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043 - Apostila de Ética Cristã

O documento aborda a ética cristã, definindo-a como um estudo dos valores morais e princípios da conduta humana, com foco na missão do homem dada por Deus. Discute deveres de conservação e preservação da vida física e espiritual, enfatizando a importância do cuidado com o corpo e a mente para cumprir essa missão. A ética é apresentada como fundamental para o desenvolvimento pessoal e a relação do indivíduo consigo mesmo, com os outros e com Deus.
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043 - Apostila de Ética Cristã

O documento aborda a ética cristã, definindo-a como um estudo dos valores morais e princípios da conduta humana, com foco na missão do homem dada por Deus. Discute deveres de conservação e preservação da vida física e espiritual, enfatizando a importância do cuidado com o corpo e a mente para cumprir essa missão. A ética é apresentada como fundamental para o desenvolvimento pessoal e a relação do indivíduo consigo mesmo, com os outros e com Deus.
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1

SEMINÁRIO TEOLÓGICO PENIEL INTERNACIONAL


CNPJ - 01. 989. 300 / 0002 - 99

ESCOLA SUPERIOR DE TEOLOGIA DE CURSOS LIVRES

Departamento Mantenedor
Instituto Superior de Educação e Ensino
Profissionalizante Peniel Internacional
De Cursos Livres da:

MISSÃO EVANGÉLICA PENIEL INTERNACIONAL


CNPJ 01.989.300/0001 – 08
Rua Aeroporto Internacional de Ponta Porã 370 – Fones: 0 XX – 67 - 433 – 3201
Cel: 67 - 9286 – 8896 - CEP 79.900-000 - Jardim Aeroporto - Ponta Porã – MS
Declarada de Utilidade Pública Estadual Sob Lei nº 2203 de 22/12/2000
Diário Oficial – Estado de Mato Grosso do Sul - Ano XXII - nº 5414
CAMPO GRANDE, TERÇA – FEIRA - 26 DE DEZEMBRO DE 2.000.

CURSO LIVRE - BACHAREL EM TEOLOGIA

MATÉRIA

ÉTICA CRISTÃ

Professor: -------------------------------------------------------------------------------------------------
Aluno: ---------------------------------------------------------------------------------------------------

Nota:-----------; Data: / / /

PENIEL – A CERTEZA DE UM ENCONTRO FACE A FACE COM DEUS

COM O FIM DE HABILITAR PARA O SENHOR UM POVO PREPARADO

COM O DESAFIO DE FAZER O MELHOR

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ÉTICA CRISTÃ

ESTUDOS SOBRE ÉTICA

Introdução:

Definição: Parte da filosofia que estuda os valores morais e os princípios ideais da conduta
humana. Conjunto de princípios morais que ensina como proceder neste mundo.

É também uma ciência, porque tem por fim descobrir, classificar e explicar certo grupo de
fatos. A ciência ética difere então das outras por tratar de fatos concernentes aos procedimentos do
homem em todas as suas relações.
De todas as ciências, a ética é uma das mais importantes, por isso que trata dos deveres do
homem. O homem tem uma missão, e esta foi dada por Deus para cumprir-se aqui na terra; é o
assunto primordial da ética.
Divide-se a ética em duas partes: Teórica e Prática. Ética prática é a parte da ética cristã que
trata da aplicação dos princípios desta ciência ao regulamento da vida do homem em todas as
relações que o governo moral tem colocado. Temos, portanto, o de ver de descobrir a razão da
nossa existência. Na sua dimensão: (1) a relação do indivíduo para consigo mesmo; (2) a relação do
indivíduo para com o próximo e (3) a relação do indivíduo para com Deus.
O verso chave de todo este estudo é este: "Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração,
de toda a tua alma, de toda a tua força e de todo o teu entendimento, e o teu próximo como a ti
mesmo".

1. Deveres de Conservação Própria


A conservação própria é, portanto, absolutamente indispensável a uma pessoa. Quem não
conserva os seus próprios dons condena-os ao mais completo fracasso. Por isso o homem por razão
natural é obrigado a todos os seus poderes, porque estes lhe foram dados por Deus para que pudesse
cumprir a sua missão.
O dever do homem para consigo mesmo prende-se a continuação da sua vida, a conservação
da saúde e seu próprio bem estar material. O homem está sempre cercado de alguns inimigos, e
estes procuram por todos os meios impedir o homem no cumprimento da sua missão dada por
Deus. Quais são estes inimigos? Morte, doença e pobreza. A ética, portando acentua os deveres do
homem em relação a sua própria alma ou espírito.

2. Dever de Preservação Própria.


O homem é obrigado a conservar a vida resistindo a morte, porque como ser vivente está
exposto a ela todo dia. Diante dela ninguém pode render-se voluntariamente: deve lutar até o fim,
até ser vencido, mas sempre a evitando.
A lei da preservação própria é uma das mais básicas em toda natureza. Ela faz parte de todo o
nosso ser. É natural ao homem e as demais criaturas a defesa própria. Meditação sobre a defesa dos
animais irracionais... Por ser a vida essencial, o cumprimento de uma missão Deus escreveu esta lei
de preservação própria em todos os seres da natureza, por isso cada ser de cada reino tem a sua
defesa própria.
O homem como ser diferente dos outros animais pode fazer da sua vida um fim, um alvo, o
qual procura atingir de maneira inteligente e racional. A preservação própria dos animais justifica-
se pela lei de preservação; a do homem justifica-se pelo cumprimento de uma missão. Por isso o
homem não come somente para satisfazer o apetite, não bebe apenas para satisfazer a sede, não vive

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somente por viver, mas come, bebe e vive, tendo como fim o cumprimento da sua missão neste
mundo.
3. A Preservação da Vida Física.
O corpo é o lar, a morada da vida ou do espírito. É o meio pelo qual ele se comunica com o
mundo material. "Porque sabemos que se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos
de Deus um edifício não feito por mãos, eterno nos céus". Assim, qualquer coisa que prejudique a
saúde do corpo é proibido pela ética cristã.
O homem perfeito é aquele cujo corpo é são e cuja alma é pura. Quem negligencia o corpo
põe em perigo o êxito da sua missão, que é a coisa mais sagrada, mais importante nesta vida. O
homem precisa ter um corpo sadio e bem desenvolvido: O homem deve ser, quanto ao corpo, o
mais perfeito de todos os seres.
a) Suicídio. O suicídio é uma culminação de uma séria de transgressões dos princípios
fundamentais da ética individual e das leis divinas: "não matarás". Nesta vida estamos num quartel
general, donde não podemos sair sem ordem superior. O suicida é um covarde que merece a
condenação de assim dos homens como de Deus.
b) Direito de Defesa. Fugir da morte ou ter medo da morte violenta não é mal. O próprio
Jesus fugiu das pegadas dos seus algozes, visando o que havia ainda de fazer em cumprimento à sua
missão na terra. "Em ética o que defende a sua vida defende a do seu próximo também" e assim fica
completo o versículo básico deste estudo.
c) A Vida Física. É quase a mesma coisa do ponto anterior. Não há dúvida que a preservação
da vida e do corpo é um dever sagrado do homem, mas não é o seu dever supremo. Há deveres
mais elevados em relação ao espírito, à sociedade que exige que o sacrifício de si mesmo, "Jesus
deu a sua vida em resgate de muitos, de indignos pecadores", mas não fugindo da sua vida.

4. A Preservação da Vida Espiritual.


a) Defender-se de si mesmo é o primeiro dever do homem! Muitas vezes o próprio homem é
o seu mais terrível inimigo espiritual. O homem tem muito cuidado do corpo embelezando-o
enquanto pode e mantendo-lhe o vigor físico, mas esquece das necessidades urgentes do espírito.
Todos os maus desejos e más tendências devem ser combatidos e vencidos. O dever mais sagrado
do homem é conservar o espírito nas melhores condições possíveis, e o desleixo nesta questão é
condenável. Vamos agora ilustrar com algumas histórias dos maus reis de Israel que depois de uma
contaminação física, tornaram-se contaminados espiritualmente. A imaginação malévola deles era
procedente do que tinham no coração (espírito) "Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu
coração, porque dele procedem todas as saídas da vida...”.
b) Defender-se dos outros. O homem precisa também defender o seu espírito dos outros. As
pessoas que não respeita o nosso bem espiritual devem ser repelidas e consideradas até mesmo
como inimigas, se tanto for necessário. O nosso próximo não tem o direito de enfraquecer o nosso
espírito, e se tentar fazei-lo, temos o direito de nos defender. Portanto devemos observar os ensinos
de Jesus: "Sede simples como a pomba, e mais pudentes que a serpente...”

4. Cuidado do Corpo.
O cuidado do corpo, em geral, exige que se preste muita atenção às leis do sistema físico.
Aqueles que as transgredirem hão de sofrer por certo as conseqüências. "Os transgressores",
declaram as Escrituras Sagradas, "andam por caminhos escabrosos". Ordinariamente as doenças são
resultado de transgressões às leis físicas.
1) A comida. Os comilões nunca são bem sucedidos. A Bíblia condena a Glutonaria. Há um
velho provérbio que diz: "O comilão cava a sua própria sepultura com os seus próprios dentes".
Mas três classes de alimentos são indispensáveis à nutrição do nosso corpo:
a) Os alimentos que contém carbonato. O carbonato tem por fim fornecer aos pulmões o
combustível necessário e criar, assim o calor essencial ao bom funcionamento do sistema físico.

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b) Os alimentos que contém carboidratos. Nesta classe de alimentos predomina o hidrogênio,


que tem por fim suprir os músculos das matérias gastas e fornecer um bom funcionamento do
corpo.
c) Os alimentos que contém fosfato. Esses alimentos são necessários a formação dos tecidos
dos ossos e dos nervos.

2) A Bebida. A bebida verdadeira é a água. A água para ser usada deve passar pelo processo
de purificação. A água para o nosso corpo não pode ser substituída por outra qualquer bebida. Foi
pela necessidade da água que o nosso criador deu-nos a sede.

