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Resolucao 0973 2021

A Resolução nº 973/2021 regulamenta o teletrabalho no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, permitindo que magistrados e servidores realizem suas atividades remotamente, conforme diretrizes específicas. O documento estabelece princípios, requisitos e condições para a implementação do teletrabalho, visando aumentar a eficiência e a qualidade de vida dos trabalhadores. A participação no teletrabalho é facultativa e deve ser aprovada pela administração, considerando a produtividade e a adequação das condições de trabalho.

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Resolucao 0973 2021

A Resolução nº 973/2021 regulamenta o teletrabalho no Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais, permitindo que magistrados e servidores realizem suas atividades remotamente, conforme diretrizes específicas. O documento estabelece princípios, requisitos e condições para a implementação do teletrabalho, visando aumentar a eficiência e a qualidade de vida dos trabalhadores. A participação no teletrabalho é facultativa e deve ser aprovada pela administração, considerando a produtividade e a adequação das condições de trabalho.

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Publicação: 5/10/2021

DJe: 4/10/2021

RESOLUÇÃO Nº 973/2021
(Alterada pela Resolução do Órgão Especial nº 1067/2023)

Regulamenta o teletrabalho no âmbito do Tribunal


de Justiça do Estado de Minas Gerais.

O ÓRGÃO ESPECIAL DO TRIBUNAL DE JUSTIÇA DO ESTADO DE MINAS


GERAIS, no uso das atribuições que lhe confere o inciso VI do art. 34 do Regimento
Interno do Tribunal de Justiça, aprovado pela Resolução do Tribunal Pleno nº 3, de
26 de julho de 2012,

CONSIDERANDO o princípio da eficiência previsto no art. 37 da Constituição da


República Federativa do Brasil;

CONSIDERANDO que o Conselho Nacional de Justiça - CNJ, por meio da


Resolução n° 227, de 15 de junho de 2016, atualizada pelas Resoluções nº 298, de
22 de outubro de 2019, nº 371, de 12 de fevereiro de 2021 e nº 375, de 2 de março
de 2021, regulamentou o teletrabalho no âmbito do Poder Judiciário, facultando aos
Tribunais editar atos normativos complementares de acordo com suas necessidades
específicas;

CONSIDERANDO a Resolução do CNJ nº 343, de 9 de setembro de 2020, que


institui condições especiais de trabalho para magistrados e servidores com
deficiência, necessidades especiais ou doença grave ou que sejam pais ou
responsáveis por dependentes nessa mesma condição;

CONSIDERANDO a Lei estadual nº 23.674, de 9 de julho de 2020, que estabelece


princípios e diretrizes para as ações relativas à adoção do teletrabalho no serviço
público estadual;

CONSIDERANDO a importância de renovar as políticas institucionais de gestão de


pessoas, com vistas ao aprimoramento dos resultados e do desempenho das
unidades judiciárias e administrativas, à melhoria do clima organizacional e ao
aumento da motivação dos magistrados e servidores e de seu comprometimento
com os objetivos da instituição;

CONSIDERANDO a importância de políticas que possibilitem a conciliação do


trabalho com o convívio familiar, como forma de se conferir a especial proteção do
Estado à família, prevista no art. 226 da Constituição da República Federativa do
Brasil;

CONSIDERANDO a Resolução do CNJ nº 255, de 4 de setembro de 2018, que


"institui a Política Nacional de Incentivo à Participação Institucional Feminina no
Poder Judiciário";
CONSIDERANDO que o avanço tecnológico, em especial a implantação dos
diversos sistemas de transmissão e tramitação eletrônica de processos judiciais e
administrativos, possibilita a realização de atividades de forma remota;

CONSIDERANDO que o teletrabalho permite o aumento da produtividade e da


qualidade do trabalho dos magistrados e servidores por meio da flexibilização e
otimização do tempo, do respeito à diversidade e do aumento da qualidade de vida;

CONSIDERANDO os demais benefícios diretos e indiretos do regime de teletrabalho


para a Administração, para os magistrados e servidores e para a sociedade;

CONSIDERANDO as experiências e os resultados obtidos no “Projeto Experimental


de Teletrabalho”, instituído no TJMG pela Portaria Conjunta da Presidência nº 493,
de 25 de abril de 2016;

CONSIDERANDO o que constou no Processo nº 1.0000.18.051900-1/000 (Sistema


Eletrônico de Informação – SEI nº 0053614-87.2017.8.13.0000 e nº 0087908-
34.2018.8.13.0000), da Comissão de Organização e Divisão Judiciárias, bem como
o que ficou decidido pelo Órgão Especial, na sessão extraordinária realizada no dia
29 de setembro de 2021,

RESOLVE:

CAPÍTULO I
DO TELETRABALHO

Art. 1º As atividades dos magistrados e servidores dos órgãos do Poder Judiciário do


Estado de Minas Gerais podem ser executadas fora de suas dependências, de
forma remota, sob a denominação de teletrabalho, nos termos estabelecidos na
Resolução do Conselho Nacional de Justiça nº 227, de 15 de junho de 2016 e,
complementarmente, nesta Resolução.

