradar a todos, e por isso não pode
cumprir a sua missão. E entre os vícios, é este o pior de todos.
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humanidade depende de todos. Depende do que trabalha em trabalho humilde como o que trabalha
em uma grande empresa.
2) Princípio que se deve observar na escolha de uma vocação: Na escolha da nossa vocação
há alguns princípios que devemos observar. Notemo-los:
a) O primeiro princípio que queremos mencionar é que qualquer trabalho apontado pelo
governo moral é digno de ser objeto da nossa escolha. Quando pensamos, portanto em escolher ou
em descobrir a nossa vocação, não devemos eliminar qualquer vocação por ser humilde ou de
pouca utilidade na aparência.
b) O segundo princípio é relativo às aptidões. O homem deve estudar as suas aptidões, as suas
tendências, as suas inclinações, a sua capacidade a fim de poder escolher inteligentemente a sua
vocação. A pessoa deve examinar-se a si mesma a fim de descobrir a sua vocação, e o seu lugar
certo de trabalho.
c) O terceiro princípio é que o homem de vida correta, de sentimentos bons e puros pode
seguir a vocação para qual tem maior simpatia. Devemos, porém, ter muita cautela e fiscalizar
muito estas tendências, para que nenhuma delas nos engane e nos indique uma direção errada. Uma
vez escolhida a vocação a pessoa deve consagrar-se a ela tendo em fim, por meio dela, o maior
serviço possível a Deus e à humanidade.
1. As forças da natureza, os bens e o tempo são as principais riquezas deste mundo, colocadas
à disposição do homem a fim de que ele possa cumprir a sua missão.
(1) Por um uso sábio das forças da natureza, o homem pode aumentar grandemente a sua
esfera de ação. E assim sendo, torna-se-lhe dever sagrado aproveitar todas as forças da natureza
dadas por Deus para auxiliá-lo no cumprimento da sua missão (Ex. as cataratas, os minérios, etc.)
(2) Os bens - pelo uso dos próprios bens que possui, o homem pode cumprir melhor a sua
missão como ser moral. Todos os bens que possuímos devem ser consagrados ao alvo que está
adiante de nós, como o homem que encontrou uma pérola de grande preço e vendeu tudo quanto
tinha e comprou aquela pérola. As riquezas são dons dados por Deus ao homem, e se bem usados
podem ser uma bênção.
(3) O tempo - o tempo é uma das coisas mais essenciais e mais preciosas que o homem
possui. É um dos maiores deveres que o homem tem para consigo mesmo, é aproveitar o seu
tempo. Devemos gastar o nosso tempo com mais cuidado e com maior critério do que gastamos as
forças naturais e os bens que nos foram dados pelo Criador.
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(b) Dever de defender o próximo. O segundo dever que temos para com o nosso próximo é
defendê-lo, de todos os males que está sujeito, porque os inimigos dele são também os nossos.
Devemos, portanto, defendê-lo, protegê-lo como protegemos e defendemos a nós mesmos.
(c) Dever de poupar a vida do nosso próximo. A maior violação de dever de conservar a vida
do nosso próximo é tirar-lhe a vida, segundo as leis humanas. Há três classes de homicídios:
Homicídio em defesa própria, homicídio devido às paixões momentâneas e premeditado.
(a) A primeira classe de homicídios é daqueles que praticam o crime em defesa própria que,
não obstante ser justificável diante das leis dos homens, mas segundo as leis divinas, seria difícil
justificá-los, o nosso direito sempre foge quando a nossa culpa aparece.
(b) A Segunda classe de homicídio é constituída daqueles que praticam o crime levado pela
paixão momentânea. É considerável tanto pelas leis humanas como pelas leis divinas. A loucura
momentânea não justifica o homicídio.
(c) A terceira classe de homicídios está na classe daqueles que praticam o crime
premeditadamente que também é condenada assim pelas leis humanas como pelas leis de Deus,
"Não matarás". Em alguns países, os criminosos deste tipo de crime são condenados à morte ou à
prisão perpétua; Entretanto, no Brasil, por ser diferente a penalidade, não significa que tais réus não
sejam condenados também.