3) A limpeza. A pela exerce funções importantes na vida do corpo. Há milhões de poros que
exigem ser limpos diariamente a bem da boa saúde.

4)Exercício Físico. O exercício físico é necessário para manter o corpo em boas condições. O
trabalho forçado não faz mal à ninguém, antes contribui para boa função do físico. Encontramos
bons exemplos na pessoa de Jesus que ora estava cansado, ora estava descansando com seus
discípulos.

5) Descanso. O descanso é outro ponto que se relaciona com o cuidado próprio. O físico
cansado exige descanso, e o descanso tem parte na vida. O acúmulo de cansaço é prejudicial, e
pode levar o indivíduo a um extremo irrecuperável. Quem despreza este ensino é transgressor e,
neste caso, como em todos os outros, o caminho do transgressor é áspero. A ética ensina o dever
que o homem tem de dar descanso e repouso ao físico pelo sono.

II - DEVER DE CULTURA PRÓPRIA

Como já observamos, a missão do homem está de conformidade com os dons que Deus tem
lhe dado. Não é a quantidade de dons a questão principal, senão, a qualidade deles, e o uso que
deles fazemos.

1 - O capital com que giramos neste mundo constitui-se dos juros dos dons que de Deus
recebemos. Se o homem não trabalha e entrega-se uma vida ociosa, perderá em pouco tempo o que
já possui. As circunstâncias não impedem o homem de desenvolver e cultivar os seus dons naturais.
2 - Em geral a diferença entre os homens bem sucedidos e os náufragos da vida está neste
poder de transformar em oportunidade as dificuldades que se lhe deparam. O célebre orador grego
Demóstenes é um exemplo disto. Gago que era tornou-se, graças a sua tenacidade, o maior orador
de todos os tempos.
3 - Não devemos nos esquecer jamais que o corpo está subordinado ao espírito e que os
interesses do corpo são secundários. O homem é espírito, e o seu maior dever não para com o
corpo, senão para consigo mesmo.

1. Dever de Cultura Física Geral.

1) A ética impõe ao homem o dever de cultivar o físico para torná-lo uma base segura para as
operações do espírito, e quem despreza este dever condena-se a um completo fracasso no
cumprimento de sua missão. O corpo é a base material do espírito e, quanto mais forte e
desenvolvido maior oportunidade de serviço tem o espírito em cumprimento da sua tarefa.
2) O nosso físico tem influência naquilo que fazemos e naquilo que somos, dizem que Cícero,
outro grande orador romano, quando adoecia, não se apressava em chamar o médico, mas partia
imediatamente para a Grécia ali se metia nos ginásios e em pouco tempo voltava à Roma cheio de

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força e vida. Há mesmo quem afirme que a pujança extraordinária da intelectualidade grega se
deveu ao desenvolvimento físico daquele grande povo.

2. Conhecimento Sólido da Verdadeira Teoria de Educação.

1) Toda a educação verdadeira tem por fim cultivar e desenvolver os poderes da pessoa; o
poder mental e a verdade.

a) O poder mental é a base desta primeira teoria. Ensinam alguns que a educação consiste na
abundância de fatos que se podem adquirir: a educação resume-se em adquirir fatos. A educação é
crescimento, e quanto mais fatos se adquirem, mais educada se torna a pessoa.

b) A educação depende mais do poder da pessoa em digerir, assimilar os fatos do que em


adquiri-los. Esta teoria é a que mais está de acordo com a exigência da ética cristã, e é também a
que se verifica pelas nossas observações e pelas nossas experiências.
2) O segundo princípio é que a verdadeira educação deve ter por fim desenvolver os poderes
da pessoa. Cultiva-se a memória em bom estado pelo decorar, o juízo pelo julgar, a razão pelo
raciocinar, etc.

3) O terceiro princípio da verdadeira educação tem por fim desenvolver os poderes da pessoa,
nas suas relações, isto é, cultivá-los de maneira que sirva cada um deles mais eficientemente a
pessoa no cumprimento da sua missão. O intelecto, por exemplo, não é um fim em si mesmo, e
deve, portanto, ser cultivado como um meio. Um exame dos poderes intelectuais provará como um
poder tem por fim servir ao outro que lhe é superior.

Quantos são os poderes do intelecto que mencionamos na ordem seguinte:


a) O poder cognitivo - que representa a faculdade de observar, analisar e sintetizar.
b) O poder conservativo - que representa a faculdade de reter na memória o que se observa.
c) O poder comparativo - que represente a faculdade de julgar, raciocinar e generalizar.
d) O poder construtivo - que representa a faculdade de planejar, organizar como se faz, por
exemplo, planejando uma obra, organizando um sistema filosófico, teológico, etc.

Ninguém estuda só para saber, a não ser para saber viver, que é, de todas, a arte mais difícil.
A verdadeira educação não pode desprezar a lei do hábito bom. O hábito mau só faz empecilhos na
cultura do homem. O cultivo do bom hábito depende ou consiste no aproveitamento do interesse da
pessoa.

3. Cultura do Intelecto.
Em muitos países já se tornou até obrigatória a cultura do intelecto. Por isso se torna grande o
dever do homem cultivar os seus diversos poderes, tais como, o de lembrar, observar, planejar,
pensar, construir, etc. A ignorância é a coisa mais cara que existe. Paga-se mais por aquilo que não
se sabe do que se pagou em aprender o que se sabe. Cumpre-nos, portanto, cultivar, em todos os
sentidos, o mais que pudermos, o nosso intelecto.

1) Os Inimigos da Cultura do Intelecto.

a) A ignorância é terrível inimiga da cultura, mas pode ser vencida. O dever da cultura
própria exige que lutemos contra essa inimiga até alcançar a mais completa vitória. Jamais um
ignorante cumpriu o seu dever para consigo mesmo, e muito menos jamais cumpriu a missão que
por Deus lhe foi dada...

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b) A estupidez. Esta á mais uma inimiga da cultura própria. O indivíduo estúpido não
observa, não evita, não julga, não pergunta; fica satisfeito com tudo quanto lhe aparece sem indagar
donde veio e para onde vai... O ignorante é ignorante por não saber, mas o estúpido é estúpido por
não querer saber.

c) A precipitação. Esta é outra inimiga da cultura própria. As nossas conclusões sem a devida
reflexão nos levam ao erro irreparável. Em vez de construir, pelo uso da razão, uma ponte que
atravesse o abismo entre a ignorância e o saber, o precipitado pula e cai.

d) A imprudência. Deve-se à imprudência intelectual a falta que consiste em não apreciarmos


bem as conseqüências do nosso modo de pensar como dos nossos atos. Pagamos às vezes, caro pela
nossa imprudência, combatemos a imprudência e cultivamos a prudência dentro de uma educação
modelo.

e) Credulidade e Ceticismo. A credulidade e o ceticismo são formas opostas de um mesmo


vício do intelecto. A falta de desenvolvimento do intelecto enfraquece o poder de pensar do
homem. O crédulo crê tudo sem fazer distinção; é perigoso crer sem as devidas evidências, assim o
céptico não crê em nada... é outro abismo.

4. Cultura dos sentimentos.


É dever do homem cultivar os seus sentimentos. A cultura dos sentimentos, como a cultura de
qualquer outra faculdade, exige exercício e é por isso que devemos amar o amável e desejar o que é
desejável.
Os sentimentos, assim como o intelecto, tem os seus inimigos. Para conservarmos os bons
sentimentos devemos combater esses inimigos, os quais são:

a) A insensibilidade. A insensibilidade tem a mesma relação para com os sentimentos que a


estupidez tem para com o intelecto. Se o homem não tem o direito de ser estúpido, indiferente à
cultura do intelecto, não tem também o direito de ser insensível aos sofrimentos da humanidade e
para com o próximo.

b) A paixão. A paixão é o segundo inimigo dos sentimentos. Assim sendo, os sentimentos


transformam-se em paixão, dominam os demais poderes, superam a razão, desobedecem à vontade
e anarquiza completamente a pessoa. Os sentimentos sozinhos não têm capacidade para bem nos
governar. A paixão é um sentimento indisciplinado e, como tal, deve ser combatido e vencido.

5. Cultura da vontade.
1. A vontade é o presente, o executivo, que dirigi e governa todo os nossos poderes pessoais.
A vontade fraca no meio de pensamentos e sentimentos fortes não podem governar, e semelhante
ao intelecto, a vontade tem os seus inimigos:

a) Servilismo. Servilismo é a pessoa que não tem vontade própria; que se entrega
incondicionalmente à direção de outra. O servil é tudo para agradar a todos, e por isso não pode
cumprir a sua missão. E entre os vícios, é este o pior de todos.

b) Independência. A independência, como o servilismo forma extremos que devem ser


evitados. Assim, tanto um como outro são fatais ao desenvolvimento e à cultura mais alta da
personalidade. A vontade precisa manter a sua independência, mas esta não deve ser exagerada.

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c) Inconstância. A inconstância é outra prejudicial à vontade, porque torna a vontade indecisa


e inata. Esta atitude é grandemente prejudicial à cultura própria; porque para cumprirmos a nossa
missão precisamos de uma vontade forte, decisiva e ao mesmo tempo bem orientada.

2. A Cultura Moral e Religiosa.


O dever de cultura própria abrange também a cultura da natureza moral e religiosa. Devemos
cultivar a nossa consciência para que ela não seja uma consciência cauterizada, endurecida em que
se possa confiar. A consciência é muito importante na vida de uma pessoa se ela for o que deve ser,
servir-lhe de orientação. A consciência tem a função de julgar-nos, condenando ou aprovando os
nossos atos. De todas as exigências da cultura esta é uma das mais importante e mais imperiosa.
3. O Ideal mais Nobre e Verdadeiro.
Não há maior tarefa do que esta para a mocidade, descobrir o alvo verdadeiro da sua vida
como coisa mais importante. Errar neste ponto é errar em toda a vida. Devemos, por isso, prestar
boa atenção ao nosso dever de adquirir um conhecimento nítido do que devemos ser. Para
alcançarmos êxito na vida é mister que empregamos todas as nossas forças em atingir somente um
alvo, visto que a missão do homem tem que ser cumprida visando um alvo a atingir. Se o homem
escolhe o mal como o alvo da sua vida destina-se ao fracasso, mas se escolhe o bem, nela terá êxito.