Parágrafo único. Na aplicação do disposto nesta Resolução, deve ser observada a


igualdade de gênero, assegurando-se a participação feminina, devendo ser também
consideradas as situações em que o teletrabalho se justifique como medida de
proteção à família.

Art. 2 º São princípios a serem observados na execução desta Resolução:

I - alinhamento estratégico;

II - planejamento;

III - comunicação eficiente e constante;

IV - expectativas claras e foco em resultados;

V - colaboração;
VI - engajamento;

VII - foco no aprendizado e na melhoria contínua dos resultados;

VIII - transparência, eficiência e responsabilidade;

IX - autonomia e confiança;

X - liderança virtual;

XI - integração do trabalho presencial e remoto;

XII - gestão da cultura e do clima;

XIII - saúde do magistrado e do servidor;

XIV - segurança da informação;

XV - condutas de integridade.

Art. 3º O planejamento, a implantação e o desenvolvimento do teletrabalho deverão


observar os seguintes preceitos:

I - Alinhamento estratégico: definir trabalhos a serem feitos em ordem de prioridade,


de acordo com as orientações do gestor da unidade e em consonância com o
planejamento estratégico do Tribunal de Justiça do Estado de Minas Gerais - TJMG;

II - Planejamento: definir cronograma de execução das atividades e prazos de


entrega. O gestor da unidade deverá definir ciclos para a realização de um conjunto
de iniciativas e atividades;

III - Segurança da informação: a Diretoria Executiva de Informática - DIRFOR


orientará quanto à melhor forma de armazenar as informações e os documentos
gerados pela equipe, considerando a segurança da informação;

IV - Ferramentas de comunicação: definição de ferramentas de comunicação e da


finalidade de uso. A equipe utilizará ferramenta(s) tecnológica(s) de comunicação e
colaboração online, definida(s) pela DIRFOR secretaria de tecnologia da informação;

V - Resultados: os gestores devem apoiar a definição clara de atividades e entrega


previstas para cada membro da equipe. Os gestores da unidade devem estimar, de
forma razoável, o prazo de cumprimento das atividades a serem realizadas;

VI - Engajamento: o gestor da unidade deverá criar rotina estruturada a ser cumprida


pelos membros da equipe, considerando as sugestões dos integrantes, com
adaptabilidade e flexibilidade;

VII - Transparência, eficiência e responsabilidade: a equipe deverá instituir e aplicar


ferramenta que permita à gestão visualizar as ações programadas, sendo possível a
todos os membros verificar e compreender quais são as atividades que ainda não
foram iniciadas, as pendentes, as que estão em andamento e as concluídas no
período, excetuadas as hipóteses de sigilo ou restrições de acesso previstas em lei
ou ato regulamentar;

VIII - Autonomia e confiança: o teletrabalho confere autonomia e confiança aos


gestores e integrantes das equipes, com foco em resultados e no engajamento de
todos os membros. Ainda que se estipule uma rotina de trabalho, esta não deve ser
vista como um engessamento e o gestor da unidade deve ter como premissa a
flexibilidade. Os controles devem ser feitos, mas em uma perspectiva mais ampla,
considerando a eficiência no alcance dos resultados pretendidos;

IX - Liderança virtual: ao gestor da unidade recomenda-se apoiar individualmente os


membros de sua equipe, tentando identificar as dificuldades existentes e estimular
seu enfrentamento, com empatia e flexibilidade;

X - Saúde: deverá ser desenvolvido um plano de qualidade de vida voltado ao


teletrabalho, com medidas para o melhor desempenho das atividades e proteção à
saúde de magistrados e servidores;

XI - Gestão da cultura e do clima: o gestor da equipe deve buscar a integração entre


a equipe presencial e a equipe remota, facilitando a comunicação e incentivando a
interação, a participação e a comunicação entre todos;

XII - Condutas de integridade: deverão ser observadas condutas de integridade para


a execução das atividades de teletrabalho.