Ainda neste estudo de ética social em geral, queremos ressaltar que apesar de a ética ter
semelhança com as ciências sociais em que tanto uma como o outra destas disciplinas se voltam
para o comportamento humano, ainda uma é diferente da outra pelo fato de interessar-se por
aspectos diferentes desse comportamento, e também porque emprega métodos diferentes de análise,
para muitos casos de desordem na vida social das pessoas. (Fé Bíblica e Ética Social - pág.23)
3. PRESERVAÇÃO DA SAÚDE.
1 - Este dever é tão grande que o homem não deve poupar esforços neste sentido. O dever
obriga cada um a trabalhar ativamente a fim de promover a saúde e o vigor vital de seu próximo.
Diante da nossa missão moral são tão grandes os nossos deveres que só uma pessoa de bastante
vigor e saúde pode cumpri-los.
2 - Notemos agora algumas violações deste dever de conservar a saúde do nosso próximo:
(a) Quando involuntariamente expomos nossos próximos a qualquer moléstia contagiosa.
(b) Também quando recusamos as prevenções que pelo governo são aplicadas pelo método de
vacinação.
3 - A idéia de ética cristã impõe a cada um de nós o dever de colocar a saúde do nosso
próximo no mesmo plano de igualdade que a nossa própria saúde.
4 - Não devemos esquecer de que devemos ao nosso próximo, ele tem direito de nos exigir,
não só pelas leis humanas, mas pelas leis divinas.
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liberdade, com amor, não faz mal a ninguém, mas quando ultrapassam os seus limites se torna
muito prejudicial.
(1) É dever do estado encarcerar o homem que abusa da sua liberdade. Quem sai fora dos
seus limites naturais prejudica aos seus semelhantes. O homem só tem direito à liberdade estando
dentro dos seus próprios limites. O estado tem também o direito de obrigar o transgressor da
liberdade a pagar os estragos pelo abuso...
(2) O estado não somente tem o direito, mas também o dever de restringir a esfera de ação do
louco, mas não só na intenção de puni-lo, mas para preservação do meio ambiente, mas é bom
sabermos que a liberdade é uma das coisas mais preciosas que o indivíduo tem, mas uma vez que
abusa, pode tornar-se perniciosa.
(3) O Pai também pode restringir a liberdade do Filho, quando isso for necessário, mas nunca
devia perder o fim moral desta retribuição. Os filhos têm direito à liberdade pessoal, sob o domínio
dos pais até que se desenvolvam na capacidade de compreensão e juízo próprio. A lei da
emancipação é tanto justa na Bíblia como na lei dos pais para os filhos.
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(1) O falso testemunho. Sem dúvida, o testemunho falso é uma violação flagrante do dever de
conservação social, porque não somente despreza as relações humanas, mas também afronta a
Deus, visto que a pessoa presta juramento antes de depor.
(2) A calúnia. A calúnia consiste em prejudicar a boa reputação de uma pessoa de bom
caráter. O caluniador cai, portanto, em dois erros graves, o de mentir e o de prejudicar a boa
reputação do seu semelhante. A lei de conservação social proíbe tal transgressão.
(3) Detração. A detração consiste em "coisinhas" que certas pessoas tagarelas propagam ou
insinuam em detrimento da boa reputação, o tagarela, se bem que não seja condenado pelas leis
civis, é muito condenado pela lei da conservação social e pela lei divina.
(4) Inveja. É a inveja a fonte de muitos males que prejudicam a reputação do nosso próximo.
A inveja habita sempre no coração acanhado e mesquinho, e é também uma vergonha para o que
guarda no coração.
2 - A Segunda classe é a verdade moral. Verdade moral é aquela que se diz com toda
sinceridade de uma coisa segundo as suas aparências. A mentira é condenada pela ética, e por isso,
devemos basear as nossas afirmações na realidade. A mentira envolve três elementos: 1) Declarar
voluntariamente o que é falso; 2) Declara o que é falso com o intuito de enganar; 3) Deixar de falar
a verdade quando necessário.
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O dever de conservação social torna obrigatória a fidelidade para o homem nas suas relações
formais e legais.
(1) Promessa. O bem-estar do homem exige o cumprimento fiel das suas promessas no
mesmo sentido em que são feitas e aceitas. A palavra falada deve ser digna de confiança como a
palavra escrita devida os elementos que nela estão contidos:
a) Intenção deliberada por aquele que promete.
b) Expressão clara desta intenção.
c) Aceitação da intenção por aquilo a quem a promessa é feita.