4. O Ideal Mais Alto.


1 - É necessário que no começo da vida, o homem escolha o ideal mais alto, porque ninguém
tem o direito de ser menor do que o mais pode ser. Este é o grande axioma da ética: O máximo
possível é o mínimo permissível. Só assim é que a pessoa pode justificar.
2 - Por ser importante o ideal em nossa vida, temos o dever de evitar tudo quanto nos leva a
aceitar o ideal mais elevado. A mocidade por sua vez devia guardar-se especialmente de literaturas
impróprias que estão espalhadas por toda parte, causando distorção no ideal, na moral e no
precioso tempo dos jovens.
3 - As literaturas baratas e os filmes imorais exibidos nos cinemas tem causado imaginação
corrupta e estragando muitos. Uma imaginação corrupta leva a pessoa a aceitar um ideal baixo
causando impedimento de cumprir o seu ideal para consigo mesmo, e ainda mais a aceitar o mal
como se fosse o bem. Cega a visão das coisas puras.

III - PODERES PESSOAIS E OS PROPÓSITOS DA VIDA.

1) Os poderes da pessoa naturalmente decidem as ações que se podem praticar. É dever do


homem dirigir do melhor modo possível para todos os poderes pessoais para que venha cumprir sua
missão moral. Errar aqui é errar por toda a vida. A pessoa na escolha da sua vocação deve evitar
certos erros:
a) O primeiro e o maior de todos é o de não escolher vocação alguma. As pessoas sem
vocação causam embaraço aos outros. Um espírito desocupado, sem orientação, servirá de oficina
do diabo. O diabo procura ocupar todas as mentes desocupadas. Ninguém tem o direito de ser
ocioso.
b) O segundo erro é permitir que qualquer circunstância da vida decida a questão. Há
multidões de pessoas que não alcançam coisas de valor em abundância porque foram impedidas por
certas forças, pelas circunstâncias da vida à carreira que seguem. É bom que se lembre que Deus
deu a todo homem poderes que o torna superior a todos os meios.
c) O terceiro erro é escolher uma vocação com o intuito de adquirir dinheiro. Este motivo é
indigno. Há outro motivo mais elevado, muito mais digno de que este. A ética nos ensina que servir
é o ponto mais alto de uma vocação.
d) O quarto erro é o de pensar que uma vocação só pode ser escolhida entre certas
profissões... Todo o trabalho honra a pessoa quando é feito honrosamente. O progresso da

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humanidade depende de todos. Depende do que trabalha em trabalho humilde como o que trabalha
em uma grande empresa.

2) Princípio que se deve observar na escolha de uma vocação: Na escolha da nossa vocação
há alguns princípios que devemos observar. Notemo-los:

a) O primeiro princípio que queremos mencionar é que qualquer trabalho apontado pelo
governo moral é digno de ser objeto da nossa escolha. Quando pensamos, portanto em escolher ou
em descobrir a nossa vocação, não devemos eliminar qualquer vocação por ser humilde ou de
pouca utilidade na aparência.
b) O segundo princípio é relativo às aptidões. O homem deve estudar as suas aptidões, as suas
tendências, as suas inclinações, a sua capacidade a fim de poder escolher inteligentemente a sua
vocação. A pessoa deve examinar-se a si mesma a fim de descobrir a sua vocação, e o seu lugar
certo de trabalho.
c) O terceiro princípio é que o homem de vida correta, de sentimentos bons e puros pode
seguir a vocação para qual tem maior simpatia. Devemos, porém, ter muita cautela e fiscalizar
muito estas tendências, para que nenhuma delas nos engane e nos indique uma direção errada. Uma
vez escolhida a vocação a pessoa deve consagrar-se a ela tendo em fim, por meio dela, o maior
serviço possível a Deus e à humanidade.

IV - OS BENS QUE SE POSSUI É O PROPÓSITO DA VIDA.

1. As forças da natureza, os bens e o tempo são as principais riquezas deste mundo, colocadas
à disposição do homem a fim de que ele possa cumprir a sua missão.

(1) Por um uso sábio das forças da natureza, o homem pode aumentar grandemente a sua
esfera de ação. E assim sendo, torna-se-lhe dever sagrado aproveitar todas as forças da natureza
dadas por Deus para auxiliá-lo no cumprimento da sua missão (Ex. as cataratas, os minérios, etc.)
(2) Os bens - pelo uso dos próprios bens que possui, o homem pode cumprir melhor a sua
missão como ser moral. Todos os bens que possuímos devem ser consagrados ao alvo que está
adiante de nós, como o homem que encontrou uma pérola de grande preço e vendeu tudo quanto
tinha e comprou aquela pérola. As riquezas são dons dados por Deus ao homem, e se bem usados
podem ser uma bênção.
(3) O tempo - o tempo é uma das coisas mais essenciais e mais preciosas que o homem
possui. É um dos maiores deveres que o homem tem para consigo mesmo, é aproveitar o seu
tempo. Devemos gastar o nosso tempo com mais cuidado e com maior critério do que gastamos as
forças naturais e os bens que nos foram dados pelo Criador.

2. ÉTICA SOCIAL GERAL.

1. Visto que a vida é a coisa mais preciosa e absolutamente indispensável ao cumprimento da


missão moral, é dever do indivíduo procurar conservar, por todos os meios lícitos, a vida dos seus
semelhantes; Não temos de tirar a vida ao nosso próximo que de tirar a nossa própria vida.
Condena a ética tanto o homicídio quanto o suicídio. E esta obrigação nos impõe certos deveres:
(a) Dever de evitar males e ódios. Os atos mais condenáveis cometidos contra o próximo
nascem no coração inflamado de ódio. Por isso diante do dever de preservar a vida de seu próximo,
o homem tem o dever para consigo mesmo de evitar o ódio no coração, conservamos então, o nosso
coração livre de ódio, da malícia e de tudo quanto podem prejudicar o nosso próximo, causando,
não raro, até a morte. A ética não permite que esta planta venenosa cresça no nosso coração, como
qualquer planta, produz fruto no tempo próprio, assim também o ódio.

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(b) Dever de defender o próximo. O segundo dever que temos para com o nosso próximo é
defendê-lo, de todos os males que está sujeito, porque os inimigos dele são também os nossos.
Devemos, portanto, defendê-lo, protegê-lo como protegemos e defendemos a nós mesmos.
(c) Dever de poupar a vida do nosso próximo. A maior violação de dever de conservar a vida
do nosso próximo é tirar-lhe a vida, segundo as leis humanas. Há três classes de homicídios:
Homicídio em defesa própria, homicídio devido às paixões momentâneas e premeditado.

2. Vamos fazer algumas considerações à respeito destas três formas de homicídio:

(a) A primeira classe de homicídios é daqueles que praticam o crime em defesa própria que,
não obstante ser justificável diante das leis dos homens, mas segundo as leis divinas, seria difícil
justificá-los, o nosso direito sempre foge quando a nossa culpa aparece.
(b) A Segunda classe de homicídio é constituída daqueles que praticam o crime levado pela
paixão momentânea. É considerável tanto pelas leis humanas como pelas leis divinas. A loucura
momentânea não justifica o homicídio.
(c) A terceira classe de homicídios está na classe daqueles que praticam o crime
premeditadamente que também é condenada assim pelas leis humanas como pelas leis de Deus,
"Não matarás". Em alguns países, os criminosos deste tipo de crime são condenados à morte ou à
prisão perpétua; Entretanto, no Brasil, por ser diferente a penalidade, não significa que tais réus não
sejam condenados também.

Ainda neste estudo de ética social em geral, queremos ressaltar que apesar de a ética ter
semelhança com as ciências sociais em que tanto uma como o outra destas disciplinas se voltam
para o comportamento humano, ainda uma é diferente da outra pelo fato de interessar-se por
aspectos diferentes desse comportamento, e também porque emprega métodos diferentes de análise,
para muitos casos de desordem na vida social das pessoas. (Fé Bíblica e Ética Social - pág.23)

3. PRESERVAÇÃO DA SAÚDE.

1 - Este dever é tão grande que o homem não deve poupar esforços neste sentido. O dever
obriga cada um a trabalhar ativamente a fim de promover a saúde e o vigor vital de seu próximo.
Diante da nossa missão moral são tão grandes os nossos deveres que só uma pessoa de bastante
vigor e saúde pode cumpri-los.

2 - Notemos agora algumas violações deste dever de conservar a saúde do nosso próximo:
(a) Quando involuntariamente expomos nossos próximos a qualquer moléstia contagiosa.
(b) Também quando recusamos as prevenções que pelo governo são aplicadas pelo método de
vacinação.

3 - A idéia de ética cristã impõe a cada um de nós o dever de colocar a saúde do nosso
próximo no mesmo plano de igualdade que a nossa própria saúde.

4 - Não devemos esquecer de que devemos ao nosso próximo, ele tem direito de nos exigir,
não só pelas leis humanas, mas pelas leis divinas.

V - A JUSTA RESTRIÇÃO DA LIBERDADE.

I. Visto que a liberdade é essencial ao cumprimento da nossa missão, é dever nosso


preservar o mais possível a liberdade do nosso próximo. Esta liberdade consiste no uso justo e
correto dos poderes pessoais a fim de cumprir a sua missão moral aqui na terra. A verdadeira

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liberdade, com amor, não faz mal a ninguém, mas quando ultrapassam os seus limites se torna
muito prejudicial.