Art. 4º Para os fins de que trata esta Resolução, definem-se:

I - teletrabalho: modalidade de trabalho remoto, integral ou parcial, realizada fora das


dependências do TJMG, com a possibilidade de utilização de recursos tecnológicos
e de comunicação;

II - unidade: subdivisão administrativa ou judiciária do TJMG dotada de gestor;

III - gestor da unidade: superior hierárquico imediato, responsável pela coordenação


da execução das atividades dos servidores lotados na unidade e por sua avaliação
de desempenho;

IV - gestor máximo: servidor ocupante de cargo de maior nível hierárquico na


estrutura a que pertence a unidade, magistrado, presidente de câmara ou
responsável pela unidade judiciária.

Parágrafo único. Não se enquadram na definição de teletrabalho as atividades que


são desempenhadas externamente às dependências do TJMG em razão da
natureza e das atribuições do cargo ou da unidade de lotação do servidor.

CAPÍTULO II
DO TELETRABALHO DOS MAGISTRADOS
Art. 5º Poderá ser deferido o regime de teletrabalho a magistrados, a critério da
Administração, observadas as disposições constantes nesta Resolução.

Parágrafo único. Aplica-se aos magistrados a prioridade de que trata o art. 15 desta
Resolução.

Art. 6º Para ingresso no teletrabalho, o magistrado deverá fazer o requerimento ao


Presidente do TJMG, com a informação dos dias em que pretende permanecer em
regime de teletrabalho, bem como a declaração de que possui móveis e
equipamentos de informática adequados e que atendam às exigências ergonômicas
do TJMG.

§ 1º O Presidente do Tribunal, após pareceres do Primeiro Vice-Presidente e do


Corregedor-Geral de Justiça, decidirá sobre o pedido.

§ 2º A quantidade de magistrados em teletrabalho será definida pelo Presidente do


TJMG.

§ 3º A realização do teletrabalho é facultativa, no interesse e a critério da


Administração, em benefício das unidades judiciárias e administrativas, não se
constituindo, portanto, direito ou dever do magistrado.

Art. 7º O magistrado em regime de teletrabalho deve ter produtividade mensal pelo


menos 20% (vinte por cento) superior à média dos magistrados que atuam em
unidades judiciárias iguais ou de competência semelhante, observados os princípios
da razoabilidade e da proporcionalidade.

Art. 8º Os magistrados que optarem pelo regime de teletrabalho deverão comparecer


ao fórum pelo menos:

I - 3 (três) dias úteis por semana, os titulares de comarcas de entrância especial, os


titulares de comarcas de segunda entrância e os juízes auxiliares;

II - 4 (quatro) dias úteis por semana, os titulares de comarcas de primeira entrância e


os juízes substitutos.

Parágrafo único. Salvo autorização do Órgão Especial para residir em outra comarca
ou autorização expressa da Presidência do TJMG em casos excepcionais e
devidamente fundamentados, o teletrabalho deve ser exercido dentro dos limites
territoriais da comarca, devendo o magistrado, em qualquer hipótese, encontrar-se à
disposição para o imediato comparecimento ao fórum ou outro local de sua
jurisdição, sempre que se fizer necessário.

Art. 9º Deferido o regime de teletrabalho a magistrado ocupante de unidade judiciária


em que o Processo Judicial eletrônico - PJe não tiver sido implantado, o Presidente
do TJMG poderá designá-lo para exercer suas atividades em cooperação com outra
unidade que não conte com lotação completa ou que possua grande volume de
processos.
Art. 10. O magistrado em regime de teletrabalho deverá permanecer, durante o
expediente forense, em condições de ser prontamente contactado pela Presidência
do TJMG, pela Corregedoria-Geral de Justiça, por outros magistrados e pelo diretor
da unidade que esteja assumindo ou auxiliando.

§ 1º O magistrado deve realizar as audiências por videoconferência, quando for o


caso, bem com manter agenda de atendimento às partes e seus patronos, por
videoconferência ou outros recursos tecnológicos, com a utilização de equipamentos
próprios, ou fazer uso de equipamentos da unidade judiciária em que esteja
atuando.

§ 2º É dever do magistrado acessar diariamente seu e-mail funcional e o Sistema


Eletrônico de Informações - SEI, presumindo-se como recebidas e lidas as
mensagens no primeiro dia útil subsequente ao do envio.

§ 3º Os magistrados devem manter atualizados, perante a Gerência da Magistratura


- GERMAG, seus contatos telefônicos.

§ 4º A assinatura digital dos atos a cargo do magistrado deverá ser por ele
exclusivamente efetuada e, se estiver em regime de teletrabalho, a partir de seu
equipamento pessoal.

