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Modelo PGR - Construção Civil

O documento apresenta o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa, que visa identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. Ele está em conformidade com as Normas Regulamentadoras e estabelece um processo contínuo de gerenciamento de riscos, utilizando a metodologia do ciclo PDCA. O PGR inclui um inventário abrangente de riscos, objetivos claros e responsabilidades definidas para garantir a segurança no ambiente de trabalho.

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Modelo PGR - Construção Civil

O documento apresenta o Programa de Gerenciamento de Riscos (PGR) da empresa, que visa identificar, avaliar e controlar riscos ocupacionais relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. Ele está em conformidade com as Normas Regulamentadoras e estabelece um processo contínuo de gerenciamento de riscos, utilizando a metodologia do ciclo PDCA. O PGR inclui um inventário abrangente de riscos, objetivos claros e responsabilidades definidas para garantir a segurança no ambiente de trabalho.

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Logo da empresa

PGR
LOGO
AQUI

Programa de
Gerenciamento
De Riscos
Data: 00/00/0000
Responsável: Nome do Responsável
SUMÁRIO

1 – Identificação do PGR --------------------------------------------------------------- 02


2 – Introdução ---------------------------------------------------------------------------- 04
3 – Gerenciamento de Riscos --------------------------------------------------------- 05
4 – Objetivos ------------------------------------------------------------------------------ 06
5 – Escopo e alcance -------------------------------------------------------------------- 07
6 – Processo de elaboração ----------------------------------------------------------- 09
7 – Metodologia ------------------------------------------------------------------------- 16
8 - Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PGR ------ 21
9 - Responsabilidades do programa ------------------------------------------------ 21
10 - Link com outros documentos existentes na organização ---------------- 23
11 - Caracterização do processo produtivo e ambiente de trabalho --------- 23
12 - Periodicidade e forma de avaliação do desenvolvimento do PGR ------ 27
13 – Encerramento ---------------------------------------------------------------------- 28

1
1. Identificação do PGR

RAZÃO
SOCIAL:
Nome da Empresa aqui

CNPJ: 00.000.000/0001-00

ENDEREÇO: Nome da Rua, n° 00 CEP: 00000-000

BAIRRO: Bairro CIDADE: Cidade UF: UF

RAMO DE
ATIVIDADE:
CNAE:

TOTAL DE
EMPREGADOS

NOME:

CNPJ:
RESPONSÁVEL
TÉCNICO PELA
ELABORAÇÃO TELEFONE:

E-MAIL:

2
1.1 Tabela de Controle de Revisões
REVISÃO DATA ALTERAÇÃO
N° 01 Mês/Ano Alteração Feita

2. Introdução

3
Este documento apresenta o Registro Abrangente de Riscos associados às
atividades realizadas dentro da organização, englobando todas as categorias
de riscos relacionados à segurança e saúde dos trabalhadores. Ele
representa um dos documentos essenciais do Programa de Gestão de
Riscos, focalizando o reconhecimento e avaliação de riscos ligados a agentes
físicos, químicos, biológicos, ergonômicos, acidentais ou mecânicos.

Este documento está em conformidade com os requisitos da Norma


Regulamentadora 09, especificamente no que se refere ao reconhecimento e
avaliação de riscos associados a agentes químicos, físicos e biológicos. Além
disso, atende às diretrizes da Norma Regulamentadora 17, que aborda a
ergonomia, ao apontar situações que exigem análises ergonômicas
suplementares.

Os dados contidos neste documento servem como base para a elaboração


do Plano de Ação Anual de Segurança e Saúde do Trabalho. Este plano
engloba medidas de controle a serem mantidas, inovadoras ou melhoradas,
bem como atividades de monitoramento das exposições. Os riscos
identificados para cada grupo de trabalhadores expostos contribuirão para a
criação ou revisão do Programa de Controle Médico de Saúde Ocupacional
(PCMSO) em conformidade com a Norma Regulamentadora 7.

3. Gerenciamento dos Riscos

4
O Gerenciamento de Riscos Ocupacionais (GRO) representa o ponto de
conexão central para todos os documentos relacionados à segurança e
saúde no trabalho da organização.
O objetivo principal do GRO é estabelecer um processo contínuo que
compreenda a identificação, avaliação, tratamento e monitoramento dos
riscos presentes nos ambientes de trabalho, o que é realizado por meio do
Programa de Gestão de Riscos (PGR). Esse processo pode ser gerenciado de
forma eficaz por meio do ciclo PDCA, uma ferramenta amplamente
empregada para controlar processos, concentrando-se na resolução de
problemas, sendo igualmente aplicável aos processos do Sistema de Gestão
de Segurança e Saúde no Trabalho (SGSST).

5
Resumidamente, o Ciclo PDCA foi integrado ao Inventário de Riscos
juntamente com o Plano de Ação.

4. Objetivos

Os objetivos deste Inventário Geral de Riscos incluem:


Identifique expõe todas as condições perigosas e agentes agressivos,
abrangendo elementos químicos, físicos, biológicos e outros fatores
estressantes que representam cargas de trabalho significativas, tanto
fisicamente quanto mentalmente.
Descubra a intensidade e a variação temporal das exposições para todos os
trabalhadores, incluindo funcionários próprios e contratados envolvidos em
atividades dentro dos limites da organização.
Avaliar os riscos potenciais à segurança e saúde de todos os trabalhadores.
Priorizar e recomendar ações para controlar as exposições que apresentam
riscos considerados inaceitáveis e intoleráveis.
Registrar as avaliações ambientais realizadas na empresa.
Comunicar os resultados do processo de identificação de perigos e avaliação
de riscos a todos os trabalhadores envolvidos.
Manter um registro histórico das exposições para todos os trabalhadores,
permitindo a análise e gestão de possíveis problemas de saúde no futuro,
com base em informações reais de exposição.

5. Escopo e Alcance

Este Programa de Gerenciamento de Riscos, por meio de seu Inventário de


Riscos Ocupacionais, tem os seguintes objetivos:
Identificar e descrever os riscos ocupacionais existentes na organização,
abrangendo seus diversos setores, com o propósito de aprimorar a
segurança e a saúde dos trabalhadores.
O processo começa com a caracterização fundamental de cada unidade,
incluindo processos de trabalho, ambientes, força de trabalho e agentes
ambientais e estressantes. Estes agentes englobam:

6
Fatores Físicos, como ruídos, vibrações, temperaturas extremas, orientações
anormais, radiações ionizantes, radiações não ionizantes e umidade, entre
outros.
Agentes Químicos, como névoas, névoas, poeiras, fumos, gases e vapores,
entre outros.
Agentes Biológicos, como bactérias, fungos, protozoários e vírus, entre
outros.
Agentes Mecânicos, que podem gerar acidentes, como arranjos físicos
deficientes, máquinas e equipamentos desprotegidos, ferramentas
prejudiciais ou defeituosas, eletricidade, incêndio ou explosão, presença de
animais peçonhentos, armazenamento inadequado, entre outros.
Fatores Ergonômicos, que afetam o bem-estar dos indivíduos, incluindo
aspectos físicos, mentais e organizacionais, como levantamento de peso,
ritmo de trabalho excessivo, monotonia, repetição de tarefas e posturas
envolventes.