E para melhores esclarecimentos é bom recorrermos à história registrada em Juizes 11:30,
sobre o célebre caso de Jefeté. Ele prometeu a sacrificar a Deus a primeira coisa que encontrasse ao
chegar em casa, e por fatalidade, a primeira coisa que encontrou foi sua filha. O erro está em fazer
tal promessa e não deixar de cumpri-la.
(3) O juramento. O juramento é uma das coisas mais solenes em nosso intercurso normal com
os nossos semelhantes, porque as conseqüências para quem deixa de cumprir o juramento são mui
severas.
No juramento não está envolvida só a nossa relação com o nosso próximo, mas também a
nossa relação com Deus, deixar de cumprir juramento é crime de perjúrio.
Aquele que tem o direito do nos exigir a verdade quer no intercurso formal ou comum,
devemos dar-lhe a verdade simples e pura.
1 - Fazer os outros felizes. Em nosso trato com as pessoas, devemos usar tanto quanto
possível de civilidade e de cortesia.
a) Civilidade. A civilidade implica o intuito de não ofender a pessoa com quem se fala, e por
isso mesmo, exige o máximo cuidado no conversar. Este dever de civilidade fundamenta-se no
espírito benevolente bem.
b) A cortesia. Esta por sua vez indica benevolência ainda mais forte e mais pronunciada. A
cortesia é positiva, porque ela não somente exige que nós nos abstenhamos de falar ao próximo nas
coisas que lhe diminuem a felicidade, mas também procuremos conversar sobre as que lhe
aumentam.
c) Além da conversação. Podemos aumentar a felicidade do nosso próximo por uma bondade
ativa, a prática do bem, porque nem a conversa e nem a maneira de conversar resolve o problema
da felicidade do próximo. É necessário ir além dessas coisas.
d) Liberalidade. Convém notar que a liberalidade não se limita a questão do dinheiro, isto é, a de
dar esmolas, mas está também em reconhecer os direitos e privilégios do próximo. Este espírito de
liberalidade tem por base a justiça. Sejamos justos, portanto, para que sejamos liberais para com o
nosso próximo.
a) Ser compassivo ou ter compaixão. Não se deve confundir pena com compaixão.
Compaixão é sentir a mesma dor que o nosso próximo sente. E como já observamos, as vezes, é
tudo o que podemos fazer, mas não deixa de ser uma virtude que cresce e floresce no coração bom.
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b) Ter empatia. A simpatia é ainda mais significativa do que a compaixão. Ela se identifica
mais com o sofrimento do nosso próximo, e nos leva a sofrer junto com ele enquanto durar o
sofrimento.
c) O amor. A caridade não consiste em apenas dar esmolas, mas em aliviar o sofrimento do
próximo. Os princípios que nos devem guiar na prática da caridade são as seguintes:
1 - Toda a nossa caridade deve basear-se numa verdadeira compaixão e empatia pelo infeliz.
A caridade se for orientada por uma compaixão verdadeira, certamente dará bons resultados tanto
na vida do que pratica, quanto na do que recebe.
2 - Deve também ser praticada de uma maneira boa e expressiva. A caridade tem por fim
manifestar ao necessitado a nossa compaixão e simpatia. Revelemos, portanto, pelos nossos atos,
verdadeiro amor para com os infelizes.
3 - Deve-se praticar a caridade somente quando tem razão para isto, porque nem sempre que
o povo chama de caridade, mas simplesmente uma demonstração social, como muitas vezes, é
realizada pelos clubes, como o imposto de rendas que pertence ao governo. Daí a César...
4 - Restituição. O termo vem do latim "restituo" de "re" + "sataure" repor de pé no seu lugar.
É um grave dever de justiça que obriga a todos que defraudam a outros. (Enciclopédia de Moral e
Civismo, pág.580).
Este dever não refere somente a restituição dos bens materiais, senão também das coisas
morais. Se prejudicarmos alguém que goza de bom nome na sociedade, roubamo-lhes a boa
reputação e tudo isto deve ser restituído.
O sentimento de fraternidade para com aqueles que nos ofendem deve manifestar-se, pelo
menos de duas maneiras:
(1) Por um ressentimento moderado quando somos ofendidos. A fraternidade nos desarma do
ódio que pode nos prejudicar. O nosso mestre, Jesus, sentiu-se indignado quando purificou o
templo expulsando dele vendilhões, e a ética reconhece que há uma indignação justa e boa neste
caso de preservar a pureza do bom e do útil.