Art. 11. É vedada a realização do teletrabalho ao magistrado:

I - em período de vitaliciamento;

II - que tenha sofrido penalidade disciplinar nos dois anos anteriores ao


requerimento;

III - vinculado a Tribunal Regional Eleitoral, no período das eleições.

Art. 12. O Presidente do TJMG, após informações do magistrado, poderá, a qualquer


tempo, de ofício ou por provocação, determinar a suspensão do regime de
teletrabalho de qualquer magistrado e, em caso de indícios de infração disciplinar,
encaminhar as peças à Corregedoria-Geral de Justiça para as providências cabíveis.

CAPÍTULO III
DO TELETRABALHO DOS SERVIDORES

Art. 13. As atividades dos servidores do Quadro de Pessoal do Poder Judiciário do


Estado de Minas Gerais poderão ser executadas, em parte ou em sua totalidade,
fora das dependências do TJMG, de forma remota, com a possibilidade de utilização
de tecnologias de informação e de comunicação, sob a denominação de
teletrabalho, observadas as diretrizes desta Resolução.

§ 1º Compete ao gestor da unidade, observado o interesse da Administração e


mediante anuência do gestor máximo, indicar, entre os servidores interessados,
aqueles que atuarão em regime de teletrabalho, bem como solicitar o retorno do
servidor ao regime presencial ou sua substituição por outro servidor, assegurando,
sempre que possível, o rodízio entre os interessados.

§ 2º É permitido o teletrabalho parcial aos servidores que exercem as funções de


Assistente Social, Psicólogo e Comissário da Infância e da Juventude, ressalvados
os atos que devam ser realizados presencialmente, conforme diretrizes fixadas pelo
gestor máximo, no interesse do serviço.

§ 3º O teletrabalho é destinado às atividades em que seja possível a mensuração


objetiva do desempenho, definidas pelo gestor da unidade, com a anuência do
gestor máximo, por meio de metas estabelecidas em plano de trabalho
individualizado e fiscalizadas pela Comissão de Gestão do Teletrabalho.

§ 4º O local utilizado para a realização do teletrabalho deve ser adequado às


condições de privacidade e segurança necessárias ao serviço.

§ 5º A realização do teletrabalho é facultativa, no interesse e a critério da


Administração, em benefício das unidades judiciárias e administrativas, não se
constituindo, portanto, direito ou dever do servidor.

§ 6º A forma de participação do servidor em regime de teletrabalho não deve obstruir


o convívio social e laboral, a cooperação, a integração e a participação social do
servidor, nem embaraçar o direito ao tempo livre e aos afastamentos
regulamentares.

§ 7º A quantidade de servidores que exceder a 70% (setenta por cento) do quadro


da unidade em regime de teletrabalho deverá ser devidamente justificada e
motivada, conjuntamente, pelo gestor da unidade e pelo gestor máximo, para
posterior apreciação pela Comissão de Gestão do Teletrabalho, observadas as
normas expedidas pelo Conselho Nacional de Justiça - CNJ.

§ 8º Nos gabinetes, o número de servidores em teletrabalho será definido pelo


magistrado.

Art. 14. É vedada a participação em teletrabalho do servidor que:

I - esteja no primeiro ano do estágio probatório;

II - apresente contraindicações por motivo de saúde, constatadas em perícia médica;

III - tenha sofrido penalidade disciplinar nos dois anos anteriores à indicação;

IV - não tenha alcançado conceito satisfatório na avaliação de desempenho mais


recente, conforme os critérios previstos em norma específica.

Art. 15. Entre os interessados e verificado o interesse da Administração, terão


prioridade na indicação os seguintes servidores:

I - idosos, nos termos da Lei nº 10.741, de 1º de outubro de 2003;


II - gestantes ou lactantes;

III - com deficiência, necessidades especiais ou doença grave, ou que tenham filhos
ou dependentes na mesma condição, nos termos do art. 21 desta Resolução.

Art. 16. A meta de desempenho individual a ser alcançada pelo servidor em regime
de teletrabalho será expressamente definida pelo gestor da unidade, mediante
elaboração, em conjunto com o teletrabalhador, de plano de trabalho individualizado,
validado pelo gestor máximo, tendo como base e limite a jornada de trabalho do
servidor.

§ 1º A meta de desempenho individual, sempre que possível, deverá pautar-se em


critérios objetivos, com resultados apurados quantitativamente.

§ 2º A padronização do plano de trabalho de que trata o "caput" deste artigo será


definida pela Presidência do TJMG, mediante proposta da Comissão de Gestão do
Teletrabalho.

Art. 17. O servidor em regime de teletrabalho deve ter produtividade mensal pelo
menos 20% (vinte por cento) superior à média dos servidores que atuam em
unidades judiciárias iguais ou semelhantes, observados os princípios da
razoabilidade e da proporcionalidade.