5.1 Definições:
Dano: Consequência de um perigo em termos de lesões, doenças ou uma
combinação de ambos.
Perigo: Fonte, situação ou ação com potencial para causar danos humanos,
envolvendo lesões ou doenças, ou uma combinação de ambos.
Identificação de Perigos: O processo de reconhecimento de que um
perigo existe e a definição de suas características.
Risco: A combinação da probabilidade de ocorrência de um evento perigoso
ou exposição com a gravidade da lesão ou doença que pode ser causada por
esse evento ou exposição.
Avaliação de Riscos: O processo de avaliar o risco resultante de um
perigo, considerando a eficácia de quaisquer controles existentes e
decidindo se o risco é ou não aceitável.
Risco Aceitável: Um risco que foi reduzido a um nível que uma empresa
pode tolerar, levando em consideração suas obrigações legais e política de
Segurança e Saúde no Trabalho (SST).
Estimativa de Risco: O processo de determinar a probabilidade e as
consequências de um perigo.
Nível de Ação: Um valor a partir de quais medidas preventivas devem ser
tomadas para minimizar a probabilidade de que as exposições aos agentes
ambientais ultrapassem os limites de tolerância. Por exemplo, para Agentes
Químicos, 50% do Limite de Tolerância (LT), no caso do Ruído, uma dose de
0,5.

7
Limite de Tolerância (LT): Uma concentração ou intensidade máxima ou
mínima relacionada à natureza e à duração da exposição ao agente, que não
causará danos à saúde do trabalhador durante sua vida laboral.
Valor Teto: Uma concentração que não pode ser excedida a qualquer
momento durante a exposição do trabalhador.
Incidente: Um evento ocorrido durante ou como resultado do trabalho que
pode resultar em lesões ou problemas de saúde.
Acidente: Um incidente que resulta em lesões ou problemas de saúde.
Fatores/Influência Humana: Refere-se a questões ambientais,
organizacionais e de trabalho, bem como às características humanas
individuais que influenciam o comportamento no trabalho, afetando a saúde
e a segurança do trabalhador.
Severidade/Consequências: Expressa o potencial de danos à saúde e
segurança, não se limitando apenas aos danos diretos e visíveis, mas
também levando em consideração fatores não diretamente mensuráveis.
Frequência/Probabilidade: Probabilidade de ocorrência de um evento com
dano, com base em registros históricos de acidentes/doenças ocupacionais e
na eficácia dos controles existentes.
Controle: Instalações, equipamentos, instrumentos ou procedimentos
destinados a controlar perigos, incluindo Equipamentos de Proteção
Individual (EPIs), Equipamentos de Proteção Coletiva (EPCs), instrumentos,
sistemas de segurança, procedimentos, entre outros.
Emergência: Situações não planejadas que possam resultar em danos reais
à integridade das pessoas, meio ambiente e patrimônio.
Profissional Habilitado: Um profissional atualizado previamente e
registrado no conselho de classe competente.
Legislação Aplicável: Requisitos ou normas legais relacionadas à
Segurança e Saúde no Trabalho, que se aplicam aos perigos e riscos
ocupacionais da empresa.
SST: Sigla para Segurança e Saúde no Trabalho.
PAR: Sigla para Perda Auditiva Induzida pelo Ruído.
Outros Requisitos: Obrigações da organização decorrentes de acordos
com órgãos públicos e outras partes interessadas, formalmente
condicionantes, ou da menção de normas técnicas na legislação.

6. Processo de Elaboração

8
6.1 PGR – Programa de Gerenciamento dos Riscos

Com base nas normas ISO 14001, OHSAS 18001, BS 8800 e AS/NZS 4360, o
modelo proposto desenvolvido resume o processo de identificação, análise,
avaliação e controle de riscos. Esse processo é ilustrado na figura a seguir, a
fim de fornecer orientação ao gestor da organização na criação e
implementação do PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS.

A metodologia para a elaboração deste documento foi concebida pela equipe


de Segurança do Trabalho, colaborando com o Responsável pelas diversas
áreas e pela organização como um todo. Além disso, a participação de um
representante dos trabalhadores é essencial durante a elaboração do
“Inventário de Riscos e Perigos”. Qualquer revisão subsequente ao
Inventário de Riscos deverá ser conduzida com o apoio da equipe de
Segurança do Trabalho.

6.2 Aplicação

9
O processo deverá ser implementado a partir de “situações”, aplicando-se
uma metodologia definida para identificação dos perigos e gerenciamento
dos riscos ocupacionais, sempre levando em consideração as oportunidades
em relação ao seu escopo, natureza e cronograma, para garantir que eles
sejam proativos ao invés de reativos e sejam utilizados de forma sistemática,
dentro de cada setor/área, avaliando-se sistematicamente a necessidade de
revisão do inventário de riscos e perigos, quando:
a) Antes do início do funcionamento do estabelecimento;
b) Nas atividades existentes;
c) Quando houver qualquer alteração nos processos, atividades, avaliação da
tolerabilidade e/ou exigência do sistema;
d) Se houver ocorrência de acidente(s) ou doença(s), e para (em)
detectado(s) novo(s) perigo(s), risco(s), deficiência ou ausência de controles
associados ao evento;
e) Nas mudanças nas instalações, na implementação de novos projetos, nas
áreas, máquinas e ou equipamentos.
f) Nas ampliações de área e/ou de equipamentos na empresa, desde a fase
de projeto/planejamento até a operação do objeto de ampliação;
g) Alterações sérias de processos/atividades, garantindo a atualização das
informações do levantamento inicial;
h) Nas novas instalações ou processos de produção.
A identificação, avaliação e gerenciamento de perigos e riscos são
prolongados em fases e as responsabilidades estão definidas no quadro
abaixo:
Fase 01 (área de SST, com participação representativa dos trabalhadores) -
Identificação dos Perigos, Riscos e Danos relacionados com cada
processo/atividade de trabalho, classificação da magnitude do risco e
identificação das medidas de controle dos riscos.
Fase 02 (área de SST) - Análise e determinação do grau de risco em função
da combinação da influência humana, da probabilidade/ frequência de
ocorrência e da consequência/ gravidade de um determinado evento
perigoso.
Fase 03 (área de SST) - Especificação do método de medição e
monitoramento das medidas de controle dos riscos e determinação das
medidas para controle dos riscos com grau de risco moderado e ou
significativo.
Fase 04 (profissional habilitado em SST) - Coordenação das atividades de
identificação dos perigos/riscos, análise e determinação do grau de risco e a
previsão do método de medição e monitoramento.