(1) É dever do estado encarcerar o homem que abusa da sua liberdade. Quem sai fora dos
seus limites naturais prejudica aos seus semelhantes. O homem só tem direito à liberdade estando
dentro dos seus próprios limites. O estado tem também o direito de obrigar o transgressor da
liberdade a pagar os estragos pelo abuso...
(2) O estado não somente tem o direito, mas também o dever de restringir a esfera de ação do
louco, mas não só na intenção de puni-lo, mas para preservação do meio ambiente, mas é bom
sabermos que a liberdade é uma das coisas mais preciosas que o indivíduo tem, mas uma vez que
abusa, pode tornar-se perniciosa.
(3) O Pai também pode restringir a liberdade do Filho, quando isso for necessário, mas nunca
devia perder o fim moral desta retribuição. Os filhos têm direito à liberdade pessoal, sob o domínio
dos pais até que se desenvolvam na capacidade de compreensão e juízo próprio. A lei da
emancipação é tanto justa na Bíblia como na lei dos pais para os filhos.

II - RESTRIÇÃO INJUSTA DA LIBERDADE - A lei de conservação social proíbe aos


homens escravizarem os seus semelhantes. A escravidão é a mais baixa forma de aviltante desta
restrição injusta da liberdade do homem. Não há justificação alguma para escravidão. É injusta sob
todos os pontos de vista, tanto econômico, como social e religioso, portanto qualquer forma de
escravidão é uma restrição injusta da liberdade do homem.
III - DEVERES CONCERNENTES À PROPRIEDADE - A propriedade é um dos meios que
Deus dá ao homem para auxiliá-lo no cumprimento da sua missão. É uma das coisas mais
indispensáveis ao bem-estar do homem para o cumprimento do seu dever. Visto que é um dos
meios pelo qual o homem pode cumprir o seu dever para consigo mesmo, para com seu semelhante,
e para com Deus, torna-se claro que todos os homens têm o direito à propriedade.

IV - VIOLAÇÕES DO DIREITO DE PROPRIEDADE - Realmente o homem só tem o


direito naquilo que pode produzir ou ao que herda licitamente. Apoderar-se dos bens alheios por
qualquer forma ilícita é violar a lei da conservação social, por isso o dever de conservação social
proíbe o furto, o monopólio e a fraude de qualquer natureza. Não obstante, os grandes homens de a
sociedade estarem metidos nos jogos e até mesmo as leis nacionais favorecem aos cassinos direito
de se estabelecerem, entretanto, a ética condena o jogo de todas as espécies.

V - A VERDADE EM RELAÇÃO À REPUTAÇÃO DO PRÓXIMO - A verdade é à base do


progresso social, e onde não se fala a verdade não há progresso. A verdade é indispensável ao
adiantamento do homem, e a lei de conservação social exige que ela seja praticada em todas as
relações da nossa vida, e para que tenhamos boa reputação.
A boa reputação do ponto de vista social, é uma das coisas mais preciosas que se deve
possuir. E, por isso mesmo devemos ter o máximo cuidado com o tratamento que damos à
reputação do nosso próximo.
Se a boa reputação do nosso próximo se baseia num caráter bom, ele tem direito a mesma e
deve aproveitá-la no cumprimento de sua missão moral. Devemos, realmente, ser menos capazes de
desfazer a boa reputação.
Já notamos que a reputação é o que os outros dizem que somos, ao passo que o caráter é
aquilo que o homem é. A lei de conservação social proíbe falso testemunho, calúnia, detração e
inveja, porque estes são os instrumentos pelos quais o homem procura desmanchar a reputação do
próximo.

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(1) O falso testemunho. Sem dúvida, o testemunho falso é uma violação flagrante do dever de
conservação social, porque não somente despreza as relações humanas, mas também afronta a
Deus, visto que a pessoa presta juramento antes de depor.
(2) A calúnia. A calúnia consiste em prejudicar a boa reputação de uma pessoa de bom
caráter. O caluniador cai, portanto, em dois erros graves, o de mentir e o de prejudicar a boa
reputação do seu semelhante. A lei de conservação social proíbe tal transgressão.
(3) Detração. A detração consiste em "coisinhas" que certas pessoas tagarelas propagam ou
insinuam em detrimento da boa reputação, o tagarela, se bem que não seja condenado pelas leis
civis, é muito condenado pela lei da conservação social e pela lei divina.
(4) Inveja. É a inveja a fonte de muitos males que prejudicam a reputação do nosso próximo.
A inveja habita sempre no coração acanhado e mesquinho, e é também uma vergonha para o que
guarda no coração.

VI - VERACIDADE DE INTERCURSO COMUM.


1 - O dever de conservação social exige que o homem no intercurso comum com os seus
semelhante não se afaste da verdade. Convém distinguirmos aqui as duas classes da verdade:
Lógica e Prática.
Verdade lógica é aquela que é absolutamente real. Quando se conta uma coisa, conta-se como
é e não como parece. Esta é a verdade lógica que nem sempre é praticada.
A verdade prática é clara e simples.

2 - A Segunda classe é a verdade moral. Verdade moral é aquela que se diz com toda
sinceridade de uma coisa segundo as suas aparências. A mentira é condenada pela ética, e por isso,
devemos basear as nossas afirmações na realidade. A mentira envolve três elementos: 1) Declarar
voluntariamente o que é falso; 2) Declara o que é falso com o intuito de enganar; 3) Deixar de falar
a verdade quando necessário.

3 - Há diversas formas de falsidade pela conservação social. Mencionaremos aqui as


seguintes:
Equívoco intencional. O equívoco intencional consiste em usar-se de expressões ambíguas
com o intuito de enganar. Não devemos nos esconder atrás de falsas palavras e de sentido ambíguo
a fim de iludir o próximo. O equívoco intencional é condenado pela lei de conservação social.
Reserva mental. A reserva mental consiste em falar somente uma parte da verdade. Meia
verdade é pior do que a mentira toda, porque a parte que a verdade recomenda a parte falsa.
Concluímos então, que a mentira não tem razão de ser. A mentira nunca justifica. Ela é prejudicial
por sua própria natureza. A verdade, assim como o amor, a ninguém faz mal. É bom notarmos mais
algumas coisas neste assunto:
a) A primeira coisa que queremos salientar é que o indivíduo não pode afastar-se da verdade
com o intuito de enganar alguém.
b) A Segunda consideração que queremos fazer é que, as vezes, é considerado ilícito que o
indivíduo se afaste da verdade com o intuito de beneficiar a outrem, como por exemplo: Dizem que
há circunstâncias em que a verdade talvez causasse maior prejuízo, como no caso de doença grave,
em que o paciente não ficar sabendo. A ética não condena bem nesta caso, mas para o bem de
conservação social, mesmo nestes casos, não nos afastemos da verdade.
c) A tendência humana para a mentira não merece qualquer apoio, mesmo com intuito
inocente, de brincadeira ou para entreter os outros. As tendências da imaginação devem ser
fiscalizadas e dominadas a fim de não descaberem para a mentira.

VI - A VERDADE NO INTERCURSO FORMAL.

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O dever de conservação social torna obrigatória a fidelidade para o homem nas suas relações
formais e legais.
(1) Promessa. O bem-estar do homem exige o cumprimento fiel das suas promessas no
mesmo sentido em que são feitas e aceitas. A palavra falada deve ser digna de confiança como a
palavra escrita devida os elementos que nela estão contidos:
a) Intenção deliberada por aquele que promete.
b) Expressão clara desta intenção.
c) Aceitação da intenção por aquilo a quem a promessa é feita.
E para melhores esclarecimentos é bom recorrermos à história registrada em Juizes 11:30,
sobre o célebre caso de Jefeté. Ele prometeu a sacrificar a Deus a primeira coisa que encontrasse ao
chegar em casa, e por fatalidade, a primeira coisa que encontrou foi sua filha. O erro está em fazer
tal promessa e não deixar de cumpri-la.

(2) Contrato. O contrato é o comprometimento de duas pessoas de sobre qualquer coisa, ao


passo que na promessa só uma pessoa se compromete. Há uma dívida mútua e ambas as partes se
ligam pelas mesmas responsabilidades, e uma vez feito o contrato, deve-o ser rigorosamente
cumprido.

(3) O juramento. O juramento é uma das coisas mais solenes em nosso intercurso normal com
os nossos semelhantes, porque as conseqüências para quem deixa de cumprir o juramento são mui
severas.
No juramento não está envolvida só a nossa relação com o nosso próximo, mas também a
nossa relação com Deus, deixar de cumprir juramento é crime de perjúrio.
Aquele que tem o direito do nos exigir a verdade quer no intercurso formal ou comum,
devemos dar-lhe a verdade simples e pura.

VII - AUMENTAR A FELICIDADE DO PRÓXIMO.

1 - Fazer os outros felizes. Em nosso trato com as pessoas, devemos usar tanto quanto
possível de civilidade e de cortesia.
a) Civilidade. A civilidade implica o intuito de não ofender a pessoa com quem se fala, e por
isso mesmo, exige o máximo cuidado no conversar. Este dever de civilidade fundamenta-se no
espírito benevolente bem.
b) A cortesia. Esta por sua vez indica benevolência ainda mais forte e mais pronunciada. A
cortesia é positiva, porque ela não somente exige que nós nos abstenhamos de falar ao próximo nas
coisas que lhe diminuem a felicidade, mas também procuremos conversar sobre as que lhe
aumentam.
c) Além da conversação. Podemos aumentar a felicidade do nosso próximo por uma bondade
ativa, a prática do bem, porque nem a conversa e nem a maneira de conversar resolve o problema
da felicidade do próximo. É necessário ir além dessas coisas.
d) Liberalidade. Convém notar que a liberalidade não se limita a questão do dinheiro, isto é, a de
dar esmolas, mas está também em reconhecer os direitos e privilégios do próximo. Este espírito de
liberalidade tem por base a justiça. Sejamos justos, portanto, para que sejamos liberais para com o
nosso próximo.

VII - ALIVIAR O SOFRIMENTO DO PRÓXIMO.

a) Ser compassivo ou ter compaixão. Não se deve confundir pena com compaixão.
Compaixão é sentir a mesma dor que o nosso próximo sente. E como já observamos, as vezes, é
tudo o que podemos fazer, mas não deixa de ser uma virtude que cresce e floresce no coração bom.