§ 1º A produtividade máxima mensal terá por base a jornada integral equivalente a


seis horas diárias, observada a proporcionalidade, nos casos de jornada reduzida,
conforme constar do respectivo Plano de Trabalho Individual.

§ 2º Na hipótese de não cumprimento da meta de desempenho individual, o déficit


de produção apurado pelo gestor da unidade deverá ser compensado no mês
imediatamente seguinte.

§ 3º Não compensado o déficit na forma do § 2º deste artigo ou em caso de


constatação de novo déficit de produção, após ser ouvido, o servidor poderá ser
excluído do programa por decisão do gestor máximo da área, hipótese em que
deverá retornar ao trabalho presencial na unidade de origem, podendo permanecer
em período de avaliação por dois anos.

§ 4º Não será considerada déficit a impossibilidade de cumprimento da meta de


desempenho individual por razões técnicas verificadas pelo gestor da unidade, ao
qual caberá, de acordo com as circunstâncias, decidir pela necessidade ou não de
compensação do déficit apurado.

§ 5º Para apuração do resultado, não serão considerados os dias em que o servidor


estiver em afastamento legal.

§ 6º A prestação de serviço extraordinário para o alcance das metas mínimas de


desempenho estabelecidas, bem como sua superação, não autoriza o pagamento
de horas extraordinárias ou a formação de banco de horas.
§ 7º Durante o regime do teletrabalho, o servidor terá a garantia da irredutibilidade
das vantagens, dos acréscimos pecuniários e dos demais direitos a que faça jus,
exceto o auxílio-transporte previsto na Portaria da Presidência nº 4.583, de 8 de
outubro de 2019, ou em outro ato normativo que vier substituí-la ou alterá-la.

§ 8º Portaria da Presidência disciplinará o pagamento do auxílio-transporte nos dias


em que o servidor em teletrabalho parcial realizar o trabalho na modalidade
presencial. (Parágrafo acrescentado pela Resolução do Órgão Especial nº
1067/2023)

Art. 18. O teletrabalho poderá ser suspenso nos casos de:

I - necessidade de retorno do servidor ao trabalho presencial por motivo de redução


temporária da força de trabalho que possa comprometer as atividades presenciais
da unidade;

II - verificação, pelo gestor da unidade ou denúncia identificada, de descumprimento


das disposições contidas no art. 20 desta Resolução.

§ 1º Na hipótese do inciso II deste artigo, o teletrabalhador deverá prestar


esclarecimentos ao gestor da unidade, que comunicará o fato ao gestor máximo, o
qual poderá suspender temporariamente o teletrabalho e, em caso de indícios de
infração disciplinar, encaminhará o expediente à Corregedoria-Geral de Justiça para
as providências cabíveis.

§ 2º Encerrada a apuração de responsabilidade de que trata o § 1º deste artigo e


não havendo aplicação de penalidade disciplinar ao servidor, caberá ao gestor da
unidade a análise da conveniência e oportunidade da manutenção do servidor no
regime de teletrabalho.

Art. 19. São deveres do gestor da unidade, com relação ao teletrabalho:

I - acompanhar o trabalho e a adaptação do servidor ao regime de teletrabalho,


mantendo contato regular, na forma estabelecida no plano de trabalho;

II - aferir e monitorar a qualidade dos serviços prestados e o cumprimento das metas


de desempenho estabelecidas;

III - apresentar, semestralmente, à Comissão de Gestão do Teletrabalho, relatório


informando a relação de servidores participantes, as dificuldades verificadas e
quaisquer outras situações detectadas que possam auxiliar no desenvolvimento do
teletrabalho, assim como os resultados alcançados, inclusive no que concerne ao
incremento da produtividade;

IV - convocar o teletrabalhador para comparecimento à unidade, sempre que


necessário, com antecedência mínima de 48 horas ou outro prazo definido no plano
de trabalho;
V - informar, para fins de registro junto à Diretoria Executiva de Administração de
Recursos Humanos - DEARHU a inclusão, suspensão e o desligamento de servidor
no regime de teletrabalho, bem como comunicar sua frequência semestralmente.

§ 1º O disposto no inciso IV deste artigo não se aplica ao servidor que possuir


autorização para execução do teletrabalho fora da jurisdição do TJMG, inclusive no
exterior, hipótese em que a convocação do teletrabalhador deverá respeitar
antecedência mínima de 30 (trinta) dias ou outro prazo definido no plano de trabalho.