10
Fase 05 (área de SST/gestor dos processos) - Aprovação da Planilha de
identificação e perigos/riscos dos processos/atividade das áreas.

6.3 Identificação da Situação Operacional

As atividades relacionadas a perigos e riscos devem englobar as seguintes


situações que ocorrem ou podem ocorrer:
Rotineiras (R): Consulte as atividades realizadas diariamente em setores e
áreas, tanto de natureza operacional quanto administrativa.
Não rotineiras (NR): Envolve atividades realizadas fora da rotina, como
paradas, partidas, manutenções programadas em unidades ou áreas com
intervenções diferentes das realizadas rotineiramente, testes, entre outras.
Emergenciais (E): Engloba situações não planejadas com o potencial de
causar danos associados a eventos de risco.
Observação: Os possíveis perigos geralmente surgem de situações
emergenciais e acidentes de trabalho. Além dos riscos à segurança, eles
também têm o potencial de afetar a saúde dos colaboradores e contratados.

6.4 Identificação do Perigo

A identificação de perigos deve ser realizada de forma individualizada para


cada atividade. O processo de identificação de perigos deve ser proativo e
contínuo, considerando, mas não se limitando a:

a) Como o trabalho é organizado, incluindo fatores sociais, como carga de


trabalho, horários, vitimização, assédio e cultura organizacional;

b) Atividades rotineiras e não rotineiras, abrangendo perigos relacionados a


infraestrutura, equipamentos, materiais, substâncias e condições físicas do
local de trabalho, bem como o projeto de produtos, pesquisa,
desenvolvimento, produção, entre outros. Além disso, fatores humanos e a
maneira como o trabalho é realizado;

c) Incidentes anteriores relevantes, tanto internos como externos à


organização, incluindo emergências e suas causas;

d) Situações potenciais de emergência;

e) Pessoas, abrangendo aquelas com acesso ao local de trabalho, como


trabalhadores contratados e visitantes, bem como as pessoas nas

11
proximidades do local de trabalho que possam ser afetadas pelas atividades
da organização;

f) Outras questões, incluindo a concepção das áreas de trabalho, processos,


instalações, maquinaria/equipamentos, procedimentos operacionais, e
organização do trabalho, levando em conta a adaptação às necessidades e
capacidades dos trabalhadores envolvidos. Também, situações que ocorrem
nas proximidades do local de trabalho causadas por atividades relacionadas
ao trabalho sob o controle da organização, bem como situações não
controladas pela organização que podem afetar a saúde e a segurança das
pessoas no local de trabalho;

g) Mudanças reais ou propostas na organização, operações e processos;

h) Mudanças no conhecimento e informações sobre perigos.

Observação: Um mesmo perigo pode resultar em vários riscos, que podem


ser classificados em diferentes níveis e podem exigir abordagens distintas. A
natureza do risco pode ser categorizada em uma das seguintes categorias:
Físico, Químico, Biológico, Mecânico/Acidente, Ergonômico, Psicossocial,
Perigosos e Outros fatores de risco.

6.5 Identificação do Risco, Danos/Agravos à Saúde

Para cada potencial perigo, é fundamental realizar uma identificação dos


riscos, bem como estratificá-los para uma compreensão mais aprofundada,
visando sensibilizar os usuários.

A avaliação das exposições ocupacionais aos agentes físicos, químicos e


biológicos, quando necessário, deve ser conduzida de acordo com os
requisitos da NR 09. Isso inclui a análise das medidas de prevenção e
controle dos riscos. Em caso de necessidade, outras medidas de prevenção
diretas podem ser consideradas posteriormente.

Ao avaliar a exposição dos colaboradores, é importante levar em


consideração o Nível de Exposição (NE) e o Limite de Tolerância (LT)
conforme estabelecido pelas normas regulamentadoras e seus anexos. Na
ausência de limites de tolerância nas normas nacionais, os valores
estabelecidos pela American Conference of Governmental Industrial
Hygienists (ACGIH) devem ser usados como referência para a adoção de
medidas de prevenção.

6.6 Origem do Risco

12
A identificação da origem do risco deve levar em consideração a sua fonte e
as circunstâncias que podem ser classificadas das seguintes maneiras:
Riscos Internos: São aqueles inerentes aos projetos das áreas de trabalho,
processos, instalações, maquinário/equipamentos, procedimentos,
operações e organização do trabalho. Isso inclui a adaptação desses
elementos às necessidades e capacidades dos trabalhadores envolvidos,
bem como situações que possam ocorrer nas proximidades do local de
trabalho, devido a atividades relacionadas ao trabalho que estejam sob o
controle da organização.
Riscos Externos: São situações que estão além do controle da organização
e ocorrem nas imediações do local de trabalho. Essas situações têm o
potencial de causar lesões e problemas de saúde às pessoas que se
encontram no local de trabalho.

6.7 Classificação do Risco

Com o objetivo de proporcionar uma caracterização mais precisa do risco em


análise e determinar sua abrangência, todos os riscos identificados devem
ser categorizados em uma das seguintes classes:

Funcional (F): Refere-se aos riscos específicos de uma determinada função,


nos quais somente a pessoa que está executando a atividade está exposta
ao perigo. Esta categoria deve abranger tanto os trabalhadores em locais
que estejam sob o controle direto da organização quanto em locais que não
estejam sob esse controle.

Posicional (P): Inclui riscos nos quais todas as pessoas que trabalham no
processo ou no posto de trabalho onde a atividade está sendo realizada
estão expostas ao perigo.

Geral (G): Engloba riscos que afetam todas as pessoas dentro do setor ou
da organização, independentemente da função ou local de trabalho.
Exemplos desse tipo de risco incluem situações como incêndios, explosões,
entre outros. Isso abrange:

a) Pessoas com acesso ao local de trabalho e/ou às atividades, incluindo


trabalhadores, contratados, visitantes, e outras pessoas.

b) Aqueles que estão nas proximidades do local de trabalho e que podem ser
afetados pelas atividades da organização.