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b) Ter empatia. A simpatia é ainda mais significativa do que a compaixão. Ela se identifica
mais com o sofrimento do nosso próximo, e nos leva a sofrer junto com ele enquanto durar o
sofrimento.

c) O amor. A caridade não consiste em apenas dar esmolas, mas em aliviar o sofrimento do
próximo. Os princípios que nos devem guiar na prática da caridade são as seguintes:

1 - Toda a nossa caridade deve basear-se numa verdadeira compaixão e empatia pelo infeliz.
A caridade se for orientada por uma compaixão verdadeira, certamente dará bons resultados tanto
na vida do que pratica, quanto na do que recebe.

2 - Deve também ser praticada de uma maneira boa e expressiva. A caridade tem por fim
manifestar ao necessitado a nossa compaixão e simpatia. Revelemos, portanto, pelos nossos atos,
verdadeiro amor para com os infelizes.

3 - Deve-se praticar a caridade somente quando tem razão para isto, porque nem sempre que
o povo chama de caridade, mas simplesmente uma demonstração social, como muitas vezes, é
realizada pelos clubes, como o imposto de rendas que pertence ao governo. Daí a César...

4 - Restituição. O termo vem do latim "restituo" de "re" + "sataure" repor de pé no seu lugar.
É um grave dever de justiça que obriga a todos que defraudam a outros. (Enciclopédia de Moral e
Civismo, pág.580).
Este dever não refere somente a restituição dos bens materiais, senão também das coisas
morais. Se prejudicarmos alguém que goza de bom nome na sociedade, roubamo-lhes a boa
reputação e tudo isto deve ser restituído.

IX - O DEVER DE FRATERNIDADE ORDENA O PERDÃO DE OFENSAS.

O sentimento de fraternidade para com aqueles que nos ofendem deve manifestar-se, pelo
menos de duas maneiras:

(1) Por um ressentimento moderado quando somos ofendidos. A fraternidade nos desarma do
ódio que pode nos prejudicar. O nosso mestre, Jesus, sentiu-se indignado quando purificou o
templo expulsando dele vendilhões, e a ética reconhece que há uma indignação justa e boa neste
caso de preservar a pureza do bom e do útil.

(2) O sentimento de fraternidade manifesta-se também pelo completo perdão da ofensa. É


dever do homem de perdoar o próximo quando este lhe ofende.
O perdão consiste de três coisas sobre as quais faremos algumas considerações:
a) Abandonar o direito de exigir justificação é o primeiro elemento do perdão. O ofendido
tem o direito de exigir justificação daquele que o ofende, porém o dever de fraternidade exige que
se perdoe ao ofensor abandonado até que este direito que lhe assiste de pedir satisfação.
b) Eliminar todos os ressentimentos resultantes da ofensa recebida, que porventura haja no
coração. O perdão exige o aniquilamento completo de qualquer ressentimento como obediência ao
dever de fraternidade que é o perdão que se deve ao próximo.
c) Recuperação de relações. Este é mais um dos elementos do verdadeiro perdão. O perdão
verdadeiro sempre resulta no restabelecimento das relações entre o ofensor e o ofendido.

X - RETRIBUIÇÃO DE FAVORES.

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Um favor recebido é uma dívida que nunca se salda. E neste assunto duas coisas merecem
consideração especial: Gratidão e amizade.

(1) A gratidão é a resposta natural do coração bom a um favor recebido. É uma virtude
belíssima. Devemos cultivar com zelo e com o máximo cuidado este sentimento, de ser grato a
outrem por um favor que se recebe.
(2) A amizade é à base de todas as relações que há entre os homens. É precioso para o homem
ter um amigo fiel. Diz um provérbio que "amigo na praça vale mais do que dinheiro em caixa".
Sejamos amigos de nosso próximo.

XI - PRINCÍPIOS GERAIS DO MELHORAMENTO SOCIAL.


Quanto ao seu desenvolvimento, o homem tem para com o próximo a mesma
obrigação que tem para consigo mesmo. Em certo sentido, somos guardadores do nosso irmão, e
infeliz daquele que foge desta responsabilidade.
1. Princípios Especiais no Melhoramento Social.
O dever de melhoramento social tem em vista a formação de caracteres bons. Não se trata de
só melhorar o meio em que o homem vive, mas melhorar o próprio homem. O "coração de todo
progresso é o progresso do coração". "Não valeria levar o homem ao céu não estivesse nele", por
isso não se dispensa o cristianismo no melhoramento social, por que nele estão os mais altos ideais
de bem-estar para com o próximo.
2. O Alvo Final do Desenvolvimento Social.
Fazer o homem só materialmente, sem torná-lo bom é multiplicar os seus sofrimentos e suas
infelicidades, abastando o fim do melhoramento social. Devemos ter cautela, por ser perigoso o
afastamento do fim moral e espiritual no melhoramento social do homem. “O alvo final é uma
coisa e outra e também torná-lo realmente bom/”.
3. A Agência Efetiva n o Melhoramento Social.
Hoje em dia, as nações cristãs são as que mais tem conseguido o melhoramento da sociedade.
A história universal prova cabalmente que o cristianismo está nas condições de produzir
melhoramento social, e não há, entre os homens, uma agência que esteja em condições de realizar.
Sejamos, pois, aliados de Deus para que possamos, junto com o nosso próximo atingir este alvo
sublime.
4. Deveres de Direção Social.
É dever nosso auxiliar o nosso próximo na direção dos seus poderes de maneira que eles o
auxiliem a cumprir a sua missão moral aqui na terra. E este é o dever que temos para conosco, em
cumprimento da ética social. "Amarás o teu próximo como a ti mesmo".
5. Os deveres Especiais de Governo Social.
Tem o homem o dever de governar os seus poderes de modo que possa cumprir a sua missão
aqui na terra, como também tem o dever para consigo mesmo de evitar tudo o que prejudique no
seu esforço de governar e dirigir os seus poderes.
6. Enfraquecendo o Poder no Próximo.
Enfraquecer os poderes espirituais no homem é crime, e para que não caiamos nesta falta.
Façamos algumas sobre diversas coisas que ocorrem para enfraquecimento do nosso próximo que
devemos evitá-las:
(1) O exemplo - Uma das influências é o exemplo. Devemos evitar que o nosso exemplo
influa na vida das pessoas com que lidamos conseqüências maléficas. Sejamos, pois, cuidadosos
com o nosso exemplo, para que por meio dele não minemos os alicerces morais do nosso próximo.
Vivamos diante do nosso próximo o exemplo de Cristo.
(2) A conversa - Por meio de uma conversa fazemos pouco caso de coisas sérias diminuindo
o conceito que elas fazem ao nosso próximo. Foi por meio de uma conversa que Satanás conseguiu

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introduzir a dúvida no coração da mulher (Eva). “Por mero descuido em nossas conversações
poderemos desviar uma pessoa enfraquecendo-a moral e espiritualmente”.
(3) A literatura - Muito grande é a influência da literatura na vida de uma pessoa. Uma
literatura boa constrói, edifica, e produz bons resultados na vida da pessoa, mas a má, barata, no
sentido mais lato da palavra, concorre para o enfraquecimento dos poderes morais, pelos quais o
homem resiste o mal. A ética exige que se faça um esforço especial para enfraquecer as tendências
más é fortalecer as boas.

7. Dever de Auxiliar ao Próximo na Direção de Todos os seus Poderes.


A ética cristã ensina que se deve auxiliar ao próximo em direção de todos os seus poderes e
no cumprimento de sua missão moral e espiritual aqui na terra. Este é um campo de atividade em
que cada um pode distinguir-se com grande proveito tanto para si mesmo como para os outros.

XII - ÉTICA DOMÉSTICA.


A ética doméstica é a parte da ética prática que trata dos deveres do indivíduo para com os
membros de uma mesma família. Desejamos agora estudar o lar em suas relações com este grande
dever social.
1. Deveres Referentes à Religião Matrimonial.
(1) O casamento é um pacto sagrado, solene e legal que um homem e uma mulher fazem de
viver juntos como esposo e esposa até serem separados pela morte. Esta convivência é baseada no
amor verdadeiro de um para com o outro.
Ao casamento é necessário certo requisito físico e moral:
* Físico - Há pessoas defeituosas de físico, que não podem cumprir os seus dever segundo os
ensinos da ética. Somente as pessoas que estão em condições físicas de cumprirem os seus deveres
tem o direito de entrarem neste pacto sagrado.
* Morais - Há também exigências morais necessárias às pessoas que querem entrar neste
pacto. Num casamento cristão não deve haver nenhum constrangimento de ambas as partes, porque
ele se baseia no amor mútuo que voluntariamente deve haver de uma para com o outro.
Não é moral também um casamento de pessoas parente chegados... Deus que é onisciente
estabeleceu leis claras neste sentido para os israelitas, que também devem ser aplicadas a nós,
porque a natureza humana é hoje a mesma então.

2. O Casamento é Monógamo.
O casamento é monógamo. Vem do latim "casa" = choupana, ato de constituição de um lar.
Qualquer outra forma de casamento é não somente iníqua, mas também prejudicial a sociedade. O
casamento monógamo baseia-se nos seguintes fatos:
(1) Deus mesmo o constituiu assim. "E por causa da prostituição cada homem tenha sua
mulher e cada mulher tenha seu marido", concluímos que a vontade de Deus é que o casamento
continue a ser monógamo.
(2) A própria natureza do casamento exige que ele seja assim, porque verdadeira união
constitui de dois sexos opostos. "União de dois numa só carne". Isto é religioso, é moral, é social, é
correto, e fora disso, o homem se ocorrerá, as vezes, com erros irrecuperáveis.
(3) A educação dos filhos. Não é possível a criação de um lar verdadeiro e a criação dos
filhos, como eles devem ser criados por qualquer outra forma de casamento. Dois concordemente
reunidos podem fazer muitos mais do que meia dúzia. A educação dos filhos exige que o casamento
seja monógamo.
(4) A poligamia. A poligamia escraviza a mulher, rebaixa o homem e envergonha a raça, e
quase sempre fez com que os filhos sejam desamorosos para com os pais. A poligamia destrói o lar
pela base e assim se tornando grande inimiga da sociedade até o Estado.