X - RETRIBUIÇÃO DE FAVORES.
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Um favor recebido é uma dívida que nunca se salda. E neste assunto duas coisas merecem
consideração especial: Gratidão e amizade.
(1) A gratidão é a resposta natural do coração bom a um favor recebido. É uma virtude
belíssima. Devemos cultivar com zelo e com o máximo cuidado este sentimento, de ser grato a
outrem por um favor que se recebe.
(2) A amizade é à base de todas as relações que há entre os homens. É precioso para o homem
ter um amigo fiel. Diz um provérbio que "amigo na praça vale mais do que dinheiro em caixa".
Sejamos amigos de nosso próximo.
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introduzir a dúvida no coração da mulher (Eva). “Por mero descuido em nossas conversações
poderemos desviar uma pessoa enfraquecendo-a moral e espiritualmente”.
(3) A literatura - Muito grande é a influência da literatura na vida de uma pessoa. Uma
literatura boa constrói, edifica, e produz bons resultados na vida da pessoa, mas a má, barata, no
sentido mais lato da palavra, concorre para o enfraquecimento dos poderes morais, pelos quais o
homem resiste o mal. A ética exige que se faça um esforço especial para enfraquecer as tendências
más é fortalecer as boas.
2. O Casamento é Monógamo.
O casamento é monógamo. Vem do latim "casa" = choupana, ato de constituição de um lar.
Qualquer outra forma de casamento é não somente iníqua, mas também prejudicial a sociedade. O
casamento monógamo baseia-se nos seguintes fatos:
(1) Deus mesmo o constituiu assim. "E por causa da prostituição cada homem tenha sua
mulher e cada mulher tenha seu marido", concluímos que a vontade de Deus é que o casamento
continue a ser monógamo.
(2) A própria natureza do casamento exige que ele seja assim, porque verdadeira união
constitui de dois sexos opostos. "União de dois numa só carne". Isto é religioso, é moral, é social, é
correto, e fora disso, o homem se ocorrerá, as vezes, com erros irrecuperáveis.
(3) A educação dos filhos. Não é possível a criação de um lar verdadeiro e a criação dos
filhos, como eles devem ser criados por qualquer outra forma de casamento. Dois concordemente
reunidos podem fazer muitos mais do que meia dúzia. A educação dos filhos exige que o casamento
seja monógamo.
(4) A poligamia. A poligamia escraviza a mulher, rebaixa o homem e envergonha a raça, e
quase sempre fez com que os filhos sejam desamorosos para com os pais. A poligamia destrói o lar
pela base e assim se tornando grande inimiga da sociedade até o Estado.
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Ao esposo compete governar a casa, desde que ele esteja em condições de o fazer. O esposo é
o protetor da casa e tem que prover o sustento para a família. O esposo é o chefe da casa, o cabeça
da mulher. A esposa por sua vez deve cooperar também como esposo na manutenção da casa,
dirigir a casa de tal maneira que este alimento supra as necessidades da família. A possibilidade
para o cumprimento depende da relação matrimonial e o amor mútuo.
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É dever do patrão pagar um salário de acordo com o serviço que presta. O amor fraternal
deve ser a base fundamental da autoridade e de todas as suas relações com os empregados.
XV - ÉTICA CIVIL.
1. Ética Civil é a parte da ética social que trata dos deveres do indivíduo para com os demais
membros da mesma nação.
1) A Natureza e a Origem do Estado.
Podemos dizer que o Estado é uma unidade organizada sob a direção de um governo civil. As
pessoas que constituem o Estado habitam num certo território limitado. Duas coisas são essenciais à
existência de um Estado: Território e organização. E quanto a origem, podemos afirmar que o
Estado foi incluído no grande plano de Deus para com o desenvolvimento da raça humana.
2) O Desígnio do Estado.
O fim do estado é alargar a esfera social do indivíduo, garantindo-lhe liberdade e meio para
que possa cumprir a sua missão na coletividade. Deus não instituiria o Estado, não criaria um povo
sem lhe dar uma missão de acordo com as suas possibilidades. Mui feliz é a nação que a descobrir,
buscando cumpri-la sob a direção divina.
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acerca dos meios necessários, mas não deixarmos de dar a nossa contribuição para que tais meios
sejam criados.