13
6.8 Descrição das Medidas de Prevenção/Controle dos Riscos

Com o intuito de aprimorar a caracterização dos riscos em análise e definir a


sua abrangência, a organização deve adotar medidas de prevenção para
eliminar, reduzir ou controlar os riscos em conformidade com as seguintes
circunstâncias:

Quando as exigências estabelecidas nas Normas Regulamentadoras ou


dispositivos legais assim determinarem.

Ao considerar a priorização dos riscos ocupacionais.

Quando existirem evidências de associação, por meio do controle médico da


saúde, entre lesões e agravos à saúde dos trabalhadores e os riscos e
condições de trabalho identificados.

Para uma identificação mais eficaz dos meios de prevenção, gerenciamento


e controle dos riscos em Segurança e Saúde Ocupacional (SSO), a
organização deve estabelecer, implementar e manter um processo que siga
a seguinte hierarquia de controles:

Eliminação dos perigos: Esta ação envolve a eliminação do processo ou


da causa da condição perigosa. Por exemplo, automatização de processos de
trabalho manual ou instalação de sistemas que desativam máquinas e
equipamentos em caso de acesso indevido de pessoas.

Substituição: Substituir a fonte geradora por processos, operações,


materiais ou equipamentos menos perigosos.

Utilização de controles de engenharia e reorganização do trabalho:


Estas medidas são incorporadas nos projetos de máquinas e equipamentos e
contribuem para a eliminação ou minimização do risco. Exemplos incluem
sistemas de exaustão em estufas e cabines de pintura, além de linhas de
vida instaladas nos telhados, entre outros. Também inclui dispositivos de
segurança que atuam de forma preventiva ou sinalizam rapidamente para a
ação de uma pessoa ou equipe.

Equipamentos de Proteção Coletiva (EPC): Esses equipamentos são


dimensionados para prevenir a ocorrência de eventos que possam afetar a
saúde e a segurança dos funcionários. Devem ser capazes de agir de acordo
com as normas técnicas e legislação específica, mantendo-se em condições
adequadas de funcionamento. Exemplos de EPC incluem proteção mecânica,
ventilação local, exaustão, biombos, isolamento acústico, confinamento,
mecanismos de operação remota, entre outros.

Quando a organização comprovar a inviabilidade técnica de adotar medidas


de proteção coletiva, ou quando essas medidas não forem suficientes,
estiverem em fase de estudo, planejamento, implantação, ou forem

14
consideradas complementares ou emergenciais, devem ser implementadas
outras medidas, seguindo a hierarquia a seguir:

Utilização de controles administrativos ou de organização do


trabalho, incluindo treinamento: Esses controles envolvem
procedimentos de segurança, instruções e procedimentos integrados. Os
treinamentos aplicados devem ser devidamente comprovados e abordar
como o risco é controlado.

Utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI): Deve ser


fornecido o EPI apropriado ao risco, aprovado pelos órgãos competentes,
mantido em boas condições de uso e com treinamento apropriado para os
colaboradores.

Nota: Na ausência ou impossibilidade de implementação de controles,


indicar com a frase "Não aplicado".

6.9 Avaliação e Análise do Risco

A organização deve estabelecer critérios para a implementação e


manutenção de um processo de avaliação dos riscos de Segurança e Saúde
no Trabalho, relacionados aos perigos identificados. Esses critérios devem
considerar a eficácia dos controles existentes, bem como a avaliação de
outros riscos associados ao estabelecimento, implementação, operação e
manutenção do sistema de gestão de Segurança e Saúde no Trabalho. Isso
inclui, por exemplo:

Fatores/Influência Humana: A análise dos fatores humanos deve levar em


consideração o comportamento das pessoas, como competência, disciplina,
temperamento, iniciativa, postura e hábitos. Além disso, o contexto do
trabalhador, como o ambiente de trabalho, o estresse, as tensões e as
limitações físicas ou psicológicas, devem ser avaliados. Também é
importante considerar outros fatores que possam influenciar a relação das
pessoas com os riscos de Segurança e Saúde no Trabalho, envolvendo
condições subjetivas.

7. Metodologia
O Inventário de Perigos e Riscos é uma ferramenta utilizada para evidenciar
a identificação de perigos, avaliação e gerenciamento dos riscos, por meio
das seguintes etapas:

15
Identificação da ÁREA: Leva em consideração as características dos
processos e do ambiente de trabalho que possam gerar perigos e riscos
ocupacionais e/ou agravos à saúde. Isso envolve a identificação de áreas
específicas onde tais perigos e riscos podem ocorrer.

Identificação das ATIVIDADES: Considera as características das


atividades realizadas, abrangendo os processos e instalações em todos os
setores/áreas da organização. Isso inclui também a avaliação dos riscos
gerados por terceiros e prestadores de serviços que operam nas instalações
da empresa.

O Inventário de Riscos foi elaborado com base em metodologias de gestão


de riscos, incluindo as técnicas de avaliação de riscos da ISO/IEC 31.010, o
Guia para Sistemas de Gestão da Segurança e Saúde no Trabalho da BS
8.800 e a estratégia para avaliação da exposição ocupacional conforme a
AIHA (American Industrial Hygiene Association). Essas abordagens e
diretrizes fornecem um quadro estruturado para a identificação, avaliação e
gerenciamento de riscos ocupacionais e perigos à saúde no trabalho.

16
PROBABILIDADE
PERIODICIDAD
PERFIL DE EXPOSIÇÃO FATOR DE PROTEÇÃO

HIPÓTESE
E

INDICE
TEMPO DE
EXPOSIÇÃO QUANTITATIV PROCESSO MEDIDAS DE
QUALITATIVO
/JORNADA DE O PRODUTIVO PREVENÇÃO
TRABALHO
Contato esporádico
com o agente em
concentrações ou Sistema
1 enclausurado;
intensidades
IMPROVÁVEL
ALTAMENTE

extremamente Exposição
baixas. média
Sem Ótimo nível de
Eventual Presença de estimada
possibilidade controle
quantidades de contato
insignificantes do < 10% do LEO com a pele,
< 1 hora
agente durante a ou por
atividade. Exposição inalação
ao perigo ocorre por
períodos breves.
Contato ocasional Sistema
com o agente em enclausurado,
concentrações com pequena
moderadas ou possibilidade
contato frequente de exposição Medidas de
com concentrações durante controle
Exposição
IMPROVÁVEL

ou intensidades alguma etapa adequadas e


baixas; média
2 Mensal do processo suficientes, atuais,
Envolvimento de estimada
ex: coleta de podem ser
quantidades amostra; mantidas a longo
< = 4 horas extremamente >10% e <50% prazo.
reduzidas do agente LEO
na atividade - em Baixa
< 10% jornada
miligramas (sólidos) possibilidade
ou litros (líquidos); de contato
Exposição ao perigo direto com a
ocorre por curtos pele e
períodos. inalação
Contato frequente Sistema
Nível de controle
com o agente em enclausurado
apresenta alguma
concentrações ou aberto
deficiência;
elevadas ou contato com
regular com ventilação
POSSÍVEL