§ 2º O gestor da unidade é responsável pela veracidade das informações prestadas


no relatório, em especial quanto ao cumprimento das metas estabelecidas no plano
de trabalho e aos resultados alcançados.

Art. 20. São deveres do servidor em regime de teletrabalho:

I - realizar as atividades e cumprir as metas de desempenho individual, conforme


estabelecido no plano de trabalho;

II - manter telefone de contato permanentemente atualizado e ativo nos dias úteis,


durante o horário de expediente forense;

III - acessar diariamente seu e-mail funcional e o Sistema Eletrônico de Informações


- SEI, presumindo-se como recebidas e lidas as mensagens no primeiro dia útil
subsequente ao do envio;

IV - manter o gestor da unidade informado acerca do andamento dos trabalhos e de


eventuais anomalias ou dificuldades encontradas, em especial aquelas que possam
prejudicar o cumprimento das metas de desempenho nos termos estabelecidos no
plano de trabalho;

V - atender às convocações para comparecimento à unidade, sempre que houver


necessidade, bem como para videoconferências;

VI - reunir-se periodicamente com o gestor da unidade para a apresentação de


resultados e obtenção de orientações e informações, de modo a proporcionar o
acompanhamento dos trabalhos;

VII - preservar o sigilo dos dados acessados de forma remota, mediante observância
das normas internas de segurança da informação e da comunicação, bem como
manter atualizados os sistemas institucionais instalados nos equipamentos de
trabalho;

VIII - realizar exame periódico anual, de acordo com as normas próprias e segundo
cronograma a ser elaborado pela Gerência de Saúde no Trabalho – GERSAT, nos
termos da Resolução CNJ nº 207, de 15 de outubro de 2015.

§ 1º As atividades deverão ser cumpridas diretamente pelo servidor em regime de


teletrabalho, sendo vedada a utilização de terceiros, servidores ou não, para o
cumprimento das metas estabelecidas.
§ 2º Fica vedado o contato do servidor com partes ou advogados, vinculados, direta
ou indiretamente, aos dados acessados pelo servidor ou àqueles disponíveis a sua
unidade de trabalho.

§ 3º Na hipótese do inciso VI deste artigo, o atendimento realizar-se-á,


preferencialmente, por videoconferência;

§ 4º O servidor deverá apresentar a declaração de que possui móveis e


equipamentos de informática adequados e que atendam às exigências ergonômicas
do TJMG.

CAPÍTULO IV
DO TELETRABALHO DE SERVIDORES E MAGISTRADOS COM DEFICIÊNCIA,
NECESSIDADES ESPECIAIS OU DOENÇA GRAVE, BEM COMO DAQUELES QUE
TENHAM FILHO(S) OU DEPENDENTES LEGAIS NA MESMA CONDIÇÃO

Art. 21. Sem prejuízo de outras condições especiais previstas em ato normativo
próprio, o teletrabalho será, prioritariamente, deferido a magistrados e servidores
com deficiência, necessidades especiais ou doença grave, bem como aos que
tenham filhos ou dependentes na mesma condição.

§ 1º Para os efeitos desta Resolução, considera-se pessoa com deficiência aquela


abrangida pelo art. 2º da Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015, pela equiparação
legal veiculada no art. 1º, § 2º, da Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012, e, nos
casos de doença grave, aquelas expostas no art. 6º, inciso XIV, da Lei nº 7.713, de
22 de dezembro de 1988.

§ 2º Poderá ser deferido o teletrabalho, em hipóteses não previstas no "caput" deste


artigo, mediante apresentação de laudo técnico ou de equipe multidisciplinar, a ser
homologado por junta oficial em saúde, designada pela GERSAT.

§ 3º Aos magistrados e servidores de que trata o "caput" deste artigo, não será
exigido o acréscimo de produtividade previsto nos arts. 7º e 17 desta Resolução.

§ 4º A condição especial de trabalho não implicará despesas para o TJMG.

CAPÍTULO V
DA COMISSÃO DE GESTÃO DO TELETRABALHO

Art. 22. Fica constituída a Comissão de Gestão do Teletrabalho, que será integrada
pelos seguintes membros:

I - magistrados:

a) 1 (um) Desembargador, escolhido pelo Presidente do TJMG, que será o


presidente da Comissão;

b) 1 (um) Juiz Auxiliar da Presidência, a critério do Presidente do TJMG;


c) Juízes Auxiliares da 1ª, da 2ª e da 3ª Vice-Presidências;

d) 1 (um) Juiz Auxiliar da Corregedoria, indicado pelo Corregedor-Geral de Justiça;

e) 1 (um) Juiz de Direito indicado pela Associação dos Magistrados Mineiros -


AMAGIS;

II - servidores:

a) 3 (três) servidores escolhidos pelo Presidente do TJMG;

b) 1 (um) servidor da GERSAT, indicado pelo respectivo Diretor-Executivo;

c) 1 (um) servidor indicado, conjuntamente, pelas entidades sindicais representativas


dos servidores do Poder Judiciário de Minas Gerais.