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3. O Casamento é Para Toda a Vida.


O casamento, quanto à sua origem, é uma instituição divina. Foi instituído por Deus. É
também uma instituição civil, do Estado. No plano civil, em outros países, devido as roturas sociais
foi admitido o divórcio. Já por muitos anos, entretanto, no Brasil somente agora houve esta abertura
da lei do casamento. No Brasil, no art.175 de sua constituição, consagrava a família como uma
união indissolúvel. (Pág.245 Enc. M. e Civismo).
Algumas razões porque cremos que o casamento é uma instituição divina:
(1) A primeira razão é que Deus foi quem instituiu o casamento ao princípio. A primeira
mulher foi dada por Deus ao primeiro homem.
(2) A Segunda razão é que Deus não somente tem revelado a natureza do casamento, mas
também os requisitos que lhe são necessários, assim morais como físico. Isto é, Deus tem legislado
sobre esta instituição tão nobre e gloriosa.
(3) A terceira razão é que assim o esposo como a esposa em reconhecimento a orientação do
casamento fazem votos de fidelidade um ao outro diante de Deus e de seus representantes aqui na
terra. O casamento religioso se acha estabelecido em toda a parte onde o cristianismo há penetrado.
(4) O casamento é uma instituição divina por ter sido antes de qualquer lei civil. Podemos
dizer então, que o casamento foi a primeira instituição divina, relacionada com o estado.
a) Os deveres pelo casamento são forçados pelas leis civis.
b) O casamento envolve a questão de direito de propriedade, de herança, etc.
c) Há outras razões porque o estado tem o direito de legislar leis que arregimentam o
casamento devido aos abusos: poligamia, filhos ilegítima, falta de sustento, falta de educação, e
sobre tudo o que vem custando para o Estado montantes pecuniários e cuidados, etc.
d) A família é a instituição mais importante da sociedade. A família só pode desempenhar
bem a sua missão se ficar fiel aos desígnios de Deus. Tem, também a família, por excelência o fim
de salvar a pureza moral e social da sociedade.

4. A Família como Meio de Cultivar as Afeições Sociais.


Não há melhor lugar na sociedade onde se possa cultivar as relações sociais que na família. A
família é realmente uma fonte da vida nacional, é a célula máter que forma o grande povo, e é por
isso mesmo que dizemos: poder cultivar nela todas as afeições sociais. Morrendo a família, morre
também a sociedade, morrendo a sociedade, morre tudo o que é bom, tudo o que é amável,
deixando assim, de cumprir a sua finalidade.

XIII - DEVERES MÚTUOS DO ESPOSO E DA ESPOSA.


I - Faremos agora algumas considerações a respeito dos deveres que são comuns ao esposo e
à esposa:
1) Dever de fidelidade mútua. Um dos deveres importantes e mais sagrados impostos pela
relação matrimonial é o dever de fidelidade mútua. Ambos devem ser fiéis em tudo quanto se
relaciona com o matrimônio. (Heb. 13:4). O bem-estar da família e da sociedade desta fidelidade
mútua...
2) Afeição mútua. O amor verdadeiro é a base de um casamento feliz. O casal tem o dever de
guardar viva suas relações no mesmo amor que serviu de base ao casamento. Em matéria de
casamento, o amor de atores de televisão não vale, porque só o verdadeiro amor é importante na
vida conjugal.
3) Cooperação mútua. O bom êxito da família depende da cooperação mútua. Não há nada
que deva colocar-se entre o esposo e a esposa que tenha o direito de separá-los um do outro, o casal
não deve consentir nada que cause embaraço a esta cooperação mútua.

II - Deveres peculiares do Esposo e Esposa.

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Ao esposo compete governar a casa, desde que ele esteja em condições de o fazer. O esposo é
o protetor da casa e tem que prover o sustento para a família. O esposo é o chefe da casa, o cabeça
da mulher. A esposa por sua vez deve cooperar também como esposo na manutenção da casa,
dirigir a casa de tal maneira que este alimento supra as necessidades da família. A possibilidade
para o cumprimento depende da relação matrimonial e o amor mútuo.

XIV - DEVERES DOS PAIS PARA COM OS FILHOS.


Os pais têm para com os filhos três grandes deveres: Governá-los, educá-los e amá-los.
1. Amor Paternal. O amor paternal é indispensável no lar. O amor é a garantia da felicidade
da família. É dever dos pais cultivar o amor pelos filhos. A criança que nasce num lar onde reina o
amor verdadeiro é muito feliz, e só é muito feliz, e só pelo auxílio de Deus é que uma pessoa pode
cumprir esse dever.
2. Educação Paternal. O dever dos pais é o de dar a melhor educação possível. A educação
que se recebe no lar é aquela que perdura por toda a vida. A educação de uma pessoa consiste em
desenvolvê-la física, intelectual e espiritualmente. Encaminhar a criança nos caminhos de retidão,
na prática do bem ensiná-la a elevar as mãozinhas a Deus é um dos mais importantes deveres de um
pai. Pais educados, filhos educados também.
3. Educação Religiosa. É também missão dos pais educar os filhos religiosamente,
transmitindo-lhes o credo da sua fé, a iniciação nos atos de seu culto, e a preparação para o
exercício dos comportamentos e condutas coerentes com a fé processada. O campo da educação é
muito vasto, é por demais importante aos pais acompanharem seus filhos durante todo o tempo de
sua educação, a fim de que não somente aprendam, mas pratiquem o que é bom e beneficie a
sociedade. O mundo está em falta de pessoas educadas que sirvam regularmente.
4. Autoridade Paterna. Em grande média os pais são responsáveis pelo procedimento de seus
filhos. Se um filho é mal criado a culpa não é de ninguém, senão de quem os criou.
Os pais devem governar sabiamente os seus filhos, devem obrigá-los a ser obedientes, porque
a melhor maneira de aprender a obediência é ser obediente. A criança que é obediente em casa
também o será fora de casa. O filho que não respeita as leis de casa também não respeitará as leis
da sociedade. Governar bem os filhos é um dos grandes deveres dos pais. Os pais vêm enfrentando
cada vez mais o progresso do problema familiar pelo fato de fugir a esse dever de disciplinar,
governar e ensinar a obediência a seus filhos a bem da sociedade.

5. Deveres dos Filhos para com os pais.


Convém lembrar que a estes deveres é tão importante que se acham incluídos nos dez
mandamentos dados por Deus; Façamos, pois, algumas considerações a respeito:
(1) O primeiro dever do filho é corresponder e retribuir ao amor de seu pai.
(2) Ser dócil, tratável em tudo para com o pai.
(3) Obedecer em tudo, e em tudo honrando o pai. Há bênçãos prometidas por Deus aos Filhos
que obedecem aos pais. Segundo a história de Israel esta bênção se cumpriu, tendo ainda condições
de se estender até aos nossos dias. "Usarei de misericórdia aos milhares que amam e guardam os
meus mandamentos". O dever do filho para com o pai é, por isso mesmo, amá-lo verdadeiramente.

6. Deveres do Patrão e do Empregado.


A relação entre o patrão e o empregado tem a sua origem na dependência em que estão um do
outro. Um tem dinheiro e o outro tem o poder de trabalhar. Daqui nasce esta relação de
interdependência entre os dois que deve influir em todas as suas transações.
Em suma, o patrão tem grande dever para com o empregado, e da mesma maneira o
empregado tem para com o patrão.

7. Deveres do Patrão para com o Empregado.

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É dever do patrão pagar um salário de acordo com o serviço que presta. O amor fraternal
deve ser a base fundamental da autoridade e de todas as suas relações com os empregados.

8. Deveres do Empregado para com o Patrão.


O primeiro dever do empregado é prestar o serviço de acordo com a remuneração recebida,
porque se ele vende o seu tempo e a sua força física ao patrão, deve, logo, consagrar todos os seus
interesses morais como espirituais.
Ainda há outro dever do empregado, é o de obediência ao governo de autoridade do patrão,
como está exigido na palavra de Deus: "Vós servos obedecei em tudo a vossos senhores" (Ef. 6:5)

XV - ÉTICA CIVIL.

1. Ética Civil é a parte da ética social que trata dos deveres do indivíduo para com os demais
membros da mesma nação.
1) A Natureza e a Origem do Estado.
Podemos dizer que o Estado é uma unidade organizada sob a direção de um governo civil. As
pessoas que constituem o Estado habitam num certo território limitado. Duas coisas são essenciais à
existência de um Estado: Território e organização. E quanto a origem, podemos afirmar que o
Estado foi incluído no grande plano de Deus para com o desenvolvimento da raça humana.
2) O Desígnio do Estado.
O fim do estado é alargar a esfera social do indivíduo, garantindo-lhe liberdade e meio para
que possa cumprir a sua missão na coletividade. Deus não instituiria o Estado, não criaria um povo
sem lhe dar uma missão de acordo com as suas possibilidades. Mui feliz é a nação que a descobrir,
buscando cumpri-la sob a direção divina.