1. O governo moral deste universo tem um só plano dentro do qual cada nação, dada cada
estada, cada indivíduo tem o seu lugar. O primeiro dever do Estado para consigo mesmo é achar o
seu lugar, procurar ocupá-lo e atingir o alvo que Deus lhe destinou. Sem descobrir o seu lugar, sua
razão de ser, sua missão, seu alvo, nenhum estado pode dirigir-se integralmente. Este dever é
imperioso assim para com sua nação como para com o indivíduo.
1. Reconhecimento de Deus.
Propriamente falando, a religião é uma questão do indivíduo e não do estado, e estado tem o
dever de reconhecer que está abaixo da direção de Deus. O estado que procura progredir
contrariamente nos planos de Deus jamais conseguirá levara adiante o seu intento. O estado tem
dever de basear as suas leis nas sábias e justas leis promulgadas pelo próprio Deus. A religião é um
dos elementos mais poderosos na sua vida e por isso deve pensar muito nos destinos da sua nação,
não que a sua religião esteja ligada ao estado.
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homem consiste em poderes de pensar, sentir querer temos que considerar a suprema devoção do
seu ser a Deus do ponto de vista destes poderes pessoais.
5. É Dever Universal.
O dever de buscar a Deus é de todos quantos tem vida. É uma questão que não pode ser
resolvida por procuração senão pela própria pessoa neste mundo. É comparado também ao dever
que cada pessoa tem para consigo mesma aprender, trabalhar, comer, dormir e descansar
independentemente de outra pessoa. Assim, é universal o dever de toda criatura buscar a Deus.
1) O Estudo do Universo.
É dever do homem estudar a relação de Deus ao mundo físico, e o modo extraordinário como
Ele tem se revelado nas coisas visíveis que nos cercam. Cumpre-nos, portanto, cultivar o hábito de
indagar o que significa cada uma das coisas deste universo, que nos rodeia. Deus pensou, e o
universo surgiu como expressão do Seu pensamento.
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(1) A primeira é para que ele conheça o seu valor e realize perfeitamente a sua missão neste
mundo, isto é, o homem. Aquele que quiser conhecer o seu valor e o porque da sua criação é
necessário conhecer o seu próprio ser e a sua própria natureza... Uma das expressões de máxima
importância da sabedoria grega acha-se neste conselho: "Conhece-te a ti mesmo".
(2) A Segunda razão é para que conheçamos a sua própria natureza, chegue a conhecer a
Deus. "Em termos religiosos dizemos que o homem que toma conhecimento de si mesmo passa
logo a ter capacidade de conhecer o seu Criador, e assim, o que procura conhecer o seu criador,
também passa a ter melhores condições de conhecer a si mesmo".
(1) A primeira razão é que o homem encontra neste conhecimento todos os elementos
necessários ao seu desenvolvimento. A prova mais patente que temos é que os homens mais
desenvolvidos são aqueles que conheceram e aplicaram melhor em suas vidas os princípios do
cristianismo.
(2) A Segunda razão porque o indivíduo deve estudar a revelação de Deus que se acha no
cristianismo é que por meio desta revelação ele chega a conhecer o Revelador. O próprio Deus.
2) A providência de Deus.
Compreendemos aqui o valor de conhecermos as providências de Deus e o Seu caráter
revelado nos seus atos. Em geral, as providências de Deus são as leis feitas por Ele mesmo. As leis
naturais que regem o mundo são resultantes na Sua providência também; não obstante, isso não
impede que o Senhor de tomar outras providências em caso de necessidade. Pode Ele intervir no
curso dos eventos e mudar a rotina das coisas como lhe apraz.
3) A Graça de Deus.
Jesus é a graça viva de Deus. Concluímos, pois, que o dever supremo do homem quanto ao
intelecto é conhecer a Jesus, porque conhecendo a Jesus conhece também a Deus.
(1) A primeira dessas razões é que o objeto do nosso amor influi muito sobre o nosso caráter.
Quem ama a justiça, tornar-se-á justo; quem ama a verdade tornar-se-á verdadeiro; quem ama a
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bondade tornar-se-á bondoso; quem ama a pureza tornar-se-á puro. Devemos amar estas coisas por
causa delas mesmas, e não por termos medo da injustiça.