3 concentrações ou automática e As medidas de


Semanal intensidades barreiras de controle existentes
moderadas; controle; são adequadas,
< 4 entre < 6 Presença de eficientes e
quantidades .. suficientes, mas
Possibilidade
< 50% jornada reduzidas do agente não há evidências
de contato
na atividade - em de que podem ser
direto com a
gramas (sólidos) ou mantidas a longo
pele e
mililitros (líquidos); prazo.
inalação
Contato periódico Nível de controle
com o agente a Sistema
deficiente;
altíssimas aberto,
concentrações ou ventilação
contato regular a passiva e As medidas de
Exposição barreiras de controle existentes
PROVÁVEL

4 Mais de uma vez altas concentrações


por semana ou intensidades; média proteção; são adequadas,
estimada mas apresentam
< 6 entre < 8 Significativas problemas
Alta
quantidades do significativos que
> LEO possibilidade
>75% jornada agente envolvidas na implicam em
de contato
atividade quilogramas eficiência duvidosa
direto com a
(sólidos) litros e não há garantias
pele e
(líquidos); de manutenção
inalação
adequada.
Contato regular com Exposição Sistema As medidas de
o agente a altíssimas média aberto, sem controle são
concentrações ou estimada ventilação inexistentes ou
Diária
ALTAMENTE PROVÁVEL

intensidades; contato direto reconhecidamente


com a pele e inadequadas ou
>5x
5 100% da jornada Grandes quantidades inalação de insuficientes a
LEO
de trabalho do agente envolvidas vapores neutralização do
na atividade; efeito nocivo do
Perigo/agente.
Toneladas (sólidos)
metros cúbicos
(líquidos);

Probabilidade elevada
de ocorrência de
17
Acidentes/Doenças
ocupacionais;
SEVERIDADE

MÁQUINAS E

ERGONÔMIC
14.153:2013
BIOLÓGICO

EQUIPAMEN
HIPÓTESE

AGENTE

AGENTE

(NR 32)

TOS ABNT
INDICE

FÍSICO

RISCO
EFEITOS RISCO QUÍMICO

O
NBR
ACIDENTES

EFEITOS .. .. Quando Não irritante à pele, olhos e membranas


SENSIBILIZANT o mucosas.
ES agente, Pode haver irritação olhos com poeira.
não ACGIH A5 - Sem evidência de
Demandam represe carcinogenicidade, teratogenicidade ou
1 apenas ntar mutagenicidade.
INSIGNIFICANTE

primeiros risco IARC Grupo 4 - Agente provavelmente

Categoria
socorros potenci não carcinogênico.
(pequenos al de Letalidade:
corte, dano à LD50 entre 2000 e < 5000 mg/kg (oral)
queimaduras saúde, Para gases, vapores, poeiras e névoas,
leves, lesões represe LC50 no intervalo equivalente dos níveis
superficiais) ntando oral e dérmico do LD50 (i.e., entre 2000
apenas e < 5000 mg/kg peso corporal).
situaçã
o de
desconf
orto.
EFEITOS Umidad Pequena Irritante leve para os olhos.
REVERSÍVEIS e possibilid Irritante para pele.
À SAÚDE ade de ACGIH A4 – Não classificado como
Requer causar carcinogênico humano.
tratamento doenças IARC Grupo 3 - Não classificado como
Categoria 1

médico, sem ao ser .. carcinogênico humano.


PEQUENO

afastamento humano Letalidade:


do trabalho. LD50 entre 300 e menor que 2000
2
(queimaduras mg/kg peso corporal (oral);
médias, LD50 entre 1000 e < 2000 mg/kg peso
torções, corporal (dermal);
deslocamento LC50 entre 2500 e < 5000 ppm (gás);
s, pequenas LC50 entre 10 e < 20 mg/l (vapor);
fraturas, LC50 entre 1. e < 5 mg/l (poeira/névoa)
dermatites)
EFEITOS Vibraçã Passível Pode Irritante para os olhos e sensibilização
REVERSÍVEIS o de represe da pele.
À SAÚDE Radiaç causas ntar Efeito cáustico e corrosivo severo.
Com ão não doença risco Pneumoconiose não fibrogênica.
afastamento < Ionizan no ser potenci Agente apresenta TLV-Stel
15 dias, com te humano, al de ACGIH A3 – Não classificado como
tratamento e Frio porém dano carcinogênico humano, apenas para
Categoria 2

acompanhame Calor existem reversí animais.


MÉDIO

3
nto médico. Ruído tratamen vel à IARC Grupo 2B – Possivelmente
tos saúde, carcinogênico à humanos.
(queimaduras médicos podend Letalidade:
maiores, eficazes. o gerar LD50 > 50 e < 300 mg/kg peso corporal
fraturas incapac (oral)
maiores, idade LD50 > 200 e < 1000 mg/kg peso
envenenamen tempor corporal (dermal)
to) ária. LC50 > 500 e < 2500 ppm (gás)
LC50 > 2 e < 10 mg/l (vapor)
LC50 > 0.5 e < 1 mg/l (poeira/névoa)

18
EFEITOS Com Pode Lesão ocular grave.
IRREVERSÍVEIS Condiç potencial represe Sensibilização respiratória (asma, rinite).
ão de ntar Agente apresenta TLV-CEIL
Hiperbá causar risco ACGIH A2 – Suspeito de carcinogênico
Com
rica doenças potenci para humanos.
afastamento >
e al de IARC Grupo 2A – Provavelmente
15 dias,
Radiaç infecções dano carcinogênico à humanos.