§ 1º A Comissão de Gestão do Teletrabalho poderá solicitar pareceres técnicos de


outras áreas do TJMG e convidar magistrados ou servidores para acompanharem e
assessorarem seus trabalhos.

§ 2º Os integrantes da Comissão de Gestão do Teletrabalho serão designados por


Portaria do Presidente do TJMG.

Art. 23. Compete à Comissão de Gestão do Teletrabalho:

I - avaliar a gestão do teletrabalho nas unidades participantes e emitir parecer, a ser


encaminhado ao Presidente do TJMG, acerca da possibilidade de implantação,
manutenção ou exclusão do teletrabalho na unidade interessada;

II - analisar os resultados individuais e das unidades participantes apresentados pelo


gestor, mediante avaliações semestrais, ou em outra periodicidade que for
necessária, e propor as medidas adequadas que visem ao aperfeiçoamento do
teletrabalho;

III - apresentar relatório semestral ao Presidente do TJMG, com parecer


fundamentado sobre os resultados auferidos e dados sobre o cumprimento dos
objetivos do teletrabalho;

IV - apreciar informação do gestor de unidade sobre o quantitativo de servidores que


poderão executar suas atividades em regime de teletrabalho e emitir parecer a
respeito, a ser encaminhado ao Presidente do TJMG;

V - analisar e deliberar, fundamentadamente, sobre os casos omissos, propondo ao


Presidente do TJMG a solução que se apresentar mais adequada ao caso.

Parágrafo único. O relatório de que trata o inciso III deste artigo será confeccionado
pela Diretoria Executiva de Planejamento Orçamentário e Qualidade na Gestão
Institucional - DEPLAG e, depois de aprovado pela Comissão de Gestão do
Teletrabalho, será apresentado à Presidência do TJMG.

CAPÍTULO VI
DA UNIDADE DO TELETRABALHO
Art. 24. A Unidade do Teletrabalho tem como objetivo assegurar operacionalmente a
implantação do regime de teletrabalho no TJMG, em apoio à Comissão de Gestão
do Teletrabalho.

§ 1º A disposição da Unidade do Teletrabalho na estrutura organizacional da


Secretaria do TJMG será prevista em resolução própria.

§ 2º Até que seja editada a resolução de que trata o § 1º, serão designados
servidores para a operacionalização do disposto no "caput" deste artigo e o
funcionamento da Unidade de Teletrabalho será disciplinado por Portaria da
Presidência.

Art. 25. São atribuições da Unidade do Teletrabalho:

I - orientar e acompanhar a implantação do teletrabalho nas unidades participantes,


assegurando a aplicação da regulamentação aplicável e das diretrizes da Comissão
de Gestão do Teletrabalho;

II - receber e triar, para fins de apresentação à deliberação da Comissão de Gestão


do Teletrabalho:

a) as indicações de unidades e servidores para a realização do teletrabalho;

b) os planos de trabalho individuais;

c) as solicitações de autorização para a realização do teletrabalho fora da jurisdição


do TJMG;

d) os requerimentos de desligamento enviados pelos gestores ou pelos


teletrabalhadores;

e) outros pedidos ou questões apresentadas com relação ao teletrabalho;

III - secretariar os trabalhos da Comissão de Gestão de Teletrabalho, mantendo o


registro de suas deliberações;

IV - manter relação atualizada de unidades e servidores em teletrabalho,


assegurando sua devida divulgação;

V - remeter à DEPLAG, semestralmente e para fins estatísticos, os relatórios de


produtividade e as informações apresentados pelos gestores das unidades em
teletrabalho;
VI - assegurar a comunicação e o cumprimento das regras e deliberações sobre o
teletrabalho junto às unidades e aos servidores participantes;

VII - promover, junto à Escola Judicial Desembargador Edésio Fernandes - EJEF, as


capacitações necessárias à realização e à difusão dos conhecimentos relativos ao
teletrabalho;

VIII - promover, junto às respectivas áreas do TJMG, programas de divulgação sobre


o teletrabalho, orientações para a prevenção da saúde física, mental e ergonomia;

IX - realizar o acompanhamento individual e coletivo dos servidores e gestores em


teletrabalho;

X - assegurar, junto às respectivas áreas responsáveis do TJMG, os sistemas e as


condições necessárias para a implantação e a realização do teletrabalho nas
unidades autorizadas;

XI - manter as informações e os registros necessários sobre o teletrabalho no sítio


eletrônico do TJMG;

XII - disponibilizar, na rede do TJMG, lista atualizada dos servidores inscritos para o
curso presencial preparatório de capacitação para o teletrabalho.