2. Classificação dos Deveres Civis.


1) Os deveres civis dividem-se em duas classes que são: Deveres do Estado e deveres do
cidadão.
(a) É dever do estado exercer autoridade sobre os seus cidadãos, regulando o procedimento de
cada um segundo as leis baseadas na justiça. Não é possível dar ao homem toda a liberdade de fazer
o que bem entender, devido a desordem da sua natureza moral, e nele haveria de prejudicar
gravemente aos outros no cumprimento dos seus deveres.
(b) O dever do indivíduo para como o estado não é menos do que o dever do estado para com
o indivíduo. "Os sistemas filosóficos excogitaram as mais variadas respostas a esta indagação. A
única que resiste a todas as críticas é esta: de Deus. (Rom. 13:1-7). Só o Criador, o supremo Senhor
do homem livre, pode impor leis à sua liberdade, não há lei arbitrária, mas decorrente da própria
natureza livre, consistente e social".
3. A Esfera de Ação da Lei e da Autoridade Civil.
A própria natureza da autoridade civil nos está mostrando que ela não pode atingir a vida
particular, a vida íntima do indivíduo, ela não pode regular o modo de pensar, querer e sentir de um
homem. Ela só pode tomar ciência do fato depois de realizado. Quando o modo de pensar de um
cidadão vai prejudicar o país, neste caso a autoridade pode tomar certas providências, fazendo
sentir a sua força. É justo que a autoridade conceda liberdade de pensar ao cidadão, observando,
contudo, que esta liberdade não lhe dá o direito de pensar de maneira prejudicial ao estado.
4. Meios de Melhoramento Social
O segundo dever do estado para com os seus cidadãos é dar-lhes meios de melhoramento das
atividades criadas pelo próprio estado. O bom êxito das atividades dos homens em suas relações
com o estado depende da facilidade com que pode influenciar e ser influenciado pelos outros.
A falta de meios dados pelo estado as pessoas tem contribuído para grandes misérias na vida
das nações, e esta história pode ser refletida e sentida desde os tempos remotos. É bom discutirmos

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acerca dos meios necessários, mas não deixarmos de dar a nossa contribuição para que tais meios
sejam criados.

XVI - DEVERES DO ESTADO PARA CONOSCO MESMO E PARA COM OS OUTROS


ESTADOS.

1. O governo moral deste universo tem um só plano dentro do qual cada nação, dada cada
estada, cada indivíduo tem o seu lugar. O primeiro dever do Estado para consigo mesmo é achar o
seu lugar, procurar ocupá-lo e atingir o alvo que Deus lhe destinou. Sem descobrir o seu lugar, sua
razão de ser, sua missão, seu alvo, nenhum estado pode dirigir-se integralmente. Este dever é
imperioso assim para com sua nação como para com o indivíduo.

2. Deveres do Estado para com Outros Estados.


O estado a fim de cumprir os seus deveres em suas relações constantes com outros estados,
faz tratados de aliança, tratados de comércio, etc. e os princípios pelos quais regem as promessas,
os contratos, os juramentos são os mesmos que regem também os contratos e as alianças entre as
demais nações do mundo inteiro.

3. Deveres do Estado para com Deus.


Desde que o Estado é uma unidade orgânica, que tem uma missão dada pelo governador
moral, tem, portanto, certos deveres para com Ele. Estes deveres baseiam-se nos mesmos princípios
em que se baseiam os deveres do indivíduo para com Deus.

1. Reconhecimento de Deus.
Propriamente falando, a religião é uma questão do indivíduo e não do estado, e estado tem o
dever de reconhecer que está abaixo da direção de Deus. O estado que procura progredir
contrariamente nos planos de Deus jamais conseguirá levara adiante o seu intento. O estado tem
dever de basear as suas leis nas sábias e justas leis promulgadas pelo próprio Deus. A religião é um
dos elementos mais poderosos na sua vida e por isso deve pensar muito nos destinos da sua nação,
não que a sua religião esteja ligada ao estado.

2. A Natureza e a Missão do Estado Determina os Deveres do Cidadão. De início, o cidadão


deve honrar e amar o Estado e os seus diligentes. Defender a sua existência, os seus direitos e as
suas instituições, obedecer as suas leis.
a) Amar e honrar o seu estado é dever do cidadão. Convém não esquecer que o estado é uma
instituição divina e exerce uma função importantíssima entre os homens. Esta é uma das razões
porque ele deve ser amado e honrado pelos cidadãos.
b) O segundo dever do cidadão é defender a existência da sua Pátria, os seus direitos e a sua
constituição. Aquele que não ama a sua pátria jamais cumprirá este segundo dever. O verdadeiro
patriota coloca acima de todos os interesses particulares os da Pátria, caso exijam as circunstâncias,
é dever do cidadão sacrificar a própria vida para que a nação continue a existir e a cumprir a sua
missão.
c) Obediência às leis da Pátria é o terceiro dever do cidadão. Este espírito de amar e de
obediência às leis é outro característico do patriota verdadeiro. O patriotismo está no amor, na
obediência, no sacrifício de quem está pronto a dar a vida em defesa da Pátria, esta está em
condições de obedecer religiosamente às leis.

XVII - ÉTICA TEÍSTICA


Ética Teística é a parte da ética que trata da aplicação dos princípios da lei moral ao
procedimento do homem em suas relações para com Deus. Visto que a natureza espiritual do

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homem consiste em poderes de pensar, sentir querer temos que considerar a suprema devoção do
seu ser a Deus do ponto de vista destes poderes pessoais.

1. A Devoção Suprema do Intelecto a Deus.


Não há conhecimento mais útil, mais prático e mais necessário que o conhecimento que ser
pode ter de Deus. As verdades mais essenciais do bem-estar do homem são os que se relacionam
intimamente com o Criador de todas as coisas. O conhecimento de Deus é o mais sublime de todos
os que podem adquirir e, desde que o homem tem o poder de pensar, é do dever de empregá-lo em
alcançar este conhecimento mais elevado.
O ateísmo, portanto, não somente condena o indivíduo a um fracasso na vida moral, mas o
impossibilita de alcançar o completo desenvolvimento intelectual.

2. Evidência do Poder de Conhecer a Deus.


O dever de devotar inteiramente o intelecto a Deus é óbvio a todos os que têm natureza
moral, ainda que esta seja parcialmente desenvolvida. "O intelecto é o mais importante na
existência de uma pessoa, por ser a fonte que promova o conhecimento de tudo. Sem este poder não
teríamos conhecido a Deus e seríamos ao mesmo tempo loucos". (do autor)

3. Este Dever é Evidente por si Mesmo.


Se Deus é sabedoria infinita, a fonte reveladora de toda a verdade o Autor de todas as bênçãos
e, se a missão do homem e o seu alvo só podem ser realizados à luz do caráter e da revelação de
Deus, concluímos que o seu dever de consagrar-lhe todas as forças mentais é mais do que evidente.
De Deus depende a vida do homem, e o seu alicerce na sua própria origem.

4. Este Dever é Para Todos.


Toda criatura precisa ter conhecimento de Deus. Quanto mais o homem acerca de Deus, mais
imperioso se torna o seu dever de buscá-lo, porque não é privilégio dos que já o conhecem. É por
meio dele que podemos nos orientar melhor nesta vida, e quem não o possui certamente há de errar
em todos os outros.

5. É Dever Universal.
O dever de buscar a Deus é de todos quantos tem vida. É uma questão que não pode ser
resolvida por procuração senão pela própria pessoa neste mundo. É comparado também ao dever
que cada pessoa tem para consigo mesma aprender, trabalhar, comer, dormir e descansar
independentemente de outra pessoa. Assim, é universal o dever de toda criatura buscar a Deus.

6. A Extensão deste Dever.


A pessoa de Deus, o Seu pensamento, o Seu sentimento e até a Sua vontade se acham
manifestas nestas três obras que seguem:

1) O Estudo do Universo.
É dever do homem estudar a relação de Deus ao mundo físico, e o modo extraordinário como
Ele tem se revelado nas coisas visíveis que nos cercam. Cumpre-nos, portanto, cultivar o hábito de
indagar o que significa cada uma das coisas deste universo, que nos rodeia. Deus pensou, e o
universo surgiu como expressão do Seu pensamento.

2) O Estudo do Sistema Humano.


Deparam-se duas razões porque o homem deve estudar e conhecer as relações de Deus na sua
própria natureza:

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(1) A primeira é para que ele conheça o seu valor e realize perfeitamente a sua missão neste
mundo, isto é, o homem. Aquele que quiser conhecer o seu valor e o porque da sua criação é
necessário conhecer o seu próprio ser e a sua própria natureza... Uma das expressões de máxima
importância da sabedoria grega acha-se neste conselho: "Conhece-te a ti mesmo".
(2) A Segunda razão é para que conheçamos a sua própria natureza, chegue a conhecer a
Deus. "Em termos religiosos dizemos que o homem que toma conhecimento de si mesmo passa
logo a ter capacidade de conhecer o seu Criador, e assim, o que procura conhecer o seu criador,
também passa a ter melhores condições de conhecer a si mesmo".

3) O Estudo do Sistema Cristão.


Não há assunto mais digno ao qual deve consagrar-se com todas as forças da sua inteligência
do que a religião cristã. Sem este conhecimento, o homem não cumprirá os seus deveres para
consigo e nem para com o próximo. Queremos considerar mais duas razões porque o indivíduo
deve estudar as relações de Deus no sistema religioso do cristianismo:

(1) A primeira razão é que o homem encontra neste conhecimento todos os elementos
necessários ao seu desenvolvimento. A prova mais patente que temos é que os homens mais
desenvolvidos são aqueles que conheceram e aplicaram melhor em suas vidas os princípios do
cristianismo.
(2) A Segunda razão porque o indivíduo deve estudar a revelação de Deus que se acha no
cristianismo é que por meio desta revelação ele chega a conhecer o Revelador. O próprio Deus.

7. O Fim deste Dever.


O fim deste dever é estudar as revelações de Deus no universo físico, na constituição do
homem e no próprio cristianismo, é conhecer o seu caráter, a sua providência e o seu governo. A
ética não deixa o homem esquecer-se da sua missão, porque tudo quanto ele é, e possui, está
intimamente relacionado com esta missão.
1) Os atributos de Deus.
Os atributos de Deus revelam a sua natureza, muitas vezes, o homem conhecer somente a
justiça de Deus e ignorar os demais atributos, desvia-se completamente daquele alvo que lhe havia
marcado o Criador. Por isso, o homem tem o dever de conhecer todos os atributos de Deus a fim
de ter uma idéia perfeita da Sua personalidade.

2) A providência de Deus.
Compreendemos aqui o valor de conhecermos as providências de Deus e o Seu caráter
revelado nos seus atos. Em geral, as providências de Deus são as leis feitas por Ele mesmo. As leis
naturais que regem o mundo são resultantes na Sua providência também; não obstante, isso não
impede que o Senhor de tomar outras providências em caso de necessidade. Pode Ele intervir no
curso dos eventos e mudar a rotina das coisas como lhe apraz.