(2) A Segunda razão porque devemos amar a Deus é que o objeto do amor influi muito sobre
o caráter deste mesmo amor. A natureza do amor vai se aproximando mais e mais do caráter do
objeto amado. Destas considerações concluímos que é dever nosso consagrar a Deus todo o poder
do nosso coração.
(1) O dever que corresponde a perfeição infinita é o de adorá-lo, de regozijar-se com Ele e de
cooperar com Ele no grande plano de salvar a humanidade. Por causa disso o homem deve ajoelhar-
se diante dele e adorá-lo.
(2) Temor de Deus é o segundo dever do homem que corresponde à justiça do criador.
Sabemos que o temor é um grande dever, mas infelizmente os homens são teimosos e não
procuram. O sábio Salomão disse que "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria". O temor de
Deus é um rebento do amor e que pode existir ligado com Ele.
(3) Render graças é o terceiro dever que corresponde a bondade infinita de Deus. O homem
está constantemente recebendo muitas bênçãos de Deus e é dever seu agradecer ao Criador por tudo
quanto lhe tem feito.
XIX - A DEVOÇÃO SUPREMA DA VONTADE DE DEUS.\
A lei mais alta e mais perfeita que há é a "vontade de Deus". Se há algo que o homem precisa
dedicar a Deus este é: Consagrar-lhe também a sua vontade, por causa da função importantíssima
que a vontade exerce na vida. Aquele que faz a vontade de Deus não pode errar, e aquele que não
erra, certamente há de cumprir a sua missão. Também este dever é evidente por si mesmo, porque a
vontade do criador é a melhor lei que há para a criação.
Se compreendermos que Deus tem um plano para a nossa vida, é o nosso dever procurar
conhecer qual era a vontade de fazê-la. Vamos estudar este assunto em três divisões seguintes:
1. Obediência a Deus.
A obediência a Deus exige que o homem, em todas as suas atividades, se conforme com a
vontade de Deus. Façamos, portanto, algumas observações em relação a esta obediência.
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2) As Pressuposições da Oração. A oração pressupõe que Deus é uma Pessoa; e mais que esta
pessoa é Onipotente e Onipresente, Deus está conosco quando nós invocamos e pode, por isso,
ouvir as nossas súplicas. Ainda outra pressuposição da oração é que Deus quer atender e diferir as
nossas súplicas conforme a sua própria vontade. O privilégio da oração é um dos maiores e mais
preciosos que o homem possui.
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1. Podemos afirmar que a ética de todas as ciências é uma das mais importantes? Dê suas
divisões e explique.
2. Qual é o pecado que é uma culminação de uma série de transfigurações dos princípios
fundamentais da ética individuais e das leis divinas? O que vem a ser quem comete este tipo de
pecado?
3. Como devemos tratar o nosso próximo em relação ao nosso espírito, e o que devemos fazer
caso ele tente enfraquecer o nosso espírito?
4. Quem foi o gago que se tornou, graças a sua tenacidade, o maior orador de todos os
tempos, citado no texto?
5. Fale sobre a cultura intelectual e seus inimigos.
6. Diga qual é a cultura que tem como inimigo muito forte, que dominam os demais poderes e
amargura completamente a pessoa? Diga o nome de todos os outros seus inimigos e como podemos
combatê-los.
7. Nos nossos dias existem muitas pessoas sem vocação, o que essas pessoas causam nas
demais? Por quê?
8. Quais são as maiores riquezas deste mundo? Fale sobre cada uma.
9. De acordo com o texto, qual a lei que proíbe o falso testemunho, calúnia, detração e
inveja? Por quê?
10. Em nosso intercurso formal, qual o ponto que não envolve apenas a nossa relação com o
próximo, mas com Deus também? E como podemos definir este ponto?
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11. Qual é o dever que nos manda perdoar os nossas ofensas? Faça um pequeno comentário
sobre este ponto.
12. Nos princípios gerais de melhoramento social, o que vem a ser "Alvo Final"? Por quê?
13. O que nos leva a crer que o casamento é uma instituição divina? Quais as razões?
14. Qual é o nome que podemos dar a parte da ética social que trata dos deveres do indivíduo
para com os demais membros da mesma nação?
15. Qual é o dever do cidadão para como o Estado?
16. Qual é o nome da ética que trata da aplicação dos princípios da lei moral ao procedimento
do homem em suas relações para com Deus?
17. Quais são os deveres de adoração a Deus?
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