Categoria 3
incapacitante,
GRANDE

ão graves irrevers Letalidade:


4 permanente,
Ionizan ao ser ível à LD50 < 50 mg/kg peso corporal (oral)
com
te humano, saúde LD50 < 200 mg/kg peso corporal
possibilidade
porém ou (dermal)
de retorno ao
nem incapac LC50 < 500 ppm (gás)
trabalho.
sempre idade LC50 < 2 mg/l (vapor)
existem perman LC50 < 0.5 mg/l (poeira/névoa)
meios de ente.
tratamen
to
médico.
EFEITO DE .. Possibilid .. Carcinogênico
AMEAÇA A ade de ACGIH A1 – Carcinogênico para
VISA/LESÃO alta humanos.
OU DOENÇA transmis IARC Grupo 1 – Carcinogênico para
INCAPACITANT sibilidade humanos.
5 E de um
ser
Doenças humano
Ocupacionais ao outro.
CATASTRÓFICO

irreversíveis e Alto
Categoria 4

incapacitantes potencial
Câncer de
Ocupacional, causar
Encurtamento doenças
severo do graves
tempo de ao ser
vida; Doenças humano,
fatais para as
Agudas quais
não
existem
tratamen
tos
médicos
eficazes.

Assim, para cada agente evidenciado, em função da combinação da (Probabilidade) com os


possíveis efeitos (Severidade) que este agente poderá causar a saúde do trabalhador, se
estabelece uma graduação para o risco da exposição ocupacional, conforme matriz abaixo:

GRADUAÇÃO DO RISCO
5 MODERADO MODERADO ALTO MUITO ALTO MUITO ALTO
PROBABILIDADE 4 BAIXO MODERADO MODERADO ALTO MUITO ALTO
3 BAIXO BAIXO MODERADO MODERADO ALTO
2 TRIVIAL BAIXO BAIXO MODERADO MODERADO
1 TRIVIAL TRIVIAL BAIXO BAIXO MODERADO
1 2 3 4 5
SEVERIDADE

ANÁLISE DO RISCO
EXPOSIÇÃO ANÁLISE AÇÕES OBSERVAÇÃO

19
RESULTANTE RISCO
Monitoramento do Nenhuma ação adicional imediata é necessária;
TRIVIAL risco
Registrar e informar aos trabalhadores.
Nenhuma ação adicional imediata é necessária;
BAIXO ACEITÁVEL
Considerações podem ser feitas para verificar a
viabilidade de redução do risco associado ou ainda
melhorias;

Registrar e informar aos trabalhadores.


Medidas para Coleta de mais informações sobre as exposições;
redução ou, no
mínimo, Avaliações adicionais devem ser definidas, para
manutenção do estabelecer mais precisamente as medidas de
risco devem ser controle a serem melhoradas, inclusive avaliações
implementadas a quantitativas (se aplicável);
TOLERÁVEL médio prazo.
MODERADO Procedimentos de controle operacional e/ou planos
de emergência são recomendáveis.

NOTA: É permitida a permanência de risco tolerável,


mesmo depois de implementados os novos
controles, desde que seja evidenciada sua tratativa e
a inexistência de tecnologia e/ou inviabilidade
técnica/administrativa, para a redução do risco.
Medidas para Medidas de controle devem ser implementadas;
redução ou, no
mínimo, Quando avaliadas e definidas as medidas a serem
TOLERÁVEL manutenção do implementadas, devem ser definidos responsáveis e
ALTO
risco devem ser prazos de conclusão;
implementadas a
curto prazo. Procedimentos de controle operacional e/ou planos
de emergência são necessários.
Paralização da O trabalho não deve ser iniciado até que o risco
atividade e tenha sido reduzido para o nível tolerável;
definição de
ações corretivas Provavelmente recursos consideráveis deverão ser
para redução do alocados para reduzir o risco, o que implica em
MUITO ALTO NÃO risco escalar o plano de ações a níveis mais elevados de
ACEITÁVEL responsabilidade;

Quando o trabalho se encontrar em progresso, ação


urgente deve ser adotada;

Procedimentos de controle operacional, planos de


emergência e objetivos e metas são mandatórios.

8. Periodicidade e forma de avaliação do


desenvolvimento do PGR

A avaliação de riscos deve ser um processo contínuo e revisada a cada dois


anos ou quando ocorrerem as seguintes situações:
a) Após a implementação das medidas de prevenção, a fim de avaliar os
riscos residuais.
b) Após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos,
condições, procedimentos e na organização do trabalho que introduzam
novos riscos ou modifiquem os riscos já existentes.
c) Quando forem identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias
das medidas de prevenção.
d) Em caso de ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho.

20
e) Quando houver uma alteração nos requisitos legais aplicáveis.
Observação: Para organizações que possuem certificações em sistemas de
gestão de Saúde e Segurança no Trabalho (SST), o prazo de revisão pode ser
estendido para até 3 (três) anos.

8.1 Forma de Registro, Manutenção e Divulgação de Dados

O registro dos riscos ocupacionais deve ser regularmente atualizado. Todos


os documentos relacionados ao PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS,
incluindo suas revisões e modificações, devem ser mantidos em arquivo de
acordo com critérios específicos por um período mínimo de 20 anos.
Observação: Quando for necessário, por questões técnicas ou legais, para
conduzir, acompanhar ou avaliar atividades que excedam a capacidade dos
recursos humanos disponíveis na organização, o Responsável pelo
PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS tem a prerrogativa de contratar
especialistas para contribuir com a gestão dos riscos ocupacionais.

9. Responsabilidades do Programa

9.1 Responsabilidade Técnica na Elaboração do Inventário de


Riscos

Nome Responsável
Formação

9.2 Responsável Legal pelo Estabelecimento

Cumprir e fazer cumprir as disposições legais e regulamentares sobre


segurança e saúde no trabalho;
Informar aos trabalhadores, quanto aos riscos existentes no local de trabalho
e medidas de prevenção adotadas para eliminação de riscos;
Elaborar ordens de serviço sobre segurança e saúde no trabalho, dando
ciência aos trabalhadores;
Permitir que representantes dos trabalhadores acompanhem a fiscalização
dos preceitos legais e regulamentares sobre segurança e saúde no trabalho;
Determinar procedimentos que devem ser adotados em caso de acidente ou
doença relacionada ao trabalho, incluindo a análise de suas causas;

21
Disponibilizar à Inspeção do Trabalho todas as informações relativas à
segurança e saúde no trabalho;
Implementar medidas de prevenção, ouvidos os trabalhadores, de acordo
com a seguinte ordem:
1 – Eliminação dos fatores de risco;
2 – Minimização e controle dos fatores de risco, com a adoção de medidas
administrativas ou de organização do trabalho;
3 – Adoção de medidas de proteção individual.

Nome Sobrenome
Cargo / Função

9.3 Responsabilidade Empregado

Cumprir as disposições legais e regulamentares sobre segurança e saúde no


trabalho, inclusive as ordens de serviço expedidas pelo empregador;
Submeter-se aos exames médicos previstos nas Normas Regulamentadoras;
Colaborar com a organização na aplicação das Normas Regulamentadoras;
Usar o equipamento de proteção individual fornecido pelo empregador.