3) A Graça de Deus.
Jesus é a graça viva de Deus. Concluímos, pois, que o dever supremo do homem quanto ao
intelecto é conhecer a Jesus, porque conhecendo a Jesus conhece também a Deus.

XVIII - DEVOÇÃO SUPREMA DO CORAÇÃO A DEUS.


Deus é o objeto mais digno do nosso amor. Amar a Deus é necessário por duas razões:

(1) A primeira dessas razões é que o objeto do nosso amor influi muito sobre o nosso caráter.
Quem ama a justiça, tornar-se-á justo; quem ama a verdade tornar-se-á verdadeiro; quem ama a

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bondade tornar-se-á bondoso; quem ama a pureza tornar-se-á puro. Devemos amar estas coisas por
causa delas mesmas, e não por termos medo da injustiça.
(2) A Segunda razão porque devemos amar a Deus é que o objeto do amor influi muito sobre
o caráter deste mesmo amor. A natureza do amor vai se aproximando mais e mais do caráter do
objeto amado. Destas considerações concluímos que é dever nosso consagrar a Deus todo o poder
do nosso coração.

1. Força deste Dever.


Em relação a força deste dever vamos notar três coisas:
(1) O poder de amar é um dos mais preciosos que o homem possui. É um dos que exerce mais
influência na nossa vida. "É um poder dado por Deus ao homem". Não pode haver objeto mais
digno de ser amado do que o próprio Deus, porque esta faculdade de amar foi dada ao homem para
ser consagrada inteiramente a Ele.
(2) O dever de amar se precipita com o conhecimento que se adquire de Deus. E., sem
dúvida, na proporção que se vai conhecendo de Deus, o seu amor para com Ele deve ir crescendo
mais e mais.
(3) O dever de amar a Deus é universal, é para todo homem. Não há ninguém que possa
esquivar-se a este dever. Uma vez que existe a faculdade de amar há conseqüentemente: dever de
amar a Deus.

2. A Extensão Deste Amor.


A bondade infinita de Deus revelada aos homens toma diversas formas: Demos como tema
da página anterior ao capítulo que agora vamos estudar ( A Extensão deste Amor) mas o tema
correto é: "A EXTENSÃO DESTE DEVER" que baseado nas formas: Perfeição Infinita; Justiça
Infinita; Beneficência Infinita, teremos os seguintes deveres do homem:

(1) O dever que corresponde a perfeição infinita é o de adorá-lo, de regozijar-se com Ele e de
cooperar com Ele no grande plano de salvar a humanidade. Por causa disso o homem deve ajoelhar-
se diante dele e adorá-lo.
(2) Temor de Deus é o segundo dever do homem que corresponde à justiça do criador.
Sabemos que o temor é um grande dever, mas infelizmente os homens são teimosos e não
procuram. O sábio Salomão disse que "O temor do Senhor é o princípio da sabedoria". O temor de
Deus é um rebento do amor e que pode existir ligado com Ele.
(3) Render graças é o terceiro dever que corresponde a bondade infinita de Deus. O homem
está constantemente recebendo muitas bênçãos de Deus e é dever seu agradecer ao Criador por tudo
quanto lhe tem feito.
XIX - A DEVOÇÃO SUPREMA DA VONTADE DE DEUS.\

A lei mais alta e mais perfeita que há é a "vontade de Deus". Se há algo que o homem precisa
dedicar a Deus este é: Consagrar-lhe também a sua vontade, por causa da função importantíssima
que a vontade exerce na vida. Aquele que faz a vontade de Deus não pode errar, e aquele que não
erra, certamente há de cumprir a sua missão. Também este dever é evidente por si mesmo, porque a
vontade do criador é a melhor lei que há para a criação.
Se compreendermos que Deus tem um plano para a nossa vida, é o nosso dever procurar
conhecer qual era a vontade de fazê-la. Vamos estudar este assunto em três divisões seguintes:

1. Obediência a Deus.
A obediência a Deus exige que o homem, em todas as suas atividades, se conforme com a
vontade de Deus. Façamos, portanto, algumas observações em relação a esta obediência.

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1) A Natureza da Obediência - Conhecer a Deus é amá-lo e procurar-lhe; e é por isso que o


dever da obedecer a Deus, segue os valores de conhecê-lo e amá-lo. A verdadeira obediência a
Deus deve ter os seguintes característicos:
a) Deve ser voluntária. O homem é um ser racional, tem vontade própria e, por isso mesmo
deve obedecer conscientemente. Obediência voluntária é a que Deus quer e a que ensina este
capítulo da ética cristã.
b) Esta obediência deve ser cordial, isto é, ela deve ser feita de boa vontade. O homem deve
achar alegria em fazer o que Deus ordena.
c) O dever de obediência deve ser cumprido com prontidão. Não há razão para que se hesite,
quanto mais se adia em fazer a vontade de Deus, mais difícil ela se tornará de ser obedecida; é
necessário, portanto, que haja prontidão na obediência.
d) A obediência deve ser completa. A obediência parcial não é obediência. A obediência para
que tenha valor é mister que seja completa.

2) Base da Obediência a Deus.


a) A base desta obediência a Deus se acha na relação que há entre Deus e o homem. Deus
criou o homem e este tem a obrigação de obedecer-lhe em tudo, porque ele é o único criador.
b) Deus é perfeito, e por causa da sua perfeição, tem direito de exigir obediência do homem.
c) Considerando os pontos de vista em relação a "base da obediência a Deus" a coisa mais
irracional que há neste mundo é viver o homem ignorando, desrespeitando a sua relação para com
Deus.

2. Deveres de Adorar a Deus.


Sendo Deus um ser infinitamente perfeito, é justo que o homem manifeste para com Ele um
sentimento de suma reverência, que revele a Sua glória, a excelência do grande caráter. A expressão
deste sentimento toma a forma de adoração. Na presença de Deus o homem deve sentir o desejo de
ajoelhar-se e adorá-lo.
1) O Dever de Orar. A oração é a parte mais importante da adoração. É um dos atos mais
imperiosos
na vida do homem, que deve ser considerado em alguns aspectos:
a) A Natureza da Oração - na oração o filho fala com o Pai, o servo fala com o seu Senhor e o
espírito do homem comunica-se com o Criador.
b) As Formas de Oração - ela toma forma de adoração, se o indivíduo está contemplando os
seus pecados cometidos contra Deus; uma forma de confissão e de súplica se a pessoa encara as
necessidades, e em forma de ações de graças, ou louvor, quando a pessoa considera as muitas
bênçãos de Deus. A forma de oração não é fixa, porque depende dos seus motivos, das coisas que
levam o homem a praticá-la.
c) O que podemos dizer em resumo - no sentido mais profundo, é a comunhão do homem
com Deus. Por ela os dois se encontram, falam e se entendem mutuamente.

2) As Pressuposições da Oração. A oração pressupõe que Deus é uma Pessoa; e mais que esta
pessoa é Onipotente e Onipresente, Deus está conosco quando nós invocamos e pode, por isso,
ouvir as nossas súplicas. Ainda outra pressuposição da oração é que Deus quer atender e diferir as
nossas súplicas conforme a sua própria vontade. O privilégio da oração é um dos maiores e mais
preciosos que o homem possui.

3) O Dever de Pedir a Deus Aquilo de que se Necessita.


Sem orar, sem pedir o auxílio de Deus, ninguém pode cumprir a sua missão aqui na terra.
Gritar, pedindo auxílio de Deus nas horas de perigo é habitual ao homem.

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4) Condições Necessárias a uma Oração Eficaz. A primeira condição estabelecida é que a


nossa oração deve ser da vontade de Deus. A Segunda é que seja feito com sinceridade. A terceira
é que seja feita em nome de Jesus.

QUESTIONÁRO - ÉTICA CRISTÃ

1. Podemos afirmar que a ética de todas as ciências é uma das mais importantes? Dê suas
divisões e explique.
2. Qual é o pecado que é uma culminação de uma série de transfigurações dos princípios
fundamentais da ética individuais e das leis divinas? O que vem a ser quem comete este tipo de
pecado?
3. Como devemos tratar o nosso próximo em relação ao nosso espírito, e o que devemos fazer
caso ele tente enfraquecer o nosso espírito?
4. Quem foi o gago que se tornou, graças a sua tenacidade, o maior orador de todos os
tempos, citado no texto?
5. Fale sobre a cultura intelectual e seus inimigos.
6. Diga qual é a cultura que tem como inimigo muito forte, que dominam os demais poderes e
amargura completamente a pessoa? Diga o nome de todos os outros seus inimigos e como podemos
combatê-los.
7. Nos nossos dias existem muitas pessoas sem vocação, o que essas pessoas causam nas
demais? Por quê?
8. Quais são as maiores riquezas deste mundo? Fale sobre cada uma.
9. De acordo com o texto, qual a lei que proíbe o falso testemunho, calúnia, detração e
inveja? Por quê?
10. Em nosso intercurso formal, qual o ponto que não envolve apenas a nossa relação com o
próximo, mas com Deus também? E como podemos definir este ponto?

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11. Qual é o dever que nos manda perdoar os nossas ofensas? Faça um pequeno comentário
sobre este ponto.
12. Nos princípios gerais de melhoramento social, o que vem a ser "Alvo Final"? Por quê?
13. O que nos leva a crer que o casamento é uma instituição divina? Quais as razões?
14. Qual é o nome que podemos dar a parte da ética social que trata dos deveres do indivíduo
para com os demais membros da mesma nação?
15. Qual é o dever do cidadão para como o Estado?
16. Qual é o nome da ética que trata da aplicação dos princípios da lei moral ao procedimento
do homem em suas relações para com Deus?
17. Quais são os deveres de adoração a Deus?

PONTA PORÃ ESTADO DE MATO GROSSO DO SUL BRASIL

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