CAPÍTULO VII
DA EQUIPE DE TRABALHO REMOTO

Art. 26. Fica autorizada a criação de Equipe de Trabalho Remoto para constituição
de grupos de trabalho ou forças-tarefas especializadas para o desenvolvimento de
teses jurídicas, soluções teóricas, pesquisas empíricas e estudos de questões
complexas, nos termos da Resolução CNJ nº 375, de 2 de março de 2021.

§ 1º A Equipe de Trabalho Remoto poderá ser composta por magistrados e


servidores lotados em quaisquer unidades jurisdicionais ou administrativas, que
deverão atuar em teletrabalho na equipe, sem qualquer prejuízo da atividade
exercida na unidade de origem.

§ 2º No âmbito do tratamento adequado de demandas estratégicas ou repetitivas e


de massa, a criação de Equipes de Trabalho Remoto deverá ser precedida de
consulta ao Centro de Inteligência da Justiça de Minas Gerais - CIJMG e, uma vez
instituídas, deverão atuar de forma sinérgica e em cooperação com este.

CAPÍTULO VIII
DAS DISPOSIÇÕES FINAIS

Art. 27. O magistrado ou servidor em teletrabalho participará das substituições


automáticas previstas em regulamento do TJMG, independentemente de
designação, bem como das escalas de plantão.
Art. 28. Compete exclusivamente aos magistrados e servidores que optarem pelo
exercício das atividades pelo regime de teletrabalho providenciar e manter as
estruturas física e tecnológica necessárias à realização do trabalho, mediante uso de
equipamentos ergonômicos e adequados, observadas as orientações fornecidas
pela GERSAT e pela DIRFOR, sem custo algum para o TJMG, ressalvado o
disposto no § 2º do art. 26 da Resolução CNJ nº 230, de 22 de junho de 2016.

Art. 29. A marcação de ponto eletrônico do servidor teletrabalhador será substituída


pelo abono das faltas pelo gestor da unidade, mediante utilização de código
específico para o teletrabalho, condicionado ao atingimento da meta de
produtividade mensal estipulada no Plano Individual de Trabalho.

Art. 30. Compete à DIRFOR viabilizar o acesso remoto e controlado dos servidores
em regime de teletrabalho aos sistemas eletrônicos do TJMG.

Art. 31. Será disponibilizado, no sítio eletrônico do TJMG, no portal da transparência,


lista, semestralmente atualizada, com os nomes dos magistrados e servidores que
atuam no regime de teletrabalho.

Art. 32. A capacitação dos magistrados, gestores e servidores envolvidos com o


regime de teletrabalho será realizada pela EJEF, preferencialmente mediante cursos
de ensino a distância.

§ 1º As entrevistas e os acompanhamentos individuais ou coletivos serão realizados,


preferencialmente, por videoconferência, podendo ser realizados presencialmente
em casos excepcionais, com a devida justificativa validada pela Comissão de
Gestão do Teletrabalho.

§ 2º A Unidade do Teletrabalho promoverá, junto à EJEF, à Diretoria Executiva de


Comunicação - DIRCOM, à GERSAT ou a outros setores responsáveis, a difusão de
conhecimentos relativos ao teletrabalho e de orientações para saúde e ergonomia,
mediante cursos, oficinas, palestras e outros meios, sempre que necessário.

Art. 33. As disposições desta Resolução aplicam-se às situações de emergência


sanitária, no que couber.

Art. 34. O Presidente do TJMG poderá editar ato normativo destinado ao


cumprimento do teletrabalho previsto nesta Resolução.

Art. 35. Ficam revogadas as Portarias Conjuntas da Presidência nº 493, de 25 de


abril de 2016; nº 527, de 28 de junho de 2016; nº 541, de 11 de agosto de 2016; nº
607, de 14 de fevereiro de 2017; nº 667, de 10 de agosto de 2017; nº 755, de 18 de
junho de 2018; nº 756, de 6 de julho de 2018; nº 769, de 18 de setembro de 2018; nº
799, de 10 de dezembro de 2018; e nº 833, de 30 de abril de 2019.

Art. 36. Esta Resolução entra em vigor na data de sua publicação.

Belo Horizonte, 4 de outubro de 2021.


Desembargador GILSON SOARES LEMES
Presidente

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