9.4 Responsabilidade do Serviço Especializado em Segurança e


Medicina do Trabalho - SESMT

Prestar suporte técnico no processo de Gerenciamento dos Riscos Ocupacionais.

10. Link com outros documentos existentes na


organização

O GRO – Gerenciamento de Riscos Ocupacionais deve constituir este PGR –


Programa de Gerenciamento de Riscos, que deve contemplar ou estar
integrado com planos, programas e outros documentos previstos na
legislação de segurança e saúde no trabalho e faz parte de um conjunto de
medidas mais amplas contidas nas demais normas regulamentadoras, o qual

22
se articula, principalmente, com o PCMSO – Programa de Controle Médico de
Saúde Ocupacional, NR 7.
O PROGRAMA DE GERENCIAMENTO DE RISCOS é conduzido por um processo
sistemático e continuado de prevenção da segurança e saúde ocupacional de seus
trabalhadores, estando diretamente integrado com outras normas
regulamentadora, composto pelos seguintes processos/documentados:

DOCUMENTOS/TREINAMENTOS EXISTENTES NA ORGANIZAÇÃO


AVCB – Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros projetos dos sistemas de proteção coletiva
CIPA – Comissão Interna de Prevenção de Acidentes projetos dos Sistemas de Proteção Individual
Contra Quedas (SPIQ)
LTCAT – Laudo Técnico das Condições Ambientais do relação dos Equipamentos de Proteção Individual
Trabalho (EPI) e suas respectivas especificações técnicas,
de acordo com os riscos ocupacionais existentes
Plano de Atendimento Emergências
Procedimentos para Empresas Terceirizadas
Prontuário de Vaso de Pressão
Treinamento Brigada de Incêndio
Treinamento de CIPA
projeto da área de vivência do canteiro de obras e de
eventual frente de trabalho
projeto elétrico das instalações temporárias

11. Caracterização do ambiente de trabalho

As características da circunvizinhança, próxima do canteiro de obras são as


seguintes:

Comércio: Atividade comercial de grande fluxo. (Lojas, Restaurantes, bancos,


Hotéis, etc.).

Trânsito: fluxo definido como intenso. Diversas linhas de ônibus passam em frente
ao empreendimento, estação “Largo Treze” da linha 5-Lilás fica à 2 quarteirões da
obra, bem como circulação de grande número de pedestres.

A obra da Rua Barão do Rio Branco é um edifício comercial dividido em três blocos
sem uso definido composto por térreo, 1° e 2° pavimentos e 3 subsolos de
estacionamento. A obra já está na fase de fechamento e acabamento.

Bloco A: 1 (um) térreo com 1 banheiro para deficiente, 1 banheiro masculino e 1


feminino, 1 copa, 1 sala ou espaço comercial. 1º pavimento com 1 banheiro para
deficiente, 1 banheiro masculino e 1 feminino, 1 copa, 1 sala ou espaço comercial.
2º pavimento com 1 sala comercial e 1 deck descoberto.
1 copa, 1 sala ou espaço comercial. 2º pavimento com 1 sala comercial e 1 deck
descoberto.

23
Bloco B: 1 (um) térreo com 1 banheiro para deficiente, 1 banheiro masculino e 1
feminino, 1 copa, 1 deck descoberto, 1 sala ou espaço comercial, 1 jardim. O 1º
pavimento contém 1 banheiro para deficiente, 1 banheiro masculino e 1 feminino, 1
copa, 1 sala ou espaço comercial, 1 deck descoberto. O 2º pavimento contém 1 sala
comercial, 1 banheiro.
Bloco C (subsolo): 3 (três) subsolos (garagem) com um total de 89 vagas para
carros, sendo que no 1º subsolo há 1 sala de administração, 1 copa e 2 banheiros.
Áreas de uso coletivo: No pavimento térreo algumas áreas são de uso coletivo,
portanto as mesmas pertencem ao bloco A e B. Sendo: 5 vagas para motos, 1 vaga
P.N.E, 1 vaga para carga e descarga, e
2 vagas para carros, 1 deck descoberto, 1 terraço, 1 jardim. A cobertura também
pertence aos dois blocos.
n° de pavimentos – térreo, 1°, 2° pavimento e 3 subsolos de estacionamento.

Área total construída – 2.179,95m².

Área do terreno – 1.175,72m².

Fundações - O edifício contém uma infraestrutura de fundação em estaca de perfil


metálico cravada em “I”.
Estrutura - Com pilares de concreto armado e lajes de concreto armado protendido
sem vigas.
Alvenaria e acabamento – A alvenaria interna e externa em paredes com blocos
cerâmicos compostas de argamassa.
Cobertura – laje de concreto armado protendido sem vigas com
impermeabilização, circundada por guarda corpo de aço inox.

24
11.1 Área de Trabalho

DISTRIBUIÇÃO DE FUNÇÕES

GRUPO DE EXPOSIÇÃO
QUANTIDADE

SIMILAR
SETOR FUNÇÃO ATRIBUIÇÕES DA FUNÇÃO

Executa serviços de apoio nas áreas de recursos humanos,


administração, finanças e logística; atendem fornecedores e
Gerente clientes, fornecendo e recebendo informações sobre produtos
Administração Administrativo de 0 1 e serviços; tratam de documentos variados, cumprindo todo o
Obras procedimento necessário referente aos mesmos; preparam
relatórios e planilhas; executam serviços gerais de
escritórios.
Analisar a área a ser trabalhada, analisar as necessidades da
área, levando em conta sua funcionalidade, a topografia do
local e a preservação do meio ambiente, elaborar o projeto
Paisagista 0
paisagístico, envolvendo, se necessário, profissionais de
2 outras áreas, coordenar o andamento do projeto, realizar
mudanças.
Adm/ Operacional Fiscalização das atividades das empresas terceiras;
acompanhamento do cronograma da obra; acompanhamento
Engenheiro C ivil 0
da implantação do sistema de qualidade; elaboração dos
relatórios diários da obra.
Técnico de
3 C oordenação das atividades voltadas à prevenção de
Segurança do 0
acidentes e segurança no trabalho
Trabalho

Mestre de Obras 0 C oordenação geral das atividades operacionais da obra


4
Encarregado de C oordenação geral das atividades operacionais da obra
0
Obras fiscalizando e ordenando uma pequena equipe.

Planeja trabalhos de carpintaria, preparam canteiro de obras,


constroem andaimes e proteção de madeira. Montam portas e
C arpinteiro 0 5 esquadrias. Finalizam serviços tais como desmonte de
andaimes, limpeza e seleção de materiais reutilizáveis,
armazenamento de peças e equipamentos.
Organiza e preparam o local de trabalho na obra; constroem
Pedreiro 0 estruturas de alvenaria. Aplicam revestimentos e contrapisos
e outros.
6 Preparam canteiros de obras, limpando a área. Efetuam
manutenção de primeiro nível. Realizam escavações e
Servente de Obras 0 preparam argamassa, concreto. Finalizam serviços tais como
desmonte de andaimes, limpeza e seleção de materiais
reutilizáveis, armazenamento de peças e equipamentos.
C a nteiro de O bra s Pinta as superfícies externas e internas de edifícios e outras
obras civis, raspando-a amassando-as e cobrindo-as com
7 uma ou várias camadas de tinta; revestem tetos, paredes e
Pintor 0
outras partes de edificações com papel e materiais plásticos e
para tanto, entre outras atividades, preparam as superfícies a
revestir, combinam materiais etc.
Planeja serviços elétricos, realizam instalação de distribuição
de media e baixa tensão. Montam e reparam instalações
Eletricista 0 8
elétricas e equipamentos auxiliares na obra e instalam e
reparam equipamentos de iluminação.
Operacionalizam projetos de instalações de tubulações,
definem traçados e dimensionam tubulações; Especificam,
quantificam e inspecionam materiais; Preparam locais para
instalações, realizam pré-montagem e instalam tubulações;
Encanador 0 9 Realizam testes operacionais de pressão de fluidos e testes
de estanqueidade; Protegem instalações e fazem
manutenções em equipamentos e acessórios; Executam a
fabricação e montagem de tubulações, acessórios e suportes
em geral; C onhecimento do ferramental especifico.

10 I nstalação de calhas e rufos; Preparam os itens a instalar,


C alheiro 0
limpam a área. Efetuam manutenção de primeiro nível.

25
11.2 Relação de Equipamentos de Proteção Individual
Recomendados

ÓCULOS DE SEGURANÇA CONTRA PARTÍCULAS VOLANTES


CALÇADO SEGURANÇA COM BIQ DE AÇO

PROTETOR AURICULAR TIPO INSERÇÃO


CALÇADO SEGURANÇA COM BIQ PVC

RESPIRADOR SEMI FACIAL P1 - PFF1

RESPIRADOR SEMI FACIAL P2 - PFF2


ÓCULOS SEGURAÇA AMPLA VISÃO

RESPIRADOR FACIAL AUTÔNOMO


LUVA PIGMENTADA/ TRICOTADA

LUVA NITRÍLICA PIGMENTADA


LUVA CONTRA ALTA TENSÃO

CAPACETE DE SEGURANÇA
RESPIRADOR FACIAL P3
AVENTAL PUMBLÍFERO

LUVA TÉRMICA CALOR

LUVA PROCEDIMENTO
LUVA TÉRMICA FRIO

PROTETOR FACIAL
AVENTAL TECIDO

CAPA DE CHUVA

CAPA DE CHUVA
MÁSCARA
SETOR FUNÇÃO

Paisagista

Engenheiro C ivil
Adm/ Operacional
Técnico de
Segurança do
Trabalho
Mestre de Obras
Encarregado de
Obras
C arpinteiro
Pedreiro
C a nteiro de O bra s Servente de
Obras
Pintor
Eletricista
Encanador
C alheiro

11.3 Inventário de Produtos Químicos

Nome do Rótulo- Inserir o nome do produto químico constante no rótulo;

Nome da Substância Ativa- Inserir o nome da substância ativa. Nome


químico do produto, se puro, ou dos componentes perigosos que estejam em
concentração superior a 1%, ou 0,1 % no caso de produtos cancerígenos ou
altamente tóxicos.

Etapa do Processo – Em qual etapa do processo o produto químico é


utilizado. Ex: banho de engomagem, tingimento, destilação atmosférica,
laboratório etc.

Forma física do(s) contaminante(s): se o uso do produto implicar na geração


de contaminantes atmosféricos durante seu uso no processo produtivo,
indicar a forma física (gás, vapor, fumo, poeira, névoa). Ex: gás, névoa,
fumo, poeira, vapor, líquido, sólido.

26
Observação: As informações sobre os Produtos químicos poderão ser
obtidas consultando as Fichas de Informação de Segurança de Produtos
Químicos -FISPQ ou base de dados disponíveis. Criar uma pasta para manter
na empresa arquivo com as fichas de todos os produtos e agentes utilizados.
Deve-se ter o cuidado de verificar a qualidade das informações do
fabricante, as quais nem sempre são confiáveis, comparando-as com
informações de base de dados de organizações confiáveis (ex. NIOSH). Como
não existe uma norma brasileira para classificação de produtos químicos
quanto ao potencial de causar danos, os fabricantes usam critérios
diferentes ou mesmo combinados entre si, sem manter uma coerência na
prestação de informações. Os problemas mais frequentes são a omissão de
informações, em particular sobre a composição, ou exageros na
recomendação de medidas preventivas.

Quando não for possível obter FISPQ diretamente do fabricante, as


informações podem ser obtidas consultando literatura técnica ou pela
Internet.

12. Periodicidade e forma de avaliação do


desenvolvimento do PGR

A avaliação de riscos deve constituir um processo contínuo e ser revista a


cada dois anos ou quando da ocorrência das seguintes situações:
a) após implementação das medidas de prevenção, para avaliação de riscos
residuais;
b) após inovações e modificações nas tecnologias, ambientes, processos,
condições, procedimentos e organização do trabalho que impliquem em
novos riscos ou modifiquem os riscos existentes;
c) quando identificadas inadequações, insuficiências ou ineficácias das
medidas de prevenção;
d) na ocorrência de acidentes ou doenças relacionadas ao trabalho;
e) quando houver mudança nos requisitos legais aplicáveis.

Observação.: No caso de organizações que possuírem certificações em


sistema de gestão de SST, o prazo poderá ser de até 3 (três) anos.

27
13. Encerramento

O INVENTÁRIO DE RISCOS foi elaborado a partir da análise preliminar dos


riscos, compiladas em matriz de risco “eletrônica”, para facilitar as revisões
e atualizações dos riscos levantados.

O PLANO DE AÇÃO, encontra-se junto ao INVENTÁRIO DE RISCOS, ao final de


cada risco.

Cidade, 00 de mês de 0000

Responsável Legal pela Organização

Responsável pela Estruturação do Programa de Gerenciamento de Riscos

28

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